Auto da Compadecida

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Auto da Compadecida

  1. 1. AUTO DA COMPADECIDA Ariano Suassuna Ariano Suassuna, nascido na cidade de João Pessoa, no Estado da Paraíba é um dos maiores representantes da forte e pura raiz popular da Arte e da Literatura nordestinas. Traz ele, em sua bagagem literária, histórias cheias de brasilidade.
  2. 2. O títuloSegundo Hênio Tavares, auto significa toda obra representativa e dramáticade assunto religioso muito comum na idade média. Procede de “actum” –aito-auto. Este termo assume, hoje, um sentido geral o qual se refere apeças teatrais populares. A peça recebeu o nome Auto da compadecida devido ao fato de ser acompadecida aquela que auxilia seu filho, Manuel – Jesus Cristo –,durante a reflexão de cada personagem nos dois planos: no celestial, ondese reflete a essência de cada indivíduo, e no terrestre, onde se reflete aaparência de cada um.Dessa forma, a compadecida acaba por estimular cada personagem arefletir sobre eles mesmos, fazendo um diagnóstico de suas vidas.No grupo, há pecados de toda natureza: mentira, adultério, assassinato,ganância... E o diabo é o promotor. Quando tudo parece perdido, João Griloapela para Nossa Senhora, que surge e se compadece.
  3. 3. O PROFANO E O SAGRADOA parte mais interessante da trama é quando os personagenschegam ao plano celestial e são julgados, revelando o profano e osagrado. É de se observar que há uma contradição entre essesdois planos, o mesmo em que o autor Gil Vicente apresentava emseus autos durante o medievalismo.O texto tem como objetivo causar uma catarse psicológica devalores morais no âmbito social e religioso dos interlocutores ouespectadores da trama. Há passagem de um plano a outro, implicando o chamado joco-sério do “ser e do parecer”, que se dá por meio da transformação:vida e morte. É nessa mudança de plano que o texto atinge o seuápice ou clímax. Os personagens entram em disjunção com a vida e em conjunçãocom a morte. Segundo a Compadecida, em seu julgamento, quemé “sagrado” na terra, poderá ser “profano” no céu. Talvez, o queDante já tenha nos mostrado, na sua clássica obra “A DivinaComédia”.
  4. 4. JUSTIÇA E MISERICÓRDIAO autor recupera o conflito entre a Justiçae a Misericórdia com a cena do Auto daCompadecida e apresenta um contrasteentre o espiritual e o carnal, segundo ospreceitos da Idade Média, com o diálogoentre o pícaro João Grilo e o TribunalCeleste.Com sua morte, a alma desse nordestino,astuto e fraudulento, se vê perdida e rogapela misericórdia da Virgem diante dasapelações do Diabo, que pede a justiçadivina.
  5. 5. O juízo finalSuassuna ao criar este Juízo Final conseguefundir a este legado cristão, os intuitos de críticasocial e o folclore nordestino em uma mesmacena, que culmina com a compaixão da VirgemSanta para com a alma do anti-herói,João Grilo.A riqueza da cena do tribunal nos causa umdeslumbramento pelo grande efeito fotográficoque evidencia a oposição entre dois mundos. Oque lembra muito bem os pintores góticos quecontrapõem à transparência luminosa das figurassagradas, à espessura apagada e simples dospersonagens terrestres.
  6. 6. A arte gótica Sabe-se que no auge da IdadeMédia, quando a Europa estavadeixando para trás a lembrança daIdade das Trevas, dirigindo-se parauma nova e radiante era deprosperidade e confiança, surge oestilo gótico. O cristianismo entrava,então, numa fase triunfante de suahistória.
  7. 7. A arte góticaA arte gótica, produzidaprincipalmente com fins religiosos,revela em muitas de suas pinturasrecursos didáticos que faziam ocristianismo visível para a populaçãoinculta, expostas com ícones paraintensificar a contemplação e aprece. Imagens devocionais, osícones, geralmente, entronizavam asfiguras de Cristo e de NossaSenhora.
  8. 8. RELAÇÃO DO ESTILO GÓTICO COM A OBRAGrandes mestres góticos criaramimagens de grande pureza e forçapersuasiva e espiritual. Assim é oquadro cênico que se apresenta naobra: com suas belíssimas vestes, asimagens narram pictoricamente umaintensa espiritualidade em que se vêum Cristo negro entronizado, ladeadopela Virgem e por anjos vindos docéu.
  9. 9. Ilustrações do filme O Auto da Compadecida
  10. 10. O CRISTO E A VIRGEM MARIA
  11. 11. APARIÇÃO DO DIABO
  12. 12. PERSONAGENSA peça apresenta quinze personagens de cena e umapersonagem de ligação e comando do espetáculo. PRINCIPAL: João Grilo OUTRAS: Chicó, Padre João, Sacristão, Padeiro, Mulherdo Padeiro, Bispo, Cangaceiro, o Encourado, Manuel, aCompadecida, Antônio Morais, Frade, Severino do Aracaju,Demônio. LIGAÇÃO: Palhaço As personagens são colocadas em primeiro lugar naanálise da estrutura da peça, porque elas assumem umaposição simbólica, e é desse simbolismo que deriva aimportância do texto. ·
  13. 13. PERSONAGENSJoão Grilo é a personagem principal, porque atua comocriador de todas as situações da peça. Além disso,representa o nordestino, astuto, inteligente. Seu nometambém simboliza a cultura nordestina, da mesma formaque : Severino, Encourado e Chicó. · As demais personagens compõem o quadro de cadasituação. · O Palhaço, representando o autor, liga o circo àrepresentação do Auto da Compadecida. Organizado o quadro desses personagens, vejamosagora as características de cada uma delas.
  14. 14. PERSONAGENSa) JOÃO GRILO. A dimensão de sua importância surge logono início da peça quando as personagens são apresentadasao público pelo Palhaço. Apenas duas personagens sedirigem ao público. Uma, a chamado do Palhaço, a atriz quevai representar a Compadecida, e João Grilo.João Grilo é uma figura típica do nordestino sabido eanalfabeto. Habituado a sobreviver e a viver a partir deexpedientes, trabalha na padaria, vive em desconforto, e amiséria é sua companheira. Sua fé nas artimanhas que cria,reflete, no fundo, uma forma de crença arraigada naproteção que recebe, embora sem saber, da Compadecida.É essa convicção que o salva. E ele recebe novaoportunidade de Manuel (Cristo), retornando- o à vida e àcompanhia de Chicó. É uma oportunidade inusitada deressurreição e retorno à existência. Caberá a ele provar queessa oportunidade foi ou não bem aproveitada.
  15. 15. PERSONAGENS b) CHICÓ. Companheiro constante de João Grilo e,especialmente, seu diálogo. Chicó envolve-se nos expedientes deJoão Grilo e é seu parceiro, mais por solidariedade do que por convicçãoíntima. Mas é um amigo leal. c) PADRE JOÃO, O BISPO e o SACRISTÃO. Essaspersonagens, embora de atuação diversa, estão concentradas em torno desimonia e da cobiça, relacionada com a situação contida no testamento docachorro. d) ANTÔNIO MORAIS. É a autoridade decorrente do podereconômico, resquício do coronelismo nordestino, a quem se curvam apolítica, os sacerdotes e a gente miúda. e) PADEIRO e sua MULHER. Encarnam, por um lado, aexploração do homem pelo homem e, de outro, o adultério. f) SEVERINO DO ARACAJU e o CANGACEIRO.Representam a crueldade sádica, e desempenham um papel importante naseqüência de número cinco, porque nessa seqüência matam e são mortos.Com isso, propicia-se a ressurreição e o julgamento.
  16. 16. PERSONAGENS g) O ENCOURADO e o DEMÔNIO. Julgam, aguardando seu benefício,isto é, o aumento da clientela do inferno. É importante verificar querepresentam, de alguma forma, um instrumento da Justiça, encarnado emManuel (O Cristo).O encourado é uma espécie de auter ego do diabo, que, segundo umacrença do sertão do Nordeste, é um homem muito moreno, que se vestecomo um vaqueiro. (p.140) Daí o nome Encourado. h) MANUEL. É o Cristo negro, justo e onisciente, encarnação do verboe da lei. Atua como julgador final da prudência mundana, do preconceito,do falso testemunho, da velhacaria, da arrogância, da simonia ( venda dosobjetos sagrados, venda de indulgências), da preguiça. De personagem apersonagem, todos têm seu pecado definido e analisado, com sabedoria ecom prudência. i) A COMPADECIDA. É Nossa Senhora, invocada por João Grilo, o serque lhe dará a segunda oportunidade da vida. Funciona efetivamente comomedianeira, plena de misericórdia, intervindo a favor de quem nela crê,João Grilo.
  17. 17. PERSONAGENSJ) O Palhaço realiza, nessa peça, o papel do Corifeu(mestre do coro), como no teatro clássico, e sua intervençãocorresponde à parábase da comédia clássica – trecho forado enredo dramático em que as idéias e as intenções ficamclaramente expressas, quando um personagem se dirige aopúblico:“Ao escrever esta peça, onde combate omundanismo, praga de sua igreja, o autor quis serrepresentado por um palhaço, para indicar quesabe, mais do que ninguém, que sua lama é umvelho catre, cheio de insensatez e de solércia. Elenão tinha o direito de tocar nesse tema, masousou fazê-lo, baseado no espírito popular de suagente, porque acredita que esse povo sofre, é umpovo e tem direito a certas intimidades” (p.23-24).
  18. 18. SITUAÇÃO/ PERSONAGENS/ CONTEÚDO DA SITUAÇÃO1ª) João Grilo, Chicó e Padre João: a bênção do cachorro damulher do padeiro.Expediente de João Grilo: o cachorro pertenceao Major Antônio Morais.2ª)João Grilo, Chicó, Antônio Morais, Padre: chega o MajorAntônio Morais.Expediente de João Grilo: o Padre João estámaluco, benze a todos e chama todo mundo de cachorro.3ª )João Grilo, Padre, Mulher,Padeiro, Chicó, Sacristão, Bispo:o testamento do cachorro morto.Expediente de João Grilo: ocachorro morto, encomendado em latim e tudo mais, deixa no seutestamento dinheiro para o Sacristão, para o Padre e para oBispo.Fonte do dinheiro: o Padeiro e sua mulher.4ª João Grilo, Chicó, Mulher: a mulher do Padeiro lamenta aperda de seu cachorro.Expediente de João Grilo: arranja-lhe umgato que descome dinheiro. Vende-o e faz seu lucro.
  19. 19. SITUAÇÃO/ PERSONAGENS/ CONTEÚDO DA SITUAÇÃO5ª João Grilo, Chicó, Bispo, Padre, Padeiro, Frade,Sacristão, Mulher, Severino (do Aracaju), Cangaceiro: oassalto do cangaceiro a Severino do Aracaju. Expediente deJoão Grilo: a gaita que fecha o corpo e ressuscita. A bexigacheia de sangue.Evento especial: todas as personagensmorrem, inclusive João Grilo. Salva-se Chicó.6ª Palhaço, João Grilo, Chicó, todas as demaispersonagens, Demônio, o Encourado, Manuel:ressurreição no picadeiro do circo. O Julgamento peloDemônio, pelo Encourado e por Manuel (Cristo).Expedientede João Grilo: forçar o julgamento, ouvindo os pecadores.7ª Todas as personagens e a Compadecida: condenaçãodos pecadores, Expediente de João Grilo: apelo àmisericórdia da Virgem Maria.
  20. 20. CUNHO CRÍTICOO espectador atento sabe ler, na belíssima, alegórica einusitada cena, quando Jesus dá aos homens uma novaoportunidade de salvação, um tom didático que alertasobre os pecados. Assim, João Grilo, com seu discursocheio de picardia, é salvo pela intervenção majestosa epiedosa da Compadecida. Jogo de trevas e luz, contrasteentre o profano e o sagrado, a cena em questão resgata,com seus entes sobrenaturais, a combinação entre o real eo fantástico, expressão bem completa do estilo naturalistagótico.Reunindo, desta maneira, o mundo de hoje e o deontem, essa instigadora obra, faz uma releitura daredenção do homem por Cristo e da exaltação eadoração da Virgem Maria. Contraditoriamente, mostra-nos todas as vilezas próprias dos seres humanos. Nãoescapam, tão pouco, os representantes da Igreja.
  21. 21. CUNHO CRÍTICOSuassuna, com o Auto da Compadecida, traz devolta o que nos salta aos olhos: o Renascimentoainda cheio de influências da Idade Média comseu ponto de vista enfocado em direção aocolorido das minúcias dos vitrais góticos.No calor de fortes luzes e cores, ilumina- se acena do juízo universal, reveladora: diante damorte, a sátira social, a denúncia moral e aigualdade podem- se harmonizar. Além do mais,o entretenimento e o deleite próprios das obraspicarescas estão presentes, repletos de críticasàs indulgências e às orações, com a conivênciade um teatro alegórico, que personifica conceitose instituições.
  22. 22. INTENÇÕES DA OBRA Sua intenção clara e expressa é de naturezamoral, e de moral católica; Os componentes estruturais do texto revelampersonagens que simbolizam pecados (maioresou menores), que recebem o direito aojulgamento, que gozam do livre-arbítrio e que sãoou não condenados. Percebe-se, de outro lado, que a preocupaçãomaior reside em compor um auto de moralidade,ao estilo quinhentista português (modelo GilVicente).
  23. 23. INTENÇÕES DA OBRAA peça se embasa em determinadas tradiçõeslocalistas e regionalistas do folclore, com vistas àsua sublimação como instrumento pitoresco decomunicação com o público. Com isso, nota-se que a realidade regionalbrasileira, especificamente a realidade nordestina,está presente por meio de seus instrumentosculturais mais significativos, as crenças e aliteratura de cordel. O autor, ao analisar essa realidade brasileira,moraliza os homens, isto é, dinamiza nas suasconsciências a noção do dever humano e daresponsabilidade de cada um em relação a seussemelhantes e em relação a Deus, onisciente eonipresente.
  24. 24. CONCLUSÃOComo proposição estética, o Auto da Compadecida procuracorporificar as seguintes noções: 1- a criação artística, o teatro em particular, devem levar o povoe a cultura desse povo a ele mesmo. Daí o circo, seu picadeiro e arepresentação dentro da representação. 2- menos do que essa realidade regional e cultural de um povo,o que importa é criar um projeto que defina idéias e concepçõesuniversais (as da Igreja, no caso) com o fim de conscientizar opúblico e levá-lo à reflexão. Por esse motivo, a realidade regionalnordestina é, no caso, instrumento de uma idéia e não fim em simesma; 3- criar um texto teatral é, antes de tudo, criá-lo para umaencenação, daí a absoluta liberdade que o Autor dá para qualquermodalidade de encenação. 4- a presença do signo lingüístico é importante, pois é por meio da linguagem que revela o símbolo é que se percebem as características humanas, em especial os nordestinos, sua pureza de alma, sua simplicidade e, ao mesmo tempo, seus pecados, fraquezas e vilezas.
  25. 25. TRECHOS SIGNIFICATIVOSIronia expressa nas palavras do palhaço: ... “Espero que todos os presentes aproveitemos ensinamentos desta peça e reformem suasvidas, se bem que eu tenho certeza de quetodos os que estão aqui são uns verdadeirossantos, praticantes da virtude, do amor a Deuse ao próximo, sem maldade, sem mesquinhez,incapazes de julgar e de falar mal dos outros,generosos, sem avareza, ótimos patrões,excelentes empregados, sóbrios, castos epacientes .”(p.137)
  26. 26. TRECHOS SIGNIFICATIVOSEsperteza de João Grilo:” Esse era um cachorro inteligente. Antes demorrer, olhava para a torre da igreja toda vez queo sino batia. Nesses últimos tempos, já doentepara morrer, botava uns olhos bem compridospara os lados daqui, latindo na maior tristeza. Atéque meu patrão entendeu, como a minha patroa,é claro, que ele queria ser abençoado e morrercomo cristão. Mas nem assim ele sossegou. Foipreciso que o patrão prometesse que vinhaencomendar a benção e que, no caso de elemorrer, teria um enterro em latim. Que em trocado enterro acrescentaria no testamento dele dezcontos de réis para o padre e três para osacristão.” (p.63-64).
  27. 27. TRECHOS SIGNIFICATIVOS Hipocrisia do Padre: “Zangar nada, João! Quem é um ministro de Deus para ter direito de se zangar? Falei por falar, mas também vocês não tinham dito de quem era o cachorro.” “Estou acertando as contas com o padre, a qualquer hora acerto com o patrão! Eu conheço o ponto fraco do homem, Chicó.”
  28. 28. TRECHOS SIGNIFICATIVOS Chantagem de João Grilo com o padre: “Ah, e a safadeza é essa? Isso é nada, Padre João! Muito pior é enterrar cachorro em latim, como se fosse cristão, e nem por isso eu vou chamá-lo de safado.”
  29. 29. TRECHOS SIGNIFICATIVOS Bispo falando ao padre sobre o enterro do cachorro: “Se é proibido? É mais que proibido! Código Canônico, artigo 1627, parágrafo único, letra K. Padre, o senhor vai ser suspenso.” Expediente do João Grilo: “É mesmo uma vergonha! Um cachorro safado daquele se atrever a deixar três contos de réis para o sacristão, quatro para o padre e seis para o bispo, é demais.” “Bispo: -Como?”
  30. 30. TRECHOS SIGNIFICATIVOS Bispo com hipocrisia: “É por isso que eu vivo dizendo que os animais também são criaturas de Deus. Que animal inteligente! Que sentimento nobre!” Mais tarde, o bispo: “ Não resta nenhuma dúvida, foi tudo legal, certo e permitido. Código canônico, artigo 368, parágrafo terceiro, letra b.”
  31. 31. Bibliografia utilizada:Vestibular-76 (1976), da Editora O Lutador-MG, edição dirigida aosexames vestibulares da UFMG. ARRAES, Guel. O Auto daCompadecida. São Paulo: Globo Filmes, 2000.BECKETT, Wendy. História da Pintura. São Paulo: Ática, 1997.CAVALCANTI, Carlos. Conheça os Estilos de Pintura: da pré-históriaao realismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967.MENÉNDEZ PELÁEZ, Jesús. Historia de la Literatura Española.Volumen II: Renacimiento Y Barroco. León: Editorial Everest, S.A. ,1993.REIS PINHEIRO, Suely. Carlitos: A Paródia Gestual do Herói. Tese deDoutorado. Universidade de São Paulo. São Paulo, 1995.SARAIVA, António José & LOPES, Óscar. História da LiteraturaPortuguesa. Porto: Porto Editora, 3ª Edição.SUASSUNA. Ariano. A Compadecida e o Romanceiro Nordestino. In:Literatura Popular em versos. Estudos. R.J., MEC, Fundação Casa deRui Barbosa, 1973. v.1.Ilustrações do filme O Auto da Compadecida

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