QUEERFUNKCARIOCA            um olhar sobre o netdoc  Cuceta, a cultura queer de Solange To Aberta               SOUZA, clá...
o netvídeo•   O netdocumentário Cuceta, a cultura queer de Solange To    Aberta, de Cláudio Manoel, retrata as idéias do d...
•   O netdoc traz depoimentos dos artistas Paulo    Belzebitchy e Pedro Costa e imagens de suas    performances.•   Cuceta...
funkcarioca em si•   O Funk Carioca, como gênero musical, tem sua    origem no Brasil, como uma das expansão dos Bailes   ...
•   MCs cantam sobre as bases do electro dos djs,    construídos a partir de samples, beats, loops,    produzidas em groov...
caracterizando                       funkcarioca•   1 – a (quase) totalidade de artistas masculinos;•   2 - letras com tem...
•   4 – estabelecimento de rede de consumo e manutenção da    cena fora do circuito da indústria fonográfica mainstream,  ...
•   7 – os shows/performances são os espaços    mercadológicos de manutenção da cena para    reconhecimento da autoria, pr...
...as “cachorras” continuam existindo, mas...
resignificação•   As mulheres/artistas funkeiras resignificaram o    discurso do funk proibidão.•   Agentes produtoras da c...
•   Mais que isso: devolvendo na mesma moeda a eleição    do corpo masculino como (mero) objeto de desejo.•   Elas agora n...
...solange nem é macho nem é cachorra - ou é!
novo ruído na batida•   O duo Solange Tô Aberta (STA), dentro dessa lógica    de reapropriação da batida do Funk Carioca, ...
associações•   Além do conceito•   Camp (fechação, cena gay, negra, periférica, ny),    principalmente a do gênero dramati...
gênero como construção•   Defendem que o corpo não precisa ter formato    polarizado em gêneros socialmente construídos,  ...
política•   A sexualidade é o tema central da estética de STA•   A performance é show: os cantores exibem seus    corpos m...
•   Além dos beats e loops, a resignificação trazida pelo    STB foca o corpo como corpo queer, sem modelagem    social - ...
• ok - podemos ver o vídeo?
free download                   CUCETA              a cultura queer de              Solange To Aberta• vimeo.com/11001192•...
Cuceta palestra
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Cuceta palestra

1.062 visualizações

Publicada em

Publicada em: Indústria automotiva
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.062
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
7
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Cuceta palestra

  1. 1. QUEERFUNKCARIOCA um olhar sobre o netdoc Cuceta, a cultura queer de Solange To Aberta SOUZA, cláudio manoel duarte de
  2. 2. o netvídeo• O netdocumentário Cuceta, a cultura queer de Solange To Aberta, de Cláudio Manoel, retrata as idéias do duo musical Solange Tô Aberta, que interconecta o gênero musical Funk Carioca e com a Teoria/Filosofia Queer, elegendo um debate em torno do uso e padronização do corpo modelado socialmente.• Low-produção, com iphone e handycam, em dois turnos de gravação e um turno de edição.• Produção focada em redes telemáticas, selo CC em copyleft, curta duração (13’).• Cuceta (vimeo.com/11001192) tem o propósito de livre circulação tanto em suportes em redes digitais, bem como em festivais geolocalizados.
  3. 3. • O netdoc traz depoimentos dos artistas Paulo Belzebitchy e Pedro Costa e imagens de suas performances.• Cuceta quer, a partir do gênero musical funk carioca e do discurso das letras e idéias de Solang tô Aberta, estabelecer um diálogo sobre música popular, corpo e sexualidade.
  4. 4. funkcarioca em si• O Funk Carioca, como gênero musical, tem sua origem no Brasil, como uma das expansão dos Bailes Funk nas favelas do Rio de Janeiro, nos anos 80 e 90.• Suas bases musicais estão referenciadas no gênero eletrônico americano Miami Bass e no Free Style (da cena Hip Hop também americana), alimentando a rede musical baseada em Mestres de Cerimônia (MCs ), Sistemas de Som e Djs.
  5. 5. • MCs cantam sobre as bases do electro dos djs, construídos a partir de samples, beats, loops, produzidas em grooves boxes e/ou softwares.• É uma das mais ricas cenas da Música Eletrônica Global Periférica pela 1 - apropriação das tecnologias de produção sonora e estabelecimento de um 2 - mercado de produção/circulação/consumo fora da indústria fonográfica das mejors.• (funkmelody, no entanto, tornou-se um sub-gênero vendável)
  6. 6. caracterizando funkcarioca• 1 – a (quase) totalidade de artistas masculinos;• 2 - letras com temáticas sexuais e drogas (principalmente no subgênero “funk proibidão”);• 3 - o discurso machista sobre a mulher, como a fonte de prazer/sexo, da vagabunda, da cachorra, do cio em permanência;
  7. 7. • 4 – estabelecimento de rede de consumo e manutenção da cena fora do circuito da indústria fonográfica mainstream, com autonomia na tríade produção/circulação/consumo;• 5 – livre circulação de cópias de cds como instrumento de difusão das músicas/artistas (portifólios) e não como suporte de venda/mercado;• 6 – “desatenção” à propriedade intelectual como pressuposto para os direitos mercadológicos do autor - esse mercado se baseia em loops e beats reapropriados, coletivos. A “autoria” está inscrita na música que faz sucesso.
  8. 8. • 7 – os shows/performances são os espaços mercadológicos de manutenção da cena para reconhecimento da autoria, produção/circulação e consumo.
  9. 9. ...as “cachorras” continuam existindo, mas...
  10. 10. resignificação• As mulheres/artistas funkeiras resignificaram o discurso do funk proibidão.• Agentes produtoras da cena - como as artistas Tati Quebra-Barraco e Deise Tigrona - desmontam a dominação e a supremacia masculina no Funk Carioca;• Revidam!, nas letras de suas músicas, contra o discurso machista dos mesmos.
  11. 11. • Mais que isso: devolvendo na mesma moeda a eleição do corpo masculino como (mero) objeto de desejo.• Elas agora não só comem os machões, mas gozam e desprezam aqueles que só têm blablabá para suas vaginas agora poderosas.• No funk carioca proibidão, essa disputa de gênero - amistoso e provocativo ao mesmo tempo - é um dos alicerces presentes nas narrativas nas letras.• O factual (acontecimentos da vida na “comunidade”, principalmente) e a disputa entre gêneros são os elementos criativos nessas letras
  12. 12. ...solange nem é macho nem é cachorra - ou é!
  13. 13. novo ruído na batida• O duo Solange Tô Aberta (STA), dentro dessa lógica de reapropriação da batida do Funk Carioca, traz uma nova perspectiva para o gênero• Além de dar visibilidade ao conceito Camp (fechação/ afetação) em suas performances• Discursa contra o machismo sob a ótica da Teoria Queer.• Os artistas de STA querem ir além do discurso “machista ou feminista”.
  14. 14. associações• Além do conceito• Camp (fechação, cena gay, negra, periférica, ny), principalmente a do gênero dramatic, o STB conecta-se com o temas• queer e com a cena• homo hop/rap (que, igualmente, reverte o discurso da cena hip hop americana, usando de todos os elementos do hiphop, mas com tema gay - demarcatório dentro dessa cena).
  15. 15. gênero como construção• Defendem que o corpo não precisa ter formato polarizado em gêneros socialmente construídos, feminimo/masculino/gay/hetero;• Mas que, - a partir da decisão de seu próprio dono – elegê-lo livre, com trânsito livre entre os gêneros
  16. 16. política• A sexualidade é o tema central da estética de STA• A performance é show: os cantores exibem seus corpos masculinos androgenizados por acessórios femininos e vice-versa - um corpo em formato (portanto, indefinido).• Nas letras sobre sexo, machismo, corpo: um diálogo direto com o conceito do “proibidão” inicial;
  17. 17. • Além dos beats e loops, a resignificação trazida pelo STB foca o corpo como corpo queer, sem modelagem social - eis sua política para um outro funk carioca - um funk carioca queer.• Titica no Kuduro angolano. HomoHop no Hip Hop americano.• O vídeo Cuceta faz o esforço para documentar a música do STA como provocação a um novo olhar sobre o corpo social.
  18. 18. • ok - podemos ver o vídeo?
  19. 19. free download CUCETA a cultura queer de Solange To Aberta• vimeo.com/11001192• claudiomanoel@gmail.com

×