ObjetivoRazão de ser do projetoEstratégiaNatureza da dúvidaO que não resiste à dúvidaReconstruir o sistema dosaber do seu ...
Podemos conhecer a realidade em si mesmamediante a razão, sem qualquer apoio daexperiência.A existência do sujeito que duv...
1º EVIDÊNCIANão aceitar comoverdadeiro o que não forabsolutamente indubitável.Só incluir nos juízos o quese apresenta cla...
Metódica e provisóriaFunciona como meio para atingir acerteza, não constituindo um fimem si mesma;. HiperbólicaTão rigoros...
1.º nível: aplica-se às informações dossentidos.Constatando que os sentidos nos enganamalgumas vezes, aplicando-se o princ...
2.º nível: aplica-se à crença na existência darealidade exterior.Descartes coloca outro fundamento do sabertradicional em ...
3.º nível: aplica-se ao conhecimentomatemático.Coloca em causa aquilo que até entãoconsiderara o modelo do conhecimentover...
Neste momento reina o cepticismo:tudo é considerado falso, nada éverdadeiro, ou seja, nada resistiu àdúvida.Mas, esta conc...
Para duvidarmos, é necessário que existaum sujeito que duvide.A condição da possibilidade do acto deduvidar é a existência...
Descartes precisa de demonstrar aexistência de um “Deus que não nosengana”, ou seja, de um Deus que tragasegurança e seja ...
Estabelecida a existência de Deus,a hipótese de Deus enganadorpode ser afastada2.Dado que as nossas ideias provêm deDeus, ...
CONCLUSÃOAdmitida a existência de Deus, Descartes aceita a existência do mundomaterial e a possibilidade de o conhecer, de...
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  1. 1. ObjetivoRazão de ser do projetoEstratégiaNatureza da dúvidaO que não resiste à dúvidaReconstruir o sistema dosaber do seu tempoO sistema do saber está desorganizado e baseado em falsosprincípios. Os princípios do novo sistema do saber devem serverdades absolutas, totalmente indubitáveis.Como descobrir princípios absolutamenteindubitáveis?Submetendo à dúvida os conhecimentosexistentes para ver se algum resiste.Metódica, provisória, hiperbólica, radical euniversal. Transforma a mais frágil suspeitaem sinónimo de falsidade.Todos os conhecimentos respeitantes aobjetos quer sensíveis quer inteligíveis(matemáticos e inteletuais) ficam sob suspeitae são declarados falsos.
  2. 2. Podemos conhecer a realidade em si mesmamediante a razão, sem qualquer apoio daexperiência.A existência do sujeito que duvida darealidade de todos os objetos. 1º princípio dosistema do saber.A distinção Alma – CorpoO sujeito que de tudo duvida menos da suaexistência é uma substanciapensante, puramente racional, queexiste, mesmo que a existência do seu corposeja duvidosa.A Existência de DeusUm sujeito imperfeito – que duvida e muitascoisas desconhece – conclui que só um serperfeito pode ser a origem da ideia deperfeito. Deus existe necessariamente.Deus, uma vez que não nos engana nemilude, é a garantia da objetividade dosconhecimentos.O que resiste à dúvidaVerdades que se deduzem doprimeiro princípioO fundamento metafísico dosistema do saberConclusão
  3. 3. 1º EVIDÊNCIANão aceitar comoverdadeiro o que não forabsolutamente indubitável.Só incluir nos juízos o quese apresenta clara edistintamente.2º ANÁLISEDividir cada uma dasdificuldades que seapresentam à razão.3º SÍNTESEConduzir por ordem ospensamentos, começandopelos mais fáceis deconhecer para chegar aosmais complexos .4º ENUMERAÇÃOFazer sempre revisões eenumerações tão geraispara ter sempre a certezade nada omitir.As regras do Método permitem orientar devidamente as operações fundamentais do pensamento.
  4. 4. Metódica e provisóriaFunciona como meio para atingir acerteza, não constituindo um fimem si mesma;. HiperbólicaTão rigoroso se pretende esteexame que, na sua aplicação, adúvida assume um caráterpropositadamente excessivo.Universal e radicalIncide não só sobre oconhecimento em geral, comotambém sobre os seusfundamentos, as suas raízes.Função catárticaLiberta o espírito dos erros que opodem perturbar ao longo doprocesso de indagação da verdade.
  5. 5. 1.º nível: aplica-se às informações dossentidos.Constatando que os sentidos nos enganamalgumas vezes, aplicando-se o princípiohiperbólico da dúvida, devemos considerarque os sentidos não merecem qualquerconfiança.Deste modo, Descartes rejeita um dosfundamentos tradicionais do saber: aconvicção de que o conhecimento começacom a experiência, com as informações dossentidos.
  6. 6. 2.º nível: aplica-se à crença na existência darealidade exterior.Descartes coloca outro fundamento do sabertradicional em causa – a convicção ou crençana existência da realidade exterior (realidadesfísicas ou sensíveis).Descartes inventa um argumento engenhosoque se baseia na impossibilidade de encontrarum critério absolutamente convincente quenos permita distinguir o sonho da realidade:há acontecimentos que vividos durante osonho, são vividos com tanta intensidade comoquando estamos acordados.Se assim é, não há maneira de distinguir osonho da realidade, pode surgir a suspeita deque aquilo que é considerado real não passade um sonho.
  7. 7. 3.º nível: aplica-se ao conhecimentomatemático.Coloca em causa aquilo que até entãoconsiderara o modelo do conhecimentoverdadeiro.Deus, que nos criou, criando ao mesmotempo o nosso entendimento, sendo um seromnipotente, pode fazer tudo, até aquilo quenos parece incrível. Então, Deus ao criar oentendimento, ao depositar nele as verdadesmatemáticas, pode tê-lo criado ao avesso.Enquanto a hipótese do Deus enganadornão for rejeitada não podemos ter a certezade que as mais elementares “verdades”matemáticas são realmente verdadeiras.
  8. 8. Neste momento reina o cepticismo:tudo é considerado falso, nada éverdadeiro, ou seja, nada resistiu àdúvida.Mas, esta conclusão é precipitadaporque quando a dúvida atinge o seuponto máximo, uma verdade indubitávelvai impor-se.
  9. 9. Para duvidarmos, é necessário que existaum sujeito que duvide.A condição da possibilidade do acto deduvidar é a existência do sujeito quepensa, logo a existência do sujeito que duvidaé uma verdade indubitável (não pode demodo algum ser posta em causa).“Penso, logo existo”,afirmação frequentemente sintetizada como“cogito” é uma afirmação evidente, ou seja,uma afirmação clara e distinta obtida porintuição que vai funcionar como modelo deverdade.
  10. 10. Descartes precisa de demonstrar aexistência de um “Deus que não nosengana”, ou seja, de um Deus que tragasegurança e seja garantia dasverdades, afastando qualquer ameaça decepticismo.Para esse efeito, apresenta diversos argumentos a priori a favor da existência de Deus.
  11. 11. Estabelecida a existência de Deus,a hipótese de Deus enganadorpode ser afastada2.Dado que as nossas ideias provêm deDeus, não podem deixar de ser verdadeiras namedida em que forem claras e distintas.3.A existência de Deus proporciona assim umajustificação para o critério das ideias claras edistintas. Sabemos que aquilo queconcebemos como claro e distinto éverdadeiro porque as nossas faculdades foramcriadas por Deus, que não é enganador.1.Como Deus não é malévolo, seguramentenão pretende enganar-nos.
  12. 12. CONCLUSÃOAdmitida a existência de Deus, Descartes aceita a existência do mundomaterial e a possibilidade de o conhecer, desde que sejam acauteladas asseguintes condições:1. Partir de princípios evidentes - ideias claras e distintas apreendidas porintuição2. Raciocinar dedutivamente.Só as ideias inatas permitem alcançar oconhecimento verdadeiro, pois a suaveracidade é garantida por Deus, pelo quepodem fundamentar a ciência e todo oconhecimento humano.Podemos conhecer a realidade em si mesmamediante a razão, sem qualquer apoio daexperiência.

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