PROF. LUIZ HENRIQUE - Cana de açucar doenças e pragas

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PROF. LUIZ HENRIQUE - Cana de açucar doenças e pragas

  1. 1. CANA DE AÇUCAR DOENÇAS E PRAGAS
  2. 2. Produtividade
  3. 3. Nível de infestação de cigarrinha da raíz e rendimento (em R$) ha-1 NÍVEL DE DANO ECONÔMICO = 20 SEM CONTROLE < 20 Fonte: Dinardo-Miranda e Gil (2007).
  4. 4. Ferrugem marrom (Puccinia melanocephala) fungo • Brasil: todas regiões + 64 países (100 anos). • Perdas: 50% (variedades + suscetíveis); • Pontuações: pequenas cloróticas, para alongadas amareladas (2 lados da folha); • Manchas: 2 a 10 cm comprimento e 1 a 3 cm largura;
  5. 5. Ferrugem marrom (Puccinia melanocephala) fungo • Maior tamanho: amarela para avermelhada, vermelho-parda e preta (estágios finais de morte da folha); • Pústulas: centro das manchas e face inferior das folhas (elevações na superfície da folha, devido ao desenvolvimento do fungo);
  6. 6. Ferrugem marrom (Puccinia melanocephala) fungo • Pústulas: encobrem parte da folha, < área fotossintética. Crescimento retardado (morte de perfilhos, colmos finos e encurtamento dos entrenós). • Variedades + suscetíveis: pústulas formam placas de tecido morto. Plantas + atacadas podem apresentar folhas queimadas e sem brilho.
  7. 7. Ferrugem marrom (Puccinia melanocephala) fungo • Sintomas: + evidentes primeiras etapas da doença, bem menos perceptíveis ao final (plantas maior grau de maturação). • Máxima suscetibilidade: juvenil (3 a 6 meses). • Maturidade: recuperação dos sintomas (resistência da planta adulta). • Disseminação: vento (transporta esporos); • Controle: variedades resistentes. • Fungicidas foliares: não economicamente viável.
  8. 8. Ferrugem marrom (Puccinia melanocephala) fungo • A. Folha: lesões elípticas com halos vermelho amarelados (bar = 12 mm); B. Epiderme: rompe tecido (bar = 9 mm); C. urediniósporos: 2 poros germinativos equatoriais (Pg) (bar = 10,7 μm); D. Parede: especa e equinulação do urediniósporo (Eq) (bar = 8 μm)
  9. 9. Ferrugem marrom (Puccinia melanocephala) fungo
  10. 10. Ferrugem marrom (Puccinia melanocephala) fungo
  11. 11. Ferrugem alaranjada (Puccinia kuehnii) fungo
  12. 12. Ferrugem alaranjada – pústulas agrupadas junto a bainha das folhas
  13. 13. Ferrugem alaranjada
  14. 14. Mancha parda (Cercospora longipes) fungo • Sintoma típico: manchas marrom-avermelhada a marrom-amarelada (superfície superior e inferior de folhas adultas). • Manchas: halos cloróticos. • Área: depende do grau de resistência da variedade ao patógeno. • Controle: variedades resistentes.
  15. 15. Mancha parda (Cercospora longipes) fungo
  16. 16. Fatores ambientais x doenças Semelhança: (A) sintomas de podridão vermelha. (B) efeitos de B A um raio.
  17. 17. Escaldadura das folhas (Xanthomonas albilineans) bactéria
  18. 18. Escaldadura das folhas (Xanthomonas albilineans) bactéria • Brasil: erros de identificação com raquitismo da soqueira. • Variedades + suscetíveis: perdas de até 100%. • Danos: má formação dos colmos, morte das touceiras, queda de produção e riqueza em sacarose.
  19. 19. Escaldadura das folhas (Xanthomonas albilineans) bactéria • Algumas situações: interior dos colmos com descoloração na região dos nós ( = raquitismo da soqueira); • Sintomas externos: estrias brancas na folha, podendo atingir até sua base; • Sintoma agudo (variedades + suscetíveis: queima total das folhas = escaldadura).
  20. 20. Escaldadura das folhas (Xanthomonas albilineans) bactéria • Controle: variedades resistentes e tolerantes. • Variedades tolerantes: evitar plantio de mudas áreas infestadas; preparar áreas de viveiros para eliminar bactérias do solo e restos de cultura; desinfectar equipamentos e ferramentas. • Produto: químico ou biológico de controle satisfatório.
  21. 21. Podridão abacaxi (Ceratocystis paradoxa) fungo • Afeta: outras culturas. • Fungo: utiliza aberturas naturais ou ferimentos para entrar e colonizar uma planta. Solo contaminado penetração ocorre pelo corte nos toletes de plantio. • Danos: baixa germinação em canaviais recém implantados e, também, morte de brotos novos. • Diagnóstico + preciso: coloração vermelha nos tecidos internos e exalação de odor de abacaxi em corte longitudinal no tolete.
  22. 22. Podridão abacaxi (Ceratocystis paradoxa) fungo • Prevenção: • tratar mudas com fungicidas antes do plantio; • picar toletes em tamanhos maiores (6 gemas ou mais); • evitar replantio de mudas em solos contaminados recentemente.
  23. 23. Podridão abacaxi (Ceratocystis paradoxa) fungo
  24. 24. Podridão vermelha (Colletotrichum falcatum) fungo • Perdas: 50% a 70 % de sacarose em colmos atacados simultaneamente pelo fungo e pela broca-da-cana. • Danos: degradação dos colmos. Internos (despercebidos). • Verificação: partir colmo no sentido longitudinal e observar grandes manchas vermelhas separadas por faixas mais claras ou brancas (diferença entre Fusariose e Podridão vermelha). • Controle: variedades resistentes (eliminação dos restos da cultura, controle da broca da cana e mudas de boa qualidade).
  25. 25. Podridão vermelha (Colletotrichum falcatum) fungo A. sintomas nas nervuras centrais, B. sinais do fungo na nervura central, C. organização acervular emitida através das aberturas estomatais, D. detalhe do bulbo da base do acérculo e setas acerculares, E. células conidiogênicas, conídios e setas (Bar=40μ), F. massa de conídios hialinos (Bar=88μ), G. conídio hialino, falcado, amerosseptado e não gutulado (Bar=9μ).
  26. 26. Mosaico (Vírus do mosaico) • Registros: início do século XX. Cultivo de variedades (Saccharum officinarum), + suscetíveis e > perdas. Programas de melhoramento genético e hibridação com novas variedades resistentes. • Patógeno: 14 linhagens diferentes (letras A a N), Brasil + comum linhagem B. Intensidade da infecção, grau dos sintomas e perdas variam entre estas linhagens. • Sintomas: folhas, com áreas com intensidades contrastantes de verde cloróticas, + evidentes na base das folhas e lâminas foliares.
  27. 27. Mosaico (Vírus do mosaico) • Grau + avançado: folhas avermelhadas e até provocar necrose. • Disseminação: pulgões, utilização de mudas infectadas (viveiros ou canaviais comerciais). • Controle: variedades resistentes. • Controle do pulgão: sem eficiência. • Nível de infecção baixo: “roguing” (retirada de plantas doentes).
  28. 28. Mosaico (Vírus do mosaico)
  29. 29. Mosaico (Vírus do mosaico)
  30. 30. Broca gigante (Telchin licus licus)
  31. 31. Broca gigante (Telchin licus licus)
  32. 32. Coração morto
  33. 33. Danos na soqueira
  34. 34. Lagartas no rizoma
  35. 35. Lagartas na inserção da brotação com rizoma
  36. 36. Dano no broto vegetativo
  37. 37. Espetos para captura de lagartas no rizoma
  38. 38. Podridão-abacaxi (Thielaviopsis paradoxa) - fungo • Maior incidência: • Períodos mais secos do ano, sobretudo devido ao crescimento, que é mais lento em temperaturas abaixo de 25 ºC, e até nulo, abaixo de 19 ºC (ALFONSI et al., 1987; CASAGRANDE, 1991).
  39. 39. Nematóides – formação de galhas e raízes atacadas por Pratylenchus zeae, P. brachyurus
  40. 40. Nematóide Pratylenchus zeae
  41. 41. COM TRATAMENTO NEMATÓIDES SEM TRATAMENTO
  42. 42. Cigarrinha da raiz (Mahanarva frimbriolata) - homoptera • Extração: grande quantidade de água e nutrientes das raízes pelas ninfas; • Redução: teor de açúcar nos colmos; • Aumento: teor de fibras; • Aumento: colmos mortos (menor capacidade de moagem); • Aumento: teor de contaminantes ( menor recuperação do açúcar e inibe fermentação).
  43. 43. Cigarrinha da raiz (Mahanarva fimbriolata) – controle biológico • Metarhizium anisopliae (“fungo verde”): 200 g + 250 L água ha-1 (ninfas e adultos. • Umidade elevada: + veranico; • Temperatura: 25°C e 27°C; • Qualidade do fungo; • Aplicação: tarde ou noite em locais de alta infestação.
  44. 44. Controle cultural Retirada da palha: solo exposto, ovos entram em diapausa (parada prolongada do desenvolvimento). • Plantio direto: evitado em áreas com infestações. • Destruição mecânica da palhada: no preparo do solo (reduzir nº de ovos). • Variedades resistentes.
  45. 45. Cigarrinha das raízes (Mahanarva frimbriolata) - homoptera
  46. 46. Cigarrinha da raiz (Mahanarva fimbriolata)
  47. 47. Gorgulho da cana (Sphenophorus levis) - coleoptera
  48. 48. Gorgulho da cana (Sphenophorus levis) - coleoptera • Controle cultural: • rotação de culturas; eliminação de soqueiras atacadas, arando e gradeando 3 vezes, 3 meses antes do plantio. • Controle biológico: • Migdolus fryanus tem sido parasitado por sarcofagídeos (moscas muito semelhantes a varejeiras), entre janeiro e março. • Nematóides: gênero Neoaplectana também podem parasitar.
  49. 49. Heterotermes tenuis, Procornitermes triacifer, Neocapritermes opacus e Syntermes dirus
  50. 50. Cupins
  51. 51. Cupins - controle • Iscas (Termitrap): 30 iscas ha-1 (reformar canavial). • Soqueiras: iscas + Imidacloprid e Beauveria bassiana - 40 iscas ha-1 ano-1 (eliminação de ninho. • Químico: • Fipronil 800 WG - 250 g ha-1; • Endosulfan 350 CE - 6 L ha-1; • Terbufós granulado - 20 Kg ha-1.
  52. 52. Lagarta Epiricania melanoleuca
  53. 53. Lagarta Epiricania melanoleuca • Estrutura branca sobre ninfa de um fulgomorfo (parente do grilo) que se alimenta da cana-de-açúcar. • Alimenta-se da hemolinfa do fulgomorfo. • Debilita para que inseto não se reproduza. • Controle biológico.
  54. 54. Broca do colmo - Diatraea saccharalis (Fabricius, 1794) (Lepidoptera)
  55. 55. Vespa Cotesia flavipes parasitando larva da Broca da Cana (Diatreae saccharalis)
  56. 56. Percevejo castanho - Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiariae
  57. 57. Percevejo-castanho - Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiariae • Jovens (branca) e adultos (marrom): hábito subterrâneo e sugam seiva das raízes. • Scaptocoris castanea: marrom-escuro. • Atarsocoris brachiariae: mais amarelado. • Exalam cheiro desagradável (reconhecível na abertura de sulcos).
  58. 58. Percevejo-castanho - Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiariae – prejuízos e controle • Murchamento; • Aamarelecimento; • Secamento da planta. • Presença da praga durante preparo de solo; • Demarcar reboleira para controle; • Inseticida granulado sistêmico: aldicarb, disulfoton, carbofuran e terbufós, no plantio.
  59. 59. Migdolus frianus
  60. 60. Migdolus frianus • Toletes: perfurados em todos os sentidos. • Perdas: podem causar completa destruição da lavoura, resultando na reforma antecipada (mesmo de canaviais de primeiro corte).
  61. 61. Migdolus frianus - controle • Difícil e trabalhoso: larva e adultos em grandes profundidades no solo 2 a 5 metros (proteção às medidas tradicionais de combate). • Características biológicas favoráveis: • baixa capacidade reprodutiva: 30 ovos fêmea-1; • fragilidade das larvas (mecânico); • < período de sobrevivência dos machos 1 a 4 dias; • sem asas funcionais nas fêmeas: < disseminação.
  62. 62. Migdolus frianus - controle • Químico no sulco de plantio: Regent 800 WG (fipronil), Confidor 700 GrDa (imidacloprid) e a base de endossulfan (Endolsufan, Dissulfan e Thiodan). • Armadilhas com feromônio sintético (grupo amida): capturam e matam os machos. • 1 armadilha talhão-1 de 10 a 20 há: entre outubro e março, com substituição a cada 3-4 semanas (Nakano et al., 2002).
  63. 63. IACSP95-500
  64. 64. Variedade RB935744
  65. 65. IACSP93-3046
  66. 66. CTC 15
  67. 67. CTC 17
  68. 68. CTC 20
  69. 69. Estes slides são concedidos sob uma Licença Creative Commons sob as condições de Atribuição, Uso Não- Comercial e Compartilhamento pela mesma Licença, com restrições adicionais: • Se você é estudante, você não está autorizado a utilizar estes slides (total ou parcialmente) em uma apresentação na qual você esteja sendo avaliado, a não ser que o professor que está lhe avaliando: a) lhe peça explicitamente para utilizar estes slides; b) ou seja informado explicitamente da origem destes slides e concorde com o seu uso. Mais detalhes sobre a referida licença veja no link: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ Autor: Prof. Luiz Henrique Batista Souza Disponibilizados por Daniel Mota (www.danielmota.com.br) sob prévia autorização.

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