323 nova republica gov collor

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  • Professor, adorei todos os slids. Eles terão continuação dos governos posteriores? Obrigada
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323 nova republica gov collor

  1. 1. Nova República (1985-atual) Governo Fernando Collor (PRN) (1990-1992)Prof. Cristiano Pissolato
  2. 2. O presidente da República Fernando Collor de Mello nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1949 e formou- se em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Alagoas. Em 1979 pertencendo ao partido do governo (ARENA) é nomeado prefeito de Maceió/AL, em 1982 elege-se deputado federal pelo estado de Alagoas. No ano de 1986 filiou-se ao PMDB e elegeu-se governador de seu estado, exercendo o cargo de 1987 a 1989. Entrou em atrito com o presidente José Sarney (PMDB) e filiou-se ao pequeno PRN (Partido da Reconstrução Nacional), no qual lançou sua candidatura à presidente da República. Foi o presidente da República mais jovem, com quarenta anos de idade no dia da posse.
  3. 3. Os objetivos de Collor • Explorou durante a campanha eleitoral uma imagem de político renovador. • No discurso também seria o “Caçador de Marajás”. • Desburocratizar e modernizar a administração do Estado. • Privatizar em empresas estatais, combater os monopólios. • Abrir o país a concorrência internacional em várias áreas econômicas. Marajá: na situação empregada por Collor, está associada aos funcionários públicos que ganham altos salários e desfrutam de mordomias.
  4. 4. Presidente Collor faz sua tradicional corrida próximo a residência da família em Brasília, a Casa da Dinda. Collor decidiu morar na mansão da família em deixando de lado o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto. Collor e sua esposa Rosane no parlatório do Palácio do Planalto no dia da posse.
  5. 5. Primeiras medidas para conter a inflação • No dia seguinte a posse em março de 1990, o presidente em conjunto com a ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello lançou o Plano Brasil Novo (mais conhecido como Plano Collor). Zélia Cardoso de Mello economista formada pela USP trabalhou na década de 1980 integrou o comitê fiscal da CESP (Companhia Energética de São Paulo) e foi diretora financeira da Companhia de Desenvolvimento Habitacional de São Paulo. É prima do ex-presidente Fernando Collor.
  6. 6. O que estabelecia o Plano Collor: • Bloqueio do dinheiro nas contas correntes e cadernetas de poupança acima de (50 mil cruzados novos). • Substituição da moeda, o Cruzado Novo é substituído pelo Cruzeiro (NCz$ 1,00 = Cr$ 1,00). • Criou um imposto sobre as operações financeiras, o conhecido IOF. • Congelou os preços e os salários, elevou os juros para diminuir o consumo. • Eliminou vários incentivos fiscais. • Privatização de empresas estatais. Extra: novas cédulas do Cruzeiro de 1990 a 1992.
  7. 7. • As medidas inicialmente deram uma segurada na inflação, mas ela voltou a crescer. Capa da revista Veja de março de 1990.
  8. 8. • Era lançado em janeiro de 1991 o chamado Plano Collor II, com novos congelamentos de preços - reduziu a inflação em curto prazo. Índice de inflação (acumulada anual) 1989 (sob a vigência do Plano Verão) 1990 Plano Collor 1991 1.782,90% (Folha Online) 1.476,56% (Folha Online) 480,2% (Folha Online) Frase de Collor em relação a inflação: “Vou liquidar o tigre da inflação com uma única bala!” .
  9. 9. • A abertura do mercado brasileiro aos produtos importados, em torno de trezentos produtos, de brinquedos a automóveis, está medida teve um impacto negativo na produção industrial nacional. • Empresas foram a falência e muitas reduziram o quadro de funcionários e os salários. Com a liberação das importações vários modelos de carros importados entraram no Brasil, damos destaque ao carro russo Lada 2105, que por seu baixo custo e economia teve êxito no Brasil, principalmente entre os taxistas de algumas cidades. Em 1995 com a volta da tributação maior na entrada de produtos estrangeiros, a Lada que não tinha fábrica no Brasil acabou sendo prejudicada e as vendas da empresa despencaram.
  10. 10. • Em maio de 1991 a ministra Zélia Cardoso de Melo é substituída por Marcílio Marques Moreira. • O programa de privatizações das empresas estatais foi acelerado. Marcílio Marques Moreira com carreira internacional como diplomata, sendo secretário da embaixada brasileira em Washington D.C. (1957-1961), lecionou em várias universidades (PUC-RJ, UERJ). Foi membro do conselho do BNDE (atual BNDES) de 1974 a 1980. De 1986 a 1991 foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos.
  11. 11. • A empresas estatais eram criticadas por dar prejuízo ao governo federal (na maioria mal administradas). Algumas empresas estatais privatizadas (1990/1994) Governo Fernando Collor e o governo de Itamar Franco 1991 CELMA (Companhia Eletromecânica) Manutenção de aeronaves. 1991 CNA (Companhia Nacional de Álcalis) Exploração de sal e da matéria prima para a produção de vidro. 1991 Mafersa (Material Ferroviário S.A) Fabricante de trens, mêtro; material ferroviário. 1992 FÓSFERTIL (Fertilizantes Fosfatados S.A.) Exploração de minerais fertilizantes – maior acionista o governo federal. 1993 CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) Siderúrgica em Volta Redonda fundada por Vargas em 1945. 1993 COSIPA (Companhia Siderúrgica Paulista) Siderúrgica de Cubatão/SP sendo o maior acionista era o governo federal. 1994 Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.) Fabricante de aeronaves. Na década de 1990 a ideia de um Estado enxuto e com menos interferência direta na economia estava ganhando espaço – chamado de Neoliberalismo.
  12. 12. • Em 1992 o Brasil fecha um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e recebe um empréstimo de US$ 2 bilhões. Índice de inflação (acumulada anual) 1992 1.158,0% (Folha Online) Devido a crise politica à partir de setembro de 1992 (impeachment do presidente) a ajuda financeira acaba suspensa, apenas uma pequena parte do empréstimo chegou ao Brasil (US$ 170 milhões).
  13. 13. Integração regional • Em 1991 os presidentes de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção visando a criação de uma zona de livre comercio com o nome de Mercado Comum do Sul – Mercosul. Primeira reunião do conselho do Mercosul em 1991, os presidentes a partir da esquerda: Andrés Rodrígues (Paraguai), Carlos Menem (Argentina), Fernando Collor (Brasil) e Luís Alberto Lacalle (Uruguai).
  14. 14. Corrupção e impeachment do presidente • Em 1991 já começavam a aparecer notícias de compras superfaturadas, obras sem licitação, desvio de dinheiro de uma instituição presidida pela primeira-dama Rosane Collor. Rosane Collor de Mello presidiu a Legião Brasileira de Assistência (LBA) e denúncias de superfaturamento e a falta de licitação na aquisição de produtos, em destaque a compra de 1,6 mil toneladas de leite em pó levou ao afastamento dela do cargo em 1991. LBA – Legião Brasileira de Assistência foi fundada em 1942 pela primeira-dama Darcy Vargas, a instituição buscava dar assistência básica a famílias necessitadas, a instituição foi extinta em 1995.
  15. 15. • Em abril de 1992 veio a tona o maior escândalo, a revista Veja publicou uma entrevista com Pedro Collor (irmão do presidente) que denunciou o chamado esquema PC. Capa da revista Veja de maio de 1992, quando o esquema foi tornado público por Pedro Collor, irmão mais novo do presidente. Pedro Collor faleceu em 1994 devido a um câncer.
  16. 16. Esquema PC • Era uma vasta rede de corrupção coordenada pelo empresário alagoano Paulo César Farias (PC Farias), ele também foi tesoureiro da campanha presidencial de Collor. Paulo César Farias
  17. 17. • O Congresso Nacional abriu um Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI. • O ex-motorista de Collor, Eriberto França confirmou que PC Farias favorecia ou chantageava empresários e estes o “presenteavam” com grandes somas de dinheiro. Presidente Collor (esq.), PC Farias (centro) as figuras-chave do processo de corrupção, na imagem ainda aparece extrema direta a ministra Zélia Cardoso de Mello, seu nome não apareceu na lista dos envolvidos no esquema.
  18. 18. • A acusação dizia que o dinheiro era depositado em contas fantasmas. Esta pagava as despesas de Collor, seus familiares e amigos – em dois anos e meio de governo especula-se que os desvios atingiram 10 milhões de dólares. Charge de Jorge Braga onde a defesa de Collor culpa PC Farias pelos desvios de dinheiro, em 1994 PC Farias e seu sócio Jorge Bandeira são condenados a quatro anos de prisão por sonegação fiscal.
  19. 19. Impeachment de Collor • Com estas notícias, várias manifestações populares em várias cidades do Brasil passaram a exigir o afastamento de Collor e o fim da corrupção. Uma das várias manifestações “Fora Collor” em 1992.
  20. 20. Capa do Jornal do Brasil de 17 de agosto de 1992. Caras-pintadas na frente do Congresso Nacional em 1992.
  21. 21. • Entre os manifestantes destacou-se os caras- pintadas, jovens que pintavam a cara com as cores da bandeira nacional exigindo mais ética na política.
  22. 22. • Em setembro de 1992, mais de dois terços da Câmara dos Deputados votaram a favor de abrir um processo de impechment (afastamento do cargo). • Collor pede um afastamento do cargo antes de ser condenado. Na foto o Collor e sua esposa, ele deixa a presidência no dia 29 de setembro de 1992 a fim de tentar escapar de uma punição mais severa do Congresso Nacional.
  23. 23. • O vice-presidente Itamar Franco assumiu o cargo de forma interina. O presidente Collor e seu vice-presidente Itamar Franco durante a posse em 1990. Com os escandalos de corrupção Itamar procurou afastar-se de Collor, a fim de manter sua imagem intacta em caso de queda do presidente.
  24. 24. • Percebendo que seria derrotado no Senado, Collor renunciou a presidência da República em 29/12/1992. • Mas o processo continuou e Collor foi condenado a ficar sem direitos políticos por oito anos. Capa da Revista Veja de 30 de setembro de 1992. O processo se arrastou e apesar das fortes acusações, a justiça não encontrou provas concretas que Collor foi beneficiado com o esquema PC.
  25. 25. • Com a renuncia de Collor em dezembro de 1992, o vice-presidente Itamar Franco assume agora como presidente até o final do mandato de Collor, que terminava em dezembro de 1994.
  26. 26. Extra
  27. 27. Morte de PC Farias em 1996 • Em junho de 1996 são encontrados mortos PC Farias e sua namorada Suzana Marcolino na sua residência na praia de Guaxuma, litoral norte de Maceió/AL. Na noite anterior PC Farias e Suzana jantaram na casa de praia com o Augusto Farias, deputado federal e irmão de PC Farias. (fonte: Terra)
  28. 28. • Investigações oficiais determinaram que Suzana matou PC Farias e depois tinha tirado a própria vida, porque PC Farias tinha ameaçado abandona- la. Esta é conclusão da primeira investigação que é muito contestada. Cena do crime, Suzana e PC Farias.
  29. 29. • Mas a muitas falhas no processo criminal. Não foi preservada a cena do crime. A família queimou o colchão onde os ambos morreram. • Ocorreu nova abertura do processo, mas até hoje o caso é uma incógnita. A levantamentos sobre o caso que afirmam o Suzana não se suicidou, assim teria que ter uma outra pessoa no crime, algo que nunca foi comprovado. Ex-funcionários do empresário e o ex- deputado federal Augusto Farias chegaram a ser indiciados mas não foram encontradas provas que os incriminassem e o processo foi arquivado.
  30. 30. Novo partido político
  31. 31. PPS – Partido Popular Socialista • Em 1992 grande parte da executiva nacional do PCB decidiu extinguir o PCB e fundar uma nova agremiação, o PPS, o motivo está no colapso do bloco comunista no mundo. • Líder: Roberto Freire. Roberto Freire, pernambucano, militou no MDB e posteriormente no PMDB até 1985, no PCB de 1985 a 1992 e no PPS que está até a atualidade. Pelo estado de Pernambuco foi deputado estadual de 1975 a 1979, deputado federal de 1979 a 1995, senador de 1995 a 2003 e novamente deputado federal de 2003 a 2007. Em 2011 elege-se deputado federal pelo estado de São Paulo, cargo que exerce na atualidade.
  32. 32. • Características do partido: social-democracia, socialismo democrático. • Em 1994 apoia a candidatura de Lula para presidente. Mas em 1998 e 2002 lança candidato próprio, Ciro Gomes. Parte da executiva do PCB em 1992 mantem-se fiel aos ideais marxista- leninistas e uma disputa judicial acirra a disputa e os comunistas conseguem permanecer com a sigla PCB, que existe até hoje. Roberto Freire e Ciro Gomes, apoiando Lula no segundo turno de 2002 o PPS participa da base aliada, mas logo desentende-se com o governo petista e passa a ser oposição em 2003, Ciro Gomes em discordando do partido passa a militar no PSB.
  33. 33. Cruzeiro (1990-1993) As seguintes cédulas do cruzado novo passaram a circular com o valor carimbado em cruzeiro: • Cinquenta cruzados novos = cinquenta cruzeiros. • Cem cruzados novos = cem cruzeiros. • Duzentos cruzados novos = duzentos cruzeiros. • Quinhentos cruzados novos = quinhentos cruzeiros
  34. 34. Anverso: Cecília Meireles tendo a esquerda desenhos de sua autoria e versos manuscritos extraídos de seus “Cânticos”, reverso à esquerda o universo da criança no momento da aprendizagem e à direita desenhos da escritora sobre folclore, musicas e danças populares. Anverso: Efígie simbólica da República e a sua esquerda uma gravura simbolizando a união dos ideais republicanos (Silva Jardim, Benjamin Constant, Deodoro da Fonseca e Quintino Bocaiúva), reverso detalhe do quadro “Pátria” de autoria de Pedro Bruno. Ainda em 1990 o governo passou a imprimir as notas Cr$ 100,00, Cr$ 200,00 e Cr$ 500,00 no novo padrão (Cruzeiro), retirando gradativamente as notas carimbadas.
  35. 35. Anverso: Cientista Augusto Ruschi além de alegorias da flora e fauna cabendo destaque no centro da cédula a orquídea “Cattleya labiata warneri” típica do Espirito Santo, reverso Ruschi examinando orquídeas e tem destaque a figura de um beija-flor. Anverso: Marechal Candido Rondon tendo a esquerda uma estação telegráfica pioneira, a floreta amazônica e um mapa com os contornos do Brasil e da América do Sul, reverso um casal de índios carajás.
  36. 36. Anverso: Antônio Carlos Gomes tendo à esquerda três figuras representado “O Guarani”, “Salvador Rosa” e “O Escravo” que estão expostas no Teatro Municipal de São Paulo, reverso ao centro piano que foi do compositor de óperas e a direita parte da obra referida no reverso. Anverso: Efígie simbólica da República, reverso Armas Nacionais.
  37. 37. Anverso: Cientista Vital Brazil tendo a esquerda uma cena de extração do veneno, tarefa básica para a produção de soros, reverso painel mostrando o antigo serpentário e ao centro uma cobra muçurana devorando uma jararaca. Anverso: Advogado e antropólogo Luís da Câmara Cascudo tendo a esquerda a cena representando os jangadeiros, reverso cena do “Bumba-meu-boi” bailado popular do folclore brasileiro.
  38. 38. Anverso: escritor Mário de Andrade tendo a esquerda uma desenho inspirando em sua fotografia conhecido como “Sombra Minha”, reverso cena representando Mário de Andrade conversando com crianças e ladeado por prédios representando o crescimento da cidade de São Paulo, terra natal do escritor. Anverso: Cena de um beija-flor alimentando filhotes no ninho, reverso vista das Cataratas do Iguaçu na fronteira com a Argentina.
  39. 39. Indústria de automóveis do início dos anos 1990 • Collor afirmou durante a campanha eleitoral: “Comparados com os carros do mundo desenvolvido, os carros brasileiros são verdadeiras carroças”, porque o Brasil estava fechado as tecnologias externas, nem mesmo comprar máquinas para a produção de veículos era possível. • Assim logo o governo Collor abriu o mercado a importação de produtos estrangeiros, o setor automobilístico foi um dos mais afetados. • Em contrapartida, no mês de junho passou a vigorar o Decreto Lei 99.349/90 que reduzia em 20% do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis de até 1.000 cm³ (os famosos 1.0).
  40. 40. • Dois meses depois a Fiat inovou e lançou o primeiro carro 1.0, o Uno Mille, com 994 cm³. Na verdade foram feitas modificações no modelo do Uno que já era produzido no Brasil desde 1984. Uno Mille lançado em 1990, com motor 1.0 não teve concorreste fortes até 1992. O modelo recebeu várias modificações para tornar-se barato que vão muito além da motorização, como a chapa com espessura mais fina, sem proteção com frisos laterais, sem espelho retrovisor do lado direito, sem lavador elétrico do para-brisa, sem a luz de cortesia, ausência do revestimento antitérmico que isola a cabine do motor.
  41. 41. • Em 1993 a Volkswagen lança o VW Gol 1000, primeira versão para competir entre os populares com motor 1.0 da montadora de origem alemã.
  42. 42. • Apesar da aliança Ford-VW (chamada de Autolatina), a Ford que teve de fazer adaptações e instalar o motor 1.0 no Ford Escort, que foi lançado com o nome de Hobby em 1993.
  43. 43. • Lançado em fevereiro de 1994 um carro com motorização 1.0 da Chevrolet, o Corsa Wind.
  44. 44. Internacional Campeão da Copa do Brasil (1992) Em pé: Fernández, Célio Silva, Célio Lino, Márcio, Pinga e Daniel Franco. Agachados: Nando, Élcio, Maurício, Gérson (C) e Marquinhos.

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