A 1ª RepúBlica

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A 1ª RepúBlica

  1. 1. A 1ª República Gil Alves Pacheco N.º11 9ºB
  2. 2. Introdução <ul><li>Nesta apresentação pretendo mostrar os “porquês” da Revolução e o que aconteceu logo após a Revolução. </li></ul>
  3. 3. Índice <ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>A 1ª República </li></ul><ul><li>O Mapa Cor-de-rosa </li></ul><ul><li>O Ultimato Inglês </li></ul><ul><li>Regicídio </li></ul><ul><li>5 de Outubro </li></ul><ul><li>A Portuguesa </li></ul><ul><li>Os Partidos Políticos </li></ul><ul><li>Divisão no Ensino </li></ul><ul><li>Mudanças no Trabalho </li></ul><ul><li>Conclusão </li></ul><ul><li>Bibliografia </li></ul>
  4. 4. 1ª República <ul><li>A 5 de Outubro de 1910, na sequência de um movimento militar iniciado na véspera, é proclamada a República de Portugal e constituído um governo provisório, presidido por Teófilo Braga. </li></ul><ul><li>O movimento republicano tinha já vindo a manifestar-se desde a década de 70 do século anterior, consumava-se agora o fim do poder da Monarquia. </li></ul>
  5. 5. O Mapa Cor-deRosa <ul><li>Organizou-se a Conferência de Berlim (1884-1885), para resolver, pacificamente, a partilha dos territórios africanos. </li></ul>
  6. 6. O Ultimato Inglês <ul><li>Portugal e Inglaterra disputavam a posse dos territórios africanos do chamado “Mapa Cor-de-Rosa”. Ou seja, Portugal declarou a intenção de ocupar os territórios entre Angola e Moçambique, que por sua vez, eram pretendidos pela Inglaterra. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Em 1980, a Inglaterra lança um Ultimato, obrigando Portugal a ceder essa região sob ameaça de recurso a força militar e ao corte de relações diplomáticas. </li></ul><ul><li>A cedência dessa região revelou a fragilidade da colonialização portuguesa em África, o que agravou a crise política no país. </li></ul>
  8. 8. Regicídio <ul><li>A propaganda republicana e a crise política foram agravados com o Governo de ditadura de João Franco (1907). O Rei era acusado de passar mais tempo a distrair-se do que a governar o país e em 1908 deu-se o regicídio, o rei e o príncipe herdeiro foram assassinados em Lisboa. </li></ul>
  9. 9. 5 de Outubro <ul><li>Foram algumas as razões </li></ul><ul><li>que deram origem à Revolução: </li></ul><ul><li>A maior parte da população vivia mal; </li></ul><ul><li>Humilhação sentida pela cedência ao Ultimato; </li></ul><ul><li>O país tinha grandes dívidas; </li></ul><ul><li>Atraso do desenvolvimento agrícola e industrial; </li></ul><ul><li>Promessas do Partido Republicano; </li></ul><ul><li>Melhores condições de vida; </li></ul><ul><li>Grande agitação e falta de liberdade. </li></ul>
  10. 10. A Portuguesa <ul><li>I </li></ul><ul><li>Heróis do mar, nobre povo, </li></ul><ul><li>Nação valente, imortal </li></ul><ul><li>Levantai hoje de novo </li></ul><ul><li>O esplendor de Portugal! </li></ul><ul><li>Entre as brumas da memória, </li></ul><ul><li>Ó Pátria, sente-se a voz </li></ul><ul><li>Dos teus egrégios avós, </li></ul><ul><li>Que há-de guiar-te à vitória! </li></ul><ul><li>Às armas, às armas! </li></ul><ul><li>Sobre a terra , sobre o mar. </li></ul><ul><li>Às armas, às armas! </li></ul><ul><li>Pela Pátria lutar </li></ul><ul><li>Contra os canhões marchar, marchar ! </li></ul>
  11. 11. <ul><li>II </li></ul><ul><li>Desfralda a invicta Bandeira, </li></ul><ul><li>À luz viva do teu céu! </li></ul><ul><li>Brade a Europa à terra inteira: </li></ul><ul><li>Portugal não pereceu </li></ul><ul><li>Beija o solo teu jucundo </li></ul><ul><li>O Oceano a rugir d´amor, </li></ul><ul><li>E o teu braço vencedor </li></ul><ul><li>Deu mundos novos ao Mundo! </li></ul><ul><li>Às armas, às armas! </li></ul><ul><li>Sobre a terra , sobre o mar. </li></ul><ul><li>Às armas, às armas! </li></ul><ul><li>Pela Pátria lutar </li></ul><ul><li>Contra os canhões marchar, marchar ! </li></ul>
  12. 12. <ul><li>III </li></ul><ul><li>Saudai o Sol que desponta </li></ul><ul><li>Sobre um ridente provir; </li></ul><ul><li>Seja o eco de uma afronta </li></ul><ul><li>O sinal do ressurgir. </li></ul><ul><li>Raios dessa aurora forte </li></ul><ul><li>São como beijos de mãe, </li></ul><ul><li>Que nos guardam, nos sustêm, </li></ul><ul><li>Contra as injúrias da sorte </li></ul><ul><li>Às armas, às armas! </li></ul><ul><li>Sobre a terra , sobre o mar. </li></ul><ul><li>Às armas, às armas! </li></ul><ul><li>Pela Pátria lutar </li></ul><ul><li>Contra os canhões marchar, marchar ! </li></ul>
  13. 13. Os Partidos Políticos <ul><li>Evolucionistas, Unionistas, e Democratas. </li></ul><ul><li>Ainda que Henrique de Paiva Couceiro tenha tentado uma invasão monárquica em Outubro de 1911, o principal perigo para o novo regime veio da sua própria divisão interna. Pelo momento estava apenas dedicado a perseguir os monárquicos e a igreja. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Ainda que Henrique de Paiva Couceiro tenha tentado uma invasão monárquica em Outubro de 1911, o principal perigo para o novo regime veio da sua própria divisão interna. </li></ul><ul><li>As ordens religiosas foram expulsas a 8 de Outubro de 1910 e as suas propriedades confiscadas. O ensino da religião nas escolas primárias foi abolido e a Igreja Católica Romana foi separada do Estado. </li></ul><ul><li>As condições em como monárquicos e Católicos foram presos e tratados, causou efeito negativo “lá fora”, mas essa legislação só foi depois modificada lentamente. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Foram fundadas novas Universidades em Lisboa e no Porto, mas os elos eram fracos e em pouco tempo os republicanos estavam divididos em: </li></ul><ul><li>Evolucionistas (moderados), liderados por António José de Almeida; </li></ul><ul><li>Unionistas (centro), liderados por Manuel de Brito Camacho; </li></ul><ul><li>Democratas ( ala esquerda), liderados por Afonso Augusto da Costa. </li></ul>
  16. 16. Divisão no Ensino <ul><li>Com esta reforma, o ensino primário ficou dividido em três escalões: o Elementar (obrigatório dos 7 aos 14 anos); e o Complementar e Superior (facultativos). </li></ul><ul><li>O Ensino Elementar – tinha a duração de 3 anos e tinha como objectivos as áreas: Literárias, Científicas, Artísticas e Técnicas; ficavam de fora deste grau de ensino o Ensino Particular, quem vivesse a mais de 2 km de uma escola, os cegos, os surdos ,os atrasados mentais e os atrasados escolares. </li></ul><ul><li>Nas áreas Literárias tinham as disciplinas de: Leitura, Escrita, Noções de Geografia, Moral Prática, Educação Social, Económica e Civil. </li></ul><ul><li>Nas Científicas: As quatro Operações Aritméticas, o Sistema Métrico e a Geometria Elementar. </li></ul><ul><li>Nas Artísticas: o Desenho e Modelação, o Canto Coral e a Dicção de Poesias. </li></ul><ul><li>Nas Técnicas: Higiene, ginástica, Jogos Trabalhos Manuais e Trabalhos Agrícolas. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Segundo o art.º 26º haveria uma escola para cada sexo, só sendo permitida a coeducação quando a densidade da população escolar fosse fraca. </li></ul><ul><li>O recenseamento de todas as crianças em idade escolar era obrigatório todos os anos por parte das Juntas de Paróquia, sob pena de serem punidas pelo Governo se tal não fizessem, (artº 43º). </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Após terminarem com exame a escolaridade obrigatória, os alunos poderíam-se encaminhar pelo ensino Secundário, ou frequentar o Ensino complementar, com 2 anos de duração facultativo mas gratuito. As áreas de estudo seriam as mesmas mas, mais aprofundadas de forma a &quot;revelar as aptidões naturais e preparar para qualquer profissão&quot; (artº25º), termina também com exame. </li></ul><ul><li>O 3º escalão, Ensino Primário Superior, é facultativo e gratuito, tem a duração de 3 anos. Para além das mesmas disciplinas mais aprofundadas havia o Inglês, o Francês e os exercícios militares para o sexo masculino. Obtinha-se o certificado também por exame que permitia a matrícula nas Escolas Normais Primárias, Industriais, Agrícolas, Comerciais, Profissionais e Técnicas, e a passagem para o Liceu com equivalência, (art.º 35º). </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Esta reforma falava de Moral em todos os graus de ensino, orientada no sentido social e excluindo implicações religiosas. &quot;A religião foi banida da escola... . A escola vai ser neutra... . Dela se banirão todas as religiões...&quot;. </li></ul><ul><li>O professor tinha um papel que até então ninguém lhe tinha pedido &quot;ser árbitro dos destinos morais da Pátria&quot;. </li></ul>
  20. 20. Mudanças no Trabalho <ul><li>O operariado era muito mal pago e as suas condições de trabalho não eram humanamente aceitáveis. Para defender e lutar pelos interesses, os trabalhadores associaram-se em sindicatos, pois só unidos e organizados conseguiram impor-se perante o Governo e os patrões. </li></ul><ul><li>Uma das formas de esclarecer e atrair associados foi através da publicação de jornais, cujos títulos sugerem a luta que desencadearam. Estes órgãos da imprensa operária, que existiam então em grande número, tratavam de questões como os horários de trabalho que lhes eram impostos, abusos dos patrões, maus tratos a mulheres e menores, o medo do desemprego, a falta de assistência social...etc. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Os operários tomaram consciência da sua força e importância na sociedade. As greves, isto é, as paralisações do trabalho , cresceram. Estes protestos tornaram-se mais frequentes e violentos em certos períodos: logo a seguir à implantação da República quando sentiram que o regime que tanto apoiaram não tomou medidas a seu favor, e no período que se seguiu à 1ª Guerra Mundial quando as suas condições de vida se agravaram. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Com os movimentos grevistas a as associações de trabalho que então se formaram conseguiram a diminuição do horário de trabalho para oito horas diárias e o descanso semanal ao Domingo. Mas, por outro lado, o recurso constante a esta forma de luta provocou um desgaste, que conduziu a medidas repressivas contra a greve, direito que tinha sido reconhecido em 1910. </li></ul>
  23. 23. Conclusão <ul><ul><li>Muitas coisas se alteraram em Portugal, tanto a nível Político (foram criados novos partidos), no Ensino (alargamento da idade escolar, etc.), e no Trabalho (um dia de descanso, aumentos, etc.). </li></ul></ul>
  24. 24. Bibliografia <ul><li>Manual: “Viva a História” </li></ul><ul><li>http://adsl.eb23-rioarade.edu.pt/historia/HtmPortal11/Romanico.htm </li></ul>

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