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Enquanto o Brasil foi colônia de Portugal(1500 a 1822) não houve desenvolvimentoindustrial em nosso país. A metrópole proi...
Em 1828 foi renovado o protecionismoeconômico cobrando-se uma taxa de 16% sobreos produtos estrangeiros, agora para todos ...
Em 1850 é assinada a Lei Eusébio de Queirósproibindo o tráfico intercontinental de escravos(embora o tráfico interprovinci...
Foi somente no final do século XIX quecomeçou o desenvolvimento industrial noBrasil. Muitos cafeicultores passaram ainvest...
Foi durante o primeiro governo de Getúlio Vargas(1930-1945) que a indústria brasileira ganhou umgrande impulso. Vargas tev...
Getúlio Vargas adotou uma políticaindustrializante, a substituição de mão-de-obraimigrante pela nacional. Essa mão-de-obra...
Durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960) o desenvolvimento industrial brasileiro ganhounovos rumos e feições....
No entanto, o desenvolvimento industrial foicalcado, em grande parte, com capital estrangeiro,atraído por incentivos cambi...
Ocorreu uma maior diversificação da produçãoindustrial. O Estado assumiu certos empreendimentos como:produção de energia e...
Nas décadas 70, 80 e 90, aindustrialização do Brasil continuou acrescer, embora, em alguns momentos decrise econômica, ela...
Hoje, o Brasil tem o terceiro setorindustrial mais avançado da América.Calculando um terço do PIB, a indústriabrasileira v...
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Indústria brasileira

  1. 1.  Introdução Começo da industrialização Era Vargas e o desenvolvimento industrial Período JK Últimas décadas do século XX Atualmente
  2. 2. Enquanto o Brasil foi colônia de Portugal(1500 a 1822) não houve desenvolvimentoindustrial em nosso país. A metrópole proibia oestabelecimento de fábricas em nosso território,para que os brasileiros consumissem os produtosmanufaturados portugueses. Mesmo com achegada da família real (1808) e a Abertura dosPortos às Nações Amigas, o Brasil continuoudependente do exterior, porém, a partir destemomento, dos produtos ingleses. Em 1810 atravésde um contrato comercial com a Inglaterra, foifixada em 15% a taxa para as mercadoriasinglesas por um período de 15 anos. Nesteperíodo, o desenvolvimento industrial brasileiro foimínimo devido à forte concorrência dosprodutos ingleses que, além de serem de melhorqualidade, eram mais baratos.
  3. 3. Em 1828 foi renovado o protecionismoeconômico cobrando-se uma taxa de 16% sobreos produtos estrangeiros, agora para todos ospaíses, sem exceção. Porém essa taxa era aindainsuficiente para promover algum desenvolvimentoindustrial no País. Em 1846 a indústria têxtil obteve incentivosfiscais e, no ano seguinte, as matérias-primasnecessárias à indústria do país receberam isençãodas taxas alfandegárias. Mas nem esses incentivos foram suficientespara alavancar o desenvolvimento industrial. Aescravidão ainda estava presente. Faltavamtrabalhadores livres e assalariados para constituir abase do mercado consumidor. Além disso, as elitesenriquecidas pelo café ainda não estavamdispostas a investir na indústria.
  4. 4. Em 1850 é assinada a Lei Eusébio de Queirósproibindo o tráfico intercontinental de escravos(embora o tráfico interprovincial continuasse,destacando-se a transferência de escravos dadecadente economia nordestina para o Vale doParaíba, que vivia a ascensão da cafeicultura) e quetrouxe duas consequências importantes para odesenvolvimento industrial:• Os capitais que eram aplicados na compra deescravos ficaram disponíveis e foram aplicados no setorindustrial.• A cafeicultura, que estava em plenodesenvolvimento, necessitava de mão de obra. Issoestimulou a entrada de um número considerável deimigrantes, que trouxeram novas técnicas de produçãode manufaturados e foi a primeira mão de obraassalariada no Brasil. Assim constituíram um mercadoconsumidor indispensável ao desenvolvimentoindustrial, bem como força de trabalho especializada.
  5. 5. Foi somente no final do século XIX quecomeçou o desenvolvimento industrial noBrasil. Muitos cafeicultores passaram ainvestir parte dos lucros, obtidos com aexportação do café, no estabelecimentode indústrias, principalmente em São Pauloe Rio de Janeiro. Eram fábricas de tecidos,calçados e outros produtos de fabricaçãomais simples. A mão-de-obra usada nestasfábricas era, na maioria, formada porimigrantes italianos.
  6. 6. Foi durante o primeiro governo de Getúlio Vargas(1930-1945) que a indústria brasileira ganhou umgrande impulso. Vargas teve como objetivo principalefetivar a industrialização do país, privilegiando asindústrias nacionais, para não deixar o Brasil cair nadependência externa. Com leis voltadas para aregulamentação do mercado de trabalho, medidasprotecionistas e investimentos em infraestrutura, aindústria nacional cresceu significativamente nasdécadas de 1930-40. Porém, este desenvolvimentocontinuou restrito aos grandes centros urbanos daregião sudeste, provocando uma grande disparidaderegional. Durante este período, a indústria também sebeneficiou com o final da Segunda Guerra Mundial(1939-45), pois, os países europeus, estavam com suasindústrias arrasadas, necessitando importar produtosindustrializados de outros países, entre eles o Brasil.
  7. 7. Getúlio Vargas adotou uma políticaindustrializante, a substituição de mão-de-obraimigrante pela nacional. Essa mão-de-obra eraformada no Rio de Janeiro e São Paulo em função doêxodo rural (decadência cafeeira) e movimentosmigratórios de nordestinos.Vargas investiu forte na criação da infraestruturaindustrial: indústria de base e energia. Destacando-se acriação de:• Conselho Nacional do Petróleo (1938)• Companhia Siderúrgica Nacional (1941)• Companhia Vale do Rio Doce (1943)• Companhia Hidrelétrica do São Francisco (1945) Com a criação da Petrobrás (1953), ocorreu umgrande desenvolvimento das indústrias ligadas àprodução de gêneros derivados do petróleo (borrachasintética, tintas, plásticos, fertilizantes, etc).
  8. 8. Durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960) o desenvolvimento industrial brasileiro ganhounovos rumos e feições. JK abriu a economia para ocapital internacional, atraindo indústrias multinacionais.Foi durante este período que ocorreu a instalação demontadoras de veículos internacionais (Ford, GeneralMotors, Volkswagen e Willys) em território brasileiro. O crescimento da indústria de bens de produçãorefletiu-se principalmente nos seguintes setores:• siderúrgico e metalúrgico (automóveis);• químico e farmacêutico;• construção naval, implantado no Rio de Janeiroem 1958 com a criação do Grupo Executivo daIndústria de Construção Naval (GEICON).
  9. 9. No entanto, o desenvolvimento industrial foicalcado, em grande parte, com capital estrangeiro,atraído por incentivos cambiais, tarifários e fiscaisoferecidos pelo governo. Nesse período teve início em maior escala ainternacionalização da economia brasileira, atravésdas multinacionais. A década de 60 começou com sérios problemaspolíticos: a renúncia de Jânio Quadros em 1961, aposse do vice-presidente João Goulart, discussões emtorno de presidencialismo ou parlamentarismo. Essesfatos ocasionaram um declínio no crescimentoeconômico e industrial. Após 1964, os governos militares, retomaram eaceleraram o crescimento econômico e industrialbrasileiro. O Estado assumiu a função de órgãosupervisor das relações econômicas. Odesenvolvimento industrial pós 64 foi significativo.
  10. 10. Ocorreu uma maior diversificação da produçãoindustrial. O Estado assumiu certos empreendimentos como:produção de energia elétrica, do aço, indústriapetroquímica, abertura de rodovias e outros, assegurandopara a iniciativa privada as condições de expansão oucrescimento de seus negócios. Houve grande expansão da indústria de bens deconsumo não duráveis e duráveis com a produção inclusivede artigos sofisticados. Aumentou, entre 1960 e 1980, em númerossignificativos a produção de aço, ferro-gusa, laminados,cimento, petróleo Para sustentar o crescimento industrial, houve oaumento da capacidade aquisitiva da classe média alta,através de financiamento de consumo. Foi estimulada,também, a exportação de produtos manufaturados atravésde incentivos governamentais. Em 1979, pela 1ª vez, asexportações de produtos industrializados e semi-industrializados superaram as exportações de bens primários(produtos da agricultura, minérios, matérias-primas).
  11. 11. Nas décadas 70, 80 e 90, aindustrialização do Brasil continuou acrescer, embora, em alguns momentos decrise econômica, ela tenha estagnado.Atualmente o Brasil possui uma boa baseindustrial, produzindo diversos produtoscomo, por exemplo, automóveis,máquinas, roupas, aviões, equipamentos,produtos alimentícios industrializados,eletrodomésticos, etc. Apesar disso, aindústria nacional ainda é dependente,em alguns setores, (informática, porexemplo) de tecnologia externa.
  12. 12. Hoje, o Brasil tem o terceiro setorindustrial mais avançado da América.Calculando um terço do PIB, a indústriabrasileira varia de automóveis, aço epetroquímicos paracomputadores, aeronaves e bens deconsumo duráveis. Com a maior estabilidadeeconômica prevista pelo Plano Real, asempresas brasileiras e multinacionais têminvestido pesadamente em novosequipamentos e tecnologia, uma grandeparte dos quais foi comprado de empresasdos Estados Unidos.

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