Uma conversa sobre karl barth

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Karl Barth; Teologia Dialética; Teologia Contemporânea; Neo-ortodoxia. História da Teologia; Biografia de Karl Barth.
Prof. David Rubens
Teologia David Rubens

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Uma conversa sobre karl barth

  1. 1. Uma Conversa Sobre Karl Barth* David Rubens** Conheci Karl Barth através das críticas que outros estudiosos disparavam contra ele. Em seus ataques, diziam que Barth representava uma ameaça à Igreja de Jesus Cristo. Segundo eles, Barth encabeçava a lista dos Teólogos Liberais: Barth surgiu no cenário teológico em 1918. Entretanto, até o início da década de 1950 seu nome era praticamente ignorado nos seminários no Brasil. Quando não mais se tornou possível manter o silêncio, as vozes teológicas da igreja falaram para condená-lo como modernista e liberal.1 Ao ler os comentários negativos sobre a teologia de Barth fui despertado pelo desejo de conhecê-lo melhor. Renunciar o copo de água e mergulhar direto na fonte. Percebi que Barth deseja primeiro ser lido para tão somente depois ser questionado: “vocês não querem ler tanto? Não espero que ninguém o faça; mas não posso dizer que acho correto quando pessoas falam algo que não estudaram direito”.2 Barth não se importa em explicar minuciosamente aos interessados em compreendê-lo corretamente: “devo dizer que para mim é uma satisfação conversar com os estudantes, ouvir e responder as suas perguntas e objeções conduzi-los àqueles trilhos que julgo certos”.3 Ele ainda se dispõe a ler e explicar textos de outros teólogos, por exemplo: “Lutero, Calvino, Scheleiermacher, Bultmann, Tillich e outros grandes teólogos da Idade Moderna e também teólogos do âmbito católico”.4 No entanto, Barth impõe uma regra aos interessados: “quem quiser me ver e ouvir precisa deixar bem claro quais as suas intenções”.5 Barth mostra que não trilha um caminho a parte, mas segue cominhos previamente trilhados. O caminho é o mesmo o que acaba mudando são as passadas: “minha tarefa foi a de dirigir refletindo e pronunciando mais uma vez tudo que antes fora dito, desta feita de modo completamente diferente. Não consigo ocultar que, ao trabalhar nesta tarefa, a qual eu chamaria de concentração cristologica, fui levado a me ocupar de modo altamente crítico * Capitulo do livro: RUBENS, David. No Caminho com Deus. São Paulo: Kerygma, 2012. pp. 73-75. ** Graduado em Teologia – Dehoniana; Filosofia – UNITAU. Pós-Graduando em Filosofia - Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Professor de Filosofia e Sociologia da Rede Estadual de Ensino, SP. Professor de Teologia no IBAD. Email: profdavidfilosofia@hotmail.com. 1 ALVES, Rubem. Religião e Repressão. São Paulo: Paulus, 2005. p. 308. 2 BARTH, Karl. Dádiva e Louvor. 3.ed. São Leopoldo: Sinodal, 2006. p. 411. 3 Ibidem, p. 428. 4 Ibidem, p. 429.
  2. 2. Uma Conversa Sobre Karl Barth2 com a tradição eclésiastica, mesmo com os reformadores, até mesmo com Calvino”.6 Muitos podem olhar com receio este afastamento de Barth, mas ele adverte: Eu gostaria de dizer que quem realmente me conhecia antes, não deveria surpreender-se tanto agora. Penso que a majestade de Deus, a natureza escatológica de toda a mensagem cristã, a pregação do evangelho puro como tarefa exclusiva da igreja cristã são as idéias que, antes como depois, constituem o centro da minha doutrina teológica.7 Barth não aceita dizer que ele tenha mudado: “não fui eu que mudei; o que mudou tremendamente foi o espaço e a ressonância do ambiente no qual eu precisava falar”.8 Particularmente, penso que quando pessoas começam a conceber algo novo acabam ficando sós. Naturalmente o circulo de amigos muda. Inevitavelmente, se tornam santos para alguns, e hereges para outros. Sobre a perda de amigos, Barth confessou: “uma alteração dolorosa está na perda de toda uma série de colegas, colaboradores e amigos, não por falecimento, mas pelo fato de que, aos poucos ou repentinamente, não conseguimos mais trabalhar em conjunto dentro do mesmo espírito e num mesmo sentido; com muita decisão enveredamos por caminhos distintos, nos quais hoje em dia, na melhor das hipóteses, podemos apenas acenar de longe um para o outro. Não posso me queixar, uma vez que, encontrei novos amigos, em parte muito bons amigos”.9 A teologia de Karl Barth implicou numa “ruptura entre ele e seus amigos, em primeiro plano, Emil Brunner, Friedrich Gogarten e Rudolf Bultmann”.10 Com Barth, aprendemos que o fazer teológico, não é mesmo fácil, embora a teologia seja uma boa causa, ou, “a melhor causa com a qual uma pessoa poderá lidar”.11 No entanto, é preciso ter em mente que quem “se envolve com a teologia ver-se-á inevitavelmente levado desde o início, e, depois, repetidas vezes a uma estranha solidão, notoriamente angustiante”.12 Barth aconselha: “não te importes se outros andam por vias largas, luminosas e repletas”.13 Ele confessa: “pois quem, a não ser que seja um tipo esquisito mesmo, não preferiria, no fundo, viver em meio a um grupo maior, ser sustentado pelo reconhecimento ou participação direta ou indireta da coletividade e, assim, realizar uma obra evidente para todos ou, ao menos, a tantos quantos possível?”14 Sobre o trabalho do teólogo Barth afirma: “o teólogo deverá, em regra, conformar-se com fato de tratar de seu assunto em certo isolamento (“por 5 Ibidem, p. 409. 6 Ibidem, p. 411. 7 Ibidem, p. 413. 8 Ibidem, p. 412. 9 Ibidem, p. 409. 10 CORNU, Daniel. Karl Barth: Teólogo da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. p. 18. 11 BARTH, Karl. Introdução à Teologia Evangélica. 9. ed. São Leopoldo: Sinodal, 2007. p. 71. 12 Ibidem, p. 71. 13 Ibidem, p. 71. 14 Ibidem, p. 71.
  3. 3. Uma Conversa Sobre Karl Barth 3 trás de uma muralha da china”, outros dizem) não só em relação ao mundo, mas também à igreja”.15 Não são nem um pouco animadoras as palavras de Karl Barth sobre a solidão do teólogo (ainda que suas doutrinas alcance lugares inimagináveis). Certa feita, lendo o livro Religião e Repressão de Ruben Alves, encontrei uma citação inusitada sobre Karl Barth: “Barth, gasta o seu tempo fazendo teologia diante da lareira, em meia às nuvens de fumaça do seu cachimbo”.16 Quase no final da vida Barth falou de seu “fiel companheiro”: “o meu cachimbo não me faz mal, e sim bem, tanto é que o médico, mui sabiamente, não mo proibiu”.17 Apesar do enclausuramento, Barth falou positivamente sobre o fazer teológico: Entre todas as ciências a teologia é a mais bela, a que mais profundamente mexe no coração e na cabeça, a que mais se aproxima da realidade humana e que proporciona a mais clara visão da verdade procurada por todas as ciências; a que mais se aproxima daquilo a que se dá o venerando e profundo nome de faculdade, uma paisagem com a vista mais distante e mesmo assim muito clara. Mas entre todas as ciências a teologia também é a mais difícil e perigosa; aquela que mais facilmente leva ao desespero ou, o que é quase pior, à petulância.18 Barth fez questão de apresentar provas de que a teologia é coisa de “louco”: Conheço dois homens, a seu modo, pessoas excelentes, ambos, médicos, que, com toda a amizade, consideram a disposição mental do teólogo, mesmo no caso mais favorável, como uma espécie de doença, possivelmente hereditária.19 A tarefa do teólogo é “nadar contra a correnteza, atuando e suportando a relativa solidão em que deverá se exercitar nesta atitude [...] e aturar, médicos, juristas, historiadores e filósofos, abanando a cabeça à beira do caminho que lhe é necessário trilhar”.20 O teólogo se “acha exposto como o pássaro solitário sentado no telhado, sujeito a ser atingido por quem sentir vontade de abatê-lo”.21 É possível perceber pelas palavras de Barth, que ele estava “possesso” pelo espírito da teologia, se entregou inteiramente ao fazer teológico e se orgulhava disso, apesar dos sacrifícios. Barth deu exemplo de conciliação entre teologia e vida concreta, acreditava plenamente no que ensinava. 15 Ibidem, p. 72. 16 ALVES, Rubem. Religião e Repressão. São Paulo: Paulus, 2005. p. 141. 17 BARTH, Karl. Dádiva e Louvor. 3.ed. São Leopoldo: Sinodal, 2006. p. 422. 18 Ibidem, p. 193. 19 BARTH, Karl. Introdução à Teologia Evangélica. 9. ed. São Leopoldo: Sinodal, 2007. p. 75. 20 Ibidem, p. 76. 21 Ibidem, p. 77.
  4. 4. Uma Conversa Sobre Karl Barth4 Em 1934, Barth concentrou seus esforços sobre a reflexão teológica. As autoridades nazistas proíbem que ele fale em público. Barth se recusa a curvar-se ao decreto que impõe a todo professor começar seus cursos com a sudação hitlerista. Recusa-se a prestar juramento de obediência absoluta ao Führer, juramento exigido a todos os funcionários do Estado. É suspenso e destituído de sua cátedra na Universidade de Bonn. É expulso da Alemanha e se refugia em Bâle.22 Para Barth, o teólogo é um eterno aprendiz: A teologia leva a pessoa a admiração e a obriga a aprender. Mas seria inconcebível imaginar que algum dia a pessoa pudesse deixar de aprender, que o inusitado viesse a ser-lhe rotina, que o novo se lhe torna-se antigo, que conseguisse domesticar a estranheza. Se o conseguisse, ele nem teria entrado ainda na teologia ou então já a teria abandonado. Jamais o ser humano é demitido da admiração que constituem a salutar raiz da teologia. o termo admiração é derivado de miraculoso (milagre). E neste ponto não há outro recurso: quem se envolve com a teologia, se envolve com o milagre, desde o primeiro até o último passo da caminhada.23 O teólogo permanece estudante de teologia até a morte, “dizem que Scheleiermacher, mesmo em idade avançada, ocasionalmente acrescentava tal designação à sua assinatura (Scheleiermacher, estudante de teologia)”.24 Barth ensina que o teólogo não estuda com a intenção de passar por um exame que lhe permita ingressar no pastorado, nem com o intuito de adquirir um grau acadêmico que lhe dê acesso à carreira acadêmica. Quem estuda teologia o faz porque, no contexto do serviço para o qual foi chamado, é necessário, benfazejo e belo dedicar-se a tal estudo, independentemente de quaisquer outros propósitos. Ele estuda teologia porque ela o prende de tal maneira que só pode lidar com ela justamente como estudioso.25 Para ilustrar como a teologia mexe com o homem todo, Barth contou a história de um famoso professor, que costumava visitar os estudantes em seus quartos, assediando-os com a pergunta: “irmão, qual o estado do teu coração?” Não o estado de teus ouvidos, de tua cabeça, ou de tua boca. Não adianta: o assunto da teologia mexe com a pessoa toda, portanto com a vida privada particularíssima do teólogo.26 Se o teólogo é incendiado, em todos os sentidos, pela teologia. Não é de assustar o fato de ele atear fogo por todas as partes, e, nisto Barth era exímio. Cativo pela teologia, “Barth estuda as obras de Kierkegaard, Dostoiewski, Kutter, Overbeck até de Nietzsche. Ele não quer saber de onde lhes vêm às armas para atacar, contando que elas golpeiem a consciência humana”.27 22 CORNU, Daniel. Karl Barth: Teólogo da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. p. 51. 23 BARTH, Karl. Introdução à Teologia Evangélica. 9. ed. São Leopoldo: Sinodal, 2007. p. 44. 24 Ibidem, p. 108. 25 Ibidem, p. 109. 26 Ibidem, p. 55. 27 POLMAN, A. D. R. Barth: Pensamento Moderno. Recife: CLEB, 1969. p. 17.
  5. 5. Uma Conversa Sobre Karl Barth 5 O teólogo tem a obrigação de manter a luz acesa: “Barth não quis destruir tudo e deixar- nos no meio das ruínas. Nem apagar as luzes que ainda brilham neste mundo tenebroso, para evitar que soçobremos na escuridão opressiva da dúvida e desespero”.28 Em quase cada página de suas obras Barth fala em Deus, o absolutamente outro, o insondável, e em Jesus Cristo que, como Verbo, estava no princípio com Deus e é Deus. Barth afirma que “o grande fracasso de alguns teólogos é porque no seu otimismo não deram lugar para Cristo”.29 Para Barth é impossível ser teólogo sem ser um amante da Palavra de Deus: E é isso que eu chamo nossa existência teológica, o fato de que, em meio a nossa existência comum (por exemplo, como homens, como pais e filhos, como cidadãos, como pensadores, como pastores de um coração perpetuamente inquieto, etc.), a Palavra de Deus representa o que ela é (quer se queira ou não) e o que somente ela pode ser para nós; e que, em particular, ela conquiste nossa vocação de pregadores e de doutores como somente ela tem poder e o direito de fazê-lo.30 Barth se recusa a andar com alguém que não tenha a Palavra de Deus como primícia maior. Em 1933, Karl Barth rompe com Zwischen den Zeiten, revista que ele fundou em 1922 na companhia de Friedrich Gogarten, Eduard Thurneysen e Georg Merz, cuja finalidade era lutar contra a teologia neoprotestante e proclamar uma teologia da Palavra de Deus. Gogarten adotou publicamente a tese de que a Lei de Deus é idêntica, á lei do Terceiro Reich. Para Barth isto é uma traição praticada para com o Evangelho.31 Barth afasta-se da revista e declara que sua fundação e existência foram um mal-entendido. Karl Barth foi fiel ao seu chamado, era antes de tudo um teólogo: Já me imagino lendo necrológios, nos quais se dirá um dia de mim que prestei alguns serviços à renovação da teologia e, em rigor, durante a luta da igreja na Alemanha. Mas, no tocante à política, dirse-á que não fui senão um suspeito fogo-fátuo.32 Sobre sua carreira, Barth disse: “aprendi e ensinei no campo da teologia evangélica, através de muitos caminhos e atalhos, em cinco anos como estudante, em 12 anos como pastor e depois 40 anos como professor.”33 Sem nunca ter escrito uma dissertação de mestrado ou uma tese de doutorado, Barth ensinou em universidades como Göttinger, Münster, Bonn e Basel; Barth recebeu inúmeros doutorados honoris causa de grandes universidades dos Estados Unidos e Europa, como, por 28 Ibidem, p. 18. 29 Ibidem, p. 76. 30 CORNU, Daniel. Karl Barth: Teólogo da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1971. p. 25. 31 Ibidem, p. 37. 32 Ibidem, p. 191. 33 BARTH, Karl. Introdução à Teologia Evangélica. 9. ed. São Leopoldo: Sinodal, 2007. p. 7.
  6. 6. Uma Conversa Sobre Karl Barth6 exemplo, em Münster (1922), Glasgow (1930), St. Andrews (1937), Oxford (1938), Budapeste (1954), Edinburgo (1956), Chicago (1962) e Sorbonne (1963).34 Algumas lições vivas que aprendi com o grande teólogo Barth: “Se Deus conhece o homem, se Ele o vê e o julga, é sempre através da pessoa de Jesus Cristo, seu próprio Filho, que tem sido obediente e é o objeto de Seu prazer. Por meio dele, a humanidade está presente em Deus, que olha para Cristo e é nele que nos olha”.35 “Seguir a Jesus significa ir além de si mesmo em uma ação e atitude especificas é, portanto, virar as costas pra si mesmo e deixar o eu para trás”.36 “A pregação é a Palavra de Deus pronunciada por Ele mesmo. Deus utiliza, como lhe apraz, o serviço de um homem que fala em seu nome a seus contemporâneos por meio de um texto bíblico”.37 “Não há nenhuma religião verdadeira. O homem não pode ser justificado por sua própria força, de si mesmo, mas em virtude de forças externas, por um Ser que lhe é alheio. O homem é justificado por um evento que está além das suas possibilidades, méritos e capacidades”.38 “A relação entre nós e Deus, entre nosso mundo e o mundo de Deus, entre os dois planos que se interceptam, não é evidente por si só, porém se revela no ponto de destaque da linha de interseção: Jesus! É Jesus que torna possível a revelação entre nós e Deus; é apenas em Jesus que esse relacionamento pode ser visto. É o Jesus de Nazaré; o “Jesus Histórico” que nasceu da linhagem de Davi, segundo a carne, e que, em sua função histórica, significa o ponto de divisão entre um mundo nosso conhecido e outro, nosso desconhecido”.39 “A esperança cristã é a semente da vida eterna. Em Jesus Cristo não estou mais num ponto no qual posso morrer; nele nosso corpo já está no céu. Desde que recebemos o testemunho da Ceia do Senhor, já vivemos aqui e agora na antecipação do eschaton, quando Deus será tudo em todos”.40 “A igreja não é Jesus Cristo ela mesma, e sim ela crê nele; ela é o corpo, do qual ele é a cabeça”.41 34 BARTH, Karl. Revelação de Deus Como Sublimação da Religião. São Paulo: Fonte Editorial, 2011. p. 14. 35 BARTH, Karl. O Pai Nosso: oração que Jesus ensinou aos seus discípulos. São Paulo: Fonte Editoria, 2006. p. 24. 36 BARTH, Karl. Chamado ao Discipulado. São Paulo: Fonte Editoria, 2006. p. 27. 37 BARTH, Karl. A Proclamação do Evangelho. São Paulo: Fonte Editoria, 2008. p. 15. 38 BARTH, Karl. Revelação de Deus Como Sublimação da Religião. São Paulo: Fonte Editorial, 2011. p. 90. 39 BARTH, Karl. Carta aos Romanos. São Paulo: Fonte Editorial, 2011. p. 29. 40 BARTH, Karl. Esboço de Uma Dogmática. São Paulo: Fonte Editorial, 2006. p. 224. 41 BARTH, Karl. Dádiva e Louvor. 3.ed. São Leopoldo: Sinodal, 2006. p. 192.
  7. 7. Uma Conversa Sobre Karl Barth 7 “A glória do batismo, entre todas as partes da proclamação da Igreja está na sua “uma vez para sempre”, pois Jesus morreu uma só vez pelos nossos pecados e ressuscitou uma só vez dos mortos para a nossa justificação: uma vez para sempre”.42 “Teologia é uma determinada função dentro da liturgia eclesiástica. Teologia, portanto, não existe num espaço vazio, nem em qualquer espaço arbitrariamente escolhido, mas sim no espaço entre batismo e ceia, entre a escritura sagrada e sua interpretação e proclamação. Como todas as outras funções da igreja, teologia está voltada para o fato de Deus ter falado e de a pessoa humana poder ouvir”.43 “Na ressurreição de Jesus Cristo, o homem é, de uma vez por todas, exaltado e levado a descobrir com Deus seu direito contra todos os seus adversários e assim libertar-se para viver uma nova vida, na qual ele não mais terá pecado e, portanto, a maldição, a morte, o túmulo e o inferno à sua frente, mas atrás de si”.44 “A bíblia não nos conta como nós devemos falar com Deus, mas o que Ele diz a nós; não como encontraremos o caminho até Ele, mas como Ele tem visto e encontrado o caminho até nós”.45 David Rubens profdavidfilosofia@hotmail.com biblicoteologico.blogspot.com.br Pindamonhangaba-SP Bibliografia. ALVES, Rubem. Religião e Repressão. São Paulo: Paulus, 2005. p. 308. BARTH, Karl. Dádiva e Louvor. 3.ed. São Leopoldo: Sinodal, 2006. p. 411. ___________. Introdução à Teologia Evangélica. 9. ed. São Leopoldo: Sinodal, 2007. p. 71. ___________. Revelação de Deus Como Sublimação da Religião. São Paulo: Fonte Editorial, 2011. p. 14. ___________. O Pai Nosso: oração que Jesus ensinou aos seus discípulos. São Paulo: Fonte Editoria, 2006. p. 24. ___________. Chamado ao Discipulado. São Paulo: Fonte Editoria, 2006. p. 27. ___________. A Proclamação do Evangelho. São Paulo: Fonte Editoria, 2008. p. 15. ___________. Carta aos Romanos. São Paulo: Fonte Editorial, 2011. p. 29. ___________. Esboço de Uma Dogmática. São Paulo: Fonte Editorial, 2006. p. 224. ___________. CULLMANN, Oscar. Batismo em Diferentes Visões. São Paulo: Fonte Editorial, 2004. p. 58. ___________. Palavra de Deus, Palavra do Homem. São Paulo: Fonte Editorial, 2004. p. 34. CORNU, Daniel. Karl Barth: Teólogo da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. p. 18. POLMAN, A. D. R. Barth: Pensamento Moderno. Recife: CLEB, 1969. p. 17. 42 BARTH, Karl; CULLMANN, Oscar. Batismo em Diferentes Visões. São Paulo: Fonte Editorial, 2004. p. 58. 43 BARTH, Karl. Dádiva e Louvor. 3.ed. São Leopoldo: Sinodal, 2006. p. 194. 44 BARTH, Karl. Esboço de Uma Dogmática. São Paulo: Fonte Editorial, 2006. p. 171. 45 BARTH, Karl. Palavra de Deus, Palavra do Homem. São Paulo: Fonte Editorial, 2004. p. 34.

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