11 a composição literária do apocalipse

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  • parabens pelo bom trabalho que nos oferecem gratuitamente só Deus lhes pagara esse beneficio a vcs .
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11 a composição literária do apocalipse

  1. 1. A COMPOSIÇÃO LITERÁRIA DO APOCALIPSE O Apocalipse contém um plano arquitetônico detalhado em suaestrutura literária que até recentemente foi passado por cima. Um eruditomoderno declara que "a chave para entender uma obra é sua formaliterária".1 Enquanto que o Apocalipse é apreciado como uma obra depoesia e é considerado como um poema artisticamente engenhoso, Joãonão compôs seu livro por amor à arte. O propósito foi "sublinhar osdiferentes aspectos da mensagem teológica do livro".2 Isto implica que oplano literário é uma parte essencial do ensino de João. Até C. MervynMaxwell conclui dizendo que o desenho simétrico do Apocalipseproporciona "uma das chaves mais valiosas para abrir o significado dolivro".3 A correlação da forma literária e o conteúdo teológico requer que oleitor preste atenção cuidadosa à estrutura do livro. Revela algumaspautas inerentes para interpretar o Apocalipse. O Apocalipse de João estáconstruído de acordo com o modelo de um paralelismo inverso,comparável aos braços correspondentes de um candelabro ou menorá, noqual os braços da parte esquerda são paralelos aos da direita. Estemodelo simétrico divide o Apocalipse em duas divisões principais,sugiriendo um tema duplo no livro: a presença continuada de Cristo esua gloriosa segunda vinda (Apoc. 1:7, 8, 17, 18; 22:12, 13). ConcluiKenneth Strand dizendo que: "A primeira parte maior do livro (caps. 1-14) trata com a era na qual oAlfa e o Ômega é o protetor e sustentador de seu povo apesar das provas eperseguições que possam surgir em seu caminho. A segunda parte maior dolivro, começando com o capítulo 15, trata com os juízos escatológicos quese agrupam e se centram na consumação da era: a segunda vinda deCristo".4 O Apocalipse pode dividir-se de uma maneira diferente se seaplicarem outros pontos de vista que não sejam o do fim do tempo degraça. A gente pode ver as visões do tempo do fim começando já no
  2. 2. A Composição Literária do Apocalipse 2capítulo 10, com referência à chamada final do céu para ter um povo quepode subsistir firme contra o império anticristiano. Mas é um fatoineludível que o livro está arrumado em duas grandes divisões que secorrespondem mutuamente. Vamos vê-lo em cinco aspectos bemmarcados: 1. A primeira indicação deste modelo literário é a natureza paralelado prólogo (Apoc. 1:1-8) e do epílogo (22:6-21). Em ambas as seções sefala de um anjo enviado por Deus para mostrar a seus servos "as coisasque devem acontecer logo" (1:1 e 22:6). Ambas as partes contêm amesma bem-aventurança para os que ouvem a profecia de João (1:3 e22:7). Além disso, Apocalipse 1:2 explica que o livro contém "a palavrade Deus e o testemunho de Jesus Cristo", e o epílogo conclui: "Eu Jesus,enviei meu anjo para lhes dar testemunho destas coisas nas igrejas"(22:16). Ambas as seções mencionam o tema dominante da volta deCristo (1:7 e 22:7, 12, 20). As duas vezes lêem que "o tempo está perto"(1:3 e 22:10). No prólogo, Deus é chamado o Alfa e o Ômega (1:8),enquanto que o epílogo descreve a Cristo como o Alfa e o Ômega(22:13). Além de tudo isto, ambas as seções mencionam o Espírito comoparte da Deidade (1:4, 5 e 22:6, 9, 16, 17). Estas correspondências revelam que o prólogo e o epílogo formamum modelo deliberado de complementos ou paralelos. Esta é a indicaçãoinicial de um paralelismo intencional dentro do Apocalipse. 2. O segundo conjunto de contrapartes surpreendentes se encontranos capítulos 2, 3, 21 e 22 do livro. As sete cartas que aparecem emApocalipse 2 e 3 contêm promessas específicas para a igreja militante.Estas promessas retornam em Apocalipse 21 e 22 como sendo cumpridasna visão que João teve da Nova Jerusalém no paraíso restaurado. Porexemplo, Cristo promete a "árvore da vida" no paraíso (2:7), enquantoque Apocalipse 22:2 mostra seu cumprimento. A promessa de "nãosofrer dano da segunda morte" (2:11), cumpre-se em Apocalipse 20:6, 14e 21:4, 8. A promessa de receber a "estrela da manhã" (2:28) aparece emApocalipse 22:16 como cumprida em Cristo. O "livro da vida" (3:5)
  3. 3. A Composição Literária do Apocalipse 3reaparece em Apocalipse 21:27 como o livro da vida do Cordeiro. Apromessa de chegar a ser "coluna no templo de Deus" com a inscriçãodos nomes de Deus e de Cristo e da Nova Jerusalém (3:12), realiza-seem Apocalipse 21:7, 10, 22 e 22:4. A promessa de ter um lugar comCristo em seu trono (3:21) vê-se cumprida em Apocalipse 20:4 e 22:3-5.Estas promessas à igreja nos capítulos 2 e 3 do livro reaparecem emApocalipse 21 e 22 como promessas cumpridas na igreja triunfante. Estas correspondências intencionais mostram que para ter acompreensão total de uma parte se requer a integração de seu contraparteou complemento. Portanto, as sete cartas de Cristo em Apocalipse 2 e 3não podem divorciar-se legitimamente do resto do livro. Essas cartastratam com a igreja militante, enquanto que Apocalipse 21 e 22 nosasseguram de sua chegada a salvo à Nova Jerusalém. Todas as partes daprimeira divisão do livro (caps. 1-14) antecipam a segunda visão. Comose mencionou na introdução, há uma progressão sensível de tempo entreas duas divisões principais do Apocalipse. 3. O terceiro paralelismo principal pode observar-se entre as visõesdo trono de Apocalipse 4 aos 6 e 19 e 20. Ambas as seções começamcom um céu aberto no qual 24 anciões e 4 seres viventes adoram a Deussentado em seu trono (ver 4:1, 4, 9; 5:13, 14; 19:1, 4). Ambas asunidades descrevem a um cavaleiro sobre um cavalo branco; explicamassim reciprocamente o começo e a terminação da missão evangélica(6:2; 19:11), e descrevem graficamente o progresso no tempo, cujadimensão está descrita com grandiosidade por meio das almas dosmártires nos capítulos 6, 19 e 20. Durante o quinto selo, João ouve que os mártires clamam: "Atéquando, Senhor, santo e verdadeiro, não julgas e vingas nosso sanguenos que moram na terra?" (6:10). Em Apocalipse 19 escuta o canto devitória: "Aleluia!... porque teus juízos [os de Deus] são verdadeiros ejustos... vingou o sangue de seus servos da mão dela [a grande meretriz]"(vs. 1, 2). Apocalipse 20:4 mostra a vindicação dos mártires. Esta é umaevidência adicional da progressão contínua da história da salvação entre
  4. 4. A Composição Literária do Apocalipse 4Apocalipse 4 a 6 e 19 e 20. A justiça que se solicita em Apocalipse 6chega a ser a que se outorga em Apocalipse 19 e 20. 4. Pode detectar um quarto paralelismo simétrico nas duas sériesque falam de juízo: a seqüência das sete trombetas nos capítulos 8 e 9mostra correspondências surpreendentes com a seqüência das sete taças(ou pragas) em Apocalipse 16. Ambas as séries proféticas descrevemjuízos de Deus e usam símbolos idênticos. Ambas as seções adotam omotivo do êxodo hebreu com suas pragas-juízos que revelam amajestade do Deus de Israel. Entretanto, chega a ser patente que aspragas de Apocalipse 16 são mais intensas e extensas que as pragas dastrombetas, que afetam só uma terça parte do mundo. As taças com as pragas representam os juízos finais de Deus sobre aúltima geração de um mundo rebelde. Seu cenário é depois que terminouo tempo de graça (Apoc. 15:7, 8). Isto confirma a composição literáriado livro no qual as trombetas estão colocadas na parte histórica,enquanto que as taças com as 7 pragas últimas estão estritamente nadivisão do juízo final. A progressão clara de tempo que se dá a entenderentre os juízos das trombetas e das pragas mostra o carátermisericordioso de Deus, que é "tardio para a ira" (Êxo. 34:6), noaumento gradual da intensidade dos juízos. As trombetas de Apocalipse8 e 9 formam os tipos de admoestação durante a era cristã, dos juízossem misericórdia nas últimas pragas de Apocalipse 16, que sederramarão ao fim da história. 5. Finalmente, a visão profética de Apocalipse 12 mostra algunsparalelos chamativos com os últimass sobre Babilônia que aparecem nocapítulo 17. Ambas as visões descrevem uma "mulher" simbólica (12:1;17:1) e uma besta de 7 cabeças e 10 chifres (13:1; 17:3). Uma vez maisnotamos o avanço no tempo nestas seqüências proféticas. As "coroas" dodragão mudam das 7 cabeças aos 10 chifres entre Apocalipse 12 e 13.Em Apocalipse 17:10 ouvimos que 5 dos 7 poderes ímpios "caíram, umexiste, e o outro ainda não chegou". Desta maneira se declaraenfaticamente o desenvolvimento no tempo.
  5. 5. A Composição Literária do Apocalipse 5 A linha de demarcação entre a era histórica e o juízo apocalípticopode ver-se no fim de Apocalipse 14. O capítulo 15 começa com oanúncio da terminação da mediação celestial no templo de Deus. Porconseguinte, Apocalipse 1-14 abrange a era cristã por meio de váriosciclos progressivos de seqüências proféticas. Entender-se-á melhor cada seqüência profética no Apocalipse se selevar em conta seu complemento correspondente na outra divisão dolivro. Por exemplo, o significado do misterioso capítulo 17 (com seujuízo sobre a besta com 7 cabeças) pode entender-se adequadamente sóna perspectiva do cumprimento gradual de Apocalipse 12 e 13, onde estabesta aparece descrita em seu surgimento histórico e desenvolvimentocomo o anticristo. Estes exemplos de correspondência literária entre as duas divisõesprincipais do Apocalipse implicam um princípio inerente deinterpretação: Cada unidade profética deve relacionar-se com sua própriadivisão e tema teológico, já seja com a era histórica da igreja (Apoc.1-14) ou com o juízo futuro, depois que tenha terminado o tempo degraça (Apoc. 15-22). A progressão entre as duas divisões nos leva ainterpretar as trombetas e os selos como seqüências proféticas quecobrem a história da igreja, enquanto que as pragas se descrevem comojuízos específicos do tempo do fim. Podem encontrar-se ocasionalmentealgumas exortações morais dentro da divisão onde aparece o juízo(17:9-12; 16:15; 18:1, 4; 20:6; 19:9). Isto coloca ao milênio deApocalipse 20 na era futura, depois que terminar o tempo de graça (cap.15). Entender toda a intenção da profecia e do cumprimento requer umarelação cuidadosa das partes correspondentes em ambas as divisões. Esteprocedimento segue o plano arquitetônico do Apocalipse. Desse modo,ao vincular a teologia e a composição, o Apocalipse revela a chave parasua compreensão. Portanto, não é válido isolar do arranjo total do livroqualquer versículo ou seção.
  6. 6. A Composição Literária do Apocalipse 6 Análise Estrutural Muitos expositores apresentaram um esboço detalhado da estruturado livro. Dividem o livro em 5, 6 ou 7 séries de visões. Alguns dividemcada uma destas ulteriormente em 7 unidades ou septenários, segundo oexemplo das 7 igrejas, os 7 selos, as 7 trombetas e as 7 pragas. Merril C.Tenney e outros distinguem dentro das séries independentes deApocalipse 12 a 14, 7 personagens simbólicos (a mulher, o dragão, omenino, Miguel, a besta do mar, a besta da terra, o cordeiro) e dentro deApocalipse 21 e 22, 7 "coisas novas". Entretanto, parece melhor concentrar-se no significado dosexplícitos septenários que apresenta João das igrejas (caps. 2 e 3), osselos (cap. 6), as trombetas (caps. 8 e 9) e as pragas (cap. 16). Cada sériede setes contém uma seqüência completa que lhe é própria. Entretanto,em forma notável, depois do sexto selo, depois da sexta trombeta edepois da sexta praga, há um intervalo especial com uma visãoconcentrada, que trata de explicar com mais detalhe os eventosprecedentes em cada série, com assuntos pastorais para o povo de Deusdo tempo do fim. Maxwell denomina a estes parêntese nas visões: "… cenas deobrigações ou encargos para o tempo do fim, e de segurança".5 Estesintervalos pastorais pertencem às visões mais significativas econsoladoras de Apocalipse (Apoc. 7; 10, 11; 16:15). Estas passagens dotempo do fim requerem nossa atenção especial. Os 3 últimos septenários terminam com a dramática vinda de Cristoem juízo (6:12-17) ou com os sinais de sua guerra santa contra os ímpios(11:19; 16:17-21). Estas terminações apocalípticas de cada cadeiaindicam que as 3 séries não são 3 seqüências cronológicas, que cada umasegue à outra. Pelo contrário, repetem a mesma seqüência histórica vistasob perspectivas diferentes. Cada vez o septenário seguinte intensifica ofoco sobre os eventos finais, como em uma escada em caracol. Isto cria
  7. 7. A Composição Literária do Apocalipse 7uma urgência cada vez maior no Apocalipse. Como explicou Robert H.Mounce: "Cada nova visão, intensifica a realização do juízo vindouro.Assim como uma tormenta que se arma no mar, cada nova crista da ondaconduz a história mais perto de seu destino final".6 Precisamosreconhecer o estilo literário de recapitulação no Apocalipse. O princípiode repetição e ampliação já está presente nos esboços proféticos deDaniel (Dan. 2, 7, 8, 11 ). Dessa forma, o estilo de recapitulação eintensificação que usa João, adotou-o do estilo literário do livroapocalíptico de Daniel. Tanto no prólogo (Apoc. 1:2) como no epílogo (22:6), João anunciaque o tema do Apocalipse é: "As coisas que logo devem acontecer". Istoé tomado diretamente do livro de Daniel (Dan. 2:28, 29, 45, nas versõesgregas), com a exceção do termo "logo" ou "breve" que agora éacrescentado pelo próprio João. O livro do Daniel também serve comomodelo para o tema teológico de João: o grande conflito entre Cristo esua igreja por um lado, e Satanás e os poderes de seu anticristo pelooutro. Assim como Daniel, a ênfase de João está sobre o resultado doconflito, o juízo universal-cósmico e a ulterior restauração do reino deDeus na terra. Como assinalou George K. Beale, "a idéia de um juízocósmico, escatológico, não é um tema principal de nenhum dos livros doAntigo Testamento exceto no de Daniel".7 Pode-se inferir que o Apocalipse representa o desenvolvimentocristocéntrico das profecias do Daniel. André Feuillet até chamou oApocalipse "o livro do Daniel do cristianismo".8 As repetidas alusões aDaniel 2 neste livro, sugerem que o Apocalipse de João tem o propósitode ser a continuação e o desenvolvimento ulterior das profecias deDaniel. Observamos que os ciclos proféticos dos selos (Apoc. 4-7), dastrombetas (caps. 8-11) e das pragas (caps. 15 e 16) rodeiam a partecentral do livro, que se encontra nos capítulos 12 a 14. Esta unidade,dentro de si mesmo, descreve o desenvolvimento principal da história daigreja. Começa com o primeiro advento de Cristo durante o Império
  8. 8. A Composição Literária do Apocalipse 8Romano (12:1-5), continua com a igreja no deserto por 1.260 diasproféticos ou 3 ½ tempos proféticos (12:6, 14) e finaliza com a igrejaremanescente do tempo do fim (12:17). Apocalipse 13 desenvolve otema do anticristo e seu falso profeta. Apocalipse 14 revela o ultimato deDeus para um mundo que está unido em uma rebelião contra Deus. Estachamada final para a restauração da verdadeira adoração produz umpovo de Deus fiel antes que chegue o juízo (ver 14:6-12). Dessa forma, otema da igreja como a comunidade da salvação nos últimos dias não sóse acha no começo e no fim do livro, mas sim também constitui o núcleodo Apocalipse. Este arranjo literário confirma a convicção de que o Apocalipse nãocontém simplesmente 7 cartas a 7 igrejas (caps. 2 e 3). Todo oApocalipse como um tudo indivisível está dirigido como uma cartaprofética apostólica à igreja universal. Através do arranjo simétrico dolivro, João enfatiza que a comunidade cristã é o ponto focal doApocalipse. Todos os termos e as imagens simbólicas devem relacionar-se com Cristo e com seu povo como o verdadeiro Israel de Deus. Nos capítulos restantes do livro, João usa o estilo de um paralelismocontrastante entre Babilônia como "a grande meretriz" (17:1) e a NovaJerusalém como "a esposa do Cordeiro" (21:9), e por essa razão ensina arelação destas duas seções finais (17:1-19:10 e 19:11-22:5). Juntasdescrevem dramaticamente o duplo tema de retribuição e recompensa. Ofato de que ambas as cenas – a queda de Babilônia e o triunfo da NovaJerusalém – seja introduzida pelo próprio anjo das pragas (cap. 16; ver17:1; 21:9), sugere que toda a seção de Apocalipse 17-22 é odesenvolvimento ulterior da dupla colheita do mundo que se apresentaem Apocalipse 14:14-20. Permanecemos admirados ante a engenhosaconcepção do Apocalipse de João e o aceitamos como a habilidadeartística da inspiração divina. Concordamos com C. Mervyn Maxwellquando afirma que... "… o Apocalipse é um livro que põe de manifesto uma arte interiorinspirada por Deus e escrito com amante e inteligente devoção. Inclusive a
  9. 9. A Composição Literária do Apocalipse 9forma em que Deus e São João nos fizeram chegar, confirma nossaconvicção de que o Senhor se preocupa conosco porque nos ama".9 Esboços Simétricos O esboço mais singelo do Apocalipse que mostra a composiçãoliterária de um paralelismo inverso é o seguinte acerto: A. A igreja militante Caps. 1-3 B. Cristo começa a guerra Caps. 4:1-8:1 C. Chamado de trombeta para arrepender-se Caps. 8:2-11:19 D. Panorama da era cristã Caps. 12-14 C 1. Termina o tempo de prova: juízos retributivos Caps. 15 e 16 B1. Cristo termina a guerra Caps. 17-20 A1. A igreja triunfante Caps. 21 e 22 Um esboço mais detalhado da composição literária do Apocalipse éapresentado por Elisabeth Schüssler Fiorenza da seguinte maneira:10 A. Prólogo, 1:1-8 B. A comunidade sob juízo, 1:9-3:22 (7 mensagens) C. O reino de Deus e de Cristo, 4:1-9:21; 11:14-19 (7 selos e 7 trombetas) D. A comunidade e seus opressores, 10:1-11:13; 12:1-15:4 A comissão profética, 10:1-11:13 Inimigos da comunidade, 12:1-14:5 Colheitas escatológicas, 14:6-20; 15:2-4. C 1. O juízo de Babilônia / Roma, 15:1, 5-19:10 As sete pragas, 15:5-16:21 Roma e seu poder, 17:1-18 Juízo sobre Roma, 18:1-19:10 B1. O juízo final e a salvação, 19:11-22:9 A1. Epílogo, 22:10-21.
  10. 10. A Composição Literária do Apocalipse 10 O esboço mais detalhado da estrutura quiástica do Apocalipse éapresentado por Kenneth A. Strand em seu estudo: "The Eight BasicVisions" [As oito visões básicas]. Também coloca Apocalipse 11:19 a14:20 como a cúpula das visões históricas.11 Em todos os esboços, a mensagem básica do livro se destacaclaramente no centro: Apocalipse 12-14 (ampliado pelo parêntese doApoc. 10 e 11). Esta parte principal do livro enfoca a igreja do SenhorJesus como a comunidade adoradora durante a era cristã. Dentro destaestrutura, o farol de luz da profecia muda da igreja apostólica à igreja nodeserto e finalmente se estende à comunidade remanescente no tempo dofim (caps. 12-14). Não se pode fazer um estudo responsável pelas profecias do tempodo fim se se divorciarem algumas porções seletas da Escritura de seuscontextos inalienáveis. O Apocalipse reiteradamente dirige seu feixe deluz sobre a conclusão dos ciclos proféticos dos selos e das trombetas, demaneira que é necessária a perspectiva de cada ciclo para entender umavisão específica do tempo do fim e sua mensagem de consolo. Isto é o mais imperioso já que os apóstolos aplicam as profecias dotempo do fim do Antigo Testamento a todo o período entre os adventosde Cristo e não meramente a algum segmento específico da história dasalvação. Por exemplo, tanto Pedro como Paulo vêem a profecia dotempo do fim de Joel 2:32 como já em processo de cumprimento naigreja apostólica e em seu alcance missionário mundial do Pentecostes(ver Hech. 2:16-21; Rom. 10:9-13). Mas o Apocalipse de João aplicaJoel 2:32 em sua consumação final à última geração dos seguidores deCristo (ver Apoc. 7 e 14:1-5; 17:12-14; 18:1-4; 19:11-21). Este modelode cumprimentos do Novo Testamento aponta à dinâmica de umcumprimento progressivo das profecias do Israel do tempo do fim. OApocalipse constitui a pedra fundamental de todas as revelaçõesproféticas desde Moisés. As dimensões apocalípticas de todos os outroslivros da Bíblia encontram sua consumação no Apocalipse de João.
  11. 11. A Composição Literária do Apocalipse 11 Referências Para a Bibliografia, ver na página 140. 1. A. Y. Collins, The Apocalypse. New Testament Message, t. 22, p. x. 2. K. A. Strand, "The Eight Basic Visions" [As Oito Visões Básicas], Simpósio sobre o Apocalipse. t. 1, p. 35. 3. Maxwell, Apocalipsis: sus revelaciones, 54. 4. Strand, Simpósio sobre o Apocalipse. t. 1, p. 30. 5. Maxwell, Apocalipsis: sus revelaciones, p. 61. 6. Mounce, The Book of Revelation, p. 46. 7. Beale, The Use of Daniel in Jewish Apocalyptic Literature and in the Revelation of St. John, p. 414. 8. Feuillet, The Apocalypse, p. 65. 9. Maxwell, Apocalipsis: sus revelaciones, p. 62. 10. Schüssler Fiorenza, Apêndice. 11. Strand, "The Eight Basic Visions" [As Oito Visões Básicas], Simpósio sobre o Apocalipse, t. 1, pp. 36, 37.
  12. 12. A Composição Literária do Apocalipse 12 FONTES BIBLIOGRÁFICAS DO CAPÍTULO XI Livros Collins, Adela Y. The Apocalypse. New Testament Message [O Apocalipse. Mensagem do Novo Testamento]. Wilmington, Michael Glazier, 1979. Feuillet, André The Apocalypse [O Apocalipse] (Staten Island, Nova York: Alvorada House, 1965; da ed. francesa [Paris: Desclée de Brouwer, 1962]). Maxwell, Mervyn. Apocalipsis: sus revelaciones (Florida, Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 1991). Mounce, Robert H. The Book of Revelation [O livro do Apocalipse]. The New International Commentary on the New Testament [O novo comentário internacional sobre o Novo Testamento]. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans, 1977. Schüssler Fiorenza, Elisabeth. Invitation to the Book of Revelation [Convite ao livro do Apocalipse]. Garden City, Nova York: Doubleday 1986. Tenney, Merril C. Interpreting Revelation [Interpretando o Apocalipse]. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans, 1973. Artigos Beale, George K. "The Influence of Daniel upon the Structure and Theology of Johns Apocalypse" [A influência de Daniel sobre a estrutura e a teologia do Apocalipse de João], JETS 27 (1984), pp. 413-423. Strand, Kenneth A. "The Eight Basic Visions" [As Oito Visões Básicas], Simpósio sobre o Apocalipse. t. 1, cap. 2.

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