Aularepdemocratica

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Aularepdemocratica

  1. 1. O Período Democrático (1946-1964) <ul><ul><li>Com a queda de Vargas sobe ao poder o presidente do STF, José Linhares, encarregado de presidir as eleições para presidente da república e para o Congresso Nacional que seria encarregado de redigir uma nova Constituição. </li></ul></ul>
  2. 2. As eleições Presidenciais
  3. 3. Os principais Candidatos
  4. 4. Brigadeiro Eduardo Gomes (UDN)
  5. 5. 18 do forte
  6. 7. Eurico Gaspar Dutra (PSD)
  7. 8. Governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1950)
  8. 9. Constituição de 1946 <ul><li>Regime Republicano, presidencialista, federalista; </li></ul><ul><li>Divisão dos 3 Poderes; </li></ul><ul><li>Voto secreto, universal e obrigatório a partir de 18 anos, excluindo-se analfabetos, cabos, soldados; </li></ul><ul><li>Garantia da liberdade de opinião e pensamento, direito de greve e da livre associação sindical. Porém, as associações seriam reguladas por lei e a greve dependeria de parecer da Justiça do Trabalho. </li></ul>
  9. 10. Conjuntura Internacional: Guerra Fria <ul><li>Alinhamento automático do Brasil aos Estados Unidos; </li></ul><ul><li>Doutrina Truman, Macartismo; </li></ul><ul><li>No Brasil há o rompimento das relações diplomáticas com a URSS. </li></ul>
  10. 11. No Brasil... <ul><ul><li>Pressão contra o movimento operário: Dutra promulga o decreto 9070, praticamente proibindo as greves: </li></ul></ul><ul><ul><li>Art. 2º A cessação coletiva do trabalho por parte de empregados sòmente será permitida, observadas as normas prescritas nesta lei. </li></ul></ul><ul><ul><li>§ 1º Cessação coletiva do trabalho é a deliberada pela totalidade ou pela maioria dos trabalhadores de uma ou de várias empresas, acarretando a paralização de tôdas ou de algumas das respectivas atividades. </li></ul></ul>
  11. 12. No Brasil... Além dessa medida, foram praticadas arbitrariedades contra os operários através da repressão dos órgãos policiais, proibindo-se manifestações no dia do trabalho, decretando-se intervenção em centenas de sindicatos, através do fechamento da Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil. O operário ficou impedido de exercer livremente sua liberdade.
  12. 13. A ilegalidade do PCB O PCB era acusado de fomentar greves e luta de classes, bem como de receber dinheiro da URSS. Perguntado de que lado ficaria numa guerra entre Brasil e URSS, Prestes respondeu que ficaria ao lado da URSS, gerando a representação de deputados do PTB ao Congresso.
  13. 14. A ilegalidade do PCB Em 1947, o PCB é novamente colocado na ilegalidade, com a prisão de algumas personalidades comunistas. Todos os candidatos eleitos do partido tiveram seus mandatos caçados.
  14. 15. O TIAR ou Pacto do Rio (1947) Dutra promove em Petrópolis a Conferência Interamericana de Segurança. Pelo tratado, um ataque contra um dos membros será considerado como um ataque contra todos, com base na chamada &quot;doutrina da defesa hemisférica&quot;.
  15. 16. Política Interna <ul><li>Dutra se baseava na aliança conservadora PSD+UDN, unificando o bloco conservador, rompendo a aliança política com Vargas. </li></ul>
  16. 17. Economia <ul><li>O Brasil acumulara grande reserva de divisas durante a guerra, havendo forte valorização do cruzeiro e a necessidade de desvalorizá-lo; </li></ul><ul><li>Dutra diminui a intervenção estatal na economia, adotando uma política de câmbio-livre; </li></ul><ul><li>As importações cresceram rapidamente caracterizando-se pela entrada de supérfluos como carros, televisões, produtos de plástico, ioiôs, rádios, meias de nylon. </li></ul>
  17. 18. Economia As classes dominantes aceitam a liberação do câmbio pelos seguintes motivos: -> Os importadores buscavam sempre mais lucro na venda dos produtos -> Os exportadores agrícolas brasileiros torciam para uma desvalorização da moeda através da queima de divisas -> a burguesia industrial tinha facilidades na compra de máquinas, ferramentas e equipamentos que substituíam aquelas que estavam obsoletas devido ao grande uso durante a guerra.
  18. 19. Economia Em 1947 as divisas estão praticamente esgotadas, motivo que leva o governo a adotar as chamadas importações seletivas: máquinas, equipamentos, matérias-primas essenciais à indústria, remédios e alimentos tinham a importação facilitada, enquanto supérfluos recebiam taxas alfandegárias desestimulantes.
  19. 20. O Plano SALTE No final do governo, Dutra decide propor um plano de desenvolvimento com a realização de investimentos governamentais. Com a falta de recursos, apenas obras da CHESF e da pavimentação da Rodovia Rio-São Paulo (Pres. Dutra) são realizadas.
  20. 21. Conclusão O governo Dutra mantém o salário-mínimo congelado para conter a inflação, obtendo a estabilização financeira através do empobrecimento da classe assalariada, adquirindo um caráter impopular e conservador.
  21. 22. Sucessão Presidencial <ul><li>Getúlio Vargas anuncia: “Eu voltarei, não como líder político, mas como líder de massas” </li></ul>
  22. 23. Sucessão Presidencial A UDN relança o brigadeiro Eduardo Gomes e o PSD apresenta Cristiano Machado como seu candidato. Getúlio Vargas é candidato pelo PTB.
  23. 24. Carlos Lacerda <ul><li>“Getúlio Vargas não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar” </li></ul>
  24. 25. Vitória De Vargas <ul><li>A UDN tenta impedir a posse de Vargas alegando a necessidade de maioria absoluta. O TSE e os militares não concordam, ocorrendo a sucessão normal. </li></ul>
  25. 26. O Populismo Fenômeno político ligado à ascensão das classes populares no cenário político. Há um vazio de poder devido à queda das oligarquias. Neste vácuo surgem líderes carismáticos que procuram mobilizar e manipular as demandas das massas para se manter no poder. O populista tenta conciliar os interesses de todos os grupos pregando a harmonia das classes.
  26. 27. O líder carismático
  27. 28. O Nacionalismo Vargas adota um discurso Nacional-desenvolvimentista, rompendo o alinhamento automático com os Estados Unidos, mas sem deixar de se utilizar de capitais externos no desenvolvimento do país.
  28. 29. Crítica: Demagogia substantivo feminino 1 Rubrica: política. hegemonia política das facções populares 2 Rubrica: política. Uso: pejorativo. poder de natureza tirânica ou imoral exercido em nome das multidões 3 Rubrica: política. Uso: pejorativo. ação que se utiliza do apoio popular para conquista ambiciosa ou corrupta de poder 3.1 Rubrica: política. Uso: pejorativo. o discurso us. para esta finalidade 4 Derivação: por extensão de sentido. Uso: pejorativo. ação ou discurso que simula virtude com objetivos escusos
  29. 30. Conjuntura Externa <ul><li>Acirramento da guerra fria com a guerra da Coréia (1950-1953). Os Estados Unidos pedem que o governo brasileiro envie tropas para o conflito. </li></ul>
  30. 31. Relações com os Estados Unidos <ul><ul><li>Comissão Mista Brasil-EUA (1951) -> encarregada de estudar as prioridades para um programa de desenvolvimento do país. Essa comissão acabou estabelecendo como prioridades os setores de agricultura, energia e transporte. </li></ul></ul>
  31. 32. Resultados da comissão mista Brasil-EUA Ficou estabelecido que seria criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), instituição encarregada de financiar e gerir os recursos para esses projetos captados no Brasil. No entanto, o presidente americano Eisenhower cortou os financiamentos anteriormente concedidos ao Brasil em retaliação à recusa brasileira de enviar tropas para a Coréia.
  32. 33. Relações com os Estados Unidos Acordo Militar Brasil-EUA (1952) -> O Brasil venderia minerais atômicos para os Estados Unidos a baixos preços e em troca receberia equipamentos, recursos e assistência técnica para o aperfeiçoamento da defesa nacional brasileira.
  33. 34. Economia O Estado continuava como grande investidor, utilizando-se do recém criado BNDE para financiar projetos industriais. O confisco cambial das exportações de café servia para financiar outras atividades. Também foi criado o Banco do Nordeste do Brasil, Petrobrás, Plano Nacional do carvão, aparelhamento de portos e ferrovias.
  34. 35. Políticas de Desenvolvimento Durante as décadas de 1950 e 1960, houve no país um grande debate acerca do caminho a ser seguido para o desenvolvimento. Haviam 3 correntes principais:
  35. 36. Liberal Achava que para se alcançar o desenvolvimento, o Estado não deveria intervir na economia e o capital estrangeiro deveria atuar livremente no país. Tese defendida principalmente por políticos da UDN.
  36. 37. Nacionalismo radical Ligado à noção de substituição de importações, rejeitando completamente a participação do capital estrangeiro na industrialização brasileira, uma vez que isso reforçaria nossa dependência dos centros capitalistas. Tese defendida pelo PCB e alguns setores do PTB.
  37. 38. Nacional-desenvolvimentismo Propunha a necessidade do capital estrangeiro, porém submetido a controles e normas do Estado. Essa foi a corrente vitoriosa no desenvolvimento industrial brasileiro até o fim dos anos de 1980.
  38. 39. A campanha “O Petróleo é nosso”
  39. 40. O Símbolo do Nacional-desenvolvimentismo
  40. 41. A Crise de 1954 O último ano de governo é uma escalada de crises para o presidente, incapaz de conciliar todos os grupos concorrentes.
  41. 42. Queda do Ministro do Trabalho João Goulart, Ministro do Trabalho, em face da alta inflação propõe um aumento de 100% do salário mínimo, gerando revolta dos empresários, UDN e alguns militares.
  42. 43. Derrota no clube militar Em 1952, a chapa nacionalista do Gen. Estillac Leal é derrotada subindo ao poder o Gen. Etchegoyen. Em 1954 o Gen. Ciro Cardoso sai da pasta da guerra. Vargas fica sem apoio na área militar.
  43. 44. Denúncia do pacto ABC Suposto pacto entre Brasil, Argentina e Chile que visava fazer frente à influência americana no continente e transformar o Brasil numa república sindicalista de tipo peronista.
  44. 45. O boicote ao café brasileiro Os Estados Unidos, em retaliação à tramitação da lei de remessa de lucros ao exterior, decretam um boicote ao café brasileiro alegando que a política de preço mínimo de Vargas era abusiva.
  45. 46. Crítica da Esquerda e da Sociedade <ul><ul><li>O PCB criticava Vargas por não romper completamente com os Estados Unidos e fazer um governo popular. A classe média, influenciada pelos jornais e oposição, vaia o presidente durante o Grande Prêmio Brasil no Jóquei Clube no Rio de Janeiro. </li></ul></ul>
  46. 47. O Atentado da Rua Toneleiro
  47. 48. A “República do Galeão” <ul><li>A FAB começa a investigar o caso por conta própria e por meio de uma série de denúncias e prisões chega ao chefe da guarda presidencial, Gregório Fortunato. </li></ul>
  48. 49. <ul><li>Vargas: “Tenho a impressão de estar sob um mar de lama” </li></ul>
  49. 50. O Fim do governo Vargas <ul><li>Imprensa e oposição no Congresso clamam pela renúncia; </li></ul><ul><li>Manifesto dos Brigadeiros da Aeronáutica; </li></ul><ul><li>Manifesto dos Generais. </li></ul>
  50. 51. O Suicídio
  51. 52. O Impacto do Suicídio <ul><li>Empastelamento das sedes de partido, jornais e estações de rádio oposicionistas. </li></ul>
  52. 53. Sucessão Presidencial O vice-presidente Café Filho assume a presidência prometendo realizar normalmente as eleições estaduais e presidenciais do ano seguinte. A campanha sucessória ocorre à sombra da morte de Vargas.
  53. 54. Candidatos à Sucessão <ul><li>Juscelino Kubitschek de Oliveira, o JK, apoiado pela coligação formada pelo PSD, PTB e partidos menores </li></ul><ul><li>Marechal Juarez Távora, apoiado pela UDN </li></ul><ul><li>Ademar de Barros, apoiado pelo PSP </li></ul>
  54. 55. Sucessão Presidencial A UDN defende o adiamento das eleições, o parlamentarismo e acusa JK de corrupção. Lacerda divulga a “Carta Brandi”, apontando supostas conspirações entre Jango e Perón para implantar uma república sindicalista no Brasil.
  55. 56. Vitória de JK JK tem vitória apertada nas urnas, a UDN entra imediatamente em campanha contra a posse dos eleitos alegando fraudes na eleição, apoio de comunistas a JK e a tese de que a eleição exige maioria absoluta. Lacerda prega abertamente o golpe.

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