Modal rodoviário Brasil

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Conceito sobre o modal rodoviário, características, vantagens e desvantagens, impacto ambiental, tipos de cargas, tipos de veículos, rodovias, órgãos regulamentadores, e etc.

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Modal rodoviário Brasil

  1. 1. MARÇO/2015 CFP ELIEZER VITORINO COSTA SENAI ARCOS/MG Dayane Tavares Rita de Cássia
  2. 2. Conceito “O transporte rodoviário é aquele feito através de ruas, estradas e rodovias, sejam elas pavimentadas ou não, com a intenção de transpor de um ponto ao outro, produtos, animais ou pessoas.” (LIMA,) “Transporte Rodoviário é aquele que se realiza em estradas de rodagem, com utilização de veículos como caminhões e carretas. O transporte rodoviário pode ser em território nacional ou internacional, inclusive utilizando estradas de vários países na mesma viagem.” (ARAÚJO,) Fonte: Imagens Google
  3. 3. Em resumo: 3 ciclos  A utilização de animais e carroças na Idade Média;  O desenvolvimento da indústria automobilística no início do Séc.XX;  A crise do petróleo, na década de 70; Fonte: Imagens Google
  4. 4.  Sobre o modal rodoviário O transporte rodoviário é utilizado para o transporte de mercadorias e pessoas por veículos automotores (ônibus, caminhões, veículos de passeio, etc.). Como possui, na maioria dos casos, preço de frete superior ao hidroviário e ao ferroviário, é adequado para mercadorias de alto valor ou perecíveis, produtos acabados ou semi-acabados. Características
  5. 5. Comparativo de cargas Fonte: Imagens Google.
  6. 6. Características  Possui a maior representatividade entre os modais existentes;  Adequado para curtas e médias distâncias;  Baixo custo inicial de implantação;  Alto custo de manutenção;  Muito poluente com forte impacto ambiental;  Maior flexibilidade com grande extensão da malha;  Transporte com velocidade moderada;  Os custos se tornam altos para grandes distâncias;  Baixa capacidade de carga com limitação de volume e peso;  Integra todos os estados brasileiros.
  7. 7. Vantagens  Agilidade e rapidez na entrega da mercadoria em curtos espaços a percorrer;  A unidade de carga chega até a mercadoria, enquanto nos outros modais a mercadoria deve ir ao encontro da unidade de carga;  Vendas que possibilitam a entrega na porta do comprador;  Exigência de embalagens a um custo bem menor;  A mercadoria pode ser entregue diretamente ao cliente sem que este tenha que ir buscá-la;  Uma movimentação menor da mercadoria, reduzindo assim, os riscos de avarias;
  8. 8. Desvantagens  Seu custo de fretamento é mais expressivo que os demais concorrentes;  Sua capacidade de tração de carga é bastante reduzida;  Os veículos utilizados para tração possuem um elevado grau de poluição ao meio ambiente;  A malha rodoviária deve estar constantemente em manutenção ou em construção, gerando custos ao erário ou ao contribuinte, visto que, existem estradas privatizadas que cobram pedágio;
  9. 9.  CONCESSÃO: ferrovias, rodovias e transporte ferroviário associado à exploração da infraestrutura.  PERMISSÃO: transporte coletivo regular de passageiros pelos meios rodoviário e ferroviário não associados à exploração da infraestrutura.  AUTORIZAÇÃO: transporte de passageiros por empresa de turismo e sob regime de fretamento, transporte internacional de cargas , transporte multimodal e terminais. Regulamentação Fonte: Imagens Google
  10. 10. Órgãos Regulamentadores DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito: É o órgão máximo executivo do Sistema Nacional de Trânsito, tem autonomia administrativa e técnica, e jurisdição sobre todo o território nacional. Sua sede é em Brasília. Fonte: Imagens Google Fonte: Imagens Google DETRAN (Departamento Estadual de Transito): É o órgão Estadual de Transito que tem por finalidade o exercício das atividades de planejamento, administração, normatização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, habilitação e reciclagem de condutores, educação, engenharia, operação do sistema viário, policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de recursos e aplicação de penalidades.
  11. 11. CETRAN – Conselho Estadual de Trânsito: É o órgão máximo normativo, consultivo e coordenador do Sistema Nacional de Trânsito na área do respectivo estado. Cada estado da federação possui o seu conselho, e a sede de cada conselho é na capital do respectivo estado. Órgãos Regulamentadores CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito: É o órgão máximo normativo, consultivo e coordenador da política nacional de trânsito, responsável pela regulamentação do Código de Trânsito Brasileiro e pela atualização permanente das leis de trânsito. Sua sede é em Brasília. Fonte: Imagens Google Fonte: Imagens Google
  12. 12. Órgãos Regulamentadores D.N.I.T. - Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes: Órgão executivo rodoviário da união, com jurisdição sobre as rodovias e estradas federais. Fonte: Imagens Google
  13. 13. Órgãos Regulamentadores D.E.R. – Departamento de Estradas e Rodagem: Órgão executivo rodoviário do estado e do Distrito Federal, com jurisdição sobre as rodovias e estradas estaduais de sua sede. P.R.F. – Polícia Rodoviária Federal: Tem a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento das normas de trânsito através do patrulhamento ostensivo nas rodovias federais. Fonte: Imagens Google Fonte: Imagens Google
  14. 14. Porque o modal Rodoviário é o mais utilizado?  Flexibilidade (Modais e Destinos);  Disponibilidade em todo o território;  Falta de investimentos em outros modais;
  15. 15. Tipos de Transportes Rodoviário
  16. 16. Tipos de Transportes Rodoviário Pessoas Serviço público essencial. 95% do deslocamento do país. Faturamento anual superior a R$2,5 bilhões.
  17. 17. Tipos de Transportes Rodoviário Cargas . . .
  18. 18. Tipos de cargas Cargas Gerais Vivas Perigosas Internacional
  19. 19. Tipos de cargas Geral É o tráfego de porta-a-porta, de cargas completas ou fracionadas, embaladas ou não, que, por sua natureza e característica, utiliza veículos ou equipamentos convencionais, compreendendo o transporte de produtos industrializados, produtos químicos (classificados como não perigosos) e farmacêuticos, líquidos envasilhados, produtos alimentícios, matérias de construção, laminados de madeira e outros;
  20. 20. Tipos de cargas Vivas É aquele que emprega veículos apropriados para preservar a integridade física e as condições sanitárias dos animais transportados, compreendendo o transporte de gado vacum, equino, asinino, aviário, suíno, ovino e caprino.
  21. 21. Tipos de cargas Perigosas É o que estando sujeito a normas específicas, técnicas e operacionais, expedidas por órgãos competentes, entidades especializadas e fabricantes dos produtos, requer medidas especiais de precaução e segurança, relacionadas com as operações de carregamento, arrumação, descarregamento, manipulação, estivagem, trânsito e tráfego, atendidas também as características dos veículos e equipamentos utilizados e a natureza das cargas, medidas essas destinadas à prevenção de acidentes que acarretam danos à vida humana ou a bens de terceiros ou do próprio transportador;
  22. 22. Tipos de cargas Internacional O Brasil, em virtude de sua situação geográfica, mantém historicamente acordos de transporte internacional terrestre, principalmente rodoviário, com quase todos os países da América do Sul. Com a Colômbia, Equador, Suriname e Guiana Francesa o acordo está em negociação. Tais acordos buscam facilitar o incremento do comércio, turismo e cultura entre os países, no transporte de bens e pessoas, permitindo que veículos e condutores de um país circulem com segurança, trâmites fronteiriços simplificados nos territórios dos demais.
  23. 23. Tipos de veículos: São veículos para transportar produtos de pequenos e médios volumes. A capacidade de uma van é de até 1,5 tonelada enquanto que a do VUC (Veículo Urbano de Carga) é de até 3 toneladas. Van e VUC Fonte: Imagens Google.
  24. 24. Tipos de veículos: São veículos fixos, monoblocos, constituindo-se de uma única parte que incorpora a cabine, com motor, e a unidade de carga (carroceria). Podem apresentar os mais variados tamanhos ter 2 ou 3 eixos, podendo atingir a capacidade de carga (payload) de até cerca de 23 toneladas. Caminhões Fonte: Imagens Google.
  25. 25. Tipos de veículos: São veículos articulados e, portanto, possuindo unidades de tração e de carga em módulos separados. Estas duas unidades são denominadas cavalos mecânicos e semi-reboques. Carretas Fonte: Imagens Google.
  26. 26. Tipos de veículos: Boogies / Trailers / Chassis São as carretas plataforma citadas, apropriadas para o transporte de containers. Podem comportar containers de 20′ e 40′ (vinte e quarenta pés). Fonte: Imagens Google.
  27. 27. Tipos de veículos: Outros tipos Fonte: Imagens Google.
  28. 28. Tipos de veículos: Outros tipos Fonte: Imagens Google.
  29. 29. No modal rodoviário não existem acordos de fretes, sendo praticada a livre concorrência, o que em ultima análise, proporciona a cada empresa praticar seu preço e assim possibilitar uma margem maior de negociação com o cliente.  Basicamente os elementos formadores do preço do frete rodoviário são os seguintes:  Frete padrão: calculado sobre o peso da mercadoria (toneladas) ou sobre a área ocupada na unidade de carga (metragem cúbica) levando em consideração a distância a ser percorrida (quilometragem);  Taxa ad valorem: calculada em função do valor da mercadoria;  Taxa de expediente: pode ser cobrada para emissão de documentos tais como o conhecimento de embarque, praticamente não usual. Frete
  30. 30.  CIF (cost, insurance and freight) “custo, seguro e frete”: Significa que o frete é pago na origem, ou seja, no preço da venda estão incluídos o custo da mercadoria, o seguro de transporte que garante a mercadoria e o frete de transporte até o destino. Comumente dizemos que é pago na coleta, ou origem do transporte.  FOB (free on board) “livre a bordo”: É exatamente o inverso, o frete será pago somente pelo destinatário, ou seja, por conta de quem compra a mercadoria. O comprador será o encarregado a contratar e pagar pelo transporte. Frete
  31. 31. Documentos  Conhecimento de Embarque O conhecimento de embarque traz em seu seio as informações relativas às mercadorias transportadas, remetente, destinatário e valor do frete contratado. Fonte: Imagens Google.
  32. 32. MIC/DTA  O MIC/DTA na realidade é a junção de dois documentos utilizados em âmbito de transporte internacional. O MIC – Manifesto Internacional de Carga, no mesmo norte dos demais modais, relaciona e individualiza a mercadoria que está sendo transportada.  A DTA – Declaração de Trânsito Aduaneiro, é o documento que lastreia a transferência dos trâmites aduaneiros de desembaraço da mercadoria de uma zona aduaneira primária para uma secundária. A função desta sistemática é descentralizar as atividades aduaneiras de fiscalização e acelerar a liberação de mercadorias e veículos.  O MIC/DTA surge como união deste dois documentos e foi criado pelos países signatários do acordo do MERCOSUL.  O MIC/DTA tornou-se documento obrigatório no transporte entre os países signatários e passou a ser exigido no despacho aduaneiro. Documentos
  33. 33. Documentos Fonte: Imagens Google.
  34. 34. Contabilizando  O transporte rodoviário em sua maioria é realizado por veículos automotores, como carros, autocarros e caminhões. Segundo a ANTT, existem cerca de 130 mil empresas de transporte de cargas no Brasil com mais de 1,6 milhões de veículos que oferecem trabalho, diretamente, a pelo menos 5 milhões de pessoas.  Segundo o Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro - COPPEAD, o transporte corresponde a 6% do PIB nacional.  Os custos com transporte chegam a 60% dos custos logísticos e a redução de custos nessa área é muito importante, pois corresponde em média 20% do custo total das empresas.
  35. 35.  Algumas das variáveis que envolvem os custos de transporte podem ser citadas:  Remuneração do 123;  Pessoal (motorista);  Seguro do veículo;  IPVA / seguro obrigatório;  Custos administrativos;  Combustível;  Pneus;  Lubrificantes;  Manutenção;  Pedágio.  Estado de conservação das rodovias, geralmente precário, custos com pedágios e manutenção ainda são sérios problemas que afetam o setor.  Alto custo dos combustíveis, emissão de gases poluentes na atmosfera, problemas com manutenção de veículos e etc. Contabilizando
  36. 36. Impactos Ambientais Fonte: http://www.oeco.org.br/carlos-gabaglia-penna/23994-transporte-e-meio-ambientehttp://www.br381.org/2010_08_01_archive.html
  37. 37. Rodovias Internacional Federal Estadual Municipal Tipos de Rodovias
  38. 38. Brasil: 1,7 milhão de quilômetros de estradas Estradas pavimentadas: 12,9% (221.820 quilômetros) Estradas não pavimentadas: 79,5% (1.363,740 quilômetros) Estradas planejadas: 7,5% (128.904 quilômetros) Rodovias estaduais: 14,8% (255.040 quilômetros) Rodovias municipais: 78,11% (1.339,26 quilômetros) Rodovias federais: 7% (119.936 quilômetros) Rodovias pavimentadas em obras: 13.830 quilômetros Rodovias duplicadas: 9.522 quilômetros Rodovias simples: 192.569 quilômetros Fonte: DNIT. (Atualizado em Setembro/2014 - Sistema Viário Nacional) Descrição da malha rodoviária
  39. 39. Malha Rodoviária Brasileira
  40. 40. Rodovias Federais Nomenclatura: BR-0XX São as rodovias que partem da Capital Federal em direção aos extremos do país. Nomenclatura: BR-1XX São as rodovias que cortam o país na direção Norte-Sul Fonte: Imagens Google.Fonte: Imagens Google.
  41. 41. Nomenclatura: BR-2XX São as rodovias que cortam o país na direção Leste-Oeste. Nomenclatura: BR-3XX Estas rodovias podem apresentar dois modos de orientação: Noroeste-Sudeste ou Nordeste- Sudoeste. Rodovias Federais Fonte: Imagens Google. Fonte: Imagens Google.
  42. 42. Rodovias estaduais Minas Gerais tem a maior malha rodoviária do Brasil, equivalente a 16% de toda a malha viária existente no país. No estado, são 269.546 km de rodovias. Deste total, 7.689 km são de rodovias federais, 23.663 km de rodovias estaduais, e 238.191 km, de rodovias municipais. Quanto às características das estradas, a malha federal é toda pavimentada. A estadual se divide em 13.995 km pavimentados e 9.724 km não pavimentados. A maioria das rodovias municipais não é pavimentada. http://www.der.mg.gov.br/mapa_internet2/download/mapa_mg_2013.jpg
  43. 43. Rodovias Federais, Estaduais e Municipais  As rodovias federais interligam, normalmente, dois ou mais Estados da Federação e são construídas e conservadas pelo Governo Federal. A decisão de conceder sua exploração à iniciativa privada deve partir do Ministério dos Transportes, de acordo com planos e estudos desenvolvidos pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem - DNER, e se enquadra no Programa de Desestatização.  As rodovias estaduais tem início e fim dentro dos limites geográficos de um mesmo Estado, sendo sua construção e conservação atribuição do governo estadual respectivo, que também decide sobre sua exploração pela iniciativa privada. Equiparam-se às rodovias estaduais as federais transferidas aos estados por um ato de delegação do governo federal.  Os sistemas viários municipais podem incluir rodovias e vias expressas, pontes e túneis que interligam localidades dentro de um mesmo município. A concessão desses bens públicos para exploração pela iniciativa privada constitui uma decisão do governo municipal.
  44. 44. http://www.transportabrasil.com.br/2014/10/somente-12-da-malha-rodoviaria-brasileira-e-pavimentada/ Malha Rodoviária Brasileira:
  45. 45. Malha Rodoviária Brasileira: “Em relação aos pontos críticos encontrados, foram registradas 28 quedas de barreira 13 pontes caídas, 100 erosões na pista e 148 buracos grandes. O total de 289 ocorrências em 2014 supera os 250 pontos identificados no ano passado.” Victor José, repórter do Portal Transporta Brasil
  46. 46. Alguns desafios rodoviários Excesso de peso/carga Acidentes Efeitos climáticos Fonte: Imagens Google Doping
  47. 47. Conclusão Fonte: Imagens Google.

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