DIÁLOGO DE RELATIVA     GRANDEZA     JOSÉ JACINTO VEIGA
O autor José Jacinto Veiga é foi um dos mais importantes autores do REALISMO FANTÁSTICO, uma escola literária do início d...
Resumo Doril é um garoto que observa um louva-a-deus pousado em sua mão. Logo chega Diana. A partir da observação dessas...
Resumo Inquieto, Doril se pergunta se ele não seria , então,o  próprio Deus. Diante dessa nova perspectiva, qual seria o...
Análise Nesse conto há um “modelo restrito de visão” própria dos  autores contemporâneos: o narrador tem a mesma visão  l...
Análise Assim, percebemos a importância do foco narrativo para o sentido/efeito que o escritor procura alcançar, uma vez ...
Análise Veja o excerto: “Doril não disse mais nada, qualquer coisa que ele dissesse ela  aproveitaria para outra acusaçã...
Intertextualidade: Viagens de Gulliver (Jonathan Swift) http://www.youtube.com/watch?v=dezmUmCfCFw Lemuel Gulliver é um ...
Intertextualidade: Viagens de Gulliver (Jonathan Swift) O lugar se chama Lilipute, uma nação em guerra  com a ilha vizinh...
Intertextualidade: Viagens de Gulliver (Jonathan Swift) Depois de voltar para casa, faz uma segunda viagem. Uma tempesta...
Intertextualidade: Viagens de Gulliver (Jonathan Swift) Na terceira viagem, piratas dominam o navio e o  deixam em Laputa...
Intertextualidade: Viagens de Gulliver (Jonathan Swift) A quarta viagem é interrompida, dessa vez por  amotinados que o d...
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Diálogo de relativa grandeza

  1. 1. DIÁLOGO DE RELATIVA GRANDEZA JOSÉ JACINTO VEIGA
  2. 2. O autor José Jacinto Veiga é foi um dos mais importantes autores do REALISMO FANTÁSTICO, uma escola literária do início do século XX, décadas de 60 e 70, época dos regimes ditatoriais. Mostrar o irreal ou estranho como algo cotidiano e comum. Apesar de aparentemente desatento à realidade, o realismo mágico dá verossimilhança interna ao fantástico e ao irreal.
  3. 3. Resumo Doril é um garoto que observa um louva-a-deus pousado em sua mão. Logo chega Diana. A partir da observação dessas crianças diante do pequeno animal, descobre-se a grandeza das coisas. Ao soprar sobre o louva-a-deus, Doril percebe que, para o bichinho, aquilo equivalia a uma tempestade, mas que, para ele, não passava de uma brincadeira, pois era o garoto quem determinava a força do sopro, além de poder parar quando quisesse.
  4. 4. Resumo Inquieto, Doril se pergunta se ele não seria , então,o próprio Deus. Diante dessa nova perspectiva, qual seria o verdadeiro tamanho das pessoas e das coisas no mundo? Para ele, seria engraçado se as pessoas fossem criaturinhas miudinhas.
  5. 5. Análise Nesse conto há um “modelo restrito de visão” própria dos autores contemporâneos: o narrador tem a mesma visão limitada do personagem; ele vai “aprendendo” junto com o personagem e, por conseguinte, com o leitor do texto. O narrador parcial e restrito às concepções relativas ao tamanho do mundo e de todas as coisas vai expondo as ideias à medida que Doril as lança. O leitor acompanha o raciocínio parcial e reflete sobre ele, à medida que os conceitos vão se encadeando para construir uma idéia maior.
  6. 6. Análise Assim, percebemos a importância do foco narrativo para o sentido/efeito que o escritor procura alcançar, uma vez que o leitor vai assimilando e entendendo as propostas em paralelo com a personagem Diana. O leitor consegue perceber a relativização proposta, pois a maneira de compreender o mundo demonstrada é cheia de dúvidas. Há, em certos momentos, uma aproximação do narrador com a voz dos personagens, de modo que se torna quase impossível discernir de quem é a voz.
  7. 7. Análise Veja o excerto: “Doril não disse mais nada, qualquer coisa que ele dissesse ela aproveitaria para outra acusação. Era difícil tapar a boca de Diana, ô menina renitente”. Essa opção narratária é subsidiada: 1) pela utilização de um modelo de narrativa no formato de diálogo, o que permite a construção do pensamento desde o seu início; 2) pela escolha da personagem criança, fazendo com que os conceitos sejam explicitados e tratados de forma simples, com a inserção de uma grande série de exemplos metafóricos.
  8. 8. Intertextualidade: Viagens de Gulliver (Jonathan Swift) http://www.youtube.com/watch?v=dezmUmCfCFw Lemuel Gulliver é um médico britânico que decide unir sua profissão ao desejo de viajar. Em sua primeira viagem, acontece um naufrágio do qual se salva, mas, ao despertar na beira da praia, percebe que está preso e rodeado por seres de 15 cm de altura. Jack Black em cena do filme Viagens de Gulliver.
  9. 9. Intertextualidade: Viagens de Gulliver (Jonathan Swift) O lugar se chama Lilipute, uma nação em guerra com a ilha vizinha de Blefuscu (uma referência a Inglaterra e França, países em conflito na época). Nessa parte da história, Gulliver é criticado pelos liliputianos ao contar como funcionavam as questões políticas, sociais e éticas do povo inglês. Ele ignora a opinião deles, pois sua perspectiva é de quem se sente superior aos demais, representando a arrogância do ser humano.
  10. 10. Intertextualidade: Viagens de Gulliver (Jonathan Swift) Depois de voltar para casa, faz uma segunda viagem. Uma tempestade, no entanto, o leva a Brobningnag, terra de gigantes onde agora ele é minúsculo, sendo exposto como um animal raro. Aqui o personagem, por ser pequeno, nota com mais precisão as imperfeições do corpo humano, como manchas, feridas e os enormes piolhos. Denota também o ser humano inferior frente às coisas da natureza, como a enorme águia que, pensando que a caixa onde Gulliver vivia fosse uma tartaruga, a carrega até o mar. A caixa cai e ele acaba sendo salvo.
  11. 11. Intertextualidade: Viagens de Gulliver (Jonathan Swift) Na terceira viagem, piratas dominam o navio e o deixam em Laputa, onde a sede do governo fica em uma ilha flutuante. Aqui o exótico fica por conta dos exageros científicos do povo, que, segundo Gulliver, se esquece das questões práticas. Quando volta para a Europa, passa pela ilha dos magos, onde conversa com os fantasmas de celebridades históricas, como Aristóteles e Alexandre, o Grande.
  12. 12. Intertextualidade: Viagens de Gulliver (Jonathan Swift) A quarta viagem é interrompida, dessa vez por amotinados que o deixam num bote que vai parar no país dos Houyhnhnm, onde os cavalos são os governantes e possuem racionalidade. Já os Yahoos, criaturas semelhantes aos homens, são irracionais e puxam as carroças no lugar dos cavalos. A parte mais pessimista dos relatos, pois há uma crítica muito forte contra o ser humano. Gulliver “concebe um horror à raça humana” e quando volta para a Inglaterra se torna um ermitão.

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