Irmão carlos gomes

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Irmão Carlos Gomes,Mestre Maçom Maestro e Compositor

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Irmão carlos gomes

  1. 1. IRMÃO CARLOS GOMES .`. MESTRE MAÇOM
  2. 2. ANTONIO CARLOS GOMES ATA DA INICIAÇÃO DE ANTONIO CARLOS GOMES "Bal.: da Sessão do 24º dia do 5º mez do Anno de 5859 Hé aberta a Loja em gr.: de Ap.: e com as formalidades de setilo p. haver Nº sufficiente de Ir.: --- o bal.: da passada Ses.: não se lê por não estar prezente o Ir.: Sec.: nem o Adj: --- A visista feita em familia p. Ir.: do grao 3.: hé applaudida, retribuida e não coberta. Achando-se na Cam.: de Ref.: od prof.: Antonio Carlos Gomes e José Pedro de Sant´Anna Gomes aos quaes havião sido favoraveis os escrutiios, disposta a loja em pezo na iniciação dos mesmos, depois das provas e formalidades virão a luz, prestarão juramento, forão proclamados e tomaram assento no topo da columna do Meio-Dia. Estas brilhantes aquiziçoens são applaudidas, correspondidos os app.: e não cobertos. Hua sublime peça de arch.: imporvisada pelo Ir.: Dr. Mello Mattos hé recebida com os applausos correspondentes a seo elevado grao, retribuidos e não cobertos. Juntamente hé applaudida hua muito brilhante peça de arch.: recitada pelo Ir.: Dr. Pinto Junior, delehado do m.: P.:e Sup.: Cons.:; correspondidos os appalusos não são cobertos. Hua peça de arch.: produz o tronco de proposições, que fica sob malehte para ser lida na 1a. sess.: ecc.: --- Dada a palavra a bem da ordem, o Ir.: 1º Vig.: Dr. Americo de Oliveira declarou que o Ir.: 2º Vig.., Dr. Falcão Filho, partindo para o Rio de Janeiro, encarregara-lhe de fazer sus despedidas á loja e que lá estava prompto para cumprir seos decretos. A sess.: de posse fica transferida para o dia 28 por inconvenientes --- o tronco de benef.: produzio quatro mil e cem réis (4$100) que são entregues e carregados ao Ir.: Hosp.: --- Com as formalidades de estilo levanta-se a ses.: - Eu, Joaquim Azevedo de Castro, secr.: a tracei e transcrevi. (ass.) A.O. Monteiro de Barros - 1º Vig.: servindo de Ven.: J. Valle Jr. - servindo de 1º Vig.: J. A. de Castro - Secr.’. "
  3. 3. Carlos Gomes, como se pode ver, foi iniciado a 24 de junho de 1859, na Loja Amizade, a primeira da capital paulista (fundada a 13 de maio de 1832). Manoel de Sant´Anna Gomes, iniciado no mesmo dia, era seu irmão carnal e também músico, como o pai de ambos, Manoel José Gomes (o Maneco Músico). Nessa época, a Loja pertencia ao Grande Oriente Brasileiro (da Rua do Passeio) e só seria incorporada ao Grande Oriente do Brasil a 1º de julho de 1861, recebendo, no Cadastro das Lojas do GOB, o número 141. O Venerável Mestre da Loja Amizade, na época da iniciação de Carlos Gomes, era um padre, monsenhor Fortunato Gonçalves Pereira de Andrade, que só não dirigiu a sessão, por se encontrar gravemente enfermo. Do livro "Amizade: a Primeira Loja Maçônica da História de S. Paulo" O Ir.: Maestro Antonio CARLOS GOMES, é uma das maiores figuras da Música Latino- Americana, e o primeiro compositor brasileiro que obteve grande sucesso, primeiro na Itália e, depois, em toda a Europa. Nasceu em 11 de julho de 1836, em Campinas, no Estado de São Paulo, filho de Manuel José Gomes, mestre de música na então Vila Real de Campinas, com quem Carlos Gomes, ainda menino, iniciou-se na arte musical. Até pouco mais de 20 anos, junto com seu irmão Manuel de Sant’Ana Gomes, realizou festivais e concertos em sua cidade natal. Por esta época, já compunha músicas religiosas, fantasias e romances, desta época de sua juventude, destacamos a canção romântica “Quem Sabe?”. Segue o vídeo da Música "Quem sabe" do Ir.: Carlos Gomes interpretado por Francisco Petrônio e acompanhado por aquele que foi considerado um dos maiores violeiros do Brasil - Dilermando Reis. O Ir... Antônio Carlos Gomes foi, sem dúvida , o grande acontecimento da Música Clássica Brasileira, além de ter sido o maior compositor operístico das Américas no decurso do século XIX. Era um dos 25 filhos de Manuel José Gomes, regente da banda local, com quem aprendeu os rudimentos da arte musical. Aos 15 anos já compunha e aos 18 escreveu uma alentada Missa em homenagem ao pai.
  4. 4. Carlos Gomes era conhecido, em Campinas, sua cidade natal, por Nhô Tonico, nome com que assinava, até, suas dedicatórias. Pertencia a uma família onde havia de tudo: relojoeiros, agricultores, marceneiros, encadernadores, farmacêuticos, rabequistas, trombonistas, flautistas e dois padres. Seus ancestrais eram espanhóis, e assinavam Gomez, com z. Seu bisavô, D. Antônio Gomez, fora bandeirante e casara-se com a filha de um cacique. Nasceu, o nosso maior operista, numa segunda-feira, em 11 de julho de 1836, numa casa humilde da Rua da Matriz Nova, na "cidade das andorinhas". Foram seus pais Manoel José Gomes (Maneco Músico) e d. Fabiana Jaguari Gomes. A vida de Antônio Carlos Gomes foi, sempre, marcada pela dor. Muito criança ainda, perdeu a mãe, tragicamente. Seu pai vivia em dificuldades, com 26 filhos para sustentar. Com eles, formou uma banda musical, onde Carlos Gomes iniciou seus passos artísticos. Desde cedo, revelou seus pendores musicais, incentivado pelo pai e depois por seu irmão, José Pedro Santana Gomes, fiel companheiro das horas amargas. Aos 18 anos, apresentou sua primeira "missa", em cuja execução cantou alguns solos. A emoção que lhe embargava a voz comoveu a todos os presentes, especialmente ao irmão mais velho, que lhe previa os triunfos. Quando chegou aos 23 anos, já apresentara vários concertos, com o pai. Moço ainda, lecionava piano e canto, dedicando-se, sempre, com afinco, ao estudo das óperas, demonstrando preferência por Verdi. Era conhecido também em S. Paulo, onde realizava, freqüentemente, concertos, e onde compôs o Hino Acadêmico, ainda hoje cantado pela mocidade da Faculdade de Direito. Aqui, recebeu os mais amplos estímulos e todos, sem discrepância, apontavam-lhe o rumo da Côrte, em cujo Conservatório poderia aperfeiçoar- se. Mas como poderia Nhô Tonico fazer isso, se seu pai não possuía sequer recursos para uma viagem? Montado em um burro, Carlos Gomes, muito moço ainda, numa bela madrugada, seguiu para Santos, onde chegou, após dura travessia da Serra, hoje Via Anchieta. Da terra de Braz Cubas, embarcou para o Rio de Janeiro, rumo a seu glorioso destino.
  5. 5. "Só voltarei coroado de glória ou só voltarão meus ossos!", disse, ao partir. Este moço tinha como grande objetivo solicitar ao Imperador, D. Pedro II, os meios para ingressar no Imperial Conservatório de Música, hoje Escola Nacional de Música da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, dirigido na época pelo Maestro Francisco Manuel da Silva. Depois de um ano no Conservatório, montou sua primeira ópera “A Noite do Castelo”, libreto (argumento ou letra da ação de uma ópera) de Fernando dos Reis, no Teatro da Ópera Nacional do Rio de Janeiro. Ainda no Brasil, em 1863, montou sua segunda ópera “Joana de Flandres”, libreto de Salvador de Mendonça. Devido ao seu grande talento, o Imperador enviou-o à Itália para estudar no Conservatório de Milano, onde se formou “maestro compositore” em 1866. A primeira ópera Em 4 de setembro de 1861, foi cantada, no Teatro da Ópera Nacional,Noite do Castelo, o primeiro trabalho de fôlego de Antônio Carlos Gomes, baseado na obra de Antônio Feliciano de Castilho. Constituiu uma grande revelação e um êxito sem precedentes, nos meios musicais do País. Carlos Gomes foi levado para casa em triunfo por uma entusiástica multidão, que o aclamava sem cessar. O Imperador, também entusiasmado com o sucesso do jovem compositor, agraciou-o com aOrdem das Rosas. Carlos Gomes conquistou logo a Côrte. Tornou-se uma figura querida e popular. Seus cabelos compridos eram motivo de comentários, e até ele ria das piadas. Certa vez, viu um anúncio, que fora emendado: de "Tônico para cabelos", fizeram "Tonico, apara os cabelos!". Virou-se para seu inseparável amigo Salvador de Mendonça e disse, sorrindo: - Será comigo? Francisco Manuel costumava dizer, a respeito do jovem musicista: "O que ele é, só a Deus e a si o deve!"
  6. 6. A saudade de sua querida Campinas e de seu velho pai atormentava-lhe o coração. Pensando também na sua amada Ambrosina, com quem namorava, moça da família Correa do Lago, Carlos Gomes escreveu essa jóia que se chama Quem sabe?, de uma poesia de Bittencourt Sampaio, cujos versos "Tão longe, de mim distante... " ainda são cantados pela nossa geração. Dois anos depois desse memorável triunfo, Carlos Gomes apresenta sua segunda óperaJoana de Flandres, com libreto de Salvador de Mendonça, levada à cena em 15 de setembro de 1863. Como corolário do êxito, na Congregação da Academia de Belas Artes, foi lido um ofício do diretor do Conservatório de Música, comunicando ter sido escolhido o aluno Antônio Carlos Gomes para ir à Europa, às expensas da Empresa de Ópera Lírica Nacional, conforme contrato com o Governo Imperial. Estava, assim, concretizada a velha aspiração do moço campineiro, que, mesmo comovido, ao ir agradecer ao Imperador a magnanimidade, ainda se lembrou do seu velho pai e solicitou para este o lugar de mestre da Capela Imperial. D. Pedro II, enternecido ante aquele gesto de amor filial, acedeu. O Imperador preferia que Carlos Gomes fosse para a Alemanha, onde pontificava o grande Wagner, mas a Imperatriz, D. Teresa Cristina, italiana, sugeriu-lhe a Itália. A 8 de novembro de 1863, o estudante partiu, a bordo do navio inglês Paraná, entre calorosos aplausos dos amigos e admiradores, que se comprimiam no cais. Levava consigo recomendações de D. Pedro II para o rei Fernando, de Portugal, pedindo que apresentasse Carlos Gomes ao diretor do Conservatório de Milão, Lauro Rossi. O jovem compositor passou por Paris, onde assistiu a alguns espetáculos líricos, mas seguiu logo para Milão. Lauro Rossi, encantado com o talento do jovem aluno, passou a protegê-lo e a recomendá- lo aos amigos. Em 1866, Carlos Gomes recebia o diploma de mestre e compositor e os maiores elogios de todos os críticos e professores.
  7. 7. A partir dessa data, passou a compor. Sua primeira peça musicada foi Se sa minga, em dialeto milanês, com libreto de Antônio Scalvini, estreada, em 1 de janeiro de 1867, no Teatro Fossetti. Um ano depois, surgia Nella Luna, com libreto do mesmo autor, levada à cena no Teatro Carcano. Cena do último ato do Guarani. Em princípios do século XVII, D. Antônio de Mariz, fidalgo português, estabeleceu-se na Serra dos Órgãos, às margens do Paquequer, onde vivia em luta contra aventureiros e índios inimigos dos portugueses, os ferozes Aimorés. Peri, índio goitacá, ama dedicadamente Ceci, filha do nobre lusitano, protegendo-a de todos os perigos. Após forte ataque, em que tudo foi incendiado e perdido, D. Antônio confia a filha a Peri, que a conduz a salvo. Destacam-se, na ópera, sua inigualável sinfonia, o Coro dos Aventureiros, a balada de Ceci, e belos e inspirados duetos entre Peri e Ceci. Carlos Gomes já gozava de merecido renome na cidade de Milão, grande centro artístico, mas continuava saudoso da pátria e procurava um argumento que o projetasse definitivamente. Certa tarde, em 1867, passeando pela Praça del Duomo, ouviu um garoto apregoando: "Il Guarani! Il Guarani! Storia interessante dei selvaggi del Brasile!" Tratava-se de uma péssima tradução do romance de José de Alencar, mas aquilo interessou de súbito o maestro, que comprou o folheto e procurou logo Scalvini, que também se impressionou pela originalidade da história. E, assim, surgiu O Guarani, que apesar de não ser a sua maior nem a melhor obra, foi aquela que o mortalizou. A noite de estréia da nova ópera foi 19 de março de 1870.
  8. 8. segue o vídeo com a abertura da ópera O Guarani maravilhosos acordes de sua estupenda abertura. A ópera ganhou logo enorme projeção, pois se tratava de música agradável, com sabor bem brasileiro, onde os índios tinham papel de primeira plana. Foi representada em toda a Europa e na América do Norte. O grande Verdi, já glorioso e consagrado, disse de Carlos Gomes, nessa noite memorável: "Questo giovane comincia dove finisco io!" E, na noite de 2 de dezembro de 1870, aniversário do Imperador D. Pedro II, em grande gala, foi estreada a ópera no Teatro Lírico Provisório, no Rio de Janeiro. Os principais trechos foram cantados por amadores da Sociedade Filarmônica. O maestro viveu horas de intensa consagração e emoção. Depois, O Guarani foi levado à cena nos dias 3 e 7 de dezembro, sendo que, nesta última noite, em benefício do autor. Nesta data, o maestro ficou conhecendo André Rebouças. Após o espetáculo, houve uma alegre marche au flambeaux, com música, até ao Largo da Carioca, onde estava hospedado Carlos Gomes, em casa de seu amigo Júlio de Freitas. Por intermédio de André Rebouças, o compositor foi apresentado ao ministro do Império, João Alfredo Correia de Oliveira, em sua casa, nas Laranjeiras. Em 1871, a 1º de janeiro, Carlos Gomes vai a Campinas, visitar seu irmão e protetor José Pedro Santana Gomes. Em 18 de fevereiro, com André Rebouças, despede-se do Imperador, em São Cristóvão. E, no dia 23, segue para a Europa novamente. Em 3 de fevereiro, outra vez na Itália, Carlos Gomes estréia, no Scala de Milão, Condor, com grande êxito, pois, nessa peça, apresentara uma nova forma, muito mais próxima do recitativo moderno. O mal que o levaria ao túmulo, nessa época, fazia-o sofrer dolorosamente. Todavia, as desilusões, as decepções, a ingratidão de seus compatriotas e as dores físicas ainda não lhe haviam quebrado a resistência. Ainda estava à espera de sua nomeação para o cargo de diretor do Conservatório de Música, no Brasil.
  9. 9. Nesse tempo, infelizmente, foi proclamada a República, e seu garnde amigo e protetor, Dom Pedro II, é exilado, com grande mágoa de Carlos Gomes. Compôs, ainda, Colombo, poema sinfônico que, incompreendido pelo grande público, não obteve êxito. Finalmente, após tanto sofrimento, chegou-lhe um convite. Lauro Sodré, então governador do Pará, pediu-lhe para organizar e dirigir o Conservatório daquele Estado. Carlos Gomes volta para a Itália, a fim de pôr em ordem suas coisas, despedir-se dos filhos e reunir elementos para uma obra grandiosa que, apesar de seu estado, sempre mais grave, ainda conseguiu realizar. Amigos aconselharam-no a fazer uma estação em Salso Maggiore, mas ele desejava partir, quanto antes, para sua pátria. Chegou a Lisboa, por estrada de ferro, e recebeu comovedora homenagem. A 8 de abril de 1895, nessa mesma cidade, sofre a primeira intervenção cirúrgica na língua, sem resultados animadores. Embarca, no vapor Óbidos, para o Brasil. De passagem por Funchal, tem o prazer de reabraçar seu velho amigo Rebouças, ali exilado. Em 14 de maio, foi recebido pelo povo paraense com enternecedoras manifestações de apreço. Sua vida, contudo, estava no fim. Lança-se ao trabalho, prodigiosamente, mas tomba justamente quando o povo de sua terra lhe retribuía o amor e a glória que ele granjeara no exterior. Diante de seu estado, o governo de São Paulo autoriza uma pensão mensal de dois contos de réis (dois mil cruzeiros, importância vultosa para a época), enquanto ele vivesse e, por sua morte, de quinhentos mil réis, aos seus filhos, até completarem a idade de 25 anos. Nessa ocasião, existiam somente dois filhos do glorioso maestro. Dias antes de morrer, Carlos Gomes dizia, fatalista: "Qual, o mano Juca não chega... eu sou mesmo o mais caipora dos caipiras..." Em 16 de setembro de 1896, o Brasil enlutava-se, com a morte do grande artista, do filho que tanto honrara o nome de sua pátria no estrangeiro.
  10. 10. O governo paulista solicitou ao do Pará os gloriosos despojos, que hoje se encontram no magnífico monumento-túmulo, em Campinas, sua terra natal, na Praça Antônio Pompeu. Em 1936, em todo o País, foi comemorado o centenário de seu nascimento, com grandes solenidades. Morte de Carlos Gomes, inspirada num quadro de De Angelis pertencente à Prefeitura de Belém. Ao lado do leito, vêem-se Lauro Sodré, governador do Pará, grande amigo e protetor do maestro, além de Gentil Bittencourt, vice-governador, D. Macedo Costa, arcebispo do Pará, senador Antônio Lemos, o Visconde de S. Domingos, e outros ilustres personagens do grande Estado. O espirito imortal do Ir.: compositor continua bastante vivo no coração de todos os maçons e brasileiros que ainda se emocionam ao ouvir a abertura da Opera do Guarani. CASTELLANI, José. 1859: Ata da Iniciação de Carlos Gomes, na Loja Maçônica Amizade. In: Boletim Oficial n° 01/02, de 26/01 e 02/02 de 1996, p. 18 e 19, do Grande Oriente do Brasil. /www.freemasons-freemasonry.com /www.novomilenio.inf.br
  11. 11. Foi com Antônio Carlos Gomes que a arte brasileira, pela primeira vez na história, conseguiu atravessar o Atlântico e foi aplaudida na Europa.
  12. 12. Nascido em 11 de julho de 1836, na pequena Vila Real de São Carlos, atual Campinas (SP), o pequeno Tonico, como era chamado pelos familiares, era filho de Manoel José Gomes, mestre de música e banda. Aos dez anos, com o auxílio do pai, aprendeu a tocar diversos instrumentos.
  13. 13. Casa onde nasceu Carlos Gomes Rua Regente Feijó Campinas (Foto de 1954)
  14. 14. Quando adolescente, Carlos Gomes trabalhava em uma alfaiataria, costurando paletós e calças. No tempo livre, aproveitava para aperfeiçoar os estudos musicais. Já nessa época, apresentava-se com o pai e o irmão mais velho, Pedro Sant'Anna Gomes, nos bailes e pequenos concertos da cidade. Ele era uma espécie de "coringa" da banda. Como sabia tocar vários instrumentos, podia assumir qualquer posição do grupo.
  15. 15. Desde este período, Carlos Gomes já compunha canções religiosas e modinhas românticas - que sempre estiveram presentes em seu repertório. Em 1859, partiu em turnê com o irmão e o amigo Henrique Luiz Levy.
  16. 16. Ao chegar na capital paulista, ficou amigo dos estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Em homenagem aos novos companheiros, compôs o Hino Acadêmico e a modinha Quem sabe?, obras que o tornaram conhecido entre as repúblicas estudantis. 1861 – Faculdade de Direito do Largo São Francisco – São Paulo/SP 1861 – Faculdade de Direito do Largo São Francisco – São Paulo/SP
  17. 17. No ano seguinte, com o objetivo de consolidar sua formação musical, mudou-se para o Rio de Janeiro, contra a vontade do pai, para iniciar os estudos no conservatório da cidade. Rio de Janeiro – Botafogo Antigo
  18. 18. "Uma idéia fixa me acompanha como o meu destino! Tenho culpa, porventura, por tal cousa, se foi vossemecê que me deu o gosto pela arte a que me dediquei e se seus esforços e sacrifícios fizeram-me ganhar ambição de glórias futuras?", escreveu ao pai, aflito e cheio de remorso por tê-lo contrariado. "Não me culpe pelo passo que dei hoje. [...] Nada mais lhe posso dizer nesta ocasião, mas afirmo a que as minhas intenções são puras e espero desassossegado a sua benção e o seu perdão", completou.
  19. 19. No Rio, foi apresentado a D. Pedro II, que se tornaria seu admirador e mecenas. O imperador o enviou a Milão para que aprimorasse os conhecimentos em música. D. Pedro II
  20. 20. Anos depois, em 1870, Carlos Gomes iniciou-se a brilhante carreira do compositor, ao apresentar, no Teatro Alla Scalla da cidade italiana, a ópera O Guarani, baseada no romance homônimo de José de Alencar. A obra rodou o mundo. Teatro Alla Scalla – Milão – Itália (inaugurado em 3 de agosto de 1778
  21. 21. Foi nesta época que conheceu a italiana Adelina Conte Peri, por quem se apaixonou. Pianista e professora, ela era colega de conservatório do compositor. Em 1871, casaram-se. Embora a união tenha sido um tanto quanto conturbada, tiveram cinco filhos - três morreram prematuramente. Adelina Conte Peri
  22. 22. Com a morte de Mário, um dos filhos do casal, o compositor entrou em profunda depressão e mudou-se para Gênova. "Mário, subindo ao céu, aos cinco anos, me deixou na terra infeliz para toda a vida", escreveu o músico. Monumento em São Paulo – SP – Praça Ramos de Azevedo
  23. 23. A partir desde momento, Carlos Gomes endividou- se, passou por grandes dificuldades financeiras, sofreu várias crises nervosas e viciou-se em ópio. Há quem diga que manteve casos amorosos com várias mulheres, o que justificaria a separação com Adelina, em 1885.
  24. 24. Ao longo da vida, Carlos Gomes esteve dividido entre duas pátrias, duas nacionalidades. Ao adotar a Itália como segunda nação, o compositor foi duramente hostilizado pelos brasileiros, que o viam como um aproveitador do dinheiro público, já que tinha como "mecenas" o imperador D. Pedro II.
  25. 25. Em contrapartida, os italianos o enxergavam como um mercenário, pois acreditavam que ele produzia arte com fins comerciais -O Guarani, inclusive, foi vendido a um editor. Monumento a Carlos Gomes O GUARANI Praça Ramos de Azevedo - São Paulo - SP
  26. 26. Um ano antes de morrer, o compositor foi convidado para dirigir o Conservatório do Pará. Mesmo doente, aceitou o convite. Após três meses no cargo, Carlos Gomes morreu em Belém, no dia 16 de setembro de 1896, aos 60 anos.
  27. 27. Carlos Gomes em seu leito de morte O cortejo fúnebre é acompanhado por 10.000 pessoas. Em 24 de outubro de 1896 o enterro é feito no mausoléu da família Ferreira Penteado já em Campinas
  28. 28. Obras de Carlos Gomes
  29. 29. ÓPERAS: A Noite do Castelo (1861) Joana de Flandes (1863) Se sa Minga (1866) Nella Luna (1868) Guarany (1870) Fosca (estréia 1873) Salvador Rosa (1874) Maria Tudor (1879) Lo Schiavo - O Escravo (1889) Condor (1891) Colombo (1891)
  30. 30. Missa de São Sebastião (1854) Bela Ninfa de Minh'Alma (1857) A Alta Noite (1859) Hino Acadêmico (1859) Quem Sabe? (1859) Suspiros d'Alma (1859) Anália Ingrata (1859) Missa de Nossa Senhora da Conceição (1859) Salve o Dia da Ventura (1860) A Última Hora do Calvário (1860) Lo ti vidi (1866) Noturno (1866) La Madamina (1867) Eternamente (1867) Lisa, me vos tu ben? (1869) Saldação do Brasil (1876) Hino a Camões (1880) Tu m'ami (1885-90) Pensa (1885-90) Per me solo (1885-90) Dolce rimprovero (1885-90) Canta ancor (1885-90) Povera bambola (1885-90) Addio (1885-90) CANÇÕES
  31. 31. Busto de Carlos Gomes em Porto Alegre/RS
  32. 32. Monumento-túmulo de Carlos Gomes em Campinas/SP
  33. 33. Sala do MUSEU DE CARLOS GOMES, no Centro de Ciências Letras e Artes - de Campinas/SP Rua Bernardino de Campos, 969 Fone: (19) 3231-2567
  34. 34. Aí está um pouco da história desse grande artista brasileiro, campineiro chamado ANTÔNIO CARLOS GOMES
  35. 35. PESQUISA E FORMATAÇÃO: Mima (Wilma) Badan mimabadan@yahoo.com.br Informações retiradas da Coleção Folha de Música Clássica IMAGENS: da Internet MÚSICA: Quem sabe – Carlos Gomes (A letra é do poeta sergipano Bittencourt Sampaio) Interpretação: Francisco Petrônio (Repasse com os devidos créditos) BLOGS: www.mimabadan.blogspot.com wwwrecantodepalavras.blogspot.com wwwrecantodasreceitas.blogspot.com wwwcasadavovomima.blogspot.com wwwpurezadoutrinaria.blogspot.com PPSs e ESTÓRIAS INFANTIS em: www.slideshare.net/mimagadan

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