República Portuguesa

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República Portuguesa

  1. 1. A 1.ª República Portuguesa Escola Básica 2,3 da Cruz de Pau Disciplina de História – 9.ºAno – Turma B Ano lectivo: 2008/2009 Elaborado por: Telma Amorim n.º:22 Professora: Sílvia Mendonça
  2. 2. Introdução <ul><li>Este trabalho faz parte da disciplina de História do 9º ano. O </li></ul><ul><li>tema é “ A 1.ª República Portuguesa”. </li></ul><ul><li>O trabalho está dividido por vários temas que tornaram mais </li></ul><ul><li>fácil a sua elaboração. Parece também que assim se torna mais </li></ul><ul><li>fácil a leitura. </li></ul><ul><li>Iniciei o trabalho com O clima de crise: o descontentamento </li></ul><ul><li>das classes médias e do operariado . Seguem-se a Difusão das </li></ul><ul><li>doutrinas socialistas e republicanas; A revolução republicana; </li></ul><ul><li>Realizações da 1.ª República ; Acção governativa da 1.ª </li></ul><ul><li>República ; Realizações culturais e educativas ; Dificuldades da </li></ul><ul><li>acção governativa . Terminando o trabalho com A reacção </li></ul><ul><li>autoritária e a ditadura militar. </li></ul><ul><li>Para o realizar consultei o manual de História e recorri </li></ul><ul><li>também à Internet. Sempre que possível enriqueci o trabalho com </li></ul><ul><li>imagens. </li></ul>
  3. 3. Crise e queda da monarquia O clima de crise: o descontentamento das classes médias e do operariado <ul><li>Entre 1890 e 1892, viveu-se uma </li></ul><ul><li>crise económico-financeira em </li></ul><ul><li>Portugal. Os sinais desta crise </li></ul><ul><li>foram: a falência de bancos e de </li></ul><ul><li>empresas; o aumento da dívida </li></ul><ul><li>pública; a desvalorização da </li></ul><ul><li>moeda e consequente inflação. </li></ul><ul><li>Tudo isto acabou por conduzir a </li></ul><ul><li>um aumento dos impostos, facto </li></ul><ul><li>que agravou as condições de </li></ul><ul><li>vida da população, sobretudo </li></ul><ul><li>das classes médias e do operariado. </li></ul><ul><li>O descontentamento social manifestou-se na organização de </li></ul><ul><li>manifestações e greves. </li></ul>Fig. 1: D.Carlos
  4. 4. Difusão das doutrinas socialistas e republicanas <ul><li>Na segunda metade do séc. XIX, fundaram-se dois partidos políticos: o </li></ul><ul><li>Partido Republicano e o Partido Socialista. </li></ul><ul><li>A formação do Partido Republicano beneficiou do clima de </li></ul><ul><li>descontentamento que se vivia, em relação à monarquia. Esta situação foi </li></ul><ul><li>agravada pelo Ultimato inglês. A forma como a monarquia reagiu a esta </li></ul><ul><li>situação foi sentida pela população, por Portugal ter cedido facilmente aos </li></ul><ul><li>ingleses os territórios. Este facto veio contribuir para a primeira tentativa da </li></ul><ul><li>queda da monarquia e a Implantação da República, mas que acabou por </li></ul><ul><li>falhar. </li></ul><ul><li>Os principais adeptos e difusores do republicanismo foram escritores. O </li></ul><ul><li>movimento republicano contava, com o apoio da pequena e média burguesia, </li></ul><ul><li>do operariado e das actividades revolucionárias de sociedades secretas. A </li></ul><ul><li>propaganda republicana era crítica à corrupção política, à monarquia e ao </li></ul><ul><li>clero. Defendia uma descentralização política e económica e a dinamização do </li></ul><ul><li>poder local. </li></ul><ul><li>O partido socialista, não teve muitos apoiantes e contava com um </li></ul><ul><li>operariado pouco numeroso. As suas linhas de força eram a crítica à </li></ul><ul><li>sociedade capitalista e a não aceitação da propriedade privada dos meios de </li></ul><ul><li>produção. </li></ul>
  5. 5. A revolução republicana <ul><li>A propaganda republicana cresceu, a crise política e o </li></ul><ul><li>descontentamento geral foram </li></ul><ul><li>agravados, com o governo de </li></ul><ul><li>ditadura de João Franco. O rei era </li></ul><ul><li>acusado de passar mais tempo a </li></ul><ul><li>distrair-se do que à frente da </li></ul><ul><li>governação do país. Em 1908, </li></ul><ul><li>deu-se o regicídio: o rei D. Carlos </li></ul><ul><li>e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, </li></ul><ul><li>foram assassinados em Lisboa. </li></ul><ul><li>D. Manuel II sucedeu no trono e </li></ul><ul><li>apesar de mais liberal, não conseguiu </li></ul><ul><li>impedir o crescimento do republicanismo. </li></ul><ul><li>No dia 5 de Outubro de 1910, a revolução </li></ul><ul><li>republicana triunfou, pela acção de militares de baixa patente como </li></ul><ul><li>sargentos e alferes, e civis das classes médias. </li></ul>Fig. 2: O regicídio
  6. 6. A 1.ª República Realizações da 1.ª República <ul><li>Os dirigentes do partido republicano tomaram conta da governação do país, </li></ul><ul><li>através de um governo provisório presidido por Teófilo Braga. Este governo </li></ul><ul><li>preparou as eleições para a Assembleia Constituinte e elegeu o primeiro </li></ul><ul><li>presidente da república constitucional, Manuel de </li></ul><ul><li>Arriaga. </li></ul><ul><li>A nova constituição institucionalizou o domínio </li></ul><ul><li>do poder legislativo sobre o poder executivo. O </li></ul><ul><li>regime republicano passa a ter uma legitimidade </li></ul><ul><li>constitucional e democrática. </li></ul><ul><li>Houve então uma nova bandeira, a bandeira </li></ul><ul><li>da republica; um novo hino, A Portuguesa e </li></ul><ul><li>uma nova moeda o escudo. </li></ul><ul><li>Em 1911, aprovou-se uma série de leis, </li></ul><ul><li>destacando-se as seguintes: </li></ul><ul><li>Leis da Família , que tornavam iguais os </li></ul><ul><li>direitos dos homens e das mulheres no </li></ul><ul><li>casamento, instuíam o divórcio e o casamento </li></ul><ul><li>civil; </li></ul><ul><li>Lei da Separação do Estado da Igreja que proibia o ensino religioso nas escolas, </li></ul><ul><li>expulsão das ordens religiosas e nacionalização das propriedades da igreja; </li></ul><ul><li>Lei da Greve , que regulamentava o direito à greve. </li></ul>Fig. 3: implantação da República
  7. 7. Acção governativa da 1.ª República <ul><li>Os governos da 1.ª República desenvolveram reformas </li></ul><ul><li>económicas, sociais e educativas com vista à melhoria das </li></ul><ul><li>condições de vida da população. </li></ul><ul><li>No aspecto económico-financeiro, os governos enfrentaram </li></ul><ul><li>grandes dificuldades na concretização das medidas. Apesar de </li></ul><ul><li>alguma modernização na produção agrícola. A industrialização, </li></ul><ul><li>os meios de transporte e as comunicações continuavam a ter </li></ul><ul><li>um grande atraso. A crise económica reflectiu-se numa </li></ul><ul><li>acentuada desvalorização da moeda. </li></ul><ul><li>No aspecto social, o Governo republicano instituiu a redução </li></ul><ul><li>das horas de trabalho, o decanso semanal, o direito à </li></ul><ul><li>assistência social e o direito à greve. Sendo o operariado o </li></ul><ul><li>mais beneficiado. </li></ul>
  8. 8. Realizações culturais e educativas <ul><li>Os governos da 1.ª República centraram as </li></ul><ul><li>suas prioridades no ensino e na cultura, no </li></ul><ul><li>combate ao analfabetismo. Foi decretada a </li></ul><ul><li>obrigatoriedade e gratuitidade do ensino primário </li></ul><ul><li>e investiu-se na formação de professores. </li></ul><ul><li>No campo científico e técnico destaca-se a 1.ª </li></ul><ul><li>travessia aérea do Atlântico Sul pelos aviadores </li></ul><ul><li>Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Na Medicina, </li></ul><ul><li>destacam-se Ricardo Jorge, Abel Salazar e Egas </li></ul><ul><li>Moniz. Na Matemática, Gomes Teixeira e na </li></ul><ul><li>Astronomia Campos Rodrigues. </li></ul>
  9. 9. Dificuldades da acção governativa <ul><li>Apesar das grandes expectativas de evolução do País </li></ul><ul><li>com a 1.ª República, esta não conseguiu alcançar a estabilidade </li></ul><ul><li>e o progresso. Os principais problemas foram a instabilidade </li></ul><ul><li>política, a situação económico-financeira e a agitação social. </li></ul><ul><li>Durante 16 anos, Portugal passou por 45 governos e 8 </li></ul><ul><li>presidentes. </li></ul><ul><li>Ao longo da 1.ª República e após a 1.ª Guerra Mundial, os </li></ul><ul><li>republicanos viram a sua base social de apoio diminuir </li></ul><ul><li>gradualmente. Contribuíram as crescentes dificuldades </li></ul><ul><li>económico-financeiras, a perda do poder de compra, face ao </li></ul><ul><li>agravamento da inflação e dos impostos, e o desemprego. Com </li></ul><ul><li>todas as expectativas frustradas, criou-se um clima de revolta </li></ul><ul><li>social com greves que desorganizavam o País. </li></ul>
  10. 10. A reacção autoritária e a ditadura militar <ul><li>Durante a 1.ª República surgiram golpes militares que </li></ul><ul><li>estabeleceram períodos de ditadura. </li></ul><ul><li>Em 28 de Maio de 1926, o General </li></ul><ul><li>Gomes da Costa inicia uma revolta, a </li></ul><ul><li>partir de Braga, numa marcha militar em </li></ul><ul><li>direcção a Lisboa. Ao longo do percurso, </li></ul><ul><li>conquistou a adesão do exército. Ao chegar </li></ul><ul><li>a Lisboa, o Governo já se havia demitido e o </li></ul><ul><li>Presidente da República, Bernardino Machado, </li></ul><ul><li>renunciou o cargo. O golpe militar impôs a </li></ul><ul><li>dissolução do Parlamento, a suspensão das </li></ul><ul><li>liberdades individuais, a censura à imprensa e </li></ul><ul><li>o poder passou a ser assumido por militares – </li></ul><ul><li>ditadura militar. </li></ul><ul><li>Em 1928, António de Oliveira Salazar foi </li></ul><ul><li>nomeado ministro das Finanças, a </li></ul><ul><li>fim de resolver as dificuldades económico-financeiras </li></ul><ul><li>e, em 1932, foi convidado a chefiar o Governo. </li></ul><ul><li>Em 1933 a aprovação da nova Constituição lança as bases do Estado Novo. </li></ul>Fig. 4: António Salazar
  11. 11. Conclusão <ul><li>Ao terminar o trabalho pensei que </li></ul><ul><li>consegui descrever de forma clara o </li></ul><ul><li>tema do trabalho: a 1.ª República </li></ul><ul><li>Portuguesa. </li></ul><ul><li>Não foi um pouco difícil realizar este </li></ul><ul><li>trabalho devido à pouca experiência que </li></ul><ul><li>tenho. No entanto dei o meu melhor </li></ul><ul><li>para a elaboração deste trabalho. </li></ul>
  12. 12. Bibliografia <ul><li>MAIA, Cristina; BRANDÃO, Isabel Paulos; Viva </li></ul><ul><li>a História!, 1.ª edição, Porto, Porto editora, </li></ul><ul><li>2008, pp.40-47. </li></ul><ul><li>Hiperligações das imagens: </li></ul><ul><li>Figura da capa: http://images.google.pt </li></ul><ul><li>Figura 1: https ://www.tcontas.pt </li></ul><ul><li>Figura 2: http://images.google.pt </li></ul><ul><li>Figura 3: http://sol.sapo.pt </li></ul><ul><li>Figura 4: http://vamosfalarnos.com.sapo.pt </li></ul>

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