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E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />O episódio narrado ocorreu na manhã seguinte ao da transfiguração. Jesus ...
E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />1 –  Definição de fé pelo apóstolo Paulo de Tarso<br />A fé consiste na f...
E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />3 –  Como a compreendemos?<br />A maneira como compreendemos e vivenciamo...
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E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />4 –  Que benefícios ela nos dá?<br />a) Transpor os obstáculos: No sentid...
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E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />6 –  A fé religiosa<br />Do ponto de vista religioso, a fé consiste na cr...
E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />a) Fé cega: é aquela que nada examina, aceita tudo sem verificação, tanto...
E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />Obs.: A fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daqu...
E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />7 –  A fé quanto à aplicabilidade<br />Jesus procurou mostrar o que o hom...
E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />7 –  A fé quanto à aplicabilidade<br />a) Fé humana: O homem de muita int...
E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pel...
E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />A fé: mãe da esperança e da caridade<br />A fé, para ser proveitosa, deve...
Sabedoria do Evangelho – Carlos Torres Pastorino</li></ul>por Claudio Tollin, julho de 2010.<br />
A fé transporta montanhas cap 19 ese
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Apresentação referente ao Cap. 19 do Evangelho Segundo o Espiritismo: "A fé remove montanhas"

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A fé transporta montanhas cap 19 ese

  1. 1. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />O Poder da Fé<br />A proposta desta apresentação é fazer alguns apontamentos<br />sobre este tema palpitante que é a fé, abordando os<br />seguintes tópicos:<br />Definição de fé por Paulo de Tarso<br />Quando ela surge em nós?<br />Como a compreendemos?<br />Que benefícios ela nos dá?<br />A fé quanto à intensidade<br />A fé religiosa<br />A fé quanto à aplicabilidade<br />
  2. 2. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. <br />Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? - Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade (falta de fé). Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível.<br />Mateus cap. 17 vv. 14 a 20<br />
  3. 3. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />O episódio narrado ocorreu na manhã seguinte ao da transfiguração. Jesus sobe ao monte para orar juntamente com Pedro, João e Tiago. Passam lá a noite e na manhã seguinte descem e encontram os outros 9 discípulos, cabisbaixos e confusos por não terem conseguido atender ao pedido de um pai para que auxiliassem seu filho. Este sofria de ataques epiléticos causados pela presença de um espírito que o fazia ter convulsões e ficar mudo e surdo. Muitas vezes isto ocorria em local que apresentava risco para ele: dentro d’água ou junto a uma fogueira. <br />A frustração dos discípulos é por causa de já terem conseguido, em outras ocasiões, a expulsão de espíritos, mas não neste caso. Jesus é informado pelo pai do menino que isto vem acontecendo desde a infância.<br />Mais tarde, após este acontecimento, os discípulos irão perguntar a Jesus a razão pela qual eles não haviam conseguido expulsar aquele espírito.<br />
  4. 4. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />1 – Definição de fé pelo apóstolo Paulo de Tarso<br />A fé consiste na firme confiança (certeza) daquilo que se espera, na convicção daquilo que não se vê. (Hebreus 11:1)<br />2 – Quando a fé surge em nós? <br />No homem, a fé é o sentimentoinato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade.<br />Ela está presente nos seres humanos desdeasuacriação, mas necessita ser desenvolvida. <br />No princípio apenasacreditamos, depois compreendemose, finalmente, vivenciamos. <br />
  5. 5. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />3 – Como a compreendemos?<br />A maneira como compreendemos e vivenciamos a fé, depende do grau de maturidade espiritual que tenhamos alcançado:<br /><ul><li>Fé ingênua ou infantil: Acredito simplesmente sem pensar a respeito, sem pedir provas. Acredito em tudo que me dizem, simploriamente, ingenuamente. Para alguns esta forma de crer é vista como uma virtude. Procurar compreender os fatos demonstraria falta de fé.</li></li></ul><li>E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br /><ul><li>Na fase do desenvolvimento das emoçõesa fé passa a ser um sentimento ou uma emoção que se acende ou apaga, aumenta e diminui, segundo o estado emocional da criatura. É a fé que se conquista diante de um ato de generosidade ou se perde, num segundo, diante de uma desilusão; mais baseada nos outros, com suas qualidades e defeitos, do que em si mesmos, em seu próprio conhecimento da verdade. Pode levar ao extremo da fé cega ou da descrença total.</li></li></ul><li>E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br /><ul><li>Na fase do desenvolvimento da razão e do intelectoa fé se torna um sinônimo das palavras convicção, certeza e confiança. Representa, então, uma virtude intelectual, um fruto da experiência, e não mais uma emoção. Supõe o conhecimento profundo do assunto: a certeza científica baseada nesse conhecimento é a fé. É a segurança do químico que, ao fazer as combinações de ácidos com bases, tem a certeza de que obterá um sal: fé absoluta, fé raciocinada e experimentada, com fundamento em fatos vividos e verificados sob controle.</li></ul>Nesta fase a fé não é oscilante de conformidade com o estado de humor.<br />
  6. 6. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br /><ul><li>Na fase mais espiritualizada, quando já sintonizados com a presença divina dentro de cada um, a fé representa a fidelidade aos princípios divinos. Uma vez conhecido o caminho e encontrado o Mestre, não haverá mais esmorecimentos nem desvios, não se permanecerá mais no saber, nem no falar, mas se exigirá de si mesmo o máximo, o SER, o vivenciar com fidelidade os princípios divinos, havendo o ajustamento, a justeza, do modelado com o modelo, do cristão com o Cristo.</li></ul> Nesta fase há plena confiança nos princípios divinos.<br />
  7. 7. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />4 – Que benefícios ela nos dá?<br />a) Transpor os obstáculos: No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças torna o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui porém unicamente no sentido moral se devem entender estas palavras.<br /><ul><li>As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. </li></li></ul><li>E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />b) A certeza e a confiança de se atingir um objetivo: <br />Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a desenvolve caminha, por assim dizer, com absoluta segurança.<br />Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.<br />
  8. 8. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />5 – A fé quanto a intensidade<br />a) A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado.<br />b) Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer. Sente a sua própria fraqueza. Quando é estimulada pelo interesse, tornar-se enfurecida e julga suprir, com a violência, a força que não tem.<br /><ul><li>A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo. </li></li></ul><li>E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />5 – A fé quanto a intensidade<br />c) A fé robustaé a que dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos tanto nas pequenas como nas grandes coisas. <br />d) A fé confiante é aquela na qual se tem a confiança no cumprimento de uma coisa, na certeza de atingir um objetivo.<br />Obs.: O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lheas qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé. ESE Cap. 19 item 5<br />
  9. 9. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />6 – A fé religiosa<br />Do ponto de vista religioso, a fé consiste na crença em dogmas especiais, que constituem as diferentes religiões. Todas elas têm seus artigos de fé. <br />A fé nas verdades espirituais básicas não se receita, não se impõem. Ela é desenvolvida e ninguém esta impedido de possuí-la. Há os que mesmo tendo as provas chovendo ao seu redor, agem com descaso, ou por temor de serem forçados a mudar seus hábitos. Porém na sua maioria, há o orgulho negando-se a reconhecer a existência de uma força superior, porque teriam que inclinar-se diante dela.<br />Sob esse aspecto, a fé pode ser:<br />
  10. 10. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />a) Fé cega: é aquela que nada examina, aceita tudo sem verificação, tanto o verdadeiro como o falso, e choca-se, a cada passo, com a evidência e a razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Por estar apoiada no erro, cedo ou tarde desmorona. Cada religião pretende ter a posse exclusiva da verdade; impor a alguém a fé cega sobre um ponto de crença é confessar-se impotente para demonstrar que está com a razão.<br />b) Fé raciocinada.A fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer com o progresso do conhecimento, uma vez que o que é verdadeiro na sombra, também o é à luz do dia. Esta fé se apoia nos fatos e na lógica. É clara, não deixa atrás de si nenhuma dúvida.A pessoa crê porque tem certeza pois compreendeu. Fé inabalável é somente a que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade.<br />
  11. 11. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />Obs.: A fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer. E, para crer, não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega é a que produz hoje o maior número dos incrédulos, porque ela pretende impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio. <br />É principalmente contra essa fé (a fé cega) que se levanta o incrédulo, e dela é que se pode, com verdade, dizer que não se deve receitar a ninguém. Não admitindo provas, ela deixa no espírito alguma coisa de vago, que dá nascimento à dúvida. <br />
  12. 12. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />7 – A fé quanto à aplicabilidade<br />Jesus procurou mostrar o que o homem pode realizar quando tem desenvolvida a sua fé, isto é, a vontade e a certeza. Os chamados milagres passam a ser vistos como efeitos naturais cujas causas hoje se explicam e são compreendidas, em grande parte. <br />Com o estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis.<br />A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações celestiais e futuras.<br />
  13. 13. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />7 – A fé quanto à aplicabilidade<br />a) Fé humana: O homem de muita inteligência, que persegue a realização de algum grande empreendimento, triunfa, se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força. <br />b) Fé divina: O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há tendências más que não possam ser vencidas.<br />
  14. 14. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres.<br />A fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. Um Espírito Protetor. (Paris, 1863.) <br />
  15. 15. E.S.E. cap. XIX – A fé transporta montanhas<br />A fé: mãe da esperança e da caridade<br />A fé, para ser proveitosa, deve ser ativa: não deve ficar adormecida. A esperança e a caridade são resultantes da fé. A fé desperta todos os sentimentos nobres que conduzem o homem para o bem e é a base de sua regeneração. É preciso que esta base seja forte e durável para que tudo o que se construa sobre ela não possa ser abalado.<br />----<br />Bibliografia:<br /><ul><li>Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
  16. 16. Sabedoria do Evangelho – Carlos Torres Pastorino</li></ul>por Claudio Tollin, julho de 2010.<br />

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