Nova Ortografia

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A nova ortografia da Língua Portuguesa, depois da Reforma Ortográfica.

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Nova Ortografia

  1. 1. dilson@catarino.pro.br A nova ortografia da Língua Portuguesa Prof. Dílson Catarino WWW. .com.br
  2. 2. Alfabeto O alfabeto da Língua Portuguesa conta com vinte e seis (26) letras:   A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z   Além dessas vinte e seis letras, há também o seguinte: - O c cedilhado (Ç) ; - E os dígrafos , que representam um só som: RR, SS, SC, SÇ, XC, XS, LH, NH, CH, QU, GU .
  3. 3. k, w, y São usadas em símbolos internacionais e em palavras estrangeiras e seus derivados . Nada obsta, porém, que nos antropônimos (nomes de pessoas) se usem essas letras: - km, kg, W (watt); - waffle, ketchup, Kant, kantismo, kart, yakuza, yuppie; - Katya, Wilson, Yasmin. Obs.: Mantêm-se todas as combinações gráficas de nomes estrangeiros e seus derivados: - beatlemaníacos, schopenhaueriano.   Recomenda-se, porém, que os topônimos (nomes de lugares) estrangeiros sejam substituídos por formas aportuguesadas :   Nova Iorque, Munique, Zurique, Tóquio
  4. 4. <ul><li>Trema </li></ul><ul><li>Não se usa mais o trema nos grupos que, qui, gue, gui . A pronúncia do u , porém, permanece a mesma. </li></ul><ul><li>Obs.: Deve-se atentar para a pronúncia: </li></ul><ul><li>- Não se pronuncia o u : - adquirir, extinguir, distinguir ; </li></ul><ul><li>- A pronúncia é facultativa: liquidar, liquidação, equivaler, equivalente ; </li></ul><ul><li>- Pronuncia-se o u: quiproquó, sequência, sequela, aguentar, cinquenta, tr anquilo, arguir, consequência ; </li></ul><ul><li>- P ronuncia-se cu-in ou cwin: quinquagésimo, quinquenal </li></ul>
  5. 5. Trema - Usa-se o trema, porém, nas palavras de origem estrangeira e seus derivados: - Quem aprecia a cerveja München é um münchenista. - Os fãs de Gisele Bündchen são bündchenianos?
  6. 7. <ul><li>Monossílabos tônicos </li></ul><ul><li>Os monossílabos tônicos (os que podem ser usados sozinhos numa frase) devem ser acentuados quando terminarem em a, e, o, éu, éi, ói , seguidos ou não de s: </li></ul><ul><li>- pá, pás, pé, pés, mês, pó, pós, céu, véu, méis, sóis. </li></ul><ul><li>Obs.: os ditongos eu, ei, oi , fechados, não são acentuados: meu, boi, sei . </li></ul><ul><li>Acentuam-se também os seguintes monossílabos: </li></ul><ul><li>1) pôr: verbo no infinitivo, para diferençar da preposição por . </li></ul><ul><li>Vou pôr meus sapatos e sair por aí. </li></ul><ul><li>2) têm, vêm : 3ª pes. do plural do presente do indicativo de ter e de vir . </li></ul><ul><li>- Eles têm coragem, por isso vêm conversar. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>Oxítonas </li></ul><ul><li>As oxítonas (a última sílaba é a tônica) devem ser acentuadas quando terminarem em: </li></ul><ul><li>1) a, e, o (seguidas ou não de lo, la, los, las ; seguidas ou não de s ): </li></ul><ul><li> maracujás, comprá-los, rapé, vendê-los, jiló, cocô, compô-las </li></ul><ul><li>2) éi, éu, ói (ditongos abertos, seguidos ou não de s ) : </li></ul><ul><li>chapéu, troféu, herói, pastéis, </li></ul><ul><li>mas comeu e remei sem acento por serem ditongos fechados </li></ul><ul><li>Obs.: Se os ditongos ei e oi estiverem na penúltima sílaba, não serão acentuados, sejam abertos ou fechados, a não ser que haja outra regra de acentuação a ser obedecida: </li></ul><ul><ul><ul><li>heroico, paranoia, assembleia, estreia </li></ul></ul></ul><ul><li>* destróier tem acento por ser paroxítona terminada em r . </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Oxítonas </li></ul><ul><li>As oxítonas (a última sílaba é a tônica) devem ser acentuadas quando terminarem em: </li></ul><ul><li>3) ém, éns: </li></ul><ul><li>amém, armazém, ele contém, ele intervém </li></ul><ul><li>parabéns, tu conténs, tu intervéns </li></ul><ul><li>4) êm: somente a terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos derivados de ter e de vir : </li></ul><ul><li>eles contêm, eles intervêm </li></ul>
  9. 10. Dupla ortografia e pronúncia <ul><li>- Em algumas oxítonas terminadas em e , admite-se tanto o acento agudo quanto o acento circunflexo:  </li></ul><ul><li>bebé/bebê, bidé/bidê, </li></ul><ul><li>canapé/canapê, caraté/caratê, </li></ul><ul><li>croché/crochê, guiché/guichê, </li></ul><ul><li>matiné/matinê, nené/nenê, </li></ul><ul><li>puré/purê, rapé/rapê. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>- Isso ocorre também com o substantivo cocô/cocó . </li></ul><ul><li>- Admitem-se também formas como judô/judo, metrô/metro . </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Paroxítonas </li></ul><ul><li>As paroxítonas (a penúltima sílaba é a tônica) devem ser acentuadas quando terminarem em: </li></ul><ul><li>1) ei, ão, ã, i (seguidas ou não de s ), us : </li></ul><ul><li>vôlei, órfãos, ímã, júri, ônus </li></ul><ul><li>Exceção: não se acentuam os prefixos e os falsos prefixos terminados em i : </li></ul><ul><ul><ul><li>semi, anti, arqui </li></ul></ul></ul><ul><li>2) um, uns: </li></ul><ul><li> álbum, factótum, médiuns </li></ul>
  11. 12. Paroxítonas 3) r, x, n, l, ps: revólver, fênix, pólen, volátil, tríceps Exceção: não se acentuam os prefixos nem os falsos prefixos terminados em r : super, hiper, inter 4) ea, eo, ia, ie, io, ua, ue, uo (ditongos decrescentes; seguidos ou não de s ) : coletânea, instantâneo, polícia, cárie, pífio, tábua, tênue, vácuo
  12. 13. <ul><li>Paroxítonas </li></ul><ul><li>Não se acentuam as paroxítonas terminadas em a, e, o, oo, eem, em, ens nem as paroxítonas que contenham os ditongos abertos ei, oi na penúltima sílaba. </li></ul><ul><li>pata, dengue, tronco, coo, voo, deem, leem, item, itens, </li></ul><ul><li>ideia, Cananeia, jiboia, sequoia </li></ul><ul><li>Exceção: pôde , no passado, para diferençar de pode , no presente. </li></ul><ul><li> </li></ul><ul><li>* destróier tem acento por ser paroxítona terminada em r . </li></ul>
  13. 14. dupla ortografia e pronúncia <ul><li>Algumas paroxítonas ou proparoxítonas que têm a vogal tônica e ou o em fim de sílaba, seguida de m ou de n na sílaba subsequente, apresentam oscilação de timbre:  </li></ul><ul><li>sêmen/sémen, fêmur/fémur, ônix/ónix, Fênix/Fénix, </li></ul><ul><li>pônei/pónei, pênis/pénis, tênis e ténis, bônus e bónus, </li></ul><ul><li>ônus/ónus, tônus/tónus, Vênus/Vénus, idôneo/idóneo, </li></ul><ul><li>gênero/género, Antônio/António, anatômico/anatómico, </li></ul><ul><li>crônica/crónica, gênio/génio, gêmeos/gémeos, fenômeno/fenómeno. </li></ul><ul><li>Proparoxítonas </li></ul><ul><li>As proparoxítonas (a antepenúltima sílaba é a tônica) devem ser sempre acentuadas, salvo a expressão per capita e os substantivos habitat e performance . </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Letras i e u </li></ul><ul><li>Oxítonas : As palavras terminadas pelas letras i e u terão essas letras acentuadas quando ocorrer o seguinte com elas: </li></ul><ul><li>- i e u precedidas de outra vogal ou de ditongo decrescente ( au, ei, ui ...), </li></ul><ul><li>- seguidas ou não de s , mas não de outra consoante nem de outra vogal, </li></ul><ul><li>- i seguida ou não de lo, la, los, las . </li></ul><ul><li>baú, baús, caí, Piauí, tuiuiú, construí-la </li></ul><ul><li>cair, caiu, ruim </li></ul>
  15. 16. <ul><li>Letras i e u </li></ul><ul><li>Paroxítonas : As palavras que contiverem as letras i e u na penúltima sílaba terão essas letras acentuadas quando ocorrer o seguinte com elas: </li></ul><ul><li>- i e u precedidas de outra vogal, mas não de ditongo decrescente ( au, ei, ui ...), </li></ul><ul><li>- seguidas ou não de s , mas não de outra consoante na mesma sílaba nem de nh na sílaba subsequente: </li></ul><ul><li>caía, balaústre, cuíca, saída, </li></ul><ul><li>sairmos, praiinha, feiura, cheiinho </li></ul><ul><li>Exceção: xiita : duas vogais idênticas já formam hiato. </li></ul><ul><li>Obs.: Suponha-se a existência dos nomes próprios Maiume e Maiúmi . Este é acentuado por ser paroxítona teminada em i ; aquele sem acento por ser a letra u na penúltima sílaba antecedida do ditongo decrescente ai . </li></ul>
  16. 17. eem / oo <ul><li>- N ão se acentuam mais as terminações eem e oo : </li></ul><ul><li>deem, leem, veem, creem, </li></ul><ul><li>voo, doo, coo, enjoo, magoo. </li></ul>
  17. 18. Acentos diferenciais <ul><li>Não mais se acentuam as seguintes palavras: </li></ul><ul><li>Para (verbo): Ele não para de falar; </li></ul><ul><li>Verbo pelar : eu pelo, tu pelas, ele pela; </li></ul><ul><li>Pelo(s) (substantivo): O pelo do cachorro; </li></ul><ul><li>Polo(s) (substantivo) : Polo Norte; </li></ul><ul><li>Pera(s) (sustantivo) : A pera não estava boa; </li></ul><ul><li>Verbo coar : eu coo, tu coas, ele coa. </li></ul>
  18. 19. Acentos diferenciais <ul><li>- amámos / amamos: a primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo de qualquer verbo pode ou não receber acento gráfico, para distinguir-se da primeira pessoa do plural do presente do indicativo </li></ul><ul><li>Ontem nós falámos (ou falamos) com ele. </li></ul><ul><li>Nós falamos com ele todos os dias. </li></ul><ul><li>- dêmos / demos: a 1ª pessoa do plural do presente do subjuntivo pode ou não receber acento gráfico, para distinguir-se da 1ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo : </li></ul><ul><li>Espero que nos dêmos (ou demos) bem a partir de agora. </li></ul><ul><li>Já demos o presente dele. </li></ul>
  19. 20. Acentos diferenciais <ul><li>- fôrma / forma: Pode-se acentuar, facultativamente, o substantivo fôrma , com o o fechado, para distingui-lo do substantivo ou da forma verbal forma , com o o aberto: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>A fôrma (ou forma) do bolo. </li></ul><ul><li>Essa escola forma bons advogados. </li></ul><ul><li>Ele está fora de forma. </li></ul><ul><li>Mantém-se o acento nas seguintes palavras: </li></ul><ul><li>- Pôde (verbo no passado) / Pode (no presente): </li></ul><ul><li>Ontem ele não pôde vir; hoje pode. </li></ul><ul><li>- Pôr (verbo) / por (prep) : </li></ul><ul><li>Vou pôr meus sapatos e sair por aí. </li></ul>
  20. 21. Verbos terminados em guar, quar, quir <ul><li>- Verbos com essas terminações (aguar, desaguar, enxaguar, averiguar, apaziguar, obliquar, delinquir, etc) admitem dupla pronúncia nas formas rizotônicas: (Não mais se acentua a sílaba GU ou QU) . </li></ul><ul><li>Formas rizotônicas: eu, tu, ele e eles do pres. do ind . e do pres. do subj .: </li></ul><ul><li>eu enxáguo, tu enxáguas, ele enxágua, eles enxáguam </li></ul><ul><li>eu enxaguo, tu enxaguas, ele enxagua (a sílaba tônica é GU) </li></ul><ul><li>que eu enxágue, tu enxágues, ele enxágue, eles enxáguem </li></ul><ul><li>que eu enxague, tu enxagues, ele enxague, eles enxaguem (a sílaba tônica é GU) </li></ul>
  21. 22. arguir e redarguir <ul><li>Nas formas rizotônicas: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>- O u perde o acento agudo quando seguido de e ou de i : eles arguem (ar-GU-em). </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>- tu e ele do presente do indicativo terminam em ditongo decrescente, ou seja, as letras ui pertencem à mesma sílaba, sendo o u a vogal e o i a semivogal: </li></ul><ul><li>tu ar-guis (pronuncia-se ar-gUis – como em fui ) </li></ul><ul><li>ele ar-gui (pronuncia-se ar-gUi – como em fui ) </li></ul><ul><li>As demais formas rizotônicas mantêm o hiato entre o u e a vogal subsequente. </li></ul><ul><li>eu ar-gu-o, eles ar-gu-em </li></ul><ul><li>que eu ar-gu-a, que tu ar-gu-as, </li></ul><ul><li>que ele ar-gu-a, que eles ar-gu-am </li></ul>
  22. 23. arguir e redarguir <ul><li>2) Nas formas arrizotônicas: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>- O u perde a tonicidade, formando um hiato entre o u e a vogal temática i </li></ul><ul><li>nós ar-gu-í-mos, vós ar-gu-ís </li></ul><ul><li>que nós ar-gu-a-mos, que vós ar-gu-ais </li></ul><ul><li>eu ar-gu-í, ele ar-gu-iu, nós ar-gu-í-mos, eles ar-gu-í-ram </li></ul><ul><li>eu ar-gu-í-a, ele ar-gu-í-a, nós ar-gu-í-a-mos, eles ar-gu-í-am </li></ul><ul><li>eu ar-gu-i-rei, ele ar-gu-i-rá, eles ar-gu-i-rão </li></ul><ul><li>se eu ar-gu-ís-se, ele ar-gu-ís-se, eles ar-gu-ís-sem </li></ul><ul><li>quando eu ar-gu-ir, ele ar-gu-ir, eles ar-gu-í-rem </li></ul>
  23. 25. Sequências consonânticas <ul><li>Nos conjuntos cç, ct, pc, pç, pt, bd, bt, gd, mn e tm , a primeira consoante é facultativa em algumas palavras, como: </li></ul><ul><li>aspecto, cacto, caracteres, dicção, facto, sector, concepção, corrupto, recepção, assumpção, sumptuoso, súbdito, amígdala, amnistia, indemnizar, omnipotente, aritmética... </li></ul><ul><li>aspeto, cato, carateres, dição, fato, setor, conceção, corruto, receção, assunção, suntuoso, súdito, amídala, anistia, indenizar, onipotente, ari mética... </li></ul>
  24. 26. Vogais nasais <ul><li>A vogal a nasal tônica em final de palavra ou que preceda hífen tem sua nasalização representada por til. As demais vogais por m ou por n se seguidas de s: </li></ul><ul><li>afã, grã, lã, Irã, Belém, clarins som, dons, zum-zum, zum-zuns </li></ul><ul><li>Obs.: A terminação am , sempre átona, só se emprega em flexões verbais: amam, deixam, puseram </li></ul>
  25. 27. Verbos terminados em -ear <ul><li>Os verbos terminados em ear recebem um i depois do e nas formas rizotônicas. </li></ul><ul><li>eu receio, tu receias, ele receia, nós receamos, vós receais, eles receiam. </li></ul><ul><li>que eu receie, tu receies, ele receie, nós receemos, vós receeis, eles receiem. </li></ul>
  26. 28. Verbos terminados em -iar <ul><li>Os verbos terminados em iar têm conjugação regular. Há, porém, dois grupos especiais: </li></ul><ul><li>1- mediar, intermediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar : recebem um e antes do i nas formas rizotônicas: </li></ul><ul><li>eu anseio, tu anseias, ele anseia, nós ansiamos, vós ansiais, eles anseiam </li></ul><ul><li>que eu intermedeie, tu intermedeies, ele intermedeie, nós intermediemos, vós intermedieis, eles intermedeiem </li></ul>
  27. 29. Verbos terminados em -iar <ul><li>2- Os verbos ligados a substantivos com as terminações átonas ia, io admitem dupla grafia nas formas rizotônicas: </li></ul><ul><li>- Negociar (verbo ligado ao substantivo negócio ) </li></ul><ul><li>eu negocio, tu negocias, ele negocia, eles negociam </li></ul><ul><li>eu negoceio, tu negoceias, ele negoceia, eles negoceiam </li></ul><ul><li>- Premiar (verbo ligado ao substantivo prêmio ) </li></ul><ul><li>eu premio, tu premias, ele premia, eles premiam </li></ul><ul><li>eu premeio, tu premeias, ele premeia, eles premeiam </li></ul>
  28. 31. Apóstrofo <ul><li>- Usa-se o apóstrofo, facultativamente, para indicar contração ou aglutinação entre uma preposição e um elemento, quando este pertencer propriamente a um conjunto vocabular distinto: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Ela não gostou d ’O caçador de sabedoria , o livro que escrevi; </li></ul><ul><li>N' Os Lusíadas encontra-se a história do povo português. </li></ul><ul><li>Troquei Crime e Castigo pel'Os Sertões. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>- Pode-se também escrever sem o apóstrofo, com a preposição íntegra: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Ela não gostou de O caçador de sabedoria , o livro que escrevi; </li></ul><ul><li>Em Os Lusíadas encontra-se a história do povo português. </li></ul><ul><li>Troquei Crime e Castigo por Os Sertões . </li></ul>
  29. 32. Apóstrofo <ul><li>- Em combinações da preposição a com palavras pertencentes a conjuntos vocabulares imediatos não há o uso do apóstrofo: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>A importância atribuída a A Relíquia é exagerada. </li></ul><ul><li>Quando me refiro a O Estado de S. Paulo falo do jornal, não do Estado propriamente dito. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>A leitura, porém, deve ser feita como se houvesse a combinação gráfica: à , ao . </li></ul>
  30. 33. Apóstrofo <ul><li>- Usa-se o apóstrofo, facultativamente, para separar uma contração ou aglutinação vocabular, quando o elemento for forma pronominal aplicável a Deus, a Jesus, à mãe de Jesus, à Providência, etc. e se lhe quer dar realce com o uso de maiúscula: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Não se discutem os milagres d'Ele. </li></ul><ul><li>Confiemos n'Aquele que nos deu a vida. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>- Em combinações com a preposição a não há o uso do apóstrofo: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Rezemos a Aquela que nos protege. </li></ul><ul><li>Obedeçamos a Aquele que nos deu a vida. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>A leitura, porém, deve ser feita como se houvesse a combinação gráfica: àquele, àquela . </li></ul>
  31. 34. Apóstrofo - Emprega-se o apóstrofo, facultativamente, nas ligações das formas santo e santa , quando importa representar a eliminação das vogais finais o e a :   Sant'Ana, Sant'Iago.   Pode-se escrever também sem o apóstrofo:   Santa Ana, Santo Tiago .   Se tais ligações se tornarem perfeitas unidades mórficas, aglutinam-se os dois elementos:   ilhéu de Santana, Santana de Parnaíba, ilha de Santiago.
  32. 35. Apóstrofo <ul><li>- Emprega-se o apóstrofo para assinalar, no interior de certos compostos, sempre hifenizados, a eliminação da letra e pertencente à preposição de , em combinação com substantivos: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>estrela-d'alva, galinha-d'angola, </li></ul><ul><li>pau-d'alho, pau-d´água. </li></ul>
  33. 37. Maiúsculas e minúsculas A letra minúscula inicial é usada:   1) Nos nomes dos dias, meses, estações do ano:   segunda-feira; outubro; primavera.   2) Nos usos de fulano , sicrano e beltrano .    3) Nos pontos cardeais (mas não nas suas abreviaturas):   norte ( N ), sul ( S ), leste ( L ou E ), oeste ( O ou W )     4) Nos axiônimos (forma cortês de tratamento e expressão de reverência):   O senhor doutor João Bento O bacharel Cláudio Abujanra O cardeal João de Arruda
  34. 38. Maiúsculas e minúsculas - A letra maiúscula inicial é usada:   1) Nos antropônimos (nomes de pessoas), reais ou fictícios, ou de seres mitológicos:   Pedro Marques, Branca de Neve, D. Quixote, Netuno.    2) Nos topônimos (nomes próprios de lugares), reais ou fictícios:   Lisboa, Luanda, Atlântida.   3) Nos nomes que designam instituições:   Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 4) Nos nomes de festas e festividades:   Natal, Páscoa, Ramadão, Todos os Santos. Obs.: O substantivo carnaval escreve-se com minúscula.
  35. 39. Maiúsculas e minúsculas <ul><li>A letra maiúscula inicial é usada: </li></ul><ul><li>5) Nos títulos de jornais, revistas e publicações periódicas, que devem ser escritos em itálico: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Folha de Londrina , O Estado de São Paulo , Gazeta do Povo . </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>6) Nos pontos cardeais ou equivalentes, quando empregados absolutamente: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>O Nordeste (por “nordeste do Brasil”) tem-se desenvolvido muito nos últimos anos. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>7) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionais, com maiúsculas iniciais ou mediais ou finais ou o todo em maiúsculas: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>FAO, ONU; H2O, Sr., V. Exª. </li></ul>
  36. 40. Maiúsculas e minúsculas Usa-se maiúscula ou minúscula , facultativamente, em:   1) Nos nomes de obras literárias: O primeiro elemento deve ser escrito com inicial maiúscula; os demais vocábulos podem ser escritos com minúscula ou com maiúscula, facultativamente, salvo nos nomes próprios nele contidos, que devem ser escritos com as iniciais maiúsculas, tudo em itálico , quando escrito em computador, ou entre aspas quando manuscrito:   Menino de engenho ( ou Menino do Engenho)   Memórias póstumas de Brás Cubas ( ou Memórias Póstumas de Brás Cubas )     2) Nos hagiônimos (palavras sagradas e nomes próprios referentes a crenças de qualquer religião):   A santa Gertrudes ( ou A Santa Gertrudes)
  37. 41. Maiúsculas e minúsculas 3) Nos nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas:   português (ou Português), matemática (ou Matemática).   4) Em palavras usadas reverencialmente, aulicamente ou hierarquicamente; em início de versos e em nomes de logradouros públicos, de templos e de edifícios: A rua Cassiano Ricardo (ou A Rua Cassiano Ricardo), O largo do Carmo (ou O Largo do Carmo), A igreja da Glória (ou A Igreja da Glória), O palácio do Alvorada (ou O Palácio do Alvorada), O edifício Independência (ou o Edifício Independência).
  38. 43. Palavras compostas <ul><li>- Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição cujos elementos constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>ano-luz, arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião, </li></ul><ul><li>azul-escuro, luso-brasileiro, afro-asiático, anglo-americano, </li></ul><ul><li>conta-gotas, guarda-chuva, vaga-lume, </li></ul><ul><li>boa-noite, bom-dia, boa-tarde, </li></ul><ul><li>para-raios, para-choque, para-brisa, para-lama. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Obs.: Certos compostos perderam a noção de composição. Por isso, grafam-se aglutinadamente: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, </li></ul><ul><li>paraquedas, paraquedista, paramédico, </li></ul><ul><li>paramilitar, parapente, parapsicologia </li></ul>
  39. 44. <ul><li>-Usa-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas ou zoológicas: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde, </li></ul><ul><li>bem-me-quer (nome de planta que também se dá à margarida e ao malmequer* ) , </li></ul><ul><li>andorinha-grande, formiga-branca, aranha-caranguejeira, </li></ul><ul><li>andorinha-do-mar, cobra-d'água, bem-te-vi. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>* malmequer escreve-se com seus elementos aglutinados. </li></ul>Elementos repetidos <ul><li>- Hifenizam-se os elementos repetidos, com ou sem alternância vocálica ou consonântica: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>blá-blá-blá, zum-zum, reco-reco, pingue-pongue, zigue-zague, </li></ul><ul><li>zás-trás, lero-lero, tim-tim, tique-taque, ti-ti-ti. </li></ul>espécies botânicas e zoológicas
  40. 45. encadeamento vocabular <ul><li>- Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que formem encadeamento vocabular e nas combinações históricas : </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>a ponte Rio-Niterói, o percurso Itapema-Bombinhas, </li></ul><ul><li>a ligação Angola-Moçambique, a estrada Londrina-Maringá. </li></ul><ul><li>- Hifeniza-se a estrutura verbal ligada a pronome oblíquo átono mesoclítico ou enclítico: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>deu-se, dar-se-á, lembrei-me, </li></ul><ul><li>ver-nos-emos, encontramo-nos </li></ul>estrutura verbal
  41. 46. <ul><li>- Usa-se também o hífen nas formas pronominais enclíticas ao advérbio eis e nas combinações pronominais no-lo(s) e vo-lo(s) </li></ul><ul><li>Ei-lo que surge por trás das montanhas. </li></ul><ul><li>Os presentes, dar-vo-los ei amanhã. </li></ul><ul><li>Embora estejam consagradas pelo uso as formas verbais quer e requer em vez de quere e requere , estas foram conservadas no caso de ênclise: </li></ul><ul><li>Seus documentos, quere-os? </li></ul><ul><li>O passaporte, requere-o em São Paulo. </li></ul><ul><li>São, porém, igualmente legítimas as estruturas verbais qué-lo e requé--lo. </li></ul>estrutura verbal
  42. 47. topônimos <ul><li>- Hifenizam-se os topônimos (nomes próprios de lugares) iniciados por grão, grã ou por forma verbal ou ainda se houver artigo entre os seus elementos : </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Grã-Bretanha, Grão-Pará, Passa-Quatro, Quebra-Dentes, </li></ul><ul><li>Baía de Todos-os-Santos, Trás-os-Montes. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Obs.: Guiné-Bissau e Timor-Leste são escritos com hífen. </li></ul><ul><li>- Os demais topônimos compostos escrevem-se sem hífen. Seus adjetivos pátrios, porém, são hifenizados: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, </li></ul><ul><li>Porto Alegre, Belo Horizonte. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>mato-grossense, mato-grossense-do-sul, </li></ul><ul><li>porto-alegrense, belo-horizontino. </li></ul>
  43. 48. locuções <ul><li>- Não se hifenizam as locuções em geral, com raras exceções: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>fim de semana, sala de aula, camisa de Vênus, ponto e vírgula, </li></ul><ul><li>comum de dois, à parte, à vontade, à toa ( adjetivo ou advérbio ), </li></ul><ul><li>tão somente, de repente, um maria vai com as outras, </li></ul><ul><li>bumba meu boi, dia a dia ( substantivo ou advérbio) </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Exceções: </li></ul><ul><li>água-de-colônia, cor-de-rosa, pé-de-meia, </li></ul><ul><li>mais-que-perfeito, dois-pontos, </li></ul><ul><li>ao deus-dará, à queima-roupa. </li></ul><ul><li>- Hifenizam-se, porém, os compostos em cujo interior há a eliminação da letra e pertencente à preposição de , em combinação com substantivos e com o uso de apóstrofo: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>estrela-d’alva, galinha-d’angola, pau-d’alho, pau-d’água. </li></ul>
  44. 49. Usos do hífen Usos do hífen em palavras formadas por prefixos ou por falsos prefixos, como os seguintes: ab, ad, aero agro, além, alfa, ante, anti, aquém, arqui, auto, bem, beta, bi, bio, circum, co, contra, di, eletro, entre, ex, extra, foto, gama, geo, giga, grã, grão, hetero, hidro, hiper, hipo, homo, infra, intra, inter, lacto, lipo, macro, mal, maxi, mega, meso, micro, mini, mono, morfo, multi, nefro, neo, neuro, ob, paleo, pan, peri, pluri, poli, pós, pré, pró, proto, pseudo, psico, recém, retro, sem, semi, sob, sub, sobre, super, supra, tele, tetra, tri, ultra, etc.
  45. 50. Prefixos ou falsos prefixos terminados em vogal: <ul><li>Com hífen somente se o segundo elemento for iniciado por H ou pela mesma vogal que termina o prefixo/falso prefixo: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>anti-higiênico, mini-horta, eletro-ótica, sobre-humano, </li></ul><ul><li>anti-imperialista, anti-inflamatório, auto-observação, </li></ul><ul><li>contra-ataque, micro-ondas, ultra-absorvente, arqui-inimigo. </li></ul><ul><li>  -o- </li></ul><ul><li>antiaéreo, antialérgico, anticristo, antiaids, </li></ul><ul><li>semiextensivo, extravirgem, pseudoatleta, </li></ul><ul><li>neoarcadismo, infraestrutura, ultraesquerdismo. </li></ul>
  46. 51. Prefixos ou falsos prefixos terminados em vogal: <ul><li>- Se o prefixo/falso prefixo terminar em vogal e o segundo elemento se iniciar por R ou por S essas letras se duplicam: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>antirreligioso, antissocial, contrarregra, antessala, </li></ul><ul><li>minissaia, autorretrato, semirreta, ultrassom, </li></ul><ul><li>semisselvagem, suprarrenal, suprassumo, pseudossábio, </li></ul><ul><li>infrassom, intrarregional, intrassetorial, </li></ul><ul><li>contrarreforma, contrassenha, ressurgir, ressecar, corroer </li></ul>
  47. 52. Prefixos ou falsos prefixos terminados em consoante: <ul><li>- Com hífen se o segundo elemento for iniciado por H, R ou pela mesma consoante que termina o prefixo/falso prefixo: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>hiper-requintado, inter-racial, sub-bibliotecário, </li></ul><ul><li>super-resistente, ab-rupto ( e não abrupto) </li></ul><ul><li>sob-roda, ad-rogar (adotar) , inter-regional, </li></ul><ul><li>super-homem, hiper-humano, circum-medida, sub-humano. </li></ul>
  48. 53. co-/ re-/ pro-/ pre- / des- / in- <ul><li>Os prefixos co-, re-, pro-, pre-, des-, in- aglutinam-se, sem hífen, com o segundo elemento, mesmo que este seja iniciado por h ou pela mesma vogal: </li></ul><ul><li>Obs.: pro- e pre- com som fechado. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>coobrigação, coordenar, cooperar, coautor, coerdeiro, coerdar, </li></ul><ul><li>reeleito, reeducar, reabilitar, reabitar, </li></ul><ul><li>reelenizar ( retornar ao caráter grego ), reeroificar ( tornar herói de novo ), reesitar ( hesitar novamente ), </li></ul><ul><li>procônsul, propor, procurvado, </li></ul><ul><li>preanunciar, preestabelecer, preexistir </li></ul><ul><li>desumano, desregular, desrespeitar, desservir. </li></ul><ul><li>inábil, inumano </li></ul>
  49. 54. bem / mal <ul><li>- Com hífen se o segundo elemento for iniciado por H ou vogal . Como já visto, bem tem hífen antes de m também e mal , antes de l . </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado, mal-afortunado, </li></ul><ul><li>mal-estar, mal-humorado, bem-educado, mal-educado, </li></ul><ul><li>bem-mantido, mal-limpo. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>bendito, bendizer, benfeitor, benquerer, benquisto, </li></ul><ul><li>malcriado, malditoso, malfalante, malnascido, </li></ul><ul><li>malvisto, malmequer, malsucedido. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Obs.: bem também pode ter hífen antes de outras consoantes em algumas palavras: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>bem-disposto, bem-dotado, bem-me-quer, </li></ul><ul><li>bem-nascido, bem-vindo. </li></ul>
  50. 55. circum / pan <ul><li>- Com hífen se o segundo elemento for iniciado por H , vogal, M ou N: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>circum-navegação, pan-americano, circum-murado </li></ul><ul><li>- Com esses elementos, usa-se sempre o hífen: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>ex-presidente, sem-vergonha, além-mar, aquém-fronteira, </li></ul><ul><li>recém-chegado, vice-prefeito, sota-piloto, soto-capitão, </li></ul><ul><li>grão-duque, grã-duquesa, grã-fino. </li></ul>ex / sem / além / aquém / recém / vice / soto / sota / grã / grão
  51. 56. pós / pré / pró <ul><li>- Diante desses elementos, usa-se o hífen se forem tônicos e abertos: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>pós-operatório, pós-graduação, pós-parto, </li></ul><ul><li>pré-natal, pré-operatório, pré-vestibular, </li></ul><ul><li>pró-americano, pró-aborto, pró-exportação. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Porém pospor, predeterminar, preestabelecer, preexistir , por ser o o fechado. </li></ul>não <ul><li>Não se hifeniza a palavra não com função prefixal: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Assinado pacto de não agressão. </li></ul>
  52. 57. açu / guaçu / mirim <ul><li>- Com os sufixos de origem tupi-guarani açu, guaçu e mirim , usa-se o hífen se a última sílaba do elemento anterior for acentuada ou quando a pronúncia exigir que se separem os elementos : </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>abaré-guaçu (grande feiticeiro) , andá-açu (espécie de árvore) , </li></ul><ul><li>ingá-mirim (espécie de árvore), capim-açu (espécie de erva). </li></ul>translineação Se a partição de palavras no final da linha coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte:   erva- -doce

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