Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012Índice:1.        INTRODUÇÃO: ................................................
Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012   1. INTRODUÇÃO:O solo é a fonte primária de nutrientes para os vegetais....
Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012   4. Nitrogénio:O grande reservatório de nitrogénio é a atmosfera terrest...
Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012       Num solo descoberto na zona tropical húmida ocorrem perdas até 300 ...
Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012        Acamamento nas culturas cereais, devido a falta de rigor de caule....
Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012A PH baixo, o P é ligado na forma de alumínio e ferifosfatos, a PH elevado...
Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012             6.2.Os sistemas com deficiência de K          Nas dicotiledón...
Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012                                                algumas plantas    exibem ...
Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012   7. CONCLUSÃODepois da realização do presente trabalho, pode-se concluir...
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Nitrogénio no solo

  1. 1. Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012Índice:1. INTRODUÇÃO: .................................................................................................................. 22. OBJECTIVOS: .................................................................................................................... 2 2.1. Geral:............................................................................................................................ 2 2.2. Específicos:................................................................................................................... 23. METODOLOGIA: .............................................................................................................. 2 1. Métodos: ........................................................................................................................... 24. Nitrogénio: ........................................................................................................................... 3 4.1. Causas da redução de N no solo ................................................................................. 4 4.2. Valor agrícola de fertilizantes azotados .................................................................... 4 4.3. Influência do N sobre o desenvolvimento vegetal ..................................................... 4 4.4. Consequências da insuficiência de N na planta ........................................................ 4 4.5. Em casos da absorção excessiva ................................................................................. 45. Fósforo no solo ..................................................................................................................... 5 5.1. Influência do P sobre o desenvolvimento da cultura................................................ 66. Potássio no solo .................................................................................................................... 6 6.1. Funções e influência de K na planta .......................................................................... 6 6.2. Os sistemas com deficiência de K............................................................................... 7 Tabela 1- Alguns elementos essenciais: funções e sintomas de deficiência ............................. 7 Ciclo de nitrogénio .................................................................................................................... 87. CONCLUSÃO ..................................................................................................................... 98. Referências bibliográficas................................................................................................. 10Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Página 1
  2. 2. Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012 1. INTRODUÇÃO:O solo é a fonte primária de nutrientes para os vegetais. A fragmentação das rochasfornece os elementos que as plantas requerem, mas o tamanho e a carga elétrica daspartículas do solo produzidas pela fragmentação afectam a disponibilidade de iões, águae oxigénio. (BAVEN. at al. 1992).São os seguintes elementos químicos essenciais para o crescimento vegetal: o carbono,hidrogénio, oxigénio, potássio, cálcio, magnésio, nitrogénio, fósforo, enxofre e ferro;porém, com ajuda das técnicas melhoradas para a remoção de impurezas de soluçõesnutritivas, descobriram-se mais cinco elementos: o zinco, cobre, cloro, boro emolibdênio. Estes elementos são também chamados minerais essenciais, ou aindanutrientes inorgânicos essenciais. (BAVEN. at al. 1992).Os elementos essenciais podem ser divididos em micronutrientes e macronutrientes deacordo com a sua aderência à planta. Os Micronutrientes são assim denominados porserem requeridos em pequenas quantidades pelas plantas. Os Macronutrientes sãorequeridos em grandes quantidades. (BAVEN. at al. 1992). 2. OBJECTIVOS: 2.1.Geral:  Identificar o comportamento dos minerais NPK em solos tropicais 2.2.Específicos:  Descrever as principais funções dos NPK para as plantas  Identificar a ocorrência desses nutrientes no solo e plantas  Avaliar os seus efeitos na planta 3. METODOLOGIA: 1. Métodos:  Para a elaboração e realização do presente trabalho, recorreu-se ao método de pesquisa nos manuais disponíveis na biblioteca, consulta directa com docentes e monitores capacitados acerca, e ainda através de uma consulta pela internet.Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Página 2
  3. 3. Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012 4. Nitrogénio:O grande reservatório de nitrogénio é a atmosfera terrestre. Normalmente o N ocorre naforma de ião NO3-; ocorrem também pequenas quantidades de NH4+ (nos campos dearroz) que estão em equilíbrio com as quantidades de iões NH4+ adsorvidos nocomplexo de troca catiónica.Em soluções de solos normais as concentrações de NO3- variam entre 20 e 200 ppm esão teoricamente adequadas para fornecer N para as plantas em quantidades suficientespelo fluxo de massa – supondo que não há perdas de N pela lixiviação oudesnitrificação. Quando há perdas, mais nitrogénio será necessário, deve ser fornecidopela mineralização da matéria orgânica, pela difusão, ou pela adubação.O N é o quarto elemento na planta após o C, H e O, mas é o primeiro elemento nutritivoda planta. O N ocorre em aminoácidos que formam proteínas, enzimas fosfatados eclorofila. Na clorofila, o N pode constituir 70% no total nas folhas.Geralmente o N na semente é maior que nas folhas, que por sua vez será maior que noscaules e tubérculos.As perdas de nitrogénio dependem da: Concentração do NO3- na solução do solo. Capacidade de retenção de água no solo. Precipitação e evaporação. Profundidade do sistema radicular da cultura. Tipo de cultura, em forma de percentagem da cobertura vegetal.Sem adubação o fornecimento de N para a solução do solo ocorre: Principalmente pela mineralização da matéria orgânica. Pela água da chuva. Pela água do escoamento e água subterrânea. E um pouco na forma de ião NH4+ depois da desorção do complexo de troca.Alguns exemplos de perdas de nitrogénio sob condições diferentes de clima: Sob pastagem num clima sub – húmido as perdas são cerca de zero.Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Página 3
  4. 4. Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012 Num solo descoberto na zona tropical húmida ocorrem perdas até 300 – 500 kg/ ha / ano. Em regiões semi – áridas não há perdas; as vezes há uma acumulação de N pela ascensão da água freática. 4.1.Causas da redução de N no solo A mineralização aumenta mais relativamente que a produção vegetal e a acumulação de matéria orgânica. As perdas por lixiviação aumentam com temperaturas crescentes por causa da maior intensidade de precipitação em regiões tropicais e da mais baixa viscosidade da água no solo. 4.2.Valor agrícola de fertilizantes azotados 1. O clima determina em grau considerável o efeito de fertilizantes de N e, consequentemente, o tipo de fertilizante mais apto: Se o tempo ou clima for frio ou seco o uso de adubos nítricos (tipo NO3-) tem uma vantagem importante: o ião NO3- tem uma maior mobilidade e a nitrificação não é ainda relevante. No caso de um clima tropical húmido é aconselhável aplicar adubos com ação lenta para evitar perda de nitrogénio. Na forma de NO3- pela lixiviação, adubos amoníacos (tipo NH4+) ou ureia. 4.3.Influência do N sobre o desenvolvimento vegetalEstima o crescimento vegetal, na formação da planta e folhas grandes. Quando aabsorção inicial ocorre depressa há uma deficiência que pode originar num peso baixode grãos. 4.4.Consequências da insuficiência de N na planta O crescimento das partes subterrâneas será maior do que das plantas aéreas, resultando numa razão baixa entre o peso de material verde e o peso das raízes. Há uma estagnação da fotossíntese, as folhas tornam-se verdes – claras até amarelas. 4.5.Em casos da absorção excessiva Há má qualidade de fibras para culturas de fibras. O teor baixo de açúcar na cultura de cana-de-açúcar. Tempo reduzido de conservação de frutos.Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Página 4
  5. 5. Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012 Acamamento nas culturas cereais, devido a falta de rigor de caule. 5. Fósforo no soloSob condições naturais ocorre só uma pequena quantidade de P no solo. O fósforopouco participa no processo de nutrição das plantas porque os compostos de P têmgeralmente uma má solubilidade; consequentemente a quantidade de P disponível nasolução do solo é muito baixa: 0.01 – 0.15 mg/l; isso é 100 – 1000 vexes menor do quea quantidade de N disponível. Para um contínuo e adequado fornecimento de P para aplanta, esta quantidade deve ser renovada algumas vezes por dia.Normalmente, na solução do solo há mais P orgânico do que o P inorgânico. O Porgânico não é absorvível, contudo, estes compostos são mineralizados rapidamente.Especialmente em solos tropicais, o P orgânico contribui muito no fornecimento defósforo à planta.Na planta o P também está presente na forma do ião H2PO4. O P ocorre especialmenteem ácidos nucleicos (ADN e ARN), nos compostos adenosina difosfato (ADP) eadenosina trifosfato (ATP), em proteínas e em enzimas. O P é importante para ometabolismo e fornecimento de energia (ATP = ADP + a kj)O tipo de ião de P na solução do solo depende do PH. O ácido fosfórico é dissociado emtrês passos: 1. H3PO4 <=> H2PO4 + H+ 2. H2PO4 <=> HPO42- + H+ 3. HPO42- <=> PO43- + H+A dissociação 1 é a mais forte. Quanto mais elevado o PH, tanto mais completa adissociação do ácido H3PO4.Um factor provável, mais importante é a possibilidade de competição ou antagonismoentre os iões hidroxilos e o ião H2PO4 cuja concentração é baixa à PH elevado.O fósforo é ligado no solo numa forma e tipo de ião fosfato que é dependente do PH dosolo:Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Página 5
  6. 6. Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012A PH baixo, o P é ligado na forma de alumínio e ferifosfatos, a PH elevado é ligado naforma de fosfatos de cálcio. Todos fosfatos têm uma solubilidade muito baixa quetambém depende do PH.O limite entre os processos de adsorção e absorção é difícil de estabelecer. Por estarazão fala-se geralmente de sorção. A sorção é máxima a PH baixo. 5.1.Influência do P sobre o desenvolvimento da cultura Nos solos pobres em P, pequenas aplicações de P já causam uma expansão do sistema radicular. Adicionalmente, a planta pode sobreviver mais durante períodos secos porque ela pode alcançar e absorver mais água do solo com ajuda do seu sistema radicular mais extenso. Em cereais, o P favorece o aumento do número de caules por planta, aumento de número de grãos por caule e o peso de grãos. Em pastagem e adubação fosfatada tem um efeito favorável sobre a composição botânica: maior número de espécies de plantas.No caso de deficiência de fósforo na planta a cor das folhas torna-se verde-escura ouverde-azulada, no caso duma deficiência grave ocorrem cores purpúreas devido aacumulação de antocianinas. 6. Potássio no soloAs concentrações do K variam muito. Há fornecimento de K pela decomposição deminerais que contêm o K.O potássio é absorvido na forma de ião K+. ocorre nos vacúolos como ião K+, ocorretambém especialmente em tecidos novos em organismos de transporte (nos caules). 6.1.Funções e influência de K na plantaTem uma influência no desenvolvimento da planta, sendo por isso, o elemento dequalidade de produção. Quando existe em grandes proporções no solo, as plantas sãomais fortes (robustos), os cereais não acamam, as frutas são mais conserváveis, melhoraa qualidade da fibra, há formação de um maior sistema radicular que é importante para aabsorção de outros nutrientes e água, há uma maior resistência contra pragas e doençasde plantas.Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Página 6
  7. 7. Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012 6.2.Os sistemas com deficiência de K Nas dicotiledóneas, a margem das folhas tornam-se amarelo-castanhos (doença de margem). Nas monocotiledóneas, as pontas das folhas mostram o mesmo fenómeno. A diferença é observada principalmente nas folhas velhas, pois o K é móvel e pode ser redistribuído na planta.Tabela 1- Alguns elementos essenciais: funções e sintomas de deficiênciaMacronutriente Funções Sintomas de deficiênciaFósforo (P) Componente de compostos Plantas verde-escuras, fosfatados que encerram geralmente acumulandoLugar de acumulação: energia (ATP e ADP), antocianinas e tornando-semaior em órgãos ácidos nucleicos, várias vermelhas ou roxas; nosreprodutivos que coenzimas, fosfolipídeos. estágios mais avançados,vegetativos os caules atrofiam-se; folhas mais velhas tornam- se marrom-escuras e morrem.Potássio (K) Envolvido na osmose e Folhas variegadas ou balanço iónico, na abertura cloróticas com pequenasLugar de acumulação: e fechamento de estômatos; manchas de tecidoszonas de divisão celular, ativador de muitas necróticos no ápice e natecido novo, parênquima enzimas. margem; caules pequenos ede casca, sítios de muito fracos; são afetadasmetabolismo principalmente as folhas mais velhas.Nitrogénio (N) Componente de Clorose generalizada, aminoácidos, proteínas, especialmente nas folhasLugares de acumulação: nucleótidos, ácidos mais velhas; nos casosbrotos, folhas novas, nucleicos, clorofilas e mais graves, as folhasgemas, sementes, órgão de coenzimas. tornam-se completamentearmazenamento amarelas e depois ficam marrons quando morrem;Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Página 7
  8. 8. Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012 algumas plantas exibem coloração púrpura devido à acumulação de antocianinas.Ciclo de nitrogénioFig.1- esquema de um ciclo de NFaculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Página 8
  9. 9. Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012 7. CONCLUSÃODepois da realização do presente trabalho, pode-se concluir que, os nutrientes NPKocorrem na maior parte das plantas, favorecendo o seu desenvolvimento em proporçõesequilibradas; se por acaso ocorrer em excesso, a planta é danificada.Pôde-se também concluir que, geralmente a sua abundância nos solos, dependegrandemente da composição da rocha outrora decomposta para a formação desse solo.Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Página 9
  10. 10. Ecologia vegetal – os NPK no solo e plantas 2012 8. Referências bibliográficas  BAVEN, Peter H., at all. Biologia vegetal. 6ª Edição. Guanabara koogan. Nova Iorque. Pp699, 700, 702. 1992  WIT, de Hugo A. Manual de fertilidade de solo. UEM, seção de solos. Maputo. Pp86,87,88,89,92,120, 123. 2001  www.google.com/ciclo de nitrogénioFaculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Página 10

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