Lusofonia

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Lusofonia

  1. 1. Lusofonia e a origem da Língua Portuguesa
  2. 2. Lusofonia O termo "Lusofonia" designa o conjunto das comunidades de Língua Portuguesa no mundo. Incluindo Portugal, há 9 países que utilizam o português como língua oficial. Em Macau (na China) e Goa ( na Índia) também fala-se língua portuguesa mas não como língua oficial
  3. 3. Estatísticas “As estatísticas sobre as línguas vivas apresentam números diferentes, mas apontam, em geral, para um total superior a 6 mil” (COUTO, Jorge.Língua Portuguesa: perspectivas para o século XXI.)
  4. 4. Língua Portuguesa pelo mundo Fonte: portocanal.sapo.pt +1 Guiné Equatorial
  5. 5. Fonte: Fundação "O Século" , publicado em 7 Fevereiro 2015Guiné Equatorial declarou o português como uma de suas línguas oficiais em 2012.
  6. 6. Origem da Língua Portuguesa A origem do português liga-se necessariamente ao latim (falado na região do Lácio, onde atualmente fica a Itália). Mas deve-se registrar que o português deriva de um latim falado pelo povo, e por isso chamado de latim vulgar. Este mesmo latim vulgar, ao ser transplantado para a região da Península Ibérica, sofreu modificações, fazendo surgir um idioma de transição: o galego-português.
  7. 7. “O galego-português era um falar geograficamente limitado a faixa ocidental da Península [Ibérica] que corresponde aos atuais territórios da Galiza e do norte de Portugal. Cronologicamente este dialeto restringiu- se ao período compreendido entre os séculos XII e XIV. Em meados do século XIV houve uma maior influência dos falares do sul, principalmente da região de Lisboa, aumentando assim as diferenças entre o galego e o português” . Fonte: História e evolução da Língua Portuguesa, Boletim Informativo da BIB/CRE Ano VIII, Janeiro de 2004
  8. 8. O português firmou-se como língua com o estabelecimento do Estado de Portugal em 1139.
  9. 9. A importância da preservação “Com o desaparecimento de uma língua não é somente uma criação humana que morre, mas também uma forma de exprimir uma concepção do mundo, um modo de expressar uma relação com a natureza, uma tradição oral, uma poesia, enfim, uma cultura, contribuindo, assim, para o empobrecimento global da humanidade.” (COUTO, Jorge.Língua Portuguesa: perspectivas para o século XXI.)
  10. 10. Em 1996, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que reúne os países de língua oficial portuguesa com o propósito de uniformizar e difundir a língua portuguesa. C.P.L.P. “A 17 de Julho de 1996, em Lisboa, realizou- se a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo que marcou a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entidade reunindo Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Seis anos mais tarde, em 20 de Maio de 2002, com a conquista de sua independência, Timor-Leste tornou-se o oitavo país membro da Comunidade. Depois de um minucioso processo de adesão, em 2014, a Guiné Equatorial tornou-se o nono membro de pleno direito” FONTE: http://www.cplp.org
  11. 11. Em razão dos acordos do Mercosul (Mercado Comum do Sul), do qual o Brasil faz parte, o português é ensinado como língua estrangeira nos demais países que dele participam.
  12. 12. Lusofonia Martinho da Vila Eu gostaria de exaltar em bom Tupi As belezas do meu país Falar dos rios, cachoeiras e cascatas Do esplendor das verdes matas e remotas tradições Também cantar em guarani os meus amores Desejos e paixões Bem fazem os povos das nações irmãs Que preservam os sons e a cultura de raiz A expressão do olhar Traduz o sentimento Mas é primordial Uma linguagem comum Importante fator Para o entendimento Que é semente do fruto Da razão e do amor É sonho ver um dia A música e a poesia Sobreporem-se às armas Na luta por um ideal E preconizar A lusofonia Na diplomacia universal http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=-1a5V6EY3pI
  13. 13. Filmografia Indicada ―Lusofonia: a (R) evolução‖ DVD edição limitada Portugal, 2006 Língua: Vidas em Português DVD – Brasil/Portugal, 2002
  14. 14. Documentário http://www.youtube.com/watch?v=1ze8FN78glU “ Além-mar”,1999. Produtora Giros Esse documentário foi veiculado pela GNT (TV) Todos os episódios estão disponíveis no youtube
  15. 15. http://www.youtube.com/watch?v=JaBjo0TQTfk Este documentário é uma concepção, direção e produção da delegação Portuguesa da Red Bull Music Academy (www.redbullmusicacademy.com) Todos os episódios estão disponíveis no youtube.com Documentário
  16. 16. Lusofonia Questões de vestibulares, ENEM e simulados que abordam o assunto
  17. 17. Lusofonia rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz. Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no Brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal. Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não fique estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo sem pensar em áfrica, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é uma palavra que já me está a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria era escrever um poema sobre a rapariga do café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão. JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008. O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela A. discussão da dificuldade de se fazer arte inovadora no mundo contemporâneo. B.defesa do movimento artístco da pós-modernidade, típico do século XX. C.abordagem de temas do cotidiano, em que a arte se volta para assuntos rotineiros. D.tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra. E.valorização do efeito de estranhamento causado no público, o que faz a obra ser reconhecida. ENEM 2013
  18. 18. RESOLUÇÃO Lusofonia rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz. Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no Brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em Portugal. Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de Lisboa, não fique estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudosem pensar em áfrica, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é uma palavra que já me está a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria era escrever um poema sobre a rapariga do café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão. JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008. ENEM 2013 O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela A. discussão da dificuldade de se fazer arte inovadora no mundo contemporâneo. B.defesa do movimento artístco da pós-modernidade, típico do século XX. C.abordagem de temas do cotidiano, em que a arte se volta para assuntos rotineiros. D.tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra. E.valorização do efeito de estranhamento causado no público, o que faz a obra ser reconhecida. O caráter metalinguístico do texto revela- se pela tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra, que seria sobre a rapariga sentada no café, que daria problemas pelas diversas interpretações que o vocábulo rapariga assume em diferentes variedades regionais.
  19. 19. ((Fac. Integradas Pitágoras) ―Recebi por e-mail (...) cópia de texto muito interessante escrito pelo professor Aldo Bizzocchi, doutor em linguística pela USP. Nele, destaco o trecho: ―(...) o português lusitano e o brasileiro já estão deixando de ser variedades para tornar-se dialetos. Isso confirma o diagnóstico de Noel Rosa no samba ―Não tem tradução‘, que diz: ‗Tudo aquilo que o malandro pronuncia / Com voz macia é brasileiro, já passou de português‘. Mas também põe em xeque o futuro da lusofonia‖. Eduardo Almeida Reis –―Estado de Minas‖ –13/4/2013 Fac. Int. Pitágoras As considerações do professor Aldo Bizzocchi dividem-se em 3 momentos, identificados como: A)Constatação –ilustração –alerta B) Hipótese –fundamentação –confirmação C) Opinião –julgamento –desmentido D) Afirmação –negação -suposição
  20. 20. RESOLUÇÃO (Fac. Integradas Pitágoras) ―Recebi por e-mail (...) cópia de texto muito interessante escrito pelo professor Aldo Bizzocchi, doutor em linguística pela USP. Nele, destaco o trecho: ―(...) o português lusitano e o brasileiro já estão deixando de ser variedades para tornar-se dialetos. Isso confirma o diagnóstico de Noel Rosa no samba ―Não tem tradução‘, que diz: ‗Tudo aquilo que o malandro pronuncia / Com voz macia é brasileiro, já passou de português‘. Mas também põe em xeque o futuro da lusofonia‖. Eduardo Almeida Reis –―Estado de Minas‖ –13/4/2013 Fac.Int. Pitágoras As considerações do professor Aldo Bizzocchi dividem-se em 3 momentos, identificados como: A)Constatação –ilustração –alerta B) Hipótese –fundamentação –confirmação C) Opinião –julgamento –desmentido D) Afirmação –negação -suposição
  21. 21. (UFSCar 2015) A Unidade Ortográfica Velhíssima questão a da unidade ortográfica do português usado no Brasil e em Portugal. Que a prosódia seja diferente, é natural. Num país imenso como o nosso, há diversas formas de pronunciar as palavras, e o próprio vocabulário admite expressões regionais — o mesmo acontecendo com todas as línguas do mundo. O diabo é a grafia, sobre a qual os portugueses não abrem mão de escrever ―director‖, por exemplo. Não é mesmo caso de ―facto‖ e ―fato‖, que têm significações diferentes e, com boa vontade, podemos compreender a insistência dos portugueses em se referir à roupa e ao acontecimento. Arnaldo Niskier, quando presidente da Academia Brasileira de Letras, conseguiu acordo com a Academia de Ciências de Lisboa, assinaram-se tratados com a aprovação dos governos do Brasil e de Portugal. O acordo previa o consenso de todos os países lusófonos. Na época, somente os dois principais interessados estavam em condições de obter um projeto comum — mais tarde, Cabo Verde também toparia. Numa das últimas sessões da ABL, Sérgio Paulo Rouanet, Alberto da Costa e Silva e Evanildo Bechara trouxeram o problema ao plenário — um dos temas recorrentes da instituição é a feitura definitiva do vocabulário a ser adotado por todos os países de expressão portuguesa. (...) Cristão-novo nesta questão, acredito que não será para os meus dias a solução para a nossa unidade ortográfica. (Carlos Heitor Cony. Folha de S.Paulo, 10.08.2004.) UFSCar 2015 Segundo o texto, pode-se concluir que a) a grafia e a prosódia são fatores que impossibilitam a unificação ortográfica. b) a ABL estuda um vocabulário ortográfico comum aos países lusófonos. c) a discussão sobre a unificação ortográfica tem origem recente. d) a unificação ortográfica entre Portugal e Brasil é uma questão de honra. e) tratados ortográficos já foram assinados por todos os países de expressão portuguesa
  22. 22. RESOLUÇÃO (UFSCar 2015) A Unidade Ortográfica Velhíssima questão a da unidade ortográfica do português usado no Brasil e em Portugal. Que a prosódia seja diferente, é natural. Num país imenso como o nosso, há diversas formas de pronunciar as palavras, e o próprio vocabulário admite expressões regionais — o mesmo acontecendo com todas as línguas do mundo. O diabo é a grafia, sobre a qual os portugueses não abrem mão de escrever ―director‖, por exemplo. Não é mesmo caso de ―facto‖ e ―fato‖, que têm significações diferentes e, com boa vontade, podemos compreender a insistência dos portugueses em se referir à roupa e ao acontecimento. Arnaldo Niskier, quando presidente da Academia Brasileira de Letras, conseguiu acordo com a Academia de Ciências de Lisboa, assinaram-se tratados com a aprovação dos governos do Brasil e de Portugal. O acordo previa o consenso de todos os países lusófonos. Na época, somente os dois principais interessados estavam em condições de obter um projeto comum — mais tarde, Cabo Verde também toparia. Numa das últimas sessões da ABL, Sérgio Paulo Rouanet, Alberto da Costa e Silva e Evanildo Bechara trouxeram o problema ao plenário — um dos temas recorrentes da instituição é a feitura definitiva do vocabulário a ser adotado por todos os países de expressão portuguesa. (...) Cristão-novo nesta questão, acredito que não será para os meus dias a solução para a nossa unidade ortográfica. (Carlos Heitor Cony. Folha de S.Paulo, 10.08.2004.) UFSCar Segundo o texto, pode-se concluir que a) a grafia e a prosódia são fatores que impossibilitam a unificação ortográfica. b) a ABL estuda um vocabulário ortográfico comum aos países lusófonos. c) a discussão sobre a unificação ortográfica tem origem recente. d) a unificação ortográfica entre Portugal e Brasil é uma questão de honra. e) tratados ortográficos já foram assinados por todos os países de expressão portuguesa No penúltimo parágrafo do texto, o autor informa que ―um dos temas recorrentes‖ da Academia Brasileira de letras (ABL) é a ―feitura definitiva do vocabulário a ser adotado por todos os países de expressão portuguesa‖
  23. 23. (UFSCar 2015) A Unidade Ortográfica Velhíssima questão a da unidade ortográfica do português usado no Brasil e em Portugal. Que a prosódia seja diferente, é natural. Num país imenso como o nosso, há diversas formas de pronunciar as palavras, e o próprio vocabulário admite expressões regionais — o mesmo acontecendo com todas as línguas do mundo. O diabo é a grafia, sobre a qual os portugueses não abrem mão de escrever ―director‖, por exemplo. Não é mesmo caso de ―facto‖ e ―fato‖, que têm significações diferentes e, com boa vontade, podemos compreender a insistência dos portugueses em se referir à roupa e ao acontecimento. Arnaldo Niskier, quando presidente da Academia Brasileira de Letras, conseguiu acordo com a Academia de Ciências de Lisboa, assinaram-se tratados com a aprovação dos governos do Brasil e de Portugal. O acordo previa o consenso de todos os países lusófonos. Na época, somente os dois principais interessados estavam em condições de obter um projeto comum — mais tarde, Cabo Verde também toparia. Numa das últimas sessões da ABL, Sérgio Paulo Rouanet, Alberto da Costa e Silva e Evanildo Bechara trouxeram o problema ao plenário — um dos temas recorrentes da instituição é a feitura definitiva do vocabulário a ser adotado por todos os países de expressão portuguesa. (...) Cristão-novo nesta questão, acredito que não será para os meus dias a solução para a nossa unidade ortográfica. (Carlos Heitor Cony. Folha de S.Paulo, 10.08.2004.) UFSCar 2015 Sobre as palavras director ,facto e fato , pode-se dizer que: a) Director poderia ser escrito de modo diferente e as outras duas têm o mesmo sentido. b) Director deve permanecer com c , diferentemente de facto, que poderia perder essa letra. c) Factoe fato significam coisas diferentes e director poderia ser escrito sem c. d) as três palavras apresentam diferenças de prosódia e não de grafia. e) Apenas director e fato constam no vocabulário ortográfico brasileiro.
  24. 24. RESOLUÇÃO (UFSCar 2015) A Unidade Ortográfica Velhíssima questão a da unidade ortográfica do português usado no Brasil e em Portugal. Que a prosódia seja diferente, é natural. Num país imenso como o nosso, há diversas formas de pronunciar as palavras, e o próprio vocabulário admite expressões regionais — o mesmo acontecendo com todas as línguas do mundo. O diabo é a grafia, sobre a qual os portugueses não abrem mão de escrever ―director‖, por exemplo. Não é mesmo caso de ―facto‖ e ―fato‖, que têm significações diferentes e, com boa vontade, podemos compreender a insistência dos portugueses em se referir à roupa e ao acontecimento. Arnaldo Niskier, quando presidente da Academia Brasileira de Letras, conseguiu acordo com a Academia de Ciências de Lisboa, assinaram-se tratados com a aprovação dos governos do Brasil e de Portugal. O acordo previa o consenso de todos os países lusófonos. Na época, somente os dois principais interessados estavam em condições de obter um projeto comum — mais tarde, Cabo Verde também toparia. Numa das últimas sessões da ABL, Sérgio Paulo Rouanet, Alberto da Costa e Silva e Evanildo Bechara trouxeram o problema ao plenário — um dos temas recorrentes da instituição é a feitura definitiva do vocabulário a ser adotado por todos os países de expressão portuguesa. (...) Cristão-novo nesta questão, acredito que não será para os meus dias a solução para a nossa unidade ortográfica. (Carlos Heitor Cony. Folha de S.Paulo, 10.08.2004.) UFSCar Sobre as palavras director ,facto e fato , pode-se dizer que: a) Director poderia ser escrito de modo diferente e as outras duas têm o mesmo sentido. b) Director deve permanecer com c , diferentemente de facto, que poderia perder essa letra. c) Factoe fato significam coisas diferentes e director poderia ser escrito sem c. d) as três palavras apresentam diferenças de prosódia e não de grafia. e) Apenas director e fato constam no vocabulário ortográfico brasileiro. Em Portugal, facto é ―acontecimento‖ e fato indica roupa, ―terno, conjunto de calça e paletó‖. O segundo parágrafo do texto refere-se a essa diferença de sentido, correspondente a diferenças na pronúncia e na grafia das duas palavras, o que não seria o caso de director (forma portuguesa) e diretor (forma brasileira), onde não haveria diferença de pronúncia e sentido, mas apenas de grafia.
  25. 25. (UEL2008) Muito barulho por quase nada. Essa é uma boa descrição da nova reforma ortográfica que o Brasil cogita implementar já a partir do ano que vem. Sob a justificativa de unificar a grafia de todos os países lusófonos, foi celebrado, em 1990, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Na prática, o que o tratado faz é eliminar um pequeno número de consoantes mudas ainda escritas em Portugal (‗óptimo‘, ‗adopção‘), sepultar o trema e promover algumas poucas mudanças nas regras de acentuação e do uso de hífen. Parece pouco. E, em termos qualitativos, de fato o é. Só que, para proceder às modificações, será preciso empenhar uma energia desproporcional. Entre as providências necessárias destacam-se a atualização de todos os professores e alfabetizadores do país e a revisão de todo o material didático, para ficar nos itens mais custosos. Tal esforço parece bem maior do que os ganhos potenciais do acordo. Nunca foi o ‗p‘ de ‗óptimo‘ nem as demais minudências da reforma que dificultaram a intercomunicação entre leitores e escritores dos dois lados do Atlântico. Se há barreiras lingüísticas, dizem respeito à escolha das palavras e a expressões idiomáticas, fatores culturais que estão ao abrigo das iniciativas dos reformadores. (...) Antes de embrenhar-se na terceira reforma ortográfica em menos de um século (já houve outras em 1943 e 1971), é preciso ao menos ter certeza de que Portugal irá segui-la, ou o ganho potencial, que já é pequeno, praticamente desaparecerá.‖ (Adaptado de: Sem pressa (editorial). Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2708200702.htm. Acesso em: 31 out. 2007. UEL Com base no texto, considere as afirmativas a seguir: I. A primeira frase do texto resume o argumento que o autor desenvolve ao longo de sua exposição. Isso está reforçado pela afirmação "Parece pouco", que introduz o segundo parágrafo. II. O Acordo Ortográfico revela certas minudências no que se refere ao dinamismo da língua portuguesa e é uma tentativa acertada de unificar as diferentes formas de falar português. III. As mudanças que serão operadas na língua portuguesa pelo tratado têm um caráter específico, isto é, será mais difícil realizar as adequações em termos quantitativos do que qualitativos. IV. Os fatores de ordem cultural e não os de ordem lingüística seriam os criadores das dificuldades de inter- comunicação entre os falantes do português e isso a reforma ortográfica não poderia mudar. Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas. a) I e II. b) II e IV. c) III e IV. d) I, II e III. e) I, III e IV
  26. 26. RESOLUÇÃO (UEL2008) Muito barulho por quase nada. Essa é uma boa descrição da nova reforma ortográfica que o Brasil cogita implementar já a partir do ano que vem. Sob a justificativa de unificar a grafia de todos os países lusófonos, foi celebrado, em 1990, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Na prática, o que o tratado faz é eliminar um pequeno número de consoantes mudas ainda escritas em Portugal (‗óptimo‘, ‗adopção‘), sepultar o trema e promover algumas poucas mudanças nas regras de acentuação e do uso de hífen. Parece pouco. E, em termos qualitativos, de fato o é. Só que, para proceder às modificações, será preciso empenhar uma energia desproporcional. Entre as providências necessárias destacam-se a atualização de todos os professores e alfabetizadores do país e a revisão de todo o material didático, para ficar nos itens mais custosos. Tal esforço parece bem maior do que os ganhos potenciais do acordo. Nunca foi o ‗p‘ de ‗óptimo‘ nem as demais minudências da reforma que dificultaram a intercomunicação entre leitores e escritores dos dois lados do Atlântico. Se há barreiras lingüísticas, dizem respeito à escolha das palavras e a expressões idiomáticas, fatores culturais que estão ao abrigo das iniciativas dos reformadores. (...) Antes de embrenhar-se na terceira reforma ortográfica em menos de um século (já houve outras em 1943 e 1971), é preciso ao menos ter certeza de que Portugal irá segui-la, ou o ganho potencial, que já é pequeno, praticamente desaparecerá.‖ (Adaptado de: Sem pressa (editorial). Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2708200702.htm. Acesso em: 31 out. 2007. UEL Com base no texto, considere as afirmativas a seguir: I. A primeira frase do texto resume o argumento que o autor desenvolve ao longo de sua exposição. Isso está reforçado pela afirmação "Parece pouco", que introduz o segundo parágrafo. II. O Acordo Ortográfico revela certas minudências no que se refere ao dinamismo da língua portuguesa e é uma tentativa acertada de unificar as diferentes formas de falar português. III. As mudanças que serão operadas na língua portuguesa pelo tratado têm um caráter específico, isto é, será mais difícil realizar as adequações em termos quantitativos do que qualitativos. IV. Os fatores de ordem cultural e não os de ordem lingüística seriam os criadores das dificuldades de inter- comunicação entre os falantes do português e isso a reforma ortográfica não poderia mudar. Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas. a) I e II. b) II e IV. c) III e IV. d) I, II e III. e) I, III e IV
  27. 27. Guia do Estudante
  28. 28. Guia do Estudante RESOLUÇÃO Resposta: letra A A sensação de redundância advém do fato de que a expressão "a si" apenas reforça, enfatiza o que já informa o pronome "lhe", que antecede o verbo como seu complemento indireto.
  29. 29. Fontes de Pesquisa Todas as imagens utilizadas nesta apresentação estão disponíveis na internet. http://www.di.ufpe.br/~rac2/portugues/hist.html- Breve história do português contemporâneo HALL, Robert A., Jr., External History of Language Change www.cplp.org Vila, Martinho da. Brasilatinidade, http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/variacoes-linguisticas-o-modo-de-falar-do-brasileiro.htm http://lusofoniapress.blogspot.com.br/ http://lusofonia.oseculo.pt/a-lingua-portuguesa/ http://portocanal.sapo.pt/infografias/7/ COUTO, Jorge.Língua Portuguesa: perspectivas para o século XXI disponível em: http://www.teiaportuguesa.com/cacaaotesourolusofonia/jorgecoutolinguaportuguesa.htm http://noticias.uol.com.br/lusa/ultnot/2002/04/12/ult611u10684.jhtm http://bibesjcp.no.sapo.pt/historiadalingua.htm As questões de vestibulares estão disponíveis nos sites das instituições citadas nos slides. Pesquisa e Organização Profa. Cláudia Heloísa C. Andria Contato: clauheloisa@yahoo.com.br

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