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Diante dos resultados obtidos pelas avaliações e pesquisa da tecnologia em questão,
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Brasília: 1996.
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A UTILIZAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESPANHOLA: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A EXPERIÊNCIA EL MUNDO HISPÁNICO SIN FRONTERAS

  1. 1. A UTILIZAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO APRENDIZAGEM DE LÍNGUA ESPANHOLA: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A EXPERIÊNCIA EL MUNDO HISPÁNICO SIN FRONTERAS Delia Hilda Ortiz ortiz.d.h@uol.com.br Maria Socorro Lyra Teixeira mlyrateixeira@gmail.com RESUMO Este artigo ressaltará a importância das tecnologias da informação e comunicação (TIC) aplicadas no ensino aprendizagem da língua estrangeira, com o uso de diferentes ferramentas como fator motivacional no ensino aprendizagem da língua espanhola. Mostra a experiência realizada no projeto piloto de extensão do Curso El Mundo Hispánico sin Fronteras, promovido pela Coordenadoria Institucional de Educação a Distancia (CIED) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), com a colaboração da Universidade Aberta do Brasil (UAB), desenvolvido na plataforma “Ufal Línguas”, ofertado para estudantes universitários e demanda social do Campus de Maceió, durante o ano letivo 2012/2013, envolvendo 200 alunos. Este trabalho tem como objetivo socializar a experiência do uso destas novas tecnologias no ensino da língua espanhola mostrando as vantagens e desvantagens na interação aluno/interface. O procedimento metodológico utilizado foi o estudo de caso, que permitiu observar o processo ensino aprendizagem da Língua Espanhola, como também enfatizar a interpretação dos dados dentro de um contexto, em que a interação ocorreu entre o aluno e a tecnologia, já que o aluno precisou utilizar a tecnologia para interagir com o conteúdo, o professor e os outros alunos. Os resultados do estudo apontam que os estudantes envolvidos se sentiram motivados sendo capazes de interagir em Língua Espanhola. PALAVRAS-CHAVE: tecnologia; Língua Espanhola; ambiente virtual de aprendizagem; educação a distância. RESUMEN Este artículo resaltará la importancia de las tecnologías de la información y comunicación (TIC) aplicadas en la enseñanza y aprendizaje de una lengua extranjera, con el uso de diferentes herramientas como factor motivacional para la enseñanza y aprendizaje de la lengua española. Muestra una experiencia realizada a través del proyecto piloto de extensión del Curso El Mundo Hispánico sin Fronteras, promovido por la Coordinación Institucional de Educación a Distancia (CIED) de la Universidad Federal de Alagoas (UFAL), con la colaboración de la Universidad Abierta de Brasil (UAB), desarrollado en la plataforma  Mestranda em Educação – UNASUR; Especialista em Docência do Ensino Superior – CESMAC, 2010; Bacharel em Psicologia – CESMAC, 2009.  Especialista em Tecnologia Educacional – CESMAC, 1997; Licenciatura em Pedagogia – CESMAC, 1985.
  2. 2. llamada “Ufal Línguas” y ofrecido a los estudiantes universitarios y a los estudiantes de la demanda social del Campus de Maceió, durante el año lectivo 2012/2013, envolviendo 200 alumnos. Este trabajo tiene como objetivo socializar la experiencia del uso de las nuevas tecnologías en la enseñanza de la lengua española mostrando las ventajas y desventajas que resultan de la interacción alumno/interface. El procedimiento metodológico utilizado fue el estudio de caso que permite observar el proceso de la enseñanza y aprendizaje de la Lengua Española, como también enfatizar la interpretación de los datos dentro de un contexto, en el cual ocurre la interacción entre el alumno y la tecnología, ya que el alumno necesita utilizar la tecnología para interactuar con el contenido, el profesor y los otros alumnos. Los resultados del estudio apuntan que los estudiantes implicados en el proceso se sintieron motivados siendo capaces de interactuar en la Lengua Española. PALABRAS CLAVE: tecnología; Lengua Española; ambiente virtual de aprendizaje; educación a distancia. 1. INTRODUÇÃO As mudanças ocorridas na sociedade, provocadas pelos avanços tecnológicos vem causando transformações significativas na educação, exigindo novas abordagens nas quais o componente tecnológico passa a ser imprescindível e privilegia a formação integral do cidadão. Nesse contexto foi promovido um curso de extensão El Mundo Hispánico sin Fronteras, promovido pela CIED/UFAL com a colaboração da UAB, numa versão piloto, desenvolvido na plataforma Ufal Línguas, ofertado para estudantes universitários da UFAL e demanda social do Campus de Maceió, durante o ano letivo 2012/2013, no período de 20 de outubro de 2012 a 16 de março de 2013, envolvendo 200 alunos, selecionados a partir de uma pré-seleção mediante Edital que ocorreu num período curto de divulgação, no entanto 2.075 alunos fizeram suas inscrições e apenas os primeiros 200 candidatos foram contemplados e distribuídos em oito turmas de 25 alunos cada. Fig.1- Plataforma utilizada para o Curso de Extensão em Espanhol: Ufal Línguas.
  3. 3. A tecnologia utilizada nesse projeto piloto de extensão acompanha um protagonismo crescente das TICs nos processos educacionais atuais. Apresenta um material didático cujo objetivo é destacar a aprendizagem da língua espanhola tanto no plano individual, quanto no social e o aluno desenvolver a capacidade de usá-la para se comunicar e assimilar uma consciência intercultural. Concomitantemente se incorporam as TICs e mais especificamente as tecnologias multimídia e Internet, com objetivo de: universalizar o acesso ao uso das TICs no contexto educacional de ensino aprendizagem de espanhol como língua estrangeira (E/LE), num modelo de educação presencial/virtual através da construção coletiva dos saberes, de forma crítica e contextualizada, contribuindo para a formação de um cidadão crítico, reflexivo, consciente do seu papel em uma sociedade sustentável, conhecendo e valorizando a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações. O conjunto que forma o “El Mundo Hispánico sin Fronteras” favorece simultaneamente a aplicação das tecnologias digitais na educação, a interação com objetos de conhecimento, a articulação e integração de materiais digitais, a experimentação curiosa e desafiante e a interação social. O procedimento metodológico de análise foi o estudo de caso que permitiu observar o desenvolvimento da aprendizagem da Língua Espanhola dos alunos envolvidos no projeto, como também enfatizar a interpretação dos dados dentro de um contexto, em que a interação ocorre entre o estudante e a tecnologia, já que precisa utilizar a tecnologia para interagir com o conteúdo, com o educador e com os outros estudantes. O trabalho embasa-se no modelo metodológico do enfoque por competências dirigido à ação, que contempla o estudante em três dimensões: como agente social, intercultural e autônomo. Concomitantemente se baseia nos pilares da educação, na interdisciplinaridade, na contextualização e na visão holística. Os temas desenvolvidos para organização deste artigo foram centralizados em três seções: pressupostos teóricos metodológicos, resultados e discussão. As seções explicam como se realizou esta experiência prática, assim como as principais conclusões e lições extraídas. Na primeira parte trata-se da literatura relacionada à temática. Na parte dos resultados mostra-se a opinião dos estudantes a respeito dos benefícios didáticos da experiência. Na discussão se faz uma reflexão sobre os dados qualitativos e quantitativos apresentados na parte anterior, levando em conta a opinião dos estudantes e educadores que
  4. 4. participaram da experiência. E posteriormente as conclusões a que se chegaram com esta pesquisa sobre o uso da tecnologia Mundo Hispánico sin Fronteras. 2. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS METODOLÓGICOS NO ENSINO DA LÍNGUA ESPANHOLA A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB/96 (Art.26 §5. º) determinou a oferta obrigatória de pelo menos uma língua estrangeira (LE) moderna no Ensino Fundamental e para o Ensino Médio a lei determina ainda que seja incluída uma língua estrangeira como disciplina obrigatória, isto é, uma língua escolhida pela comunidade escolar e a segunda, em caráter optativo (Art. 36, Inciso III). A partir daí o ensino das línguas estrangeiras recuperou a importância que, durante muito tempo lhes foi negada e passou a se configurar como uma disciplina relevante no currículo. Assim, integradas a outras disciplinas, as línguas estrangeiras assumem a condição de ser parte indissolúvel do conjunto de conhecimentos essenciais que permitem a aproximação de várias culturas e, consequentemente, propiciam sua integração num mundo globalizado. Com a nova configuração, exposta pela legislação e pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, as línguas estrangeiras passam a ser veículos fundamentais da comunicação entre os povos. Em virtude disso, o processo ensino-aprendizagem de línguas adquiriu outra configuração numa perspectiva integrada, interdisciplinar e contextualizada. Numa sociedade globalizada, em que as informações são rapidamente transmitidas e o mercado de trabalho exige qualificação profissional e contínua atualização tecnológica, faz-se necessária a inserção das TIC na educação. As mudanças proporcionadas pela presença das tecnologias digitais na educação trazem grandes desafios aos professores e aos alunos; entre eles, destacamos o ensinar e o aprender com novas possibilidades de estratégias didáticas online em ambientes virtuais (KENSKI, 2007, p. 105). As concepções teóricas que têm orientado as TIC e os processos de ensino- aprendizagem da língua estrangeira E/LE foram principalmente, influenciadas por três visões: a behaviorista, a cognitivista e a sociointeracionista. A abordagem construtivista por ser hoje predominante não significa uma tendência única refletida nos materiais didáticos, a ideia de construção do conhecimento está presente na obra de vários autores, como Piaget, Vygotsky, Wallon, Paulo Freire, Freud, entre outros.
  5. 5. O construtivismo tem sido ultimamente a abordagem teórica mais utilizada para orientar o desenvolvimento de materiais didáticos informatizados, principalmente o de ambientes multimídia de aprendizagem. Para Filatro (2010, p. 97), “a Teoria Socioconstrutivista vê a aprendizagem como alcance de compreensão”. Esta Teoria tem dado origem a diferentes propostas educativas que incorporam TIC, às vezes de forma implícita, às vezes de forma explícita. De acordo com Lalueza e Campos (2010, p. 47), [...] partir de uma perspectiva construtivista que entende o desenvolvimento como a transformação por meio do processo de troca entre organismos e ambiente físico e social, as tecnologias desempenham um papel essencial na definição dos processos evolutivos. Seguindo a teoria socioconstrutivista a preocupação maior é em como conceitos e habilidades emergentes são suportados pelo outro, possibilitando ao aluno chegar além do que seria capaz de chegar individualmente. Focalizam-se também as principais características das TICs presentes na elaboração de materiais didáticos e projetos fundamentados na abordagem construtivista destacando: a interatividade; as possibilidades que o computador tem de simular aspectos da realidade; a interação a distância; o armazenamento e organização de informações representadas de várias formas, tais como textos, vídeos, gráficos, animações e áudios, possível nos bancos de dados eletrônicos e sistemas multimídia. Segundo Delors (1998), a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão, para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, que indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer, que mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver, que traz o desafio da convivência e apresenta o respeito a todos, o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver. Os jogos e as atividades interativas online constituem-se nos materiais do Curso de Extensão: “El Mundo Hispánico sin Fronteras”, recursos motivacionais e autoexplicativos para despertar o desejo de descobrir, de ampliar as formas de perceber, de sentir e de compreender. As unidades giram em torno de recursos de imagem, som, representação (animações), multimídia, para ajudar o aluno a ir do concreto para o abstrato, do imediato
  6. 6. para o contexto, do vivencial para o intelectual, integrando o sensorial, o emocional e o racional. A organização da tecnologia El Mundo Hispánico sin Fronteras se desenvolve no ambiente virtual de aprendizagem (AVA) chamado “Ufal Línguas”, no qual se encontram as ações propostas, que podem ser realizadas ou no computador ou em lousa interativa, por meio de atividades que exploram conceitos e noções de Língua Espanhola para o Ensino Fundamental. A tecnologia se compõe de três módulos com duas unidades. Cada unidade se organiza em cinco conteúdos: conteúdos funcionais; conteúdos lexicais; conteúdos gramaticais; conteúdos culturais; e síntese contrastiva. O curso está programado para acontecer no período de seis meses. Para o desenvolvimento dos módulos foram incorporados os seguintes materiais didáticos: - material didático idôneo para a auto-aprendizagem com o nome “Resumo Linguístico Gramatical” (PDF); Fig.2- Texto digital da unidade três, chamado “Resumo Lingüístico Gramatical”, inserido na plataforma do curso de Extensão em Espanhol: Ufal Línguas. - materiais audiovisuais em vídeos com programas informativos, culturais, documentais, etc. disponíveis em http://www.youtube.com/; - músicas em vídeos (You Tube) e letras das canções (PDF);
  7. 7. Fig.3- Vídeo da música Colores, Colores (Bacilos) incorporado na unidade quatro do Curso de Extensão em Espanhol disponível emYou Tube. - exercícios de auto- avaliação; - ferramentas de comunicação como chat, fórum, blog e correio eletrônico; - sistema de seguimento automático e outras ferramentas de avaliação que facilitam o trabalho de alunos e tutores: exercícios e atividades para praticar interativas e multimídia e atividades de avaliação (Ufal Línguas). Trata-se de uma tecnologia que busca o desenvolvimento de atividades em AVA, mediada por professores/tutores presenciais e a distância e assistente tecnológico, que visa promover a inclusão digital, tendo como referência o desenvolvimento e a melhoria de habilidades e competências nos diversos aspectos do processo de forma lúdica e interativa. No que diz respeito à relevância da utilização dos recursos audiovisuais, além dos critérios adotados para a sua utilização didática, os autores da metodologia, desenvolvedores das animações e dos objetos de aprendizagem consideraram, também, os aspectos técnicos, estéticos, o nível do curso, a adequação aos sujeitos e as possibilidades de construção cognitiva oriundas da utilização pedagógica dos recursos produzidos e disponibilizados no AVA, que permite o acesso a conteúdos de interesse escolar, com vistas ao aprimoramento de competências na língua espanhola e à prática de uma cidadania responsável. A metodologia proposta no “El Mundo Hispánico sin Fronteras” visa estimular a ampliação da crítica da inferência, da autonomia e da construção de habilidades e competências, com vistas a uma aproximação da diversidade, da interdisciplinaridade, crítica e transformadora da realidade presente. Promove um trabalho interdisciplinar e articulado com a base comum (matemática, língua portuguesa, ciências, geografia, história) e a parte diversificada do currículo (vida familiar e social, cultura, meio ambiente, a ciência e a
  8. 8. tecnologia, etc.) de acordo com o Projeto Político Pedagógico e da Matriz Curricular das escolas num contexto de flexibilidade teórico/metodológica das ações pedagógicas. 3. FORMAS, POSSIBILIDADES, RECURSOS E INSTRUMENTOS DEAVALIAÇÃO A tecnologia “El Mundo Hispánico sin Fronteras” possibilita a realização do diagnóstico individual do nível de aprendizagem dos alunos de acordo com as competências e habilidades elencadas no Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Está embasada nos princípios da LDBN (art.24), com uma proposta de avaliação contínua e cumulativa, com respeito ao desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. A avaliação da aprendizagem foi realizada em momentos presenciais e online, nas modalidades: somativa, diagnóstica e formativa, sendo a formativa a mais significativa para EAD nas suas diversas formas: participativa, auto-avaliativa, avaliativa interpares, motivadora e processual, realizada em atividades de comunicação e expressão (escrita, leitura e oralidade). Nesse contexto foram utilizados instrumentos de auto-avaliação e avaliação, gerados pelo sistema como também pelos professores e tutores. Nesse sistema o processo de avaliação se completou com outros elementos, como fóruns, listas de discussão, e chats, promovendo a interação aluno-interface, que são as interações que ocorrem entre o aluno e a tecnologia, já que o aluno precisa utilizar a tecnologia para interagir com o conteúdo, o professor e os outros alunos. Os agentes de interface são aqueles que atuam em uma AVA, desenvolvido para fins educacionais, podendo atuar como tutores virtuais, alunos virtuais, ou ainda como companheiros virtuais de aprendizagem. E que também têm como principais características a autonomia e a capacidade de aprender com o ambiente externo. A avaliação do processo ensino aprendizagem é de fundamental importância, dado que propicia feedback ao estudante, professor e ao sistema, oportunizando redirecionamentos necessários para a sua melhoria. 4. RESULTADOS
  9. 9. Os impactos da tecnologia foram registrados através de uma análise do material coletado por meio de uma enquete, inserida no AVA, na qual foram feitos aos estudantes questionamentos referentes à (ao): identificação; faixa etária; grau de escolaridade; turma; dificuldades em realizar as atividades propostas; avaliação do curso até as etapas cursadas; avaliação do desempenho do tutor; necessidade de esclarecer dúvidas com o tutor presencial; dificuldade de navegação no ambiente do curso; dificuldade em enviar arquivo de áudio; necessidade de tutorial para explicar como gravar e enviar; motivação em participar do curso; tempo de duração de cada unidade em relação ao aprendizado; grau de satisfação em relação aos materiais audiovisuais; contribuição dos materiais audiovisuais para aprendizagem da língua espanhola. De acordo com a enquete aplicada aos participantes na faixa etária entre 18 a 36 anos, apresenta-se o resultado alcançado: o curso agradou a maioria no que se refere à elaboração dos materiais audiovisuais e ao acompanhamento pedagógico; apresentou-se como ponto positivo o excelente material de apoio em PDF como base para a realização das tarefas. Em relação ao grau de satisfação foi bem melhor que o esperado, uma vez que o resultado da avaliação ficou em um nível de aprovação com a classificação excelente, ótimo e bom, justificando que o curso foi bastante atrativo e motivador, sendo o conteúdo e o material de fácil compreensão. Em relação às dificuldades enfrentadas foram destacadas as relacionadas com o AVA. Em virtude de não ter ficado claro o tipo de navegador que devia ser utilizado, dificultando a interação entre o tutor/professor/estudante e a maioria dos estudantes serem imigrantes digitais, ou seja, pessoas que se incorporam tardiamente as tecnologias digitais, e não dominarem a adequadamente a tecnologia houve um número significativo de desistência (50%). Foram propostas ainda as seguintes soluções: utilizar outro AVA para facilitar a interação entre os participantes e a realização de todas as atividades propostas; deixar disponível os Módulos/Unidades até o final do curso, possibilitando ao aluno organizar o seu tempo para realização das atividades; abrir um fórum de discussões. De acordo com Carlini e Ramos: [...] considerando que um curso a distância envolve a necessária relação entre inúmeros componentes - professores, alunos, objetivos e conteúdos de ensino, atividades de aprendizagem e de avaliação, AVA, matérias bibliográfico, entre outros - e que cada um deles é suscetível a infinitas variações, a avaliação do curso deve ser contínua e capaz de captar os
  10. 10. acertos e erros, as facilidades e dificuldades para cada grupo particular de professores, alunos, conteúdos. (2010, p.161) Os impactos da tecnologia também foram registrados através de estudo realizado por Felix, Jacqueline(2013), no qual apresentou os resultados do curso, usando Go! Animate como uma proposta pedagógica diferenciada para cursos online. O material foi coletado através de uma enquete em torno de elementos comuns, que foi distribuído em três categorias de análise: navegabilidade, na qual 64% afirmaram não ter tido dúvidas quanto ao quesito navegabilidade; materiais áudio visuais, na qual 79% enfatizaram o fator lúdico dos vídeos; motivação como facilitadora da aprendizagem, adotando adjetivações positivas, tais como, “estimulantes”, “divertidos”, “atraentes”, “criativos”, “dinâmicos”, "bem elaborados" “motivadores e alegres”. Quanto à qualidade da tecnologia utilizada no curso e as avaliações realizadas com os alunos, estes revelaram um elevado índice de aprovação. 5. DISCUSSÃO Considerando que a experiência foi desenvolvida para utilizar as TIC no uso do ensino aprendizagem da língua espanhola, dentro de projeto de extensão, numa versão piloto “El Mundo Hispánico sin Fronteras” o resultado indica que o uso combinado das distintas ferramentas de informática, permite simular de forma virtual as condições adequadas para a comunicação oral e escrita da língua espanhola. Esta simulação parece se ajustar bastante ao que pode acontecer na vida cotidiana. Embora os dados gerais indiquem uma ampla satisfação quanto aos materiais didáticos utilizados, por outro lado indicaram insatisfação com os problemas ocorridos na plataforma “UFAL Línguas”. O que levou a uma reflexão e redimensionamento do curso, sendo ofertada uma nova versão com a utilização de outro sistema de gestão de cursos online – AVA Moodle que está atualmente sendo ofertado a estudantes universitários da UFAL – Pólo de Arapiraca. A análise dos dados aponta ainda que, a despeito da aceitação dos materiais e da importância destes, há fatores que interferem na qualidade do curso e que merecem um estudo mais rigoroso para não vir a comprometer o trabalho da equipe pedagógica e consequentemente a de design: assegurando uma eficiente navegabilidade aos usuários. (FELIX, 2013).
  11. 11. Diante dos resultados obtidos pelas avaliações e pesquisa da tecnologia em questão, desenvolveram-se novas estratégias para a sua utilização, tais como o uso de uma nova plataforma, Moodle 2000, a reformulação dos materiais didáticos e a formação de professores para adaptabilidade do sistema, atendendo assim a nova demanda 2014. 6. CONCLUSÃO A revolução na educação para acontecer como o almejado tem que romper paradigmas educacionais, promover a auto-interação do aluno consigo mesmo e a interação entre aluno- professor-interface, ampliando e inovando as formas de ensinar e aprender com o uso das TICs. Para alcançar os nativos digitais, nós educadores imigrantes digitais, precisamos rever nossas práticas e a nossa forma de enxergar a sociedade da informação. Para tanto se criou um AVA para tornar o ambiente atrativo e prazeroso em que os alunos estão expostos a um maior número de conteúdos em espanhol do que quando não utilizavam tais recursos, além de demonstrar que quando estão estimulados os alunos apresentam uma maior autonomia na realização de atividades. É preciso ter flexibilidade ao gerenciar/liderar processos, pois é natural que nem sempre o que foi planejado saia como esperado ou que o cronograma não seja cumprido, sendo necessárias, assim, adaptações e ajustes ao longo do caminho. Esta primeira experiência com o uso da TIC abre a possibilidade de incorporar esta dinâmica docente para o ensino aprendizagem de outras línguas e convida a explorar novas formas de trabalhar com as novas tecnologias. Em suma, a tecnologia “El Mundo Hispánico sin Fronteras”, como uma versão piloto, para o ensino aprendizagem de E/LE de uma Língua Estrangeira, faz parte do novo paradigma tecnológico que modifica as práticas sociais e, de maneira especial as práticas educacionais. Nesse cenário a pesquisa apontou que o desenvolvimento dessas novas ferramentas, espaços, e finalidades educacionais, como também a busca pela inovação e a melhoria do processo ensino e aprendizagem que fez parte do seu emprego, permitiu uma experiência de sucesso, atingindo assim o equilíbrio adequado e desejado entre a metodologia e a tecnologia, o que justifica todo o esforço que foi realizado para o seu desenvolvimento e a pertinência do uso desta tecnologia, como ficou evidente nos resultados da avaliação realizada entre todos os atores envolvidos.
  12. 12. REFERÊNCIAS BRASIL. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: nº 9394/96. Brasília: 1996. BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de 2010, Brasília: MEC, 2010. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. CARLINI, Alda Luiza; RAMOS, Mônica Parente. A avaliação do curso. In: LITTO, Fredric Michael; FORMIGA, Manuel M.Maciel (orgs.). Educação adistância: o estado da arte. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2010. DELORS,Jacques.Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. Tradução de José Carlos Eufrásio. São Paulo: Cortez,1998. FELIX, Jacqueline. Go!Animate: uma proposta pedagógica para cursos online. Anais do II Congresso Brasileiro de Recursos Digitais na Educação. 2013. São Paulo. Universidade Presbiteriana Mackenzie. Anais do Congresso. São Paulo. 2013. Disponível em: <http://ead.mackenzie.br/eventos/course/view.php?id=6>. Acesso em: 26 de ago. de 2013. FILATRO, A. As teorias pedagógicas fundamentais em EAD. In: LITTO F.; FORMIGA, M. (Orgs). Educação a distância: estado da arte. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2010, p.97. KENSKI, Vani M. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas: Ed. Papirus, 2007. LALUEZA, José L.; CAMPS, Isabel C.As tecnologias da informação e da comunicação e os processos de desenvolvimento e socialização.In: COLL, Cesar; MONEREO, Carles. Psicologia da educação virtual: aprender a ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010, p. 47.

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