PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo de soja pragas

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PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo de soja pragas

  1. 1. Cultivo de Soja (pragas)
  2. 2. Fases mais importantes de desenvolvimento da cultura e época de maior probabilidade de ataque de insetos Pragas do Solo Lagartas Percevejos e Broca das Axilas Broca das Vagens
  3. 3. Lagartas desfolhadoras (Anticarsia gemmatalis e Pseudoplusia includens) • Controle: média de 40 lagartas grandes (>1,5 cm) por pano-de-batida (duas fileiras de plantas), ou com menor nº se desfolha atingir 30%, antes da floração, e 15% tão logo apareçam primeiras flores. • Controle Baculovírus: máximos 40 lagartas pequenas (no fio) ou 30 lagartas pequenas e 10 lagartas grandes por pano-de-batida. • Seca prolongada e com plantas menores de 50 cm de altura: reduzir esses níveis para metade.
  4. 4. Anticarsia gemmatalis Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  5. 5. Anticarsia gemmatalis Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  6. 6. Pseudoplusia includens (falsa-medideira) Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  7. 7. Pseudoplusia includens (falsa-medideira) Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  8. 8. Baculovírus • 20 g ha-1 de lagartas mortas pelo próprio vírus (50 lagartas ha-1): maceradas em um pouco de água, ou 20 g ha-1 da formulação em pó molhável. • População que já tenha ultrapassado limite para a aplicação de Baculovírus puro (mais que 10 lagartas grandes pano-1) e for inferior ao nível preconizado para controle químico (40 lagartas grandes pano-1): utilizar em mistura com inseticida Profenofós ou com endossulfam, na dose de 30 g i.a. ha-1 e 35 g i.a. há-1.
  9. 9. Baculovírus (preparo) • Bater quantidade de lagartas mortas ou pó: água, em liquidificador (coar calda em tecido tipo gaze, no momento de transferir para tanque do avião ou do pulverizador). • Aplicação pela manhã: material pode ser realizado durante a noite anterior. • Aplicação por avião: mesma dose + água (veículo), 15 l ha-1 (ajustar ângulo da pá do “micronair” para 45º a 50º, estabelecer largura da faixa de deposição em 18 m e voar a uma altura de 3 a 5 m, a 105 milhas hora-1, com velocidade do vento não superior a 10 km h-1).
  10. 10. Percevejos • Controle: 4 percevejos adultos ou ninfas com mais de 0,5 cm por pano-de-batida. • Produção de sementes: 2 percevejos por pano-de-batida. • Insetos das plantas de apenas 1 m de fileira: reduzir população crítica para metade (2 e 1 percevejos). • Broca das axilas: 25% a 30% de plantas com ponteiros das plantas atacados.
  11. 11. Coleópteros desfolhadores: (a) Aracanthus mourei, (b) Maecolaspiscalcarifera, (c) Diabrotica speciosa e (d) Cerotoma sp. A B C D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  12. 12. Aracanthus mourei (Col.: Curculionidae) (Torrãozinho) • Adulto (4,6 mm): aparência de partículas de solo aderidas aos élitros. • Alta população: principalmente na fase inicial do desenvolvimento da cultura. • Causa serrilhado: bordas das folhas. • Ataque inicial: bordaduras da lavoura, podendo causar destruição da parte aérea da soja (começa pelas folhas). • Casos extremos: pode atingir pecíolos.
  13. 13. Maecolaspis calcarifera (Col.: Chrysomelidae) • Paraná, Goiás e Mato Grosso • Raramente atinge nível de dano. • Adultos: alimentam das folhas e medem 5 mm. • Coloração geral verde-metálica: com sulcos e pontuações em toda extensão do corpo. • Ovos: tamanho inferior a 1 mm (cor branca amarelada). • Larva: 7 mm (cor branca acinzentada).
  14. 14. Diabrotica speciosa (Col.: Chrysomelidae) (Patriota) • Alimenta-se: folhas. • Adultos: 4,5 mm (verde com manchas amarelas ou alaranjadas sobre élitros). • Postura: solo (30 ovos massa-1). • Larvas: cor amarela pálida, alimentam-se de raízes de plantas cultivadas e plantas daninhas (tórax, cabeça e patas torácicas pretas). • Pupa: casulo no solo.
  15. 15. Cerotoma sp. (Col.: Chrysomelidae) • Oeste e Sudoeste do Paraná (lavouras precedidas de feijão). • Capacidade de causar dano: pequena. • Adultos: geral bege, com quatro manchas marrom escuras, 2 grandes e 2 pequenas, em cada élitro (5 mm. alimentam-se das folhas). • Ovos (0,8mm, formato ovalado): incubação 10 dias. • Larva (branca e cabeça preta): 10 mm (alimentam-se dos nódulos de rizóbio de 20 a 25 dias, diminuindo disponibilidade de N e podendo afetar produção de grãos).
  16. 16. Outros organismos que atacam as folhas • Tripes (Thysanoptera): insetos pequenos, de 1 a 2 mm de comprimento, cor marrom ou preta (anos secos podem atingir altas populações. • Raspam folhas: tornam-se prateadas após ataque (geralmente não causam reduções de produtividade da cultura). • Situação agravada: queima-do-broto, transmitido principalmente por espécies de Frankliniella).
  17. 17. (a) virose queima do broto (tripes), (b) larva de Omiodes indicatus e (c) adulto de mosca branca Bemisia argentifolii B Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). C A
  18. 18. (d) ataque de ácaros e (e) gafanhotos. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  19. 19. Omiodes indicatus (Lep.: Pyralidae) • Lagarta: enrola ou une folhas através de fibras muito finas de cor branca, secretadas pelo inseto. • Alimenta-se: apenas do parênquima das folhas (evitando sua destruição). • Mariposa: alaranjada e pontos pretos nas asas. • Lagarta (12 e 15mm): verde escura e aspecto oleoso. • Pupa: marrom e permanece no abrigo até emergência do adulto.
  20. 20. Mosca branca Bemisia argentifolii (Hom.: Aleyrodidae) • Ninfas: liberam grande quantidade de substância açucarada, possibilitando crescimento de fumagina sobre as folhas que, tornando-se pretas, absorvem muita radiação solar, provocando ”queima” e queda das folhas.
  21. 21. Ácaro branco (Polyphagotarsonemus latus) e rajado (Tetranychus urticae) • Suga: seiva das folhas e pecíolos de plantas novas. • Evolução do dano: folhas ficam amarelas. • Ataque muito intenso: folhas podem cair (diminui capacidade fotossintética das plantas).
  22. 22. Rhammatocerus schistocercoides (Ort.: Acrididae) (Gafanhoto) • Inseto gregário: facilmente população atinge 500 insetos m-1 (podendo causar desfolhamento de até 100%, principalmente nas bordaduras da lavoura.
  23. 23. Percevejos sugadores de vagens e grãos • Redução (rendimento e qualidade da semente): picadas e transmissão de moléstias (Nematospora coryli). • Grãos atacados: menores, enrugados, chochos e mais escuros. • Má formação vagens e grãos: retenção das folhas que não amadurecem na época da colheita. • Espécies mais importantes: Nezara viridula, Piezodorus guildinii e Euschistus heros.
  24. 24. Nezara viridula (Hem.: Pentatomidae) (Sugadores de sementes) • Menor adaptação: climas quentes (não se expandiu para Região Central com a mesma intensidade que Euschistus heros e Piezodorus guildinii). • Adulto: verde 12 e 15 mm): sobrevive 70 dias. • Ovos: amarelos e depositados na face inferior das folhas (massas regulares de 50 - 100 ovos).
  25. 25. Nezara viridula (Hem.: Pentatomidae) (Sugadores de sementes) • Ninfas: 1 e 2 ínstares 1,3 e 3,1 mm, preta e manchas brancas sobre dorso (permanecem agregadas e não causam danos). • 3 ínstar: alimentam-se dos grãos com intensidade crescente até 5 e último ínstar - 9 mm - (período ninfal 20 e 25 dias).
  26. 26. Nezara viridula: (a) adulto, (b) ovos, (c) ninfas recém-eclodidas e (d)ninfas de 5º ínstar. B C D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A
  27. 27. Nezara viridula (Hem.: Pentatomidae) (Sugadores de sementes) Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  28. 28. Piezodorus guildinii (Hem.: Pentatomidae) (Percevejo verde pequeno) • Adulto: 10 mm, cor verde amarelada, 1 listra transversal marrom avermelhada na parte dorsal do tórax próxima da cabeça (pronoto). • Ovos: pretos, em fileiras pareadas (10 a 20 por postura). Preferencialmente, depositados nas vagens (podem ser encontrados na face ventral ou dorsal das folhas, caule e ramos.
  29. 29. Piezodorus guildinii (Hem.: Pentatomidae) (Percevejo verde pequeno) • Ninfas recém-eclodidas: 1 mm, comportamento gregário, permanecendo próximas à postura. • Danos: prejudica do 3 ao 5 ínstar (8 mm). • Prejudica mais qualidade das sementes e causa mais retenção foliar: que os demais.
  30. 30. Piezodirus guildinii: (a) adulto, (b) ovos, (c) ninfas recém-eclodidas e (d) ninfas de 5º ínstar. A B D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). C
  31. 31. Euschistus heros (Hem.: Pentatomidae) (Percevejo marrom) • Adulto: marrom-escuro, 2 prolongamentos laterais do pronoto, em forma de espinhos (116 dias). • Ovos: depositados em pequenas massas de cor amarela (5 - 8 ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas. Depositados nas folhas ou vagens). • Ninfas recém-eclodidas: 1 mm e permanecem sobre os ovos, causando danos às sementes de soja do 3 ao 5 ínstar, quando atingem tamanho de 5 e 10 mm, respectivamente.
  32. 32. Euschistus heros: (a) adulto, (b) ovos, (c) ninfas recém-eclodidas e (d) ninfas de 5º ínstar. A Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). B C D
  33. 33. (a) Dichelops furcatus, (b) Edessa meditabunda, (c) Thyanta perditor e (d) Acrosternum sp. A B D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). C
  34. 34. Lagartas das vagens e grãos (folhas) 1 - Spodoptera latifascia: ovos (massas sobre folhas). • Após eclosão: marrom para preta (listras longitudinais brancas e marrons). • Depois (preto brilhante): 16 pontuações douradas sobre dorso em 2 linhas longitudinais alaranjadas. 2 - Spodoptera eridania (50 mm): castanha a cinza escura (3 listras longitudinais sobre dorso). • Adulto: cor cinza (1 mancha preta no 1º par de asas).
  35. 35. Lagartas das vagens: (a)Spodoptera latifascia e (b) Spodoptera eridania A B Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  36. 36. Broca das vagens: Maruca testulalis (Lep.: Pyralidae) e Etiella zinckenella (Lep.: Pyralidae) • Maruca testulalis (larva): broqueia vagens, axilas, hastes e pecíolos da soja, podendo eventualmente, danificar inflorescências, apresentando hábitos e danos semelhantes aos da broca-das-axilas. • Etiella zinckenella: amarela esverdeada ou azulada, manchas negras na porção anterior do corpo (20 mm). Penetra nas vagens e consome grãos (pode danificar diversas vagens).
  37. 37. Brocas das vagens: (c) Maruca testulalis e (d) Etiella zinckenella. C D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  38. 38. Tamanduá ou bicudo da soja Sternechus subsignatus (Col.:Curculionidae) • Adulto: raspa caule e desfia tecidos no local do ataque. • População alta (fase inicial da cultura): dano é irreversível e plantas morrem (podendo haver perda total de parte da lavoura). • Ataque tardio: larvas se desenvolvem na haste principal, formando galhas, a planta pode quebrar pela ação do vento e das chuvas.
  39. 39. Tamanduá ou bicudo da soja Sternechus subsignatus (Col.:Curculionidae) • Adulto (8 mm): preto com listras amarelas, formadas por pequenas escamas, no dorso da cabeça e nos élitros (asas duras). • Postura: fêmea faz anelamento, cortando todo córtex (casca) da haste principal. • Ovos: coloração amarela, postos em orifícios, na região do anelamento, e protegidos pelas fibras do tecido cortado (podem ser depositados nos ramos laterais e pecíolos).
  40. 40. Tamanduá ou bicudo da soja Sternechus subsignatus (Col.:Curculionidae) • Fase ativa: larvas no interior da haste principal (região do anelamento). • Enquanto crescem: engrossamento do caule, formando uma galha (constituída externamente por tecidos ressecados). • Período larval: 25 dias. • 5 e último ínstar: Após desenvolvimento no interior da galha, larva movimenta-se para solo, onde hiberna em câmaras (5 cm e 10 cm de profundidade, até a 25 cm).
  41. 41. Tamanduá ou bicudo da soja Sternechus subsignatus (Col.:Curculionidae) • Larva hibernante não se alimenta: quando perturbada ou exposta ao sol, se movimenta muito (fototropismo negativo). • Pupa: branca amarelada (vista dorsalmente mostra primórdios das asas). • Período pupal médio: 17,2 dias.
  42. 42. Tamanduá ou bicudo da soja Sternechus subsignatus (Col.:Curculionidae) Plantas mortas pelo adulto Galha: causado pelas larvas. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  43. 43. Sternechus subsignatus: (a) adulto, (b) ovos, (c) larva e (d) galha B D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A C
  44. 44. Sternechus subsignatus: (e) larva hibernante e (f) pupa. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). E F
  45. 45. Broca do colo (Lagarta elasmo) Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) • Corta e broqueia colo da planta: início do desenvolvimento (redução no estande de plantas). • Prefere solos arenosos: necessita de período de seca prolongado (fases iniciais da cultura). • Ataque: após germinação (por 30 a 40 dias). • Ovos: colocados sobre planta ou solo (eclosão em 2 ou 3 dias). • Larvas (16,2 mm): branca esverdeada a amarelada, com faixas transversais marrom ou marrom avermelhada.
  46. 46. Broca do colo (Lagarta elasmo) Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) • Larva: penetra na planta logo abaixo do nível do solo (cava uma galeria ascendente na haste). • Junto ao orifício de entrada: larvas tecem casulos cobertos com excrementos e partículas de terra. • Plantas: podem morrer imediatamente ou sofrer danos, posteriormente (sob ação de chuvas, vento ou implementos agrícolas).
  47. 47. Broca do colo (Lagarta elasmo) Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) • Mesma lagarta: pode atacar até 3 plantas durante ciclo vital. • Pupa: inicial amarelada ou verde, nos segmentos abdominais, passando a marrom (antes da eclosão do adulto preta). • Adulto: cinza amarelada (20 mm de envergadura).
  48. 48. Broca do colo (Lagarta elasmo) Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) • Intensidade de danos: períodos de temperatura elevada e baixo teor de água no solo. • Áreas de semeadura direta (em geral): ocorrência tem sido menor. • Áreas de semeadura convencional (condições normais): temperatura do solo é favorável. • Períodos longos de estiagem: aquecimento a níveis letais para praga.
  49. 49. Broca do colo (Lagarta elasmo) Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) www.google images: lagarta elasmo soja
  50. 50. Broca das axilas Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) • Penetra no caule: através da axila dos brotos terminais (base do pecíolo, unindo os 3 folíolos com uma teia, cavando uma galeria descendente - abrigo). • Alimenta-se: medula do caule ou ramos da planta (pode causar sua quebra e ocorrer infecções por patógenos). • Broto atacado: larva pode também alimentar-se de pequenas porções do tecido foliar (pode causar desenvolvimento anormal ou morte).
  51. 51. Broca das axilas Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) • Lagarta (pequena): branca e cápsula cefálica preta, nos últimos ínstares (10 mm) bege (cápsula cefálica marrom). • Além do broto foliar, pecíolos e hastes: pode se alimentar de flores e vagens.
  52. 52. Broca das axilas Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  53. 53. Broca das axilas Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  54. 54. Outros organismos que atacam plântulas, hastes e pecíolos (a) Piolho-de-cobra, (b) caracóis, (c) lesmas (Artrópodes). Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  55. 55. Corós (raízes) • Ataque: reboleiras (manchas) com plantas amareladas, murchas e sem raízes secundárias (início de crescimento da planta) ou amareladas e com desenvolvimento retardado e raízes parcialmente danificadas (tardio). • Larvas: podem causar morte das plantas, principalmente, quando ocorre sincronia da fase inicial da cultura com larvas de mais de 15 mm de comprimento.
  56. 56. Phyllophaga cuyabana (Col.: Melolonthidae) Coró • Adultos: 15 a 20 mm. • Larvas: eclodem 2 semanas após oviposição (3 ínstares até 35 mm e ativas por 130 dias). • Áreas de semeadura direta: larvas de outros corós que podem atingir 50 mm.
  57. 57. Phyllophaga cuyabana (Col.: Melolonthidae) Coró • Larvas e fêmeas adultas: cavam galerias verticais visíveis na superfície do solo (geralmente não danificam soja, mas danificam trigo em sucessão). • Benéfico: auxiliam na reciclagem da matéria orgânica (incorpora palha da qual se alimenta e galerias permitem infiltração de água).
  58. 58. Phyllophaga cuyabana (Col.: Melolonthidae) Coró Pragas da soja no Brasil e s eu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Cam po… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  59. 59. Percevejos castanhos da raiz (Hem.: Cydnidae) • Decréscimo no rendimento: ataque no início do desenvolvimento da cultura. • Espécie mais comum: Scaptocoris castanea. • Adulto: marrom-claro (7 mm).
  60. 60. Percevejos castanhos da raiz (Hem.: Cydnidae) • Ninfas: branco amareladas. • Acasalamento e oviposição: solo • Adultos e ninfas: reboleiras e sugam raízes (murchamento, redução de crescimento e morte da planta).
  61. 61. Percevejos castanhos da raiz (a) (Hem.: Cydnidae) A Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A
  62. 62. Inimigos naturais - hemípteros • Orius sp. (Anthocoridae) • Geocoris sp. (Lygaeidae) • Tropiconabis sp. (Nabidae) • Podisus sp. (Pentatomidae) • Alimentam-se (são insetos pequenos): especialmentede ovos, lagartas pequenas ou pequenas ninfas de percevejos.
  63. 63. (a) Geocoris sp., (b) Podisus sp. e (c) Lebia concinna B Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). C A
  64. 64. (d)Callida sp. e (e) Calosoma granulatum D E Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  65. 65. Parasitóides de lagartas • Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis): microhimenópteros gênero Microcharops (Ichneumonidae), principalmente lagartas pequenas e díptero Patelloa similis (Tachinidae) lagartas grandes. Ovos: Trichogramma spp. (Hym.: Trichogrammatidae). • Lagartas Pseudoplusia includens: Copidosoma truncatellum (Hym.: Encyrtidae) - população níveis reduzidos (naturalmente).
  66. 66. (a) adulto de Microcharops sp., (b) adulto de Patelloa similis e (c) lagarta falsa medideira parasitada por Copidosoma truncatellum Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A B C
  67. 67. Parasitóides de percevejos (ovos) • Eficientes: impedir que hospedeiro cause danos à cultura (interrompe ciclo biológico da praga, impedindo crescimento populacional). • Percevejos: ovo até fase adulta. • Dentre 20 espécies: microhimenóptero Trissolcus basalis (Scelionidae), produzido em laboratórios comunitários para liberação no campo.
  68. 68. Trissolcus basalis (Scelionidae) • Pequena vespa preta (1 a 1,3 mm): de ovo a adulto (dentro de ovos de percevejos). • Além de ovos do percevejo verde (hospedeiro preferencial: parasita também ovos do percevejo pequeno, percevejo marrom e outras espécies de pentatomídeos que ocorrem na cultura. • Ovos parasitados: acinzentados a castanhos (pretos próximos à emergência dos adultos).
  69. 69. Trissolcus basalis (Scelionidae) • Ciclo (10 dias): potencial reprodutivo alto (1 fêmea parasita em média 240 ovos de percevejos). • Após oviposição no interior do ovo hospedeiro: fêmea faz marcação do ovo parasitado, servindo para discriminá-lo. • Adultos: 80 dias (1 macho : 5,5 fêmeas).
  70. 70. Telenomus podisi (Hym.: Scelionidae) • Controle: Euschistus heros. • Preferência: ovos do percevejo marrom. • Observado: mortalidade também em ovos de Piezodorus Guildinii.
  71. 71. (a) Trissolcus basalis adulto, (b) Ovos de percevejo parasitado por T. basalis e (c) Telenomus podisii C Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A B
  72. 72. Parasitóides de adultos e ninfas • Díptero Trichopoda nitens (Tachinidae): regulação das populações de Nezara viridula (até 95% de parasitismo na entressafra,). • Microhimenóptero Hexacladia smithii (Encyrtidae): em populações de Euschistus heros (2 a 39 hospedeiro-1, média de 35 dias, afetando potencial reprodutivo do percevejo marrom. • Maior contribuição de Hexacladia smithii: dezembro e janeiro.
  73. 73. (d) Trichopoda nitens e (e) Hexacladia smithii E Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). D
  74. 74. Baculovírus da lagarta da soja: Baculovirus anticarsia (letal às larvas de Anticarsia gemmatalis). • Lagarta infectada: movimentos lentos no topo das plantas (morrem cerca de 7 dias após infecção - corpo mole e amarelado, ficando presa ao substrato pelas falsas pernas). • Após a morte: escurece e apodrece (corpo se rompe após alguns dias, liberando grande quantidade do vírus sobre plantas - inóculo para contaminar populações subsequentes de lagartas). • Controla apenas lagartada-soja: sem efeito sobre outros insetos-pragas e inimigos naturais (predadores e parasitóides). Restrito aos invertebrados: inócuo aos vertebrados (homem).
  75. 75. Nomuraea rileyi (fungo) • Ataca: lagarta-da-soja e outras espécies de lagartas. • Elevada prevalência: períodos de alta umidade relativa (> 80%) desnecessária aplicação de outras medidas de controle. • Lagartas atacadas: coloração branca (crescimento vegetativo do fungo) aspecto seco e mumificado, não apodrecendo como as lagartas mortas por baculovírus. • Condições de umidade apropriadas: esporulação passando de branco à verde.
  76. 76. Fungos menos conhecidos (grande importância como agentes reguladores de populações de lagartas) • Zoophtora radicans: Plusiinae (Pseudoplusia includens e Rachiplusia nu – falsa medideira). • Paecilomyces tenuipes: lagarta-da-soja e referidas plusines (maior parte das vezes processo de infeção na lagarta, só ocasionando sua morte na fase pupal). • Lagarta-da-soja: suas estruturas reprodutivas podem ser encontradas sobre superfície do solo (Plusiinae sobre folhas). • Baixa virulência: anos mais úmidos pode controlar naturalmente grande número de lagartas. • Pandora gammae: Plusiinae
  77. 77. (a) Lagarta da soja infectada por vírus, (b) lagarta da soja infectada por Nomuraea rileyi e (c) Plusiinae atacada por Zoophtora radicans Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A B C
  78. 78. (d) Lagarta da soja infectada por Paecilomyces tenuipes, (e) Plusiinae infectada por P. tenuipes e (f) Plusiinae infectada por Pandora gammae. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A B C
  79. 79. (a) Diabrotica speciosa infectada pelo fungo Beauveria bassiana e (b) Euschistus heros infectado por B. bassiana. A B Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  80. 80. Amostragem das pragas (monitoramento) • Lagartas desfolhadoras, percevejos sugadores de sementes e insetos de um modo geral, inclusive alguns inimigos naturais: pano-de-batida, branco, preso em duas varas (1m de comprimento), estendido entre 2 fileiras de plantas). • Plantas: sacudidas vigorosamente sobre o mesmo (queda das pragas a serem contadas). • Repetir: vários pontos da lavoura (média de todos pontos amostrados).
  81. 81. Amostragem das pragas (monitoramento) • Espaçamento reduzido: entrelinhas e plantas desenvolvidas (bater apenas plantas de uma das fileiras). • Percevejos: primeiras horas da manhã (até 10 horas ou à tardinha, período de menor atividade de outros insetos). Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  82. 82. Amostragem das pragas (monitoramento) • Percevejos: início da formação de vagens até maturação fisiológica (avaliação visual não expressa população presente na lavoura). • Período de colonização: amostragens (maior intensidade nas bordaduras da lavoura - percevejos iniciam ataque).
  83. 83. Amostragem das pragas (monitoramento) • 1m de fileira (pano-de-batida): examinar hastes, pecíolos, ponteiros e vagens. • Importante: Sternechus subsignatus, E. aporema, Maruca testulalis e lagartas das vagens (níveis de ação para controle baseados no nº de insetos encontrados ou percentagem de dano nas diversas partes da planta).
  84. 84. Amostragem das pragas (monitoramento) • Nível populacional de pragas de hábito subterrâneo: amostragens de solo (linhas de plantas). • Observar: ínstar e tamanho dos insetos (profundidade onde estão). • Maior número de amostragens: maior segurança de previsão correta da infestação de insetos-pragas. • Amostras: 6 - 10 ha 8 - 30 ha e 10 - 100 ha. • Maiores: divisão em talhões de 100 ha.
  85. 85. Controle biológico de percevejos por Trissolcus basalis (vespa) • Ocorrência: naturalmente nas lavouras. • Uso inadequado de inseticidas: reduz drasticamente sua população, prejudicando sua eficiência no controle dos percevejos. • Utilizar preferencialmente: áreas com controle de lagarta-da-soja realizado com produtos biológicos (Baculovirus anticarsia ou Bacillus thuringiensis) ou produtos fisiológicos altamente seletivos.
  86. 86. Controle biológico de percevejos por Trissolcus basalis (vespa) • Aumentar populações do parasitóide nas lavouras e manter praga abaixo do nível de ação no período crítico de desenvolvimento de vagens e formação das sementes: liberação de adultos (5000 ha-1) ou ovos parasitados em cartelas de papelão (3 cartelas ha-1) nas plantas (1 ou 2 dias) antes da emergência dos adultos do parasitóide.
  87. 87. Controle biológico de percevejos por Trissolcus basalis (vespa) • Melhor eficiência: vespinhas liberadas no final da floração, preferencialmente, nos dias de menor insolação. • Início da colonização: bordas das lavouras. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  88. 88. Não utilizar Trissolcus basalis (vespa) • (i) não houver percevejos na cultura (parasitóide necessita de hospedeiro para multiplicação); • (ii) população de percevejos próxima do nível de dano econômico (4 percevejos pano-1); • (iii) tenha sido pulverizado produto não seletivo para controle de lagartas. • Nessas situações: Programa de MIP - Soja (orientação técnicos no uso de inseticidas).
  89. 89. Estes slides são concedidos sob uma Licença Creative Commons sob as condições de Atribuição, Uso Não- Comercial e Compartilhamento pela mesma Licença, com restrições adicionais: • Se você é estudante, você não está autorizado a utilizar estes slides (total ou parcialmente) em uma apresentação na qual você esteja sendo avaliado, a não ser que o professor que está lhe avaliando: a) lhe peça explicitamente para utilizar estes slides; b) ou seja informado explicitamente da origem destes slides e concorde com o seu uso. Mais detalhes sobre a referida licença veja no link: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ Autor: Prof. Luiz Henrique Batista Souza Disponibilizados por Daniel Mota (www.danielmota.com.br) sob prévia autorização.

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