Livro completo final 12 -12-2012

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Livro completo final 12 -12-2012

  1. 1. A meio da Travessia Atlântica, senti a minha verdadeira e insignificante dimensão. Zé
  2. 2. Recordo com muita saudade uma conversa com a minha querida Mãe, Teresa de seu nome, tinha eu cerca de 10/12 anos, contando-me com um enorme sorriso, um "projecto" meu, em criança: "Quero ser marinheiro! Mas o meu barco vai ser construído por mim, pois terá rodas, e assim, se for ao fundo, chegarei sempre ao meu destino". Passados mais de 50 anos, penso como ela gostaria de ver o seu sempre “menino” embarcar no "Búzios VII" e atravessar o Atlântico... sem rodas. Querida Mãe, já faltou mais para nos encontrarmos e rirmos juntos... Zé
  3. 3. Travessia do BÚZIOS VII no Atlântico 8 de Novembro de 2011 - 24 de Junho de 2012 Flores Faial Cascais Lanzarote Gran Canária Antigua Martinica Sta. Lucia Bermudas St. Martin St. Barth. Les Saints Búzios VII Percurso realizado St. Vincent Grenadines
  4. 4. Os Buzianos José Matos Almeida (Zé) Luís Neves (Bibas) Jorge Vozone Jovelino Matos Almeida Emília Calçada (Milinha) André Caiado Vanildo Soares Jaen Nieto Amat
  5. 5. Luís Neves “Depois do Zé me convidar para ser o Skipper do Búzios VII na ARC 2011, convite que aceitei de bom grado, começámos a preparação do barco em colaboração com o Jorge Vozone, também ele mentor e entusiasta do projecto, com a assis-tência do marinheiro Vanildo. Seguindo o checklist, começámos pelo mastro e rigging, massame, velame, electrónica, electricidade, águas vivas, suplentes, enfim, tudo o necessário para a ida e volta ao Caribe. Tudo pronto para largarmos para o nosso teste de mar, que seria o percurso Cascais - Lanzarote, nas Canárias (670 nm). Nesta perna da viagem tivemos pela frente diferentes tipos de mareações. Largamos de Cascais com vento muito fresco (25 kn) e fizemos um popa musculada durante 200 mn passando para uma bolina com 20kn de vento e por fim, nas últimas 150 milhas, uma calma podre, um mar que não tem tamanho. Dezenas de tartarugas, pôr do Sol e nascer da Lua cheia ao mesmo tempo no horizonte. Boa convivência a bordo. Muito bom. A escala de 2 dias em Lanzarote, a ilha das Canárias que mais gosto, foi muito agradável. Boa companhia, bom vinho, lapas e peixe. Rumamos a Las Palmas para a preparação da logística de segurança. A largada em Las Palma de 250 iates foi inesquecível. Largamos a popa de Spi on time Búzios VII à frente e começamos uma travessia onde não faltou nada. Bons momentos, grandes almoços, pescarias, baleias, leitura intensiva de livros, chuva, bom tempo, tempo de costurar um spi danificado, regatearmos por uma boa classificação na regata, tudo se passou numa excelente cumplicidade entre a tripulação, nos melhores momentos e nos mais duros. A chegada a Sta. Lucia debaixo de chuva não nos desanimou e sentimo-nos felizes por chegarmos ao fim de 16 dias de mar. Agradeço a toda a tripulação pela ajuda e pelo bom desempenho, que sem experiência de travessias, excepto o André Caiado, se superou num espírito de entreajuda numa excelente prestação. Um bem hajam a todos. Referências e agradecimentos especiais para o meu amigo André Caiado, corredor de fundo do largo, pela ajuda e sabedoria, e ao Meu armador e amigo José Matos Almeida, pela oportunidade que me deu de mais uma travessia e boa companhia. 7 Um grande Obrigado.”
  6. 6. “De Las Palmas a Santa Lucia” De volta ao sonho, de volta ao pleno azul. O avião aterra em Las Palmas de Gran Canária, o calor penetra-me nos ossos. Sim, vou de calções desde que deixámos Madrid e provavelmente para os próximos 20 dias até que aterre em Londres vindo de Santa Lucia. Os Franceses chamam-lhe "Le gran large" mais uma travessia oceânica... Desta vez com uma equipa de luxo, e um barco super preparado. Os dias voam em Las Palmas, entre compras de mantimentos e grandes jantares em restaurantes escolhidos a dedo. Não é que o mundo vá acabar, mas quem vai para o mar avia-se em terra. Mais umas visitas às lojas de material de pesca, um último cheque ao "abandon ship bag". Compramos fruta, verificamos a água e tudo está preparado para a saída. Dão a largada, e lá fomos nós, mais rápidos que todos os outros, a largar em primeiro, maus hábitos do Bibas ao leme, demasiadas regatas… Começam os quartos, todos com arnês à noite, ninguém quer ser mais um Eric Tabarly, damos todos o exemplo. E, novidade inesperada, levamos um marinheiro que quase quinhentista, não sabe nadar... não vai cair ao mar… Travessia de pouco vento e muita leitura, 11 livros em 16 dias, pesca e comida de luxo, que os nossos tripulantes "grumet" não se ficavam por "comida marinera" mas sim de copo de vinho na mão escolhido para acompanhar o manjar. Aperitivos antes das refeições, lanche e comida especial para quem quisesse. O luxo da "Dolce vita". Aliás, temos gerador e barco aspirado, torradas e banho de água quente sem restrições todos os dias. De terra os amigos vão dando apoio e palpites,... começam os dias fotocópia, não interpretem mal, são os dias mais felizes da vida do marinheiro... Quando chegámos, pensei que poderia ter continuado, por mim continuaria sempre… Agora em terra, penso em voltar ao mar. Volto ao mar todos os dias, quando o vejo da janela do meu escritório, volto ao mar quando corro pelo paredão do Estoril para Cascais, quando faço uma regata de fim de semana ou um transporte de um veleiro de verão, mas eu sou parte do mar, um dia vou partir pelo mar para sempre… Esse dia não é só um sonho, está proximo á minha mão e vai acontecer… Eu faço com que os meus sonhos se realizem. » 9 André Caiado
  7. 7. Jorge Vozone “Recordo-me bem da conversa com o Zé, num almoço na Lurdes, Restaurante Mar do Inferno, em que o "desafiei" a participar no ARC. O Zé abraçou, a partir daí e com o seu entusiasmo habitual, esse desafio. Seguiu-se outra conversa com o Luís Freire, que já tinha feito essa viagem, e pouco tempo depois o Búzios VII estava inscrito no ARC 2011. Participei depois, ao longo do ano de 2011 na preparação do barco, mas por razões que se prendem com os nossos feitios (meu e do Zé), nem sempre fáceis, acabei por declinar o meu embarque na travessia Las Palmas - Sta. Lucia. Foi com alguma emoção que assisti, a bordo do "São Bernardo", à partida do Búzios VII de Cascais para Las Palmas. Depois, ao longo da travessia, acompanhei diaria-mente, 11 como meteorologista e táctico amador, a participação na regata. Quando o Bibas me perguntou se estaria disponível para fazer o percurso de regresso a partir da Bermuda, tratei logo de me organizar para responder afirma-tivamente. E assim, parti para a Bermuda, de cujo aeroporto tive alguma dificuldade em sair, por falta de dólares, cartão de crédito e telemóvel moderno. Pude, depois, realizar um velho sonho: a travessia do Atlântico, antes dos 60 anos. Foi uma travessia tranquila - talvez demais - com a agradável companhia de um grupo de amigos já bem conhecidos: Zé, Bibas e Vanildo e onde tive o prazer de conhecer uma personalidade tão interessante como a da Jaen (apesar de eu não cumprir muito bem a regra do frasco para as beatas...). Para coroar a travessia nunca me esquecerei da façanha do atum capturado no último dia de viagem e que, estou certo, permanecerá como o record do Búzios VII durante muitos anos. Muito obrigado a todos, especialmente ao Zé, por me terem proporcionado esta inesquecível experiência.”
  8. 8. Começa a Travessia
  9. 9. 14 Preparação do Búzios VII Esta irá ser a nossa “humilde casinha” durante várias semanas!
  10. 10. 15 Os amigos do BÚZIOS VII podem seguir on-line a nossa localização ao minuto! com o Spot e o programa LogMe. Viva a tecnologia! De Cascais às Canárias No dia 6 de Novembro de 2011, o Búzios VII está pronto para se dirigir às Canárias, para participar na famosa competição mundial de veleiros “ARC”. Fazem parte desta primeira equipa, no trajecto Cascais - Las Palmas, o Zé, o Jovelino, o Bibas, o Vanildo e a Milinha. Descontração ao fim do dia: o Bibas repousa (de mais?) num romance, e a Milinha dá aulas de inglês ao Vanildo.
  11. 11. 16 Centenas de tartarugas! A Norte das Canárias, vimos centenas de tartarugas, meio metro cada, ou mais, vogando espaçadas entre elas. Tivemos até a sorte de ver umas baleias-piloto, mãe e filhote, de um grupo de 4, que passaram indiferentes, mesmo ao nosso lado, em sentido contrário Depois de 3 días e meio de navegação, o BÚZIOS VII chega a Lanzarote
  12. 12. Vinhas de Lanzarote Lanzarote
  13. 13. 18 LANZAROTE e LAS PALMAS Lanzarote e Las Palmas são ilhas vulcânicas espanholas localizadas no Oceano Atlântico oeste, á frente das costas Africanas. Formam parte das 7 ilhas que compõem o arquipélago das Canárias. Lanzarote tem uma superfície de 846 km2 e uma população de 142.517 habitantes. Las Palmas é a mais povoada de todas, com uma população de 838.000 habitantes num território de 1.560 km2. As vinhas foram importadas da Europa, e com elas faz-se o vinho de Malvasia (vinho preferido do Shakespeare!). Esta viticultura deixou a sua marca na paisagem de Lanzarote: os pés de vinha são protegidos do vento nos buracos e muros de pedra semi-circulares. Actualmente, a principal actividade económica nas Canárias é o turismo. Gran Canária é muito turística, com mais de 2 milhões de visitantes por ano. Também é conhecida pelos velejadores que cruzam o Atlântico e, nomeadamente, aqueles que participam na competição Atlântica para cruzeiros, ARC. Com emoção, o Búzios VII e a sua tripulação, chegam a Lanzarote e saem dois dias depois para Las Palmas. Neste ano 2011 inaugura-se a 5.ª competição ARC na qual participam 250 veleiros, entre os quais se destaca, é claro, o Búzios VII! Gran Canária Lanzarote Não podemos deixar de visitar a casa e biblio-teca do nosso Prémio Nobel de Literatura, José Saramago, em Lanzarote.
  14. 14. 19 Inauguração da ARC 2011 16 de Novembro 2011, nas ruas de Las Palmas, Gran Canária, os Buzianos e centenas de outros velejadores, desfilam alegres para festejar o início desta grande competição internacinal, a travessia Atlântica até Sta. Lucia - ARC 2011.
  15. 15. 20 Prepara-se a saída! Exercícios de salvamento de helicóptero e em balsas de salvamento e testes de equipamento... Ao Vanildo foi finalmente permitido içar a sua bandeira! Esta grande bandeira irá à popa do Búzios VII durante toda a viagem! Viva Portugal!
  16. 16. 21 Algumas explicações... Este é o mapa do site www.worldcruising.com em que os seguidores fora de água podem acompanhar de 6 em 6 horas a posição da “armada”. Em baixo, o Búzios VII, dos últimos a largar, já em destaque... O número que se vê na 1.ª coluna é o “rating” de cada barco, que vai multiplicar o tempo real da travessia: quanto mais elevado for o “rating”, mais depressa se tem de andar para ficar bem classificado; o Búzios VII tem um “rating” muito elevado, foi considerado o 17.° veleiro mais rápido dos 250 veleiros da frota! o que o penaliza bastante em termos de tempo corrigido... As largadas começam às 12h40 e vamos partir no último grupo, quando soar o tiro de canhão das 13h00! Búzios VII
  17. 17. 22 O tiro de partida! 20 de Novembro 2011 Um navio da armada espanhola dava os tiros de partida (que era dada por classes, com algum intervalo de tempo, os mais lentos largando primeiro) e o barco dos bombeiros lançava jorros de água para celebrar o evento. O Búzios VII é o número 125, e vai largar no último grupo. Além dos 250 barcos que partiram, havia muitos barcos na água só para assistirem à largada. O André na meteorologia
  18. 18. 23 O Búzios VII larga!!! Bora lá com o Spi! O Búzios VII larga em 1.A valentia de largar de Spi foi º e tira esta foto reconhecida nas notícias da ARC (tradução) A divisão de cruzeiros é o maior grupo de iates da ARC, com 145 barcos. Jeanneau Sun Odyssey 49 Búzios VII (POR) fez voar o seu spinnaker azul e amarelo do outro lado da linha às 13.00, seguidos por Shipman 63 Bepa (RUS), Elphin II (GBR), Lazy Days (ITA), Uxorious IV (USA) e Splendid (NED). O resto dos iates os seguiram-lhes de perto, a maioria ficando com velas brancas. Foi bom! Bom de mais! mas o vento ganhou força e... tivemos alguns problemas...
  19. 19. 24 Era uma vez um Spi... Explodiu! ... e íamos a andar bem, que raiva! Apesar de tudo correr bem, os vários problemas que foram surgindo resolveram-se prontamente, como o suporte do pau do spi, o spi rasgado ou cabos danificados, tudo graças à competência da tripulação convidada. Mas nada nem ninguém pára os Buzianos, explodiu um Spi, entra o outro!
  20. 20. O Spi recuperado, voa, depois de ser considerado “perdido”
  21. 21. 26 Momentos de trabalho...
  22. 22. ... alternando com momentos de ócio retemperador 27
  23. 23. 28 Também temos de comer! Para ganhar temos de nos alimentar! Peixe 2 - Vanildo 0 Será que o Jovelino tem mais sorte? O nosso maior peixe, apanhado pelo Bibas, foi um dourado de 1,15m, não serviu para concorrer, mas deu uns filetes magníficos e deliciosos. Chef Bibas a bordo do Restaurante BÚZIOS VII ***** O André, o Zé e o Bibas parecem ter mais sorte... Peixe pescado, sashimi do prato...
  24. 24. 29 O dia tem 24 horas! Temos de estar sempre atentos pois cada hora é diferente! Uma operação mal executada pode fazer a diferença... Algumas vezes a situação requeria muito esforço!
  25. 25. Estamos quase a chegar! O Búzios VII a 104 milhas de terminar a travessia do Atlântico! Sta. Lucia à vista... 31
  26. 26. Chegámos! Depois de 16 dias e 5 horas 32
  27. 27. Foto tirada após cortar a Linha de Chegada em Sta. Lucia - 4º lugar na Classe (Rodney Bay) 33
  28. 28. Sta. Lucia
  29. 29. 36 SANTA LUCIA Sta. Lucia é um país independente, mas mantém a monarquia do Reino Unido. Localiza-se a Sudoeste do Mar Caribe, a Sul da Martinica. Tem uma superfície de 316 km2 com uma altitude máxima de 959 metros e uma população de 174.000 habitantes aproximadamente. A ilha é de origem vulcânica, e possui vulcões ainda activos. A actividade económica da ilha depende em grande medida do cultivo da banana. No entanto, as importações e a concorrência têm forçado à diversificação. Agora o turismo e as finanças representam uma parte cada vez mais importante do progresso económico. Sta. Lucia é o destino de centenas de veleiros que participam na ARC e, este ano, o Búzios VII molhou o casco nas suas águas turquesas...
  30. 30. 37 Na terra do Caribe! Recepção tropical! Os “marinheiros” de serviço a celebrarem a chegada e a serem saudados pela música local! O André voltou a Cascais no dia a seguir à chegada, enquanto o Jovelino partiu à descoberta das ilhas por detrás da sua câmara fotográfica. Gulosos… Sabe bem, depois de tantos dias no mar! O “mercado” de fruta.
  31. 31. 38 Wallilabou, St. Vincent Local onde filmaram os filmes “Piratas das Caraibas”
  32. 32. 39 Búzios VII recupera forças nas águas das Grenadines Depois de ter dado a volta a Sta. Lucia, St. Vincent e Grenadines, o Zé decide deixar o Búzios VII na marina Le Marin, Martinica. O Vanildo vai tomar conta dele, enquanto o Zé e o Bibas voltam para Cascais para passar o Natal e férias.
  33. 33. 40 Parece que o mar inspira! Os nossos marinheiros são famosos, he... he... he... (brincadeira da Milinha)
  34. 34. 42 Inspira e ganha premios! Os Buzianos não se contentam com pouco… além de termos sido classificados na ARC, o Jovelino ganhou um prémio de fotografia Notícia de 16/03/2012 ARC Concurso de Fotografia 2011 Depois de muita deliberação, o júri do ARC 2011, elegeu os vencedores do Concurso de Fotografia. O vencedor de cada categoria receberá uma jaqueta Gill, e o vencedor geral receberá £200. Os trabalhos dos primeiros e segundos classificados, serão publicados na revista Primavera Latitudes 2012. O vencedor geral foi esta noite anunciado: Jovelino Matos Almeida com “Tiro de Búzios VII” E, uns meses depois, o nosso Buziano Jovelino Matos ALmeida, é convidado para escrever uma página mensal sobre fotografia numa revista local (Algarve Mais)...
  35. 35. Rocher du Diamant Martinica
  36. 36. 44 MARTINICA Martinica é uma ilha francesa, localizada a sudoeste das Antilhas, no Mar Caribe. Tem uma superfície de 1.100 km2, com 70 km de comprimento e 30 km de largura. É habitada por aproximadamente 400.000 habitantes. A sua principal actividade económica é o turismo. O comércio agrícola declinou e agora muitos produtos têm de ser importados. No entanto, cultiva-se muita banana e cana de açúcar, que se destina principalmente, à produção de rum. É uma ilha montanhosa de origem vulcânica, com florestas tropicais compostas por árvores e fetos. A ilha recebe a visita de centenas de veleiros vindos de diferentes partes do mundo. Entre estes, encontra-se o Búzios VII, que repousou na marina Le Marin durante quatro meses, depois da árdua mas bonita travessia atlântica entre Las Palmas e Sta. Lucia. Finalmente, em Março de 2012, uma nova tipulação reune-se em Martinica para continuar com bons ventos para Norte, pelas Ilhas das Antilhas.
  37. 37. 45 Martinica e algumas paisagens... Anse d’Arlet Uma praia a Sul Anse Noire Mont Pelée A “paisagem” do rum é muito apreciada pelos visitantes! (Barricas do Rum St. Clément)
  38. 38. 46 O encanto da diversidade... Le Marin, Martinique
  39. 39. Sainte-Anne, Martinique
  40. 40. 48 A Ana e o Zé foram passar 10 dias à Martinica Vinda do frio de Paris, passou uns bons momentos nas águas turquesas do Caribe.
  41. 41. 49
  42. 42. ... e a Ana não perdeu a oportunidade de estudar a “concorrência” 50 “Rum Trois Rivières”
  43. 43. 51 ... e mais “concorrência” antes da volta a Paris “Rum St. Clément”
  44. 44. 52 Enquanto a tripulação se completava novamente... O Zé e a Jaen aproveitaram para explorar a ilha. Youpiii! Passeio no “pequeno Paris das Antilhas” (St. Pierre), onde a maior atracção foi uma casa “maluca” à beira mar... Passeios na floresta, abraçar árvores... Disfrutar das praias... Aulas de Kundalini Yoga.
  45. 45. Em St. Clément muda-se o rumo da história Neste local os presidentes George Bush e Mitterrand decidem o fim de Sadan Hussein 53
  46. 46. 55 O Búzios VII continua o seu caminho! No dia 29 de Marzo 2012, a nova tripulaçao completou-se, composta por individuos cada vez mais cosmopolitas: o Zé portugês, o Bibas angolano, o Vanildo brasileiro, a Milinha portuguesa e a Jaen franco-mexicana! Agora O Búzios VII está pronto para zarpar dentro de dois dias!
  47. 47. 56 Agora sim, o Búzios VII, brilha e o tempo está óptimo! O Búzios VII recebeu um banho de primavera para continuar a voar sobre as ondas do mar até ao seu destino final. Depois foi abastecer-se.
  48. 48. Martinica a Les Saintes Depois de ter dormido uma noite em Anse d’Arlet, Martinica, o Búzios VII sobe as velas de madrugada em direção às ilhas Les Saintes, passando a leste de Dominica. E... poucas horas depois, tivemos uma bela surpresa, uma prenda do mar... 57 O turno do Zé e da Jaen (4am - 6am) Almoço a bordo! A passar pela ilha de Dominique
  49. 49. 58 A surpresa, a prenda foi... uma família de Baleias de Bossa! A Baleia de Bossa (Megaptera novaeangliae) é uma baleia de barbas que pesa à volta de 40 toneladas e pode atingir 15 a 17 metros de comprimento, sendo as fêmeas maiores que os machos. Vive nos oceanos e mares do mundo inteiro (à excepção do Ártico e Mediterrâneo). Alimenta-se de krill e peixes pequenos durante o verão nas águas frias das altas latitudes e, no inverno, vive das suas reservas de gordura para o acasalamento e a reprodução. O pai ficou zangado com a nossa presença... virou-se na nossa direcção, mergulhou, nós, fugimos, claro, e até chegamos a pensar o pior... mas não aconteceu nada a não ser ficarmos com a bela lembrança do momento. Pai Mãe Bebé
  50. 50. Petite Anse, Terre-de-Haut Les Saintes
  51. 51. 60 LES SAINTES Les Saintes é um arquipélago francês composto de nove ilhas vulcânicas, localizadas a sudeste das Antilhas, no Mar Caribe. Apenas duas delas (as maiores) estão habitadas: Terre-de-Haut e Terre-de-Bas, com aproximadamente 2.900 habitantes. A superfície total do arquipélago é de 13 km2, com 22 km de litoral A agricultura nunca foi desenvolvida nestas terras áridas, os habitantes viraram-se mais para o mar. A pesca foi por muito tempo a principal actividade económica, e é ainda importante, mas o turismo representa agora uma parte fundamental do desenvolvimento económico. As ilhas são montanhosas, com uma altitude máxima de 309 metros (Morne du Chameau), em Terre-de-Haut e têm uma grande biodiversidade terrestre e marinha. Terre-de-Haut recebe a visita de um grande número de veleiros, que ancoram na bela baía “Baie des Saintes”, e foi nesta baía que o Búzios VII lançou o ferro duas noites antes de continuar o seu caminho rumo a Antigua. Búzios VII
  52. 52. 61 A chegada à ilha Les Saintes foi linda e agradável! Este pedacinho de terra é um verdadeiro paraíso...
  53. 53. 62 A equipa vai em missão explorar os fundos marinhos! Cada um com a sua maluqueira! Jaen relax Zé Zen Bibas ginasta Milinha, Zé e Bibas Acropora palmata Diploria strigosa
  54. 54. 63 Depois da boa banhoca, a equipa vai explorar a terra! Grande look... he...he... Olha que coisa mais linda! Bom almoço a meio do passeio Visita ao forte Napoleão: chegámos à hora em que o forte fechava... mas pronto,deu para tirar uma foto turística! Em les Saintes há mais cabras do que pessoas! A ilha esta cheia destes quadrúpedes.
  55. 55. Este dia termina, para abraçar outro novo no dia a seguir! Les Saintes, um pequeno paraíso, onde as ruas parecem fazer parte de uma maquete de bonecas, tudo é lindo e colorido. Os Buzianos disfrutaram e despedem-se 64 neste último entardecer. O caminho do Búzios VII continua na madrugada seguinte, levado pelo vento, novos destidos o esperam (Antigua). De volta para o Búzios VII no dingui. Delicioso jantar para concluir o dia! A aula de Kundalini Yoga não pode faltar!
  56. 56. Falmouth Harbour Antigua
  57. 57. 66 ANTIGUA Antigua é uma ilha inglesa das Antilhas, no Mar Caribe. Apresenta uma área total de 281 km2 A sua população é de 80.200 habitantes e a principal actividade económica depende do turismo, sendo o sector agrícola dirigido apenas ao mercado local. English Harbour, a povoação vizinha, Falmouth, são internacionalmente famosas para os iatistas e os velejadores, sendo muitos deles de luxo. Foi precisamente neste último local (Falmouth Harbour) que a equipa do Búzios VII, decidiu passar a noite, antes de continuar rumo a St. Barthelemy no dia a seguir.
  58. 58. 67 Half Moon Bay Antes de ir ao porto, Búzios VII sentiu-se atraído por uma belíssima água turquesa, em Half Moon Bay, e decidiu passar aí a tarde O Zé e a Jaen O Zé A Milinha e a Jaen Atenção! As cozinheiras pirata Milinha e pirata Jaen são as Chef’s deste almoço, quem não gostar... fica caladinho!
  59. 59. 68 Falmouth Harbour Visitamos o porto “by night” e de uma coisa temos a certeza… já não estamos em França e o melhor é comer no barco… mesmo assim, fomos comer umas “chips” com cerveja! O contraste gastronómico faz parte da descoberta! “Vive la France” Bibas e Milinha ao leme. Milinha e Vanildo prontos para a operação de ancorar! Falmouth de noite Falmouth de dia No dia seguinte, antes de zarpar, o Zé e o Bibas receberam o seu “souvenir” da lilha, lembrança da Jaen e Milinha. (frente e verso)
  60. 60. Marina de Gustavia St. Barthélemy
  61. 61. 70 SAINT BARTHÉLEMY Saint Bartélemy é uma ilha francesa das Antilhas, no Mar Caribe. Tem uma área de 21 km2, e uma altitude máxima de 286 m (Morne Vitet) e uma população de aproximadamente 9.000 habitantes. Conta com inúmeras praias e complexos turísticos. A principal actividade económica é o turismo, sendo muitos dos visitantes pessoas ricas e famosas. A capital é Gustavia e é também o maior porto da ilha.
  62. 62. 71 Uma linda baía em St. Barthelemy No caminho para St. Barthelemy, apanhámos uma Barracuda, pequenina, mas a foto é merecida… pois representa a primeira apanha desde a Martinica. “Grandes pescadores”... Ainda bem que tínhamos reservas de comida a bordo! Aulas de apneia do Vanildo, o rapaz apreende rápido e sem medo nenhum, boa! “United Colors of Benetton” Shower style
  63. 63. Nestas águas turquesas do Caribe, encontravam-se ancorados barcos de todo tipo, muitos deles de muita classe, desde modelos clássicos até modelos de regata, etc. E destaca o Nayem (ex-Bigamist 7), o veleiro onde o Bibas costumava ganhar regatas! La estava ele! A preparar-se para outra regata, com uma nova tripulação. 72 Gustavia
  64. 64. Philipsburg St. Martin
  65. 65. 74 SAINT MARTIN Saint Martin é uma ilha das Antilhas, no Mar Caribe. Tem uma área total de 87 km2 e encontra-se dividida entre a França (53 km2) e a Holanda (34 km2). Apesar de ser mais pequena, a parte holandesa apresenta uma população maior (39.000 habitantes), do que a francesa (36 000 habitantes). O lado holandês é mais industrial, tem casinos, lojas de joalharia, bebidas exóticas, clubes nocturnos, etc. A parte francesa dedica-se mais ao vestuário, ao shopping, tem bons restaurantes e alguns trilhos para admirar as belas paisagens. As principais cidades são Philipsburg, do lado holandês e Marigot do lado francês. O Búzios VII passou três noites nesta ilha, mas desta vez não foi no porto principal. Ficámos na Marina do Fort St Louis, na baía de Marigot. Foi uma pausa para preparar o barco para a travessia até às Bermudas, explorar as terras, e, infelizmente, dizer adeus à nossa Buziana, Milinha.
  66. 66. 75 Marina du Fort St. Louis Depois de muitas noites ancorado em baías, o Búzios VII fica agora atracado numa marina com água, luz e todos esses luxos. O trajecto até às Bermudas prepara-se.
  67. 67. 76 Yoga Onde podem, fazem as suas poses.
  68. 68. 77 Sentier des Froussards A norte da ilha, o Zé e a Jaen foram passear num trilho à beira mar e descobriram lindas paisagens, pedras e cactos. Estes cactos deram muito que falar... À “responsabilidade” da Jaen, os frutos representaram um petisco ao longo do passeio. Para os de mente mais imaginativa... ou perversa, deu para rir um bocado... No fim do dia a Milinha e o Bibas foram buscar o Zé e a Jaen e partilharam umas cervejinhas bem frescas sob o sol ardente.
  69. 69. 78 Adeus Milinha Assim como tudo o que começa, também tem um fim, a viagem da Milinha concluiu-se aqui, em St. Martin. Parece que a Milinha não estava com muita vontade de abandonar o barco... Chamada da Milinha: “esqueci os meus chinelos no barco” Lá vai o Búzios VII de volta para a doca, com os sapatos da “Cinderela do Mar” nas mãos do Bibas! O choque provoca o esqueci-mento dos chinelos!
  70. 70. 79 St. Martin a Bermudas No dia 10 de Abril 2012, o Búzios VII “definitivamente” sai de St. Martin rumo às Bermudas. Seis dias de viagem com algumas surpresas pelo meio... Brinde à saida! Temos bom vento. Afortunadamente, o enjoo só dura um dia Cada vez mais perto do triângulo das Bermudas
  71. 71. 80 Vai tudo uma maravilha ! Lindos amanheceres e bons ventos, sem esquecer a segurança.
  72. 72. 81 Cozinha a bordo ! Um dia cozinha um, no dia seguinte o outro! “Bibas Sashimi” Também as batatas têm coração... Grande Restaurante Búzios VII ***** Com os Chef’s Jaen & Bibas! Até agora temos tido pouca sorte com a pesca... este belo dourado representa a segunda apanha desde a Martinica.
  73. 73. Também conhecido como o “Triângulo do Diablo”, esta zona é famosa pela grande quantidade de desaparecimentos de aviões e barcos que ocorre neste triângulo, sem terem deixado nenhum rasto deles. Alguns destes desaparecimentos conseguem ter uma explicação, mas outros não, portanto, o tema continua a ser um debate entre cépticos e crentes. Os cientistas dizem que é um local onde há grandes campos de energia que vêm da terra, os quais influenciam os aparelhos. Também falam da pre-sença de hidratos de metano no fundo do mar que provocam borbulhas, afectando assim a flutabilidade do barco. Outros relacionam o triângulo com influências extraterrestres, ou pensam que é um portal para outra dimensão. Outra teoria fala da antiga cidade da Atlântida, que desapareceu misteriosamente e que agora, desde o fundo do mar se faz recordar... 82 Triângulo das Bermudas... mito ou realidade? Segundo a tripulação do Búzios VII, é uma realidade! Existe qualquer coisa nessa área que afectou os aparelhos electrónicos por duas vezes. Mas o que é este famoso triângulo? Aqui vai uma explicação: O Búzios VII passou pelo limite interior do Triângulo das Bermudas e verificou, duas vezes de noite (às 00h00 num dia e às 5h00 noutro), falhas nos aparelhos electrónicos… começaram a “gritar” bip, bip, bip e não havia razão aparente para nenhum aparelho electrónico funcionar. Só a nossa velha amiga bússola continuava fiel ao seu Norte magnético! Afortunadamente, isto permitiu manter o rumo, enquanto os aparelhos mudavam de humor para voltar tudo à normalidade… Na agitação nocturna, mar, vento e falhas nos instrumentos, o Zé escorregou e rompeu o ligamento interno do joelho…
  74. 74. 83 Terra à vista !
  75. 75. 84 Lá vem Éolo (Deus do vento na mitologia grega)! No último dia tivemos de acelerar o motor, pois o mau tempo aproximava-se... Chegamos mesmo à justa às Bermudas, as quais nos acolheram com nuvens, vento e frio... Já não estamos no Caribe!
  76. 76. St. George Bermudas
  77. 77. 86 BERMUDAS As Bermudas são um arquipélago britânico de origem vulcânica, composto por 181 ilhas que se estendem no mar dos Sargaços sobre uma área de 53 km2, na América do Norte. A maior parte das ilhas estão desabitadas, apenas 20 são ocupadas por locais e turistas, todas as outras são consideradas um tesouro natural. A população das Bermudas é de aproximadamente 68.000 habitantes. A maior parte da actividade económica desenvolve-se em seis ilhas (Gran Bermuda, Saint George, Saint David, Somerset, Irlanda e Boaz). Os principais ingressos radicam nas empresas multinacionais de seguros e no turismo. A capital das Bermudas é Hamilton e serve também como porto principal e o maior centro comercial. O Búzios VII chegou ao Porto de Saint George, na ilha com o mesmo nome, e ficou aí numa marina bastante original, a preparar a continuação da viagem e disfrutar por uns dias desta ilha com a companhia do Buziano Jorge Vozone que chegou para reforçar a tripulação nesta nova Travessia Atlântica.
  78. 78. 87 Captain Smokes Marina O Búzios VII ocupou um espaço na “enorme” marina do Capitão Smokes, onde uma “multidão” de... UM barco a ocupava...
  79. 79. 88 St. James Algumas imagens...
  80. 80. 89 Almoço de boasvindas e o cheiro dos Açores... Os Açores já se fazem cheirar no ar… vemos portugueses, e a nossa surpresa, foi encontrar um café açoreano no centro de Hamilton. O Jorge Vozone é um Lobo de Mar, esta travessia até aos Açores enche-o de alegria, assim como ao resto da tripulação.
  81. 81. 90 No canal de saída de St. George
  82. 82. 91 Bermudas aos Açores No dia 22 de Abril 2012, o BÚZIOS VII sai das Bermudas rumo aos Açores, com a sua nova tripulação. Ao Zé, Bibas, Jaen, Jorge e Vanildo, 11 dias no mar aberto os esperam com um mar sereno e um vento moderado durante 3 dias. Nos dias seguintes pouco vento, “o restante chegava do porão” com o motor entre as 1200 e 1500 r.p.m. a consumir 2,8 L/h a uma velocidade de cerca de 6/7 knt. Um brinde antes de sair, claro! Ainda falta...
  83. 83. 92 Tudo vai bem! O Búzios VII avança tranquilamente nas águas Atlânticas, a tripulação tem o centro de gravidade no seu lugar... pouco vento! Mas um tempo de maravilha! A conversar ou “cada um na sua”, o tempo vai passando enquanto a calma e o sol acompanham...
  84. 84. 93 Pouca pesca mas boa! Continuamos a ter pouca sorte na pesca... mas quando o peixe morde, dá para vários dias! Desta vez foi um Dourado (Coryphaena viridensis)com 121 cm
  85. 85. 94 O mar é lindo, certo... mas oh! Éolo… faz favor de soprar e ajudar o Búzios VII a avançar! (sem motor…) E… no meio desta tranquilidade, de repente, o Jorge está com os pés na água! E uns segundos depois salta para o azul com 6000m de profundidade. Parece um acto contagioso, o Zé e a Jaen seguem-no Finalmente, o duche no meio do Atlântico é merecido.
  86. 86. 95 De dia e de noite, tranquilo, Éolo ainda dorme… o que fazer?... ...disfrutar desta beleza enquanto os turnos continuam! Turnos: Jorge das 00h00 às 2h00, Bibas das 2h00 às 4h00, Jaen e Zé das 4h00 às 6h00 e o Vanildo faz entre a última hora do Jorge e a primeira do Bibas... e assim consecutivamente...
  87. 87. 96 Os gigantes do mar Este mar de “azeite” facilita o avistamento de baleias e golfinhos! Para a Jaen, o diploma de bióloga marinha não serviu de muito… as baleias decidiam aparecer quando ela dorme ou não está presente. Assim, só foram tiradas fotos de golfinhos… os gigantes ficam para a imaginação do leitor deste registo. O Búzios VII cruzou o caminho de Cachalotes e o de uma Orca. Parece que o Bibas tem alguma conecção secreta com estes animais… no momento em que os procura, encontra-os! Lembramos esta frase… “para ver baleias é preciso olhar!” ...e mesmo no momento em que termina a sua frase aponta o dedo para o mar e uma baleia sai à sua frente para respirar! Foi muito divertido.
  88. 88. 97 Comida e bebida... Actividade que se faz duas a três vezes por dia. São momentos “muito” importantes que as prendas do mar ajudam a saborear ainda mais. A vida não é só comer! Um gin do Jorge por aqui, uma “beta do Bibas por ali... A pesca continua a ser fraca, mas o mar dá o suficiente para os Buzianos comerem bem! Além da Dourada do início, apanharam-se Bonitos e este Wahoo!
  89. 89. 98 Há muita vida no mar! Alguma dela serve para a alimentação da tripulação e outra passa pela superfície azul partilhada pelos Buzianos e outros organismos. As Caravelas Portuguesas (Physalia physalis) estavam aos milhares a flutuar pelo nosso caminho Ao longe observavam-se tartarugas a flutuarem.
  90. 90. 99 Aulas aos novinhos!!! O Vanildo e a Jaen receberam umas aulinhas de leme.
  91. 91. 100 Finalmente à bolina! Parece que Eolo ouviu! Foi possível desligar o motor e disfrutar de uns bons dias a velejar pelo azul, acompanhados da armonia do vento a soprar e da água a bater no casco, chegando a haver a necessidade de rizar.
  92. 92. 101 Melhor... é impossível! Ao longo da travessia tivemos pouca pesca, mas de qualidade! Mas ninguém imaginava chegar a este nível de petisco! Aconteceu no dia de chegada às Flores! Enquanto o Jorge estava no seu turno de madrugada, acompanhado pelo Vanildo e o Bibas, o Poseidon (deus do mar na mitologia grega) pôs uma prenda de ouro no anzol. Esta travessia não era da ARC, caso contrário o Búzios VII seria candidato a ganhar.
  93. 93. 102 Terra à vista!!! Depois da surpresa do atum... A ilha das Flores aparece ao longe, como um dragão deitado no meio do mar à nossa espera... Sorrisos no rosto dos Buzianos. É bom navegar mas também é bom chegar! Fomos recebidos pela Nina e o João (amigos da Jaen)
  94. 94. Fajã Grande Flores
  95. 95. 104 Flores As Flores são uma das nove ilhas do arquipélago dos Açores, Portugal. Junto com a ilha do Corvo, constitui o grupo ocidental deste arquipélago. Tem uma superfície de 141 km2 e uma população de 4.000 habitantes aproximadamente. Assim como as outras ilhas dos Açores, as Flores são de origem vulcânica Tem uma plataforma central de 700 metros de altitude (a altitude máxima é a do Morro Alto de 914 m). Está rodeada por alcantilados e fajãs. Destaca-se a Fajã Grande pela sua singular beleza. Como o seu nome indica, nas Flores, há muitas flores e também possui uma importante vegetação endémica. A economia baseia-se principalmente na agricultura e pecuária. O turismo ainda não representa um desenvolvimento importante nestas terras rurais. Há muito pouco tempo que a ilha possui uma marina, e o Búzios VII teve a sorte de ser o primeiro barco português a atracar nela! Isto mereceu uma pintura da viagem do Búzios VII numa das paredes da marina! Mas antes de tudo... tínhamos de descarregar o “morto” (atum) e fazer uma jantarada, seguida de uma visita à ilha.
  96. 96. 105 Pés na terra e encher a barriga! Cá estamos, no concelho mais ocidental da Europa! Aqui vai o Atum...
  97. 97. 106 Um dia de “férias” para ir passear pela ilha! Bom almoço no “Pôr do Sol” na Fajasinha No dia seguinte o Jorge e o Bibas voltaram para o continente e uns dias depois foi o Zé…
  98. 98. 107 Açores Algumas paisagens Ilha do Corvo vista da ilha das Flores
  99. 99. 108 Pausa nas Flores Uns dias depois, o Zé também parte para o continente e o BÚZIOS VII fica na “Marina das Lages das Flores” sob os cuidados do Vanildo. O Zé ficou com um ar diferente depois da travesia!
  100. 100. 109 Deixámos a nossa marca! Nos Açores é costume os veleiros deixarem a marca da sua passagem com uma pintura nas paredes ou no chão das marinas A Jaen e o Vanildo ficaram mais um tempo nas Flores, o Vanildo para tomar conta do Búzios VII e a Jaen para ver amigos, tomar conta da sua quinta e pintar o mural do Búzios VII!
  101. 101. Entra temporal de nordeste... O Vanildo recebeu a preciosa ajuda dos marinheiros locais para limitar os estragos de Éolo. 110
  102. 102. 111 Flores a Faial No dia 19 de Maio 2012, o Zé volta às Flores para levar os “sobreviventes do temporal” (Búzios VII e Vanildo) para o Faial. A Jaen recebeu-o e foram almoçar à Fajazinha, onde tinham ido antes com o resto dos Buzianos fans da morcela. À tarde o Búzios VII sai rumo ao Faial. Largada das Flores Pico no fundo, Faial à frente Ilha de São Jorge no fundo Bela viagem! Saudades das Flores? Ao chegar, a bela cidade da Horta abriu as suas portas para o Búzios VII entrar na marina! A viagem foi rápida (16 horas) e com muito bom tempo… de mais, pois faltou um pouco da força do vento. Cidade da Horta À chegada ao Faial golfinhos, mão e filho brincam... O local do avistamento
  103. 103. Cidade da Horta Faial
  104. 104. 114 FAIAL A Ilha do Faial faz parte do grupo central do arquipélago dos Açores, Portugal, junto com o Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa. Tem uma superfície de 173 km2 e uma população de 16.000 habitantes aproximadamente. É de origem vulcânica e é localmente conhecida por ilha Azul. Tem uma forma pentagonal estruturada em torno de um grande vulcão em cujo centro se situa uma profunda caldeira. Existe ainda actividade vulcânica, a qual provocou a erupção do vulcão dos Capelinhos na década de 50 (1957-1958). A marina da Horta, é bem conhecida por todos os marinheiros transatlânticos, pois é uma paragem “obrigatória” na meia travessia. O Búzios VII decidiu repousar um mês nesta marina bem protegida, antes de concluir a travessia de volta para Cascais. O Vanildo ficou a tomar conta do Búzios VII enquanto o Zé voltava para o continente.
  105. 105. 115 Açores a Cascais 18 de Junho 2012, o Zé volta ao Faial para concluir a travessia do Búzios VII, com destino final a Cascais. A Jaen encontrava-se na ilha e foi convidada pelo Zé para o acompanhar na velejada até lá. A tripulação (Zé, Jaen e o Vanildo) sai no dia 19, dia dos 30 anos da Jaen! 19 de Junho, amigas vêm dizer adeus! Champagne e bolo oferecido a pelo Zé 22 de Junho: anos do Vanildo!
  106. 106. 116 Momentos... Não é com conversa que se perde peso...
  107. 107. Ainda bem que a peça se soltou! Os primeiros dois dias de viagem foram a levar “pancada” a sério! Depois o mar acalmou e aproveitou-se para subir ao mastro e recuperar o cabo do amantilho que se soltou porque a manilha se desaparafusou... mas... ainda bem pois ao subir, a Jaen reparou que a aderiça da genoa estava estragada. Tentou-se solucionar o problema mas foi impossível... A viagem continuou até Cascais com a genoa meio enrolada, para não esforçar a aderiça, mas mesmo assim o Búzios VII avançou muito bem! Aderiça da genoa Tentando recuperar a aderiça da genoa sem sucesso 117
  108. 108. Estamos quase a chegar! Depois de ter passado 8 meses fora, a trabalhar no Búzios VII, o Vanildo sorri ao voltar a ver o continente portugês ao longe. Chegámos! Viva! 118 A passarmos o “corredor” sem ajuda do motor A 200 milhas de Cascais uma rede de pesca enrolou-se no hélice. Sorte, porque o vento soprava a cerca de 30 knt e o Búzios VII avançava rápido.
  109. 109. Cascais à vista! Uma chegada inesquecível! Parece que os demónios e os anjos estavam a dançar nos últimos momentos do Búzios VII chegar! Complicado mas correu tudo bem. 119 O vento soprava a 30 nós e o Búzios VII tinha de se dirigir rumo à marina sem motor! Ainda bem que o Bibas e o Ramiro Costa estavam à nossa espera no semi-rígido e nos ajudaram a entrar na marina. Mas a história não termina aqui. Ao tentar atracar no Cais de Espera a inércia levava o Búzios VII a avançar, mas os anjos estiveram connosco até ao fim pois, com a ajuda do semi-rígido da marina, atracou em segu-gança.
  110. 110. A rede que o Zé, já na Marina de Cascais, foi retirar do hélice
  111. 111. 121 O Búzios VII chega a casa Zé, Jaen e Vanildo, os tripulantes do trajecto final.
  112. 112. “C`est la vie”, Muito pouca gente deve ter tido a ventura de conhecer gente tão boa e que se lhe dedicasse tanto. Muito pouca gente deve ter sido tão desatenta ao não ter percebido isso em tempo oportuno. Muito pouca gente terá despertado tão tarde para essa sua debilidade. Muito pouca gente terá tido a necessidade de fazer uma dupla Travessia Atlântica para “se descobrir”, e concluir, que não era uma pessoa emocionalmente tão saudável quanto sempre imaginou ser. Muito pouca gente deverá ter mudado interiormente tanto em tão pouco tempo. Muito pouca gente deverá ter entristecido tanto, com a descoberta tardia dessa realidade imutável. José Matos Almeida Sintra, Outubro de 2012
  113. 113. Dedico este Registo do meu Sonho Atlântico: Em 1.º lugar à minha mãe. Uma referência de implacável rigor, trabalho, dedicação, seriedade, frontalidade, amor, mesmo que sofrido, e dedicação sem limites aos seus filhos. Logo a seguir, à Fátima, a minha primeira namorada, a minha grande paixão, inesquecível, a mãe dos meus filhos, a minha maior amiga, o apoio efectivo e concreto em TODOS os meus momentos menos felizes, a melhor mãe do mundo e a profissional mais empenhada que já conheci. À minha filha Ana, modelo de convicção, amor, frontalidade, paixão e dedicação na difícil tarefa de construir um futuro de sucesso. A certeza duma "Sócia", efectiva e eficiente, num futuro mais ou menos próximo. Tão logo se sinta tecnicamente preparada e... independente. À Sara, mãe das minhas netas e uma boa e querida amiga. Às minhas netas, Maria e Francisca, que adoro, e de quem espero grandes feitos. À Júlia, irmã, sempre amiga e companheira dedicada, amorosa, em todos os momentos. À minha amiga, Rita, que me incentivou a acreditar no meu sonho de navegar e me ofereceu a Réplica do “Bluenose was a Canadian fishing and racing schooner from Nova Scotia built in 1921”, nome que dei ao meu primeiro veleiro. À Filomena, amiga e companheira de tantos momentos de tristezas e alegrias. Uma saudade que ficou. À Maria José, amiga do coração, companheira de verdade, séria, responsável, trabalhadora, de gargalhadas inesquecíveis, com quem partilhei momentos tão bonitos quanto saudosos.
  114. 114. À Jaen, a quem devo a elaboração deste Registo da “Travessia Atlântica”, companheira e grande amiga por quem nutro um enorme respeito e admiração pela sua postura na vida, bióloga que pacientemente tanto nos ensinou, com dedicação e lealdade ao projecto, bem como às lições de Yoga e “arte de bem comer” que me fizeram perder… 15 kg. Ao Hugo, filho, o meu melhor amigo, companheiro de tantas aventuras e desventuras por esse mundo fora, Portugal, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Israel, Iraque, Macau e China onde sempre desempenhou serviços brilhantes. A lealdade no seu expoente máximo. Aplicado, competente economista e gestor e ainda um muito inteligente estratega a quem tanto devo. Ao Jorge, irmão, companheiro de 50 anos, enorme amigo e de lealdade extrema. Ao Jovelino, irmão, companheiro nos momentos difíceis e sempre disponível para ajudar ao primeiro apelo. Também pelas maravilhosas fotos com que nos deliciou. Ao meu bom amigo e leal companheiro, Jorge Vozone, meu primeiro “professor” e o grande incentivador desta Travessia Atlântica Ao Luis Neves (Bibas), amigo dedicado, leal, experiente, sabedor e companheiro “do peito”. Ao André Caiado, sempre disponível para ajudar com a sua competência, correção, amizade e dedicação. A todos, os meus agradecimentos, e o reconhecimento da excepcional sorte, não merecida, que a vida me proporcionou ao ter a oportunidade e felicidade, de partilharem comigo partes deste meu insignificante caminho. Bem hajam! No último momento levá-los-ei no coração José Matos Almeida Sintra, Outubro de 2012
  115. 115. Um sonho, uma viagem, uma lembrança...

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