O Centro - n.º 7

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Versão integral da edição n.º 7 do quinzenário “O Centro”, que se publica em Coimbra. 05.07.2006.

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O Centro - n.º 7

  1. 1. DIRECTOR J O R G E C A S T I L H O PÚBLICA FRACÇÃO Crónica de televisão por Francisco Amaral PÁG. 24 | Taxa Paga | Devesas – 4400 V. N. Gaia | Autorizado a circular em invólucro de plástico fechado ANO I N.º 7 (II série) De 5 a 18 de Julho de 2006 € 1 euro Co-incineração avança (iva incluído) “O MAIS TARDAR´EM SETEMBRO” – GARANTE MINISTRO DO AMBIENTE PÁG. 2 e 3 Biocant INAUGURADO EM CANTANHEDE na vanguarda da biotecnologia Do futebol ENTREVISTA A FRANCISCO ANDRADE Teste inovador permite saber se é menino ou menina à política PÁG. 8 e 9 Coimbra consome água com qualidade garantida PÁG. 7 PÁG. 4 a 6 DESDE ONTEM NA NET NOS 25 ANOS DA MORTE DESPORTO ASSINE O «CENTRO» Mais Evocação Minibasquete E GANHE OBRA DE ARTE de 300 mil do escritor Futebol livros Carlos Futsal gratuitos de Oliveira Karate PÁG. 3 PÁG. 21 PÁG. 21 PÁG. 15 a 20
  2. 2. 2 COIMBRA DE 5 A 18 DE JULHO DE 2006 MINISTRO GARANTE QUE “O MAIS TARDAR José Manuel Alves: um lutador exemplar José Manuel Alves, Presidente da Região de Co-incineração Turismo do Centro, foi a sepultar na segunda- Antevê-se um “Verão quente” no que res- dos diplomas do PCP, CDS-PP e Partido -feira da passada semana (dia 26 de Junho) no peita à co-incineração, pois ela deve estar pres- Ecologista quot;Os Verdesquot; e votar favoravelmen- cemitério de Arega (Figueiró dos Vinhos). Ti- tes a iniciar-se em Souselas. te o projecto de resolução do BE. nha apenas 44 anos, mas um trabalho intenso De facto, o Governo prepara-se para avan- e profícuo desenvolvido, sobretudo, na área do çar com o processo, entrando em litígio com a GOVERNO CONTACTA Turismo, mas relevante também na interven- Câmara Municipal de Coimbra, cujo Presiden- CIMENTEIRAS ção política e cívica. te, Carlos Encarnação, já disse que a autarquia Licenciado em Direito pela Universidade de não emitiria a licença que considera indispensá- O Ministro do Ambiente, Nunes Correia, Coimbra e pós-graduado em Turismo pela vel para que a Cimpor de Souselas inicie a quei- em entrevista que agora concedeu ao “Correio Universidade Católica de Lisboa, foi Presidente ma dos RIP (Resíduos Industriais Perigosos). da Manhã”, questionado sobre a formalização da empresa municipal Figueira Grande Turismo A verdade é que o Primeiro-Ministro, logo do início da co-incineração nas cimenteiras de entre Abril de 2002 e Outubro de 2003. a seguir à tomada de posse, garantiu que iria re- Outão e de Souselas, respondeu: Iniciou a sua actividade profissional na cuperar esse polémico método de que fez “ca- “Tivemos conversas formais com as duas Região de Turismo de Centro pouco depois da valo de batalha” enquanto teve a pasta do Am- cimenteiras portuguesas, a Secil e a Cimpor, conclusão do curso de Direito, vindo a tornar- biente, apesar das opiniões contrárias de repu- que têm o melhor nível tecnológico que existe -se Presidente daquela instituiçãp entre 1993 e tados cientistas (que alertam para o risco que na Europa. Estão perfeitamente preparadas 1997, cargo que reocuparia em 2004, sendo José Manuel Alves em 1993 quando as- tal representa para a saúde pública) e da oposi- para a co-incineração de resíduos. Mas isso agora também Presidente da Agência Regional sumiu a presidência da RTC ção das populações das zonas escolhidas para tem de ser feito de forma regrada e assim está de Promoção Turística Centro de Portugal. o efeito: Souselas (Coimbra) e Outão (Setúbal). neste momento em curso o processo de licen- De Junho de 2003 até Julho de 2004 ocu- na forma optimista de encarar o infortúnio, no E se dúvidas houvesse quanto à sua teimo- ciamento dessas cimenteiras para executarem a pou o lugar de deputado na Assembleia da estoicismo insuperável com que fez questão de sia em levar por diante o processo, elas dissipa- co-incineração”. República, pelo Partido Social-Democrata, de- lidar com a doença, disfarçando sempre o so- ram-se com as afirmações que o Ministro do Aqui levanta-se uma questão jurídica, uma pois de ter integrado a lista do círculo de frimento com o seu cativante sorriso. Ambiente acaba de fazer, garantindo que a co- vez que há quem sustente, como a autarquia de Coimbra nas legislativas de 2002. Tem a Paulinha todas as razões para tanto incineração vai avançar durante o Verão, “o Coimbra, que a Cimpor carece de licença ca- se orgulhar do companheiro que tão cedo par- mais tardar no mês de Setembro”. marária para o efeito, e Carlos Encarnação ga- UMA BREVE NOTA PESSOAL tiu. Devem o Zézito e a Rosarinho crescer Recorde-se que ainda há poucos dias a maio- rante que ela não será emitida. Mas também há muito orgulhosos de um Pai que tanto lhes ria socialista na Assembleia da República rejei- os que referem tal não ser necessário, por não A notícia da morte de José Manuel Alves aí queria e que tantos amigos e admiradores tou os projectos de resolução do PCP, CDS- haver alteração ao que ali é produzido, o ci- está, acima, factual. Mas muito incompleta. soube conquistar – como ficou bem demons- PP, BE e PEV, que recomendavam ao Gover- mento, mas apenas a utilização de um novo Por isso, o jornalista vai deixar, por momen- trado no elevado número de pessoas que qui- no a suspensão da co-incineração até à entrada tipo de combustível, os RIP, nos fornos das ci- tos, essa restritiva condição, para assumir a de seram ir render-lhe uma derradeira homena- em funcionamento dos CIRVER (Centros In- menteiras. amigo e tecer breves considerações sobre o Zé gem. tegrados de Recuperação, Valorização e Elimi- Quanto ao início do processo, Nunes Manel que conheceu, ainda jovem estudante, Penso que para onde o Zé Manel tão pre- nação de Resíduos Industriais Sólidos). Correia declarou, na mesma entrevista: há duas décadas, e com o qual estabeleceu maturamente partiu não deverá ser permitida a Apesar da disciplina de voto imposta aos “Se tudo correr como esperamos, ainda du- amizade que o tempo foi intensificando. caça, seu passatempo predilecto. deputados do PS, o ex-candidato presidencial rante os meses de Verão deverá dar-se início à Uma amizade que sempre permitiu que as Mas quero crer que à sua espera deveria Manuel Alegre optou por se abster na votação co-incineração essencialmente do passivo am- divergências de opinião em diversas matérias, estar o “Boy”, latindo e agitando a cauda em vez de separarem, antes tivessem sido (como fazia quando saíam para as caçadas). E mote para estimulantes trocas de ideias, em gostaria de acreditar que agora andarão os dois TROPA DE SOUSA que nunca houve vencedor e vencido. dando grandes passeios por onde o tempo e o Clínica Geral Acompanhei de perto a actividade pro- espaço nada significam… Medicina Estética fissional do Zé Manel Alves, testemunhei a Jorge Castilho Acupuntura paixão com que se dedicou ao sector do Turismo, o fervilhar de ideias, o turbilhão de VIRGÍLIO CARDOSO projectos, a catadupa de realizações. Laser Yag Vascular (Varizes) CRISTINA FERREIRA Ginecologia / Obstetrícia Uma paixão que se manteve até ao fim, que GINECOLOGIA / OBSTETRÍCIA LUÍSA MARTINS não abrandou quando a grave doença dele se Laser de Depilação definitiva Kromoterapia Director: Jorge Castilho PEDRO SERRA foi apossando de forma tão cruel e injusta (no (Carteira Profissional n.º 99) Laser de Luz Pulsada (Trat. Estética) Florais de Bach dia em que teve de ser transportado para o PODOLOGISTA RENATA MARGALHO Instituto de Oncologia, onde pouco depois fa- Propriedade: Audimprensa Endermologia (LPG) MARIA TERESA PAIS Psicologia Clínica leceu, ainda teve uma reunião de trabalho em Nif: 501 863 109 Pressoterapia MEDICINA DENTÁRIA casa). LUÍS MIGUEL PIRES Sócios: Jorge Castilho e Irene Castilho TÂNIA SOUSA Apesar de estar consciente da extrema gra- Ozonoterapia (Trat. por Ozono) Terapia Ocupacional vidade da sua doença, o Zé Manel, em vez de Inscrito na DGCS sob o n.º 120 930 Dermo Abrasão (Limpeza de Pele) ESTETICISTA Osteopatia se ter revoltado, encarou a situação com uma PAULO SOUSA NUNO CARVALHO espantosa coragem, dizendo que a vida lhe Composição e montagem: Audimprensa - Mesoterapia MASSAGISTA Hipnoterapeuta concedera já quase tudo o que ele desejava – a Rua da Sofia, 95, 3.º 3000-390 Coimbra - Telefone: 239 854 150 Implantes para Rugas (Biopolímeros) começar pela família (a Paula, que de namora- FERNANDO KUNZ JOÃO CALHAU Fax: 239 854 154 da de infância se tornou na companheira da e-mail: centro.jornal@gmail.com Tratamentos por Esteticista OPERADOR LASER Nutricionista vida, e que até ao fim o apoiou com heróica dedicação; o Zézito, em quem o Zé Manel se Impressão: CIC - CORAZE Urbanização da Quinta das Lágrimas, lote 24 R/C revia; e a Rosarinho). Oliveira de Azeméis Santa Clara, 3020-092 Coimbra Telf. 239 440 395-Fax. 239 440 396 O Zé Manel deixou-nos um exemplo raro Tiragem: 10.000 exemplares Telm. 919 992 020 / 964 566 954 / 933 573 579
  3. 3. DE 5 A 18 DE JULHO DE 2006 COIMBRA 3 EM SETEMBRO” a suspensão da co-incineração até ao pleno fim de linhaquot;, salientou o deputado social-de- teiro e outras quot;desviarem resíduos que estava funcionamento dos CIRVER. mocrata. previsto serem tratados nos CIRVER”, acusa. quot;A prioridade absoluta deve ser para os O PS esteve, assim, isolado na defesa da co- Os ambientalistas criticam também o facto avança CIRVER, até à fase em que seja verdadeira- mente possível aferir da sua real capacidade de tratamentoquot;, sublinhou a deputada dos Verdes Heloísa Apolónia. incineração, apesar de reconhecer que essa so- lução quot;poderá não ser o caminho mais fácilquot;. Outro diploma do PEV que previa a realiza- ção de um estudo médico sobre os efeitos da de estas empresas poderem entrar no mercado - porque o diploma lhes permite fazer a prepa- ração de combustíveis a partir de resíduos in- dustriais perigosos (RIP), tal como aos CIRV- biental, ou seja, dos resíduos acumulados que Pelo BE, a deputada Alda Macedo insistiu co-incineração para a saúde pública, foi igual- ER - sem terem feito concurso público inter- não podem ser tratados nos CIRVER”. no mesmo ponto, defendendo que o executi- mente rejeitado pela maioria socialista, apesar nacional para tratamento desses resíduos. Quando lhe foi perguntado se os CIRVER vo de José Sócrates só deve admitir dar início de ter contado com os votos favoráveis das res- quot;Essas empresas, para além disso, estariam não podiam resolver o problema dos RIP, sem à co-incineração de resíduos perigosos quan- tantes bancadas e de Manuel Alegre. numa situação de concorrência desleal com os recurso à co-incineração, Nunes Correia sus- do quot;garantir que os CIRVER estão efectiva- CIRVER, uma vez que não estariam sujeitas às tentou: mente a funcionarquot;. QUERCUS PROTESTA inúmeras exigências inerentes ao concurso “A co-incineração é apenas a solução para quot;A solução de co-incinerar os RIP como para os CIRVERquot;, acrescentam no parecer. cerca de 15 por cento dos RIP. Todos os outros fórmula mágica da política de resíduos do país Entretanto, e reforçando o seu propósito, o E adiantam que, ao abrir esta possibilidade, têm formas de tratamento, de valorização, de é uma falácia, já que esta solução virá antes Governo aprovou o novo regime jurídico da quot;o Estado português não está a honrar os reutilização que nós queremos explorar. Mas há contribuir para um maior desequilíbrio no ade- gestão de resíduos que retira aos CIRVER o ex- seus compromissos para com os consórcios uma fracção que só tem duas alternativas: ou é quado tratamento de resíduos, não sendo clusivo da transformação do lixo perigoso das que concorreram aos CIRVERquot;, nomeada- exportada para ser co-incinerada no estrangeiro acompanhada de nenhuma política de redução indústrias em combustível para queimar em ci- mente a obrigatoriedade de instalação de uni- ou é co-incinerada em Portugal. Estamos apos- da produçãoquot;, acrescentou o deputado do menteiras (co-incineração) ou outras instala- dades de tratamento, quot;cuja viabilidade pode tados em levar até ao fim os CIRVER e, simul- PCP Miguel Tiago. ções (incineração). agora ser posta em risco pela concorrência taneamente, o processo de co-incineração que Corroborando os argumentos das bancadas De acordo com o diploma, essas operações das cimenteirasquot;. foi iniciado pelo Primeiro-Ministro José mais à esquerda, o deputado do CDS-PP Antó- de tratamento, “desde que exclusivamente físi- A Quercus considera que quot;esta nova versão Sócrates. Mas isso não quer dizer que seja uma nio Carlos Monteiro alertou ainda para as quot;con- cas”, podem ser realizadas quot;noutras instalações da política do Governo para os RIP é uma pre- causas dele. É uma causa do País”. sequências negativasquot; ao nível do ambiente que devidamente licenciadas para o efeitoquot;. cipitação que pode pôr em perigo todo o edi- terá a queima de resíduos nas cimenteiras sem a Os ambientalistas da Quercus classificaram fício que estava a ser construídoquot; tendo por NOVAS BATALHAS À VISTA sua passagem prévia pelos CIRVER, quot;onde a sua como quot;extremamente preocupantequot; o encami- base os CIRVER e que quot;o próprio Governo perigosidade é drasticamente diminuídaquot;. nhamento de resíduos para co-incineração em considerou fundamentalquot;. A verdade é que esta posição do Governo sistemas paralelos aos centros de tratamento A criação pelo novo diploma de uma continua a ser encarada como teimosia desne- PS REJEITA ESTUDO MÉDICO CIRVER, previsto na nova lei-quadro do sector. Autoridade Nacional dos Resíduos, com as cessária, quer pelas populações que serão afec- A Quercus alerta para os perigos da possi- mesmas funções das do Instituto dos Resíduos tadas, quer por cientistas e pela generalidade da Pelo PSD, o deputado Fernando Antunes bilidade de as cimenteiras (que vão queimar (INR), demonstra para os ambientalistas a extin- oposição parlamentar. voltou a criticar a quot;obsessãoquot; do Primeiro- aqueles resíduos através da co-incineração) en- ção do INR é uma quot;medida sem qualquer sen- No recente plenário da AR a que acima alu- Ministro pela co-incineração, que José Sócrates trarem naquele segmento de mercado. tidoquot;, que quot;não vai trazer nenhum benefícioquot; ao dimos, foram apresentados quatro projectos apresenta quot;como uma solução milagrosaquot;. Com o novo regime quot;fica assim aberta a pos- desempenho do Ministério do Ambiente quot;nem de resolução que recomendavam ao Governo quot;Essa deveria ser sempre uma solução de sibilidadequot; de empresas ligadas ao sector cimen- qualquer tipo de economia ao erário públicoquot;. APENAS 20 EUROS POR UMA ASSINATURA ANUAL! Jornal “CENTRO” Rua da Sofia. 95 - 3.º 3000–390 COIMBRA Assine o jornal “Centro” Poderá também dirigir-nos o seu pedi- do de assinatura através de: telefone 239 854 156 e ganhe valiosa obra de arte fax 239 854 154 ou para o seguinte endereço Nesta campanha de lançamento do jor- nio arquitectónico, de deslumbrantes pai- terá sempre bem informado sobre o que de e-mail: nal “Centro” temos uma aliciante propos- sagens (desde as praias magníficas até às de mais importante vai acontecendo nesta centro.jornal@gmail.com ta para os nossos leitores. serras verdejantes) e, ainda, de gente hos- Região, no País e no Mundo. De facto, basta subscreverem uma assi- pitaleira e trabalhadora. Tudo isto, voltamos a sublinhá-lo, por Para além da obra de arte que desde já lhe natura anual, por apenas 20 euros, para au- Não perca, pois, a oportunidade de rece- APENAS 20 EUROS! oferecemos, estamos a preparar muitas ou- tomaticamente ganharem uma valiosa obra ber já, GRATUITAMENTE, esta magní- Não perca esta campanha promocional, tras regalias para os nossos assinantes, pelo de arte. fica obra de arte, que está reproduzida na e ASSINE JÁ o “Centro”. que os 20 euros da assinatura serão um ex- Trata-se de um belíssimo trabalho da primeira página, mas que tem dimensões Para tanto, basta cortar e preencher o celente investimento. autoria de Zé Penicheiro, expressamente bem maiores do que aquelas que ali apre- cupão que abaixo publicamos, e enviá-lo, O seu apoio é imprescindível para que o concebido para o jornal “Centro”, com o senta (mais exactamente 50 cm x 34 cm). acompanhado do valor de 20 euros (de “Centro” cresça e se desenvolva, dando cunho bem característico deste artista plás- Para além desta oferta, passará a receber preferência em cheque passado em nome voz a esta Região. tico – um dos mais prestigiados pintores directamente em sua casa (ou no local que de AUDIMPRENSA), para a seguinte portugueses, com reconhecimento mesmo nos indicar), o jornal “Centro”, que o man- morada: CONTAMOS CONSIGO! a nível internacional, estando representado em colecções espalhadas por vários pontos do Mundo. Neste trabalho, Zé Penicheiro, com o Desejo receber uma assinatura do jornal CENTRO (26 edições). seu traço peculiar e a inconfundível utiliza- ção de uma invulgar paleta de cores, criou Para tal envio: cheque vale de correio no valor de 20 euros. uma obra que alia grande qualidade artísti- ca a um profundo simbolismo. De facto, o artista, para representar a Nome: Região Centro, concebeu uma flor, com- posta pelos seis distritos que integram esta Morada: zona do País: Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu. Localidade: Cód. Postal: Telefone: Cada um destes distritos é representado por um elemento (remetendo para respec- Profissão: e-mail: tivo património histórico, arquitectónico ou natural). A flor, assim composta desta forma tão Desejo receber recibo na volta do correio N.º de contribuinte: original, está a desabrochar, simbolizando o crescente desenvolvimento desta Região Assinatura: Centro de Portugal, tão rica de potenciali- dades, de História, de Cultura, de patrimó-
  4. 4. 4 ENTREVISTA DE 5 A 18 DE JULHO DE 2006 FRANCISCO ANDRADE FALA DA SUA CARREIRA NO FUTEBOL E DOS “As freguesias devem pensar Primeiro o futebol. Depois bol é uma prova evidente disso mesmo, a política. Sempre o futebol. pois todas as áreas do treino requerem uma Em conversa com o “Centro”, equipa de trabalho. É preciso que as pesso- Francisco Andrade desfiou as tenham presente que só se atinge a pleni- variados aspectos da seu percurso, tude pela negativa, a senilidade, quando se no desporto-rei e na política, chega ao fim do dia e se conclui que não se enquanto Presidente da Junta aprendeu nada. Isso é que é mau. As pesso- de Freguesia de Santo António as que sabem tudo já chegaram ao limite do dos Olivais. Tanto num caso seu saber. E são limitadas. Aqueles que cada como noutro “com muita vez mais aprendem com todos - e tanto se pode aprender aquilo que deve ser utilizado entrega, de alma e coração” como aquilo que deve ser desprezado - são os que têm possibilidades de continuar a António José Ferreira evoluir. Eu, humildemente, digo que quan- do sentir que já não aprendo com ninguém, O futebol evoluiu muito… desisto. Terei que recuar no tempo e falar em al- Há aquela frase do Prof. Teotónio gumas modificações a nível mundial. Hou- Lima, que diz que “quem deixou de ve uma época em que a técnica era o factor aprender deve deixar de ensinar”… principal e todo o treino nela incidia. De- Claro. Quem não tem capacidade para pois a força e as qualidades motoras impu- aprender, também não tem para ensinar. seram-se à parte técnica. O futebol precisa- Francisco Andrade continua a ser um estudioso do futebol Como diz o Dr. Abel de Andrade “quem só va de mais virilidade, mais luta e as pressões de medicina sabe, nem de medicina sabe”. e marcações passaram a exigir preparação gos se imporiam também no futebol actual. muito estudo sobre estas coisas do fute- O que quer dizer que uma pessoa não pode física diferente, que se sobrepôs à técnica. Hoje são oferecidas melhores condi- bol. Continua a ser um estudioso? saber só de uma coisa e ficar convencido Hoje estamos numa encruzilhada em que a ções aos jogadores? Eu sou prelector nacional de todos os que já sabe tudo. Hoje os treinadores têm técnica de novo avulta, mas acompanhada Sim, sobretudo nas condições materiais - níveis e há quatro anos que sou o director que ser polivalentes e ter a humildade de de perto pela preparação física. Cada vez como as botas, as bolas, a relva, etc, - além de tecnico-táctica do curso por onde têm aprender um pouco de todas as áreas, atra- mais a metodologia de treino tem no rigor de apoio médico, psicológico, social. Tudo passado todos os treinadores da SuperLiga vés de uma aprendizagem diária, tendo uma e na especialização o grande trunfo. Agora, isto faz com que o jogador viva numa redo- - entre outros o Mourinho, o Peseiro, o que dominam melhor. mais do que a duração, importa a qualidade ma, alvo de maior cuidado e atenção. Por Couceiro, o Carvalhal, o Ulisses, o Pontes. Hoje o treinador tem uma série de do treino. E tanto a técnica como o traba- exemplo, hoje uma lesão cura-se em meta- E sou também prelector da UEFA. Desde colaboradores, fundamentais para o tra- lho físico, e ainda a parte psicológica, são balho que desenvolve… “Por mais que se queira tornar o futebol factores fundamentais no treino. Aliás, há Antigamente o treinador não tinha gran- quem afirme, e eu concordo, que o futebol de literatura nem grandes apoios científicos numa ciência oculta, ele está cada melhorou muito no aspecto da concentra- no treino, mas imitava os outros e a sua ção, no treino e na própria competição, exi- acção incidia naquilo que lhe passavam. vez mais dependente da habilidade gindo que durante o tempo de jogo não Depois passou-se à fase analítica, com o existam períodos de descuido. É preciso treinador a rodear-se de outros indivíduos e da capacidade humana” que haja uma concentração total e isso tre- nas várias áreas, nomeadamente física, mé- ina-se tal e qual se treinam todas as outras dica, etc. Até que se chegou à fase síntese, a componentes. actual, onde um chefe de equipa coordena Antigamente já existiam grandes tudo o resto e em que os responsáveis pelas executantes… de do tempo e algumas já não são normais, que deixei o futebol virei-me para a forma- diversas áreas discutem com o responsável Costumo dizer que a técnica (do Cruyff, porque há a possibilidade de serem contro- ção de treinadores e tenho que estar a par máximo aquilo que se está a trabalhar. Só do Eusébio) não mudou. O que mudou foi ladas, nomeadamente as que tinham a ver da evolução que se verifica aos mais varia- assim se pode ter um domínio concreto de o espaço e o tempo. Hoje as marcações, as com o material desportivo ou com a satura- dos níveis. Em seis anos visitei oito países, todas as áreas do treino, exigindo-se ao trei- pressões, limitam o espaço e o tempo que o ção do treino. Mas uma coisa é certa, por seis europeus e dois sul-americanos, em co- nador principal que domine um pouco de jogador tem para jogar. Antigamente quem mais que queiramos tornar o futebol numa lóquios sobre futebol promovidos pela cada uma delas mas respeitando o trabalho recebia a bola tinha poucos jogadores à ciência oculta, ele está cada vez mais depen- UEFA. A minha preparação continua, julgo dos seus colaboradores, que o são na sua volta, quando os tinha, o que dava tempo dente da habilidade e da capacidade huma- eu, a estar em dia. Apesar de desligado do plenitude e não como os adjuntos de anti- para que dominasse a bola, a passasse, etc. na. E os treinadores não devem entrar ape- campo, não me descuido na evolução da ci- gamente, os “chega-camisolas”. Hoje a aglomeração é tal que exige que os nas pelo ensino por via do computador ou ência do treino. A formação acompanhou a evolução jogadores tenham uma velocidade de reac- dos catálogos, mas sim pela experiência É cada vez mais importante aprender do futebol? ção muito maior. É esta a grande diferença feita, pela vivência e pelo conhecimento em conjunto? Há uma grande confusão sobre o que é do futebol. Quanto ao resto não mudou prático do jogo. Sem dúvida. Na vida ninguém faz nada formação. A formação é nas Escolas, muito, pelo que os grandes jogadores anti- Tudo o que já referiu pressupõe sozinho, seja em que área for, e hoje o fute- Infantis e Iniciados e depois a especializa- BRIOSA MOTIVA PREOCUPAÇÃO E ALEGRIA “A Académica parou no tempo” A pergunta é inevitável: como vê, hoje, tado desportivo, esquecendo tudo o resto. crer. Até porque há quem ignore que, hoje, pelo clube, até porque há jogadores com a “sua” Académica? Alegria por ver que se mantém na SuperLiga e grande parte dos clubes portugueses, de pri- grande valia a nível nacional que teriam muito A “minha” Académica vejo-a com um que continua a ser o clube mais representativo meiro ou segundo plano, têm jogadores uni- gosto em vir jogar para Coimbra e aqui termi- misto de preocupação e alegria. Preocupação da região. E porque continua a “arrastar-nos” e versitários e com habilitações académicas ele- narem o seu curso. Claro que receberiam o porque continua a depender muito dos factores a fazer-nos sofrer ano após ano. vadas. Claro que não pode ser como antiga- seu vencimento, que não seria tão elevado do dia-a-dia e não tem um plano, um projecto O estatuto de “atleta-estudante” não mente, quando os jogadores vinham para a como o de alguns que cá aparecem, que nin- de estruturação que permita, amanhã, benefici- passa de um mito ou continua a fazer Académica para estudar, a troco de uma pe- guém conhece de lado nenhum, mas vêm ga- ar do trabalho realizado. A Académica parou no sentido? quena bolsa. Hoje terá que ser diferente, mas nhar milhares e milhares, sem terem rendi- tempo e vive unicamente na procura do resul- Não é tanto um mito como se quer fazer é um campo que está muito mal aproveitado mento desportivo nem académico.
  5. 5. DE 5 A 18 DE JULHO DE 2006 ENTREVISTA 5 NOVOS DESAFIOS QUE ENCONTROU NA POLÍTICA cada vez mais nas pessoas” ção nos Juvenis e nos Juniores. Isso quer mentos pontuais, que lhe indicará um ou que sejam realmente marcantes, muito por Hoje há cerca de 150 idosos na ginás- dizer que os clubes que assumem esta res- outro jogador. O que não pode acontecer, culpa própria, pois rodearam-se de elemen- tica e 81 na hidroginástica. Temos tam- ponsabilidade têm que ter um projecto, nunca, é que o treinador não conheça se- tos do exterior, que não têm nada a ver com bém as excursões promovidas pela Junta uma ideia base daquilo que pretendem, no- quer os jogadores e vá apenas pelo que diz o jornalismo, nem com o futebol, e que e que costumam reunir mais de três deze- meadamente em relação à subida dos joga- o empresário. Quando se permite que abandalharam um pouco o tratamento que nas de pessoas, para além de todas as ac- dores a seniores. Não se pode ter camadas sejam os empresários a colocar os jogado- é dado à modalidade. tividades sociais. Isto porque eu penso jovens a pensar nos resultados no imediato, res nos clubes, com determinados fins, Fala-se demasiado em aspectos exte- que as autarquias não podem pensar ape- mas sim que os jogadores estão a ser for- acontece muitas vezes que esses empresá- riores ao treino e ao jogo… nas na obra do betão e no limpar valetas. mados paras serem o viveiro do futebol sé- rios acabam por ter mais poder na equipa Que não têm nada a ver com futebol. E Também aí melhorámos de um trabalha- nior. Ora isto exige que em cada escalão do que o próprio treinador, que fica preso confunde-se muito a simpatia ou a antipatia dor para onze, mas as freguesias devem haja treinadores com capacidade, primeiro às condições que deixou criar. Numa equi- que se tem por determinada pessoa e trans- pensar cada vez mais nas pessoas, dando para o desenvolvimento da criança, respei- pa com seis ou sete jogadores do mesmo mite-se isso cá para fora. inclusivamente todo o apoio em alguns tando a sua idade cronológica e biológica, e empresário, este acaba por ter mais força do Luís Filipe Scolari, por exemplo… problemas que não passam por nós, mas depois, já na especialização, tendo em conta que o treinador. É preciso ter essa sensibili- Fizeram-se comentários sobre o Scolari sim pela Câmara, mas em relação aos que um júnior deve ter respostas para que dade e há treinadores que não a têm. que são completamente ridículos. Na vida o quais podemos funcionar como elo de li- que conta são os currículos e não tem currí- gação, abrindo as portas necessárias. Em “Costumo dizer que sou um político culo quem quer mas quem o tem. E o Scolari suma, mostrar às pessoas que, na fregue- tem! Não venha agora um indivíduo qual- sia, têm sempre alguém a quem podem por acidente e deixarei de fazer aquilo quer dizer o contrário, porque leu uns livros recorrer. encomendados na Alemanha ou em França e Privilegia o contacto pessoal com os que faço no dia em que as pessoas já está convencido de uma superioridade e de cidadãos? um conhecimento que na realidade não tem. Sem dúvida. Quando aqui cheguei havia pensarem que estou aqui pela carreira uma reunião mensal com a população e PRÓXIMO DAS PESSOAS hoje recebo, por dia, uma média de 15, 20 política” pessoas. E sinto que estamos cada vez mais Depois do futebol, a política… próximos das populações e que as pessoas Só aceitei concorrer a Presidente da Junta encontram na freguesia a resposta para da Freguesia de Santo António dos Olivais muitos problemas. possa ser um sénior em potência (o Pélé foi E a relação futebol/comunicação so- depois de impor algumas condições que jul- A política e os cargos que lhe estão campeão mundial com idade júnior). Para cial… guei impossíveis de serem aceites, entre as inerentes deviam tender precisamente isto é necessário que os treinadores tenham Hoje a Comunicação Social rodeou-se quais escolher as pessoas para a minha lista e para resolver os problemas das pessoas. conhecimentos. Mas é preciso que se tenha de alguns comentadores que não têm nada estar completamente independente no exer- Mas nem sempre assim acontece… em conta que, para fazer um bom trabalho a ver com futebol nem com jornalismo. cício da minha função, sem confundir autar- É um problema humano. Há pessoas na formação, os clubes têm que oferecer Alguns comentadores, ainda por cima bem quia com política. Aceites estas condições, o que quando estão em lugares que julgam condições. Se não têm possibilidade de ter pagos, não têm o mínimo conhecimento do meu trabalho tem-se baseado na minha ma- importantes, tornam-se também “impor- 100 formandos, que tenham apenas 50. O futebol. Podem ter nas suas áreas, da guitar- neira de estar e no constante querer de que tantes”. Eu acho que estes lugares que, de que eu defendo é que, em paralelo, tenham ra, do teatro, do cinema, da medicina, etc, as coisas melhorem. Se hoje melhoro algo, facto, têm alguma importância, devem tor- uma formação virada para a alta competi- mas não têm do futebol. Mas convencem- tenho que continuar a dedicar-me para que nar-se cada vez mais próximos de quem ção, aberta aos melhores e com boas condi- se que são uns “experts” do futebol e estão esses melhoramentos tenham continuidade. deles precisa. Trata-se sobretudo de um fac- ções de trabalho, e outra para a criança, tipo a mexer com toda a estrutura da modalida- É isso que tenho feito, sempre insatisfeito e tor de humanidade e de respeito pelo pró- lúdica, que o governo e as autarquias deve- de, o que faz com que se tenha perdido um a procurar responder às situações que vão ximo. Se eu estiver numa situação de poder rão apoiar, e que não tem como objectivo pouco do respeito em relação ao que anti- surgindo. Estou aqui de corpo inteiro e julgo ajudar, terei que estar disponível para o principal o alto rendimento mas sim a for- gamente acontecia com os comentários dos que alterei alguma coisa nesta freguesia, no- fazer. Um indivíduo não tem o direito de se mação da criança. São duas coisas separa- verdadeiros jornalistas. Recordo que, há meadamente a maneira de trabalhar, que tornar superior só porque está numa das. Os clubes têm que perceber isto, mas anos, os jornalistas desportivos eram consi- hoje é diferente. Câmara ou numa Junta, ou até no Governo. parece-me que poucos ainda o fizeram. derados os “monstros” do futebol, porque O seu trabalho é reconhecido pelas Bem pelo contrário, deve estar mais próxi- O êxito do Sporting no futebol juve- eram homens que sabiam da modalidade e preocupações sociais e pelo bem estar nil terá a ver com o facto de ter sido o em cujo trabalho, algumas vezes, o treina- das pessoas, nomeadamente as mais (Continua na página seguinte) primeiro a melhorar as condições de dor se apoiava. Hoje há poucos jornalistas idosas… trabalho? Para mim, neste momento, o Sporting é o clube que está mais próximo daquilo que eu penso que deve ser a formação. Tem tido grandes proveitos do trabalho sério que tem vindo a realizar, comparável ao que fez o Ajax, na Holanda, o Lille, em França, Três livros e o Barcelona, em Espanha. TERRENO “MOVEDIÇO” publicados O futebol actual é rodeado de toda “Cacos da Vida de um Treinador“, “Peças de um Puzzle” e “Nada uma estrutura empresarial… Cientifico”. São títulos dos três livros da autoria de Francisco Andrade, Esse é um terreno muito “movediço“. que assim explica esta faceta da sua vida: “Tenho a felicidade de ter um Hoje o futebol é uma indústria que combi- neto que me ocupa os fins de tarde. É o meu ‘anti-stress‘. Depois há na a parte do campo, do treino e do jogo, momentos de vazio, muitas vezes apagados pelo computador. Escrevo com toda uma envolvência exterior onde sem saber bem para que efeito e tenho muita coisa que nunca foi pu- estão os empresários, a imprensa, etc. No blicada. Mas quando começam a ter alguma forma decido publicar, so- que respeita aos empresários, por exemplo, bretudo como um desabafo daquilo que sinto e como um sinal de que o treinador não pode, nunca, abdicar de ter estou vivo. Até ao momento escrevi três livros sobre futebol, que re- um conhecimento real dos jogadores que flectem a minha maneira de estar e de pensar, sem entrar no ‘sub- pretende, criando no clube um departa- mundo’ da modalidade, tão do agrado das pessoas. Quando achar que mento de detecção para saber onde estão é a altura certa darei a conhecer toda essa parte do futebol, que a esses valores, de modo a poder escolher minha vivência durante 38 anos permitiu conhecer. Também já pensei com critérios sérios. Claro que precisará escrever um livro sobre a área política. Fica para mais tarde”. sempre da ajuda do empresário, em mo-
  6. 6. 6 ENTREVISTA DE 5 A 18 DE JULHO DE 2006 ACADÉMICA E UNIÃO NOS MELHORES MOMENTOS DA CARREIRA Francisco Andrade Alegria e tristeza ao “Centro” Elegemos três grandes momentos na car- te, tinha que seguir a minha carreira, até por- reira de Francisco Andrade, que o próprio que tinha decidido ser treinador profissional”. (Continuado da página anterior) tem denotado algum espírito crítico em assim comentou. Passagem por clubes da 1ª Divisão: “Tive relação à falta de apoio dos governantes Académica de 1969: “Foi uma altura em vários convites para treinar equipas da 1ª mo, porque deve defender o povo que o para determinadas áreas do fenómeno que o futebol driblou a política. Vivíamos Divisão. O Belenenses, o Setúbal, o Chaves, elegeu. desportivo… num país tremendamente fechado, com bas- neste caso havendo até um episódio engraça- Portanto defende menos acção polí- Sou muito crítico porque acho que há res- tantes complicações, e Coimbra, através dos do, porque eu disse que só iria se tivesse um tica e mais política de acção… ponsabilidades do Governo, das Câmaras e seu futebol, deu a conhecer ao país o que se avião para me vir buscar todos os dias. É cu- Costumo dizer que sou um político por das próprias Juntas. Atentemos no exemplo estava a passar. Um jogo de futebol serviu rioso, mas eu fiz sempre a minha vida em acidente e deixarei de fazer aquilo que faço da toxicodependência. Não podemos só para outros fins, que não só o jogo. Mas tam- Coimbra, mesmo quando estive no Boavista, no dia em que as pessoas pensarem que pensar em resolver o problema depois de ele bém em termos futebolísticos foi uma final no Tomar, no Salgueiros, etc. Vinha dormir a estou aqui pela carreira política. Para mim o já estar consumado. Não! Devíamos sim ter brilhante, que perdemos no prolongamento, Coimbra, mesmo com as estradas que havia. mais importante é ser útil e sentir que não dado condições para que os jovens não caís- contra uma equipa muito forte e que era Tinha a minha mulher e um filho a crescer e estou longe das pessoas. Sabem onde me sem nessa vida. E a formação desportiva e campeã nacional. A oito minutos do fim es- punha-se sempre a questão se mais uns tos- encontram e que estou sempre pronto para social é fundamental para prevenir e evitar távamos a ganhar 1-0! Hoje as pessoas não tões e a fama que pudesse ganhar seriam mais ajudar a resolver os problemas. Quando essas situações. Mas parece que há quem dão o devido valor, mas em 69 a Académica importantes do que a família. Tudo isto limi- deixar de ser assim, não contem comigo veja o contrário e só goste de gastar dinhei- estava muito mais próxima do Benfica do tou o meu ‘voo‘, porque recusei muitos con- porque eu não estarei disponível. ro depois de os factos terem ocorrido. Do que está hoje, por exemplo, em relação ao vites de clubes mais longínquos, da 1ª Divisão, Como está a zona abrangida pela meu ponto de vista poderíamos resolver Boavista. A Académica, nesse tempo, era um optando sempre por outros da região, e co- Junta de Freguesia de Sto. António dos muitos dos maus problemas dos nossos jo- valor a nível nacional e mundial, porque tinha meçou a constar que o Francisco Andrade Olivais em termos de desporto? vens se lhes déssemos condições sociais e os seus princípios e a sua maneira de viver e não saía de Coimbra ou que só o fazia de dez Temos muitos jovens a praticar despor- desportivas para se desenvolverem. Eu vejo de estar, que eram realmente sui generis”. em dez anos. Comecei a receber menos con- to em várias áreas, o que é óptimo. Pena isso também na terceira idade. Temos pesso- Subida do União de Coimbra: “Depois de vites. Mas tenho a noção, e perdoem-me a que não existam melhores condições de as idosas que aderiram à ginástica e que hoje sair da Académica tive duas subidas muito imodéstia, que nos anos 70 era dos treinado- trabalho. O Olivais, por exemplo, precisa de nos dizem que deixaram de ir aos hospitais marcantes; a do União e a do Espinho. Mas a res em Portugal mais assediados pelos clubes, um novo pavilhão e a zona norte da fregue- com a frequência com que iam antigamente, subida do União teve mais peso porque foi logo depois do Pedroto e do Mário Wilson. sia de uma piscina. São fundamentais novos o que quer dizer que este deve ser o cami- em Coimbra e porque, no mesmo ano, a Aca- Por vezes as pessoas admiram-se porque é espaços de treino. Então sim, eu diria que a nho. Mas para tudo isto os apoios são fun- démica desceu pela primeira vez à 2.ª Divisão. que, então, apareci depois no Nacional e no freguesia estaria bem em termos desporti- damentais. Sou um crítico muito grande Recordo esses tempos com muita saudade, Marítimo. Eu tinha uma irmã na Madeira e vos. Ainda tenho fé que essas obras se ve- quando se fala em desenvolvimento despor- ainda que tenha que dizer que vivi uma enor- decidi fazer essa experiência, embora ao fim nham a concretizar. tivo só na teoria, mas depois na prática não me alegria pela subida do União, mas uma de um ano normalmente voltasse a Coimbra. Em algumas intervenções públicas aparecem as condições… grande tristeza pela descida da Académica. Depois fui seleccionador nacional da Guiné, Hoje não tem esse peso, mas naquele tempo com um contrato de três meses, mas acabei sair da Académica para o União era algo mar- por ficar mais de um ano, pois as coisas cor- cante e, para algumas pessoas, não foi uma si- reram bem e o Governo não quis deixar-me tuação muito pacífica. Tenho uma grande ad- sair. Até que um dia decidi que só treinava miração pelo União por isso mesmo, porque equipas de perto de Coimbra e estive sete respeitou sempre a minha condição de acade- anos no Lousanense, onde terminei a minha mista. Mas eu também respeitei muito o carreira. Tudo isto identifica a minha maneira clube, porque fiz o que faria em qualquer lado, de estar, porque não sei estar nas coisas a brin- entregando-me de alma e coração. Saí da Aca- car, seja no que for. Quando me entrego, en- démica porque fui dispensado e, naturalmen- trego mesmo, de alma e coração“. LOJAS DE ÓPTICA Espaço Moderno Atendimento Personalizado Facilidades de Pagamento Comparticipação Imediata
  7. 7. DE 5 A 18 DE JULHO DE 2006 REPORTAGEM 7 Águas de Coimbra GARANTIA PASSA A SER ENVIADA AOS CONSUMIDORES OPINIÃO com muita qualidade Renato Ávila Márcia Arzileiro A partir do corrente mês de Julho os cli- entes da empresa Águas de Coimbra (AC) Ao fechar a porta vão receber directamente em suas casas o Foi este o último ano de muitas escolas espa- resultado das análises de controlo da água lhadas por milhentas aldeias do nosso país. da rede pública. Passam assim a saber que a A sentença de morte correu célere por mon- água que consomem é de qualidade. tes e vales como se fosse edital no encalço de A empresa faz colheitas diárias de água criminosos. em diferentes locais da rede. O crime destas escolas terá sido, porventura, Até chegar à torneira do cliente, a água o de acender a luz da cultura e do saber a inú- tem de percorrer cerca de 1600/1700 km meras gerações de portugueses esquecidos por de canalizações. Daí que, se não fosse sub- esse Portugal profundo, a anos-luz das mentes metida a uma avaliação durante todo esse do Terreiro do Paço. percurso, o seu nível de qualidade poderia O delito dessas aldeias terá sido a teimosia de deteriorar-se. ficar. De resistir ao camartelo do poder duma Mas a Empresa garante a qualidade da economia excluidora e desumanizada. água que chega a cada consumidor.. Um Portugal marginal de cidadãos margi- Para isso, além das recolhas diárias para nais ora chegados ao ajuste de contas da histó- análise, procedem a algumas medidas habi- ria, ditado pelas leis dum pretenso e oblíquo tuais; como limpeza e conservação dos re- progresso e duma tirânica e escravizante tecno- servatórios, para além de análises constan- logia. tes e adição de produtos que, não sendo Por mais razões que sejam aduzidas, por prejudiciais à saúde, asseguram que a água mais poderosos que sejam os cifrões, o facto, se mantém em boas condições para o con- em si, é incontestável. Está aí à vista de todos. sumo. Num país de altíssima percentagem de analfa- A informação da qualidade da água, e de Uma das responsáveis pela qualidade da água que Coimbra consome betos e iliteratos fecham-se milhares de escolas todos os problemas inerentes a ela, é feita ao como se de galinheiros se tratasse perante o longo do seu percurso através da Telegestão ANÁLISES ENGLOBAM lise, a água vai para a sala das filtrações, avanço arrasador dos aviários. Com a mesma (um seviço que, como o próprio nome indi- 53 PARÂMETROS onde são separados todos os itens para aná- indiferença. A mesma estultícia pseudoprogres- ca, funciona com informação à distância. Em lise; e de seguida para a incubação, onde sista. cada ponto da rede existem técnicos da AC, Uma vez no LCQAC a água vai ser ana- fica até à leitura dos resultados, leitura essa Os direitos dos cidadãos não têm preço. que procedem à recolha da água e informam lisada dentro de 53 parâmetros físico-quí- feita na sala de picagens. É o último sítio Não se vendem. ao Laboratório de Controlo da Qualidade da micos e microbiológicos. por onde passa; é aí que se faz a leitura dos Estão, todavia, a ser negociados o direito à Águas de Coimbra (LCQAC), de forma a As amostras de água passam por alguns resultados de todos os parâmetros, e onde saúde, o direito à educação, o direito à seguran- haver uma rápida e eficaz intervenção sem- laboratórios onde são dados os primeiros se fica a saber se a água está em condições ça e bem estar, o direito ao acesso aos bens da pre que seja detectada alguma anomalia. passos, como por exemplo a identificação de ser consumida. civilização... As aldeias do Portugal profundo Esta empresa está encarregada da quali- de materiais presentes na água, Tomando A empresa privilegia a recolha de amos- morrem porque lhes têm sido sempre sonega- dade, mas também de todo o trabalho en- como exemplo o cálcio, este vai ser identi- tras em escolas, hospitais e cafés, onde co- dos, “mercantilizados”, esses direitos. volvente. É da sua competência, por exem- ficado e posteriormente o valor quantitati- lhem diariamente cerca de 400 amostras. Pela extrema presteza e inqualificável insen- plo, fazer a análise das águas residuais (nor- vo dessa substância vai ditar se a água está A empresa presta também serviços para sibilidade com que o processo se vem desenvol- malmente resultantes de desperdícios), re- dentro dos parâmetros normais para o con- o exterior. Por exemplo, a empresa Águas vendo, é bem possível que os nossos políticos e colhendo-as essas e transformando-as em sumo humano. de Coimbra é responsável pelo controlo da governantes jamais tenham meditado sobre o água de qualidade. Passado o procedimento normal de aná- qualidade das águas das piscinas, onde assunto. fazem recolhas de água semanais, para ga- No pensar dos nossos dirigentes, parece ser rantir que reúnem condições que não afec- absolutamente razoável e compreensível que tem a saúde dos utentes. crianças de meia dúzia de anos deixem de ma- Os resultados das análises feitas pelo drugada o afago do lar e o ambiente calmo e fa- LCQAC são submetidos de seguida à acre- miliar das suas escolinhas para mergulharem na ditação pelo Instituto Regulador de Águas e confusão da grande escola que não está mini- Resíduos que, como afirma Jorge Temido, mamente preparada estrutural e psicologica- administrador da Águas de Coimbra, “ é a mente para os receber e os compensar de tão entidade que nos supervisiona”. violenta alteração de suas vidas. No entender da O laboratório da Águas de Coimbra está nossa política massa cinzenta, a lata dimensão acreditado desde 2002 e é sujeito a avalia- da escola extingue-se quando a última criança ções constantes. ultrapassa os umbrais do portão. De referir que periodicamente vêm tam- Por mais que nos zurzam os miolos, jamais bém amostras de água de Inglaterra, para engoliremos a teoria de que não se pode fazer serem analisadas pelo LCQAC no prazo de bom trabalho escolar com menos de uma dúzia quinze dias, com o intuito de avaliar a qua- de alunos e de que as escolas não servem para lidade técnica da empresa. mais nada a não ser para ensinar crianças. De Como acima referimos, a informação que este encerramento, frio e apressado, não é que antes era apresentada por meio de edi- norteado por razões economicistas e de que tais na Câmara Municipal de Coimbra, passa estão asseguradas razoáveis condições logísticas agora a ser enviada semestralmente ao con- e pedagógicas de compensação educativa. sumidor; para que este fica ao corrente da Por mais alegações que faça a titular da pasta, qualidade da água que sai da torneira. esta política está quanto a nós, perspectivada ao Sublinhe-se, por último, que estes relató- contrário – primeiro encerra-se e depois se vê. rios periódicos estarão ao dispor de qualquer Seja talvez por isso que nunca apareça um pessoa, através da Internet, no site da AC. dos habituais corta-fitas em cada sessão de tão Aspecto do Laboratório de Controlo da Qualidade da Águas de Coimbra Basta ir a www.aguasdecoimbra.pt. sinistro acto – o colocar do cadeado.
  8. 8. 8 REPORTAGEM DE 5 A 18 DE JULHO DE 2006 Biocant na vanguarda INAUGURADO EM CANTANHEDE PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA da biotecnologia em Portugal O Biocant é o primeiro parque gica de um homem que soube ler correcta- especializado em biotecnologia mente os sinais dos tempos”, afirmou. de Portugal. Situado Recorde-se que Jorge Catarino avançou, em em Cantanhede, o centro 1998, com um Plano Estratégico de Desen- de inovação em biotecnologia volvimento Económico e Social, documen- to em que constava a urgência de colocar o integra várias empresas e uma enfoque do processo de desenvolvimento equipa de 25 investigadores económico do Concelho na ciência e na – assim fixando profissionais tecnologia. qualificados que, de outro modo, No seguimento do seu discurso, Cavaco provavelmente acabariam Silva defendeu também o reforço da inte- por ir para o estrangeiro. racção entre universidades e empresas, ci- tando relatórios da OCDE que registam a Em actividade desde Setembro fraca relação entre as duas entidades. Neste de 2005, o Biocant Park foi sentido, o Chefe de Estado aproveitou a recentemente inaugurado pelo ocasião para se dirigir aos empresários, lem- Presidente da República, brando que, para “vencerem num mundo que enalteceu o projecto global”, devem “apoiar o trabalho desen- e a iniciativa da autarquia, volvido nos centros de investigação”. Considerando, no entanto, que isso co- realçando a sua importância meça a acontecer, o Presidente louvou o para o país. projecto do Biocant – que evidencia já uma transformação –, dizendo que o parque é Flávia Diniz “uma visão que nos conduz a um futuro promissor”. Foi na sequência do seu Roteiro para a Cavaco Silva na inauguração do Biocant Ciência – Biotecnologia e Biociências, que, A INVESTIGAÇÃO no passado dia 20 de Junho, Aníbal Cavaco EM PORTUGAL volvimento de projectos de qualidade e das da Bairrada. São projectos que implicam Silva inaugurou o Biocant Park. Paragem próprias empresas. uma labuta morosa, durando por vezes um fundamental num percurso que englobou Com efeito, o panorama da investigação Foi também neste sentido que Carlos ou mais anos, mas que têm objectivos con- diversas instituições de ciência e tecnologia científica em Portugal parece estar a mudar, Faro, director científico do Biocant, apelou cretos, com vista à melhoria do bem-estar e do país, dado tratar-se o Biocant do único graças à criação de condições que possibili- ao empreendedorismo, “para que os douto- qualidade de vida das populações. centro de investigação e desenvolvimento tam o desenvolvimento de trabalhos cientí- rados que estão no estrangeiro regressem Relativamente às empresas, encontram- em biotecnologia de Portugal. ficos, e que trazem de volta ao país profis- ao país”, integrando o tecido empresarial se já instaladas no Biocant oito empresas: a Durante a sessão de apresentação, reali- sionais altamente qualificados, que se viram nacional. Para ele, Portugal possui recursos Biognosis, a Biocant Ventures, a Crioesta- zada no auditório do edifício-sede do obrigados a transpor as fronteiras do país de qualidade, o que é necessário é criar con- minal, a GeneBox, a GeneLab, a Gene Pre- Biocant Park – onde estiveram presentes para aí iniciarem as suas carreiras na área da dições que nos aproximem do nível estran- Dit, a Haloris Nanotecnologias e a Vector representantes das principais instituições investigação. geiro e que “nos podem tornar mais com- Pharma. O que se pretende é criar no universitárias e científicas portuguesas, in- Actualmente, “estão a criar-se infra-es- petitivos”. Biocant um “cluster” de empresas e institu- vestidores, empresários e gestores –, o truturas e oportunidades de emprego, ições I&D de excelência no centro de Presidente da República frisou o facto de como tem sido demonstrado no Roteiro do A BIOTECNOLOGIA Portugal, conforme explicou João Moura, Portugal dever apostar na ciência e na in- Presidente”, afirma Paula Gomes, investi- APLICADA À REALIDADE valorizando assim a região e o país. vestigação, porque “inovação e conheci- gadora no Biocant, acrescentando, porém, Recentemente, foi concluído o edifício- mento são cada vez mais palavras que estão que “devia haver mais investimento público Localizado na zona industrial de Canta- sede do Biocant Park, agora inaugurado ligadas com o sucesso”. Cavaco Silva subli- e privado”. Esta é uma questão recorrente nhede, o Biocant, ou Centro de I&D (In- pelo Presidente da República. nhou também a necessidade de as autar- quando se fala de investigação científica. vestigação e Desenvolvimento), está a fun- quias “reajustarem as suas prioridades”, Apesar de “o panorama global ser anima- cionar desde Setembro, com os mais avan- BIOCANT PARK elogiando o município de Cantanhede por dor”, o emprego de verbas é ainda escasso, çados laboratórios de Biotecnologia Mole- AINDA EM EXPANSÃO demonstrar reconhecer “que é muito im- como afirma Conceição Egas, investigado- cular, de Biologia Celular, de Genómica e portante ter bem presente a mudança que ra e coordenadora de projectos no Biocant: de Microbiologia, constituindo um impor- Inaugurado que está o edifício-sede do se passa no mundo”. “não há financiamento continuado, o que tante contributo para o progresso do país Biocant Park, a acção deste parque concen- O lançamento do projecto do Biocant atrasa o desenvolvimento”. na área tecnológica e científica. Nele estão tra-se agora nos projectos futuros. Entre ficou a dever-se em grande parte a Jorge É preciso, pois, investir mais na investi- em estudo diversos projectos, desenvolvi- eles, contam-se a construção de dois novos Catarino, anterior Presidente da Câmara gação, para aquisição de infra-estruturas e dos diariamente por um grupo de 25 inves- edifícios para empresas de biotecnologia, Municipal de Cantanhede, como João equipamentos tecnológicos avançados, mas tigadores, em colaboração com empresas e laboratórios de investigação e um centro de Moura, o actual autarca, fez questão de as- também no capital humano: os investigado- universidades nacionais e internacionais. formação pós-graduada em biociências. sinalar na inauguração do novo edifício do res. Isto, porque a existência de profissio- Entre os trabalhos em curso, destacam- Para os mais pequenos, está a ser criado Biocant Park. “O que vamos ver aqui hoje nais com grau académico elevado é essen- se a previsão da predisposição genética para um Centro de Ciência Júnior, que deverá deve-se, em primeiro lugar, à visão estraté- cial para a capacidade de inovação e desen- a doença cardíaca miocardiopatia hipertró- estar concluído em Setembro. Compor-se-á fica (que – pensa-se – terá vitimado o fute- de um conjunto de laboratórios, onde as bolista Feher), um inibidor para o tratamen- crianças poderão elas próprias proceder a to e prevenção da doença de Alzheimer e experimentações e, desta forma, começar a um microship para diagnóstico precoce do contactar com a realidade científica. cancro do colo do útero. Contam-se ainda O Biocant Park resulta de uma iniciativa um estudo de compostos bioactivos que pioneira do município de Cantanhede, em poderão ser usados na prevenção da cárie, a parceria com as Universidades de Coimbra análise da interacção rolha-vinho, para de- e de Aveiro, associações representativas da terminar alterações nas propriedades antio- região e instituições bancárias. Representa xidantes do vinho tinto, engarrafado com um investimento que ascende a 13 milhões diferentes tipos de rolhas, e a melhoria do de euros, financiado em cerca de 50 por processo de produção do vinho da região cento por fundos comunitários.

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