estudo da anatomia

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estudo da anatomia

  1. 1. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA Camila Cordeiro
  2. 2. CONCEITO DE ANATOMIA • No seu conceito mais amplo, a Anatomia é a ciência que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados. • A palavra Anatomia é derivada do grego anatome (ana = através de; tome = corte). Dissecação deriva do latim (dis = separar; secare = cortar) e é equivalente etimologicamente a anatomia. Contudo, atualmente, Anatomia é a ciência, enquanto dissecar é um dos métodos desta ciência.
  3. 3. Anatomia • Seu estudo tem uma longa e interessante história, desde os primórdios da civilização humana. Inicialmente limitada ao observável a olho nu e pela manipulação dos corpos. Expandiu-se, ao longo do tempo, graças a aquisição de tecnologias inovadoras.
  4. 4. Anatomia • Atualmente, a Anatomia pode ser subdividida em três grandes grupos: Anatomia macroscópica, Anatomia microscópica e Anatomia do desenvolvimento.
  5. 5. Anatomia Macroscópica • É o estudo das estruturas observáveis a olho nu, utilizando ou não recursos tecnológicos os mais variáveis possíveis. Apresenta duas grandes divisões, a Anatomia Regional, na qual os dados anatômicos macroscópicos humanos são descritos segundo as grandes divisões naturais do corpo (membro inferior, membro superior, cabeça e pescoço, tórax, abdome e pelve) e a Anatomia Sistêmica, na qual a abordagem é feita segundo os vários sistemas ( conjunto de órgãos com mesma função básica ).
  6. 6. Anatomia Microscópica • Relacionada com as estruturas corporais invisíveis a olho nu e requer o uso de instrumental para ampliação, como lupas, microscópios ópticos e eletrônicos. Este grupo é dividido em Citologia (estudo da célula) e Histologia (estudo dos tecidos e de como estes se organizam para a formação de órgãos).
  7. 7. História da Anatomia Anatomia primitiva (3000 a 1600 anos A.C.) •Hieróglifos e papiros desta época indicam interesse pela anatomia de animais e do homem (múmias). •Previsão do futuro através da observação do “fígado” de animais sacrificados (Assíria, Caldéia).
  8. 8. Aristóteles (384--322 A.C.) •Aristóteles : fundador das Ciências Biológicas (dissecou plantas e animais). Acreditava que o coração era o centro do pensamento e da alma. História da Anatomia
  9. 9. O principal contribuidor desta época foi Hipócrates, considerado como pai da medicina ocidental Para ele o encéfalo além de estar envolvido nas sensações era também sede da inteligência História da Anatomia Nascimento: 460 a.C., Cós, Grécia Falecimento: 370 a.C., Lárissa, Grécia
  10. 10. Erasistratus (310-250 AC) •Foram os mais ativos dissecadores da antiguidade •Encorajados pelo faraó Ptolomeu Herophilus (335--280 AC) • Dissecou mais de 600 corpos e escreveu mais de um tratado de anatomia (“prensa de Herophilus”) •Mostrou que o cérebro é o centro do sistema nervoso e a sede da inteligência •Classificou os nervos: voluntários e involuntários História da Anatomia
  11. 11. • Erasistratus • Observou que a linfa contém gordura • Descreveu a função da epiglote fechando a laringe • Identificou a valva tricúspide • Distinguiu nervos sensoriais de nervos motores • Acreditava que as artérias continham “ar” (isto só foi corrigido no séc. XVII por Harvey) História da Anatomia
  12. 12. • Claudius GALENO (131 (131-200 D.C.) --200 D.C.) • Médico do imperador romano Marco Aurélio . • Fundador da fisiologia experimental (mostrou que a urina se forma nos rins e não na bexiga; provou que a secção da medula espinhal provoca paralisia abaixo do nível da secção). • Foi grande escritor: sua obra Sobre o Uso das Partes do Corpo Humano regeu a medicina por 14 séculos História da Anatomia
  13. 13. • GALENO: 14 séculos de equívocos • O início da era cristã prejudicou o conhecimento anatômico: proibido dissecar corpos humanos. • (O saber Galênico baseou-se apenas na dissecção de animais). • Galeno perpetuou falsas crendices estabelecidas por ser predecessores e contemporâneos. História da Anatomia
  14. 14. • Principais pensamentos de Galeno: • A vida cósmica entraria no corpo a cada inspiração (pneuma) • Três espíritos diferentes ocupariam o corpo: • Espírito natural (fígado) • Espírito vital (coração) • Espírito animal (cérebro) História da Anatomia
  15. 15. • Idade média: • A Sacralidade do corpo impediu o progresso da anatomia (considerada crime cujo castigo era a fogueira) • Universidade de Bolonha (1315): Mondino fez a primeira vez dissecções de cadáveres humanos, com finalidade de ensino.(obrigatório uso de cadáver para cirurgiões -Universidades); (cádaveres de criminosos). História da Anatomia
  16. 16. Anatomia como Arte • Leonardo da Vinci (1452-1519): “arte e ciência caminham de mãos dadas” O Homem de Vitrúvio (1492): simetria
  17. 17. • Arte => difusão da anatomia nas universidades, tornando as dissecações humanas parte integrante do currículo médico. • Entretanto: número insuficiente e rápida putrefação dos cadáveres – violação de sepulturas; • Decreto oficial foi emitido permitindo o uso de cadáveres de criminosos e ladrões. História da Anatomia
  18. 18. Anatomia como Arte • Michelangelo Buonarotti: ápice; 20 anos adquirindo conhecimentos do corpo humano num convento.
  19. 19. Obras de Michelangelo David Criação do Homem – Capela Sistina Moisés
  20. 20. História da Anatomia • Andreas Vesalius (1514-1564): “De humani corporis fabrica”. Corrigiu erros de outros anatomistas, expôs esqueleto do corpo humano. “Pai da Anatomia”
  21. 21. NORMALIDADE • Normal, para o anatomista, é o estatisticamente mais comum, ou seja, o que é encontrado na maioria dos casos. • Já para o médico, é o que é sadio ou com saúde, não doente.
  22. 22. Variação anatômica • Qualquer fuga do padrão sem prejuízo da função. Assim, a artéria braquial mais comumente divide-se na fossa cubital. Este é o padrão. Entretanto, em alguns indivíduos esta divisão ocorre ao nível da axila. Como não existe perda funcional esta é uma variação.
  23. 23. • Idade: É o tempo decorrido ou a duração da vida onde ocorrem notáveis modificações anatômicas em cada fase dos indivíduos; • Sexo: É o caráter de masculinidade ou feminilidade, sendo distinguidas mesmo fora da esfera genital; • Raça: É a denominação conferida a cada grupamento humano com caracteres físicos comuns, externa e internamente, pelos quais se distinguem dos demais; • Tipo Morfológico Constitucional (Biótipo): é o principal fator das diferenças morfológicas, a soma dos caracteres herdados ou adquiridos por influência do meio e sua inter- relação. Existem em cada grupo racial. • Evolução e Desenvolvimento: Influencia o aparecimento de diferenças morfológicas, no decorrer dos tempos.
  24. 24. Anomalia • Quando ocorre prejuízo funcional trata-se de uma anomalia e não de uma variação. Se a anomalia for tão acentuada que deforme profundamente a construção do corpo, sendo, em geral, incompatível com a vida, é uma monstruosidade. • Por exemplo: a agenesia ( não formação) do • encéfalo. • O estudo deste assunto é feito em teratologia
  25. 25. Nomenclatura Anatômica • Como toda ciência, a Anatomia tem sua linguagem própria. Ao conjunto de termos empregados para designar e descrever o organismo ou suas partes dá- se o nome de Nomenclatura Anatômica. Com o extraordinário acúmulo de conhecimentos no final do século passado, graças aos trabalhos de importantes “escolas anatômicas” (sobretudo na Itália, França, Inglaterra e Alemanha), as mesmas estruturas do corpo humano recebiam denominações diferentes nestes centros de estudos e pesquisas.
  26. 26. • Como toda ciência, a Anatomia tem sua linguagem própria. • A falta de metodologia e de inevitáveis arbitrariedades, mais de 20.000 termos anatômicos chegaram a ser consignados (hoje reduzidos a pouco mais de 5.000). • Evitar epônimos anatômicos. • Várias reuniões foram realizadas a nível internacional, chegando a um acordo em 1955, em Paris, onde foi aprovada • oficialmente a Nomenclatura Anatômica, conhecida sob a sigla de P.N.A. (Paris Nomina Anatomica). • A PNA passou por várias revisões (1960, 1965 e 1970). • A língua oficialmente adotada é o latim (por ser uma língua morta), porém cada país pode traduzi-la para o seu próprio vernáculo. Nomenclatura Anatômica
  27. 27. • Dentro deste princípio, foram abolidos os epônimos (nome de pessoas para designar coisas) e os termos indicam: • • Forma (Músculo trapézio); • • Posição ou situação (nervo mediano); • • Trajeto (artéria circunflexa da escápula); • • Conexões ou inter-relações (ligamento sacro-ilíaco); • • Relação com o esqueleto (artéria radial); • • Função (músculo levantador da escápula); • • Critério misto (músculo flexor superficial dos dedos). Nomenclatura Anatômica
  28. 28. Epônimos • Trompas de Eustáquio - Tubas auditivas • Trompas de Falópio - Tubas uterinas • Polígono de Willis - Círculo arterial do cérebro • Pomo de Adão - Proeminência laríngea • Aqueduto de Sylvius - Aqueduto mesencefálico • Fissura Sylviana - Sulco lateral • Forame de Luschka - Forame lateral do quarto ventrículo • Forame de Magendie - Forame mediano do quarto ventrículo • Sulco de Rolando - Sulco central • Sulco de Sylvius - Sulco lateral • Tendão de Aquiles - Tendão calcâneo
  29. 29. Abreviaturas usadas: • a. – artéria; aa. – artérias; • fasc. – fascículo; gl. – glândula; • lig. – ligamento; ligg. – ligamentos; • m. – músculo; mm. – músculos; • n. – nervo; nn. – nervos; • r. – ramo; rr. – ramos; • v. – veia; vv. – veias.
  30. 30. POSIÇÃO ANATÔMICA • Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode ser variável, optou-se por uma posição padrão, denominada posição de descrição anatômica (posição anatômica). Deste modo, os anatomistas, quando escrevem seus textos, referem-se ao objeto de descrição considerando o indivíduo como se estivesse sempre na posição padronizada.
  31. 31. • Nela o indivíduo está em posição ereta (em pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para a frente, o olhar dirigido para o horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente. POSIÇÃO ANATÔMICA
  32. 32. Planos de Secção
  33. 33. Planos • O plano mediano é um plano vertical que passa através do eixo mais longo que cruza o corpo, dos pés até a cabeça; este plano separa o corpo em antímeros direito e esquerdo. O que quer que esteja situada próximo a este plano é chamado medial, e o que está longe dele, lateral. • Um plano sagital é paralelo ao plano mediano. • O plano coronal é também um plano vertical que passa pelo eixo maior (dos pés à cabeça), mas é perpendicular ao plano mediano, separando a frente do corpo, ou ventre, da parte de trás, ou dorso. Algo em posição à frente do plano frontal é chamado anterior, ao passo que algo situado atrás desse plano é chamado posterior. • O plano horizontal, transverso ou axial atravessa o eixo menor do corpo, do dorso até o ventre , isto é, da posição posterior para a anterior. Divide a estrutura atravessada em porções superior e inferior.

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