Falácias Informais - Filosofia e retórica

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Falácias Informais - Filosofia e retórica

  1. 1. Argumentação e Retórica Disciplina de Filosofia Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima 11.º Ano Professor: Isaque Manuel Nunes Tomé www.explicatio.blogspot.com
  2. 2. Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica <ul><li>Após a disputa entre uma retórica vã, ou ao serviço do ignóbil, do Sofista Górgias e a verdade racionalmente evidente de Platão , </li></ul><ul><li>Aristóteles apresenta um meio termo considerando que há campos da actividade e conhecimento humano em que a verdade é substituída pelo verosímil: o domínio público, o tribunal e a política. </li></ul><ul><li>Nestes domínios não há maior vergonha do que o justo não ser capaz de se defender face ao injusto. </li></ul><ul><li>Assim, embora a retórica não seja uma actividade que desvende a verdade é, pelo menos, uma actividade de investigação e defesa do justo e do mais verosímil. </li></ul>
  3. 3. <ul><ul><li>Argumentação: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>O que é? </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Para que serve? </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Quais os seus elementos? </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Qual a sua estrutura? </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Qual o público a que se dirige? </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Que mecanismos usa? </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Quais os erros que pode cometer? </li></ul></ul></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  4. 4. <ul><li>Argumentação: </li></ul><ul><li>Visa : </li></ul><ul><ul><li>conduzir o auditório à adesão da tese que sustenta </li></ul></ul><ul><ul><li>defesa face a um auditório de uma tese </li></ul></ul><ul><li>Como? Usando razões a favor da tese que sejam persuasivas </li></ul><ul><li>Tem em conta – prevê no seu próprio discurso: possíveis objecções, contra-argumentos e refutação </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  5. 5. <ul><li>- A argumentação pode assumir diferentes configurações e utilizar inúmeros argumentos e linguagens. </li></ul><ul><li>- Normalmente associa-se a argumentação à persuasão, mas pode assumir um carácter de refutação. </li></ul><ul><li>- O orador deve prever, no decorrer do argumentário, as possíveis objecções, contra-argumentos e linhas de refutação. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica Estrutura da argumentação
  6. 6. <ul><li>·   Na argumentação deve verificar-se quais os argumentos mais fortes e mais fracos </li></ul><ul><li>· Orador deve distribuir os argumentos, ou seja, seleccionar a sequência argumentativa em função do tema, da tese e do auditório: </li></ul><ul><li>do mais forte para o mais fraco; </li></ul><ul><li>do mais fraco para o mais forte; </li></ul><ul><li>o que é mais comum, iniciar e terminar com os mais fortes introduzindo entre estes os mais fracos </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica Estrutura da argumentação
  7. 7. <ul><li>1. tese </li></ul><ul><li>2. argumentos </li></ul><ul><li>3. objecções aos argumentos </li></ul><ul><li>4. contra-objecções </li></ul><ul><li>5. conclusão </li></ul><ul><li>1.  tese </li></ul><ul><li>2.  argumento A </li></ul><ul><li>3.  objecção ou contra-argumento A </li></ul><ul><li>4.  argumento B </li></ul><ul><li>5.  objecção ou contra-argumento B </li></ul><ul><li>6.   (...) </li></ul><ul><li>7.  resposta aos contra argumentos </li></ul><ul><li>8. conclusão </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica Exemplos da Estrutura da argumentação
  8. 8. <ul><li>Pontual </li></ul><ul><li>Não organizada </li></ul><ul><li>Não pressupõe uma tese </li></ul><ul><li>Pede uma resposta e a continuação do diálogo </li></ul><ul><li>Dirige-se mais aos argumentos do que à tese. </li></ul><ul><li>Sistemática </li></ul><ul><li>Organizada </li></ul><ul><li>Pressupõe uma tese contrária </li></ul><ul><li>Pode pedir resposta, mas se for bem sucedida anula a tese contrária e termina com o diálogo. </li></ul><ul><li>Dirige-se sobretudo à tese que os argumentos sustentam </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica OBJECÇÃO versus REFUTAÇÃO
  9. 9. <ul><li>Toda a refutação: </li></ul><ul><li>é o modo de negar uma tese e os argumentos que a sustentam </li></ul><ul><li>depende, em grande parte , na sua estrutura, dos argumentos ao qual responde. </li></ul><ul><li>no domínio do diálogo e da oralidade é predominantemente improvisada e por isso menos elaborada. Ao nível escrito assume um carácter mais elaborado. </li></ul><ul><li>O orador mesmo que conduza uma argumentação pela positiva – de afirmação de uma tese – deve ter presente no seu discurso as possíveis objecções, contra-argumentos e refutações, até para os ir rebatendo ao longo do seu próprio discurso. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  10. 10. <ul><li>Na Argumentação: Quando desaparece da interacção. </li></ul><ul><li>Na Demonstração: Quando se mostra que é falsa. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica Quando é que uma tese é refutada?
  11. 11. <ul><li>  A argumentação visa a adesão do auditório à tese que toma como válida, daí que a argumentação seja um acto de persuasão. </li></ul><ul><li>Podemos distinguir dois tipos de persuasão, a sensata e a sedutora. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica PERSUASÃO
  12. 12. Persuasão Sensata versus Sedutora <ul><li>Assenta sobretudo no eixo da racionalidade. </li></ul><ul><li>Está estruturada sobretudo na racionalidade (Lógos) da mensagem </li></ul><ul><li>Daí que tenha sustentabilidade lógica-racional como a suficiência das provas apresentadas, a plausibilidade das premissas e a adequabilidade das premissas à conclusão. </li></ul><ul><li>Assenta no eixo da emoção e da relação. </li></ul><ul><li>Baseia-se na emoção (pathos) que desperta no auditório e no carácter (ethos) do orador, sua personalidade, credibilidade. </li></ul><ul><li>Joga com o carácter conotativo e simbólico da mensagem e das diferentes linguagens que usa, que remetem para o domínio emocional, e para valores e desejos “ocultos”, inconscientes ou não presentes directamente. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  13. 13. Persuasão Sensata versus Sedutora <ul><li>Auditório universal </li></ul><ul><li>(ad humanitatem): conjunto de todos os seres racionais. </li></ul><ul><li>Na prática os interlocutores presentes simbolizam, representam a humanidade no seu caracter lógico-racional. </li></ul><ul><li>Auditório Particular: </li></ul><ul><li>Características específicas: adolescentes; radiologistas; professores; ... </li></ul><ul><li>Tema específico </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  14. 14. Argumentos e Falácias Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  15. 15. Os argumentos <ul><li>Os argumentos são peças imprescindíveis para quem pretende sustentar uma tese ou apresentar dados pró ou contra uma tese. </li></ul><ul><li>Apontaremos aqui alguns desses tipos de argumentos que podem ser utilizados. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  16. 16. alguns tipos de Argumentos <ul><li>A1) - Dedutivos: entimema </li></ul><ul><li>B) Indutivo: a generalização </li></ul><ul><li>C) Pelo exemplo e o contra-exemplo </li></ul><ul><li>D) Por analogia </li></ul><ul><li>E) Com base em causas: estabelecendo relações causais </li></ul><ul><li>F) Da autoridade </li></ul><ul><li>G) Ad hominem </li></ul><ul><li>H) Ad populum </li></ul><ul><li>I) Ad misericordiam </li></ul><ul><li>J) Quase-lógicos. J1) Transitividade; J2) Reciprocidade; J3) … </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  17. 17. A) Argumentos dedutivos <ul><li>Argumentos suportados na necessidade lógica: Se as premissas são verdadeiras a conclusão é necessariamente verdadeira </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>A fruta é rica em vitaminas </li></ul><ul><li>A maçã é fruta </li></ul><ul><li>A maçã é rica em vitaminas </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  18. 18. A1) Entimema <ul><li>Argumento dedutivo que se realiza subentendendo uma das premissas. </li></ul><ul><li>Por exemplo: O aborto é um crime porque é imoral. Fica subentendido que «todos os crimes são imorais». </li></ul><ul><li>Este tipo de argumento facilmente se torna falacioso se não tivermos cuidado ao abordá-lo. Exige espírito crítico e atenção por parte do auditório. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  19. 19. B) Argumento indutivo <ul><li>Chegam a uma conclusão geral, partindo de casos ou exemplos particulares, ou premissas menos extensas </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>As maçãs, as peras, as laranjas são ricas em vitaminas. </li></ul><ul><li>Maçãs, peras em laranjas são frutas, consequentemente a fruta é rica em vitaminas </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  20. 20. C) Argumento com base no exemplo <ul><li>O exemplo impressiona razão e emoção, pois dirige-se ao homem total, que não só pensa, como sente e age. </li></ul><ul><li>Górgias: o que possui a arte da retórica tem mais sucesso do que o médico a persuadir o doente a submeter-se a um tratamento. </li></ul><ul><li>O contra-exemplo é um argumento muito eficaz como contra-argumento… </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  21. 21. Outros tipos de argumentos <ul><li>Linguísticos: </li></ul><ul><ul><li>As metáforas, </li></ul></ul><ul><ul><li>alegorias, </li></ul></ul><ul><ul><li>parábolas </li></ul></ul><ul><li>Modelos: Cristo, Luther King </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  22. 22. D) Argumentos por analogia <ul><li>Vão do particular ao particular </li></ul><ul><li>Pretendem mostrar que outro caso, semelhante ao primeiro em alguns aspectos conhecidos, é também semelhante noutros aspectos desconhecidos </li></ul><ul><li>Exemplo A: </li></ul><ul><li>Crianças e velhinhos são seres igualmente frágeis. </li></ul><ul><li>Devemos cuidar e amar as crianças. </li></ul><ul><li>Logo, devemos cuidar e amar os velhinhos </li></ul><ul><li>Exemplo B: </li></ul><ul><li>Os seres humanos gritam e sentem dor quando se lhes bate </li></ul><ul><li>Os animais gritam quando se lhes bate </li></ul><ul><li>Logo, os animais sentem dor quando se lhes bate. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  23. 23. E) Argumentos sobre causas <ul><li>Argumentos que mostram a relação entre dois fenómenos, em que um deles é considerado a causa/razão/origem dos outros. </li></ul><ul><li>Estabelece sem duvidas relações causais </li></ul><ul><li>Deve atender a que: </li></ul><ul><li>a) A sucessão temporal é condição necessária, mas não suficiente </li></ul><ul><li>b) A sucessão pode dever-se não um só fenómeno mas a mais do que um factor. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  24. 24. F) Argumentos com base na autoridade <ul><li>Apoiam-se no testemunho de pessoas ou instituições que são reconhecidas como possuindo conhecimentos seguros e de grande credibilidade acerca da matéria em causa </li></ul><ul><ul><li>Exemplo A: um médico que aconselha determinado medicamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplo B: um académico que é refenciado como tendo tido determinada posição na sua área de saber… </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplo C: A DGS aconselha a vacinação X </li></ul></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  25. 25. G) Argumento ad hominem <ul><li>Ataca o homem que argumenta, </li></ul><ul><li>- denunciando a incongruência entre as suas palavras e os seus actos, ou a incoerência/contradição lógica entre diferentes opiniões da pessoa; </li></ul><ul><li>- denunciando interesses pessoais </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  26. 26. H) Argumento ad misericordiam <ul><li>Apelo à misericórdia, à piedade, com razoabilidade </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>No tribunal para atenuar a pena quando se pede em consideração a infância infeliz do arguido ou o seu cadastro limpo. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  27. 27. I) Argumentos Quase-lógicos <ul><li>1. Transitividade </li></ul><ul><li>Os amigos do meus amigos meus amigos são. (+ x +) = + </li></ul><ul><li>Os amigos dos meus inimigos são meus inimigos </li></ul><ul><li>(+ x -) = - </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  28. 28. I) Outros argumentos Quase-lógicos <ul><li>2. Reciprocidade </li></ul><ul><ul><li>“ trabalho igual, salário igual” </li></ul></ul><ul><ul><li>“ não faças aos outros o que não queres que te façam a ti” </li></ul></ul><ul><li>3. Inclusão ou composição </li></ul><ul><ul><ul><li>O que vale para as partes também vale para o todo </li></ul></ul></ul><ul><li>4. Divisão : o inverso da composição </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  29. 29. <ul><li>Se até agora as falácias estudadas dizem respeito à dimensão formal, ou seja, ao não cumprimento das regras da lógica formal, </li></ul><ul><li>de seguida estudar-se-ão falácias informais, ou seja, argumentos erróneos ou insuficientes para sustentar uma tese e que surgem sob a aparência de verdadeiros, correctos, razoáveis ou suficientes para sustentar a tese. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica Falácias informais
  30. 30. <ul><li>Principais tipologias: </li></ul><ul><li>A) Falácias da irrelevância </li></ul><ul><li>B) Falácias da Insuficiência de Dados </li></ul><ul><li>C) Falácias da Ambiguidade </li></ul>Falácias informais Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  31. 31. A) Falácias da irrelevância ignoratio elenchi <ul><li>As premissas não são relevantes </li></ul><ul><li>para sustentarem as conclusões </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  32. 32. A1) Falácia ad baculum ou recurso à força <ul><li>Argumento que recorre a formas de ameaça como meio de fazer aceitar uma afirmação. Violência física ou psicológica. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>1) “Mas porquê?” “Porque sim!” </li></ul><ul><li>2) Uma chapada como estímulo. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  33. 33. A2) Falácia ad hominem (contra o homem) <ul><li>Tipo de argumento dirigido contra o homem. Em vez de se atacar ou refutar a tese ou o argumento, ataca-se o homem que a defende, </li></ul><ul><ul><li>Atacando ao seu carácter </li></ul></ul><ul><ul><li>Insinuando interesses pessoais </li></ul></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>A tua tese não interessa para nada! És um falso! </li></ul><ul><li>… o racismo e os preconceitos… </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  34. 34. A3) Falácia ad ignorantiam ou da ignorância <ul><li>Cometido quando uma proposição é tida como verdadeira só porque não se pode provar a sua falsidade e o inverso. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Os fantasmas existem. Ninguém provou que não existem! </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  35. 35. A4) Falácia ad misericordiam ou apelo à piedade <ul><li>Ocorre quando se apela ao sentimento de piedade ou compaixão para se conseguir que uma determinada conclusão seja aceita </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>1. Fulano Z condenado por ser assassino dos seus pais, pede ao Sr. Juiz clemência por ser órfão. </li></ul><ul><li>2. Sei que tive negativas em todos os testes, mas esforcei-me tanto e estou tão cansado! Trabalhar e estudar não é nada fácil. Tente compreender que preciso passar de ano! </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  36. 36. <ul><li>Esta falácia pela à emoção, utiliza o preconceito, o desejo de pertença a determinado grupo social. Muito utilizado em propaganda e em publicidade. </li></ul><ul><li>Adesão a uma determinada tese, por via da criação de um ambiente fortemente emocional (Pathos), cuja apresentação se deve a uma pessoa credora de popularidade, que promove um ambiente de euforia e encantamento </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>1. As pessoas de bom gosto preferem o vinho x, logo devo beber o vinho x. </li></ul><ul><li>2. Querem uma cidade mais segura, votem em x. </li></ul><ul><li>4. Se você fosse bela poderia viver como nós. Compre também Buty-EZ e torne-se bela. (Aqui apela-se às &quot;pessoas bonitas&quot;) </li></ul><ul><li>5. “vingar os nossos mortos” </li></ul><ul><li>6. Toda a gente sabe que a Terra é plana. Então por que razão insistes nas tuas excêntricas teorias? </li></ul><ul><li>7. O que ocorre no campo de futebol. </li></ul><ul><li>Referências: Copi e Cohen: 103; Davis: </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica A5) Falácia ad populum – apelo à emoção
  37. 37. A7) Falácia ex populum <ul><li>Consiste no apelo à opinião da maioria para que um indivíduo ou conjunto de indivíduos justifique e adira a uma determinada tese </li></ul><ul><li>Com esta falácia sustenta-se que uma proposição é verdadeira por ser aceite como verdadeira por algum sector representativo da população. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Mãe deixa-me ir à discoteca! Todos os meus amigos vão! </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  38. 38. A8) Falácia ad verecundiam ou da autoridade <ul><li>Apela à autoridade não qualificada </li></ul><ul><li>Argumento que pretende sustentar uma tese unicamente apelando a uma personalidade de reconhecido mérito mas não o sendo no campo em questão </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Figo é uma personalidade reconhecida no futebol, Figo diz que a GALP é a melhor petrolífera, logo a melhor petrolífera de Portugal é a GALP </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  39. 39. B) Falácias da Insuficiência de Dados <ul><li>As premissas não fornecem dados suficientes para garantir a conclusão </li></ul><ul><li>Conjunto de falácias que se cometem pelo facto de se induzir de forma apressada e irreflectida, o que conduz a conclusões abusivas . </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  40. 40. B1) Falácia da generalização precipitada <ul><li>Enunciar uma lei ou uma regra geral a partir de dados não representativos ou insuficientes e/ou quando existe contra-exemplo. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>O fenómeno X ocorre em A1 e A2, logo o fenómeno X ocorre em todos os AA </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  41. 41. B2) Falácia da Falsa Causa <ul><li>Falácia que consiste em atribuir a causa de um fenómeno a outro fenómeno, não existindo entre ambos qualquer relação causal ou pela simples razão de o preceder </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>Abriram a porta e a Ana tossiu, logo a Ana tossiu porque abriram a porta. </li></ul><ul><li>Refutação: confunde a sucessão temporal com a implicação causal </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  42. 42. B3) Falácia de Petição de Princípio <ul><li>Quando de postula ou se dá por provado, o que se deveria justamente provar </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>1. O aluno não é considerado disléxico, pois não está referenciado como tal. </li></ul><ul><li>2.“Dado que não estou a mentir, estou a dizer a verdade” </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  43. 43. B4) Falácia da Pergunta Complexa <ul><li>Fazer uma pergunta que pressupõe uma resposta previamente dada, de modo a que o interlocutor fique numa situação embaraçosa, quer responda afirmativa ou negativamente. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>- Já tens hábito de tomar banho? </li></ul><ul><li>Seja a resposta afirmativa ou negativa, o interlocutor está-se sempre a comprometer. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  44. 44. C) Falácia de Ambiguidade <ul><li>A falácia resulta de as premissas estarem formuladas numa linguagem ambígua </li></ul><ul><li>C1) Equivocidade </li></ul><ul><li>C1.1.) Ambiguidade lexical </li></ul><ul><li>C1.2.) Anfibologia </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  45. 45. C2) Falácia do espantalho <ul><li>Consiste em atribuir a outrem uma opinião fictícia ou em deturpar as suas afirmações de modo a terem outro significado </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>- Vou à matança da porca da minha tia! </li></ul><ul><li>- A Inês disse-me que a tia dela é porca. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  46. 46. C3) Falácia ad terrorem <ul><li>Fazer aceitar uma tese invocando as consequências negativas que resultarão se tal tese não for aceite. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>1. Utilizar o medo de morrer na campanha pelo uso do preservativo. </li></ul><ul><li>2. “Se não votarem em nós será o caos.” </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  47. 47. C4) Falácia do acidente <ul><li>É aplicada a regra geral quando as circunstâncias sugerem que se deve aplicar uma excepção à regra. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>A lei diz que não deves conduzir a mais de 50 Km/h. Portanto, mesmo que o teu pai não possa respirar, não deves passar dos 50 km/h. </li></ul><ul><li>É bom devolver as coisas que nos emprestaram. Portanto, deves devolver essa arma automática ao louco que te a emprestou. (Adaptado de Platão, A República, I). </li></ul><ul><li>Refutação: identifique a regra geral em questão e mostre que não é uma regra geral estrita. Depois mostre que as circunstâncias deste caso sugerem que a regra não deve aplicar-se. </li></ul><ul><li>Referências: Copi e Cohen: 100 . </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  48. 48. C5) Falácia inversa do acidente <ul><li>Aplica-se uma excepção à regra geral a casos em que se deve aplicar a regra geral. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Se deixou que Joana, a tal moça que foi atropelada por um camião, entregasse o trabalho mais tarde, também deveria permitir que toda a turma entregasse o trabalho mais tarde </li></ul><ul><li>Se deixarmos os doentes terminais usar heroína, devemos deixar toda a gente usá-la. </li></ul><ul><li>Refutação: identifique a regra geral em questão e mostre que o caso especial é uma excepção à regra. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  49. 49. C6) Derrapagem (bola de neve) <ul><li>Para mostrar que uma proposição, P, é inaceitável, extraem-se consequências inaceitáveis de P e consequências das consequências... </li></ul><ul><li>O argumento é falacioso quando pelo menos um dos seus passos é falso ou duvidoso. Mas a falsidade de uma ou mais premissas é ocultada pelos vários passos &quot;se... então...&quot; que constituem o todo do argumento. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas. </li></ul><ul><li>Refutação: Identifique a proposição, P, que está a ser refutada e identifique o evento final, Q, da série de eventos. Depois mostre que este evento final, Q, não tem de ocorrer como consequência de P. </li></ul><ul><li>Referências: Cedarblom e Paulsen: 137 </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  50. 50. Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica C7) Falácia da omissão de dados Dados importantes, que arruinariam um argumento indutivo, são excluídos. A exigência de que toda a informação relevante e disponível seja incluída num argumento indutivo, é chamada &quot;princípio da informação total&quot;.
  51. 51. A falácia da invenção de factos acontece quando alguém tenta explicar porque acontece um certo fenómeno, sem ter provas que este tenha acontecido, aconteça ou possa vir a acontecer Exemplos: João disse ter entrado na loja porque queria comprar maçãs. (na verdade João entrou na loja para ver a Maria) Falácia da invenção de factos Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  52. 52. <ul><li>O nome em Latim significa: &quot;depois disso, logo, por causa disso&quot;. Isto descreve a falácia. Um autor comete a falácia quando pressupõe que, por uma coisa se seguir a outra, então aquela teve de ser causada por esta. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>A imigração do Alentejo para Lisboa aumentou mal a prosperidade aumentou. Portanto, o incremento da imigração foi causado pelo incremento da prosperidade. </li></ul><ul><li>Tomei o EZ-Mata-Gripe e dois dias depois a minha constipação desapareceu... </li></ul>Falácia Post hoc ergo propter hoc Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  53. 53. <ul><li>Sustenta-se que uma coisa causa outra mas, de facto, são ambas o efeito de uma mesma causa subjacente. Esta falácia é muitas vezes apresentada como um caso especial de falácia post hoc ergo propter hoc . </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Estamos a viver uma fase de elevado desemprego que é provocado por um baixo consumo. (De facto, ambos podem ser causados por taxas de juro muito elevadas.) </li></ul><ul><li>Estás com febre e isso está a fazer com que te enchas de borbulhas. (De facto, ambos os sintomas são causados pelo sarampo.) </li></ul>Falácia Efeito conjunto Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  54. 54. <ul><li>O objecto ou evento identificado como a causa de um efeito, é uma causa verdadeira – mas insignificante quando comparada com outras causas desse evento.  </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Fumar causa a poluição do ar. (Confere, mas o efeito do fumo do tabaco é insignificante comparado com o efeito poluente dos automóveis); </li></ul><ul><li>Deixar a sua lareira acesa durante a noite contribui para o aquecimento global do planeta (idem). </li></ul>Falácia Efeito conjunto Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  55. 55. <ul><li>O efeito é provocado por um certo número de objectos, dos quais a causa identificada é apenas uma parte. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>  O acidente não teria ocorrido se não fosse a má localização do arbusto. (Confere, mas o acidente não teria ocorrido se o condutor não estivesse altamente alcoolizado, por exemplo); </li></ul><ul><li>Estou cheio de frio porque o tempo assim o está. (Confere, mas não teria frio se tivesse vestido mais roupa, por exemplo). </li></ul>Falácia da Causa complexa Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  56. 56. <ul><li>As falácias da insuficiência de dados resulta das premissas não fornecem dados suficientes para garantir a conclusão. </li></ul><ul><li>Ou seja, é induz-se de forma apressada e irreflectida, o que conduz a conclusões abusivas. As falácias da insuficiência de dados subdividem-se em falácias da generalização precipitada e de falácias de falsa causa . </li></ul><ul><li>Exemplo </li></ul><ul><li>A laranja, o tomate, o dióspiro, a pêra e a tangerina são frutas ricas em vitamina C, logo todas as frutas são ricas em vitamina C </li></ul><ul><li>O argumento é uma falácia de generalização precipitada porque partimos de casos particulares (a laranja, o tomate, a pêra e a tangerina) para generalizarmos (todas as frutas). Ao dizermos que todas as frutas são ricas em vitamina C, porque muitas frutas o são, podemos ser rapidamente contrariados, por exemplo com a banana, que é um fruto e não tem vitamina C. </li></ul>Falácia da generalização precipitada Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  57. 57. <ul><li>Ocorre quando consideramos como verdadeiro para um caso particular o que é verdadeiro num sentido geral. É o que acontece com argumentos do tipo estatístico quando uma regra geral é aplicada a um caso cuja ocorrência acidental determina a não aplicabilidade de tal lei. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>“ Em média, cada dois portugueses come uma galinha por dia.” </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>“ É bom devolver as coisas que nos emprestaram. Portanto, deves devolver essa arma automática ao louco que te emprestou.” </li></ul><ul><li>REFUTAÇÃO: Identificar a regra geral em questão e mostre que não é uma regra geral estrita. Depois mostre que as circunstâncias deste caso sugerem que a regra não deve aplicar-se. </li></ul>Falácia do Acidente Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  58. 58. Falácia da Ambiguidade Lexical <ul><li>A mesma palavra pode ser usada com dois significados diferentes. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Criminalidade é ilegalidade. O julgamento de um roubo ou assassínio são acções criminais. Os julgamentos de roubos e assassínios são designados de acções criminais. Logo, os julgamentos de roubos e assassínios são ilegais. </li></ul><ul><li>Os assassinos de crianças são desumanos. Portanto, os humanos não matam crianças. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  59. 59. <ul><li>Uma anfibologia ocorre quando a construção da frase permite atribuir-lhe diferentes significados. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Na fábrica X todos gostam de um telemóvel. (Esta frase pode ser interpretada de duas maneiras: ou todos gostam de um telemóvel qualquer ou todos gostam do mesmo telemóvel) </li></ul><ul><li>O Pedro disse ao Zé para parar de destruir o material escolar. </li></ul><ul><li>(O Pedro não disse ao Zé que o material era dele) </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica Anfibologia
  60. 60. Falácias da Ambiguidade Sintáctica <ul><li>As falácias desta secção são, todas elas, falácias geradas pela falta de clareza no uso de uma frase ou palavra. Há dois modos de isto suceder: </li></ul><ul><li>A palavra ou frase pode ser ambígua, caso em que tem, mais de sentido distinto; </li></ul><ul><li>A palavra ou frase pode ser vaga. Nesse caso não tem um sentido distinto. </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Retórica
  61. 61. <ul><li>A ênfase é usada para sugerir uma proposição diferente daquela que, de facto, é expressa. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>Não há BEBIDAS GRÁTIS </li></ul><ul><li>Uma senhora, diz que hoje o senhor do café está muito sóbrio. (Esta frase se for ouvida por uma pessoa que não conheça o senhor do café, leva a pensar que o senhor do café está sempre embriagado) </li></ul>Disciplina de Filosofia – 11.º Ano Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Aveiro Argumentação e Retórica Ênfase

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