Analise tecnica

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Analise tecnica

  1. 1. Avaliação de Acção – Análise Técnica 1 1. Análise Técnica 1.1. Conceito Análise técnica é o estudo do comportamento histórico do mercado para determinar o estado actual ou as condições futuras do mesmo. O analista técnico observa tendências deste comportamento e avalia como o mercado reage a estas. Em sua essência, a análise técnica assume que os mercados exibirão comportamentos futuros que são consistentes com o passado, ou seja, o técnico se orienta pela repetição de padrões de comportamento do mercado. A análise tem como objectivo, a predição de quando os preços irão se mover, quando é a hora certa para entrar ou sair do mercado. Como ressalva, é comum o uso de análise técnica para qualquer método de avaliação baseado em preços históricos ou gráficos, porém julgo necessária a “subdivisão” dessa forma de análise em dois grupos: os grafistas que utilizam os comportamentos gráficos dos preços ao longo do tempo e os tecnicistas que utilizam ferramentas estatísticas param aplicação da análise. Neste trabalho, será utilizada a análise técnica como o grupo dessas duas “subdivisões”. Para Murphy (1986) existem três premissas básicas onde esta fundamentada a análise técnica: preços de mercado descontam “tudo” (fundamentos económicos, políticos, psicológicos entre outros); os preços movem-se em tendências; e por fim, que a história se repete, ou seja, que o comportamento dos preços no passado se repetem no futuro. Winger e Frasca (1995) definem análise técnica como um método de selecção deativos que não consideram os fundamentos económicos em seu estudo. No mercado deacções, por exemplo, desconsideram qualquer informação a respeito da empresa ou indústriaem que se realiza a análise. Os técnicos assumem que os fundamentalistas realizaram seu estudo e como resultado, os preços de mercado tendem a reflectir esse estudo. Ilustrativamente, segundo os autores, os analistas técnicos trabalham em salas fechadas, sozinhos e munidos de gráficos para não serem influenciados pelas informações fundamentalistas que possam influenciar suas análises. Para Ehrman (2004), a análise técnica envolve a elaboração de um complexo modelo queremove o factor humano do momento da execução ou da decisão do investimento. Brown(1999) complementa afirmando que a análise exclui o componente subjectivo do estudo. Murphy (1986) argumenta que muito da estrutura da análise técnica e o estudo dosmercados tem a ver com o estudo da psicologia. Padrões gráficos, por exemplo, que tem sido estudado e classificado ao longo dos últimos cem anos,reflectem certas figuram queaparecem nos
  2. 2. Avaliação de Acção – Análise Técnica 2 gráficos de preços. Essas figuras revelam a psicologia altista ou baixista do mercado. Uma vez que tais padrões funcionaram bem no passado, assume-se que continuarão a funcionar bem no futuro. Eles baseiam-se no estudo da psicologia, que tende a não se alterar. A chave para entender o futuro reside no estudo do passado, ou que o futuro é apenas uma repetição do passado. Rotella (1992) destaca que a análise técnica pode ser usada tanto de maneira reactivacomo profética. No primeiro método, o analista responde a uma situação ocorrida. Jáatravés do segundo método, o técnico tentará antecipar o que pode ocorrer no futuro,segundo suas observações do mercado. A crença de que os padrões recorrentes do mercado seguem uma ordem e não são movimentos aleatórios é inerente ao estudo da análise técnica. Outro importante corolário é que os padrões de mercado não são somente manifestações de dados económicos, mas também representam a emoção e a lógica dos analistas que actuam no mercado. O analista técnico assume que diferentes comportamentos do mercado irão se repetir no futuro, pelo mesmo motivo que os comportamentos dos analistas se repetirão. Ainda segundo Rotella (1992), a premissa básica para a análise técnica está no fatode que todos os factores que, directa ou indirectamente, afectam o mercado, como as informações fundamentalistas, comportamento emocional ou leis naturais, são reflectidos nas duas principais fontes para a análise: o preço e volume praticados pelo mercado. Análise técnica é o caminho para analisar o mercado de diferentes perspectivas. Os mercados não são simplesmente reflexos da economia, mas a combinação de confiança, medo e sonhos de todos os participantes. A análise técnica é uma tentativa de representar equantificar em gráficos todas essas informações abstractas. Rotella (1992) separa os diferentes tipos de análises técnicas em dois grandes grupos: a) Análise subjectiva: refere-se ao estudo sujeito a interpretações independentes do usode ferramentas estatísticas. Por exemplo, a interpretação dos gráficos ponto e figuraou o gráfico de ombro-cabeça-obro. b) Análise objectiva: refere-se ao estudo que pode ser analisado e seus resultadosverificados com a utilização de métodos estatísticos ou modelos matemáticos. Porexemplo, o modelo de médias móveis. 1.2. Análise subjectiva 1.2.1. Análise gráfica A análise gráfica é um estudo desenvolvido por profissionais do mercado de acçõesque, com o passar dos anos, acumularam experiência suficiente para diagnosticar o valor futuro das
  3. 3. Avaliação de Acção – Análise Técnica 3 mesmas mediante análise histórica do movimento de alta ou queda de seus valores de mercado. O estudo sugere que a tendência de alta ou queda no preço das acções está directamente relacionada com os preços negociados anteriormente. (CERBASI, 2008) As análises são feitas através de representações gráficas que são utilizadas para prever tendências dos preços das acções. Os gráficos também são disponibilizados ao investidor pela Corretora que executa suas negociações. De acordo com Noronha (1995), a Teoria desenvolvida por Charles Dow no final do séculoXIX se constitui na espinha dorsal da análise técnica. Esta teoria apresenta algunsprincípios e definições básicas, dentre os mais importantes:  Principio 1 – Os preços descontam tudo, ou seja, reflectem a actividade combinada de milhares de investidores, incluindo fundamentalistas e possuidores de informações privilegiadas. Somente eventos da natureza não são descontados pelo preço.  Principio 2 – Os preços movem-se em tendências das quais as mais importantes são: primárias que são longos movimentos que duram normalmente um ano ou mais e resultam de grandes oscilações dos preços; secundárias que são reacções ou correcções dos movimentos exagerados das primárias; e terciárias que reflectem flutuações do dia-a-dia.  Principio 3 – Divide as principais fases das tendências primárias de alta e de baixa em três fases que vão constituir os mercados de alta e de baixa. Nas tendências primárias de alta as fases são: acumulação, quando os preços estão nas mínimas e há o desinteresse pelo activo; remarcação, onde os preços começam a aumentar e inicia-se o processo de interesse pelo activo; e distribuições, quando o mercado atinge máximas e os ativos passam a ter preços superavaliados. Já nas tendências primárias de baixa, encontram-se as seguintes fases: distribuição, ou seja, a última fase do mercado de alta; fase de pânico, onde os compradores começam a escassear e os vendedores tornam-se urgentes, acentuando o movimento de queda; e vendas desencorajadas, realizadas por investidores que mantiveram seus activos durante a fase anterior.  Principio 4 – A tendência deve ser confirmada pelo menos dois índices distintos na suaformulação.  Principio 5 – O volume acompanha a tendência, ou seja, num mercado de alto o volume aumenta quando os preços sobem e diminuem quando os preços caem.  Principio 6 – Para efeito de avaliação de condições de mercado, são usados somente preçosde enceramento.
  4. 4. Avaliação de Acção – Análise Técnica 4 Na análise técnica, alguns conceitos fundamentais devem ser definidos para elucidar oestudo em questão. De acordo com Dow, os preços das acções seguem uma tendência de alta ou baixa a longo, médio e curto prazos. Para analisar essas tendências, deve ser levado em consideração o volume de negócios e os índices de mercado. O volume de negócios é um importante factor que confirma uma tendência no movimento dos preços das acções. Quando há uma tendência de alta, o volume cresce juntamente com o preço das acções, assim como diminui o volume quando estão caindo os preços de determinada acção. Se o volume cair quando estiverem subindo os preços, é sinal que a tendência de alta está perdendo forças. (PINHEIRO, 2005) A análise gráfica se divide em três características distintas: tendência de alta, tendência de baixa, tendência indefinida em linha e carteira de acções. 1.2.1.1. Tendência de Alta Segundo Pinheiro (2005), existem três fases dentro de uma tendência de alta. Na fase inicial, os investidores bem informados compram lotes significativos de acções, porém não há grandes variações no preço. Na segunda fase, o volume de negócios e o preço da acção sobem significativamente, devido à entrada dos analistas financeiros. Surgem então informações sobre o bom desempenho nas bolsas de valores. Na terceira fase, os investidores leigos começam a entrar no mercado, motivados pela expectativa de grandes lucros que já estão acontecendo nas bolsas e sendo noticiados pelos jornais. Nessa fase final, os volumes aumentam de maneira extraordinária e as valorizações diárias são bastante expressivas. 1.2.1.2. Tendência baixa Assim como na tendência de alta, Pinheiro (2005) divide em três fases a tendência de baixa. Na fase inicial, o mercado começa a dar sinais de fraqueza, geralmente com recuos pequenos de preços e com um aumento dos volumes negociados. Na fase intermediária, há uma baixa expressiva. Essa fase é a mais crítica porque todos os investidores começam a se desfazer de suas posições, provocando uma queda praticamente vertical das cotações. Na fase final, os preços voltam a estabilizar e o mercado fica menos volátil. A análise dessas tendências é de grande valia para a antecipação do mercado, sendo de grande utilidade para prever a direcção que as acções estão levando. 1.2.1.3. Tendência Indefinida em Linha Já tendência lateral ou em linha,se verifica quando ocorre uma sucessão de topos e fundos lateralmente irregulares. Um ponto é considerado máximo quando os pontos que lhe sucedem
  5. 5. Avaliação de Acção – Análise Técnica 5 são inferiores, e considerado mínimo quando os pontos que lhe sucedem são superiores, sendo usual aguardar um intervalo de três dias para a confirmação. Figura 1. 1.2.1.4. Carteira de acções A carteira de acções, para Fortuna (2005), é o conjunto de acções que o investidor aplica seu dinheiro. A composição de uma carteira de acções pode variar mediante objectivo e perfil do investidor. A escolha das acções que comporão a carteira caracterizará o seu nível de agressividade ou conservadorismo. Com base nas informações dadas nas análises fundamentalistas, é possível formar uma carteira de acções na medida do objectivo do pequeno investidor. O investidor deve diversificar os papéis na escolha das acções de sua carteira, preferencialmente entre cinco sectores diferentes, e periodicamente deve fazer uma análise gráfica, a fim de prever a tendência das suas acções, rebalanceando se for necessário. A carteira de acções deve ser formada visando o longo prazo, onde os riscos diminuem consideravelmente e a rentabilidade tem se mostrado superior aos demais tipos de investimentos de renda fixa. 1.2.2.Gráficos Os gráficos são a principal ferramenta da análise técnica. Eles têm sido desenvolvidos emdiferentes formas e estilos para representar graficamente, além dos preços, todos os influenciadores do mercado. Os gráficos podem ser encontrados na escala mensal, diária,semanal e até mesmo em períodos de uma hora. Quanto à escala, podem ser encontradossob a forma aritmética, logaritmos ou quadrática.Os tipos mais utilizados são: 1.2.2.1 Linha Neste tipo de gráfico, somente os preços de fechamento são pilotados para cada dia deactividade do mercado. Muitos dos analistas que seguem este tipo de gráfico acreditam queos preços de fechamento são os preços críticos do mercado para determinado dia.
  6. 6. Avaliação de Acção – Análise Técnica 6 Figura 2. 1.2.2.2. Barras São assim chamados porque a cada dia de actividade do preço de um activo é representado por uma barra vertical. Conforme figura 3 O gráfico registar a evolução dos preços no decorrer do tempo. Nele estão representados os preços de abertura e fechamento além das máximas e mínimas alcançadas pela cotação do activo em determinado período. Usualmente, esse gráfico é acompanhado pelo gráfico de volume em uma barra vertical,que representa a quantidade transaccionada do activo no período desejado. Figura 3. Gráfico de barras e volume . 1.2.2.3. Ponto e Figura Este gráfico descreve o preço em relação ao movimento de mercado e é considerado ummeio excelente para estudar como o mercado se comporta em diferentes níveis de preço.Neste gráfico, cronologia não apresenta significado, o único facto importante são asmudanças de preços independentemente do tempo em que ocorreram. Sua utilizaçãoproporciona uma boa
  7. 7. Avaliação de Acção – Análise Técnica 7 indicação da acção e reacção dos movimentos de mercado. Além deoferecer boas indicações a respeito de suportes e resistências. Sua representação conforme figura 4 consiste em uma coluna assinalada por Xs quemostra o momento em que os preços aumentam, uma coluna assinalada por Os quemostram o momento em que os preços caem e uma série de colunas menores que mostramque o preço de mercado está estável no momento. Uma importante consideração se faznecessária na utilização deste tipo de gráfico: Cada X ou O representa uma variação dedeterminada quantia de preço. Essa quantia deve ser definida pelo analista quando dautilização desse gráfico. Por exemplo, considerando a quantia como três unidades de preçoe a quantia de reversão como dois Xs ou Os, então os preços devem reverter sua direcção emseis pontos para haver a troca da coluna. Se o gráfico está em uma coluna de Xs, o preçodeve cair seis pontos para mudar para uma coluna de Os e vice-versa. Uma mudança decoluna identifica uma mudança na tendência dos preços Figura 4. Ponto e figura 1.2.3.Figuras Segundo Noronha (1995), as figuras ou padrões são formações gráficas, que surgem em determinados momentos, que podem auxiliar a decisão de quando será mais provável que uma tendência continue ou reverta, por analogia com o que ocorreu no passado. Aqui destacaremos duas principais figuras a saber: figuras de reversão e figuras de confirmação. 1.2.3.1. Figuras de Reversão Na maioria dos casos, quando uma tendência de preços está num processo de reversão, umpadrão característico toma forma no gráfico, tornando-se conhecido como um padrão dereversão. Algumas dessas formações gráficas são construídas e completadas muitorapidamente, enquanto
  8. 8. Avaliação de Acção – Análise Técnica 8 outras podem necessitar de várias semanas para atingir um estágioque alguém possa dizer, com segurança, que uma reversão de tendência estádefinitivamente indicada. Genericamente, quanto maior a área de reversão mais importanteseus impactos. Portanto, cabe ao analista técnico ou gráfico reconhecê-las e saber julgar oque elas podem significar em termos de oportunidades de negócios.Dentre variasfiguras conhecidas aqui destacar: triângulo simétrico, Topos e Fundos Duplos e Triplos, Ombro-Cabeça-Ombro, Pá de Ventilador entre outras. 1.2.3.2. Figuras de Confirmação Como diz o próprio nome são padrões que se formam durante a movimentação de umatendência. De tempos em tempos, quando em tendência, o preço de um activo qualquer seestabiliza e depois continua se movimentando na direcção em que vinha se movendo. Essasinterrupções momentâneas assumem diferentes formas, nas gerais denominadas de áreas decongestão. As principais são: Rectângulos, Bandeiras, Flâmulas, etc. 1.3. Analise Objectiva 1.3.1. Indicadores Noronha (1995) afirma que os indicadores contribuem na identificação detendências e dos pontos de reversão. Além de fornecer uma visão aprofundada dentro doequilíbrio de forças entre compradores e vendedores. Alguns analistas afirmam que osindicadores são mais objectivos quando comparados aos padrões gráficos. O principal revés da utilização desses indicadores é que, muitas vezes, eles se contradizem uns aos outros. Alguns funcionam melhor em mercados sem tendência e outros em mercados comtendência. Deste modo surge a definição de dois grupos de indicadores, os rastreadores e ososciladores de tendência.Os rastreadores funcionam melhor quando o mercado está se movendo numa direcção,porém fornecem sinais ruins quando o mercado apresenta-se estável, sem tendência. Essesindicadores contribuem para a confirmação de uma tendência quando esta se encontra emseu início. Os osciladores identificam com certa precisão os pontos de retorno em mercados semtendência (2/3 do tempo), porém fornecem sinais prematuros e perigosos quando umatendência se inicia no mercado. Os analistas técnicos reúnem vários indicadores e tentam obter uma média dos seus sinais.A utilização de apenas um desses indicadores pode levar a erros que comprometerão o sucesso das operações.
  9. 9. Avaliação de Acção – Análise Técnica 9 1.3.2. Rastreadores Os principais rastreadores de tendência são coincidentes ou um pouco atrasados em relaçãoà reversão da tendência. Os mais importantes: Médias Móveis, Convergência-Divergênciada Média Móvel (MACD), Parabólico e o Movimento Direccional serão abordados a seguir. 1.3.2.1. Médias Móveis Um dos indicadores mais versáteis e amplamente utilizados pelos analistas. Devido àfacilidade da sua construção e ao facto de ser facilmente testada e quantificada, é a base damaioria dos sistemas rastreadores de tendência existentes. A média móvel reflecte umconsenso de valor entre os participantes do mercado no momento da operação. Noronha (1995) define média móvel como uma média extraída de uma amostra dedados sequenciais num determinado espaço de tempo. Podem ser aritméticas, exponenciaisou ponderadas, de acordo com o peso atribuído aos preços mais recentes. O elementocrítico na utilização das médias móveis é a definição do período ideal a ser utilizado nocálculo da média, de acordo com os objectivos da análise. O principal objectivo das médias móveis é informar o início ou término de uma tendência.Segundo Pring (2002), uma média móvel é uma versão suavizada de uma tendência,sendo que a própria média móvel em si é uma área de suporte e resistência. Murphy (1999,p. 197) argumenta que a média móvel é uma seguidora, não líder. Nunca antecipa, apenasreage. A média móvel segue o mercado, indicando que uma tendência começou, massempre depois do fato. E explica a utilização das médias móveis: quando a sequência depreços corta uma média móvel de baixo para cima, é um sinal de início de umaconfirmação e o afastamento é um sinal de início de uma tendência de baixa, sugerindo umponto de venda. Na utilização de duas médias móveis na análise, sendo uma deperiodicidade menor e outra de periodicidade maior, quando a média móvel menor cortaruma média móvel maior de baixo para cima, estará sendo dada uma sinalização de compra.Na utilização de duas médias móveis na análise, sendo uma deperiodicidade menor e outra de periodicidade maior, quando a média móvel menor cortar uma média móvel maior de baixo para cima, estará sendo dada uma sinalização de compra. Se for de cima para baixo, o sinal será de venda. Outro método de análise, segundoNoronha (1995) é a utilização do cruzamento de ambas as médias com o preço do mercado. Quando a curva de preço cortar ambas de baixo para cima é um sinal de compra e quando cruzar de cima para baixo é um sinal de venda.
  10. 10. Avaliação de Acção – Análise Técnica 10 Figura 5 MédiaMóveis x Preços 1.3.2.2. Convergência-Divergência da Média Móvel (MACD) O MACD é composto por duas linhas, a Linha do MACD e a Linha de Sinal. A Linha doMACD é representada pela diferença entre duas médias móveis exponenciais, sendo umamédia móvel de 12 dias e outra de 26 dias. Essa diferença deve ser entendida como se fosse o preço de um ativo. A Linha de Sinal – LS é uma média móvel exponencial de 9 dias da linha do MACD. O funcionamento desse rastreador é análogo ao das demais médiasmóveis: quando a linha do MACD cortar a LS de baixo para cima, sinaliza ponto decompra. Caso a linha do MACD corte a LS de cima para baixo, afastando-se, sinaliza umponto de venda.O MACD geralmente confirma as indicações do Índice de Força Relativa, um oscilador queserá abordado adiante. Figura 6. mostra a linha do MACD (linha sólida) e a Linha do Sinal (tracejada).
  11. 11. Avaliação de Acção – Análise Técnica 11 1.3.2.3. Parabólico (SAR – stop-and-reversal) Este indicador é assim chamado, porque o padrão dos seus stops, durante uma tendência,assemelha-se a uma parábola.Noronha (1995, p.194) classifica o Parabólico como um excepcional rastreador detendências além de funcionar muito bem quando utilizado como definidor de stops deentrada e saída do mercado, ou seja, este indicador sugere o momento que determinadaoperação deve ser encerrada e ao mesmo tempo, iniciar uma operação contrária. Outroaspecto importante deste indicador, é que ele responde à passagem do tempo tão bemquanto as mudanças nos preços, ou seja, o stop não é apenas função do preço, mas tambémfunção do tempo. O stop nunca regride, com o passar do tempo, recebe um acréscimo,apenas na direcção em que a operação foi iniciada. Como ilustrativo, Noronha (1995) exemplifica: se o analista está comprado, o stop semovimentará para cima, todo dia, independente da direcção em que o preço está semovimentando. Esta é a função tempo. O stop também é função do preço, porque adistância que o stop se movimenta para cima é relativa à distância favorável que o preço semoveu, mais especificamente, o preço atingido mais favorável desde que a operaçãocomeçou. Conforme figura 7, a curva pontilhada indica o Parabólico para diferentes níveis depreço. Como sinais deste indicador, em uma posição comprada, a curva do Parabólicoaumentará até alcançar um determinado nível de preço, neste ponto, o indicador apontaráum stop e a reversão da posição, isto é, iniciar uma posição de venda. Numa posiçãovendida, a curva do Parabólico decrescerá até alcançar um determinado nível de preço,neste ponto, o indicador apontará um stop e a reversão da posição, isto é, iniciar umaposição de compra. Ainda segundo o indicador SAR, é aconselhável ao analista técnicoestar comprado quando a curva do SAR estiver abaixo dos preços e vendido quando a curvado SAR estiver acima dos preços. Figura 7. Parabólico
  12. 12. Avaliação de Acção – Análise Técnica 12 1.3.2.4. Movimento Direccional O sistema direccional identifica as tendências e mostra quando uma tendência esta semovendo rápido o suficiente para segui-la. O movimento direccional é definido como a parteda oscilação actual que está fora dos limites da oscilação do dia anterior. O sistemaDireccional checa se a barra de hoje estendeu-se acima ou abaixo da barra de ontem etransforma estes dados numa média através de um período de tempo. 1.4. Breve menção ao Método da Media Dow Jones O primeiro índice de acções surgiu nos estados Unidos por volta de 1884, desenvolvido pela firma Dow Jones &Co. Que tinha como finalidade ajustar e divulgar cotações de acções e notícias económicas do mercado de Nova Iorque, e baseado em uma simples média aritmética, ou seja, dividindo-se a soma dos preços das acções pelo número de empresas emitentes das acções. Um dos problemas relacionados com este método ocorria quando uma empresa desdobrava sua acção em duas ou mais acções (split). Um splitnormalmente acontece quando uma acção torna-se muito valorizada. Para aumentar sua negociabilidade, a acção é dividida, o que naturalmente acaba por reduzir seu preço unitário, por exemplo, para o aplicador, o valor total do seu investimento permanece o mesmo; por exemplo, se antes o aplicadortinha 10 acções a 10 USD cada, com uma divisão por dois da acção, ele acaba detendo 20 acções a 5 USD cada. Neste sentido, o método da media aritmética também se mostrava limitado quando ocorriam agrupamento de acções (inplit), o que normalmente acontece quando o preçounitário da acção esta baixo demais. Uma primeira forma de resolver foi, quando de um split, multiplicar o preçounitário pelo número de vezes em que acção tinha sido dividida, o que, obviamente, tornava a interpretação do índice cada vez mais problemática à medida que o mercado de capitais se
  13. 13. Avaliação de Acção – Análise Técnica 13 expandia. Uma solução melhor foi apresentada por volta de 1928, pela mesma firma Dow Jones Co.: os preços foram divididos pornúmero denominado simplesmente de "divisor". Quando ocorria desdobramento, era esse numero que era ajustado e não preço da acção, fazendo com que o preço médio na fosse afectado. O peso relativo de cada empresa também era mantido. Esse método, que ficou conhecido como Dow Jones Industrial Average, foi sentido adoptado para outros mercados, inclusive para o Japão. Nesse pais, essa media é calculada pelo jornal de finanças NihonKeizaiShimbun-Sha, sendo conhecido pelo nome IndiceNikkey. Também partindo desse método o Indice da OsakaSecurities Exchange. Por volta da década de 50, índices de preços ponderados pelo justo valor do mercado de acções ou das empresas (além de índices sectoriais) começaram a ser desenvolvidos inicialmente nos Estados Unidos. Nesse pais, o índice Standard &Poor's 500, por exemplo, faz uma ponderação pelo valor de mercado das empresas, que é definido pelo produto entre o número de acções emitidas e a respectiva cotação nos pregões das bolsas de valores. Em tal desenvolvimento, também podemos citar o Indice de New York Securities Exchange (Nyse), o IndiceAmex(AmexMarketValueIndex) de valor de mercado, o IndiceNasdaq (NationaAssociationofSecurities Dealers). No Japao, a Bolsa de Valores de Tóquio introduziu o índice Topix (Tokyo Price Index), também ponderado pelos respectivos valores de mercado de empresas emissoras. Todos esses índices abarcam uma ampla gama de empresas e oferecem diversos subíndices sectoriais. Contudo, talvez justamente por sua complexidade, esses índices não são referidos com tanto destaque nos meios de comunicação de massa como os índices de Dow Jones e Nikkey.

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