PROF. LUIZ HENRIQUE - Citros pragas e doenças

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PROF. LUIZ HENRIQUE - Citros pragas e doenças

  1. 1. CITROS PRAGAS E DOENÇAS Foto: tudosobreplantas.net Foto: lookfordiagnosis.com
  2. 2. Ácaro da Ferrugem Phyllocoptruta oleivora em Fruto Fonte: www.centrodecitricultura.com.br
  3. 3. Ácaro da Ferrugem Phyllocoptruta oleivora em Fruto Fonte: www.centrodecitricultura.com.br
  4. 4. Ácaro da Ferrugem Phyllocoptruta oleivora: escurecimento dos frutos de laranja
  5. 5. Potencial Biótico 1 ÁCARO 5 a 7 dias > 25 ºC 20 ÁCAROS 1 ÁCARO 25 a 30 dias > 25 ºC 3.200.000 ÁCAROS
  6. 6. Ácaro da Ferrugem Phyllocoptruta oleivora : escurecimento dos frutos de laranja
  7. 7. Ácaro da Ferrugem Phyllocoptruta oleivora "mancha de graxa" nas folhas
  8. 8. Ácaro da Ferrugem Phyllocoptruta oleivora : prateamento nos frutos de limão Tahiti
  9. 9. Marcas Comerciais de Enxofre • Dosagem: 10 Kg 2000 L-1 Eficiência (%) 1- Kumulus 95 2- Thiovit 95 3- Sulfur 800 89 4- Agrothio 800 90 5- Monitor 85
  10. 10. Ácaro da Ferrugem Marrom dos Citros Tegolophus australis • Regiões mais úmidas. • Não são problemas em regiões secas. • Interior das copas (umidade). • Danos uniformes devido sombra. • Ataca qualquer idade de fruta.
  11. 11. Ácaro da Ferrugem Marrom dos Citros Tegolophus australis
  12. 12. Ácaro Brevipalpus phoenicis disseminador do vírus da Leprose
  13. 13. Ácaro Brevipalpus phoenicis disseminador do vírus da Leprose Foto: Marcelo da C. Mendonça
  14. 14. Ácaro Brevipalpus phoenicis disseminador do vírus da Leprose – Sintoma em fruto
  15. 15. Cochonilhas (Hemiptera) Ortézia Vírgula Verde Branca (Com carapaça) Fotos: Marcelo da C. Mendonça
  16. 16. Com carapaça: • Escama Farinha Unaspis citri • Escama Cabeça de prego Chrysomphalus ficus • Escama Vírgula Mytilococcus beckii • Escama Pardinha Selenaspidus articulatus Sem carapaça: • Ortézia dos Citros Orthezia praelonga • Cochonilha Branca Planococcus citri • Cochonilha Verde Coccus viridis • Cochonilha Marrom Coccus hesperidium
  17. 17. Cochonilha de escama: "cabeça de prego" (com carapaça) – (Hemiptera) Foto: Marcelo da C. Mendonça
  18. 18. Cochonilha de escama: "marisco" ou "vírgula“ (Com carapaça) (Hemiptera)
  19. 19. Cochonilha de escama: "farinha" - rachaduras no tronco (Com carapaça) (Hemiptera) Foto: Luiz M. S. da Silva
  20. 20. Cochonilha Escama Farinha (A) Branca (B) A B Fonte: www.centrodecitricultura.com.br
  21. 21. Cochonilha orthezia praelonga (Sem carapaça) (Hemiptera) Fotos: Fundecitrus
  22. 22. Cochonilha orthezia praelonga (Sem carapaça) (Hemiptera) • Maiores prejuízos (focos ou reboleiras). • Suga seiva, injeta toxinas (fumagina). • Disseminação: durante colheita (caixaria e outros equipamentos). • Todo ano: período mais seco (outubro a fevereiro) maiores infestações. • Controle difícil e custo elevado: inspeções periódicas (mensais) identificar focos.
  23. 23. Cochonilha orthezia praelonga (Sem carapaça) (Hemiptera) • a) capinar e retirar material. • b) podar ramos mais infestados e secos (queimar ou enterrar). • c) controle químico: pulverização ou inseticida sistêmico granulado no solo. • d) adubação: orgânica e mineral
  24. 24. Cochonilha orthezia praelonga (Sem carapaça) (Hemiptera) • Dimethoato (75 a 125 ml 100 l d’água-1), Acefato (120 a 150 g 100 l d’água-1) e Aldicarb (40 a 80 g planta-1). • Período mais úmido (maio a agosto) insetos e fungos benéficos reduzem população (controle biológico). • Controle biológico: coccinelídeos (joaninhas) e fungo Cladosporium sp.
  25. 25. Moscas das Frutas Anastrepha sp (Diptera) - oviposição
  26. 26. Mosca-das-frutas Anastrepha sp (Diptera) - fruto Foto: Marcelo da C. Mendonça
  27. 27. Pulgões dos citros
  28. 28. Pulgão Marrom Toxoptera citricidas (Hemiptera) Disseminador da Tristeza dos Citros (folhas) Foto: Luiz M. S. da Silva
  29. 29. Pulgão Marrom Toxoptera citricidus (Hemiptera) Disseminador da Tristeza dos Citros Fotos: Marcelo da C. Mendonça
  30. 30. Dano de arapuá em brotação nova de citros. Foto: Marcelo da C. Mendonça
  31. 31. Arapuá Trigona spinipes (Meliponidae) • Abelha: pequena, escura e sem ferrão. • Prejudica brotações novas: folhas e ramos novos (às vezes também frutos maduros). • Descoberta e queima dos ninhos: melhor controle. Se não for possível, usar isca atrativa.
  32. 32. Lagarta do "bicho-furão“ Ecdytolopha aurantiana (Lepidoptera)
  33. 33. Lagarta do "bicho-furão“ Ecdytolopha aurantiana (Lepidoptera)
  34. 34. Lagarta do "bicho-furão“ Ecdytolopha aurantiana (Lepidoptera)
  35. 35. Larva Minadora Phyllocnistis citrella (Larva) Lepidóptera
  36. 36. Larva Minadora Phyllocnistis citrella (Adulto) Lepidóptera Foto: Marcelo da C. Mendonça
  37. 37. Larva Minadora Phyllocnistis citrella (Adulto) Lepidóptera • Viveiro ou pomar recém-instalado: controle químico indispensável; • Pulverizações: intervalos de 8 a 10 dias. • Lufenoron (Match), Abamectin (Vertimec) e Imidacloprid (Confidor ou Winner). • Pomares adultos: evitar controle químico (eficiência dos inimigos naturais alta). • Ageniaspis citricola: > eficiência (60 a 80%).
  38. 38. Larva Minadora Phyllocnistis citrella (Fruto) Lepidótera
  39. 39. Larva Minadora Phyllocnistis citrella (Folha) Lepidóptera Fotos: Marcelo da C. Mendonça
  40. 40. Brocas dos Citros • Broca dos citros: Cratosomus flavofasciatus • Broca do tronco: Trachyderes thoracicus • Broca do ramo: Trachyderes succintus
  41. 41. • Limpeza do pomar e áreas próximas: cortar e queimar galhos brocados. • Maria-preta - Cordia curassavica: atrai inseto adultos (planta armadilha). • Plantio: periferia dos pomares e catação periódica dos besouros.
  42. 42. Planta armadilha maria-preta (Cordia curassavica) Fonte: plantes-rizieres-guyane.cirad.fr Foto: Marcelo da C. Mendonça
  43. 43. Broca dos Citros Cratosomus flavofasciatus Foto: Marcelo da C. Mendonça
  44. 44. Broca dos Citros Cratosomus flavofasciatus • Larva: serragem sobre solo (secar ou quebra ramos mais finos). • Fosfeto de alumínio (gastoxim): injetar no orifício de saída da serragem. • Janeiro a junho: incidência da larva. • Adulto: julho a dezembro (planta armadilha "maria preta", Cordia curassavica).
  45. 45. Broca do Ramo: adulto e larva Trachyderes succintus
  46. 46. Broca da limeira ácida ‘Tahiti’ Leptostylus sp, (Coleoptera)
  47. 47. Broca da limeira ácida ‘Tahiti’ Leptostylus sp, (Coleoptera) • Recôncavo Baiano: sérios prejuízos. • Besouro: 1 cm de comprimento, cor cinza e manchas escuras na parte de cima do corpo. • Adulto: ovos no tronco e ramos. • Larvas: galerias (interrupção da circulação da seiva, murchamento e secamento dos ramos, podendo levar à morte).
  48. 48. Broca da limeira ácida ‘Tahiti’ Leptostylus sp, (Coleoptera) • Plantas adultas: corte e queima dos ramos atacados. • Proteção de plantas novas próximo a pomares atacados (pulverização dos ramos e troncos com inseticidas de contato e profundidade).
  49. 49. Cigarrinhas (Homóptera) Oncometopia facialis Dilobopterus costalimai Acrogonia virescens Homalodisca ignorata Fotos: Fundecitrus
  50. 50. Moscas brancas ou aleirodídeos Dialeirodes citri Dialeirodes citrifolii Aleurothrixus floccosus Parabemisia myricae
  51. 51. Mosca Branca Aleurothrixus floccosus (Diptera)
  52. 52. Bicho da Teia Archipsocus brasilianus (Psocoptera) Fotos: Marcelo da C. Mendonça
  53. 53. Bicho da Teia Archipsocus brasilianus (Psocoptera) • Aumenta disseminação: cada ano. • Dano indireto: recobrem, com uma teia partes das plantas, causando seca de folhas (muitas vezes totalmente).
  54. 54. Caracol Branco Auris bilabiata Fotos: Marcelo da C. Mendonça
  55. 55. Caracol Branco Auris bilabiata • Gênero Helix em outras regiões. • Severos desfolhamentos. • Búzio inteiramente esbranquiçado (alguns róseos com 4 espirais para frente). • Ovoposição nas folhas: aderidos até eclosão. • Não foram identificados inimigos naturais. • Uso intensivo de agrotóxicos: surtos de ataque maiores.
  56. 56. Danos da Esperança em laranja Foto: Luiz M. S. da Silva
  57. 57. Esperanças e Gafanhotos - Orthoptera • Gêneros • Alguns anos: Microcentrum e Scudderia. • gafanhoto marrom • primeira mais Schistocerca sp. comum. causa danos às • danos: parte folhas e frutos externa (flavedo) novos. dos frutos.
  58. 58. Psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri) - Orthoptera vetor: Huanglongbing (HLB) ou Greening Fonte: www.google.images
  59. 59. Psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri) - Orthoptera vetor: Huanglongbing (HLB) ou Greening
  60. 60. Psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri) – Orthoptera vetor: Huanglongbing (HLB) ou Greening Fonte: cpact.embrapa.br
  61. 61. Verrugose Sphaceloma fawceti, S. fawceti var. scabiosa e S. australis (Fungo) • Dentre as doenças das plantas cítricas, a verrugose é a mais freqüente tanto em sementeiras e viveiros como em pomares, afetando somente frutos de laranjas doces. Quando a verrugose aparece nas sementeiras e viveiros, afetando os principais porta-enxertos utilizados na citricultura, os tecidos jovens são preferencialmente atacados, causando deformações em folhas e ramos novos com lesões salientes e ásperas. Os sintomas iniciais nas folhas ainda transparentes são pequenas manchas pontuais brilhantes e aquosas.
  62. 62. Verrugose Sphaceloma fawceti, S. fawceti var. scabiosa e S. australis (Fungo) • O controle neste caso pode ser feito de preferência preventivo, iniciando-se com o aparecimento das primeiras brotações com benomil (50 g/100 L de água). 30 dias após, aplicar óxido cuproso (100 g/100 L de água) ou oxicloreto de cobre em dosagens que variam de 150-300g/ 100L de água, conforme a marca comercial utilizada. Uma terceira aplicação com benomil pode ser repetida, de quatro a oito semanas após ou no caso novas brotações apresentarem os sintomas iniciais.
  63. 63. Verrugose Sphaceloma fawceti, S. fawceti var. scabiosa e S. australis (Fungo) • O fungo afeta somente os frutos durante os 3 primeiros meses de vida, sendo que as lesões no fruto maduro serão maiores quanto mais cedo o fruto for atacado. As lesões são corticosas, salientes e irregulares, medindo em torno de 1,0 a 3,0 mm de diâmetro podendo agruparem-se prejudicando grandes áreas do fruto. O controle é na floração, na fase de frutos chumbinho, (em início de formação). Primeira aplicação preventiva quando 2/3 das pétalas tiverem caído com um fungicida sistêmico do grupo dos triazois, e uma segunda aplicação 20 a 30 dias após a primeira, ou mais cedo se o período for chuvoso com um produto à base de cobre (oxido cuproso 100 g 100 L-1 de água ou oxicloreto de cobre 150-300 g 100 L-1 de água) ou mancozeb (250g 100 L-1 de água ).
  64. 64. Verrugose Sphaceloma fawceti, S. fawceti var. scabiosa e S. australis (Fungo)
  65. 65. Verrugose Sphaceloma fawceti, S. fawceti var. scabiosa e S. australis (Fungo)
  66. 66. Verrugose Sphaceloma fawceti, S. fawceti var. scabiosa e S. australis (Fungo)
  67. 67. Verrugose (Fungo) • Na Laranja Azeda, pomelos, limões verdadeiros, Limão Cravo, Volkameriano e Rugoso é causada pelo fungo Sphaceloma fawceti, em tangerinas é causada por S. fawceti var. scabiosa, nestes casos afetando folhas, ramos e frutos e nas laranjas doces afetando somente os frutos é causada por S. australis.
  68. 68. Melanose Phomopsis citri (Fungo) • Esta doença torna-se importante em pomares cuja produção destina-se ao mercado de fruta fresca. Causada pelo fungo Phomopsis citri, apresenta lesões salientes escuras, muito pequenas que podem aparecer dispersas na superfície do fruto ou em estrias. • A poda de ramos secos é importante medida de controle reduzindo os focos de infeção, pois o fungo sobrevive de uma estação para outra nestes ramos. As pulverizações preventivas devem ser feitas com os mesmos produtos e na mesma época em que se controla a verrugose pois os frutos também são mais suscetíveis nos primeiros três meses de formação, o que permite o controle das duas doenças simultaneamente.
  69. 69. Melanose Phomopsis citri (Fungo)
  70. 70. Melanose Phomopsis citri (Fungo)
  71. 71. Rubelose Corticium salmonicolor (Fungo) • Provoca a morte dos ramos com o aparecimento de lesões que, geralmente, se iniciam nas forquilhas dos ramos principais. Nesses lugares o teor de umidade é maior favorecendo o desenvolvimento do micélio fungo que em certas situações chega a ser visto a olho nu como um revestimento esbranquiçado, brilhante sobre o tecido apodrecido da casca. O avanço dos sintomas faz com que o micélio desapareça ficando apenas um filamento longo que penetra na parte interna do ramo. Corresponente à lesão, as folhas da copa tornam-se amareladas, porém persistem por muito tempo na planta. Com a morte da casca os ramos apresentam fendilhamentos e descamações. As lesões de rubelose podem tomar grandes áreas e com isso provocar a morte de toda a copa da planta.
  72. 72. Rubelose Corticium salmonicolor (Fungo) • Controle: melhorar as condições de aeração da planta por meio de poda de ramos secos, improdutivos e mal posicionados (a operação deve ser realizada após a colheita principal); cortar os ramos atingidos cerca de 30 cm abaixo da margem inferior das lesões; pincelar o corte dos troncos e ramos principais, especialmente as forquilhas com pasta cúprica; queimar todo o material podado. Temperaturas amenas e alto teor de umidade ou quando a incidência da doença causa danos econômicos, recomenda-se monitorar o pomar para definir o início das infecções. Definido este período, aplicar em pulverização sobre as plantas, principalmente nas zonas de forquilhas, Chlorotalonil na dosagem de 300g 100 L-1 de água, aproximadamente 45 dias antes deste período estabelecido, em 3 pulverizações, obedecendo um intevalo de 15 dias.
  73. 73. Rubelose Corticium salmonicolor (Fungo) “galho seco”
  74. 74. Rubelose Corticium salmonicolor (Fungo) nos ramos e no tronco de laranjeira
  75. 75. Gomose Phytophthora parasitica e P. citrophthora (Fungo) • Os sintomas podem variar dependendo da espécie ou cultivar de citros, da idade da planta, dos órgãos onde ocorre o ataque ou das condições ambientais prevalecentes. Em viveiros, o fungo pode atacar os tecidos da região do colo das plantinhas, com lesões deprimidas de cor escura que aumentam de tamanho e acabam provocando a morte das mudas. O fungo pode ainda infectar sementes e causar podridões antes mesmo da germinação.
  76. 76. Gomose Phytophthora parasitica e P. citrophthora (Fungo) • Para diminuir a incidência em viveiros recomendam-se as seguintes medidas: desinfestar o solo, tratar as sementes com fungicidas ou com calor (10 minutos a temperatura de 51,7ºC); tratar a água de irrigação com sulfato de cobre 20ppm); evitar adubações nitrogenadas pesadas; pulverizar periodicamente as mudas com fungicidas (Fosetyl-Al); colocar no solo da sementeira entre as linhas o fungicida Metalaxyl na formulação granulada; não repetir o viveiro na mesma área.
  77. 77. Gomose Phytophthora parasitica e P. citrophthora (Fungo) • Para controlar a gomose , recomenda-se utilizar porta-enxertos que apresentem alguma resistência aos fungos ( Tangerina Sunki, Citranges, Citrumelos e Poncyrus trifoliata) ; evitar solos pesados e mal drenados; enxertar as plantas a uma altura de 30 a 40 cm do solo; evitar o acúmulo de umidade e detritos junto ao colo das plantas; evitar adubações nitrogenadas pesadas e presença de esterco e terra, amontoados junto ao colo; podar os galhos inferiores a 80 cm evitando, principalmente a podridão de frutos; pincelar o tronco e a base do ramo com um fungicida preventivo ou pasta bordaleza antes do início da estação chuvosa; evitar ferimentos durante os tratos culturais; inspecionar regularmente os pomares, examinando a região da base do tronco (em todo o pomar) e raízes laterais principais (nas plantas da área foco).
  78. 78. Gomose Phytophthora parasitica e P. citrophthora (Fungo) • Como tratamento curativo recomenda-se o pincelamento dos troncos com pasta bordaleza (1:1:10) ou fosetyl-Al (4,8 g i.a. L-1) após a cirurgia localizada para retirar os tecidos lesionados, pulverizar a copa com o mesmo produto na dosagem de 2 g i.a. L-1, combinando-se esse tratamento com a aplicação no solo de Metalaxil (60 g planta adulta-1). As aplicações em número de 3 devem ser feitas no início e durante o período chuvoso do ano, quando as condições ambientais são mais favoráveis ao fungo.
  79. 79. Gomose Phytophthora parasitica e P. citrophthora (Fungo): lesão no tronco
  80. 80. Gomose Phytophthora parasitica e P. citrophthora (Fungo): sintoma de exudação de goma na base do tronco da planta
  81. 81. Gomose Phytophthora parasitica e P. citrophthora (Fungo): planta com amarelecimento
  82. 82. Gomose Phytophthora parasitica e P. citrophthora (Fungo): esfolhamento da copa no lado das lesões, no tronco ou raízes
  83. 83. Podridão Floral Colletotrichum acutatum (Fungo) • Flores com lesões necróticas de coloração róseo alaranjada. As lesões geralmente ocorrem em pétalas, após a abertura dos botões florais. Em ataques severos, podem ocorrer antes mesmo da abertura das flores, causando podridão dos botões florais. Quando as condições são muito favoráveis à doença, as lesões se desenvolvem rapidamente e comprometem todos os tecidos das pétalas. Rígidas e secas, as pétalas ficam firmemente aderidas ao disco basal por vários dias. Nas plantas sadias, as pétalas caem logo após a abertura das flores dando continuidade ao ciclo de formação de frutos. Nas plantas doentes, os frutos recém formados têm uma cor amarelo-pálida e caem rapidamente. Já os discos basais, cálices e pedúnculos ficam aderidos aos ramos por mais de 18 meses, formando estruturas que recebem o nome de "estrelinhas". Essas estruturas não são formadas durante a queda fisiológica normal de frutos recém-formados. O fungo pode sobreviver nas "estrelinhas", folhas, ramos, e outros órgãos verdes da planta por períodos prolongados.
  84. 84. Podridão Floral Colletotrichum acutatum (Fungo) Botões com podridão floral de cor pardacenta
  85. 85. Podridão Floral Colletotrichum acutatum (Fungo) Discos basais, cálices e pedúnculos presos nos ramos (estrelinha)
  86. 86. Podridão Floral Colletotrichum acutatum (Fungo) Lesões em pétalas.
  87. 87. Podridão Floral Colletotrichum acutatum (Fungo) • Controle preventivo, antes da abertura dos botões florais, pois, no estágio de flor, o fungo já teria se instalado. São recomendadas duas pulverizações direcionadas às inflorescências, com produto sistêmico . Sendo a primeira, nos botões florais ainda pequenos e verdes. Deve-se acompanhar a florada até realizar a segunda pulverização (7 a 10 dias), quando os botões florais estiverem maiores de coloração branca (Melo & Morais, 1999). É importante saber a intensidade da florada, se o número de flores é suficiente para justificar o custo da aplicação de fungicida; o estágio da florada, indicando o início da florada, com poucas flores, com ou sem a presença de sintomas de podridão floral (PFD-FAD System, 2006).
  88. 88. Podridão Floral Colletotrichum acutatum (Fungo) 1ª aplicação: botões florais pequenos e verdes
  89. 89. Podridão Floral Colletotrichum acutatum (Fungo) 2ª aplicação: botões florais brancos e fechados
  90. 90. Leprose (Vírus - CiLV) • A leprose é causada por um vírus localizado, transmitido pelo ácaro vermelho (Brevipalpus phoenicis) e ocorre principalmente em laranjeiras doces. Os sintomas aparecem nas folhas, ramos e frutos, reduzindo a produtividade e o valor comercial da fruta. Nas folhas, as lesões são rasas, visíveis nas duas faces e bastante variáveis de acordo com o seu aparecimento em diferentes espécies, e variedades. De um modo geral são amareladas arredondadas, às vezes com o centro marrom ou necrosado.
  91. 91. Leprose (Vírus - CiLV) • Nos frutos, as lesões começam a aparecer quando as laranjas medem cerca de cinco centímetros de diâmetro e apresentam-se, inicialmente, como manchas rasas, amareladas, que vão aumentando, tornando-se deprimidas e escuras à medida que os frutos amadurecem. As lesões na laranja Pêra são menores e irregulares enquanto na laranja Bahia, limas e tangerinas são maiores e circulares. Nos ramos novos o ataque começa com manchas amareladas, rasas que vão se tornando salientes de cor marrom a avermelhada. Quando mais velhas tomam um aspecto de cortiça, cor de palha e dependendo do número pode causar a seca do ramo.
  92. 92. Leprose (Vírus - CiLV) • Controle: plantio de mudas sadias; poda de limpeza - Todas as partes com sintomas da doença devem ser removidas para destruir as fontes de infecção. A eliminação de plantas só é justificada se elas não forem economicamente produtivas; controle de plantas daninhas - algumas plantas podem ser hospedeiras naturais do ácaro, tais como: mata pasto, apaga-fogo, alecrim, capim periquito, manjericão, caruru, picão preto, capim fedogoso, capim carrapicho, corda de viola, lantana, cordão de frade, melão de São Caetano e guanxuma. A erradicação deve ser feita com um acompanhamento técnico para evitar a erradicação de espécies hospedeiras de inimigos naturais do ácaro; colheita antecipada - em áreas muito afetadas não é recomendável deixar frutos maduros, que são mais suscetíveis à doença; inspeções regulares.Um controle eficiente vai depender de uma amostragem que indique o número de ácaro nos frutos. O amostrador deve inspecionar um mínimo de 20 plantas por talhão e caso tenha mais de 5% do ácaro é recomendado o controle.
  93. 93. Leprose (Vírus - CiLV) • Como os sintomas da doença aparecem cerca de 20 dias após a picada do ácaro, o conhecimento da época em que ele aparece, facilita a aplicação do acaricida no momento correto. Como o ácaro adquire resistência aos produtos, recomenda-se alternar o uso de acaricidas do mesmo grupo. • A doença ataca com mais efetividade as laranjas doces, mas já foi relatada, em menor intensidade, sobre laranja Azeda, tangerinas Cravo, Mexerica e Cleópatra, limões Siciliano, Ponderosa e Galego, lima da Pérsia, Cidra e Pomelos.
  94. 94. Leprose (Vírus - CiLV) - Sintomas em folhas, ramos e frutos
  95. 95. Tristeza (grupo dos Closterovírus) • É a principal doença causada por vírus no Brasil. O vírus existe nas plantas cítricas que são vacinadas com raças fracas do patógeno. Afeta os pomares enxertados sobre porta enxerto de laranja azeda. Em geral, as tangerinas têm alta tolerância à tristeza. As laranjas doces e o limão ‘Cravo’, via de regra, não são afetados pelo vírus, mas podem sofrer danos quando infectados por isolados fortes. O vírus afeta principalmente, as limas ácidas Tahiti e Galego, pomelos e algumas laranjas-doces como a ‘Pêra’ (Gasparotto et al. 1998).
  96. 96. Tristeza (grupo dos Closterovírus) • Nas folhas causa a palidez nas nervuras e nos frutos o engrossamento do mesocarpo (albedo). O ataque do vírus em plantas de laranja-pêra em qualquer de seus cones e independentemente do porta-enxerto, seus ramos geralmente mostram sintomas de “caneluras” (“stem pitting”), associadas com a presença de goma nos tecidos. Paralisação no crescimento e produção de frutos pequenos e descoloridos são sintomas adicionais nas plantas atacadas. Limoeiro galego e pomeleiros também são sujeitos aos mesmos sintomas, razão da pequena longevidade dessas espécies de plantas cítricas.
  97. 97. Tristeza (grupo dos Closterovírus) • O vírus sobrevive principalmente nas espécies ou variedades tolerantes, portadoras da doença, que não se manifesta, ocorrendo a disseminação por vetores: Aphis gossypii, A. spiraecola, A. craccivora, Dactynotus jaceae, Myzus persicae e Toxoptera citricidus (pulgão preto).
  98. 98. Tristeza (grupo dos Closterovírus) • A disseminação a longa distância é por material de propagação; o vírus é eficientemente transmitido por enxertia. Plantas hiperparasitas, como a cuscuta, são também vetores do vírus. Enxertos sobre porta-enxerto de laranja-azeda, espécies ou variedades suscetíveis nas proximidades dos pomares e presença de insetos vetores são condições que favorecem o estabelecimento e a disseminação da doença.
  99. 99. Tristeza (grupo dos Closterovírus) • Não há medidas de prevenção, em virtude da presença do inseto vetor, que transmite o vírus de árvore a árvore, como também pela borbulha, na ocasião da “enxertia”. O controle é feito através de resistência varietal; as mandarinas são toleráveis; eliminação de insetos vetores; inoculação cruzada com um isolado fraco do vírus. Os pomares estabelecidos sobre porta-enxerto de laranja-azeda devem ser substituídos por plantas enxertadas sobre porta-enxertos tolerantes, como o limão rugoso, lima Rangpur, laranja trifoliada e mandarina. As plantas que apresentam sintomas devem se cortadas e retiradas do pomar. Um programa de quarentena e certificação de gemas livres do vírus deve ser observado na hora do estabelecimento de novos pomares, onde teoricamente não existe a doença.
  100. 100. Tristeza (grupo dos Closterovírus) • A subenxertia é uma técnica que substitui o porta-enxerto e cria um novo sistema radicular para alimentar a planta com a doença. A escolha da variedade do porta-enxerto deve ser baseada na localização da propriedade, na capacidade de irrigação, na variedade que será feita a subenxertia, na ocorrência de outras doenças como a gomose, o declínio e a tristeza, e na disponibilidade do porta-enxerto.
  101. 101. Tristeza (grupo dos Closterovírus) Albedo Clareamento das nervuras foliares Engrossamento no mesocarpo
  102. 102. Sorose Citrus ringspot virus (CtRSV) • Trata-se de uma doença típica dos clones velhos de citros que apresenta ampla distribuição entre variedades e espécies de citros. • Apresenta um período de até doze anos de incubação antes de expressar sintomas, que são caracterizados principalmente por fendilhamento e escamação de tronco e galhos de laranjeiras doce (Citrus sinensis L. Osbeck), tangerineiras (Citrus reticulata Blanco) e pomeleiros (Citrus paradisi Macf) (Müller & Costa, 1993).
  103. 103. Sorose Citrus ringspot virus (CtRSV) • O melhor método de controle do complexo sorose é a prevenção, através do emprego de borbulhas sadias na produção de mudas. A eliminação de patógenos sistêmicos pode ser realizada atualmente através da microenxertia de ápices caulinares, sem o inconvenientes da juvenilidade associada ao uso de clones nucelares. • A termoterapia é uma maneira efetiva e ecológica de erradicar patógenos de material propagativo. Esta técnica apresenta importante uso na eliminação de sorose A, sorose B.
  104. 104. Sorose Citrus ringspot virus (CtRSV) Sintoma em mudas (Fendilhamento e escamação) Sintoma em folhas
  105. 105. Declínio dos Citros • É um dos mais sérios problemas da citricultura, ocorre em plantas com diferentes variedades de copa e porta-enxerto. • É semelhante ao “citrus blight”, “young tree decline” e “sand hill decline” descritos nos Estados Unidos desde de 1891 (Flórida, Texas, Louisiana e Havaí), ao “declinamiento” na Argentina, ao “marchitamiento repentino” no Uruguai e ao “sudden decline” na Venezuela (Fundecitrus, 2006).
  106. 106. Declínio dos Citros • Os sintomas chegam a ser confundidos com o da “gomose dos citros”; são a falta de brotação nova, brotação na base dos ramos da parte interna da planta, clorose e queda das folhas. Internamente na planta, ocorrem obstruções amorfas nos vasos do xilema e redução do fluxo de água. • Em plantas com declínio, se verifica ainda: aparecimento de deficiência de zinco nas folhas e excesso nos vasos lenhosos; florada atrasada com produção reduzida; Frutos miúdos e sem brilho, impróprios para o comércio; A evolução da doença provoca a morte de radicelas (Fundecitrus, 2006).
  107. 107. Declínio dos Citros Brotações internas Desfolhamento da planta
  108. 108. Cancro Cítrico Xanthomonas axonopodis pv. Citri (Bactéria) • Os sintomas nas folhas iniciam pelo surgimento de manchas amarelas, pequenas que aos poucos crescem transformam-se em lesões corticosas, salientes, localizadas, na mesma região da folha, nos dois lados. Com o envelhecimento da lesão aparece um bem delineado halo amarelo em sua volta. Nos ramos as lesões são crostas salientes de cor parda, semelhantes à das folhas, porem agrupadas, recobrindo extensas áreas. Nos frutos os sintomas são inicialmente superficiais, com lesões necróticas salientes que provocam o rompimento da casca, possibilitando a entrada de outros microorganismos que irão acelerar a podridão.
  109. 109. Cancro Cítrico Xanthomonas axonopodis pv. Citri (Bactéria) • A prevenção é a melhor arma contra o cancro cítrico e deve ser feita já na implantação ou renovação do pomar, com mudas sadias, e plantio de quebra ventos. Os cuidados devem ser redobrados durante a colheita. Essa época é a mais favorável para a disseminação da doença por causa do intenso trânsito de pessoas e materiais dentro da propriedade. A bactéria pode sobreviver na madeira, plástico, metal e tecido. As medidas preventivas devem começar com uma rigorosa inspeção dos pomares. A muda deve ser adquirida de viveiros conduzidos em telados com proteção contra insetos; o controle da Larva Minadora deve ser feito de modo eficiente sempre que no talhão, 50% das plantas apresentem brotações novas; as escadas e sacolas e caixas devem ser devem ser desinfetadas.
  110. 110. Cancro Cítrico: lesão no pecíolo (Bactéria) Xanthomonas axonopodis pv. Citri
  111. 111. Cancro Cítrico: lesão nas folhas (Bactéria) Xanthomonas axonopodis pv. Citri
  112. 112. Cancro Cítrico: lesão no fruto (Bactéria) Xanthomonas axonopodis pv. Citri
  113. 113. Cancro Cítrico: lesão no fruto (Bactéria) Xanthomonas axonopodis pv. Citri
  114. 114. Clorose Variegada dos Citros (CVC) Xilella fastidiosa (Bactéria) • A planta afetada apresenta nas regiões mediana e superior da copa uma clorose foliar semelhante a deficiência de zinco, porém quando as folhas amadurecem, surgem pequenas pontuações de cor marrom claro na sua face inferior em correspondência as áreas amareladas da face superior. Com a continuação estas lesões tornam-se necróticas, de coloração marrom escuro e ligeiramente salientes. É mais severa em plantas jovens, que passam a produzir frutos pequenos, duros, com acidez excessiva e pouco suco, imprestáveis para a comercialização.
  115. 115. Clorose Variegada dos Citros (CVC) Xilella fastidiosa (Bactéria) • A CVC é causada pela Xylella fastidiosa, uma bactéria que coloniza o xilema de plantas e depende de insetos vetores (cigarrinhas) para sua disseminação natural. Até 1987 as cigarrinhas praticamente não representavam danos aos pomares cítricos. Com o surgimento da CVC e sua ocorrência de forma endêmica, esses insetos sugadores de seiva passaram a ter maior importância em razão da transmissibilidade da doença conhecida como CVC ou amarelinho. Na região Nordeste (litoral norte da Bahia e Sul de Sergipe) a doença está se disseminado rapidamente. As medidas de controle consistem principalmente no uso de mudas certificadas.
  116. 116. Clorose Variegada dos Citros (CVC) Xilella fastidiosa (Bactéria) • Afeta todas as variedades de laranja doce, Pera, Natal, Hamlin, Bahia, Baianinha, Valencia, Folha Murcha, Barão, independente do porta-enxerto utilizado. Não tem sido visualizados sintomas em tangerineira Poncam Mexerica, em limões verdadeiros, tangor Murcotte e lima ácida Galego que apesar de assintomáticas podem ter a bactéria em seus tecidos. A disseminação da doença se dá por meio de insetos como as cigarrinhas específicas da planta cítrica. A dispersão da bactéria para médias e longas distâncias de um foco inicial é feita através da comercialização de mudas contaminadas.
  117. 117. Clorose Variegada dos Citros (CVC) Xilella fastidiosa (Bactéria) • Como medidas de controle recomenda-se: plantio de mudas sadias adquiridas em viveiros registrados, evitando a comercialização de mudas provenientes de regiões contaminadas; manter o pomar com as ruas limpas e o mato baixo nas entrelinhas; realizar inspeções periódicas nos pomares para determinar a presença de cigarrinhas e focos iniciais da doença. Plantas com menos de quatro anos com frutos pequenos, tornam-se irrecuperáveis; efetuar poda de ramos, cerca de 50 e 70 centímetros à partir da última folha inferior com sintomas; nos viveiros, utilizar inseticidas, com aplicação quinzenal, no período em que as plantas estiverem emitindo novas brotações; os viveiros devem ser instalados cerca de 200 metros dos pomares cítricos.
  118. 118. Clorose Variegada dos Citros (CVC) Xilella fastidiosa (Bactéria) • Na inspeção da larva minadora, em ponteiros novos, efetua-se a observação da presença de cigarrinhas. Ao rodear a planta, o inspetor deve observar os ponteiros novos e quantificar 1 para presença e 0 (zero) para ausência. Para a avaliação com armadilhas amarelas, anotar a quantidade total de cigarrinhas encontradas por armadilha. Em caso de amostragem monitorada, utilizar três a quatro armadilhas ( cartão amarelo medindo 12 X 7 cm) por hectare, espalhadas pelo talhão, dispostas na face Norte da planta a 1,5 metros da sua altura. Anotar semanalmente o número de cigarrinhas encontradas nas armadilhas. deve-se pulverizar quando 10% das plantas estiverem com a presença de uma única cigarrinha, em replantas e pomares em formação.
  119. 119. Clorose Variegada dos Citros (CVC) Xilella fastidiosa (Bactéria) Sintoma inicial da CVC com manchas amareladas na face adaxial da folha. Sintomas de CVC, lesões de cor pardacentas na face abaxial da folha.
  120. 120. Clorose Variegada dos Citros (CVC) Xilella fastidiosa (Bactéria) Fruto aparentemente sadio e sintomático.
  121. 121. Greening (Candidatus liberibacter spp. – asiaticus e americanus) – Huanglongbing (HLB) • Sintoma inicial: ramo com folhas amarelas; • Intensa desfolha dos ramos afetados, atingindo toda a copa, com seca e morte de ponteiros; • Acentuada deficência de Zinco nas folhas afetadas. Fonte: FUNDECITRUS
  122. 122. Greening (Candidatus liberibacter spp. – asiaticus e americanus) – Huanglongbing (HLB) Sintoma inicial: folhas amareladas Desfolha seca e morte dos ponteiros Deficiência de Zinco Fotos: FUNDECITRUS
  123. 123. Greening (Candidatus liberibacter spp. – asiaticus e americanus) – Huanglongbing (HLB) A B C A. Manchas irregulares verde claras ou amareladas, mescladas com verde normal; B. Amarelecimento generalizado, com novos brotos e folhas pequenas; C. Engrossamento e clareamento das nervuras. Fotos: FUNDECITRUS
  124. 124. Greening (Candidatus liberibacter spp. – asiaticus e americanus) – Huanglongbing (HLB) Manchas circulares pequenas amareladas, contrastam com o verde normal. Com a maturação a mancha desaparece. Diferença de maturação,deformado e assimétrico. Filetes alaranjados na inserção com o pedúnculo. Sementes abortadas, pequenas, mal formadas e escuras. Fotos: FUNDECITRUS
  125. 125. Sintoma em fruto e vetor Diaphorina citri (Hemíptera) Frutos deformados assimétricos com Filetes alaranjados na inserção com o pedúnculo.
  126. 126. Greening (Candidatus liberibacter spp. – asiaticus e americanus) – Huanglongbing (HLB) Greening - Folhas mosqueadas com clorose assimétrica. CVC – Pequenas manchas amareladas e irregulares, na frente da folha e cor palha nas costas. Gomose – Folhas amareladas com nervura central mais clara. Sintomas são reflexos das lesões no tronco próximo ao solo. Fotos: FUNDECITRUS
  127. 127. Greening (Candidatus liberibacter spp. – asiaticus e americanus) – Huanglongbing (HLB) Greening - Folhas mosqueadas com clorose assimétrica. Deficiência de Zinco – Folhas pequenas e estreitas, retorcidas e clorose nolimbo entre as nervuras. Deficiência de Manganês – Partes sombreadas das plantas, clorose entre as nervuras, mais pálida e menos acentuada que a do Zinco. Fotos: FUNDECITRUS
  128. 128. Greening (Candidatus liberibacter spp. – asiaticus e americanus) – Huanglongbing (HLB) Greening - Folhas mosqueadas com clorose assimétrica. Deficiência de Magnésio – amarelecimento em “V” invertido, nas folhas velhas. Deficiência de cobre – Folhas dos ponteiros amareladas, ramos novos com ondulações e rachaduras (goma na casca do ramo). Fotos: FUNDECITRUS
  129. 129. Greening (Candidatus liberibacter spp. – asiaticus e americanus) – Huanglongbing (HLB) • Vetor: Psilídio Diaphorina citri (2 a 3 mm de comprimento), alimentam-se folhas maduras e novas; As ninfas desenvolvem-se em brotos novos; • Outra forma de contaminação: Uso de borbulhas de plantas doentes Inclinação de 45º em folhas e ramos Foto: FUNDECITRUS
  130. 130. Fumagina (Fungo) Presença fungo preto na planta tem papel importante como indicador da presença de homópteros, como a ortézia dos citros, escama verde, moscas brancas e pulgões. As folhas, os ramos e os frutos ficam recobertos pelo micélio do fungo. Presença do fungo de coloração escura está associada a praga dos citros cochonilha ortézia, a escama verde, a mosca branca e o pulgão.
  131. 131. Fumagina (Fungo) • Causada por fungos de revestimento do gênero Capnodium (micélio espesso, fuligíneo que recobre folhas ramos e frutos). Revestimento envolve associação entre o fungo e cochonilhas, as quais produzem secreções açucaradas para o desenvolvimento do fungo. Revestimento negro pode cobrir toda a planta, confundindo com o principal agente causal do distúrbio que são os insetos. Uma poda de limpeza e o controle das cochonilhas são recomendações de controle.
  132. 132. Rachadura dos Frutos • Frutos verdes ou em maturação, (desequilíbrio hídrico e presença de fungos oportunistas). • Lesão surge quando ocorrem chuvas após longo período de estiagem. A polpa se expande em função do fluxo repentino de seiva e a casca, incapaz de acompanhar a dilatação, sofre uma forte pressão que resulta na ruptura do fruto em pontos menos resistentes. • Próximo às rachaduras encontra-se associado um fungo do gênero Alternaria. Irrigar diminui as rachaduras. • Áreas irrigadas a manutenção da umidade do solo em níveis adequados e a umidade do ar entre 70-75% podem reduzir consideravelmente o distúrbio. • Outras medidas de controle: manter o solo livre da concorrência do mato e utilizar cobertura morta, a fim de conservar a umidade e evitar grandes variações no teor de água.
  133. 133. Rachadura dos Frutos
  134. 134. Rachadura dos Frutos
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