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  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E NATURAIS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA AUGUSTO ROCHA DA SILVA CARLOS FERNANDES DA SILVA ISRAEL DAVID DE OLIVEIRA FROIS RODRIGO DELFINO DE OLIVEIRALEITURA DA PAISAGEM COMO PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA VITÓRIA 2010
  2. 2. AUGUSTO ROCHA DA SILVA CARLOS FERNANDES DA SILVA ISRAEL DAVID DE OLIVEIRA FROIS RODRIGO DELFINO DE OLIVEIRALEITURA DA PAISAGEM COMO PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA Trabalho apresentado como requisito parcial de conclusão de disciplina Tópicos Especiais de Ensino de Geografia – curso de Geografia da Universidade Federal do Espírito Santo, como requisito para obtenção do Grau de Licenciado Pleno em Geografia. Orientadora: Profa. Solange Lins Gonçalves. VITÓRIA 2010
  3. 3. AUGUSTO ROCHA DA SILVA CARLOS FERNANDES DA SILVA ISRAEL DAVID DE OLIVEIRA FROIS RODRIGO DELFINO DE OLIVEIRA LEITURA DA PAISAGEM COMO PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O ENSINO DE GEOGRAFIATrabalho de conclusão de curso apresentado aos Departamentos dos Cursos degraduação de Educação e de Geografia da Universidade Federal do Espírito santo,como requisito para obtenção do Grau de Licenciado Pleno em Geografia. Aprovada em 01de julho de 2010. COMISSÃO EXAMINADORA Profa. Solange Lins Gonçalves Universidade Federal do Espírito Santo Orientadora COMISSÃO EXAMINADORA Profa. Stela Maris Araújo Universidade Federal do Espírito Santo COMISSÃO EXAMINADORA Profa. Maria Julia Merçon Universidade Federal do Espírito Santo
  4. 4. A todos aqueles que apoiaram e incentivaram odesenvolvimento deste trabalho. A queridadiretora da EEEFM Coronel Olímpio Cunha,Dayse Manga Eleutério Ferro. A professora deHistória Etyelle N. Pires pela paciência e apoio.E a Professora de Geografia Kátia CileneOliveira Xavier, que dispensou tempo preciosoem nosso auxílio.
  5. 5. AGRADECIMENTOSAgradeço primeiramente a Deus que sempre esteve em minha vida proporcionando-meoportunidades e desafios a superar. A professora Solange que sem o seuconhecimento e orientações não seria possível à conclusão deste trabalho. A minhaesposa, amiga e companheira Solange Marelli que sempre esteve ao meu lado dando-me força e animo para um dia concretizar este grande sonho de minha vida que éconcluir meu curso de Geografia. Augusto Rocha da SilvaAgradeço, a minha irmã, Marli que sempre esteve disposta a me ajudar a passar poressa árdua caminhada, ao meu amigo Israel por sua amizade e compreensão na horade fazer os trabalhos em grupo e a minha amiga Elane que sempre se dispôs acolaborar nas atividades da faculdade. Carlos Fernandes da SilvaToda a gratidão a Deus, que com sua misericórdia me permitiu chegar até aqui. Aosmeus pais Deosmiro e Selma pela força e ajuda. A minha noiva Gabriela pelacompreensão e carinho de sempre. Aos meus irmãos pelas orações e positividade. Epor fim, aos amigos da UFES (Bonella, Carlos, Rodrigo, Thiago, Zidane e demais) dotrabalho e da vida. Israel David de Oliveira FroisAgradeço, em primeiro lugar, a Deus que sempre me deu forças em todas as situaçõessendo meu verdadeiro amigo. Aos meus pais que se esforçaram para me proporcionaresse momento tão gratificante. Aos meus amigos da UFES que se aplicaram em maisessa empreitada de nossas vidas. Rodrigo Delfino de Oliveira
  6. 6. RESUMOEste trabalho consiste em uma análise sobre a paisagem da região de Santana,localizada no município de Cariacica – ES, e como essa pode ser utilizada para oensino da geografia na educação básica. O objetivo principal é gerar no aluno um olharcrítico agregando assim conhecimento sobre onde mora e sua condição geológica nodia a dia.Palavras chave: Paisagem, conhecimento, Geografia. ABSTRACTThis work is an analysis of the landscape of Santana in the county of Cariacica - ES,and how that can be used for teaching geography in primary education. The mainobjective is to generate a critical eye on the student thus adding knowledge about theplace you live and its geological condition on a dayle basis.Keywords: Landscape, Knowledge, Geography.
  7. 7. LISTA DE ANEXOSANEXO A – Foto utilizada em sala de aula ...................................................................23ANEXO B – Folder........................................... ..............................................................24ANEXO C – Tabela: economia de Cariacica ..................................................................25ANEXO D – Mapa do Município de Cariacica ...............................................................26ANEXO E – Imagem aérea do Bairro Santana...............................................................27ANEXO F – Imagem aérea da escola.............................................................................28ANEXO G – Questionário................................................................................................29
  8. 8. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................92. OBJETIVO GERAL.....................................................................................................93. OBJETIVOS ESPECÍFICOS.......................................................................................94. METODOLOGIA........................................................................................................105. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO..........................................................115.1 – CARIACICA: BREVE HISTÓRICO.........................................................................115.2 – HISTÓRICO DO BAIRRO SANTANA ...................................................................145.3 – HISTÓRICO DA ESCOLA......................................................................................155.4 – CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE ESCOLAR.............................................166 – A IMPORTANCIA DE GERAR NO ALUNO UMA VISÃO CRÍTICA COMOFERRAMENTA EDUCACIONAL....................................................................................176.1 – A GEOGRAFIA E A ESCOLA................................................................................176 .2 – CONSIDERAÇÕES SOBRE A GEOGRAFIA ESCOLAR.....................................187 – O OBJETO DE ESTUDO EM FOCO: A PAISAGEM COMO FERRAMENTAPEDAGÓGICA................................................................................................................188 – ATIVIDADES EM SALA DE AULA: UTILIZAÇÃO DO MATERIAL RESULTADODA PESQUISA NO BAIRRO..........................................................................................206. CONCLUSÃO............................................................................................................217. REFERENCIAS.........................................................................................................228. ANEXOS....................................................................................................................23
  9. 9. 91. 1INTRODUÇÃOViver em uma residência não se restringe apenas a casa, ao quintal, todavia englobauma paisagem que se forma com o passar do tempo com a qual o morador acaba porfazer parte.Desse modo, quando nos deparamos com a necessidade de encontrar um tema parapesquisar e aplicar o nosso conhecimento geográfico, optamos por explorar de formamais crítica a paisagem para contribuir com a produção de novas propostaspedagógicas para dinamizar cada vez mais o trabalho de docentes em sala de aula.2. OBJETIVO GERAL Gerar no aluno um olhar crítico e mais profundo utilizando-se do saber geográfico como uma nova forma de pensar à paisagem.3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Compreender como se comporta a paisagem situada ao entorno da moradia dos alunos. Demonstrar às áreas de risco geológico identificados na paisagem. Empregar o conhecimento adquirido em sala de aula na prevenção de situações de risco geológico.1 Correção ortográfica e normatização feita por Danielly Cristina Zucolotto. Licenciandade Letras /Português- UFES.
  10. 10. 104. METODOLOGIAA metodologia foi fundamentada na leitura de textos que abordassem informações queexplicam geograficamente como a paisagem poderia ser interpretada de uma formamais profunda. Foram feitas pesquisas de campo para que houvesse um maior contatocom a paisagem estudada para uma melhor pesquisa. A mesma foi estruturada atravésde bases teóricas científico-geográficas e pedagógicas, abordagem que destacou anecessidade de um melhor conhecimento da área de estudo através de fotos (AnexoA), obtidas em pesquisa feita no próprio bairro, demonstrando a sua importância para aeducação dos alunos, trazendo para a sala de aula a realidade da paisagem que oscerca em sua vivência cotidiana e que nem sempre são abordados da maneira devidaem sala de aula.Após a fundamentação teórica, foi elaborado uma aula com fotos produzidas napesquisa de campo e com o saber geográfico adquirido identificamos paisagens queoferecem riscos geológicos aos moradores com o intuito de demonstrar aos alunoscomo evitar acidentes e ainda prepará-los, se necessário, para uma intervenção afim deprevenir-se de qualquer intempérie.Foi confeccionado um folder (Anexo B) contendo informações de como identificar,prevenir e intervir em situações de risco geológico para ser aplicado em sala de aula epara que os alunos possam repassar o conhecimento adquirido a seus familiares evizinhos.
  11. 11. 115. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO5.1 CARIACICA: BREVE HISTÓRICO Neste capítulo buscaremos evidenciar as principais justificativas para ocrescimento populacional urbano em Cariacica, sob uma ótica histórica e geoeconômicamostraremos um breve perfil e sua evolução no cenário capixaba com a finalidade deperceber os fluxos e as causas da concentração urbana. (DOCUMENTO DE 1787, apud OLIVEIRA. 2008 p.249) pertenciam à vila daVitória os seguintes distritos: Maruípe, Capoeira Grande, Jucu, Campo Grande,Murundu, Sant’Ana, Carapina, Serra, Praia, Caraípe, Boapaba, Curipe, Una, Taiobaia,Itaonga, Jacariacica, Cangaíba e Maricarã; a Guarapari: Meaípe, Ubu, Moquiçaba,Aldeia Velha, Morrinho, Itapemirim e Perocão. Podemos destacar, na vila de Vitória em 1789, dentre os distritos CampoGrande, Sant’Ana e Jacariacica onde era, a priori, cultivada a cana-de-açúcar,mandioca e algodão a partir da chegada dos jesuítas. Em 1829, Jacariacica, que mais tarde seria chamada Cariacica, recebeu osprimeiros imigrantes. Um grupo de 400 pessoas de origem pomerana acompanhadospor alemães provenientes de Santa Leopoldina e Santa Izabel, que originaram econsolidaram as primeiras povoações em Biriricas, Pau Amarelo e outros locais maisviáveis às atividades agrícolas desenvolvidas na região. Ao contrário de outras colônias, os colonos foram empregados na construçãoda estrada de ferro que ligava Vitória a Minas, Eles trabalhavam no trecho que passavapor Itacibá. E em 1837, é elevado à condição de freguesia passando a ser denominadode Distrito de São João Batista de Cariacica.
  12. 12. 12 O crescimento populacional desta área tornou possível, através do Decreto LeiEstadual n0 57 de 25 de novembro de 1890, a criação da Vila de Cariacica. Em 25 dedezembro de 1890 Cariacica foi elevada à categoria de município pelo governador doEstado Constante Sodré. Porém, com a indicação de São João Batista como padroeirode Cariacica as festas de comemoração de criação do município passam a acontecerno dia 24 de junho. Apesar de essa emancipação ter ocorrido nesta data (25 deDezembro), as comemorações são realizadas no dia 24 de junho, por ser o dia de SãoJoão Batista, padroeiro de Cariacica. “A decisão de construir a EFVM (Estrada de Ferro Vitória Minas), a partir deCariacica, deu nova direção ao processo de desenvolvimento do município, que, atéentão, se concentrava apenas na sede, com características predominantemente rurais”(IJSN, 1984, p. 9). Com tal construção que tinha como principal objetivo escoar aprodução agrícola do interior de Minas pelo porto de Vitória, a partir de então comnovas atividades de apoio a comercialização e transporte de mercadorias, eranecessária construção do Porto Velho e a implantação de infra-estrutura, ou seja,almoxarifados, oficinas e armazéns de estocagem. Vale lembrar que apesar de configurar o início de um processo dedesenvolvimento urbano em Cariacica, principalmente na área entorno da EFVM, acaracterística predominante rural do município prevaleceu até 1920. O censo de 1920indicava que 41,2% do território de Cariacica era ocupada por estabelecimentosagrícolas (BRUCE, apud IPES, 1984). É notório que o período do café estava no auge no Espírito Santo, e Cariacicapor estar próximo a Vitória (Porto) e ser ponto de passagem da estrada de ferro Vitória-Minas começava a esboçar um crescimento urbano no município. No ano de 1928, éconstruída a ponte Florentino Ávidos que faz ligação da ilha de Vitória com continente,o que permitiu um melhor deslocamento da população de Cariacica. Em 1938, dez
  13. 13. 13anos depois, tem-se registro do primeiro loteamento de Cariacica, denominado deHugolândia, localizado onde atualmente se situa o bairro Jardim América (IPES, 1984). “Na década de 40, com a inauguração da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD),a população urbana do município aumentou mais que o dobro [...]” (A GAZETA, 2005a,p.2) Paralelamente à inauguração da CVRD (1942), foram construídas oficinas decarros e vagões em Itacibá (1943), as estações de Flexal (1945) e Vasco Coutinho(1947). Avançando para o interior do município houve a implantação da Companhia deFerro e Aço (1946) e a abertura da estrada Vitória a Rio de Janeiro, ainda que de formarudimentar, fortificando o processo de expansão das regiões urbanas de Cariacica,destacando-se os bairros de Itaquari e Jardim América como principais centros urbanosdo município (BRUCE apud IJSN, 1984). Com a crescente urbanização do estado capixaba começa a ganhar significado oparcelamento do solo em Cariacica, quando em 1955 foram aprovados 10 (dez)loteamentos. De 1953 a 1956 foram aprovados 26 (vinte e seis) loteamentos emapenas 04 (quatro) anos, a maioria localizada nas proximidades da BR-262. Nessecontexto, Cariacica e Vila Velha foram os municípios que receberam os maiores fluxosde imigrantes. (BRUCE, 2007) O fato de Cariacica servir como um grande pólo de atração dessa populaçãoimigrante deve-se, em parte, às mudanças estruturais ocorridas no Espírito Santo. Odecréscimo da economia cafeeira, ocasionando a erradicação dos cafezais fez com quemuitos imigrantes que viviam no interior do estado fossem para a capital em busca demelhores condições de vida. Como não tinham condições para morar na ilha acabavamse instalando nas suas proximidades, conformando o aglomerado urbano da GrandeVitória.
  14. 14. 14 Vale ressaltar ainda os outros fatores que contribuíram para esse fluxo foram: obaixo preço do solo tornando-se local de moradia da população mais pobre e o fato deser cortada pela importante rodovia (BR 262) que liga o sul do estado à Vitória, o quefacilita a acessibilidade dessa população aos locais de trabalho, escolas e outrosserviços (IJSN, 1984). Atualmente Cariacica é uma cidade (ou município) do estado do Espírito Santo(Anexo B) que possui uma área de 279,98 Km², correspondente a 0,60 % do territórioestadual. Sua sede localiza-se a oito quilômetros da capital, Vitória. Ela se situa naRegião Metropolitana da Grande Vitória, juntamente com: Serra Fundão, Vitória, VianaVila Velha e Guarapari (IPES, 2006). O alto índice de ocupação irregular reflete na baixa arrecadação tributária domunicípio e, consequentemente no baixo nível de investimento da prefeitura nos bairrospobres (IPES, 1984). Outro dado muito importante do município diz respeito a sua economia (AnexoC), apontando que o setor de comércio representa quase a metade da renda domunicípio (45%). Em destaque também os outros setores como, os serviços (27%), aindústria (16%) e em menor número, a construção civil (9, 5%) e a agropecuária (2,5%), sendo as principais atividades econômicas, a fruticultura (banana, coco emaracujá) e a cafeicultura (Tabela 2) (A GAZETA, 2005b).5.2 HISTÓRICO DO BAIRRO SANTANAA fazenda Santana, que pertencia ao senhor Olímpio Cunha, foi sendo desmembradaem lotes, onde mais tarde surgiu o bairro Santana (Anexo D). Tem atualmente, um
  15. 15. 15comércio amplo e satisfatório às necessidades da região. Todas as dificuldades como afalta de água encanada, rede de esgoto, iluminação pública, pavimentação, entreoutros, foram sanados e aos poucos, melhorando a vida da população, uma clientela desituação econômica média - baixa. O bairro possui estabelecimentos comerciais, supermercados, padarias,armarinhos, papelarias, salões de beleza, vídeo locadoras, duas escolas da RedeMunicipal de Ensino, uma Escola da Rede Particular de Ensino e a E.E.E.F.M. “CoronelOlímpio Cunha”. Possui também quatro igrejas Católicas, sendo uma Paróquia, igrejasProtestantes como Assembléia de Deus, Deus é Amor, Maranata, Quadrangular,Presbiteriana, Batista, entre outras.5.3 HISTÓRICO DA ESCOLA A escola (Anexo E) iniciou suas atividades em 1960 como escola singular e em1968, foi publicada Portaria E nº. 118 de 30/05/1988, sendo construída em 1972, poisaté então era um imóvel alugado, em estrutura de madeira. A escola foi ampliada em1980, pois a demanda não era atendida e, hoje funciona o Ensino Fundamental de 5ª a8ª série, o Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), atendendo a realnecessidade do bairro e adjacências que utilizam o espaço escolar de trabalho,atendendo satisfatoriamente a clientela em seu contexto de vida. Passaram até o presente momento sete diretores, sendo que a atual diretora está nocargo desde 01/01/993. Eleita por eleição direta; a mesma desempenha junto à escolae comunidade escolar uma liderança ativa e cativante, promovendo parcerias,integrando os atores educativos e mediando assim todo o processo escolar para que osnossos protagonistas; os alunos recebam uma educação digna e de qualidade. E importante registrar que tal preocupação também é pertinente ao corpopedagógico. Assim cada vez mais propiciamos momentos coletivos nos quais são
  16. 16. 16resgatados valores, discutidos conhecimentos, cooperação, solidariedade, cidadania erespeito à diversidade cultural presente nos espaços escolares.5.4 CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE ESCOLAR A escola está localizada em zona urbana e participa de forma ativa do contexto dacomunidade promovendo atividades com parceria da Associação de Moradores doBairro Santana, que entre muitas ações, otimiza recursos junto à prefeitura e órgãocompetentes, benefícios para moradores como Balcão de Emprego, saneamento,reformas, construções e outros, que de forma direta e indiretamente atinge a escola quetem em sua maioria alunos que moram no bairro. A escola oferece o Ensino Fundamental (séries finais) e médio nos turnosmatutino e vespertino, e Ensino Médio (regular) e a EJA (Ensino Para Jovens e Adultos)no turno noturno. O prédio conta com 12 (doze) salas de aula e mais 03 (três) salasconstruídas no pátio externo, perfazendo um total de 15 (quinze) salas. Assim acapacidade média, para atender com mais eficiência o alunado é de 35 (trinta e cinco)alunos por sala, chegando ao total de 525 (quinhentos e vinte e cinco) alunos por turno.No entanto as salas apresentam uma metragem diferenciada, por isso o número dealunos por sala não deveria ultrapassar de 30 alunos.
  17. 17. 176. A IMPORTANCIA DE GERAR NO ALUNO UMA VISÃO CRÍTICA COMOFERRAMENTA EDUCACIONAL6.1 A GEOGRAFIA E A ESCOLAPara a melhor compreensão das relações humanas é de suma importância oentendimento das interações entre o homem , o meio e a análise das dinâmicas sociais,políticas e econômicas. Nesse sentido a Geografia tem em mãos uma grande gama deferramentas que pode contribuir com a formação de indivíduos. O estudo da Geografia possibilita, aos alunos, a compreensão de sua posição no conjunto das relações da sociedade com a natureza; como e porque suas ações, individuais ou coletivas, em relação aos valores humanos ou à natureza, têm conseqüências – tanto para si como para a sociedade. Permite também que adquiram conhecimentos para compreender as diferentes relações que são estabelecidas na construção do espaço geográfico no qual se encontram inseridos, tanto em nível local como mundial, e perceber a importância de uma atitude de solidariedade e de comprometimento com o destino das futuras gerações. (PARAMETROS CURRICULARES NACIONAIS, 1996)Baseado nisso, serão abordadas nesta pesquisa temáticas que buscam auxiliar oprofissional docente no exercício de sua função, acrescentando aos alunos um “leque”maior de conteúdo ajudando no entendimento de seu mundo e em suas relações deinteração com o meio e sua funcionalidade.A proposta pedagógica que resultou das pesquisas de modo empírico e teórico tiveramcomo base a confecção de uma aula expositiva, por meio de slides, e uma cartilha, emformato de folder, para o auxílio diário dos alunos, não apenas em sala de aula, mastambém em sua residência e junto de seus familiares propiciando, desse modo, umaGeografia útil gerando no aluno uma visão mais crítica para a melhor compreensão ediscernimento da paisagem em que se insere.
  18. 18. 186.2 CONSIDERAÇÕES SOBRE A GEOGRAFIA ESCOLARA busca pelo conhecimento aliado a um a concepção de bons valores é necessária acada dia a cada aula ministrada. O papel do professor na vida de um aluno vai além dasala de aula, implica também em referências positivas ou negativas para cadaindivíduo. É na escola que se passa grande parte de sua vida. É ali que são construídosconceitos, desmistificados pré-conceitos, através da figura do professor.É importante definir claramente que o docente não tem o poder de “mudar o mundo”entretanto a família, antes de qualquer outro grupo tem a possibilidade de fazer isso.Mas é através da união desses dois elementos essenciais, que poderão ser formadoscidadãos melhores, que tenham por interesse zelar pela construção de um futuro maisigualitário para todos.7. O OBJETO DE ESTUDO EM FOCO: A PAISAGEM COMO FERRAMENTAPEDAGÓGICAO aluno está inserido em um objeto de estudo que é de grandíssima utilidadepedagógica. A paisagem está intimamente ligada ao dia a dia do indivíduo, pois,engloba não apenas o local de sua moradia, mas, envolve também uma importantesérie de fatores físicos e geológicos importantes para a compreensão do espaço. A palavra paisagem é frequentemente utilizada em vez da expressão configuração territorial. Esta é o conjunto de elementos naturais e artificiais que fisicamente caracterizam uma área. A rigor, a paisagem é apenas a porção da configuração territorial que é possível abarcar com a visão. Assim, quando se fala em paisagem, há, também, referencia a configuração territorial[...] (SANTOS, 2006, p. 103)Com esse embasamento teórico foi possível atentar para uma expressão muitoimportante intrínseca no conceito de paisagem, a configuração territorial, que tem opoder de inserir o indivíduo no meio e fazer com que este mantenha uma série derelações em seu cotidiano, mesmo que muitas pareçam imperceptíveis pela repetição
  19. 19. 19diária de atitudes, como exemplo disso é possível citar o fato de passar pela mesma ruatodos os dias para ir estudar, e que isso, com o passar do tempo se torna algo orgânicoe tão corriqueiro que é possível não se observar mais as mudanças que ocorrem emtorno de sua residência e especialmente na paisagem em que se insere.É possível observar que, devido ao tempo e muitas vezes condições de trabalho, odocente fica muito restrito a sala de aula, por maiores que sejam os recursos utilizadosem aula, muitas vezes à carga horária é muito intensa e cronograma estabelecido pelaequipe pedagógica “apertado” para que se busque outras alternativas mais envolventesde aula buscando integrar o aluno com o meio em que vive. Isso se observou naaplicação em sala de aula do material pedagógico preparado para os alunos o quecausou surpresa em muitos por não saberem que suas residências estavam inseridasem uma área de possível risco geológico.Mas se viu que não basta apenas mostrar ao aluno de que modo ele se encaixa napaisagem, mas, principalmente como se comportar nessa paisagem. O que maismarcou nessa pesquisa, e que foi possível ver resultados em sala de aula, foi aconstruir com o aluno conhecimento geográfico que extrapola as paredes da sala deaula e os muros da escola, desse modo, tornando esse conhecimento sobremaneira emuma Geografia útil, não apenas para possíveis provas e trabalhos escolares, masprincipalmente para o cotidiano do indivíduo e em sua contínua e gradativa inserção nomundo e, por conseguinte, na paisagem ao seu entorno.
  20. 20. 208. ATIVIDADES EM SALA DE AULA: UTILIZAÇÃO DO MATERIAL RESULTADO DAPESQUISA NO BAIRROCom o resultado das fotos obtidas na pesquisa feita por este grupo de trabalho nosarredores do bairro Santana foi confeccionada uma aula com imagens de residências eencostas, que com o conhecimento Geográfico adquirido no meio acadêmico, foramidentificadas como oferecedoras de risco geológico.O surpreendente em sala de aula foram às respostas dadas aos questionários (AnexoF) aplicados estrategicamente antes e depois da aula, onde os alunos realmenteconseguiram assimilar as informações passadas de forma muito mais simples quandoinseridos na realidade. Estes foram aplicados com o intuito de aferir o entendimento dosalunos com relação ao tema da pesquisa. Segue abaixo o comparativo das respostasdos alunos feito com o antes e depois da aula. Aluno A Antes de aula: Você sabe o que é uma área de Risco Geológico? o Resposta: “Não” Depois da aula: Expresse, em poucas palavras, como esta aula lhe ajudou a compreender melhor a paisagem que te cerca. o Resposta: “Esta aula me fez compreender que não precisamos ir longe para encontrar áreas de risco, na rua que moramos, o bairro é cheio de áreas de risco, devido a chuva, ratos, lixões etc.” Aluno B Antes de aula: Você sabe o que é uma área de Risco Geológico? o Resposta: “Sim” Depois da aula: Expresse, em poucas palavras, como esta aula lhe ajudou a compreender melhor a paisagem que te cerca. o Resposta: “Ajudou muito essa aula.mas o que ajudou mais foi as fotos. Pois não sabia que em nesses lugares haviam tanto risco assim de desmoronar.”Foi uma grande surpresa ver à atenção dispensada pela turma que participouativamente do momento em que as fotos eram mostradas e foi possível identificar suascasas ou ainda de seus amigos trazendo a realidade à tona, tornando a aula muitoproveitosa e de agrado tanto de alunos quanto da docente que assistiu ao grupo destetrabalho.
  21. 21. 21Com o final da exposição da aula, os folder’s foram distribuídos e os alunosimediatamente discutiam entre si a necessidade de levar as informações ali contidapara seus familiares.9. CONCLUSÃOA idéia principal de trabalhar com a paisagem na qual os alunos estão inseridos, é demostrar como é fácil aprender Geografia quando se tem contato direto com o foco deestudo que neste caso é a paisagem.Atingir o objetivo pedagógico deste trabalho foi sensacional, mas, o que traz maiorrealização é a formação de indivíduos conscientes dos problemas e daspotencialidades da paisagem em que habitam e realizam suas atividades diárias.O processo evolutivo de construção desta pesquisa foi de grande esmero, todavia muitosatisfatório proporcionando a construção de um saber Geográfico, até então poucoexplorado,capacidade de entender as condições e o contexto da região de estudo.O que se espera é que as idéias, aqui levantadas, se difundam e possam contribuirpara a formação do intelecto, não só dos alunos, mas também de seus familiares,vizinhos e toda a sociedade situada em redor.
  22. 22. 2210. REFERÊNCIASSANTOS, M. A Natureza do Espaço. Edusp, São Paulo 2006.GUERRA, A.J.T. GEOMORFOLOGIA: Uma atualização de bases e conceitos.Bertrand Brasil, Rio de Janeiro 2007.BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais:introdução aos parâmetros curriculares nacionais/Secretaria de EducaçãoFundamental. Brasília: MEC/SEE, 1997.MORAES, C. Geografia do Espírito Santo. Vitória: IHGES, 2004.
  23. 23. 23 ANEXO AFoto 1 Foto 2 Foto 3
  24. 24. 24Fotos 1, 2 e 3 obtidas nos arredores do bairro Santana, utilizada sala de aula comoexemplos. ANEXO BFigura mostrando o Folder educativo confeccionado para a complementaçãopedagógica em sala de aula.
  25. 25. 25 ANEXO CTabela 1: ECONOMIA DE CARIACICA-ES ATIVIDADE % Agropecuária 2,5 Construção Civil 9,5 Indústria 16 Serviços 27 Comércio 45 Total 100 Fonte: A GAZETA, 2005b.
  26. 26. 26 ANEXO DMapa mostrando o município de Cariacica.
  27. 27. 27 ANEXO EImagem aérea mostrando ao centro, em destaque, o bairro de Santana.
  28. 28. 28 ANEXO FImagem aérea indicando ao centro do círculo a EEEFM Coronel Olímpio Cunha.
  29. 29. 29 ANEXO GQUESTIONÁRIOS PERGUNTAS PRÉ-AULA Objeivo: Verificar o conhecimento do aluno referente ao tema Risco Geológico. 1. Você mora em alguma área elevada ou próxima de algum “barranco” no bairro? 2. Sua rua é asfaltada ou de “chão”? 3. Onde você mora trafegam veículos pesados (ônibus, caminhões, etc.)? 4. Você já viu alguma reportagem sobre desmoronamento? 5. Você sabe o que é uma área de risco geológico(desmoronamento, soterramento, etc.)? PERGUNTAS PÓS-AULA Objetivo: Verificar o aprendizado do aluno referente ao tema: risco geológico 1. Você agora consegue identificar uma área de risco geológico? 2. Você mora próximo a uma possível aula de risco geológico? 3. Expresse, em poucas palavras, como esta aula lhe ajudou a compreender melhor a paisagem que te cerca.

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