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Encontro nacional de aprendizagens significativas 2012

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  • Muito bem colocado professor, principalmente na parte que retrata a dificuldade nas aulas de cartografia, que para serem praticas seria necessário que houvesse material didático voltado para tal conteúdo, o que na maioria das vezes não tem, deixando assim a cabo do professor a dinamizar as aulas da melhor forma possível , para no mínimo, alcançar os objetivos principais proposto dentro do próprio conteúdo.
    Obrigada por liberar a copia do material, já salvei em meus arquivos.
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Encontro nacional de aprendizagens significativas 2012

  1. 1. O ESTUDO DO LUGAR COMO POSSIBILIDADE PARA SE COMPREENDER OMUNDO: A VISÃO DOS EDUCANDOS DO 5ª E 6ª ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL SOBRE O LUGAR ARELI DA SILVA ANDRADE Prefeitura Municipal de Gravatá/Secretaria de Educação/silvaareli@hotmail.com ALLAN RODRIGUES DE SIQUEIRA Licenciado em Geografia/allansiqueira@hotmail.com CLÉLIO CRISTIANO DOS SANTOS Universidade de Pernambuco/clegeo2@yahoo.com.brRESUMOEste trabalho reflete sobre a importância do emprego do conceito geográfico de lugar no 5ºe 6º ano do ensinofundamental como ferramenta para se iniciar a leitura do mundo. Devido ao fato da Geografia ser uma ciência quevem sendo solicitada para explicar os fatos que ocorrem tanto em nível local quanto global, é necessário que oseducandos aprendam a ler os acontecimentos que ocorrem em sua volta. Esse fato nos leva a analisar se oseducandos conseguem realizar uma leitura acerca do mundo. Concluímos que eles possuem dificuldade na leitura domundo, pois não conseguem ler seu próprio espaço. Diante dessa problemática temos como objetivo demonstrar queeste fato pode ser superado a partir do estudo do conceito de lugar, visando o desenvolvimento da aprendizagem daleitura do seu cotidiano e consequentemente do mundo. Para alcançar nosso objetivo foi realizada uma pesquisaonde verificamos o entendimento dos educandos acerca do conceito de lugar. Foi analisado que a partir do estudo dolugar, partindo do seu cotidiano, o educando pode iniciar sua leitura do mundo. Também foi visto que osconhecimentos prévios do educando contribui para a construção de uma aprendizagem significativa que o ajude naleitura do mundo.Palavras-chave: Ensino, Lugar, Alfabetização Geográfica, Aprendizagem Significativa.ABSTRACTThis paper reflects on the importance of using the geographical concept of place on the 5th and 6th yearof primary education as a tool to start reading the world. Because geography is a science that has beenrequested to explain the events that occur both locally and globally, it is necessary that students learn toread the events that occur around you. This fact leads us to examine whether the students can do somereading about the world. We conclude that they have difficulty in reading the world, because they can notread your own space. Given this issue we aim to demonstrate that this fact can be overcome by studyingthe concept of place, aiming at the development of learning to read your daily life and consequently theworld. To achieve our goal we conducted a survey which found the students understanding about theconcept of place. It was considered that from the study of the place, from your daily routine, the studentcan start your reading of the world. It was also seen that the prior knowledge of the student contributes tobuilding a meaningful learning that will help in reading the world.Keywords: Teaching, Location, Geographic Reasoning, Meaningful Learning.INTRODUÇÃO A Geografia exerce um importante papel na vida dos indivíduos, pois através dela épossível compreender fatos e fenômenos que ocorrem no espaço geográfico. Compreender o mundo em que vivemos leva-nos ao exercício da cidadania. Contudo,para que possamos compreender o mundo atual é necessário realizarmos a leitura dele.
  2. 2. Ler o mundo é ler o espaço geográfico, o espaço vivido pelo ser humano, onderealizamos nossas atividades, é compreender que as paisagens que vemos são o resultado da vidaem sociedade do ser humano na busca pela sobrevivência. O estudo do lugar levará o educando a compreender o seu espaço, a analisar como este secomporta e se relaciona com o global. Compreender o seu espaço é o primeiro passo para seiniciar a leitura do mundo.A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA A reflexão sobre a realidade dos povos é uma característica importante do ensino deGeografia, pois essa reflexão possibilita o educando a pensar de maneira crítica sobre o seuespaço, observando e analisado as transformações que nele ocorrem, para poder intervir demaneira consciente. Com a globalização, o mundo passa a vivenciar novos conflitos e inquietações, pois estaunificou o mundo através do capital. Neste momento percebe-se a importância do ensino deGeografia, pois através dela é possível compreender as transformações que estão ocorrendo anossa volta. Sobre a importância de se ensinar Geografia, Cavalcanti (2003) nos diz que a Geografiatem a finalidade de ajudar a formar um raciocínio geográfico e concepções mais estruturadassobre o espaço, fazendo com que o educando pense sobre os fatos de forma crítica, ecompreendam sua participação na vida em sociedade. Oliveira (1998) também ver que o ensinode Geografia deve proporcionar ao educando a capacidade de interpretar, analisar e pensar arealidade sabendo que esta é passível de transformação. Diante do exposto é possível notar quepara os autores, uma das funções do ensino de Geografia é justamente a de levar o educando apensar sobre seu espaço. Contudo, para que isso ocorra é necessário que os educandos possuamum raciocínio geográfico que os possibilite fazer a leitura do seu espaço. Para ajudar na formação desse raciocínio, Foucher (2003, p. 21-23), aponta duasperguntas: “aonde e por que ai?”. Essas perguntas possibilitarão o educando a ir além dalocalização geográfica, despertando o interesse de se saber por que isso ou aquilo ocorreu em umdeterminado lugar. A Cartografia associada às perguntas “aonde? E por que ai nesse lugar?”,ajuda o educando a localizar os acontecimentos e fazer relações entre eles, contribuindo assimpara a formação de um raciocínio geográfico e formação do cidadão. Outra pergunta desta vezapresentada por Cavalcanti (2002, p.14), é: “como é esse lugar?”. Essas três perguntas reunidas
  3. 3. ajudam a estimular o pensamento crítico do educando levando-o a realizar uma leitura darealidade. Sobre a leitura da realidade, atualmente o ensino de Geografia tem dado ênfase para setrabalhar com os conhecimentos prévios dos educandos como pode ser visto em Straforini(2001), Cavalcanti (2002) e Callai (2005). As experiências dos educandos podem e devem sertrabalhados em sala de aula, levando o educando a pensar sobre sua realidade, seu espaço, sobreas transformações que ocorrem no seu lugar.ALFABETIZAÇÃO GEOGRÁFICA E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA No universo acadêmico existem vários trabalhos que mostram a importância daalfabetização geográfica nas séries iniciais, como por exemplo: Callai (2005) e Straforini (2001).Nesses trabalhos é discutida a possibilidade dos educandos aprenderem a Geografia nas sériesiniciais a partir da leitura do mundo, do seu cotidiano. Toda criança ao ingressar na escola para aprender a ler, já traz consigo uma experiênciacom o mundo a sua volta, essas experiências são os conhecimentos prévios que devem serutilizados pelo educador para que a aprendizagem seja significativa para o educando. Segundo ateoria da aprendizagem significativa de Ausubel, Pelizzari et al (2002), diz que os conhecimentosprévios dos educandos devem ser valorizados para que a aprendizagem se torne eficaz esignificativa para eles. A aprendizagem é muito mais significativa à medida que o novo conteúdo é incorporado às estruturas de conhecimento de um aluno e adquire significado para ele a partir da relação com seu conhecimento prévio. Ao contrário, ela se torna mecânica ou repetitiva, uma vez que se produziu menos essa incorporação e atribuição de significado, e o novo conteúdo passa a ser armazenado isoladamente ou por meio de associações arbitrárias na estrutura cognitiva. (PELIZZARI et al, 2002, p. 38). A construção da aprendizagem significativa dependerá da ligação dos conhecimentos doaluno (conhecimento prévio) com os conhecimentos novos (conhecimento aprendido na escola). A partir do desenvolvimento de uma aprendizagem significativa a alfabetizaçãogeográfica pode se tornar mais eficaz, pois levará em consideração os conhecimentos que oseducandos trazem consigo, desse modo a leitura do mundo terá início a partir do mundoconhecido por eles.
  4. 4. Para se conseguir ler o espaço é necessário que também haja uma alfabetizaçãocartográfica, ou seja, além das letras, das palavras, dos números, os educandos precisamaprender a ler a linguagem cartográfica, pois ela é a base para o ensino e aprendizagem daGeografia. O processo de alfabetização através da linguagem cartográfica faz com que o ensinode Geografia se torne mais significativo, pois cria condições para que as crianças façam a leiturado mundo a partir de suas representações. Daí a necessidade de que essa alfabetizaçãocartográfica ocorra no início da escolaridade. Mas quando não ocorrer, cabe aos educadores dasséries posteriores que fiquem atentos a isso e identifiquem o problema para tentarem preencher alacuna existente.O ESTUDO DO LUGAR Um importante conceito para se iniciar a leitura do mundo é o de lugar. Mas o que é olugar? O lugar é antes de tudo uma fração do espaço. Para a Geografia humanística o lugar é oespaço que nos é familiar, é o nosso espaço vivido, porque “é no cotidiano da própria vivênciaque as coisas vão acontecendo e, assim, configurando o espaço, dando feição ao lugar”(CALLAI, 2005, p.235). Muitos livros didáticos utilizam essa abordagem para iniciar o estudo do lugar, visto queela é a que mais se aproxima da realidade do educando. No entanto os educandos não podemficar limitados apenas ao lugar que lhes é familiar, eles precisam compreender que o seu lugarfaz parte de um todo, que ele está interligado com outros lugares. O lugar não pode ser visto deforma isolada, por isso é necessário que o estudo avance para uma concepção histórico-dialética1onde os problemas, os fatos ocorridos sejam analisados de forma local e global, de maneira queos educandos possam ver o seu lugar no mundo, pois é no lugar onde ocorrem transformaçõesgeradas por estímulos internos e externos que ditam a vida das pessoas que o habitam. Através do estudo do lugar os educandos devem compreender que “o que se passa em umlugar depende da totalidade de lugares que constroem o espaço” (SANTOS, 1986, p.122). Noatual estágio de desenvolvimento tecnológico, de economias interligadas, de globalização, nãocabe mais estudar os lugares de forma isolada. Para os educandos realizarem a leitura do mundo é necessário que eles conheçam o seulugar, com suas necessidades, sua administração, suas áreas de lazer. Ao estudar o lugar o1 Nessa concepção o lugar deve ser estudado levando em consideração que ele está inserido em um mundoglobalizado
  5. 5. educando estará se apropriando de sua história, estará entendendo os processos que contribuírampara a formação do seu lugar. Segundo Pontuschka, 1999 (apud STRAFORINI 2001, p.48), o lugar vivido peloeducando deve ser o ponto de partida para se estudar o mundo, pois o estudo pode passear dolocal para o global e ao retornar ao local vim carregado de novas informações.METODOLOGIA O estudo foi realizado na Escola Municipal Professor Mário Matos, no município deGaranhuns. A pesquisa foi realiza no ano de 2008, no mês de outubro. Participaram destapesquisa quarenta (40) educandos, sendo dez (10) do 5º ano A e B, e dez (10) do 6º ano A e C. Visando alcançar o objetivo proposto, e assim confirmar ou não a nossa hipótese de queos educandos possuem dificuldades para realizar a leitura do mundo em que vivem, realizamosuma pesquisa a partir de uma análise direta, onde através de entrevistas e questionários buscamosrespostas sobre como os educandos compreendem o conceito de lugar. Os educandos envolvidosna pesquisa foram divididos em dois grupos, sendo o primeiro grupo formado por educandos do5º ano “A” e “B”, e o segundo por educandos do 6º ano “A” e “C”. A Escola campo de pesquisa possui duas turmas do 6º ano com 36 educandos cada, e trêsturmas do 6º ano, sendo as turmas “A” e “B” composta de 34 educandos e a turma “C” por 35educandos. Devido ao fato da 5ª série “A” ser muito semelhante com a 5ª série “B” em relação àfaixa etária, foi preferível trabalhar com as turmas “A” e “C”, pois diferentemente da “B”, aturma “C” possui um número considerável de educandos fora da faixa etária. Foram aplicados questionários com o objetivo de apreender como os educandoscompreendiam o conceito de lugar. Também foi realizado cinco encontros para obtermos todasas informações necessárias para esta pesquisa, cujo resultado está aqui presentes.A VISÃO DOS EDUCANDOS SOBRE O LUGAR Diante do que foi exposto na primeira parte deste trabalho, é possível verificar que oestudo do lugar pode ajudar o educando a iniciar a leitura do mundo e quando esse estudo é feitoa partir dos conhecimentos prévios dos educandos ele se torna mais significativo por isso, com oobjetivo de verificar a visão do educando sobre o lugar foi realizada uma pesquisa comeducandos do 5ª ano A e B e 6ª ano A e C do ensino fundamental de uma escola pública situadano espaço urbano do município de Garanhuns, PE no ano de 2008.
  6. 6. Para sabermos qual era o entendimento dos educandos sobre o lugar, foi solicitado querespondessem um questionário que tinha como objetivo verificar como eles compreendiam oconceito de lugar. É importante ressaltar que esta pesquisa foi por amostragem, entretanto nãofoi dado ênfase aos procedimentos estatísticos e os resultados devem ser vistos como guia parauma reflexão da situação que foi apresentada. Na pesquisa realizada com os educandos do 5º ano foi solicitado que eles respondessemao questionário destinado a sabermos qual era o entendimento deles sobre o lugar onde vivem. Amaioria dos educandos tentou descrever o município de Garanhuns apontando apenas seuspontos turísticos, outros procuraram descrever o lugar fornecendo pontos de referência de suascasas. Ao serem indagados sobre que lugares de Garanhuns eles conheciam, os educandoscitaram respectivamente: Relógio das Flores, Parque Euclides Dourado e o Cinema, no entanto,os educandos apresentaram dificuldades em apontar um ponto de referência e ensinar umcaminho para chegarmos nesses lugares. Provavelmente essa dificuldade se deu devido ao fatodos educandos residirem longe dos lugares referidos, o que faz com que eles não os frequentemcom assiduidade. E um fato que pode ter contribuído para que esses lugares fossem bastantecitados, pode ser devido à frequência com que eles aparecem na mídia, já que são pontosturísticos da cidade. Em relação ao entendimento de lugar, dos educandos do 6º ano muitos apresentaramdificuldades, alguns chegaram a declarar que não sabiam, outros entendem o lugar como sendoum ponto de localização no espaço. Contudo a maioria explicou o lugar aproximando-se com aperspectiva da Geografia humanística2, pois percebemos que o educando mesmo de formaprecária, faz referência ao seu espaço vivido. Talvez pela experiência que já possuem com o seulugar. De forma geral eles associaram o lugar ao seu bairro e o caracterizaram como sendocalmo, feliz, bonito, e com paisagens (arborizado), além de declararem gostar do lugar ondevivem. Os educandos não conseguiram explicar os fatores externos e internos que dão taiscaracterísticas ao bairro que é o seu lugar. Os educandos também não souberam traçar um2 Sobre o lugar, Cavalcanti (2004, p.89-90), nos apresenta três perspectivas que atualmente têm sido o foco dasdiscussões teórico-metodológicas. A primeira é a visão humanística, onde o lugar é o nosso espaço vivido,experiênciado. A segunda é a concepção histórico-dialética, onde o lugar é considerado no contexto do processo daglobalização, nesse sentido o lugar sofreria os impactos providos pela globalização. O lugar não está só no espaço,os seus problemas devem ser analisados em uma escala global. A terceira perspectiva coloca em questão a noção detotalidade, pois o lugar é visto pela ótica do pensamento pós-moderno, ou seja, o lugar não é explicado pela suarelação com o global, com a totalidade.
  7. 7. percurso para chegarem aos lugares por eles referidos, como também não souberam apontardiferenças existentes entre o bairro que eles residem e o centro de Garanhuns, pois não possuemconcepção das funções específicas de ambos os lugares. Tanto os educandos do 5º ano como os do 6º ano, apresentaram dificuldades para explicaro conceito de lugar e usa-lo para realizar a leitura no seu espaço de vivência e do mundo.Embora esse conceito já tivesse sido estudado, muitos educandos agiram como se nuncativessem tido contato com o conceito de lugar, este fato demostra que a aprendizagem doseducandos não foi internalizada e nem significativa. Na teoria da aprendizagem significativa, Pelizzari et al, diz que Ausubel “apresenta umaaprendizagem [...] que conduza o aluno a imaginar-se como parte integrante desse novoconhecimento através de elos, de termos familiares a ele”. (2002, p. 41). O elo entre o novoconhecimento e velho torna-o mais próximo, aproveitável e significativo para o educando, poisele irá entender melhor sua realidade e refletir sobre ela. No caso dos educandos do 5º e 6º ano, eles demostraram não conhecer seu próprio lugarde vivência, possivelmente o conceito de lugar foi trabalhado como algo muito distante darealidade deles, logo pouco aproveitável e significativo.CONCLUSÃO A Geografia pode despertar o interesse no educando de desejar compreender o lugar ondeele vive, pois muitos assuntos abordados pela ciência geográfica fazem parte do dia-a-dia daspessoas, e foi partindo desta premissa que desenvolvemos este trabalho para analisarmos comoos alunos realizam a leitura do mundo utilizando o conceito de lugar. Através deste estudo, foi possível constatar que realmente os educandos possuem certadificuldade em analisar o mundo onde eles vivem, mesmo que essa análise seja feita de umambiente mais próximo a eles. Percebemos que esse fato se dá na maioria das vezes porque oseducandos não conseguem formar um raciocínio geográfico e nem possuem uma aprendizagemque os possibilite relacionar os conteúdos vistos em sala de aula com os fatos que ocorrem noseu lugar de vivência, como também não conseguem identificar a relação entre o seu lugar eoutros lugares. De fato comprovamos que o conceito de lugar é essencial para se iniciar a leitura domundo, pois a maioria dos educandos relacionou este conceito com a perspectiva da Geografiahumanística, mas infelizmente não conseguiram ampliar esse entendimento para uma concepçãohistórico-dialética, ou seja, não relacionaram seu espaço vivido com o global. Vimos também
  8. 8. que a teoria da aprendizagem significativa pode contribuir para o desenvolvimento da leitura domundo por parte dos educandos. Confirmamos nossa hipótese de que os educandos possuem dificuldades em realizar aleitura do mundo, logo não conseguem ler o mundo e nem os espaços a sua volta. Diante do exposto esperamos que este trabalho possa contribuir para a melhoria do ensinode Geografia e para a construção de novos trabalhos visto que a geografia é uma ciênciadinâmica e como tal, precisa ser vista e revista diariamente.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICACALLAI, H. C. O estudo do lugar como possibilidade de construção da identidade epertencimento. Disponível em: <http://www.ces.uc.pt/lab2004/pdfs/HelenaCallai.pdf>.Acessadoem 03/04/08. As 9:35hCALLAI, H. C. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensinofundamental. Cad. Cedes, Campinas, vol.25, n.66, p.227-247, maio/ago. 2005. Disponível em:<http://www.cedes.unicamp.br>. Acessado em03/04/08. As 9:00h.CAVALCANTI, L. S. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002. p 11-27.CAVALCANTI, L. S. Geografia escolar e construção de conhecimentos. 5ª ed. São Paulo:Papirus, 2003. 191p.FOUCHER, M. Lecionar Geografia Apesar de Tudo. In. VESRNTINI. J. W. (org). Geografiae Ensino: Textos críticos. 7ª Ed. Campinas, SP: Papirus, 2003. P.13-29OLIVEIRA, A. U. Educação e Ensino de Geografia na Realidade Brasileira. In: OLIVEIRA,A. U. (org). Para onde vai o Ensino e Geografia? 6ª Ed. São Paulo: Contexto 1998. p. 135-144.PELIZZARI, A. KRIEGL, M. L. BARON, M. P. FINK, N. T. L. DOROCINSKI, S. I. Teoria daAprendizagem Significativa Segundo Ausubel. Rev. PEC, Curitiba, v.2, n.1, p.37-42, jul.2001-jul. 2002. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br>. Acessado em:06/04/2012. As 15:00 h.SANTOS, M. Por Uma Geografia Nova. 3ª Ed. São Paulo: Hucitec, 1986.STRAFORINI, R. Ensinar geografia nas series iniciais: o desafio da totalidade mundo.Dissertação de mestrado. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2001. 155p.

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