Recuperação Intensiva - Língua Portuguesa

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Apresentação da PCNP Tânia Nunes na orientação técnica para professores de Língua Portuguesa das turmas de Recuperação Intensiva das escolas da DE Leste 4, realizada no Núcleo Pedagógico em 08/08/2012.

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Recuperação Intensiva - Língua Portuguesa

  1. 1. DIRETORIA DE ENSINO LESTE 4ORIENTAÇÃO TÉCNICA RECUPERAÇÃO INTENSIVA DE LÍNGUA PORTUGUESAResponsável: Tânia NunesPCNP de Língua Portuguesa
  2. 2. Leitura Compartilhada  O Prazer da Leitura  Rubem Alves
  3. 3. PARA QUEM?
  4. 4. Fundamento Legal:  Resolução SE 2, de 12-1-2012 Dispõe sobre mecanismos de apoio escolar aos alunos do ensino fundamental e médio da rede pública estadual
  5. 5. Artigo 3º - Para a viabilização do disposto no artigo anterior, a unidade escolar poderá, na conformidade dos seus recursos materiais e humanos, dispor, a partir de 2012, dos seguintes mecanismos de apoio escolar:I - Recuperação Contínua, com atuação de Professor Auxiliar em classe regular do ensino fundamental e médio; II - Recuperação Intensiva no ensino fundamental, constituindo classes em que se desenvolverão atividades de ensino diferenciadas e específicas.
  6. 6. Artigo 7º - A Recuperação Intensivacaracteriza-se como mecanismo derecuperação pedagógica centrada napromoção da aprendizagem do aluno,mediante atividades de ensinodiferenciadas e superação dasdefasagens de aprendizagemdiagnosticadas pelos professores,estruturando-se em 4 (quatro) etapas: (...)
  7. 7.  Etapa III – organizada como classe do 7º ano, constituída por alunos que, egressos do 6º ano, continuem demandando mais oportunidades de aprendizagem para superação de suas dificuldades e necessitando de alternativas instrucionais específicas para o ano a ser cursado; Etapa IV - organizada como classe do 9º ano, constituída por alunos que necessitem de estudos específicos, na seguinte conformidade:
  8. 8. a) alunos egressos do 8º ano que continuemdemandando mais oportunidades deaprendizagem para superar dificuldadesrelativas a expectativas definidas para os anosanteriores e necessitando de alternativasinstrucionais específicas para o ano a sercursado;
  9. 9. b) alunos que apresentem, ao término do 9ºano, resultados insatisfatórios queimpliquem a necessidade de frequentarmais 1(um) ano letivo, podendo, de acordocom o diagnóstico de suas dificuldades,integrar uma classe de recuperaçãointensiva ou uma classe regular de 9ºano, para terem condições de,posteriormente, dar continuidade aosestudos em nível de ensino médio.
  10. 10.  § 2º - As classes de recuperação intensiva de que tratam os incisos deste artigo deverão ser constituídas de, em média, 20 (vinte) alunos. § 3º - a organização das classes de recuperação intensiva, referentes às etapas de que tratam os incisos deste artigo, deverá resultar de indicação feita pelos professores, no último Conselho de Classe/Ano, realizado ao final do ano letivo anterior, ocasião em que também poderão ser indicados os docentes da escola que irão assumir as referidas classes no ano letivo subsequente.
  11. 11.  Diagnóstico é fundamental – habilidades de leitura e escrita– o que o aluno sabe e quais são suas dificuldades (SARESP, avaliação da aprendizagem em processo – “prova diagnóstica” – e avaliação/observação do professor) Sugestões de materiais: além dos Cadernos do Currículo oficial, reserva técnica do Ensinar e Aprender, +Língua Portuguesa, materiais do acervo da escola (vídeos, paradidáticos, projetos da SEE
  12. 12. O Perfil do aluno da Recuperação Intensiva
  13. 13. A palavra RECUPERAÇÃO, na escola, nãocostuma ter um sentido positivo. Pode-se dizer queatualmente ela teve seu significado atrelado aoINSUCESSO ou ao FRACASSO.Frente a uma doença, achamos que a recuperaçãotem uma conotação muito melhor. O paciente ao serecuperar, não carrega a sobrecarga da culpa. Oculpado é o vírus ou até mesmo um médico quenão soube medicar.
  14. 14. Na aprendizagem, só o aluno recebea culpa pelo fracasso, pais culpamos filhos pelo desinteresse,comparando-os e rotulando-os depreguiçosos e agem muitas vezesatravés da ameaças, e escola culpa oaluno, o sistema, o baixo salário;obtendo como fruto dessa atitude afalta de disciplina e o desinteresseda turma.
  15. 15. A recuperaçãoaos olhos doaluno nãodeve parecersinônimo derepressão,pavor, pânico,castigo.
  16. 16. Refletindo... Calvin e Haroldo – Bill Watterson http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/coletaneas/calvin-seus-amigos-428892.shtml- acessado em 07/0/2012
  17. 17. Plano de ação Público Alvo Justificativa para encaminhamento do aluno uma classe de recuperação intensiva Defasagens identificadas Objetivos a serem alcançados junto a este aluno Realização do(s) Plano (s) de aula e de Ensino
  18. 18. Plano de ação Escolha da metodologia mais adequada ao trabalho pedagógico Recursos necessários Registro do caminho percorrido pelo aluno
  19. 19. Plano de ação Avaliação formativa, com o objetivo de se propõe analisar e identificar a necessidade de adequação de ensino com o verdadeiro aprendizado dos alunos
  20. 20. Principais dificuldades dosalunos da Recuperação Intensiva em Língua Portuguesa
  21. 21. Primeiramente devemos enfatizar anecessidade de conhecer os alunos eplanejar adequadamente o trabalho.Converse com outros professorespara conhecê-los melhor, inclusivesobre aprendizagem deles nas outrasáreas.
  22. 22. Avaliar o aluno quanto à escrita não serestringe a verificar se ele lê e escreveconvencionalmente ou não, se ele tem ou nãodomínio da ortografia. Há muitosconhecimentos igualmente importantes quedevem ser analisados pela escola: clareza,coerência, coesão, marcas de oralidade,estrutura discursiva adequada, etc... Destaforma, só é possível avaliar a prática deanálise escrita através de seus reflexos naprodução do aluno.
  23. 23. Uma vez detectado o problema,trabalhe com os alunos inicialmentede forma coletiva para queaprendam o processo de revisão,depois com atividades em grupopara que eles se ajudem nascorreções e, finalmente, de formaindividual para que cada um tenhaoportunidade de consolidar ahabilidade de autocorreção.
  24. 24.  Normatizar o texto, usando os aspectos notacionais da escrita, que vão da ortografia padrão à separação de palavras e à pontuação adequadas; aos mecanismos de concordância nominal e verbal e de regência verbal. A escrita não normatizada apresenta características como: Dificuldades na representação de sílabas cuja estrutura seja diferente de consoante-vogal. Apresenta erros por interferência da fala na escrita em fim de palavras.
  25. 25. Não domina as regras básicas de concordância nominal e verbal da língua. Não segmenta o texto em frases usando letras maiúsculas e ponto (final, interrogação, exclamação).Não emprega a vírgula em frases.Não segmenta o texto em parágrafos.Não dispõe de margens, parágrafos, títulos, cabeçalhos, de acordo com as convenções.
  26. 26. Apresenta erros por interferência da fala na escrita no radical.Troca letras ("c"/"ç", "c"/"qu", "r"/ "rr", "s"/"ss", "g"/"gu", "m"/"n") por desconhecer as regularidades contextuais do sistema ortográfico.Troca letras ("c"/"ç"/"s"/"ss"/"x", "s"/"z", "x"/"ch", "g"/"j") por desconhecer as múltiplas representações do mesmo som.Realiza trocas de consoantes surdas (produzidas sem vibração das cordas vocais, como "p" e "t") e sonoras (com vibração das cordas, como "b" e "d").Revela problemas na representação da nasalização ("ã"/"an"). (Trecho retirado do artigo “Letramento e capacidades de leitura para a cidadania” e do livro“Letramentos Múltiplos: escola e inclusão social” de Roxane Rojo. )
  27. 27. RADIOGRAFIA DAS DIFICULDADES ORTOGRÁFICAS MAIS COMUNSSílabas não-canônicas São as que fogem do modelo consoante seguida de vogal,como dígrafos e grupos consonantais. Exemplos: seta/esta, secola/escola.Transcrição da fala Ocorre quando o aluno escreve como fala. Aqui entram oserros como redução de gerúndios, ditongos, troca de e por i etc.Exemplos: pexe/ peixe, cantano/cantando.Regularidades contextuais O aluno não conhece as regras ligadas à posição ou àvizinhança da letra na palavra. Inclui as deficiências narepresentação de r, s, z etc. Exemplos: cachoro/cachorro.
  28. 28. Regularidades morfológicas O aluno não conhece as regras de formação de palavras, como sufixos, plural e masculino. Exemplos: riquesa/riqueza, compramo/compramos.Segmentação de palavras São os casos de hipossegmentação (quando não há separação da palavra onde deveria) e hipersegmentação (quando o aluno usa a separação em excesso). Exemplos: amenina, o com vidado.
  29. 29. Omissão de letras e palavras incompletas Exemplos como amoada (almofada) ecacoro (cachorro); charrascari (churrascaria)e a capnto (acampamento)Etimologia São as palavras que têm de sermemorizadas, pois o aluno desconhece suaorigem. Exemplos: oje/hoje, cassador/caçador.
  30. 30. Sugestões para o planejamentodo trabalho pedagógico
  31. 31. A importância do registrona Recuperação Intensiva
  32. 32. Objetivos subsidiar quanto à importância dos registros, relacionando teoria e prática;Responder as questões: O que é registro? O que registrar? Como realizar um bom registro?
  33. 33. Registro “O registro permite a sistematização de um estudo feito ou de uma situação de aprendizagem vivida. O registro é História, memória individual e coletiva eternizadas na palavra grafada. É o meio capaz de tornar o educador consciente de sua prática de ensino, tanto quanto do compromisso político que a reveste.”Madalena Freire
  34. 34. Formas de Registro registro de uma prática desenvolvida pelo professor: anotação de observações do professor sobre os alunos, fichas e relatórios retratando um período de avaliação, anotações dos alunos sobre a sua aprendizagem, anotações da escola sobre a história escolar dos alunos. Portfólio das atividades
  35. 35. A importância do registro permite a outros professores conhecerem o que cada um está fazendo (socialização); permite a ele mesmo refletir sobre o que está fazendo; possibilita ao professor ser autor na sua prática; instrumento reflexivo de investigação didática;
  36. 36. O registro possibilita aoProfessor: numa primeira fase: registrar suas reflexões sobre o próprio processo de aprendizagem; numa fase posterior: registrar o que está percebendo de mudança na sua prática; entre uma fase e outra: manter debates com colegas (revê o que está fazendo, reorganiza as atividades de ensino).
  37. 37. O olhar do professor sobre o aluno.O que registrar: o desenvolvimento integral do aluno, considerando aspectos cognitivos, sócio-afetivos e motores; o processo do aluno na construção de conhecimentos específicos e gerais (descrição e análise); observações sobre o desenvolvimento da autonomia; a realização das atividades, o envolvimento dos alunos, os questionamentos...
  38. 38. Materiais de apoioe sugestão de atividades
  39. 39. + LÍNGUA PORTUGUESAMATERIAL ENSINAR E APRENDER
  40. 40. + LÍNGUA PORTUGUESAMATERIAL ENSINAR E APRENDER
  41. 41. Outras sugestões Mais ideias para aulas diferenciadas estão nas “Práticas Pedagógicas” disponibilizadas para os Projetos Descentralizados e acessíveis em www.rededosaber.sp.gov.br/cadprojetos link: Consulta Práticas Pedagógicas 2012. As sequências de atividades sugeridas para as primeiras semanas de aula, também são ideias interessantes para planos de aulas que podem ser estimulantes para alunos em estudos de recuperação. Sem contar, o Caderno do Professor de Língua Portuguesa, os Cadernos de Leitura e Produção de Textos e de Literatura, e o livro didático que está nas escolas pelo PNLD/PNLEM.
  42. 42. Outras sugestões Recomendamos ainda o acesso ao Portal do Professor (MEC) onde há inúmeros planos de aulas/oficinas/projetos que contemplam conteúdos previstos no currículo de LP. http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html Uma visita à Comunidade Virtual da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro pode ser muita utilidade, pois há acesso garantido a materiais diferenciados para o ensino da língua materna a partir de gêneros textuais. http://escrevendo.cenpec.org.br/.
  43. 43. REESCRITA DE TEXTOS Os procedimentos descritos a seguir devem tornar-se rotina de aperfeiçoamento dos textos dos alunos. Para proceder a uma reformulação de ordem geral, visando clareza, coerência e coesão: Selecione, dentre os textos produzidos pelos alunos, um que seja representativo dos problemas da classe, ou seja, que apresente pelo menos um problema significativo para a classe como um todo.
  44. 44. REESCRITA DE TEXTOS Proponha questões à classe em função dos aspectos a serem reestruturados, anotando as respostas na lousa, por exemplo, completando informações que contribuam para a clareza, compreensão e aperfeiçoamento do texto (o quê? quem? quando? onde?) - utilizando recursos de coesão (conjunções, pronomes, advérbios, tempos verbais adequados), eliminando contradições, pontuando e paragrafando adequadamente.
  45. 45. REESCRITA DE TEXTOSReescreva o novo texto ou trecho na lousa,incorporando as alterações discutidas.Peça aos alunos para comparar o textoreescrito com o original.Solicite que verifiquem em seus própriostextos se há problemas da mesma naturezae que, neste caso, os corrijam.
  46. 46. Para proceder a uma reformulação de acordo com os aspectos morfossintáticos: Selecione a dificuldade de maior freqüência nogrupo-classe: flexão verbal, concordância verbal enominal, uso de pronomes, etc. A partir de trechos escolhidos entre as produçõesdos alunos, aponte as incorreções e solicite queformulem hipóteses sobre a forma correta (conduza-os a contornar a dificuldade e, sobretudo, ensine-os aconsultar o dicionário para sanar as dúvidas)Solicite que corrijam seus textos em duplas, empequenos grupos, depois individualmente.
  47. 47. SÍNTESE DOS PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE REESCRITA DE TEXTOS
  48. 48. ORTOGRAFIA
  49. 49. ÓTIMO TRABALHO A TODOS! NÚCLEO PEDAGÓGICO D.E. LESTE 4 E-MAIL: delt4npe@see.sp.gov.br Bloghttp://leste4.nucleopedagogico.zip.net

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