03 as sete cabeças

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03 as sete cabeças

  1. 1. AS SETE CABEÇAS VIMOS QUE ALGUNS SIMBOLOS PROFÉTICOS podem serinterpretados de duas maneiras diferentes, vistos sob ângulos diferentes.O dragão representa de início a Satanás, mas também significa Romaimperial ou pagã, que era o poder mundial dominante ao tempo daconcessão das visões do Apocalipse. O mesmo princípio do significadoduplo será de auxílio na compreensão das sete cabeças mencionadasvárias vezes nas profecias de Daniel e do Apocalipse. O número seteindica geralmente perfeição ou algo concluído; e como as sete cabeçassucedem umas às outras em Apoc. 17:9,10, representam com certezanações sucessivas, através das quais Satanás tem tentado controlar comrelativo êxito os negócios nacionais, com o fito de opor-se à obra deDeus, obstruindo-a. Em outras palavras, as sete cabeças significam todosos governos civis, opressivos e tirânicos da história humana, desde osdias de Ninrode até o fim do tempo. Tal seria em sentido mais amplo o que os teólogos chamam de osignificado apotelesmático da profecia, "sub specie aeternitatis" – amaneira de as inteligências celestiais a verem. Deve haver entretanto,também uma percepção proléptica, que se apliquem a sete casosespecíficos. O passo "cinco caíram, um existe, e o outro ainda nãochegou" (v. 10) obviamente indica sete poderes mundiais específicos emseqüência. Daí a necessidade de estudarmos com muito cuidado a fim dedescobrirmos que nações sucessivas são mencionadas. Até não há muito o capítulo dezessete do Apocalipse era o maismisterioso de todo o livro, se não de toda a Bíblia. Nosso expositorprofético pioneiro, Uriah Smith, teve muitíssimo pouco a dizer acerca domesmo. Os protestantes compreenderam que em linhas gerais o capítulotrata do assunto de uma aliança ímpia entre igreja e estado – o quecorresponde apenas ao ABC da matéria. Porém seus números e outrospormenores têm sido um perfeito enigma mesmo para Adventistas doSétimo Dia.
  2. 2. As Sete Cabeças 2 Até a última parte do capítulo, onde são mencionados os dez reisque terão um só pensamento e oferecerão à besta o poder e a autoridadeque possuem tem sido incompreendida, julgando-se fazer ela referência àidade média, a despeito da afirmação de Ellen G. White que assinala seresta uma confederação das últimas horas do tempo com seu significadoóbvio. Porém a razão para essa incompreensão contínua parece não ser tãoobscura. Talvez a ocasião para sua compreensão não era oportuna. Essecapítulo está em íntima relação com o alto clamor de Apoc. 18:4"Retirai-vos dela, povo meu"; e, como muito do livro de Daniel estavafechado e selado até o tempo do fim, pode ter sido designado pelaprovidência divina, que o capítulo 17 de Apocalipse não fossecompreendido, até que a mensagem do alto clamor estivesse pronta paraser proclamada ao mundo. Tal mensagem no entanto é própria agora.Portanto o interdito foi levantado, e cada pormenor deste capítulo estáclaro diante de nós. Por muitos séculos a Igreja Católica teve sua própria interpretaçãopara esse capítulo, como pode ser encontrado nas explicações de suaBíblia de Douay. Seus teólogos, seguidos de perto pela crítica moderna,asseveram que o tempo mencionado na explicação dada pelo anjo a Joãoera o dos imperadores romanos. De acordo com isto, eles sempreintroduziram o Egito e a Assíria, seguidos na relação pelos nomes deBabilônia, Medo-Pérsia e Grécia, a fim de terem cinco "reis" ou impériosque naquela ocasião haviam "caído", como mencionado no verso 10.Roma pagã estava então no poder, e seria o nº 6 da série. Com certeza opróximo, o de nº 7, que naquele tempo ainda não havia vindo, seria ohorrível anticristo. Este era também o ensino dos pais da igreja. Há alguns anos, antes que se compreendesse a linguagem paradoxaldeste capítulo, mesmo alguns escritores adventistas foram enganados poresta parte do vinho de Babilônia. Adotaram a interpretação católica damais vital de todas as profecias, provavelmente por pensarem poder fazerdeste número 7 da série o símbolo do grande anticristo. Eles ignoraram o
  3. 3. As Sete Cabeças 3fato de que Egito e Assíria jamais foram mencionados em nenhumaprofecia seriada de Daniel. Eles também esqueceram o fato históricobem conhecido que a Babilônia de Nabucodonosor e de Daniel comfreqüência é chamado o império Neobabilônico ou o segundo impérioBabilônico; porquanto o primeiro curso de Babilônia antedata ambos,Egito e Assíria, remontando aos dias de Ninrode, logo após o Dilúvio. Como veremos nos últimos capítulos, no conflito dos séculos, ofator religioso é imensamente mais importante do que o político, eaquele é a maior preocupação da profecia bíblica. Este era o caso emtempos antigos. Jamais o Egito e nem a Assíria, embora fossem cruéis eopressivos, exerceram uma influência tão fascinante, sedutora ouenganadora como o fizeram sobre as nações circunvizinhas os cultos esacerdócios centralizados na "santa" Babilônia durante todos os séculosdesde Ninrode até Belsazar e muito depois. A. H. Sayce relata que desdeos dias do império de Hamurábi em diante, Babilônia "continuava sendoa Capital do império Babilônico e a santa cidade da Ásia Ocidental".(Encic. Brit. 11ª. Ed., vol. III, pág. 98). De fato, ambos, Egito e Assíria,eram relativamente insignificantes quanto à sua influência religiosa ecultural sobre o resto do mundo. Os advogados do Egito e Assíria desconsideraram a clara afirmaçãoprofética de que o número 7 da série, teria apenas uma carreira muitobreve – "e quando chegar, tem de durar pouco" (v. 10), ou "devepermanecer por um instante" (R.S.V.), ou "sua permanência deve serbreve" (Goodspeed). Porém todos sabem que a Igreja Católica tempermanecido quase tanto tempo quanto todos em conjunto. Estas são objeções sérias indicativas que esta não pode ser ainterpretação correta. A visão completa não envolve nenhuma negaçãode fatos. Necessitamos de uma interpretação sensível, consistente destecapítulo, para podermos dar a derradeira mensagem evangélica demaneira inteligente "sai dela povo Meu". Apoc, 18:4. A dragão vermelho do capítulo 12, a besta semelhante ao leopardodo capítulo 13, e a besta escarlate do capítulo 17 todos são descritos
  4. 4. As Sete Cabeças 4como tendo sete cabeças. Necessitamos encontrar um significado que seaplique a todos. Isto poderemos fazer se olharmos para a seqüênciadesde o princípio, a começar com a Babilônia de Ninrode, e daí emdiante, divisando as mais ou menos bem sucedidas tentativas de Satanáspara assumir o controle da humanidade, compelindo-a a executar suasordens, em oposição à obra e ao povo de Deus. O primeiro e segundo império babilônicos devem ser consideradoscomo uma unidade. Por conseguinte, Babilônia, Medo-Persa, Grécia eRoma Imperial constituem as primeiras quatro cabeças, como em todasas profecias de Daniel; Roma Papal torna-se a quinta cabeça nestasucessão, que recebe sua ferida mortal ou o golpe de morte em 1798.Estes são os cinco "que caíram" ao tempo mencionado pelo anjo no v.10. E o período depois disto, "o tempo do fim" que dura já há século emeio, e não sabemos até quando irá, é obviamente considerado nestaprofecia como a atualidade, o ponto a partir do qual a interpretação édada pelo anjo. Nesse tempo, disse o anjo, a besta satânica da intolerância "era enão é" (vs. 8) correspondendo ao período da ferida mortal; contudo oanjo continua afirmando que uma das cabeças "existe" (vs. 10) ou "estáreinando" (Goodspeed). Esta deve ser o número 6 do grupo. Em outraspalavras, o número 6 deve existir ou reinar em nossos dias, a partir de1798. Tal raciocínio parece estar correto. De acordo com isto, devemosprocurar no mundo moderno, se possível, a identificação do podermundial a que se refere de maneira tão clara a profecia. Foram sugeridos dois candidatos. A besta de dois chifres, ou o falsoprofeta, tem com toda a probabilidade um lugar neste grupo de potênciasmundiais. No capítulo 13 ela surge exatamente após a inflição de feridamortal na besta semelhante ao leopardo. Porém em 1798 ela era aindamuito jovem e semelhante ao cordeiro. Naquela época não se podia vernela como a uma potência mundial dominante. El algumas outrasprofecias é mencionado com antecipação do quê um poder seráposteriormente; este parece ser o caso em tela. Pode-se argumentar muito
  5. 5. As Sete Cabeças 5bem de que esta besta de dois chifres não tem as qualificações dascabeças deste conjunto até que ela comece a falar como dragão, porquetodas as cabeças são descritas como antagônicas a Deus e Sua verdade;porém no seu estágio semelhante ao cordeiro, ela é gentil e inofensiva. Escrevo àqueles que estão bem familiarizados com este assunto.Não me dirijo a ignorantes em assuntos bíblicos. Cada um que conheceas profecias de Daniel e Apocalipse sabe que numa sucessão de eventos,o que segue é sempre indicado como causa da queda do seu predecessor.De acordo com isto, no caso em tela, necessitamos considerar a causa dainflição da ferida mortal em 1798, o que ainda a impede de ser curada. Não foi a monarquia histórica da França, o filho mais velho daIgreja, que ocasionou a queda do Papado em 1798. Foi porém o que olivro O Grande Conflito, na pág. 268 chama de "uma nova manifestaçãodo poder satânico", e o que a Bíblia diz ser a besta do profundo abismo.Deu-se o nome de "o diretório" ao grupo de cinco homens quegovernaram de 1795 até 1799; foram eles que enviaram Berthier paraprender o papa e trazê-lo para a França. E foi o ateísmo fanático eorganizado, que eles representaram, que trouxe o desbaratamento decada governo católico através do mundo, naqueles dias e logo depois.Em nossos dias a mesma besta do profundo abismo, exteriormente maismoderada e polida, evidenciando por fora menos fanatismo, que aindamantém a ferida mortal incurada. Por favor, não me compreendam mal. Constitui uma política sábia acompleta separação de Igreja e Estado. Liberdade civil e religiosa, ambassão boas. Porém os chefes da Revolução Francesa roubaram dosamericanos de uma geração anterior esses ideais celestiais, e usaram-nospara camuflarem sua propaganda contra Deus e a Bíblia que se propagouno universo naquele tempo. A alta crítica bíblica e o liberalismo dosnossos dias, a filosofia evolucionista ou a moderna apostasia anti-Gênesis, agora universais através do mundo ocidental, são exatamente amesma manifestação do poder satânico, embora no estilo do século
  6. 6. As Sete Cabeças 6vinte. Tal era novidade em 1798, porém desenvolveu-se tanto, que jáestamos acostumados e o tomamos como normal. E isto, na minha opinião, é o que significa a sexta cabeça. É semdúvida o que ocasionou a ferida mortal em 1798. Naquele tempo bem sepodia chamá-lo de uma nova manifestação do poder satânico, porque nãose conhecia nada similar na história das nações. Porém daqueles dias atéos nossos, sob várias mudanças e camuflagens, ela se tornou o poderintelectual dominante através do mundo ocidental. É esta apostasia anti-Gênesis que ainda impede que seja curada a ferida mortal, o que nosindica que ela e a sucessora profética da quinta cabeça, da sucessão desete, e ainda deve ser qualificada como a sexta. O que diremos porém da besta de dois chifres, ou seja o falsoprofeta, que como Adventistas temos ensinado por aproximadamentecem anos representar os Estados Unidos e também constituir a sétimacabeça desse conjunto? A profecia descreve-a como tendo "dois chifresparecendo cordeiro", que o livro O Grande Conflito afirma "a propósito"representar o caráter deste país nos seus dias primitivos, quando foi dito"ao profeta ao profeta como estando a "subir" em 1798" (pág. 441). Porcerto sua amabilidade e inocência ainda caracterizam a América emmatéria de liberdade civil e religiosa. Isto nos parece indicar que nestaetapa de sua carreira a América não pode ser qualificada como uma dassete cabeças, porque todas são oponentes a Deus e ao Seu povo. Todavia, após a primeira menção dos dois chifres da besta, como deum cordeiro, cada afirmação seguinte é má, terrivelmente má. Ela édescrita como um enganador sagaz e fraudulento, o mais completo eperigoso de toda a história da humanidade. E no clímax de sua insidiosacarreira, ela falará "como dragão"; porém na acusação pormenorizadacontra ela, é mencionada uma lista de enganos espetaculares mediante osquais ela induz o povo a fazer uma imagem à besta semelhante aoleopardo (a quinta do grupo), e depois leva cada um a homenagear aprimeira besta, trazendo-a de novo à vida, curando sua ferida mortal. Istosignifica com certeza, trazer de volta do abismo profundo, o estado de
  7. 7. As Sete Cabeças 7morte, a besta da intolerância e da perseguição religiosa, como é preditoem Apoc. 17:8. Quando Deus tomar nas mãos o caso, esta besta de dois chifres serálançada viva no primeiro lago de fogo por ocasião da segunda vinda deCristo. A transformação surpreendente no caráter e na conduta desteschifres de cordeiro na voz do dragão, será considerado mais tarde. Agoraestamos apenas preocupados em identificar de maneira correta asucessão das sete cabeças. Uma tradução recente de Apocalipse 17:11 esclarece algunsaspectos do problema. "A besta que era e não é mais, é um oitavo nacontagem, embora seja um dos sete anteriores a ele – e é ele que vai paraa destruição". (John Wick Bowman, The Drama of the Book ofRevelation, pág. 114). A afirmação acima torna claro que o papado rejuvenescido é onúmero oito do grupo, e sugere de maneira inequívoca que a imagem dabesta (a fase do dragão da besta de dois chifres), deve ser o número 7com a apostasia anti-Gênesis dos nossos dias como o número 6. Isto nãodescarta a possibilidade do aparecimento pessoal de Satanás,personificando a Cristo, o que poderá significar o número 8 do conjuntode cabeças. Deste rápido esboço inferimos com clareza que nas profecias deDaniel e Apocalipse encontramos várias espécies de animais rapinantes,empregados como símbolos de organizações humanas que operam contraDeus e Seu povo. Nos dias primitivos, quando Deus tinha um grupopolítico ou uma nação como Seu representante na terra, as bestas que selhe opunham, eram também nações. Porém Deus e todos os habitantes docéu estão sempre mais interessados na difusão de idéias ou doutrinas doque na mudança de fronteiras nacionais ou políticas. Por conseguinte, nodecurso dos séculos, quando a obra de Deus se tornou internacional emsua extensão, a oposição organizada de Satanás, também se tornou maisuniversal. Por esta razão, as bestas simbólicas que representam a obra
  8. 8. As Sete Cabeças 8satânica em nossos dias, o tempo do fim, devem representar depreferência influências universais ou ideológicas, em vez de merosgrupos nacionais ou políticos. Hoje podemos observá-lo em basemundial. É verdade que em primeiro lugar é sempre mostrado o diabo napessoa de seus títeres humanos, quando são apresentados os símbolosproféticos. Os animais, por exemplo, são como que peças de jardim deinfância dados para nossa instrução. Sempre devemos recordar-nos doduplo sentido atrás de tudo isto, porquanto quase todos são passíveis deaplicação dupla. Podemos aplicá-los onde for apropriado; e onde querque forem apropriados, podemos usá-los. Foi-nos dito que "conquanto odragão represente primeiramente Satanás, é, em sentido secundário,símbolo de Roma pagã". (GC. 438). Os expectantes anjos celestiaiscompreendem que o arqui-rebelde é descrito em todos estes símbolos;mas nós aqui na terra entendemos que eles representam entidadeshumanas através das quais Satanás realiza seus intentos. Há três símbolos que compreendem toda a obra do maligno duranteas últimas horas do tempo. O dragão, a besta semelhante ao leopardo, e abesta de dois chifres, ou o falso profeta, dos quais se fala em Apoc.16:13, 14 como representantes de todas as forças que se unem contraDeus e Seu povo bem no fim. Por conseguinte parece justo concluir queesses símbolos devem ser entendidos no seu sentido mais lato comorepresentando três ideologias globais que nos últimos dias controlarão opensamento e as ações de grandes massas da humanidade. Por exemplo,podemos distinguir no dragão o símbolo da infidelidade organizadacomo no comunismo de Karl Marx. A besta semelhante ao leopardorepresenta o Catolicismo Romano quanto ao seu aspecto universal, quepor certo não é uma nação na acepção da palavra, mas a religião comoum todo, tão atuante na Nova Zelândia e na América como na Itália.Igualmente o falso profeta não está confinado aos Estados Unidos.Representa os aspectos modernos do protestantismo apostatado, que jáfoi intitulado de a "americanização da religião". Este pode ser
  9. 9. As Sete Cabeças 9encontrado na Austrália, na África do Sul ou na Alemanha tanto quantona América do Norte. O que foi dito acima enfatiza que fronteiras nacionais não entramem consideração nos dias de hoje. Estes três poderes apostatados semisturam e se interligam. E as profecias divinas afirmam que elesrepresentam todas as potências da terra que nos últimos instantes dahistória da terra combinar-se-ão para guerrearem contra Deus e Suaigreja, e esta estará também espalhada ao redor do globo. Cumpre lembrar-nos que as profecias seriadas de Danielapresentam as nações então dominantes que uma após outra mantinhamo povo de Deus em sujeição, após a apostasia de Israel e Judá, quandoperderam a independência. Esta sucessão de nações dominadorasrepresenta os esforços de Satanás, temporariamente bem sucedidos, paraajustar os negócios humanos à sua vontade. Os três símbolos principaisdo Apocalipse – o dragão, a besta semelhante ao leopardo, e a mulhermontada na besta escarlate – todos recapitulam o que já havia sido dadopor Daniel, todavia ampliam a descrição das condições que existirãoexatamente nos últimos dias. Os sete estágios sucessivos do controleparcial de Satanás sobre a terra, são apresentados pelas sete cabeças queaparecem nos três animais mencionados, nos capítulos 12, 13 e 17 deApocalipse. Estes três animais simbólicos repetem de maneira sucinta ahistória anterior mas concentram-se nos eventos dos últimos dias dotempo. Todos os três símbolos – o dragão, a besta semelhante ao leopardo,e a besta escarlate – cobrem historicamente o mesmo terreno emborafossem mostrados ao apóstolo como se realizando em três estágiossucessivos da historia do mundo. O dragão evoca o domínio satânico sobo ponto de vista do tempo dos Césares. A besta semelhante ao leopardodá-o do ponto vista da Idade Média. A besta escarlate de Apocalipse 17mostra a situação do mundo como observada no tempo do fim, ou seja,dos dias modernos. Entretanto cada um dos três tem as mesmas setecabeças e dez chifres, com variações pormenorizadas, provando que se
  10. 10. As Sete Cabeças 10trata de linhas proféticas equivalentes, embora a ênfase seja posta emtrês épocas sucessivas sob o ponto de vista de tempo. O número sete denota sempre em profecia algo completo ou atotalidade; e as sete cabeças nos três animais simbólicos cobrem operíodo inteiro da história humana, a começar pela usurpação de Satanásdo domínio do mundo nos dias de Ninrode até o seu fim ignominioso.Porém cada um desses três símbolos, embora vistos por João sob trêsaspectos diferentes Roma Imperial, a Idade Média e nossos próprios dias– recapitulam o passado na sucessão das sete cabeças. Na verdade as trêsséries de sete cabeças devem significar a mesma coisa e devem cobrir omesmo espaço de tempo desde o Éden perdido até os acontecimentosiniciais do Éden restaurado e o fim da história humana. Por fim, estes animais simbólicos são todos descritos em contrasteantitético com o cordeiro, inocente, inofensivo, indefeso, que através detoda a Bíblia é usado como o símbolo dos métodos e do caráter deCristo, e de Seu estilo de organização. O glorioso coro mencionado no fim do capítulo 5 de Apocalipse,mencionado pela figura literária da "prolepse" (antecipação), é umquadro esplêndido da final e completa vitória do Cordeiro de Deus sobretoda a oposição e todos os enganos do inimigo.

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