Jornal Atual ed. 130

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Entrevista de José Antonio Pereira a Ricardo Quinteiro na página 4.

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Jornal Atual ed. 130

  1. 1. 01 aTuaLCATAGUASES/LEOPOLDINA • 10 DE JULHO DE 2013 Ano V • Nº 130 R$ 1,00 Cataguases/Leopoldina • 10 de julho de 2013 CircuitoSerraseCachoeirasapoiapasseiosdecunhoecológico.Pág.5 Cinta Moderna participa do Salão Moda Brasil A Cinta Moderna, indústria sediada em Cataguases, par- ticipou da 10ª edição do Sa- lão Moda Brasil, evento in- ternacional de moda íntima, praia e fitness, têxtil e avia- mentos, realizado de 16 a 18 de junho em São Paulo. Considerado o maior even- to do gênero da América La- tina, contou com 320 marcas expositoras com cinco mil lançamentos. Cerca de 21 mil visitantes acompanharam o lançamento das tendências de Primavera/Verão 2014. Foi o caso da empresária Rosany Cortes Lima, propri- etária das Lojas Intimidades, com matriz em Cataguases e filial em Leopoldina. Sempre antenada e à procura de no- vidades, Rosany, revendedora da Cinta Mo- derna, esteve no Salão Moda Brasil. Ela disse ter ficado "feliz e orgulhosa pela par- ticipação da Cinta Moderna" no evento:...continua na pág 6 Mirainox presente na 41ª Expomaq, no Expominas de Juiz de Fora manuais para: bandeja, copo, garrafa, pote,. tan- ques, equipamentos em aço INOX. A linha de produção ainda contempla linhas de lavagem, extração e envase de água de côco e suco e alguns equipamentos para a linha de cosméticos, de- tergentes e temperos. Votorantim Metais abre oportunidades de emprego PÁGINA 5 Em Leopoldina, manifestantes se concentraram no centro da cidade Sediada em Miraí, a Mirainox, fabricante de equipamentos para laticíni- os em geral, vai participar da 41ª Expomaq, que será realizada no Expominas de Juiz de Fora, de 15 a 18 de julho. A feira é considerada um das mais importantes do Brasil sobre leite e deriva- dos, sendo referência para in- dústria laticinista na América Latina. Pertencente ao empresário Claudiomir Vieira, a Mirainox produz caldeiras de todos os tipos e equipamentos para refrescose sorveteria. A em- presa trabalha com envasadoras automáticas e Senac vai ministrar três oficinas no Festival de Viola e Gastronomia de Piacatuba Cresce a cada ano a participação do SENAC no Festival de Viola e Gastronomia de Piacatuba, o que confere qualificação e capacitação aos participantes, com evidentes benefícios para a legião de visitantes. Para essa edição do festival, o orientador de curso do Senac Juiz de Fora, Ary Fortes, vai apresentar três oficinas durante o dia no "Quintal Minei- ro", ao lado do Palco, de 10 as 12 horas, de quarta a sexta feira. Ary conta que a proposta é sempre voltada paraaculináriamineira,masnesteanoprome- te surpresas. Segundo ele, nos dias que ante- cedem as oficinas, o orientador das oficinas vai buscar entre os moradores algum ingrediente peculiar e agregar ao cardápio. "Esta é uma oportunidadedeliberaracriatividadeeaopor- tunidade de valorizar a cultura e o regionalis- mo desta maravilhosa cidade que por concep- ção acolhe e recebe a todos tão bem", entusi- asma-se Ary...Continua na pág 3 1º Fórum Dissonâncias vai debater a música brasileira contemporânea O que é e o que pensa a música brasileira contempo- rânea? Quem e para quem se faz música hoje no Bra- sil? Questões como estas es- tarão na pauta do o 1º Fórum Dissonâncias, que acontece de 11 a 13 de julho no Centro Cultural HumbertoMauro,numapro- moção do o Projeto Usina Cultural, coordenado e pro- duzido por Fausto Menta. Além da presença de pro- dutores, jornalistas, pesqui- sadores, três artistas com trabalhos bem distintos vão se apresentar: os cataguasenses do Kashymir, o ex-brega e agora cultuado Odair José e os matogrossenses do Vanguart. Depois de fazer circular por Cataguases o que há de mais inventivo, autoral e conceitual, o Usina Cultural O cantor e compositor Odair José: show e participação em debates quer propor uma discussão em torno desta nova música UsandoaspalavrasdeRômulo Fróes, um dos participantes e integrante do grupo Passo Torto, será o momento de apresentar o que pensa e pro- duz uma geração de "artistas- operários, surgida em plena derrocada das grandes grava- doras e que, alijada da indús- tria, se viu obrigada a dar conta de todo o processo de construção de uma obra mu- sical. Agora, de posse de sua obra e de sua carreira, é che- gada a hora dessa geração conquistarumavozmaisfor- te, que diga a que veio e que rompa a barreira do anoni- mato imposta à ela"...continua na pág 6 Estande da Cinta Moderna no Salão Moda Brasil em São Paulo Ary Fortes, orientador de curso do Senac Juiz de Fora, ministrará oficinas em Piacatuba FOTO RICARDO QUINTEIRO
  2. 2. 02 aTuaL CATAGUASES/LEOPOLDINA • 10 DE JULHO DE 2013 oPinião O imediatismo das manifestações eDiTORiaL Uma publicação da Tribuna da Mata Leste Editora Ltda SedeSedeSedeSedeSede Rua Cel.João Duarte, 64 – Sala 603 – Calçadão Shopping Centro – Cataguases/MG CEP 36.770-032 / CNPJ: 09.080.444/0001-59 TTTTTelefone: 32-8857-3292 / Email: jornalatualcataguases@gmail.comelefone: 32-8857-3292 / Email: jornalatualcataguases@gmail.comelefone: 32-8857-3292 / Email: jornalatualcataguases@gmail.comelefone: 32-8857-3292 / Email: jornalatualcataguases@gmail.comelefone: 32-8857-3292 / Email: jornalatualcataguases@gmail.com CirculaçãoCirculaçãoCirculaçãoCirculaçãoCirculação Cataguases, Leopoldina, Astolfo Dutra, Palma, Miraí, Guarani, Recreio, São Sebastião da Vargem Alegre, Santana de Cataguases, Dona Eusébia, Laranjal, Itamarati de Minas, Além Paraiba e Argirita Jornalista responsável:Jornalista responsável:Jornalista responsável:Jornalista responsável:Jornalista responsável: Antonio Trajano Vieira Cortez / Reg prof: 2248 Mtb / (32) 8857-3292 - 3212-3292(32) 8857-3292 - 3212-3292(32) 8857-3292 - 3212-3292(32) 8857-3292 - 3212-3292(32) 8857-3292 - 3212-3292 EditoraçãoEditoraçãoEditoraçãoEditoraçãoEditoração: Jorge Carvalho - Telefone (32) 3728-0411 / 9973-9730 / 8858-2048 O Jornal Atual não se responsabiliza por opiniões em artigos ou colunas assinadasO Jornal Atual não se responsabiliza por opiniões em artigos ou colunas assinadasO Jornal Atual não se responsabiliza por opiniões em artigos ou colunas assinadasO Jornal Atual não se responsabiliza por opiniões em artigos ou colunas assinadasO Jornal Atual não se responsabiliza por opiniões em artigos ou colunas assinadas Cartas e artigos assinados, com número da carteira de identidade e CPF e endereço podem ser enviados para a redação do jornal ou pelo email: jornalatualcataguases@gmail.com ou no endereço acima Desde o início de junho, o Brasil passa por manifesta- ções de norte a sul, de leste a oeste. Estas manifestações se iniciaram contra o aumen- to de R$ 0,20 centavos no preço das passagens de ôni- bus na capital paulista. Com o auxilio da internet, elas fo- ram se agigantando e passan- do a não ter um foco especí- fico, abordando diversos te- mas, dos mais corriqueiros, como o transporte, aos mais complexos de serem entendi- dos, como a PEC 37. As manifestações já conse- guiram derrubar o aumento da passagem de ônibus em São Paulo e em diversas ou- tras cidades. Conseguiram derrubar a PEC 37 e devem derrubar a chamada "Cura Gay" e até já ajudaram a le- var um deputado federal para a prisão. As reações dos políticos e da nação, frente à intimida- ção popular, mostram três si- tuações: 1, que é possível fa- zer mais do que é feito na prá- tica; 2, que os políticos ainda não entenderam as manifes- tações e que estão dispostos a fazer de tudo para manter o sistema político como está, tentando a todo custo acal- mar os ânimos; e 3, temos um povo que não entende de política, não sabendo distin- guir as atribuições de cada poder (legislativo, judiciário e executivo), pois não conse- gue analisar os problemas de forma aprofundada, aceitan- do a superficialidade das in- formações da mídia e dos internautas, que também não estudaram os problemas a fundo e que por sua vez são influenciados por pessoas que desconhecemos seus ob- jetivos. Quanto ao resultado da pesquisa lançada pelo Datafolha, que aponta que- da de 27% na aprovação do governo Dilma, em apenas três semanas, fica claro que o povo é imediatista e que, portanto, o governo que era aprovado há três semanas já não serve mais. Em nenhuma sociedade consciente do mun- PERISCÓPIO - um pouco de tudo do a taxa de aprovação de alguém deveria cair tanto, em tão pouco tempo e, principal- mente, porque não existe nenhum escândalo envolven- do a presidenta. Os jornais compararam a queda de Dilma com a de Lula em 2005, após o escândalo do mensalão, e a de Fernando Henrique, em 1999, com o país em crise. A situação de Dilma não se compara a ne- nhuma das duas anteriores, o que mostra que o julgamen- to do povo não é pelos fatos em sim, mas pela projeção que eles têm. Tratar as manifestações como problema que pode ser resolvido com imediatismos é correr o risco de levar o caos à sociedade e mais uma vez não avançarmos em nada. Os problemas que ai estão não foram criados da noite para o dia, não são de responsa- bilidade unicamente de par- tido A ou B, eles vêm vem de décadas, de descaso e que, por isso, devem ser tratados com seriedade.. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Beatriz H. Ramos Amaral É no fluxo incessante de um rio (que sabe ser todos os rios), nas dobras de um teci- do policromático, onde des- pontam matizes e matrizes, curvas e precipícios, que Ro- naldo Werneck colhe o tem- po e a dança de sua palavra poética. A coreografia das metáforas, os cartazes-quase- cataguases e o olho em câ- mara lenta, depurando me- mórias, desliza pelas camadas quecompõemumuniversode paisagens reais e intertextu- ais: a cidade, o estado de Mi- nas Gerais e o mundo inteiro fluem, entreçados, na voz do poeta. Cataminas Pombas & outros rios (2012, Dobra Editorial ) tem história e memória: par- te dele, concebida pelo autor inicialmente em 1977, à épo- ca do centenário do municí- pio de Cataguases, ensejou um mergulho no espelho de cidade-cenário e, graças à vocação cosmopolita do po- eta, retratou e esculpiu, nos passos e pegadas da gente- geografia, as margens-mira- gens de minas-mundo. Como afirma o próprio Ro- naldo Werneck, em Filme In- findável, texto introdutório à obra, trinta e cinco anos de- pois da publicação original e da retomada do Pomba-Poe- ma em outro de seus livros, Minas em mim e o mar esse trem azul (1999), acrescen- tam-se à nova edição novos poemas e fotografias, por trás RONALDO CAGIANO EM ESPANHOL A Fundação Biblioteca Nacional, vinculada do Ministério da Cultura, divulgou os nomes dos autores selecionados para o número 4 da Revi Revista Machado de Assis - Literatura Brasileira em Tradução, feita em coedição com o Itaú Cultural e em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Imprensa Oficial do Estado de S. Paulo. Para o número 4 foram selecionados 18 autores, um deles o cataguasense Ronaldo Cagiano, que participa com o conto La marca (Dicioná- rio de pequenas solidões). A tradução é do próprio Cagiano. COBRANÇA PELA ÁGUA O Instituto de Gestão das Águas (IGAM) está se preparando para, no segundo semestre deste ano, dar sequência à implantação de processos de cobranças pelo uso da água em mais cinco cursos d´água do Estado. As bacias a serem contempladas a partir do próximo ano são as dos rios Pará, Preto, Paraibuna, Pomba e Muriaé, localizadas nas regiões do Centro-Oeste e Zona da Mata. A cobrança pelo uso da água foi iniciada em 2010, envolvendo usuários dos rios Araguari, Piracicaba e das Velhas. No ano passado, foi implantada em seis afluen- tes do Rio Doce: Piranga, Piracicaba, Santo Antônio, Suaçuí, Caratinga e Manhuaçu. FORA DAS NOVAS TECNOLOGIAS As novas tecnologias digitais que farão parte da rotina das salas de aula a partir de 2014, introduzidas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), ainda são uma grande novidade para os professores brasileiros, mesmo para aqueles acostumados ao uso da tecnologia em geral. Essa foi a constatação da equipe que por dois meses percorreu 80 cidades do País com a Caravana Digital, apre- sentando os novos objetos digitais que passam a compor o livro didático a mais de 15 mil professores, diretores de escola e representantes das secretarias de educação. CAPACITAÇÃO EM DEFESA CIVIL A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG) iniciou no dia 9 o curso de Capacitação Básica em Proteção e Defesa Civil ) em Juiz de Fora. O objetivo é capacitar os agentes municipais para a gestão em proteção e defe- sa civil, com o foco na Gestão do Risco de Desastres, por meio, principalmente, da instalação e operacionalização das Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (Compdec). O evento conta com participantes de 20 cidades da re- gião. Com três dias de duração, o curso abordará todas as ações relacionadas à minimização de desastres como enchentes, alagamentos, escorregamentos, ven- davais, seca, administração de abrigos, mapeamento das áreas de risco, além de tecnologias e legislação vigente. Durante o treinamento são citados fatores re- levantes como as alterações climáticas, o crescimento desordenado de áreas urbanas e as inúmeras situações de vulnerabilidade sociais dos municípios. ATINGIDOS PELA COPA É, já existe a categoria dos Atingidos pela Copa. No Rio, os índios foram atingi- dos. Já em Minas, foi formado o Comitê Popular dos Atingidos pela Copa (Copac BH),O governador Antonio Anastasia recebeu no Palácio da Liberdade, os represen- tantes do tal comitê dando continuidade ao diálogo com líderes das recentes mani- festações populares realizadas em Minas Gerais. Foram apresentadas as "pautas reivindicatórias" aprovadas pela Assembléia Popular Horizontal dos manifestantes. ANTONIO TRAJANO ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ CATAMINAS POMBAS & OUTROS RIOS dos quais se desenham "nu- vens de palavras, manchas esparsas que flutuam sobre o branco, contrastando em cau- dal com a lenta cadência do rio, seu mágico mover imó- vel" (p.15). Para completar as experimentações formais, apresenta expressiva variação tipográfica, que decompõe e fertiliza a atmosfera onírica em que habita a poesia. Com o requinte estético de um cineasta/cronista/prota- gonista que trafega na simul- taneidade de infinitos planos, Werneck não fragmenta a palavra, não descolore a for- ça intrínseca de cada sílaba, mas a toma na inteireza e or- ganicidade, enfrentando e explorando sua carga semân- tica e sígnica. Sempre afinado, transbor- dante ou contido, assimila e erige seus próprios parado- xos, ajustando o foco de acor- do com a intensidade da pre- sença e da memória. O lon- ge-perto se expressa como uma vitrine. O rio de Herácli- to - em suas mesmas e sem- pre outras curvas - propõe o diálogo com as margens do deslimite. Suas rotas d'água engen- dram instâncias melismáticas. O ritmo se marca, às vezes com firmes acentos, na preci- são das cadências eleitas. Noutras vezes, o eixo de es- truturas polifônicas permite que de cada ideia-palavra se desprendam cachos, entre "caos de fios na paisagem / retorcida / por peixes de oca- sião / do plano rio". São lan- ces ágeis que se trançam num mosaico. São faíscas "na linha do sol / o braço firme / pron- to o braço isca do acaso / pronta a esperança à espera / do tremeluzir da água" (p. 100/101) Os rios de Minas trazem aos olhos a abundância das águas - se um retrato se esvai, ou- tro nasce. E Ronaldo Werne- ckdialogacomoManuelBan- deira e seu Rio Capibaribe. Também dialoga com João Cabral de Melo Neto dos Rios sem discurso (A educação pela pedra). Itaipu-Catagua- ses-Cabrália o conduz por pontes e mares vicinais, trans- portando perfis e afinidades eletivas, compondo um teci- do de rica intertextualidade. E relembra Alberto Caieiro, Augusto dos Anjos, Sophia de MeloBreyner,GuillaumeApo- llinaire. Neste diapasão de estra- nhezas e imprevistas frestas, emerge o poema quase-qua- ses em saboroso minimalismo recoberto pelo manto hiper- melódico das anáforas e pela valorização de bem construí- dos jogos fônicos. Rimas in- ternas, aliteração, elementos de predominância melopaica conjugam-se na estratégia poética de Werneck e forjam a singularidade de seu canto: Alargam-se os avessos, os fios de tempo, entre ruídos e falares em ritornello. Exten- sas fermatas contornam o caudaloso rio, este imenso fil- me em que resíduos anafóri- UM RIO SEMPRE OUTRO cos de concreção e espessu- ra pós-moderna acordam "nos desvãos largos voleios". Outros rios fluem a partir dos primeiros, sinalizando culturas/amores/temores - Tejo, Tevere (Tibre), Tâmisa, Manzanares, Sena/Seine - nos quais corre(m)/escorre(m) o tempo dos prismas e a força das margens/miragens, pois sempre "vem e vai / um ven- to / sopra e sai / um som / do sena" (poema Villas & Minas: Paris, dedicado a Alberto Vi- llas - páginas 209/212). Neste poema, inscreve mi- nas-mundo no cenário parisi- ense e entre suas águas cons- trói polifônica teia poética, entreabrindo sua autogeo- grafia, em que se insere, lei- tor-crítico Entre olhos e âncoras, Ronaldo Werneck desfia o fio de água que o transpassa, revisita camadas e curvas de memória, enquanto o desafio do rio contorna suas canções (lied), árias e peças camerísti- cas. O poeta fotografa, livre, emmovimentosmallarmaicos, pontos de luz e som, num tempo de faróis e epifanias. Jograis e menestréis entoam, entre duas ou três margens, a singularidade de uma voz central, no amplo mosaico contrapontístico da estética contemporânea: um e outro rio - pré-aquático / escultura / de sedimentos / tempo antes do tempo." (p.49). Beatriz Helena Ramos Amaral, escritora, poeta e ensaísta O tempo prismático e a plurissiginificância das margens na poesia de Ronaldo Werneck
  3. 3. 03 aTuaLCATAGUASES/LEOPOLDINA • 10 DE JULHO DE 2013 cuLTuRa Além da excelência das atra- ções musicais, umas das prin- cipais razões do sucesso do Festival de Viola e Gastrono- mia de Piacatuba são as delíci- as preparadas por moradores, chefs de cozinha e donos de restaurantes. Iniciado em 2006, a parte gastronômica vem crescendo a cada ano, impulsionando ainda mais o Festival de Viola. Por trás deste êxito, está a preocupação da coordenado- ra e produtora do festival, Maria Lúcia Braga, em estimu- lar a comunidade a participar do evento. Não foi difícil, pois a festa mexe com a autoesti- ma do povo de Piacatuba. “A maior importância deste festival é o que ele faz pelos próprios moradores, que se sentem engrandecidos com a presença dos artistas e dos visitantes. Há um orgulho Luiz Henrique Andrade, diretor de escola do Senac Juiz de Fora dos moradores dizerem que são de Piacatuba”, afirma Maria Lúcia. Nos últimos anos, uma im- portante parceria com o SE- NAC está contribuindo para capacitar e profissionalizar os serviços. O resultado é que os visitantes vão a Piacatuba nos fins de semana, em busca de tranqüilidade e do bucolismo típicos do local sabendo que podem encontrar restauran- tes com qualidade e tradição. Para a receita não desandar, basta seguir as palavras de Luiz Henrique Andrade, dire- tor de escola do Senac Juiz de Fora. Segundo ele “é impor- tante despertar a percepção de que com a união dos es- forços da iniciativa privada, comunidade e especialistas, é possível projetar Piacatuba como um novo polo gastro- nômico e cultural”. O Festival de Viola eO Festival de Viola eO Festival de Viola eO Festival de Viola eO Festival de Viola e Gastronomia, que tem en-Gastronomia, que tem en-Gastronomia, que tem en-Gastronomia, que tem en-Gastronomia, que tem en- tre os seus méritos o detre os seus méritos o detre os seus méritos o detre os seus méritos o detre os seus méritos o de envolver toda a comuni-envolver toda a comuni-envolver toda a comuni-envolver toda a comuni-envolver toda a comuni- dade, tornou-se referên-dade, tornou-se referên-dade, tornou-se referên-dade, tornou-se referên-dade, tornou-se referên- cia para outros festivaiscia para outros festivaiscia para outros festivaiscia para outros festivaiscia para outros festivais semelhantes que começamsemelhantes que começamsemelhantes que começamsemelhantes que começamsemelhantes que começam a surgir na região. Qual éa surgir na região. Qual éa surgir na região. Qual éa surgir na região. Qual éa surgir na região. Qual é a importância e o grandea importância e o grandea importância e o grandea importância e o grandea importância e o grande ensinamento que Piacatu-ensinamento que Piacatu-ensinamento que Piacatu-ensinamento que Piacatu-ensinamento que Piacatu- ba pode dar?ba pode dar?ba pode dar?ba pode dar?ba pode dar? Luiz Henrique -Luiz Henrique -Luiz Henrique -Luiz Henrique -Luiz Henrique - Ações sistêmicas e organizadas pro- jetam a comunidade, fomen- tam a economia local e estimu- lam o empreendedorismo. É importante despertar a per- cepção de que com a união dos esforços por meio da ini- ciativa privada, comunidade e especialistas, é possível proje- tar o distrito e consequente- mente a região como um novo polo gastronômico e cultural. O grande legado está no cor- porativismo e espírito de união A parceria e a atuação do Senac para o sucesso da parte gastronônica PIACATUBA disseminado a cada edição do festival incluindo o evento no hall dos grandes eventos gas- tronômicos e culturais do es- tado. Piacatuba é uma peque-Piacatuba é uma peque-Piacatuba é uma peque-Piacatuba é uma peque-Piacatuba é uma peque- na localidade onde, comna localidade onde, comna localidade onde, comna localidade onde, comna localidade onde, com o Festival de Viola e Gas-o Festival de Viola e Gas-o Festival de Viola e Gas-o Festival de Viola e Gas-o Festival de Viola e Gas- tronomia, está sendo cri-tronomia, está sendo cri-tronomia, está sendo cri-tronomia, está sendo cri-tronomia, está sendo cri- ado um polo gastronômi-ado um polo gastronômi-ado um polo gastronômi-ado um polo gastronômi-ado um polo gastronômi- co, ainda que pequeno,co, ainda que pequeno,co, ainda que pequeno,co, ainda que pequeno,co, ainda que pequeno, na região. O que fazerna região. O que fazerna região. O que fazerna região. O que fazerna região. O que fazer para que ele seja incre-para que ele seja incre-para que ele seja incre-para que ele seja incre-para que ele seja incre- mentado durante todo omentado durante todo omentado durante todo omentado durante todo omentado durante todo o ano?ano?ano?ano?ano? Luiz Henrique:Luiz Henrique:Luiz Henrique:Luiz Henrique:Luiz Henrique: Sensibilizar e conscientizar a comunidade e empresários do setor gastro- nômico de que a capacitação permanente aliada a profissio- nalização dos serviços com foco na qualidade é o único caminho para gerar um even- to sustentável e criar um flu- xo permanente e perene o ano todo. O que o Senac pode ofe-O que o Senac pode ofe-O que o Senac pode ofe-O que o Senac pode ofe-O que o Senac pode ofe- recer a Piacatuba - e co-recer a Piacatuba - e co-recer a Piacatuba - e co-recer a Piacatuba - e co-recer a Piacatuba - e co- munidades com o mesmomunidades com o mesmomunidades com o mesmomunidades com o mesmomunidades com o mesmo perfil - para estimular operfil - para estimular operfil - para estimular operfil - para estimular operfil - para estimular o segmento gastronômico?segmento gastronômico?segmento gastronômico?segmento gastronômico?segmento gastronômico? Luiz HenriqueLuiz HenriqueLuiz HenriqueLuiz HenriqueLuiz Henrique: A missão do SENAC é contribuir para o desenvolvimento da socieda- de por meio de ações educa- cionais inovadoras visando à satisfação dos clientes dentro de um processo contínuo de melhoria e evolução das pes- soas e organizações. Dentro deste cenário e de forma iti- nerante a instituição promo- ve a inclusão social e inserção no mercado de trabalho. Em parceria com entidades seto- riais e representantes de co- munidades é possível disponi- bilizar o acesso a todos os in- teressados sem limite de fron- teiras. Dos fabricantes de do-Dos fabricantes de do-Dos fabricantes de do-Dos fabricantes de do-Dos fabricantes de do- ces caseiros às pessoasces caseiros às pessoasces caseiros às pessoasces caseiros às pessoasces caseiros às pessoas que planejam investir emque planejam investir emque planejam investir emque planejam investir emque planejam investir em restaurantes, existe umarestaurantes, existe umarestaurantes, existe umarestaurantes, existe umarestaurantes, existe uma falta de conhecimento defalta de conhecimento defalta de conhecimento defalta de conhecimento defalta de conhecimento de como transformar essacomo transformar essacomo transformar essacomo transformar essacomo transformar essa vocação em geração devocação em geração devocação em geração devocação em geração devocação em geração de renda e emprego. O querenda e emprego. O querenda e emprego. O querenda e emprego. O querenda e emprego. O que o Senac pode fazer nesteo Senac pode fazer nesteo Senac pode fazer nesteo Senac pode fazer nesteo Senac pode fazer neste sentido?sentido?sentido?sentido?sentido? Luiz Henrique:Luiz Henrique:Luiz Henrique:Luiz Henrique:Luiz Henrique: Um dos ei- xos educacionais de nossa ins- tituição abrange ações empre- endedoras. Possibilitar a cone- xão destes temas por meio de palestras, seminários, workshops e cursos para a comunidade é reduzir o ostra- cismo fazendo com que a co- munidade entenda que cada cidadão pode e deve investir de maneira sólida, sustentável e profissional e para tanto tudo começa com a mudança de hábitos e cultura. (Moíra Sales, assessoria de imprensa) O Festival de Viola e Gas- tronomia de Piacatuba tem produção e coordena- ção de Maria Lúcia Braga, com patrocínio master da Energisa e governo de Mi- nas, através da Lei Estadu- al de Incentivo à Cultura; patrocínio da Bohemia, Zollern e da Prefeitura de Leopoldina, com apoio da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, Wings Turismo e Senac Minas. Oficinas do Senac capacitam e qualificam profissionais e interessados na gastronomia
  4. 4. 04 aTuaL CATAGUASES/LEOPOLDINA • 10 DE JULHO DE 2013 ENTREVISTA - JOSÉ ANTONIO PEREIRA Nascido em Cataguases, José Antonio Pereira foi cri- ado brincando na rua, aproveitou o que de me- lhor o Colégio Cataguases oferecia. Foi morar no Rio de Janeiro e São Paulo com uma boa bagagem e de- pois de alguns anos volta para Cataguases no final dos anos 1980 para os bra- ços dos amigos. Ele é Coau- tor do livro A Casa da Rua Alferes e outras crônicas (2006 – Editora Cataletras). É também Autor dos inéditos A cidade equivo- cada (contos) e Palavras Húmidas (poesia). Co-edita com Emerson Teixeira Car- doso a Chicos - e-zine que circula exclusivamente pela internet desde 2006 encon- trando-se atualmente em seu número 38, difundin- do basicamente autores cataguasenses. Agora pu- blica um livro de crônicas sozinho, “ Fantasias de Meia Pataca”. Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro: José Antonio, você jáJosé Antonio, você jáJosé Antonio, você jáJosé Antonio, você jáJosé Antonio, você já queria escrever antesqueria escrever antesqueria escrever antesqueria escrever antesqueria escrever antes de perambular porde perambular porde perambular porde perambular porde perambular por duas grandes capitaisduas grandes capitaisduas grandes capitaisduas grandes capitaisduas grandes capitais do país ou foi essa ab-do país ou foi essa ab-do país ou foi essa ab-do país ou foi essa ab-do país ou foi essa ab- sorção de outras cultu-sorção de outras cultu-sorção de outras cultu-sorção de outras cultu-sorção de outras cultu- ras que o levaram aras que o levaram aras que o levaram aras que o levaram aras que o levaram a produzir literatura?produzir literatura?produzir literatura?produzir literatura?produzir literatura? José AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé Antonio: Ricardo, algumas tímidas tentativas de escrever já ocorriam nos tempos de estudante no Colégio Cataguases; andei, como todos os meus ami- gos da época, rabiscando alguns jornais mimeografa- dos, até o dia que toma- mos uma dura por causa de uma piada besta que publicamos. Ali, voltei a fi- car só por conta da leitura dos bons livros que a Cecí- lia Peixoto nos recomenda- va lá na biblioteca do Colé- gio. Fora da escola líamos tudo que caía em nossas mãos, best sellers que vi- ravam filmes, gibis sem ca- pas que o Sr. Armando Leo- ne vendia mais em conta, livros de bolsos como a série ZZ7 em que, Brigitte Montfort, uma agente se- creto, era nossa heroína. O Rio alargou minha vi- são, mas foi São Paulo com seu caleidoscópio humano que substantivou muitas das concepções que carre- go comigo até hoje. Ali, comecei a engatinhar na escrita, frequentando o magnifico acervo e alguns cursos da Biblioteca Mário de Andrade. Ricardo Quinteiro: DeRicardo Quinteiro: DeRicardo Quinteiro: DeRicardo Quinteiro: DeRicardo Quinteiro: De que forma a cinemato-que forma a cinemato-que forma a cinemato-que forma a cinemato-que forma a cinemato- grafia entrou na suagrafia entrou na suagrafia entrou na suagrafia entrou na suagrafia entrou na sua vida? Com certeza in-vida? Com certeza in-vida? Com certeza in-vida? Com certeza in-vida? Com certeza in- fluenciou no seu estilofluenciou no seu estilofluenciou no seu estilofluenciou no seu estilofluenciou no seu estilo criativo e na sua lingua-criativo e na sua lingua-criativo e na sua lingua-criativo e na sua lingua-criativo e na sua lingua- gemgemgemgemgem. José AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé Antonio: O cine- ma é algo muito presente na minha formação cultu- ral. O primeiro filme que eu vi, foi com meus pais; eles eram fãs dos filmes da Atlântida. Cresci entre os Cines Machado e o Ed- gard, assistindo de Ma- zzaropi - ainda vai virar cult - faroestes, policiais, comédias... enfim, eu e meus amigos assistíamos a tudo mesmo. Durante algum tempo tudo era di- versão e entretenimento, até que, o realismo italia- no acertou um murro na boca do meu estomago. No novo livro, mais do que simples memórias, um elogio à amizade “Teorema” do Pasolini criou um monte de incóg- nitas na minha cabeça. Ci- nema era meu cordão um- bilical com o mundo no meio de uma feroz ditadu- ra. De fato me marcou, e muito, em tudo. Ricardo Quinteiro: DeRicardo Quinteiro: DeRicardo Quinteiro: DeRicardo Quinteiro: DeRicardo Quinteiro: De que forma o professorque forma o professorque forma o professorque forma o professorque forma o professor Ady Resende influen-Ady Resende influen-Ady Resende influen-Ady Resende influen-Ady Resende influen- ciou na sua jornada li-ciou na sua jornada li-ciou na sua jornada li-ciou na sua jornada li-ciou na sua jornada li- terária?terária?terária?terária?terária? José AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé Antonio: Mestre Ady, me deu ainda no gi- násio um grande presente que só fui percebê-lo já adulto. Me ensinou a olhar. Ver que no concreto da for- ma, existem possibilidades diversas nas curvas e retas que lhe dão volume e vári- as abstrações que a luz im- põe à sua cor. Esta outra forma de ler as coisas me influenciou sim, aprendi a olhar em todas as direções, mantendo o ouvido sempre atento aos ruídos da minha aldeia. Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro: Como você apresenta oComo você apresenta oComo você apresenta oComo você apresenta oComo você apresenta o seu livroseu livroseu livroseu livroseu livro Fantasias doFantasias doFantasias doFantasias doFantasias do Meia PatacaMeia PatacaMeia PatacaMeia PatacaMeia Pataca para nossospara nossospara nossospara nossospara nossos leitores?leitores?leitores?leitores?leitores? José AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé Antonio: Primeiro, ele é um elogio à amizade. Ali estão histórias vividas, ouvidas e contadas por meus amigos, elas se mis- turam aos fatos. Depois, como muitos dos ambien- tes físicos sucumbiram ao progresso, despretensiosa- mente tento deixar aos nos- sos futuros netos um regis- tro humano do que havia entre os escombros em que a cidade se constrói e re- constrói diuturnamente, se modificando o tempo todo. Ricardo Quinteiro: SuaRicardo Quinteiro: SuaRicardo Quinteiro: SuaRicardo Quinteiro: SuaRicardo Quinteiro: Sua veia mais forte é de umveia mais forte é de umveia mais forte é de umveia mais forte é de umveia mais forte é de um saudosista ou de um me-saudosista ou de um me-saudosista ou de um me-saudosista ou de um me-saudosista ou de um me- morialista?morialista?morialista?morialista?morialista? José AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé Antonio: Minhas saudades são mais intimis- tas, cultivo-as mais para den- tro. Acho que caminho mais pela linha memorialista. Cos- tumo dizer aos meus ami- gos, que aprendi muito mais sobre uma quadra da histó- ria de Minas e da Zona da Mata, lendo Baú de Ossos de Pedro Nava - O maior me- morialista que li até agora - do que em muitos livros chatos de história que só repetem uma enfadonha cronologia de fatos. Ricardo Quinteiro: TRicardo Quinteiro: TRicardo Quinteiro: TRicardo Quinteiro: TRicardo Quinteiro: To-o-o-o-o- dos seus companheirosdos seus companheirosdos seus companheirosdos seus companheirosdos seus companheiros de brincadeira e da du-de brincadeira e da du-de brincadeira e da du-de brincadeira e da du-de brincadeira e da du- reza da vida dizem quereza da vida dizem quereza da vida dizem quereza da vida dizem quereza da vida dizem que suas crônicas são líri-suas crônicas são líri-suas crônicas são líri-suas crônicas são líri-suas crônicas são líri- cas. A poesia está nacas. A poesia está nacas. A poesia está nacas. A poesia está nacas. A poesia está na sua vida da infânciasua vida da infânciasua vida da infânciasua vida da infânciasua vida da infância aos dias de hoje, ou aaos dias de hoje, ou aaos dias de hoje, ou aaos dias de hoje, ou aaos dias de hoje, ou a poesia está nas crôni-poesia está nas crôni-poesia está nas crôni-poesia está nas crôni-poesia está nas crôni- cas como um recursocas como um recursocas como um recursocas como um recursocas como um recurso de encantamento aode encantamento aode encantamento aode encantamento aode encantamento ao leitor?leitor?leitor?leitor?leitor? José AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé Antonio: Gosto de ler o que os poetas nos propõem desde os tempos em que meus professores do Colégio me apresenta- ram a vários deles de di- versas épocas e distintas escolas. Um dos meus pro- fessores, nos afirmava que o poema está para a poe- sia, assim como a partitu- ra está para a música. Para se ouvir e gostar de músi- ca, não precisa, obrigato- riamente, saber ler uma partitura. Os grandes po- etas - para nosso conten- tamento Cataguases tem muitos deles - nos ensi- nam que a poesia está em todo lugar. Ela é, aprendi com alguns deles, gestual. Está no beijo, no afago, na despretensão do carinho, variando de intensidade, oscilando de um extremo ao outro, alguns definem estas oscilações como as paixões. Enxergar, traduzir e viver tudo isto fica mui- to melhor, quando tenta- mos ser poetas em tudo o que fazemos. Sou dos que acham, que vale a pena tentar. Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro:Ricardo Quinteiro: Seus amigos sempre seSeus amigos sempre seSeus amigos sempre seSeus amigos sempre seSeus amigos sempre se referem a você comoreferem a você comoreferem a você comoreferem a você comoreferem a você como uma pessoa que escre-uma pessoa que escre-uma pessoa que escre-uma pessoa que escre-uma pessoa que escre- ve muito e lê muito. Po-ve muito e lê muito. Po-ve muito e lê muito. Po-ve muito e lê muito. Po-ve muito e lê muito. Po- demos esperar depoisdemos esperar depoisdemos esperar depoisdemos esperar depoisdemos esperar depois desse livro, outro?desse livro, outro?desse livro, outro?desse livro, outro?desse livro, outro? José AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé AntonioJosé Antonio: Continu- arei lendo livros e assistin- do filmes que os amigos me sugerem, conversando sobre tudo com todos que me cercam. E aí, quem sabe, antropofagicamente tudo acabe noutro livro. O escritor José Antonio lança em breve o livro Fantasias de Meia Pataca LETRAS Na Biblioteca Ascânio Lopes, o lançamento de dois livros A Biblioteca Ascânio Lo- pes, localizada na Chácara Dona Catarina, será o palco de um lançamento em dose dupla no próximo dia 13 de julho, a partir de 19h30. São os livros "A poesia de Mar- tins Mendes no cotidiano da província", de Luiz Fernan- do de Sousa, e "Pequena história da literatura infan- tojuvenil em Cataguases", de Eliane Ferreira Serafim Militão. Ambos os livros re- ceberam incentivo da Lei Municipal de Cultura Ascâ- nio Lopes. O primeiro livro fala a vida e a poesia de Martins Men- des, um dos participantes da Revista Verde, de 1927. Antônio Martins Mendes nasceu em 1903, na Fazen- da da Pedra Redonda, em Araponga, Minas. Estudan- te do Ginásio de Catagua- ses e posteriormente pro- fessor, viveu a maior parte de sua vida em Cataguases onde ainda foi advogado e promotor público. Começou seus estudos de Direito em Belo Horizonte, concluindo- o na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em 1929. Morreu em 1980, no Rio de Janeiro, para onde se trans- ferira, alguns anos antes, com a família. Deixou o livro Treze Poemas, escrito em 1929 A obra é um resgate críti- co e poético sobre sua obra e biografia de Martins Men- des, um dos autores menos conhecido do Movimento Verde. Luiz Fernando de Sousa fez uma ampla pes- quisa para que se pudesse dar a lume uma obra que in- terpreta os poemas e levan- ta dados biográficos através da busca em arquivos e do enriquecedor contato com a família do escritor. O poeta e professor Joa- quim Branco conta estar "li- gado intimamente a este es- NO PRÓXIMO DIA 13 tudo, pois,se por um lado, fui orientador de Luiz Fer- nando na monografia de fi- nal de curso de Letras, por outro conheci pessoalmen- te o homenageado e fui seu aluno e amigo". Já o livro de Eliane Ferreira Serafim Militão mostra toda a trajetória da literatura infantojuvenil em Cataguases, desde os livros de Celina Ferreira até os au- tores atuais. Nele estão ca- talogados escritores como Mauro Sérgio Fernandes da Silva, Lina Tâmega Peixoto, P.J.Ribeiro, Ruymar Branco Ribeiro, Luiz Lopez, Ronal- do Cagiano e outros. Em "Pequena história da literatura infantojuvenil em Cataguases", Eliane Militão (aluna de Joaquim Branco e orientador da monografia) relaciona e analisa as obras de acordo com a relação cronológica de seu surgi- mento no tempo. Livro realiza levantamento sobre os festivais de música de Cataguases em1969 e 1970 Os Festivais de Música de Cataguases ocor- ridos nos anos de 1969 e 1970 são o tema do livro de Paulo Victor da Rocha Patrício. For- mado em Letras pela FIC em 2011, o autor é professor de Língua Portuguesa e Literatu- ra, mas também é músico, o que certamen- te contribuiu para ele elaborar um minucio- so levantamento sobre o tema, realizando ainda uma acurada análise do que aconte- cia na poesia e na música popular brasileira em um período que vivia sob o signo da di- tadura militar, mas de grande efervescên- cia cultural. Segundo o professor e poeta Joaquim Branco, "Anos de Vanguarda em Catagua- ses: os Festivais de 1969/70" é uma obra muito oportuna e aguardada há tempos, sendo "um registro histórico e cultural dos festivais organizados pelo grupo literário Totem, que alteraram a face da cidade e se constituíram em significativos fenômenos de massa e de arte que a cidade protagoni- zou". O livro lista as letras de todas as músicas classificadas no I Festival (1969) e no II Fes- tival Audiovisual de Cataguases (1970), com farta documentação sobre os eventos. "Esta obra deve sinalizar para os leitores qual foi a dimensão cultural da cidade e qual a am- biência que tornou possível realizar tais acontecimentos", sintetiza Joaquim. Nascido em Cataguases trinta anos depois da realização destes festivais, Paulo Victor participou de vários projetos culturais na fa- culdade e na cidade, como "Memória e Pa- trimônio Cultural de Cataguases"; um mini- curso ("Poesia dos Anos 60"), um projeto de animação ("Fábrica Animada") na Fábrica do Futuro. Em sua formação acadêmica, busca pon- tos de contato entre som, linguagem e ensi- no. Tem um livro publicado em conjunto com os colegas de Letras em 2010: 1 Machado por 12 contos. Fez parte do grupo que ence- nou em 2011 Versos da vida severina, no Centro Cultural Humberto Mauro. MEMÓRIA Paulo Victor escreveu sobre os festivais de música de Cataguases
  5. 5. 05 aTuaLCATAGUASES/LEOPOLDINA • 10 DE JULHO DE 2013 VARIEDADES O secretáriodeEsporte,LazereTurismodeLaranjal, Vanor Antônio da Silva, e a presidente do CSC, Sônia Dias Laranjal, o novo integrante do Circuito Serras e Cachoeiras O município de Laranjal é o mais novo integrante do Circui- to Serras e Cachoeiras. O con- vênio foi firmado pelo Secre- tário de Esporte, Lazer e Turis- mo, Vanor Antônio da Silva, e pela presidente do CSC, Sônia Dias. Para Sônia Dias, Laranjal, que tem um potencial turístico muito grande, chega para so- mar e fortalecer ainda mais o circuito, reconhecido como um dos mais atuantes pela SETUR - Secretaria de Estado de Turis- mo. Vanor Silva lembra que a po- pulação de Laranjal é muito acolhedora, com uma culinária saborosa, conta com cachoei- ras e uma represa onde é prati- cado o turismo náutico como jetski e passeios de barco e lan- cha. Com o apoio do Circuito, vá- rios projetos voltados para o incremento da atividade turís- tica serão executados ainda este ano em parceria com ou- tras secretarias Já fazem parte do Circuito Turístico das Serras e Cachoei- ras os municípios de Além Pa- raíba, Argirita, Cataguases, Dona Euzébia, Itamarati de Minas, Leopoldina e Laranjal. Outros municípios da região como Palma, Astolfo Dutra, San- tana de Cataguases, Miraí e Bi- cas já manifestaram interesse de ingressar no CSC. Passeio Cicloturístico dePasseio Cicloturístico dePasseio Cicloturístico dePasseio Cicloturístico dePasseio Cicloturístico de Itamarati de MinasItamarati de MinasItamarati de MinasItamarati de MinasItamarati de Minas No dia 28 de julho, será reali- zada a terceira edição do Pas- seio Cicloturístico de Itamarati de Minas, que vai percorrer e divulgar a região rural do muni- cípio, rico em belezas naturais. As inscrições podem ser feitas no local da saída, que aconte- cerá às 8 horas na Praça Padre Paulo Fada em direção à Estra- da da Fazendinha até à cantina Conheça os sete vencedores da Chamada Criativa Fábrica do Futuro Foram 41 músicas inscritas, de diversos estilos musicais, 15 fi- nalistas para audição e votação na Internet, quase 5.000 votos na Internet e cerca de 16.000 visualizações na rede social da Fábrica do Futuro. Deflagrada em maio, a Chamada Criativa Fábrica do Futuro - Videoclipes, divulgou os sete vencedores que terão as suas músicas trans- formadas em filmes no Estúdio- escola da Fábrica do Futuro, em Cataguases. A gravação dos videoclipes será realizada no estúdio-esco- la da Fábrica do Futuro, um es- paço especialmente adequado e equipado para atender de- mandas de produção audiovisu- al e multimídia, situado no bair- ro Guanabara, em Cataguases. A produção envolve profissio- nais de diversas áreas e tem pre- visão de começar em setembro. Participaram músicos de cin- co cidades da Zona da Mata: Cataguases, Leopoldina, Muri- aé, Miraí e Itamati de Minas à exceção do último município, os demais quatro terão represen- tantes no concurso, que repre- sentou um painel da música que é feita na região. Cataguases teve o maior número de propo- nentes e teve também mais canções entre as selecionadas. Cinco músicas foram escolhi- das pelo voto eletrônico e aí valeu a mobilização de fâs, ami- gos, familiares com direito a surpresas e reviravoltas dignas das eleições mais acirradas. São elas "Sem sentir" - Besouro Rosa da Esquina - Muriaé - 658 votos "Vou te Conquistar" - Ro- gério Franco - Miraí - 638 vo- tos "Tema de Cinzas" - Mito Cotidiano - Cataguases - 624 votos "Remote Control" - Radio Café - Cataguases - 600 vo- tos VIDEOCLIPES "Rara Felicidade" - Groove Trio - Cataguases - 550 vo- tos Outras duas músicas foram escolhidas pelo júri técnico, a partir dos seguintes critérios: qualidade musical, possibilida- des de tradução audiovisual, proporcionalidade de número de inscrição por cidade, bem como desempenho na votação pela internet. São elas: "Mago das Cores" - Os Be- atinicks - Leopoldina - 469 votos "Narciso" - Couro de Cas- cavel - Cataguases - 334 vo- tos O júri foi composto por Cesar Piva, Gestor da Fábrica do Futu- ro e Diretor Executivo da Agên- cia de Gestão e Desenvolvi- mento do Polo Audiovisual da Zona da Mata; pelo cineasta Marcos Pimentel, e pelo asses- sor da Agência de Desenvolvi- mento do Polo Audiovisual da ZonadaMata.ErickKrulikowski da Usina Maurício. Ao final do passeio, haverá sorteio de brin- des "Pelas T"Pelas T"Pelas T"Pelas T"Pelas Terras dos Bonserras dos Bonserras dos Bonserras dos Bonserras dos Bons Ventos"Ventos"Ventos"Ventos"Ventos" Outro evento onde a nature- za foi o grande destaque e que teve o apoio do CSC foi o IV Passeio Turístico, Ecológico e Expedição Fotográfica "Pelas Terras dos Bons Ventos". O evento aconteceu no último dia 6 e foi organizado pela Se- cretaria Municipal de Cultura e Turismo da Prefeitura de Cata- guases. O percurso foi de seis quilômetros e percorreu a mar- gem esquerda do rio Pomba. CIRCUITO TURÍSTICO Serras e Cachoeiras Visitantes na concha acústica da praça Rui Barbosa Marília Bolonha visita Cataguases RICARDO QUINTEIRO Para grande alegria dos admi- radores do Patrimônio Arquite- tônico de Cataguases, a cidade recebeu a visita da designer Marília Bolonha, sobrinha do ar- quiteto Francisco Bolonha. Ela veio a convite de Ricardo Quin- teiro, que ficou sabendo de seu desejo de visitar as obras do tio. Ela que já havia concedido uma entrevista ao J.A. nº 121. Durante a sua primeira visita a Cataguases, manifestou sua alegria ao nosso colaborador Ricardo Quinteiro. Disse ela: "Foi um imenso prazer conhecer de perto as obras realizadas pelo meu tio Francisco Bolonha, das quais tanto ouvi falar na minha infância. Depois do advento da internet pude constatar sua im- portância na poligonal do cen- tro de Cataguases, onde estão concentradas as obras moder- nas! A visita guiada me trouxe a luz do porquê Cataguases, e ARQUITETURA da razão pela qual o arquiteto Francisco Bolonha fez parte des- se processo.". Também estiveram aqui 45 pessoas de Niterói. Que Cata- guases é uma cidade histórica, é notório. Mas que as visitas guiadas são cada vez mais fre- qüentes, ainda pode gerar uma boa discussão. Foram três dias de fomento. Os donos de hotéis, restaurantes e de todo o comér- cio ficaram satisfeitos nos dias 18, 19, 20 e 21. Não é para menos foram vinte e três es- tudantes e dois professores da Escola de Arquitetura da UFF, gastando dinheiro trazi- do do Rio de Janeiro. Teve visita guiada a monu- mentos, residências e prédi- os públicos e duas palestras à noite na Casa de Cultura Si- mão com o professor Ricardo Quinteiro, que fez uma apre- sentação da história da cida- de e sua evolução urbana. Na Avenida Astolfo Dutra a resi- dência da D. Nélia Peixoto foi aberta aos visitantes e tam- bém a da D. Antonieta. Os prédios públicos e monumen- tos abriram suas portas tam- bém. No Educandário Dom Sil- vério, foram recebidos pela Irmã Auxiliadora e o professor Gilmar, que fizeram as honras da casa. Vale lembrar que no ranking turístico de Cataguases, o circui- to cultural ainda está em segun- do lugar, perdendo para o turis- mo de negócios, tendo tudo para empatar. Muitos ajustes ainda precisam ser feitos. Mas é primordial, se recuperar o va- gão onde funcionava o CENI- TUR- Centro de Informação Tu- rística e abrir uma ampla discus- são com a sociedade sobre os letreiros que escondem as fa- chadas dos prédios, de interes- se cultural no polígono de tom- bamento da cidade.
  6. 6. 06 aTuaL CATAGUASES/LEOPOLDINA • 10 DE JULHO DE 2013 cULTURaGeRaL EMPRESAS O estande da Cinta Mo- derna era um dos mais mo- vimentados do salão e cha- mava a atenção pela sua beleza. Cataguases deve ter orgulho de ter uma em- presa como a Cinta Moder- na. É uma empresa com vi- são de futuro". Rosany Cortes Lima con- ta que trabalha com os produtos da Cinta Moder- na desde a abertura da loja de Cataguases, em 1989, ou seja, antes mesmo da chegada da empresa em Cataguases em 1999. "Os seus produtos primam pela excelência, qualidade e conforto, requisitos essen- ciais para consumidores e lojistas. Eu amo a Cinta mo- derna!", afirmou Com um amplo e funcio- nal estande, a Cinta Mo- derna mostrou produtos dos diferentes segmentos de sua fabricação. Além da tradicional linha de lingerie estética com artigos direci- onados para a área médi- ca, e gestante, a empresa apresentou lançamentos de lingerie,incluindo as no- vidades como as coleções Renda Basic , Confort Ren- da e Moderna Teen. Criada em 1927, no Rio de Janeiro, a empresa está sempre atenta às ne- cessidades do público con- sumidor. Amparada no tri- pé pioneirismo, qualidade e inovação, a Cinta Moder- Cinta Moderna mostrou produtos dos diferentes segmentos de sua fabricação na conta com uma moderna fábrica no distrito industrial de Cataguases. Os produtos estéticos da Cinta Moderna, como mode- ladores, cintas, faixas e ma- lhas compressivas em geral, voltados para o pós cirúrgi- co possuem selo de certifi- cação da Anvisa (Agência Na- cional de Vigilância Sanitária) por atender os requisitos exigidos pelo órgão. A linha de produtos da empresa vai muito além des- te segmento. Mais ligada ao ramo da moda, a Moderna Lingerie, confecciona sofis- Marcello Mariotto, Rosany Cortes Lima, Ana Fajardo e a representante Meire Ivanovitch Dia 11 de julho (Quinta)Dia 11 de julho (Quinta)Dia 11 de julho (Quinta)Dia 11 de julho (Quinta)Dia 11 de julho (Quinta) 19h: Abertura19h: Abertura19h: Abertura19h: Abertura19h: Abertura 19h30: Mesa de Debates: “Um olhar sobre a Música Brasileira19h30: Mesa de Debates: “Um olhar sobre a Música Brasileira19h30: Mesa de Debates: “Um olhar sobre a Música Brasileira19h30: Mesa de Debates: “Um olhar sobre a Música Brasileira19h30: Mesa de Debates: “Um olhar sobre a Música Brasileira Contemporânea”.Contemporânea”.Contemporânea”.Contemporânea”.Contemporânea”. Coordenação: Leonardo Lichote | Jornalista e Crítico Musical de O Globo Participantes: Plínio Profeta (Músico e Produtor); Hélio Flandres (Músico); Rômulo Fróes (Músico); Ronaldo Evangelista (Jornalista e Crítico Musical) 21h30: Show com a banda Kashymir21h30: Show com a banda Kashymir21h30: Show com a banda Kashymir21h30: Show com a banda Kashymir21h30: Show com a banda Kashymir DIA 12 DE JULHO (SEXTDIA 12 DE JULHO (SEXTDIA 12 DE JULHO (SEXTDIA 12 DE JULHO (SEXTDIA 12 DE JULHO (SEXTA)A)A)A)A) 19h: Abertura19h: Abertura19h: Abertura19h: Abertura19h: Abertura Sabatina “Encontro de Ideias”:Sabatina “Encontro de Ideias”:Sabatina “Encontro de Ideias”:Sabatina “Encontro de Ideias”:Sabatina “Encontro de Ideias”: O jornalista e Crítico Musical Marcus Preto sabatina o cantor e compositor OdairOdairOdairOdairOdair JoséJoséJoséJoséJosé. 20h30: Mesa de Debates:20h30: Mesa de Debates:20h30: Mesa de Debates:20h30: Mesa de Debates:20h30: Mesa de Debates: ”Música popular: rótulo ou conceito? Quem faz eMúsica popular: rótulo ou conceito? Quem faz eMúsica popular: rótulo ou conceito? Quem faz eMúsica popular: rótulo ou conceito? Quem faz eMúsica popular: rótulo ou conceito? Quem faz e para quem? “para quem? “para quem? “para quem? “para quem? “ Coordenação: Ronaldo Evangelista (Jornalista e Crítico Musical) Participantes: Pena Schmidt (Produtor); Alex Antunes (Jornalista e Crítico Musical); Marcus Preto (Jornalista e Crítico Musical); Leonardo Lichote (Jornalista e Crítico Musical) 22h: Show com o cantor e compositor Odair José22h: Show com o cantor e compositor Odair José22h: Show com o cantor e compositor Odair José22h: Show com o cantor e compositor Odair José22h: Show com o cantor e compositor Odair José DIA 13 DE JULHO (SÁBADO)DIA 13 DE JULHO (SÁBADO)DIA 13 DE JULHO (SÁBADO)DIA 13 DE JULHO (SÁBADO)DIA 13 DE JULHO (SÁBADO) 19h: Abertura19h: Abertura19h: Abertura19h: Abertura19h: Abertura 19h30: Mesa de Debates: “Ainda há espaço hoje para reflexões conceituais19h30: Mesa de Debates: “Ainda há espaço hoje para reflexões conceituais19h30: Mesa de Debates: “Ainda há espaço hoje para reflexões conceituais19h30: Mesa de Debates: “Ainda há espaço hoje para reflexões conceituais19h30: Mesa de Debates: “Ainda há espaço hoje para reflexões conceituais nos projetos de música no Brasil?”nos projetos de música no Brasil?”nos projetos de música no Brasil?”nos projetos de música no Brasil?”nos projetos de música no Brasil?” Coordenação: Alex Antunes | Jornalista e Crítico Musical Participantes: Pena Schmidt (Produtor); Hélio Flandres (Músico); Daniel Figueiredo (Músico e Produtor); Marcus Preto (Jornalista e Crítico Musical) 21h30: Show com a banda V21h30: Show com a banda V21h30: Show com a banda V21h30: Show com a banda V21h30: Show com a banda Vanguartanguartanguartanguartanguart PROGRAMAÇÃO O grupo cuiabano Vanguart Produtos da Moderna Têxtil em exibição no estande da Cinta Moderna Estande da Cinta Moderna recebeu grande número de visitantes à procura de novidades ticadas e confortáveis linhas de lingerie para vários seg- mentos de consumidoras. Procurando diversificar ain- da suas atividades, começa a atuar também no setor têxtil, com a Moderna Têx- til, produzindo a sua própria malha 100% algodão e algo- dão com LYCRA. Sempre lançando novida- des no mercado, a empresa mantem-se na vanguarda, sempre preocupada com a qualidade de seus produtos. Empresa 100% brasileira, a Cinta Moderna acompanha, ao longo de sua história, as necessidades de seus con- sumidores, em especial da mulher moderna que ne- cessita conforto, beleza e qualidade em todos os mo- mentos de sua vida, ofe- recendo produtos de grande durabilidade e alta qualidade. Forum propõe um olhar sobre a Música Brasileira Contemporânea PROJETO USINA CULTURAL O produtor Fausto Menta prossegue: ”Neste momen- to de consolidação da impor- tância do Brasil no cenário econômico mundial, há um debate urgente e que tem sido feito à base de tensões e de enfrentamentos: que imagem de país as nossas manifestações culturais pro- duzem? Não são poucos os que se debruçam sobre a questão”. Talvez seja no campo da música que as incursões mais apaixonadas estejam se dan- do. Abrangente, inventiva e quase onipresente, a músi- ca brasileira é uma das nos- sas verdades, capaz de tra- duzir nossas contradições culturais. Neste momento da nossa história, a música vol- tou a ocupar papel de rele- vo nas nossas ideias de cons- trução da sociedade. . Desde que assumiu a pro- dução e a programação do projeto, Fausto Menta vem procurando construir uma agenda de espetáculos vol- tada para as tendências con- temporâneas da cultura bra- sileira. O 1º Fórum Dissonâncias é mais uma aposta audaciosa de Fausto. O Fórum está or- ganizado a partir de um gran- de eixo temático: ”Um olhar sobre a Música Brasileira Contemporânea”, ”Ainda há espaço hoje para reflexões conceituais nos projetos de música no Brasil?” e ”Música popular: rótulo ou conceito? Quem faz e para quem?. O projeto Usina CulturalUsina CulturalUsina CulturalUsina CulturalUsina Cultural, conta com o patrocínio da ENERGISAENERGISAENERGISAENERGISAENERGISA, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e o apoio da Fun- dação Cultural Ormeo Jun- queira Botelho. OS DISSONANTES Ronaldo EvangelistaRonaldo EvangelistaRonaldo EvangelistaRonaldo EvangelistaRonaldo Evangelista jornalista e dj de música bra- sileira e jazz. Colabora com o jornal Folha de S.Paulo e revistas como Rolling Stone e Wax Poetics Plínio ProfetaPlínio ProfetaPlínio ProfetaPlínio ProfetaPlínio Profeta Produtor. DJ. Compositor. Músico, autor da trilha sonora de filmes como “O Palhaço” Rômulo FróesRômulo FróesRômulo FróesRômulo FróesRômulo Fróes cantor, compositor e integrante do grupo Passo Torto, Marcus Preto:Marcus Preto:Marcus Preto:Marcus Preto:Marcus Preto: Jornalista, crítico e pesquisador mu- sical, redige matérias para o jornal Folha de São Pau- lo. Leonardo Lichote:Leonardo Lichote:Leonardo Lichote:Leonardo Lichote:Leonardo Lichote: Crítico Musical, atualmente es- creve para o “Segundo Caderno” do Jornal O Globo e, entre outros trabalhos, participou do livro de memó- rias de Erasmo Carlos “Minha Fama de Mau” Pena SchmidtPena SchmidtPena SchmidtPena SchmidtPena Schmidt é um produtor musical, ex-executivo e diretor de gravadoras (esteve na Warner Music e é o responsável direto pelo surgimento dos Titãs, Ira!, Ultraje a Rigor, Magazine e outros) Do Tropicalismo, ao Rock Brasil, passando pelo Free Jazz Festival, no fim da década de 70,, tudo tem um dedo seu. . Alex Antunes- jAlex Antunes- jAlex Antunes- jAlex Antunes- jAlex Antunes- jornalista, escritor e produtor mu- sical, escreve ou já escreveu para a Rolling Stone, Veja, Folha Ilustrada, Bravo! e outras publicações. Foi dire- tor de redação das revistas Bizz e Set. Seu livro A Es- tratégia de Lilith foi adaptado para o cinema, Hélio Flandres – VHélio Flandres – VHélio Flandres – VHélio Flandres – VHélio Flandres – Vocalista e violonista do gra-ocalista e violonista do gra-ocalista e violonista do gra-ocalista e violonista do gra-ocalista e violonista do gra- po Vpo Vpo Vpo Vpo Vanguartanguartanguartanguartanguart VVVVVanguartanguartanguartanguartanguart - banda de folk rock formada no ano de 2002 em Cuiabá, Mato Grosso, pelo vocalista e violonista Helio Flanders. Influenciado por artistas de rock alternativo, blues e rock clássico, tais como Johnny Cash, Bob Dylan, Lobão, The Beach Boys, The Velvet Underground,The Beatles e NeilYoung comotambémdeestilosmusicaistípicos do Mato Grosso KashymirKashymirKashymirKashymirKashymir – Com nome inspirado na faixa homôni- ma do álbum duplo do Led Zeppelin “Physical Graffiti, o grupo cataguasense é formado por Samuel Athou- guia, nos vocais; Ricardo Webster, guitarra; Marcelo Barbinha, bateria; e Renato Garcia, baixo e teclados. Além do grupo inglês, homenageiam nomes como Jimi Hendrix, Rolling Stonese ,Deep Purple. Odair JoséOdair JoséOdair JoséOdair JoséOdair José - De ídolo brega ao status de artista cult, passando por um período de esquecimento, Odair José transformou em clássicos populares músicas como “Eu Vou Tirar Você Deste Lugar”, que falava de um homem apaixonado por uma prostituta. Foi perseguido pela cen- sura – sua música “Pare de Tomar a Pílula”, foi proibida. Chegou a fazer uma ópera-rock “O Filho de José e Ma- ria”. É um dos maiores nomes da música popular.

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