Bauman e a educação

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Bauman e a educação

  1. 1. BAUMAN E A EDUCAÇÃO: DESAFIOS PEDAGÓGICOS E A MODERNIDADE LIQUÍDA Sociologia da Educação e da Escola Prof. Carlos Henrique Lopes
  2. 2. QUEM O Z. BAUMAN? QUAL SUA RELAÇÃO COM A EDUCAÇÃO NA PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA? Biografia:
  3. 3. EDUCAÇÃO: PROCESSO OU PRODUTO? “Correr é melhor do que caminhar”? Quais são os desafios do nosso tempo que, para Bauman, abalaram a própria estrutura dos saberes consagrados e, até então, incólumes ao tempo?  A alegria e o desejo do descarte.  Bens e relações de curta duração.  O tempo útil das coisas e até do conhecimento é cada vez mais limitado e deve existir para solucionar um fim específico. Considerando essas provocações como verdadeiras, como podemos pensar a educação nos dias atuais? Como o professor/educador deve se posicionar mediante a velocidade das transformações e a “inutilidade” do conhecimento? Existem estratégias para isso?
  4. 4. EDUCAÇÃO E CONSUMO - CONSUMISMO - O consumismo de hoje não visa ao acúmulo de coisas, mas à sua máxima utilização. Por qual motivo, então, “a bagagem de conhecimentos” construída nos bancos da escola, na universidade, deveria ser excluída dessa lei universal? A pedagogia e a sociologia são capazes de produzir um tipo de conhecimento pronto para a “utilização imediata”? Não há mais espaço para “conhecimentos incontestáveis”... A escola prepara o estudante para o “mundo real”, que ocorrer fora do ambiente escolar? Soluções privadas para problemas derivados da sociedade e não o oposto.
  5. 5. EDUCAÇÃO SÓLIDO VS LÍQUIDO A modernidade “sólida” era verdadeiramente a era dos princípios duradouros e concernia, sobretudo, aos princípios duráveis que eram conduzidos e vigiados com grande atenção. Na fase “líquida” da modernidade, a demanda por funções de gestão convencionais se exaure rapidamente. A dominação pode ser obtida e garantida com um dispêndio de energia, tempo e dinheiro muito menor: com a ameaça do descompromisso, ou da recusa do compromisso, mais do que com um controle ou uma vigilância inoportunos.
  6. 6. DO ENSINO À APRENDIZAGEM Substituição da relação ortodoxa professor-aluno por aquela de fornecedor-cliente, ou aquela centro comercial-comprador. Na modernidade líquida os centros de ensino e aprendizagem estão submetidos à pressão “desinstitucionalizante” e são continuamente persuadidos a renunciar à sua lealdade aos “princípios do conhecimento”.  Volatilidade;  Flexibilidade;  Precarização;  Velocidade;  Memória;  Sólido, liquido................... Gasoso? Aprender quantidades excessivas de informações, procurando absorvê-las e memorizá-las, aspirando tenazmente à completude e à coesão das informações adquiridas, é visto com suspeita, como uma ilógica perda de tempo... [...]
  7. 7. MODELOS ESTRUTURADOS OU PROCESSO FORMATIVO ABERTO? Lógica da substituição; Metáfora dos mísseis e dos alvos; Capacidade de mudança; O desapego como ferramenta indispensável; A educação e a aprendizagem no ambiente líquido-moderno, para ser úteis, devem ser contínuas e durar toda a vida. Nenhum outro tipo de educação e/ou aprendizagem é concebível; a “formação” do próprio eu, ou da personalidade, é impensável de qualquer outro modo que não seja aquele contínuo e perpetuamente incompleto.
  8. 8. EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E MERCADO Educação permanente como saída. A importância e a necessidade de uma aprendizagem permanente consiste em seu papel de “promoção de uma força de trabalho qualificada, formada e adaptável”. A mudança educacional está cada vez mais ligada ao discurso da:  eficiência  da competitividade  do custo/eficácia  da “responsabilidade”, Sendo sua meta declarada comunicar à “força de trabalho” as virtudes da flexibilidade, da mobilidade e “as competências de base associadas ao emprego”. “faça o seu ingresso no mercado de trabalho” graças a uma formação
  9. 9. EDUCAÇÃO = FORMAÇÃO PARA O TRABALHO? Criação de um mercado de expectativas que se mantém e parece permanente; O professor e/ou a unidade educacional adquirem a “responsabilidade do encaminhamento profissional”; Fragilidade das relações interpessoais ênfase no currículo e nos vínculos: afinidades ou interesses? Este conhecimento será útil para que? Relação tempo/aprendizagem; Educação/aprendizagem: a inclinação a descarregar sobre as costas dos trabalhadores todas as suas responsabilidades. Educação/poder: requer não apenas a aquisição das capacidades que consentiriam em fazer parte do jogo criado por outros, mas também a aquisição de poderes tais que permitam influenciar os objetivos, os lugares e as regras do jogo. Obviamente, falamos de capacidades não apenas individuais mas também sociais.
  10. 10. EMPODERAMENTO DO CIDADÃO (OUTORGA DE PODER) Capacidade de fazer escolhas e de agir eficazmente com base nas escolhas feitas; requer também a construção e a reconstrução de vínculos interpessoais. Há uma saída....  um dos desafios decisivos da educação permanente para a “outorga de poderes” está ligado à reconstrução do espaço público hoje cada vez mais desabitado, onde homens e mulheres possam empenhar-se em uma realização contínua dos interesses, dos direitos e dos deveres individuais e comunitários, privados e públicos. No mundo do estranhamento, do medo, da concorrência, o desenvolvimento da capacidade de interação com os outros: o diálogo, a negociação, a gestão e a resolução dos conflitos são
  11. 11. EDUCAÇÃO E POLÍTICA Para Pierre Bourdieu,  “quem não tem uma visão mais acabada do presente não poderia sonhar controlar o futuro”. Bauman pontua ainda, que:  A ignorância leva à paralisia da vontade. Quem não sabe o que guarda no depósito, não tem como calcular os riscos.  A ignorância política entrançada com a inatividade fica ao alcance da mão cada vez que é sufocada a voz da democracia ou as suas mãos ficam atadas. É preciso uma educação permanente para dar a nós mesmos a possibilidade de escolher. Mas temos ainda mais necessidade de salvar as condições que tornam as escolhas possíveis e ao nosso alcance.

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