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Foi por intermédio deste dicionário que eu identifiquei a origem suméria da palavra Mûs-hus que em acádioé mushussu, ambas...
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MESSIAS, O MAIOR MISTÉRIO DO MUNDO

  1. 1. O MAIOR SEGREDO DA HUMANIDADE: ORIGEM DA PALAVRA MESSIASDan Brown professa fé em suas controversas teorias conspiratórias e enfatiza que elas são baseadas emfatos reais. E ainda deixa claro, aos mais distraídos, que estas teorias não dizem respeito a um mistérioqualquer. Elas tratam, veja bem, do maior segredo da humanidade. Jornal O Globo, Sábado, 13 de maio de 2006, comentando sobre o fenômeno de vendas de O Código da VinciHá aproximadamente 60 anos, Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II da Inglaterra, foi coroada a novarainha. Entretanto, a coroação é precedida pela cerimônia de unção, a mais sagrada cerimônia na Terra,durante a qual o coro canta as seguintes palavras de 1 Reis 1:39-40: “Zadok the Priest and Nathan theProphet anointed Solomon king, and all the people rejoiced and said: God save the king, Long live theking. May the king live forever. Amen. Hallelujah (Zadok o sacerdote, e Nathan o Profeta ungiram o ReiSalomão. E todo o povo se alegrou, e disse: Deus salve o Rei! Vida longa para o Rei! Possa o Rei viverpara sempre, Amem, Aleluia)”. God save the King/Queen (Deus salve o Rei/Rainha) são as palavras deabertura do hino nacional britânico. Por que o Reino Unido segue tão precisamente a bíblia? Mais ainda, nocerimonial de unção é usado óleo da Terra Santa! Por que?Robert Graves afirma que “é de lamentar-se que, apesar do forte elemento mítico que existe no cristianismo,a palavra “mítico” tenha adquirido o significado de “fantasioso, absurdo, não histórico”, pois a fantasia atuoude modo mínimo no desenvolvimento dos mitos gregos, latinos, palestinos e celtas. Todos os mitos são sériosregistros de costumes ou de acontecimentos antigos, tão confiáveis quanto a história, uma vez que sualinguagem seja entendida e que sejam levados em conta erros na transcrição, mal entendidos sobre rituaisobsoletos e modificações propositais introduzidas por motivos morais ou políticos.”1 É, portanto, uma idéiaerrônea supor que um mito é uma invenção da fantasia humana, sem fundamento.Um desses poderosos mitos está ligado diretamente com a palavra Messias, cujo significadopopularmente corrompido pretende aqui ser resgatado trazendo luz não a um mistério qualquer, comodiz Dan Brown, mas ao maior segredo da humanidade. Este trabalho tem por objetivo nos remeter àsbrumas de um passado longínquo para que possamos resgatar a nossa desconhecida identidadeencoberta ao longo dos tempos por interesses subalternos. Ao fazer isto, percorreremos os corredoresdo tempo levantando o véu da iconografia simbólica, metáforas, mitos e lendas que, de forma indelévelestratificados no inconsciente coletivo deram forma e vida à civilização judaico-cristã ocidental.Segundo o Dicionário eletrônico Houaiss, a palavra Salvador refere-se a alguém que salva, tornando-seepíteto para Jesus, que teria vindo ao mundo para salvar os homens. Sinônimos da palavra Salvador sãoas palavras Cristo, libertador, livrador, protetor, redentor, resgatador, incluindo a palavra messias.Vejamos o que o mesmo dicionário tem a nos dizer sobre a palavra messias.1 Graves, Robert, A Deusa Branca – Uma Gramática Histórica do Mito Poético, pág. 17.
  2. 2. Segundo a etimologia no quadro acima, a palavra messias deriva do aramaico mexiha que significaungido ou consagrado. E qual a origem do aramaico mexiha?Laurence Gardner afirma que a palavra Gra-al (hoje Graal), se origina na antiga mesopotâmia e eradiretamente relacionada com a linhagem sanguinea dos reis que descenderam dos “deuses”. DizGardner que estes reis eram ungidos com a gordura de um tipo de crocodilo monitor sagrado do vale doEufrates chamado Mus-hûs. Mais ainda, ele afirma que, em virtude desta unção, os reis eram chamadosde Mus-hûs que, por um processo lingüístico, passou para o Egito como Messeh.A erudita Professora Dra.da Universidade Federal da Paraíba, Neide Mieli2, em seu artigo intituladoAnálise dos símbolos gnósticos na iconografia medieval/renascentista: Maria Madalena e os textosapócrifos3, citando o historiador e filólogo egípcio Ahmed Osman4 e concordando com Gardner “nosdiz que vem da velha Mesopotâmia a prática de ungir reis com a gordura de crocodilo chamado Mûs-hus” e que “no Egito este crocodilo era chamado Messeh.” Entretanto a Professora Mieli vai alémafirmando: Assim, Mûs-hus ou Messeh derivam da raiz substantiva ms, que significa criança ou filho, correlata da forma verbal “gerar”. Mûs ou Mes significa “gerado” ou “filho de”, normalmente de uma divindade.2 Possui graduação em Serviço Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social (1974), mestrado emSociologia Rural pela Universidade Federal da Paraíba (1985) e doutorado em Sociologia - UniversitéJules Verne, Amiens, França (1992). É professora associada III e Vice-Chefe do Departamento deCiências das Religiões da UFPB. Foi a primeira Coordenadora do PPGCR - Programa de Pós-Graduação em Ciências das Religiões, da UFPB, autorizado pela Capes em 2006. Tem experiênciaacadêmica nas temáticas de Relações de Gênero, Movimentos Sociais, Sexualidade e ReligiosidadePopular. É integrante do Conselho Editorial da RELIGARE: Revista de Ciências das Religiões, doPPGCR-UFPB. Atualmente é coordenadora do PROCAD-UFPB-CIÊNCIAS DAS RELIGIÕESintitulado "Religiosidade Popular no Nordeste Oriental do Brasil", juntamente com a UMESP e aUNICAP.3 http://pt.scribd.com/doc/21076368/MariaMadalena#download<http://pt.scribd.com/doc/21076368/Maria-Madalena>4 OSMAN, A. Moisés e Akhenaton. SP: Madras, 2005, pág.193.
  3. 3. Embora eu desconheça a autoria desta última afirmação, se da própria Professora Mieli ou citação aindade Osman, o fato é que eu, dentro de meus limitados conhecimentos, descordo tanto da Professoraquanto de Osman, se dele for esta citação, e descordo também de Gardner.Até onde eu sei, não existe um crocodilo monitor sagrado do vale do Eufrates chamado Mûs-hus. Sevisitarmos o Museu Britânico, encontraremos em exposição a placa abaixo, em terracota, de um dragãosumério com a seguinte descrição: Babilônia, c. 800-550 BC Da Mesopotâmia Esta placa corresponde intimamente a imagem geral do ushumgal, o “dragão-serpente” da poesia suméria. O ushumgal pode ser uma metáfora para um deus ou rei; e não é necessariamente mau ou desagradável. O dragão-serpente tem chifres, corpo e pescoço de serpente, patas dianteiras de leão, patas traseiras de ave. É representada em arte de 2.300BC até os últimos séculos BC como símbolo de vários deuses ou como proteção mágica. Tem sido identificado com o akádio mushhushshu ou “serpente furiosa”. É mais conhecido como a criatura de Marduk, o Deus da Babilônia. Quando a Babilônia foi conquistada pelo rei assírio Senaqueribe o tema foi levado para a Assíria como besta simbólica do deus Estado Ashur. Placas como estas eram produzidas em massa por moldes. Muitas apresentam cenas de vida privada assim como imagens de deuses e seus cultos. Elas podem ter sido destinadas para veneração privada ou diversão.Na placa acima do ushumgal existem duas informações importantes que merecem nossa atençãoespecial e serão aqui analisadas. Análise da primeira informaçãoA Universidade da Pensilvânia participou, nos anos 20, de um programa conjunto (joint-venture) com oMuseu Britânico financiando as escavações em Ur realizadas pelo arqueólogo Sir Charles LeonardWoolley quando este encontrou 1800 tumbas mortuárias, dentre elas, 16 tumbas reais, como a PG 755(Private Grave = Tumba Pessoal) do rei de Ur, Mes-kalam-dug, a PG 800 da rainha de Ur, Nim-puabi, a dorei de Ur, Akalem-dug e a de Nim-banda, filha da rainha Nim-puabi e esposa do já mencionado rei de Ur,Mes-kalam-dug, e outras. Especificamente os restos mortais (esqueleto) da rainha Nim-puabi, cuja tumbaestava intocada pelos saqueadores, encontram-se hoje guardados em uma caixa fechada e afastada dopúblico no Museu de História Natural em Londres, enquanto outros artefatos que encontravam-se namesma tumba mortuária, como seu adorno de cabeça, encontram-se expostos no Museu Britânico. Por quea diferença de procedimento evitando expor ao público os restos mortais da rainha?Por outro lado, o decifrador, tradutor e pesquisador de sumério, Professor Dr. Samuel Noah Kramer, dereconhecida notoriedade internacional, hoje falecido, era também professor do Departamento deEstudos Orientais da Universidade da Pensilvânia, onde trabalhou junto com Efraim Avigdor Speiser,que viria a tornar-se uma das mais importantes figuras do mundo dos estudos da Antiguidade doPróximo Oriente. Speiser estava tentando decifrar os tabletes de argila com escrita cuneiforme, e foiaqui que Kramer iniciou a sua longa carreira trabalhando na decifração do sistema de escritacuneiforme. Kramer obteve o seu doutoramento em 1929, e destacou-se pela decifração de placas comescrita cuneiforme espalhadas no acervo de museus por todo o mundo.Em virtude do destacado papel exercido pela Universidade da Pensilvânia em pesquisas arqueológicas elinguísticas do Oriente Próximo, não me restou outra alternativa, senão a de procurar nesta Universidadeum dicionário de línguas antigas do Oriente Próximo como o Sumério; e eu encontrei nada mais, nadamenos, que um dicionário intitulado eletronic Pennsylvania Sumerian Dictionary (ePSD)5 contendo oléxico sumério em escrita cuneiforme devidamente transliterado para o alfabeto romano (com adição deletras não romanas: š, ĝ/g̃ and ḫ), seu equivalente em akádio e a tradução das palavras sumérias/akádiaspara o inglês. Mais ainda, este dicionário nos remete a uma biblioteca digital intitulada Cuneiform DigitalLibrary Initiative (CDLI)6 patrocinada pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) onde nos sãofornecidos os significados de todas as abreviações usadas no ePSD, dentre muitas outras informações úteis.5 http://psd.museum.upenn.edu/epsd/index.html6 http://cdli.ucla.edu/
  4. 4. Foi por intermédio deste dicionário que eu identifiquei a origem suméria da palavra Mûs-hus que em acádioé mushussu, ambas significando Monstro, Tipo de serpente ou ainda dragão-serpente. (quadro abaixo).Por outro lado, a palavra usumgal também é suméria e significa dragão ou tipo de serpente ecorresponde ao acádio usumgallu que significa grande dragão ou serpente (quadro abaixo).De posse dessas informações, não foi difícil concluir que a placa correspondente ao ushumgal (usumgal)ou “dragão-serpente” da poesia suméria, apresentada anteriormente e exposta no Museu Britânico, écorretamente identificada com a criatura de Marduk (Deus da Babilônia), o acádio mushussu, também
  5. 5. traduzido por “serpente furiosa”. Entretanto, esta relação simbólica redundante, e mais que isto, unívoca,inclui também a palavra suméria mus-hus, ou seja: usumgal = mushussu = mus-hus.Desenho de Marduk e o seu dragão Dragão-serpente Usumgal Dragão-serpente Mus-hus em documentos babilônicos. Babilônia, c. 800-550 BC SumériaProsseguindo, a língua hebraica originalmente não possuía vogais. A título de exemplo, podemos citaras palavras hebraicas originais YHWH, NHSH, STN, NFL, NFLN que, depois da introdução das vogaisconverteram-se respectivamente em YeHoWaH (Jeová), NaHaSH (Serpente), SaTaN (Satan), NeFil(singular de Nefilin), NeFiLiN (Nefilim = aqueles que foram arrojados para baixo).Assim como no hebraico, a língua egípcia original também era destituída de vogais e é neste contextoque a palavra suméria mus-hus evoluiu para a acádia mushussu, que, por sua vez, evoluiu para o egípciooriginal antes do uso das vogais como MSSH que, com o acréscimo das vogais, tornou-se MeSSeH quetraduzido significa crocodilo.Na antiga Mesopotâmia o réptil dragão (Draco) era cultuado como metáfora para deuses e, assim comoa palavra acádia mushussu evoluiu para a língua egípcia como messeh, da mesma forma, a tradição doantigo culto mesopotâmico ao réptil Draco também evoluiu para o Egito, só que agora transferido paraoutro réptil, o crocodilo sagrado ou deus-crocodilo Sobek, o deus do Nilo.
  6. 6. Sobek - Kom Ombo Sobek com a deusa Hathor Cabeça do deus crocodilo Sobek Museu Ashmolean, Oxford, Inglaterra Cabeça do crocodilo-deus Sobek do Oásis de Fayium, seu principal centro de culto, período reino médio. Sobek era apresentado como um homem com cabeça de crocodilo ou inteiramente na forma de réptil, com crocodilos sagrados sendo mantidos como imagens vivas do deus em alguns dos seus templos em Faiyum.Os rituais de unção dos faraós egípcios eram praticados com a gordura do crocodilo sagrado Messeh efoi desta palavra egípcia MSSH/MeSSeH que derivou o hebraico mashiach (Ungido) que foi para oaramaico como mexiha e para o português como Messias. Análise da segunda afirmaçãoA segunda afirmação importante e absolutamente correta é que a imagem geral do ushumgal, o “dragão-serpente” da poesia suméria, pode ser uma metáfora para um deus ou rei. É exatamente dentro deste contextometafórico diretamente relacionado com a linhagem sanguínea dos reis que descenderam dos “deuses” que seinsere a linhagem do Graal, daí sua origem na Casa do Dragão da Suméria, a Casa dos “deuses” aliensAnunnaki onde esta linhagem híbrida foi engendrada geneticamente produzindo os nascidos do sangue(termo maçônico), o sangue azul da nobreza com DNA mitocondrial (mtDNA) Anunnaki.Como o DNA mitocondrial só é passado adiante para a prole por intermédio da mulher, a ProfessoraMieli afirma corretamente no artigo citado que até o 3º milênio a.C. as sociedades eram matrilineares eo direito à coroa real, também chamado de direito sucessório, era passado da esposa principal domonarca para a filha primogênita, e desta para o seu consorte. Assim foi no Egito, na Babilônia, naMesopotâmia. No mundo antigo o casamento era acertado desde cedo pelos pais e a unção fazia partedos ritos sagrados. Durante milênios, todo Faraó passava pelo ritual da unção para ser reconhecido emsua realeza e ungir era um privilégio da noiva real que, assim, conferia majestade ao seu consorte. Poreste ritual o rei-consorte recebia o status de majestade.
  7. 7. Neide Mieli afirma acertadamente que desde tempos imemoriais até a época em que Jesus viveu, oritual da unção real só poderia ser executado pela Noiva Messiânica. Um homem só poderia serconsiderado um Messias/Rei quando recebesse a unção no dia do seu matrimônio. Esta tradição vem domito sumério. Ele relata que a deusa Inanna tendo se apaixonado pelo pastor mortal Damuzzi, ungiu-o,transformando-o em rei. A morte anual de Damuzzi (inverno) era celebrada com ritos de luto. Oespetáculo de mulheres chorando por ele é mencionado na Bíblia em Ezequiel 8:14. Cada ano novo, orei de Uruk e a grande sacerdotisa de Inanna, a Senhora do Céu, reencenavam o casamento sagradoentre o pastor e a Deusa, no ritual chamado hiero-gamos. Como afirma Magaret Starbird em seu livro: Nas religiões da Suméria, da Babilônia e de Canaã, ungir com óleo a cabeça do rei era um ritual realizado pela herdeira ou pela sacerdotisa real, que representava a deusa [Inanna]. Em grego, esse ritual era chamado hieros gamos, ou "Casamento Sagrado". O noivo escolhido era ungido pela sacerdotisa real, a substituta da deusa. Canções de amor, louvor e agradecimento acompanhavam o casal. Após a consumação do enlace, um farto banquete [bodas de Canaã no caso de Jesus] era servido a toda a cidade, em meio ao júbilo dos cidadãos. As festividades, algumas vezes, duravam vários dias. A bênção da união real seria refletida na contínua fertilidade das colheitas e dos rebanhos e no bem-estar da comunidade. Por meio dessa união com a sacerdotisa, o rei/consorte recebia status de majestade. Ele se tornava conhecido como "o Ungido" em hebraico, "o Messias". Nos ritos antigos do Oriente Próximo, era a Grande Deusa que ungia a cabeça do rei e lhe oferecia um banquete, enchendo o seu cálice com bênçãos e atuando como uma espécie de advogada que o defendia de seus inimigos. A sagrada união da sacerdotisa real com o rei/consorte escolhido era celebrada como uma fonte de regeneração, vitalidade e harmonia para toda a comunidade. Essa prática ancestral refletiu-se, posteriormente, nos rituais de fertilidade que aconteciam anualmente em toda a região mesopotâmica, quase sempre para celebrar o ano novo. Em alguns desses cultos, o consorte eleito pela sacerdotisa do templo local era ritualmente sacrificado para assegurar a fertilidade da terra. "Plantar" o rei sacrificado significava uma garantia de que as colheitas dariam bons frutos e as pessoas teriam prosperidade.Podemos, portanto, identificar como sendo o hiero-gamos os rituais descritos nos Evangelhos do NovoTestamento, ocasiões em que Madalena ungiu os pés e depois a cabeça de Jesus. A Epopeia de descidade Inanna aos mundos inferiores em busca do seu amado pastor Dumuzi eventualmente, se converteriana liturgia do ritual sagrado do Hierogamos, quando, como cantado em prosa e verso no Cântico dosCânticos de Salomão, o noivo encarnaria o “arquétipo” do noivo sagrado que, depois da unção combanha de crocodilo para se tornar um Messeh, “seria torturado, mutilado, executado e descido aotúmulo. Como relata Margaret Starbird7: Penso que os dois juntos [Jesus e Maria Madalena], encarnam o “arquétipo” da noiva e do noivo sagrados dos velhos cultos das “deusas” do Oriente Médio. (...) Quando Maria ungiu Cristo, no banquete de Bethânia, ela estava reencarnando a antiga liturgia do “hierogamos”, ritos comuns naquela época. Era prerrogativa da noiva ungir o seu noivo, que seria depois torturado, mutilado, executado e descido ao túmulo. No terceiro dia, nas antigas liturgias, a noiva retornaria, com as outras mulheres ao túmulo do seu bem amado e o encontraria ressuscitado no jardim! Nos evangelhos, é Maria Madalena quem, no papel da viúva enlutada, encontra o seu noivo, ressuscitado, no jardim. Para ele, ela era a “irmã-esposa”, no “Jardim fechado” do Cântico dos Cânticos.Assim como o réptil fora usado na suméria como simbologia metafórica para “deus ou deuses”, quenada mais eram do que os aliens Anunnaki, também o fora para os seus descendentes semi-divinos ousemi-aliens, portadores do sangue real que foram criados com a justa intenção de, na ausência dosAnunnaki, representá-los na Terra como seus intermediários. Não é por outro motivo que os faraósegípcios reclamavam para si a investidura divina e, também pelo mesmo motivo a Rainha Vitóriaencarnava escancaradamente sua divindade. Como afirmou o Frei Francisco Jacir de Freitas Farias,citado por Milei em seu artigo: Hammasiah é o termo hebraico usado para designar o Messias, isto é, o “ungido”, aquele que, por ter recibo a unção com óleo, está revestido de poder divino.Cristo é uma palavra que vem do grego Krestos que significa ungido, assim, Jesus não se chamavaJesus Cristo, mas ele era o Ungido, o Cristo (krestos = mashiac = ungido), ou seja, Jesus o Cristo ouJesus o Ungido. Como o ato de ungir era um privilégio da noiva real, Jesus recebeu sua majestade nas7 Maria Madalena e o Santo Graal – A mulher do vaso de alabastro
  8. 8. bodas de Canaã por intermédio de sua consorte, a noiva real messiânica Madalena. E esta majestadesimbolizada pelo réptil dragão, fora passada adiante por intermédio da prole do casal messiânico,Jesus/Madalena, para o ocidente por intermédio dos merovíngios que eventualmente redundariam naatual Casa Real de Windsor e seus primos, dentre eles os presidentes dos Estados Unidos. Não é poroutro motivo que o símbolo reptiliano do dragão, o dragão heráldico da Casa do Dragão, com algumasmudanças de estilo, continua até a atualidade, nos locais indicados adiante, representando a Casa doDragão onde a linhagem do Graal foi engendrada. Dragão da cidade de Londres, o dragão heráldico da Casa do Dragão, situado na Victoria Embankment Road (A3211) na margem do Tamisa, leste da Waterloo Bridge, em frente a Somerset House. Vista parcial da cidade de Londres na margem do Tamisa onde podemos localizar a Victoria Embankment Road (A3211) marginando o famoso rio e o parque em frente a Somerset House onde se encontra o Dragão da cidade de Londres portando um escudo com a cruz vermelha de São Jorge, a mesma da bandeira da Inglaterra que também era usada pelos templários.
  9. 9. Temple Bar Memorial coroado pelo dragão heráldico da Casa do Dragão Fleet Street, City Londrina, LondresEstátuas da Rainha Vitória e de seu filho, na época o Príncipe de Gales, depois Rei da Inglaterra, Eduardo VII, um de cada lado do Temple Bar Memorial, coroados pelo dragão heráldico da Casa do Dragão O cetro do Imperador do Brasil encimado pelo dragão heráldico da Casa do Dragão e o manto decorado com dragões bordados, em exposição no Museu Imperial de Petrópolis, RJ.
  10. 10. Unidade do exército brasileiro, o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG) é oficialmente denominado Dragões da Independência. Capacete do 1o Regimento de Cavalaria de Insígnia do 1o regimento de Cavalaria de Guarda com o dragão heráldico Anunnaki. Guarda com o dragão heráldico Anunnaki.Estandarte romano do século 1 com o Brasão de armas dos duques de Marlborough dragão heráldico Anunnaki. com dois dragões heráldicos Anunnaki.
  11. 11. Catedral de Notre-Dame de Paris. Catedral de Notre-Dame de Paris. Catedral de Notre-Dame de ParisÉ exatamente por este motivo que os monarcas da Inglaterra são ungidos e consagrados na cerimôniaritualística de coroação. Quando o monarca da Inglaterra é coroado, ele passa pela mesma cerimôniasagrada de seus antecessores. Como eles, momentos antes da coroação, são ungidos com óleo da TerraSanta. Esta unção é realizada sob um toldo que é baixado sobre a cabeça do monarca de forma que opúblico é impedido de ver o exato momento da unção. Assim que o óleo é derramado, de acordo com atradição, o Espírito Santo entra em seu corpo, transformando o novo Rei ou Rainha em um ser divino.Assim, ele ou ela, torna-se literalmente outra pessoa, e deste momento em diante pode assumir o nometitular que lhe for apropriado. Ampola Real Inglesa e colher de unção, Exposições Reais (A ampola contém o óleo de unção que pelo bico da pomba – que representa o Espírito Santo – é derramado na colher usada para a unção).Segundo afirma o renomado e erudito linguista semita Zecharia Sitchin, hoje falecido, baseado emtraduções das barras de argila sumérias:
  12. 12. Os Nefilim, dizem-nos, chegaram à conclusão de que precisavam de um intermediário entre eles e a massa humana. Eles seriam, decidiram os Nefilim, como deuses − elu em acádio, significando “os supremos”. Como uma ponte entre eles, os senhores e a humanidade, introduziram a “realeza” na Terra: indicaram um governador humano que devia assegurar o serviço humano aos deuses e transmitir os ensinamentos e leis desses mesmos deuses ao povo em geral. Um texto abordando o assunto descreve a situação antes que a tiara ou a coroa fossem postas numa cabeça humana, ou um cetro fosse empunhado; todos esses símbolos de realeza − e ainda o cajado de pastor, símbolo de integridade e justiça − “jazem depositados ante Anu no céu”. Depois de os deuses chegarem a uma conclusão, a “realeza” desceu dos céus à Terra.Evidentemente que as afirmações de Sitchin e Gardner, corroboradas por trabalhos seminaisdesenvolvidos por sumidades internacionalmente reconhecidas como Samuel Noah Kramer, ArnoPoebel, Stephem Langdon e outros incontáveis e incansáveis sumerologistas e assiriologistas, nãopodem ser refutadas, mesmo porque a própria Bíblia, em Gênesis, menciona explicitamente essespróprios Nephilim. Segundo a Bíblia Sagrada – impressa pela Imprensa Bíblica Brasileira, Rio dejaneiro, 1979 (baseada na tradução em português de João Ferreira de Almeida, de acordo com osmelhores textos em hebraico e grego) –, em Gênesis 6:4 lemos: Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antiguidade.Eventualmente algumas Bíblias introduzem uma corrupção na tradução do original hebraico, usando apalavra “gigantes” no lugar de “nefilim”. Sobre esta corrupção de tradução, Gardner comenta: É preciso ser dito que isto [gigantes] é uma corrupção, não uma tradução, porque as palavras gigantes e nephilim não significam a mesma coisa. O erro se originou porque não havia palavra para traduzir nephilim, e vários escritores providenciaram para os tradutores uma alternativa possível, gigantes, (...) Mas o que significa realmente a palavra nephilim? Ela significa “aqueles que vieram para baixo”, “aqueles que desceram”, ou, “aqueles que foram arremessados para baixo”.Sitchin confirma Gardner afirmando: Derivado da palavra raiz semita NFL (“a ser lançado”), significa literalmente isso, ou seja, aqueles que foram lançados para a terra!Não há, pois, fuga para o fato de que as terras entre o Tigre e o Eufrates, conhecida como Suméria,foram por algum tempo governadas por uma Assembléia de aliens tidos como deuses, a Assembléia dosNephilim/Anunnaki da Casa do Dragão. Como Sitchin afirma textualmente: Que fique bem esclarecido aqui que nem os acadianos nem os sumérios chamavam esses visitantes da Terra de deuses. Só depois, com o paganismo, é que a noção de seres divinos ou deusa infiltrou-se em nossa linguagem e pensamento. Se emprego o termo aqui é somente devido ao seu uso e aceitação generalizados. Os acadianos chamavam-nos de Ilu – “Os Altíssimos” -, do qual se origina o bíblico El. Os cananeus e fenícios chamavam-nos de Ba’al – “Senhor”8.Portanto, os símbolos da realeza, tiara ou coroa e cetro9, mencionados anteriormente, e que jazemdepositados ante Anu no céu, são as Regalia que são apresentadas e investidas ao novo monarca logoapós o cerimonial de unção, e antes da coroação; são os símbolos da realeza descida da altura do Céupara a Terra, daí que o novo monarca passa a receber o tratamento de dignidade e honra, Sua AltezaReal, como referência a altura ou alteza da realeza Anunnaki do Céu onde originalmente jaziamdepositadas as Regalia. O hino que acompanha a cerimônia de coroação é de inspiração religiosa e omais frequentemente usado é o de autoria de Handel, intitulado Zadok the Priest, baseado no temabíblico de unção do Rei Salomão, 1 Reis 1:38-40:8 Sitchin, Zecharia, A Escada para o Céu, Capítulo 5, Os Deuses que Vieram ao Planeta Terra, EditoraBest Seller, 1980.9 O outro símbolo também de realeza, o cajado de pastor, passou a ser utilizado pelo papa da Igreja deRoma.
  13. 13. Zadok the Priest, and Nathan the Zadok o sacerdote, e Nathan o Prophet anointed Solomon King. Profeta ungiram o Rei Salomão. And all the people rejoicd, and E todo o povo se alegrou, e said: disse: God save the King! Long live the Deus salve o Rei! Vida longa King! para o Rei! May the King live for ever, Possa o Rei viver para sempre, Amen, Allelujah. Amem, Aleluia.Embora o documentário10 apresentado no YOUTUBE intitulado Anointing Ceremony - EnglandsMonarchs Are Gods On Earth (Cerimônia de Unção – Monarcas Ingleses São Deuses na Terra)afirme que a ritualística de unção é uma tradição bíblica, esta tradição, em realidade, remonta ao iníciodos tempos da civilização Suméria, passando pela Babilônia, Mesopotâmia, Egito, povo Hebreu, TerraSanta com Madalena ungindo Jesus. Assim, todos os reis desde a Suméria passando pela Babilônia,Mesopotâmia, Egito, povo Hebreu e Terra Santa eram messias pois foram ungidos para receberem ainvestidura divina; da mesma forma, os monarcas britânicos por serem também ungidos, são tambémmessias, ou seja, são reis ou rainhas investidos do poder de “Deus” – o poder dos Altíssimos AliensAnunnaki – para funcionarem na Terra como mediadores entre os deuses e a humanidade, em outraspalavras, os messias ou reis ungidos, sejam quais forem, são sempre indicados pelos deuses Anunnakie, como tal, investidos de poderes especiais para representa-los ante a nação e o mundo.Agora que sabemos que a simbologia draconiana com seu dragão heráldico nos mais diferentesformatos e nomes representa os “deuses” aliens Anunnaki e seus herdeiros de sangue semi-divinos,melhor dizendo, semi-aliens, da família alienígena Anunnaki certa vez estabelecida na Suméria, resta-nos outra questão: Por que o símbolo metafórico do dragão?10 The Secrets of Westminster Abbey incluindo comentários de eruditos como o Historiador deCoroação, Sir Roy Strong, e o Dr. Tony Trowles, Chefe do Acervo da Abadia de Westminster

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