Competências[1]

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Competências[1]

  1. 1. AULA 4 Avaliação da Aprendizagem
  2. 2. SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DA AULA 4 ........................................................................................ 73 UNIDADE 1 - Avaliação da Aprendizagem ....................................................................... 75 UNIDADE 2 - Medida, Verificação e Avaliação: Três Processos Distintos ....................... 81 UNIDADE 3 - Instrumentos de Avaliação de Aprendizagem............................................ 83 UNIDADE 4 - Avaliação na Educação por Competências ............................................... 85 FECHAMENTO E ATIVIDADES DE CONCLUSÃO DA AULA ....................................... 88
  3. 3. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem APRESENTAÇÃO DA AULA 4 Anotações Olá! Você está na aula 4 do curso de Formação de Formadores. Nesta quarta aula serão discutidos os conteúdos das seguintes unidades: 1. Avaliação da aprendizagem. 2. Medida, verificação e avaliação: três processos distintos. 3. Instrumentos de avaliação de aprendizagem. 4. Avaliação na educação por competências. A partir dos conhecimentos tratados nesta aula você será capaz de: Objetivos da aula - Analisar e aplicar as orientações sobre avaliação de aprendizagem - Conhecer os instrumentos de avaliação de aprendizagem. - Compreender a importância da avaliação na educação por competências. Bom Estudo! FORMAÇÃO DE FORMADORES 73
  4. 4. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem UNIDADE 1 Anotações Avaliação da Aprendizagem Para iniciar, apresentamos uma história do Prof. Waldemar Setzer, aposentado da USP, que vai lhe ajudar a refletir sobre o que você estudará nesta aula. O BARÔMETRO Há algum tempo, recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma «conspiração do sistema» contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova que dizia: «Mostre como se pode determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro». A resposta do estudante foi a seguinte: «Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e, em seguida, levante-o, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício». Sem dúvida, era uma resposta interessante e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes, vacilei quanto ao veredicto. Mas... depois respondi ao aluno... FORMAÇÃO DE FORMADORES 75
  5. 5. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Anotações O que será que o professor respondeu ao aluno? O que você responderia? Registre sua resposta e depois a compare com a resposta do professor. Registre no ambiente virtual. A história continua, vamos lá! E a história continua... Recompondo-me, rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter a nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um Curso de Física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa de responder à questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão, isto, após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de Física. Passados cinco minutos, ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe, então, se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. 76 FORMAÇÃO DE FORMADORES
  6. 6. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem E a história continua... Anotações Mais surpreso ainda fiquei, quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade, tinha muitas respostas e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte, ele escreveu a resposta: «Vá ao alto do edifício, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h = (1/2) gt^2, calcule a altura do edifício. Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a resposta, e se ele concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo. Ao sair da sala, lembrei-me de que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas. «Ah! Sim.» - disse ele - «há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro». Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações... FORMAÇÃO DE FORMADORES 77
  7. 7. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Anotações Quais seriam as outras respostas que o aluno deu aos professores? Você poderia arriscar pelo menos uma. Depois siga em frente e confira as respostas dadas pelo aluno. Registre no ambiente virtual. Veja agora as respostas que o aluno deu aos professores. Por exemplo, num belo dia de sol, pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício. Um outro método básico de medida, aliás, bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas, tem-se a altura do edifício em unidades barométricas. Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g´s, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença. Finalmente, se não for cobrada uma solução Física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer, diz-se: - Caro Sr. Síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente. Professores eu sabia qual era a resposta esperada para o problema, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar meu raciocínio e cobrar respostas prontas, com base em informações mecanicamente arroladas, que eu resolvi contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa. 78 FORMAÇÃO DE FORMADORES
  8. 8. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Bem, o professor Waldemar termina sua história com a seguinte reflexão: Anotações Reflexão «Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto». A partir dessa história, a seguir temos um desafio para você. Desafio Analisando a história do prof. Waldemar, para você, o que seria a melhor atitude de um educador, um formador, nesse caso? Você concorda com professores que controlam o raciocínio dos alunos e cobram respostas prontas, com base em informações mecanicamente arroladas? Registre sua opinião no ambiente virtual. Continuando a unidade sobre avaliação de aprendizagem, você estudará agora um texto elaborado por Elizabeth Ladislau, especialista em avaliação. Ao longo dos anos, a avaliação tem passado por acalorados debates no interior do sistema educacional, sofrendo modificações importantes e evoluindo em sua forma, métodos e critérios. Porém, no cotidiano da sala de aula, os problemas de hoje são os mesmos de 10, 20, 30 anos atrás. Na prática, a avaliação tradicional é utilizada como instrumento para manter a autoridade do professor. FORMAÇÃO DE FORMADORES 79
  9. 9. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Anotações E Você utiliza a avaliação em suas aulas como instrumento de autoridade? Pense sobre isso. É preciso superar antigos paradigmas, tais como: evento; medo; boletim de notas; imposição; autoritarismo; atitude secreta; o ser arbitrário; o ser classificatório e implantar novos paradigmas, tais como: processo; coragem; registro de anotações; negociação; participação; transparência; o ser criterioso; o ser promocional. Nessa concepção, não há espaço para discriminações, pressões manipulativas, competição e rotulações. Ao contrário, a avaliação deve servir para consolidar entendimentos, apoiar necessárias atuações e ampliar o comprometimento e o aperfeiçoamento de indivíduos, grupos, programas e instituições, enquanto permite a formulação de juízos e recomendações, que geram ações, políticas e conhecimentos. Então, o que significa avaliar um indivíduo? Portanto, avaliar o indivíduo significa observar o seu desenvolvimento contínuo na comunicação em suas diversas formas; no pensamento crítico; na busca de ideais; na convivência coletiva; na conquista de novas aprendizagens; e nas diversas situações de mobilização de forma articulada de conhecimentos, habilidades, atitudes e suas várias inteligências - as inteligências múltiplas - para a resolução de problemas não só rotineiros, mas também inusitados em seu campo de atuação. Agora que você leu e refletiu o texto de Elizabeth Ladislau, vá em frente! Na próxima unidade estudará sobre medida, verificação e avaliação. 80 FORMAÇÃO DE FORMADORES
  10. 10. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem UNIDADE 2 Anotações Medida, Verificação e Avaliação: Três Processos Distintos Relembrando... Na unidade anterior você pode refletir uma concepção de avaliação de aprendizagem não tradicional. Nesta unidade você irá conhecer três processos distintos: Medida, verificação e avaliação. Veja, a medida, verificação e avaliação estão presentes em cada ação educativa. - A primeira levanta informações frias e acuradas, descreve quantificando; - A segunda verifica a veracidade, a validade e a confiabilidade dessas informações; - A terceira ajuíza o valor relativo de cada uma destas informações, atribuindo-lhes significados e orientando as ações a serem implementadas. Conheça a seguir a definição de cada um e seus instrumentos. FORMAÇÃO DE FORMADORES 81
  11. 11. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Anotações A ilustração, a seguir, mostra as definições e os instrumentos utilizados em cada um dos processos. Assim, você pode observar com clareza a diferença entre avaliar, medir e verificar. MEDIDA VERIFICAÇÃO AVALIAÇÃO Definição: Definição: Definição: grau, alcance, investigação determinação da padrão: aquilo e/ou prova da valia ou do valor que serve de veracidade de ... de ..., emissão base ou norma de juízo de valor para a avaliação Instrumentos: a partir de dados de qualidade ou gráficos, tabelas fornecidos por quantidade. etc. instrumentos de medida, Instrumentos: comprovados pela testes, trabalhos, verificação. atividades práticas etc. Instrumentos: critérios preestabelecidos. Bem, você pôde entender então, que avaliar é muito mais do que aplicar um teste, uma prova, fazer uma observação. A avaliação deve ser um processo contínuo, envolvendo não apenas o aspecto quantitativo, mas também, e principalmente, o aspecto qualitativo, que fornecerá informações valiosas para os processos de ensino e de aprendizagem. Ela deve julgar o grau de aceitabilidade do que foi descrito no ambiente educacional, ou seja, ela deve ser um controle de qualidade, medindo a efetividade ou não do processo, para que mudanças possam ser feitas, objetivando garantir essa efetividade. Dica Pense sobre isso, sempre que estiver planejando o processo de avaliação de suas aulas. A seguir você estudará os instrumentos de avaliação. Vamos em frente! 82 FORMAÇÃO DE FORMADORES
  12. 12. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem UNIDADE 3 Anotações Instrumentos de Avaliação de Aprendizagem Veja bem, é importante você entender que, todas as vezes que se avalia, é interessante preocupar-se com as técnicas empregadas e suas finalidades. Se estas estão condizentes com a filosofia e os objetivos que caracterizam a instituição e se o aluno, que porventura vier a ser declarado aprovado alcançou os objetivos propostos como metas educacionais, e se está realmente apto a desenvolver o que lhe confere a sua habilitação. Em razão disso, professores, alunos e todos que fazem parte dos processos de ensino e de aprendizagem têm como dever conhecer o regimento, as normas da instituição e os princípios comuns que são fixados por leis e que regem aquela modalidade de ensino. E quanto aos instrumentos utilizados para avaliar? Veja a seguir. No decorrer do desenvolvimento das atividades curriculares, o professor pode fazer o acompanhamento de seus alunos de várias formas: - exercícios; - estudos dirigidos; - trabalho em grupo; - observação do comportamento; - conversas informais; - verificações formais por meio de provas de questões dissertativas e de questões objetivas; - argüição oral; - relatórios; projetos etc. Você observou que o processo de avaliação inclui instrumentos e procedimentos diversificados. Algumas formas são mais sistemáticas, outras menos; algumas mais formais, outras mais informais. O que não pode faltar no processo de avaliação é a definição de seus reais propósitos. A seguir conheça os instrumentos formais e os menos formais. FORMAÇÃO DE FORMADORES 83
  13. 13. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Anotações Instrumentos formais e menos formais Os instrumentos formais utilizados com maior freqüência são as verificações por meio de provas escritas, dissertativas e objetivas, e provas práticas. Os outros procedimentos de acompanhamento de alunos nas várias situações diárias, que são de caráter mais informal - como a observação, a entrevista, e outros - são menos utilizados, embora tenham um grande valor na compreensão e na apreensão da real aprendizagem do aluno. No caso de educação baseada em competências e habilidades, é importante pensar numa forma de avaliação que se aproxime mais de sua realidade. É necessário que sejam estabelecidos critérios essenciais para realização de uma avaliação que ofereça, de forma abrangente, informações acerca de tudo o que foi apreendido. Professor e alunos devem se certificar se ocorreu ou não ensino e aprendizagem compatíveis com o desenvolvimento das competências desejáveis. Falando em competências, é o que você estudará mais detalhadamente na próxima unidade: Avaliação na educação por competências. Mas, antes propo- mos uma atividade. Atividade Utilizando as orientações recebidas nesta unidade. Escolha dois instrumentos de avaliação e elabore uma avaliação. Além da elaboração dos instrumentos, explique como será sua aplicação e a pós-avaliação. Socialize sua avaliação com os demais colegas de turma por meio da ferramenta Fórum. Para realizar esta atividade utilize o ambiente virtual. 84 FORMAÇÃO DE FORMADORES
  14. 14. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem UNIDADE 4 Anotações Avaliação na Educação por Competências Relembrando... Na unidade anterior você estudou sobre os instrumentos de avaliação. Nesta unidade discutiremos como se avalia em educação baseada em competência. Na educação baseada em competências, as atividades de avaliação devem ser definidas segundo objetivos, competências e habilidades, em cujos âmbitos deve ser medida a aprendizagem do indivíduo. E, obviamente, estas atividades devem considerar as situações de aprendizagem e os objetivos previamente definidos. Nesse tipo de educação, faz-se necessário avaliar se o aluno adquiriu o saber e o saber fazer, além do saber ser e do aprender a aprender, uma vez que o conceito de competência envolve a conhecimentos, habilidades e atitudes. Assim, é importante avaliar cada parte que compõe o todo. Isso se deve ao fato de que o indivíduo não pode ter meia competência, ou seja, ou ele domina ou não domina determinada competência. Portanto, o professor deve lançar mão de técnicas e de instrumentos de avaliação que lhe permitam definir se o aluno possui ou não a competência desejada. Uma das técnicas que se presta a esse fim é a observação. LIBÂNEO, B.C. Veja a seguir o que Libâneo tem a dizer sobre a A formação das avaliação observacional. áreas profissionais. Semelhanças e Libâneo agrupa os parâmetros da avaliação obser- dessemelhanças. vacional em quatro critérios: Palestra no seminário de validação da proposta de matriz curricular para a área - Desenvolvimento intelectual; de construção civil. - Relacionamento social; Belém, 1992. - Desenvolvimento afetivo; - Organização e hábitos pessoais. FORMAÇÃO DE FORMADORES 85
  15. 15. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Esses critérios contemplam o saber, o saber fazer, o saber ser e o aprender a Anotações aprender. Além disso, preconiza que, no processo educacional, os parâmetros – ou quesitos – ligados ao desempenho intelectual sejam avaliados para cada competência ou habilidade e que os quesitos ligados aos demais critérios sejam avaliados para cada grupo de competências, bloco ou módulo. Veja no quadro, a seguir, os parâmetros ou quesitos para cada critério de avaliação. Desempenho Intelectual O desempenho intelectual pode contemplar, dentre outros, os seguintes aspectos: atenção nas aulas e no trabalho; persistência na execução das tarefas; absorção de novos conhecimentos; aplicação de conhecimentos anteriores; expressão escrita e verbal; conhecimentos gerais necessários ao cidadão moderno; além dos quesitos particulares da atividade em questão. Relacionamento Social O relacionamento social trata das relações com colegas e professores e inclui os seguintes quesitos: lealdade; respeito; sinceridade; cooperação; solidariedade; e cumprimento de normas. Este critério busca avaliar a construção do cidadão e a progressão do aluno como indivíduo inserido em um grupo social. Desenvolvimento Afetivo O critério que avalia o desenvolvimento afetivo inclui quesitos ligados à situação humana do aluno. Neste caso, a avaliação contempla parâmetros do tipo: responsabilidade; iniciativa; auto-estima; espontaneidade; controle emocional; e bom humor. Organização e Hábitos Pessoais Para fazer face a um mundo exigente e que observa, em primeiro lugar, as aparências, têm-se o critério organização e hábitos sociais. Os quesitos mais expressivos desse critério são: ordem e asseio; cumprimento de prazos e horários; postura física; linguajar compatível com o contexto social; indumentária adequada; respeito ao meio ambiente; cumprimento às normas de saúde ocupacional; e conhecimento dos programas de prevenção de acidentes. 86 FORMAÇÃO DE FORMADORES
  16. 16. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Portanto, a partir do mapeamento das competências necessárias ao indivíduo Anotações nos seus vários níveis para um campo profissional, devem emergir procedimentos criativos para avaliadores e avaliados, juntos, observarem, num processo contínuo, manifestações, expressões e evidências que apontem na direção da formação plena do profissional. Você concluiu a última unidade da aula 4. A seguir vamos ao fechamento da aula e as atividades de auto-avaliação FORMAÇÃO DE FORMADORES 87
  17. 17. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Anotações FECHAMENTO E ATIVIDADES DE CONCLUSÃO DA AULA Fechando a aula 4! Nesta aula você pode descobrir que: - A avaliação educacional é um instrumento que, quando utilizado corretamente, permite ao avaliador obter informa- ções que lhe serão úteis para uma profunda reflexão sobre a sua prática pedagógica, e pode confirmar o estado em que se encontram os elementos envolvidos no contexto. - Que o papel da avaliação é altamente significativo para o processo educacional. - Que a essência do processo avaliativo está em ser útil na informação que oferece; viável na realização de sua trajetória; ética em seus propósitos e conseqüência; e precisa na elaboração de seus instrumentos e tratamento de seus dados. Desejamos que você aplique com sucesso as orientações rece- bidas nesta aula. 88 FORMAÇÃO DE FORMADORES
  18. 18. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Atividade de auto-avaliação Anotações Realize as atividades no ambiente virtual. 1. Procure no caça-palavras as palavras que preenchem esta afirmativa. Na educação baseada em competências, as atividades de avaliação devem ser definidas segundo _______, ____________ e _____________, em cujos âmbitos deve ser medida a aprendizagem do indivíduo. FAVORNIVETIVTOSED ALKOBJETIVOSISUNC HSBCCIEIONJUJSNKO COMPETÊNCIASHSBE VUROMJHGGTTORENN WERNAHABILIDADES 2. Encontre no jogo da memória as definições de Medida, Verificação e Avaliação. Definição: determinação da valia ou do valor de ..., emissão de juízo de valor Definição: investigação a partir de dados forne- MEDIDA e/ou prova da veracidade cidos por instrumentos de ... de medida, comprovados pela verificação. Definição: grau, alcance, AVALIAÇÃO padrão: aquilo que serve VERIFICAÇÃO de base ou norma para a avaliação de qualidade ou quantidade. FORMAÇÃO DE FORMADORES 89
  19. 19. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem FECHAMENTO DO CURSO Anotações Fechando o curso... Desejamos que você aproveite os conhecimentos adquiridos neste curso. Que aplique, como professor os fundamentos para sua ação formativa, as orientações sobre planejamento de ensino; as técnicas de ensino aqui apresentadas e os conhecimentos sobre avaliação de aprendizagem. Lembre-se: você é peça-chave para a aprendizagem do seu aluno. Muito sucesso! FORMAÇÃO DE FORMADORES 91
  20. 20. AULA 4: Avaliação da Aprendizagem Anotações REFERÊNCIAS ALTLET, Marguerite. (1992) in PAQUAY, Léopold. et al. Formando professores profissionais: quais estratégias? quais competências? Porto alegre: Artmed, 2001. BOOG, Gustavo G. Manual de Treinamento e Desenvolvimento. São Paulo: Makron Books, 1999. CORDEIRO, Bernadete M. P. e SILVA, Suamy. S. Direitos Humanos: referencial prático para docentes do Ensino Policial. 2ª ed. Brasília: CICV, 2005 GARDNER, H. Inteligências Múltiplas : a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. JACIRA S. L.WILSON C. A avaliação: do texto ao contexto. [on-line] disponível em www.conciani.inter-fox.com.br. Acesso em 08/03/2004. LIBÂNEO, B.C. A formação das áreas profissionais. Semelhanças e dessemelhanças. Palestra no seminário de validação da proposta de matriz curricular para a área de construção civil. Belém, 1992. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Série Formação do Professor. São Paulo: Cortez, 2001. MAMEDE, S. PENAFORTE, J. Aprendizagem baseada em problemas. Fortaleza: Hucitec, 2001. MENDES, Eunice. Falar em Público: Prazer ou Ameaça? Rio de Janeiro: Qualitymark, 1997. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasília). Educação Profissional. Brasília, 2000. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasília). PCN: Ensino Médio. Brasília, 2000. PERRENOUD, Phillipe. Pedagogia diferenciada das intenções à ação. Porto Alegre: Artmed, 2000. ROSENBAUM (apud Feltes, 2002) in Cadernos Adenauer IV (2003), nº 3. Segurança cidadã e polícia na democracia. Rio de janeiro: Fundação Adenauer, outubro 2003. SANT’ANNA, I.M. Por que avaliar? Como avaliar? Critérios e instrumentos bem sucedidos. Secretária Executiva n° 11, set, p. 6, 1995. SHÖN, Donald. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2000. SILVA, Marco. Sala de Interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2002. 92 FORMAÇÃO DE FORMADORES
  21. 21. Créditos Conteudistas: Curso SENASP - Bernadete Moreira Pessanha Cordeiro – Consultora Pedagógica da SENASP - Elizabeth Ladislau – Especialista em Avaliação da Aprendizagem Curso DPF - Bernadete Moreira Pessanha Cordeiro – Consultora Pedagógica da SENASP - Elizabeth Ladislau – Especialista em Avaliação da Aprendizagem Observação - O texto base do módulo 1 da versão elaborada para o DPF contou com a colaboração das especialistas que atuaram na Academia Nacional de Polícia no período de 2002 a 2004, dentre eles Magali Chules e Cleide Magno.

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