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As relações com outras pessoas são facilitadas com a utilização do produto de apoio,
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Tabela 4: Percentagens de respostas às perguntas referentes à participação nas AVDI's após a atribuição do
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Igual 23,3 63,9 41,5
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1º estudo em portugal sobre a analise dos efeitos biopsicossoais da utilização de produtos de apoio em requerentes de financiamento ISS

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Estudo efeitos biopsicossociais após utilização produtos de apoio

  1. 1. 1 SCML realiza estudo inovador em Portugal sobre Efeitos Biopsicossociais da Utilização de Produtos de Apoio A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) planeou, concebeu, desenvolveu e aplicou um estudo inovador em Portugal sobre os «Efeitos Biopsicossociais da Utilização de Produtos de Apoio em requerentes do ISS» através do Serviço de Gestão de Produtos de Apoio (SGPA) em 2014, com os seguintes autores; Cristina Vaz de Almeida, Coordenadora do Estudo, Mafalda Negrão, Rita Mendes e Isabel Miguez (psicóloga convidada) onde se pretendeu avaliar duas questões concretas sobre a utilização dos produtos de apoio financiados pelo ISS na cidade de Lisboa:  Utilização vs. Abandono  Impacto na qualidade de vida. O questionário, desenvolvido pelo SGPA da SCML é um questionário estruturado, com caracterização pessoal, avaliação de efeitos a nível físico, de actividades da vida diária e instrumentais, da interacção social do estado emocional e da qualidade de vida, esta última em resposta aberta. Abrangeu-se um Universo de 136 requerentes com Amostra de 100 indivíduos, residentes na cidade de Lisboa: crianças, jovens e adultos. As entrevistas foram conduzidas, sendo presenciais ou por telefone. Na existência de cuidador informal, questionário também feito ao cuidador.
  2. 2. 2 Como ferramentas para a construção do questionário apresentado, usaram-se os seguintes questionários validados: • QUEST – Quebec User Evaluation of Satisfaction with Assistive Technology • PIADS – Psycolosocial Impact of Assistive Devices Scale • WHOQOL – World Health Organization Quality of Life Assim, o questionário estruturado, em entrevista presencial e telefónica, contendo 32 questões (fechadas) para o requerente e 11 para o cuidador informal, sendo que uma destas questões é aberta, tem a seguinte estrutura: SIMPLICIDADE: O questionário é simples cumprindo os seus objectivos; QUALIDADEDEDADOS:Os dados utilizados consideram-se completos e válidos. FLEXIBILIDADE:Capacidadede se adaptar às necessidadesde informação e o uso de dados foram facilmente integrados e associadosa outros dados; ACEITAÇÃO: As pessoas envolvidas estiveram dispostas a participar do Questionário. REPRESENTATIVIDADE: O Questionário envolve amostra representativa. TEMPORALIDADE:A informação foi disponibilizada rapidamente. ESTABILIDADE: O Questionário funcionou sem falhas relevantes; SENSIBILIDADE:O Questionário identifica uma proporção muito elevada de casos e tem a capacidade de detectar questões laterais; OS PRESSUPOSTOS E CONCEITOS DO QUESTIONÁRIO BASEARAM-SE NAS SEGUINTES AVALIAÇÕES:
  3. 3. 3 Imagem 1: Primeiras páginas do questionário desenvolvido. ESTRUTURA DO QUESTIONÁRIO Caracterizaçãopessoal Utilização do produto de apoio Efeitos: Nível físico Actividades da vida diária e instrumentais, Interacção social, Estado emocional Qualidade de vida – resposta aberta
  4. 4. 4 Considerando a questão da baixa utilização, e contrariamente ao que seria expectável no enquadramento bibliográfico1,2,3, a taxa de abandono verificada para a população avaliada é apenas de 8%, bastante inferior aos 30% referidos na literatura que referenciam este número tanto na Europa como nos Estados Unidos. Imagem 2: Gráfico representativo da utilização dos produtos de apoio atribuídos. Esta minoria de pessoas que não usam os produtos que receberam, apontam as seguintes justificações para o fato: Não sabe, ou não quer usar o produto; Não se adapta à habitação; Não se adapta às necessidades do próprio. As razões que se enquadram nas apontadas pela bibliografia consultada, aquando do abandono dos PA na Europa e EUA assentam nos seguintes pressupostos: Imagem 3: Justificações encontradas na bibliografia para o não uso de produtos de apoio atribuído 75% 15% 2% 8% Utilização Todos os dias 4/6 dias por semana 1/3 dias por semana não usa Não consideração do opinião do requerente Fracodesempenho do produto Mudança nas necessidadesdo utente
  5. 5. 5 NOVA METODOLOGIA DA SCML Desde 2012 que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, como entidade financiadora, desenvolve a sua gestão de financiamento de produtos de apoio através do processo de entrega direta de produtos de apoio aos requerentes, em vez de um financiamento monetário através do Serviçode Gestão de Produtos de Apoio (SGPA) Esta mudança de metodologia, com a atribuição direta do produto de apoio ao requerente, em vez de um cheque, veio assim modificar os resultados deste processo. Efectivamente, a maioria dos requerentes (91%) e dos cuidadores (91%) afirma ter uma melhoria na sua qualidade de vida. Também o grau de satisfação com o produto de apoio é bastante elevado sendo que 80% dos requerentes e 83% dos cuidadores afirmam ter um grau de satisfação com o produto entre o Bom e o Excelente. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA Em termos de caracterização existiu neste estudo uma distribuição semelhante entre género e faixas etárias, sendo 46% do sexo Feminino e 54% do Masculino. Um total de 54% tinha idade igual ou a inferior a 35 anos, realçando assim uma população jovem. Ao nível da escolaridade, existente em 73% da amostra, verificamos que a maior parte desta população, 69%, tem escolaridade apenas até ao ensino secundário. Dentro da população com escolaridade: 60% até ao 3º Ciclo, 9% Ensino Secundário, 8% Ensino Superior, 19% Ensino Especial, 4% Ensino Profissional. Desta avaliação resultou que 69% dos requerentes tem cuidador, sendo 52% informal e 17% com cuidador formal. Imagem 4: Gráfico representativo da existência e qualidade de cuidadores. 31% 52% 17% Cuidador Sem Informal Profissional
  6. 6. 6 Um total de 80% das prescrições é motivado por incapacidades relativas à mobilidade. Imagem 5: Gráfico representativo das motivações presentes nas prescrições. Quanto ao tipo de produtos de apoio atribuído podemos avaliar os seguintes: Imagem 6: Gráfico representativo do tipo de produtos de apoio prescritos para a amostra estudada. EFEITOS BIOPSICOSSOCIAIS NO REQUERENTE E NO CUIDADOR Relativamente aos efeitos biopsicossociais, e considerando que a taxa de utilização dos produtos de apoio é elevada, verificou-se um impacto bastante positivo nas várias áreas consideradas. 80% 15% 1% 1% 3% Necessidades Mobilidade reduzida Limitações visuais Dificuldades de comunicação Material clínico Conforto e posicionamento
  7. 7. 7 Estes resultados estão de acordo com os impactos apontados na literatura para a utilização adequada de produtos de apoio, pois estes são descritos como uma caminho para incrementar a capacidade funcional, autonomia e qualidade de vida4. Em termos médios, o maior impacto da utilização por ordem de prioridade vê-se em: 1 - mobilidade e conforto físico; 2 - estado emocional, relações interpessoais 3 - actividades da vida diária e instrumentais Assim, dentro dos parâmetros avaliados, a maior alteração conseguida com a utilização do produto de apoio verifica-se na mobilidade. Este é um resultado conjecturável, considerando que a maioria das prescrições no estudo é motivada por uma mobilidade reduzida. Tabela 1: Percentagens de respostas às perguntas referentes à avaliação a nível físico após a atribuição do produto de apoio NÍVEL FÍSICO Mobilidade em casa Mobilidade fora de casa Esforço nas tarefas diárias Transferências Conforto e correcção da postura/ Posicionamento Pior 1,4 0,0 0,0 0,0 2,5 Igual 26,0 13,2 38,6 50,0 4,9 Melhor 27,4 35,5 19,3 34,2 25,9 Muito Melhor 45,2 51,3 42,1 15,8 66,7 A mobilidade pode, no entanto, desdobrar-se em duas situações; a facilidade de transporte quando falamos de uma pessoa bastante dependente, ou um grande
  8. 8. 8 incremento na autonomia da pessoa. Ambas as situações são percepcionadas como um impacto muito positivo na qualidade de vida do próprio. É importante fazer notar que as expectativas dos utentes demonstraram estar bastante adequadas à sua realidade. Desta forma, mesmo quando parâmetros com a independência, autonomia na mobilidade, participação nas tarefas, não sofrem alterações com a utilização do produto de apoio, são apontados outros factores que contribuem para uma melhoria na qualidade de vida. Portanto, pode afirmar-se que o acompanhamento dos utentes por equipas competentes impede a desadequação de expectativas. Isto vai de encontro aos valores apresentados que põem o estado emocional como o aspecto que em segundo lugar, registou um impacto mais positivo com a utilização do produto de apoio. Dentro deste, sobressaíram parâmetros como o sentimento de bem-estar e tranquilidade, assim como o sentimento de competência-eficácia. Tabela 2: Percentagens de respostas às perguntas referentes ao estado emocional após a aquisição do produto de apoio EMOCIONAL Proximidade em relação às pessoas de quem mais gosto Sentimento de bem-estar e tranquilidade é A minha autoconfiança quando realizo tarefas agora é Espectativa de sucesso é Felicidade das pessoas que me rodeiam Menor 0,0 1,1 2,5 1,3 0,0 Igual 40,7 16,9 28,4 25,6 26,2 Maior 34,9 32,6 23,5 43,6 39,3 Muito maior 24,4 49,4 45,7 29,5 34,4
  9. 9. 9 As relações com outras pessoas são facilitadas com a utilização do produto de apoio, no entanto o impacto não é tão significativo como o verificado noutras áreas. Além disso, as relações com família e cuidadores são na sua maioria (51,4%) independentes dos Produtos de Apoio, o que se justifica através de relações estáveis que podem fruir da utilização do produtos de apoio mas se baseiam em algo interior e mais forte do que esta influência externa. Tabela 3: Percentagens de respostas às perguntas referentes às interacções sociais após a atribuição do produto de apoio INTERACÇÃO SOCIAL Relacionamento com a família Relacionamento com cuidador Saídas ao exterior com outras pessoas Número de vezes que participo em actividades com outras pessoas Pior 0,0 0,0 1,1 1,1 Igual 27,4 51,4 29,0 29,5 Melhor 33,7 25,7 24,7 30,5 Muito melhor 38,9 23,0 45,2 38,9 Considera-se, e como já foi anteriormente referido, que o elevado grau de dependência dos requerentes não tem um grande impacto a própria percepção de qualidade de vida. No entanto, não deixa de se fazer notar nos resultados relativos à participação nas actividades da vida diária e instrumentais (AVDI’s). Assim, é importante realçar que 69% da amostra tem um cuidador, formal ou informal, sendo que metade desta percentagem corresponde a responsáveis por crianças com menos de 18 anos. Consequentemente, as diferenças na autonomia em casa não são muito notórias. No entanto, os produtos de apoio aparecem como promotores da participação no trabalho/escola e actividades de lazer.
  10. 10. 10 Tabela 4: Percentagens de respostas às perguntas referentes à participação nas AVDI's após a atribuição do produto de apoio AVDI'S – ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA E INSTRUMENTAIS Participação tarefas de trabalho / escola Autonomia higiene pessoas Autonomia refeições, cuidar da casa Participação actividades de lazer Interacção /acesso à tecnologia Pior 1,4 2,4 2,7 1,2 3,0 Igual 18,1 61,9 40,5 26,7 42,4 Melhor 26,4 19,0 18,9 30,2 24,2 Muito melhor 54,2 16,7 37,8 41,9 30,3 No que diz respeito aos resultados obtidos para os cuidadores informais, em termos médios, o maior impacto da utilização dos produtos de apoio, por parte dos requerentes, registou-se: 1º - No estado emocional do cuidador 2º - No conforto físico 3º - Nas relações interpessoais Como já foi anteriormente referido, a maioria da amostra de cuidadores, explica o incremento na sua própria qualidade de vida através da melhoria pronunciada do seu estado emocional, sentimentos de tranquilidade e autoconfiança. Aqui torna-se imprescindível realçar a resposta aberta que muitos cuidadores dão na pergunta ‘Razões que considera relevantes para a melhoria na sua qualidade de vida’. Esta é repetidamente: ‘Por ver e sentir que a pessoa ao meu cuidado está melhor’.
  11. 11. 11 Tabela 5: Percentagens de respostas às perguntas referentes ao estado emocional do cuidador após a atribuição do produto de apoio ao requerente. EMOCIONAL Sentimento de bem- estar e tranquilidade A minha autoconfiança quando realizo essas tarefas é Após a atribuição do PA ao utilizador o meu estado emocional é Pior 2,2 4,5 0,0 Igual 8,9 18,2 20,0 Melhor 48,9 50,0 51,1 Muito Melhor 40,0 27,3 28,9 As alterações ao nível físico dos cuidadores reflectem, principalmente e na sua maioria, uma diminuição do esforço físico realizado durante as tarefas de auxílio ao requerente. É possível estabelecer uma relação entre estes dados e a forte componente de mobilidade reduzida que está presente nas motivações das prescrições. Pois, o esforço necessário para o transporte do requerente na ausência do produto de apoio é claramente diminuída com a atribuição do mesmo. No entanto, outras tarefas, como as transferências ou cuidados de higiene e alimentação, que também não revelam grandes alterações nos comportamentos dos requerentes, continuam a depender do cuidador e não mostram alterações relativas à utilização do produto de apoio. Tabela 6: Percentagens de respostas às perguntas referentes ao estado físico do cuidador após a atribuição do produto de apoio ao requerente. FÍSICO Esforço que realizo durante as tarefas de auxílio ao utilizador Transferências do utilizador Conforto e correcção da minha postura Pior 0,0 0,0 2,4
  12. 12. 12 Igual 23,3 63,9 41,5 Melhor 32,6 30,6 31,7 Muito Melhor 44,2 5,6 24,4 No que diz respeito às relações sociais do cuidador, verificou-se que estas não sofrem alterações relevantes. Estes dados estão de acordo com as respostas dos requerentes que também afirmam não alterar a sua relação com cuidadores, e muitos deles mesmo com familiares. A perspectiva do cuidador reflecte uma aceitação da situação, muitas vezes familiar, e uma valorização das relações estabelecidas; quer relação com o requerente, quer relações de apoio como suporte para encarar as dificuldades do seu percurso de vida. A valorização da rede social parece ter por base o seu caracter de estabilidade. Tabela 7: Percentagens de respostas às perguntas referentes às relações sociais do cuidador após a atribuição do produto de apoio ao requerente. SOCIAL A forma como me relaciono com a pessoa que está ao meu cuidado agora é A qualidade e o tempo que agora tenho disponível para a minha vida pessoal e familiar é Pior 0,0 0,0 Igual 62,2 53,5 Melhor 28,9 37,2 Muito Melhor 8,9 9,3
  13. 13. 13 RAZÕES DO SUCESSO DA UTILIZAÇÃO Entre as razões apontadas para o sucesso da atribuição de um produto de apoio verificamos, através deste Estudo, que o sistema inovador de financiamento com entrega directa e o trabalho em equipa entre o financiador, o prescritor e o fornecedor, assumidos como parceiros, tem um impacto substancial. A adequação do produto às necessidades físicas, aos objectivos do utente e ao espaço que o envolve, torna indispensável ouvir, e ter em conta, a opinião do utente e dos seus familiares1,2,3. Desta forma, e considerando que em Lisboa as prescrições médicas são acompanhadas por avaliações minuciosas que resultam em orçamentos bastante específicos, desenvolve-se um trabalho articulado entre financiador, prescritor, fornecedor, utente e família para que, no momento da aquisição e atribuição, estejam contemplados os detalhes técnicos previamente conversados entre profissionais, utente e família. Através deste processo, com a envolvência de todos, proporciona-se uma aceitação maior do produto de apoio e consegue garantir-se uma elevada taxa de utilização, reflectida de forma evidente neste estudo. Este trabalho em equipa entre o financiador (SCML), os prescritores (centros especializados) e os fornecedores (parceiros) permite bons resultados, obtidos através de uma entrega directa personalizada ao requerente com a envolvência do cuidador, no caso de este existir, e acompanhada em todos os momentos. Esta ação bem articulada entre todos os intervenientes, tem como consequência o aumento das relações de confiança e de segurança para todas as partes. Consideram-se também muito positivos os resultados no que diz respeito aos cuidadores informais. No entanto, para estes o maior impacto a utilização do produto de apoio da pessoa ao seu cuidado não está tão relacionado com o tempo disponível para si ou com o descanso físico, como indicado na literatura4. O grande factor referenciado como incremental na qualidade de vida do cuidador, prende-se com a autonomia, felicidade e bem-estar da pessoa a seu cuidado.
  14. 14. 14 Com este estudo conseguiu-se comprovar que, para a população de lisboa, existe uma grande aceitação dos produtos de apoio prescritos e financiados através da SCML, que opera como financiadora, em substituição do Centro Distrital de Lisboa - ISS, tendo um impacto profundo na qualidade de vida do próprio requerente e do seu cuidador informal. Assim, é possível constatar pela evidência, que os produtos de apoio financiados demonstram a sua finalidade de suporte no domínio do ambiente físico, social, cultural e em outras dimensões onde se integra oi indivíduo, combatendo a interacção com as barreiras arquitectónicas e sociais, e facilitando uma participação completa e eficiente da pessoa com mobilidade reduzida ou com deficiência na sociedade. CONVENÇÃO DOS DIREITOS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA • Incapacidade a longo termo, física, mental, intelectual ou sensorial, devida à interacção com várias barreiras, pode impedir uma participação completa e eficiente na sociedade Assembleia Geral das NU 12/10 FINALIDADE DOS PRODUTOS DE APOIO • Melhorar a funcionalidade, permitindo maior autonomia e independência, ajudando a dominar com maior sucesso o ambiente em que se insere. Este estudo, terminado em Outubro de 2014 pela equipa SGPA foi apresentado nas Jornadas Internacionais do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão em Outubro e na Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSA) aos alunos do 4º ano de Terapia Ocupacional em Novembro de 2014, estando previstas outras intervenções e divulgação do mesmo. Bibliografia 1. Predictors of Assistive Technology Abandonment; PHILIPS, ZHAO, 1993
  15. 15. 15 2. The Study of Assistive Technology Outcomes in the United States; SCHERER, 2002 3. Non-use of provided assistive technology devices, a literature overview; WESSELS et al, 2003 4. Influência da tecnologia assistiva no desempenho funcional e na qualidade de vida de idosos comunitários frágeis: uma revisão bibliográfica; ANDRADE, PEREIRA, 2009 Autores do artigo Cristina Vaz de Almeida, Mafalda Negrão Novembro 2014

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