A romã para os maçons

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A ROMÃ PARA OS MAÇONS

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A romã para os maçons

  1. 1. Simbologias e Significados da Romã Emblema solar, que representa segundo sua cor e forma, a fertilidade (útero materno) e o sangue vital; na Roma Antiga, jovens recém-casados usavam coroas de ramos de romãzeira. Na Mitologia Grega, a romã era atributo das deusas Hera, deusa das mulheres, do casamento e do nascimento, e Afrodite, deusa da beleza, do amor e da sexualidade, sendo uma fruta associada ao rejuvenescimento. Na Ásia a romã está associada aos órgãos genitais femininos, a vulva, e por isso, é o símbolo de desejo e a sexualidade feminina. Na Índia, muitas vezes, as mulheres tomavam o suco de romã, a fim de assegurar a fertilidade e combater a esterilidade. Note que a romã possui 613 sementes, tal qual os 613 mandamentos ou provérbios judaicos chamados de “Mitzvots”, presentes no livro sagrado, a Torá. Dessa forma, na tradição judaica, no feriado chamado “Rosh Hashanah”, dia em que começa o ano judaico, é comum consumir romãs, símbolo de renovação, fertilidade e prosperidade. Cristianismo No Cristianismo, a romã simboliza a perfeição divina, o amor cristão e a virgindade de Maria, mãe de Jesus. Fruto divino, na Bíblia, as romãs surgem em algumas passagens e estavam esculpidas no Templo de Salomão, em Jerusalém. Na tradição católica, a romã é consumida no Dia de Reis, 6 de janeiro. Maçonaria Na maçonaria, a romã representa um emblema que simboliza a união dos maçons, encontradas na entrada dos templos maçônicos. As sementes do fruto significam a solidariedade, a humildade e a prosperidade. Perséfone Na mitologia, Perséfone, deusa da agricultura, da natureza, da fertilidade, das estações, das flores, dos frutos e das ervas, após ser raptada pelo seu tio Hades, o deus do submundo, ela recusa qualquer alimento enquanto esteve no reino dos mortos na medida que a lei dos infernos era o jejum e quem sucumbisse à fome, ou vontade de comé-los não retornaria ao mundo dos imortais. Entretanto, ao saber de sua libertação, acaba comendo três sementes de romã, associada nesse caso, ao pecado, as quais asseguram o seu retorno ao inferno e ao amante, por três meses a cada ano, os quais simbolizam a estação do inverno. Note que sua descida ao mundo subterrâneo possui uma conexão com o aspecto transformador do feminino. Sendo assim, a opção de Perséfone, simboliza o reconhecimento de que não é mais a mesma donzela guardada até então, ciosamente, por sua mãe.
  2. 2. Etimologia da Palavra Do inglês, o termo “pomegranate”, deriva do latim, sendo constituído de dois termos: “pomum” que significa maçã e “granatus”, com sementes. Do hebraico, a palavra para “rimon” (romã), significa “sino”. Em Roma, a fruta era chamada de “mala granata” ou “mala romana”, que significavam, respectivamente “fruto de grãos” ou “fruto romano”. Do espanhol, a palavra “granada” significa romã.
  3. 3. A romanzeira ou pé de romã, em hebraico Rimmôn, é uma pequena árvore, ou até um arbusto pertencente à família “Punica Granatum” – nome latino – e no vernáculo mais purista, diz-se Romãzeira. No sul da Espanha existe uma linda cidade, que foi a capital dos reinos de Castela e Aragão, conquistada aos árabes em 1492 pelos reis católicos, chamada romã = Granada. Cresce silvestre no Oriente Médio e principalmente na Palestina, onde existem três cidades com o nome desse fruto, Rimon, Gate Rimon e En-Rimon. Da Palestina, através da Diáspora, foi levada a todo o mundo, inclusive, depois dos descobrimentos, ao Novo Mundo e posteriormente à Austrália e à Nova Zelândia. Considerando-se a origem da Romã como sendo hebraica, nada melhor, para uma compreensão inicial, que recorrermos às Sagradas Escrituras. O Velho Testamento refere a Romã, ONZE vezes, enquanto o Novo Testamento, a omite totalmente. Por ordem cronológica, transcrevemos as passagens alusivas a esse fruto: “Farás também a sobrepeliz da estola sacerdotal toda de estofo azul. No meio dela haverá uma abertura para a cabeça; será debruada essa abertura, como a abertura de uma saia de malha, para que não se rompa. Em toda a orla da sobrepeliz farás romãs de estofo azul, púrpura e carmesim; e campainhas de ouro no meio delas. Haverá em toda a orla da sobrepeliz uma campainha de ouro e uma romã, outra campainha de ouro e outra romã. Essa sobrepeliz estará sobre Aarão quando praticar o seu ministério, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do Senhor, e quando sair, e isso para que não morra.” (Êxodo 28-31.35.) “Depois vieram até o vale de Escol, por causa do cacho de uvas, o qual o trouxeram dois homens numa vara, como também romãs e figos.” (Números 13:23) “E porque nos fizeste subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar, que não é de cereais, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber?” (Números 20:5) “Fez também romãs em duas fileiras por cima de uma das obras de rede para cobrir o capitel no alto da coluna; o mesmo fez com o outro capitel. Os capitéis que estavam no alto das colunas eram de obra de lírios, como na Sala do Trono, e de quatro côvados. Perto do bojo, próximo à obra de rede, os capitéis que estavam no alto das duas colunas tinham duzentas romãs, dispostas em fileiras em redor, sobre um e outro capitel.” (II Reis 7:18-20)
  4. 4. “Há quatrocentas romãs para as duas redes, isto é, duas fileiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis que estavam no alto da coluna.” (II Crônicas 4:13) “Os teus lábios são como um fio de escarlate, e tua boca é formosa; as tuas faces, como romã partida, brilham através de véu.” (Cantares 4:3) “Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes.” (Cantares 4:13) “Desci ao jardim das nogueiras, para mirar as renovos do vale, para ver se brotavam as vides e se floresciam as romãzeiras. ” (Cantares 6:11) “Levar-te-ia e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias; eu te daria a beber vinho aromático e mosto das minhas romãs.” (Cantares 8:2) “Sobre ele havia um capitel de bronze; a altura de cada um era de cinco côvados; a obra de rede e as romãs sobre o capitel ao redor eram de bronze. Semelhante a esta era a outra coluna com as romãs. Havia noventa e seis romãs aos lados; as romãs todas, sobre a obra de rede ao redor, eram cem.” (Jeremias 52:22-23) “Saul se encontrava na extremidade de Gibeá, debaixo da romãzeira em Migron; e o povo que estava com ele era de cerca de seiscentos homens.” (I Samuel 14:2) No que diz respeito às cidades: “Lebaote, Silim e Rimom; ao todo, vinte e nove cidades com suas aldeias.” (Josué 15:32) “Então viraram e fugiram para o deserto, à penha Rimom.” (Juizes 20:45) “A sétima sorte saiu à tribo dos filhos de Dã; Jeúde, Bene-Beráque, Gate-Rimom.” (Josué 19:45) “Em En-Rimon, em Zorá, em Jarmute.” (Nemias 11:29) Desconhece-se a origem das cidades acima referidas, mas tudo leva a crer, que os seus nomes derivaram do grande número de Romãzeiras existentes. Alguns autores dão a Romãzeira como originária do Egito onde era conhecida pelo nome de “Anhmen”; fazem, outrossim, certa ligação entre a “Romã” e o nome de “Amon Ra”. Prosseguem dizendo não caber dúvida que foi no Egito que o fruto constituía um símbolo sagrado, pois os Sacerdotes egípcios, usavam a romã
  5. 5. nos atos litúrgicos iniciáticos. Para os romanos, a sua origem está no norte da África. O seu nome latino – Punica Granatum – sugere a sua origem na cidade de Cartago. Na realidade, esta cidade foi fundada pelos fenícios da cidade de Tiro, que foi fundada pelos sidônios, da cidade de Sidon. Estas cidades situam-se ao norte da Palestina, no atual Líbano. Platão teria afirmado que dez mil anos antes de Menés já existia a cerimônia que incluía a Romã como fruto, com a sua rubra flor. Somente os sacerdotes de Amon Ra tinham o privilégio de cultivar a Romãzeira. As Romãs, consideradas como oferendas sagradas, eram colocadas sobre os túmulos dos Faraós. Encontram-se referências a respeito com ao sacerdote Egípcio de Heliópolis, de nome Manthonm, em sua história dos reis, escrita em grego, 300 anos antes de Cristo. Sobre os Altares dos deuses Horus, Set, Isis e Osiris, este o deus supremo e juiz do além-vida, protetor da morte, eram colocadas as mais exuberantes Romãs, como símbolo dos iniciados nos supremos mistérios. Essas oferendas aumentavam de número consoante a categoria do iniciado ou a importância do cargo, como os grandes hierofantes de Amon Ra e de Osiris, que além dessas ofertas serem colocadas em seus túmulos, eram também plantadas nos parques funerários, um número determinado e simbólico de Romãzeiras. O número variava entre três, cinco e sete, de conformidade com a hierarquia. O rei Thotmesis – Tutmós – da XVIII dinastia, morto no ano 59 a.C. teve plantadas em seu parque funerário, cinco Romãs. Um hábito curioso diz respeito às pessoas que tinham débitos com o falecido. Essas dívidas eram pagas com Romãs, depositadas sobre o seu túmulo. Esse fruto simbolizava a vida e a união geográfica do Egito, compreendido assim o Alto Egito, o Meio Egito e o Baixo Egito, que representavam os três “ninhos interiores” ou a câmara baixa; os cinco “ninhos superiores” ou câmara alta, dos deuses Osiris, o juiz supremo da outra vida, Set, deus das trevas, que matou a Osiris e Horus, que vingou a Osíris, casado com Isis, além da deusa Nefritis ou Isis, irmã de Osiris. No antigo Egito, o mês tinha três semanas de dez dias cada uma, e o ano doze meses ou seja, 360 dias aos quais, para corrigir a anomalia astronômica, foram acrescentados cinco dias que eram os correspondentes aos aniversários dos deuses Osiris, Horus, Set, Isis e Nefritis. Esses cinco dias acrescidos eram considerados de maus augúrios, e para aplacar o azar, eram oferecidas Romãs colocadas nos altares. Paralelamente, semeavam no parque funerário três Romãs,
  6. 6. simbolizando as três o Egito e mais cinco em honra aos cinco deuses patronos dos cinco últimos dias, e mais sete, em homenagem às sete trajetórias que as almas deviam percorrer para purificar-se. Essa origem da Romã no Egito conflita com as sagradas escrituras. Na oportunidade em que Jacó saiu de Israel em direção ao Egito, para fugir da fome que assolava a sua região, levou consigo mudas de videira, de romãzeira, figueiras e demais árvores frutíferas, plantando-as e cultivando-as. Na volta para Canaã, quando os hebreus chefiados por Moisés foram inspecionar a terra prometida, trouxeram de lá, frutos excepcionais, descritos como gigantescos, eis que para carregar um cacho de uvas, foi preciso dois homens, pendurado o cacho numa vara; junto, trouxeram figos e romãs; podemos imaginar, se comparados com o enorme cacho de uvas, o tamanho dos figos e das romãs! Sem dúvida a origem da Romãzeira, é da Palestina. Para os Assírios, a romã simbolizava a vida e os primeiros frutos da colheita eram entregues ao sacerdote que extraía o seu suco para que o Rei o oferecesse ao ídolo. Os frutos mais formosos que simbolizavam o prolongamento da vida eram preservados para o templo; a Romãzeira era considerada como o pai da vida; com a madeira da árvore, eram confeccionados amuletos. Os fenícios tinham a Romã, também, como frutos sagrados, bem como os Cartagineses e os Romanos, que os reproduziam nos capitéis de suas colunas e os colocavam nas tumbas dos sacerdotes e dos reis. Para os gregos, a Romã era sagrada e eles a denominavam de Roidion, e a Romãzeira de Roía; os frutos eram oferecidos à deusa da sabedoria, protetora da cidade de Atenas. Para os iniciados nos mistérios de Eleusis, Dodone, Delfos, Megara e outros, a Romã simbolizava a fecundidade e a vida. Se a Romã era usada como símbolo de vida, a concepção hebraica a reforça, considerando a propagação da espécie como o elemento mais relevante da vida. A Romã é de difícil uso como alimento, porque a separação dos grãos, firmemente inseridos em sua polpa, exige certa habilidade; mas, o seu suco, obtido com o esmagamento das suas sementes, que na realidade se constituem cada uma em um fruto separado, é de fácil obtenção. Obtido o suco, de certa forma abundante, fermentado esse, produz-se um vinho de sabor suave e delicado que, talvez para o paladar do ocidental, possa parecer estranho.
  7. 7. Quando de nossa estada em Israel, justamente, em Canaã, adquiri no comércio, uma garrafa de vinho de romã; gelado, nos pareceu de agradável paladar. Retornados ao Brasil, procuramos obter certa quantidade de romãs retirando-lhes os grãos que esmagamos, coamos o suco, acrescentamos um pouco de açúcar e deixamos fermentar. O vinho obtido tinha o mesmo paladar daquele que adquirimos em Israel. Efetivamente, depois de degustá-lo em pequenas doses, decorrido algum tempo, notamos o seu efeito energético; preferimos denominá-lo assim, de afrodisíaco. O relato contém além das insinuações, simbolismos profundos relacionados com os costumes hebreus. A análise meticulosa desvenda preciosas lições. Por que Salomão valorizava tanto a romã e o seu vinho? Além do atributo afrodisíaco que os comerciantes dão ao vinho da Romãzeira, o relato de Cantares é claro. O rei Salomão reinou sobre Israel durante quarenta anos, portanto, não se o pode julgar uma pessoa já idosa, mas no vigor da idade. O relato inserido em I Reis 11 nos dá: “Ora além da filha do faraó, amou Salomão, muitas mulheres estrangeiras; moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o Senhor dito aos filhos de Israel: não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas. Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo para com o Senhor seu Deus, como fora o de Davi, seu pai.” Apesar do texto bíblico denominá-lo de “velho”, um homem para contentar a mil mulheres, mesmo com higidez excepcional, deveria valer-se de algum produto afrodisíaco, que não era outro senão o vinho da romã. Isto justifica o seu uso, a ponto de fazer da Romã um símbolo sexual conjugado com os lírios, símbolo da excelência feminina. Colocadas as Romãs e os Lírios, nos capitéis das Colunas do Templo, quis Salomão render destaque à sua condição de rei poderoso em todos os sentidos. Poder-se-ia, contudo, questionar sobre esse evento: mas quando Salomão tinha mil mulheres o Templo já estava construído como as duas respectivas colunas. No entanto, já naquele momento, Salomão possuía mulheres em grande número e é de se supor que a ingestão do vinho afrodisíaco já era um hábito e uma necessidade. Não se conhece a idade exata de Salomão.
  8. 8. No livro I Crônicas, 29:1 lemos: “Disse mais o rei Davi a toda a congregação; Salomão meu filho, o único a quem Deus escolheu, é ainda moço e inexperiente, e esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus.” E no livro I Reis, 3:7 lemos: “Agora, pois, ó Senhor meu Deus, tu fizestes reinar a teu servo em lugar de Davi meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me”. Quando Davi ordenou o censo, excluiu os que tinham a idade de menos de 20 anos. Poderíamos, calcular, a grosso modo, que Salomão sentira-se criança, talvez por não ter atingido a idade de vinte anos. Portanto, se Salomão reinara durante quarenta anos, e assumira o reinado aos vinte anos, ao morrer, teria sessenta anos, idade que não podemos aceitar como de pessoa já velha. Porém, se Salomão se considerou criança, poderia, perfeitamente, ter apenas quatorze ou treze anos de idade, e então ao morrer teria de 53 a 54 anos! Mas, se com essa idade iniciou a construção do Templo, como justificar a presença das Romãs e dos Lírios? Talvez uma manifestação profética, uma vez que esses adornos foram determinados por Davi que os recebera do Senhor. Davi, por sua vez, tivera um grande número de mulheres e concubinas, e o uso do vinho afrodisíaco, poderia ter sido também um hábito seu. Em Jerusalém era muito usada a Alcaparra, denominada em hebraico de Abyynah, cujos brotos e flores excitavam os desejos sexuais; hoje as sementes conservadas em vinagre constituem um condimento muito apreciado em toda a parte. De qualquer forma, é preciso encontrar-se uma justificativa muito mais coerente sobre a presença das Romãs, do que a simplista de que simbolizava a união fraterna, pela coesão de seus grãos. A necessidade dos excitantes sexuais vem justificada pelo costume que os poderosos tinham de manter junto a si, múltiplas esposas e concubinas; os excessos sexuais da época não constituíam pecado ou falha moral. Completaremos o estudo sobre a Romã, examinando detalhadamente o seu aspecto interno e externo. O fruto é arredondado, assemelhando-se a um pequeno cântaro, ou a uma laranja de bom tamanho. Sua casca é lisa e manchada na coloração mista do vermelho com o verde, com manchas amareladas. Na parte oposta ao pedúnculo que se prende ao ramo, apresenta uma coroa formada de pequenos triângulos, e no seu centro restos de pistilos secos de sua flor. Essa flor é de cor escarlate e composta de três pétalas carnosas que após desabrochar completamente dão lugar a uma rosácea de cinco pétalas; curiosamente, ao formar-se o fruto, surgem
  9. 9. mais duas pétalas que se mantêm envolvidas pela coroa, secando paulatinamente até o completo desenvolvimento do fruto. A casca é grossa e robusta; quando bem maduro, o fruto rompe-se, pondo à mostra alguns grãos; quando colhida e deixada em lugar quente, a Romã seca lentamente; não apodrece; e mesmo seco, o fruto é utilizado, pois os seus grãos apresentam-se mais doces ainda. O interior apresenta duas câmaras: a alta que contém cinco celas onde se espremem dezenas de grãos, e a câmara baixa, que se apresenta da mesma forma; os grãos têm no centro, uma diminuta semente branca e ao redor uma grande parte carnosa e transparente, nas colorações que partem do rosa pálido ao vermelho rubi. Essa parte interna lembra os favos de mel; as celas são divididas por uma espécie de cortina branca e leve. Essa película resistente é amarga, como o é toda a casca exterior, possuindo propriedades medicinais; pela grande quantidade de tanino que contém, é usada como adstringente para diarreia; a casca, em forma de chá é um excelente vermífugo. Os grãos são saborosos, podendo ser ingeridos agrupados; o gosto esquisito, é agridoce. No Oriente, como já referimos, esses grãos macerados produzem um líquido que fermentado resulta em vinho afrodisíaco. O simbolismo do fruto e de sua flor se adequa à filosofia maçônica. A planta, ou melhor, o arbusto, tem as folhas pequenas e perenes, de um verde escuro; a planta não atinge altura significativa e desde cedo, quando em desenvolvimento, tendo um metro e meio, já produz frutos. Os grãos simbolizam a união dos maçons em seus vários aspectos: o fisiológico, porque cada grão possui “carne”, “sangue” (o suco) e “ossos”, (as sementes). Os grãos crescem unidos de tal forma que perdem o formato natural, que seria redondo; espremidos uns aos outros, são semelhantes a polígonos geométricos, com várias facetas; são lustrosos e belos, lembrando os favos de uma colmeia de abelhas; as abelhas trabalham sem descanso e assim lutam os maçons. Os frutos representam os maçons que estão no Oriente Eterno; são pedras totalmente polidas que abrilhantam o Reino Celestial. As câmaras simbolizam a vida externa e a interna, ou seja, a mente humana e o espírito. As cinco células da Câmara Alta representam as fases intelectuais onde se estuda a razão da verdade eterna;, o conhecimento, o impulso para o elevado, para a moral e para a perfeita harmonia.
  10. 10. Representam, ao mesmo tempo, as cinco raças humanas, perfeitamente unidas, sem preconceitos; também recordam as cinco idades do homem: a embrionária, a infância, a do aprendizado, a construtiva e a madura. As três células da Câmara Baixa correspondem ao aprendizado, ao companheirismo e ao mestrado. As três substâncias do homem: sangue, carne e ossos; ao homem Templo, ao homem Altar e ao homem Alma. As três luzes: Ven.’. e Vvig.’.. O formato externo representa a Terra, seja pela sua esfera, seja pela sua coloração e conteúdo. O astronauta soviético Yuri Gagarin, quando pôde contemplar a Terra do Cosmos, exclamou: “Ela é azul!” Hoje, passada quase uma geração, o jornalista japonês Akiyama, a bordo da estação orbital russa Mir enviou a seguinte mensagem: “O ar e as águas estão visivelmente sujos. Estou muito ocupado aqui, em cima, para ser filosófico; mas sinto que realmente faço parte da mãe Terra, agora, e acredito que temos que realmente fazer alguma coisa para salvá-la” – acrescentou: “eu não estou falando dos desertos, mas em outras partes da África e da Ásia não há muitas árvores”. Que expressiva diferença após poucos anos! A Terra para Gagarin era azul; para Toyohiro Akiyama, a Terra perdeu a suavidade colorida! A Romã expressa, na sua coloração, a realidade. A coroa de triângulos ou coroa da virtude, do sacrifício, da ciência, da fraternidade, do amor ao próximo, está colocada numa extremidade da esfera. Simboliza o coroamento da obra da Arte Real. A flor rubra representa a chama do entusiasmo que conduz o Neófito ao seu destino, iluminando a sua jornada. As cores da Romã simbolizam: o verde, o reino vegetal; a amarela, o reino mineral; e a vermelha, o reino animal. As membranas brancas, que não constituem cor, mas a mistura de todas as cores como as obtidas quando o raio transpassa o cristal formando o arco-íris, simboliza a paz e o amor fraterno. Podemos acrescentar que o simbolismo da romã se equivale, na Arte Real, ao simbolismo da Cadeia de União, da Orla Dentada, da Corda de 81 Nós, e ao do Feixe de Esopo. Em suma, a romã simboliza a própria Loja e a sua a Egrégora.
  11. 11. PAINEL DA LOJA DE APRENDIZ Neste trabalho sobre o Painel de Aprendiz, inicialmente apresentaremos seu conceito simbólico e relacionaremos todos os elementos que nele estão desenhados. Então iremos comparar o desenho do Templo e suas 2 Colunas, acrescidas das Romãs, Lírios, e Correntes, ao Templo Maçônico e ao Templo de Salomão. Por fim, apresentaremos breves informações sobre cada um dos símbolos ali representados. Por Painel entendemos o Quadro que a Loja apresenta por ocasião da abertura dos trabalhos, conforme é encontrado nas primeiras páginas do ritual do GOB, e são três: o da Loja de Aprendiz, da Loja de Companheiro, e da Loja Mestre. Nos graus filosóficos normalmente não se usa a denominação Painel, mas sim, Emblema ou Escudo. No Painel estão desenhados todos os símbolos maçônicos, necessários ao desenvolvimento dos trabalhos de seu respectivo grau. A sua colocação na Loja indica que continua viva toda a simbologia que orienta os trabalhos. Sua presença na Loja idealiza também que nenhum trabalho seja iniciado sem que antes tenha havido um planejamento das atividades. Por outro lado, todos os participantes, ao adentrarem ao Templo e olharem para o Painel, estarão cientes do grau em que os trabalhos serão realizados. No inicio, os símbolos hoje representados no Painel eram desenhados, com giz, no chão, de tal sorte que pudessem ser apagados ao fim dos trabalhos. Posteriormente passaram a ser pintados ou bordados sobre panos ou tapetes. Foi o maçom John Harris, em 1820, quem desenhou os Painéis que, salvo pequenas modificações, se encontram em uso até hoje.
  12. 12. Todo o templo, incluindo o assoalho, as paredes e o teto, é contemplado no Painel, sendo composto por: Duas Colunas sobre as quais estão plantadas Romãs; A Porta do Templo, antecedida por três degraus; O Delta Luminoso, em cima da porta; O Pavimento Mosaico, representado pela Orla Dentada que circunda o quadro; 3 Janelas fechadas com malha de arame; Uma Pedra Bruta e uma Pedra Cúbica; Uma corda que emoldura o quadro, representando a corda de 81 nós; O Sol e a Lua. Os instrumentos de trabalho dos pedreiros também estão representados: O Esquadro e o Compasso; O Prumo e o Nível; O Malho e o Cinzel; A Prancha de Traçar.
  13. 13. O TEMPLO DE SALOMÃO O Templo de Salomão foi construído com pedra, madeira de cedro e ouro. A pedra representando a estabilidade; a madeira a vitalidade; e o ouro a espiritualidade. Na Maçonaria, a Loja surge no Templo. O vocábulo sugere local de habitação e seria onde os operários da construção descansavam e debatiam seus problemas sociais e espirituais. Na busca de uma definição simbólica e perfeita para o Templo que cada um de nós tem em si próprio, a Bíblia fornece aos MMMM o Templo de Salomão, símbolo de alcance magnífico. Como simples confirmação disto, sabemos que o Templo foi edificado com pedras lapidadas na pedreira, pois assim, durante a construção da Casa de Deus, não seriam ouvidos nem o som do martelo nem de qualquer outro instrumento de ferro. Ora, assim é o Templo do aprendiz, onde a pedra bruta será lapidada sem o barulho do martelo, somente no silêncio dos estudos e das meditações. AS DUAS COLUNAS (1º Livro dos Reis, Cap.VII - Bíblia) Para a construção do Templo, o Rei Salomão trouxe de Tiro, um artesão de nome Hiran Abif, israelita por parte de pai e nephtali, por parte de mãe. Foi esse homem quem executou todos os ornatos do Templo de Salomão, incluindo as 2 colunas construídas em bronze, que simbolicamente representavam as 2 colunas de homens que Moisés dirigiu quando da fuga dos Hebreus do Egito. No alto das duas colunas, Hiran colocou um capitel fundido em forma de lírio. Ao redor deste, uma rede trançada de palmas em bronze, que envolviam os lírios. Desta rede, pendiam em 2 fileiras, 200 romãs. À coluna da direita foi dado o nome de Jachin (Yakin) e à da esquerda, Booz. Atribui-se à coluna Jachin a cor vermelha – ativo, Sol ; e à coluna Booz a cor branca ou preta – passivo, Lua. O Vermelho simboliza a inteligência, a força e a glória; o Branco simboliza a beleza, a sabedoria e a vitória.
  14. 14. Há quem suponha que as colunas se destinariam à guarda dos instrumentos e ferramentas dos operários, e que junto a elas estaria o local onde os operários recebiam seus pagamentos pelos serviços prestados. Nestas colunas, estariam guardados ainda as espécies e o ouro com que os operários seriam pagos. No entanto, pelo tamanho das colunas fornecido pela Bíblia, seria impossível, em tão pequeno espaço, caberem todas as ferramentas e instrumentos, além do ouro e espécies. Tampouco essa suposição é suportada pela Bíblia, que em nenhum momento cita as colunas como local possuidor de portas ou armários. Na tradução latina dos nomes, Yakin significa “Ele firmará” e Booz , “nele está a força” , ou seja “Ele firmará a força”; ou ainda, “nele está a força que firmará”, como quem quer dizer que Nele, em Deus, está a força necessária à estabilidade, ao sucesso. Assim sendo, as 2 colunas simbolizam a presença do Senhor no Templo. As Romãs, os Lírios e as Correntes: As romãs são frutas muito interessantes. De sabor suave e agridoce, ela possui muitas sementes avermelhadas e unidas. Crescem em árvores que mais se assemelham a arbustos. Oval, em sua extremidade inferior tem um terminal exatamente como uma pequena coroa. Conforme amadurece na árvore, a romã passa do verde para o amarelo e para o vermelho, inchando tanto, que em determinado momento ela racha e suas sementes vão ao chão, germinando novas árvores. Essa quantidade imensa de sementes e a forma como ela se propaga, a fez símbolo da virilidade masculina, da fecundidade e da riqueza. Salomão, que a fez símbolo de seu reinado, dizia ter poderes afrodisíacos, em especial seu suco e o vinho dela produzido, consumido em Israel desde seus primórdios. Na Maçonaria, os grãos da Romã, mergulhados em sua polpa transparente, simbolizam os maçons unidos com a energia e a força necessárias para realizarem o trabalho. Os Lírios, por sua vez, simbolizam a pureza e a virgindade: a beleza feminina. Representam a chama pura e fecundante: o calor.
  15. 15. Além dos lírios e das romãs, sete voltas de correntes envolvem o capitel das colunas. Entre os antigos, as correntes representavam o cativeiro experimentado pelo povo judeu, mas, o verdadeiro significado dessas correntes nas colunas é obscuro. Para a Maçonaria representam, por um lado, os laços que acorrentam os profanos e, pelo outro, os elos que unem os maçons. OS TRÊS DEGRAUS No Painel da Loja de Aprendiz, os degraus simbolizam os esforços que os Aprendizes devem fazer para, primeiramente, se libertarem do Plano Físico; em seguida, ultrapassarem o Plano Austral; e, finalmente, terem ascensão aos Planos Superiores da espiritualidade. Por outro lado, no grau de Aprendiz, o número 3 é tão encontrado, que sua representação no quadro ainda poderia também significar: A idade do Aprendiz – 3 anos A sua marcha – 3 passos Sua Bateria – 3 golpes O PISO MOSAICO O Piso Mosaico é formado por lajes quadradas que se alternam nas cores branco e preto, formando um tabuleiro de xadrez. Tem, como significado, a união íntima que deve existir entre os Irmãos Maçons, ligados pela verdade. A alternância do branco com o preto, por sua vez, demonstra a existência do contraste, representando aquilo que é contestável, uma vez que, sem o contraste, tudo seria uniforme e perfeito, confundindo-se com o nada. Se assim fosse, nada diferenciaria o Maçom do profano e, portanto, não haveria nenhuma verdade a ser revelada ao Aprendiz.
  16. 16. Sendo a representação do contraste, dos opostos, o Piso Mosaico simboliza a presença do Bem ao lado do Mal; o Corpo e o Espírito: unidos, mas não confundidos. AS TRÊS JANELAS Mais uma tríade no Painel do Aprendiz. As 3 Janelas representam as 3 posições do Sol: o Oriente, o Meio-dia e o Ocidente. Nenhuma janela se abre para o norte e as 3 são cobertas por uma rede de arame, simbolizando que a luz ilumina o templo, mas o que está fora, fora permanece; e o que está dentro, lá fique. Ou seja, as sessões não devem ser perturbadas por eventos profanos e, o que dentro se realiza, não deve ser divulgado no mundo profano. A janela do oriente nos dá, através da aurora, a renovação das atividades; a do meio-dia nos dá a força e o calor, iluminando constantemente os Aprendizes colocados ao Norte do Templo; a do ocidente nos convida ao repouso. Nenhum Templo Maçônico é construído com janelas ou outras aberturas, a não ser sua Porta do Ocidente, que durante os trabalhos permanece fechada. A PEDRA BRUTA e a PEDRA POLIDA A Pedra Bruta simboliza as imperfeições do espírito e do coração que o Maçom deve se esforçar para corrigir. Quando da iniciação maçônica, o Aprendiz reencontra seu estado bruto na Natureza. Reencontra sua Liberdade de Pensamento e, com os instrumentos que lhe são dados, ele próprio desbastará sua Pedra Bruta, tornando-a a mais perfeita possível, imprimindo personalidade sua e única. É, portanto, o próprio Maçom, orientado pelo seu Mestre, que se desbasta transformando a Pedra Bruta num Cubo Perfeito, utilizando-se, para isso dos instrumentos que lhe são fornecidos: Esquadro, Compasso, Prumo, Nível, Malho e Cinzel. A Pedra Polida, que encontramos no Painel de Aprendiz servirá para que o Aprendiz a tenha por exemplo, por inspiração, e por objetivo.
  17. 17. A ORLA DENTADA. A Orla Dentada simboliza a união dos Maçons. Os dentes representam os planetas que giram no Cosmos. Cada dente tem o formato de um triângulo. O Triângulo expressa a espiritualização dos Maçons que partindo da individualidade unem-se de forma indissolúvel, em torno de um ideal. A Orla Dentada erradamente é confundida com a Corda de 81 Nós e com a Cadeia de União. A Corda de 81 Nós, colocada no Templo entre a Abóbada Celeste e o cimo das 4 paredes, simboliza os 81 laços do amor fraterno existente entre todos os membros da Loja. A Cadeia de União expressa o Cerimonial que reúne todos os membros da Loja. Envolve aspectos emocional, filosófico, esotérico e espiritual. É através da Cadeia de União que se transmite a Palavra Semestral ou se invoca sobre algum Ir necessitado, forças vitais para afastar-se de enfermidade ou aflição. A PRANCHA DE TRAÇAR. No Painel de Aprendiz, a Prancha de Traçar corresponde ao papel onde o Mestre estabelece seus planos. A Prancha constitui um dos símbolos da Maçonaria e significa que o Maçom deve traçar seus planos, estabelecer seus objetivos e empenhar-se em conquistá-los com habilidade e preparo. OS INSTRUMENTOS MAÇÔNICOS. O Esquadro e o Compasso: O Esquadro simboliza a retidão limitada por duas linhas: uma horizontal que representa a trajetória que temos que percorrer na Terra, ou seja, no mundo físico; a outra, vertical, representa o caminho para cima, que por ser sem fim, nos leva ao Cosmos, ao Infinito, e a Deus.
  18. 18. O Compasso simboliza o equilíbrio, a vida correta, a justiça. Ensina onde começa e termina os direitos de cada um de nós. É a Jóia do Mestre; O Esquadro, a do Companheiro; e a Régua a do Aprendiz. O conjunto desses 3 instrumentos constitui o símbolo da Maçonaria. No Altar essas 3 Jóias estão presentes. O L da L que tem o significado de medir a nossa conduta no Lar, no Trabalho e na Sociedade, substitui a Régua de 24”. E sobre ele, são colocados o Esquadro e o Compasso. O Prumo e o Nível: O Prumo, utilizado pelos pedreiros para buscar o alinhamento vertical representa, na simbologia maçônica, a retidão, o acerto, a justiça e a moral que cada Maçom deve desenvolver em si, através da construção de seu próprio Templo Espiritual. É a Jóia do 2º Vig O Nível, utilizado pelos pedreiros na busca da horizontalidade, simboliza, na Maçonaria, a igualdade, pois nivela a todos. É a Jóia do 1º Vig O Malho e o Cinzel: O Malho é um instrumento de trabalho braçal e pesado, em que se emprega a força. É um instrumento só utilizado na Sessão de Iniciação. Já o seu diminutivo, o Malhete, é utilizado em todas as Sessões pelas 3 Luzes: VM, 1º e 2º VVig. Símbolo da força e da autoridade, o malhete é utilizado para dar inicio, suspender ou cessar os trabalhos, bem como para dar ênfase a trechos do ritual. Em sua forma esotérica destina-se a desbastar a Pedra Bruta, retirando-lhe, através do Cinzel, as arestas. Quando do inicio dos trabalhos, o som do 1º golpe, produzido pelo VM, encontra continuidade nos golpes dados pelos VVig, produzindo ondas sonoras iniciadas no oriente (VM) e espalhadas pelo Norte (1ºVig) e Sul (2ºVig) do Universo.
  19. 19. O Cinzel é o símbolo do trabalho inteligente. É um instrumento de ferro endurecido (aço) que apresenta em uma de suas extremidades a forma pontiaguda, arredondada, ou achatada; na outra extremidade situa-se a cabeça que sofrerá os golpes do Malho (desbaste da Pedra Bruta) ou os retoques do Malhete (aperfeiçoamento). AS DUAS LUMINÁRIAS: O SOL e a LUA. O Sol é o vitalizador essencial, possuidor de uma generosa fecundidade. Sem ele não existiríamos. É o princípio ativo. A Lua é o reflexo do Sol. Representa, tanto quanto o Sol, a saúde, pois recebe e reflete os raios do Sol. É o princípio passivo No Templo, o Sol e a Lua ficam no Oriente atrás do Venerável, indicando a simbologia de que os trabalhos no grau de aprendiz são abertos ao meio-dia e fechados à meia-noite. A PORTA DO TEMPLO e o DELTA LUMINOSO. No centro do Painel do Aprendiz, vê-se uma Porta, situada entre as Duas Colunas, representando a Porta do Templo. Este Templo, por ser cópia do Templo de Salomão, é construído em formato retangular e, estando o Venerável sempre colocado no Oriente e em lado oposto à entrada, conclui-se que a Porta do Templo sempre se situará no lado do Ocidente. Por isso, ela é frequentemente chamada de Porta do Ocidente, representando que no seu limiar não existe luz (o Sol se põe no Ocidente), mas somente trevas; ou seja, o mundo profano. Em cima do desenho que representa a Porta do Templo, está desenhado um triângulo representando o Delta Luminoso. No Templo, este Delta está no Oriente, atrás e acima da cadeira do VM.
  20. 20. O Delta Luminoso simboliza, no Plano Físico, o Sol de onde emana a vida e a luz. No plano intermediário, ou astral, simboliza o Verbo, o Princípio Criador. No plano espiritual, o Grande Arquiteto do Universo. O Delta Luminoso é um dos principais símbolos maçônicos. Representa a presença permanente de Deus, demonstrando sua onisciência. Simboliza a eterna e divina vigilância que observa e registra os atos do ser Humano. E, assim, terminamos por brevemente descrever o Painel de Aprendiz e sua simbologia. Bibliografia: A Bíblia Sagrada – Antigo Testamento. Antônio Montovani Filho – Primeiras Instruções -- Jan. / 2000 – Editora A Trolha Grande Oriente do Brasil – 1º Grau Aprendiz – Ritual Jules Boucher – A Simbólica Maçônica –7ª Ed. 2000 – Editora Pensamento Carlos Alberto Baleeiro Beltrão -- Abreviaturas na Maçonaria -- Editora Madras Rizzardo da Camino e Odéci Schilling da Camino – Vade -- Mécum do Simbolismo Maçônico – Editora Madras, 1999 Rizzardo da Camino – Dicionário Maçônico – Editora Madras, 2001 Alberto Victor Castelleti – O que é a Maçonaria – Editora Madras Os Painéis antigos apresentam, entre a Porta e os degraus, um quadro mosaico em perspectiva representando o Pavimento Mosaico.

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