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Coscarelli e Mitre (2007) - Oficina de Leitura e Prod de Textos - Resumo

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Coscarelli e mitre 2007 of de leit e prod de textos resumo

  1. 1. GÊNEROS AGADÊMIEDS › Resumo 35 RESUMO O QUE E uM REsuMO? PARA OuE sERvE? cOMO OEvE sER FEITO? [a Elabore suas respostas para as três perguntas acima a partir das suas próprias experiências com resumos. Caso queira saber mais sobre resumos, sugerimos uma consulta aos sites abaixo: httpz/ /bpassarelli. futuro. usp. br/ nexus/ pesquisa/ resumo. html httpz/ /www. rainhadapaz. g12.br/ projetos/ portugues/ producaotextos/ resumo_ nbr6028.htm httpz/ /wwwjornalismo. ufsc. br/ bancodedados/ md-redacao47.html Encontre outros sites que podem te ajudar e compartilhe os endereços com seus colegas. Sugerimos que você observe também anais e programas de congressos, nos quais normalmente você pode encontrar resumos das comunicações, mesas-redondas e oficinas, que podem servir de modelo para que você faça os seus quando for apresentar trabalhos em algum congresso ou seminário. Veja como esses resumos são construídos, a linguagem que utilizam, a forma de organização, etc. Lendo vários resumos desse tipo, você vai reparar que alguns são melhores que outros. Procure explicações para esse fato. Você pode aprender muito com essa análise. Bem, agora que você já está armado com muita teoria sobre resumos, vamos colocá-la em prática: [É] Leia atentamente o seguinte texto:
  2. 2. 36 OFICINA OE LEITURA E ? ROOUOÃO OE TEXTOS › Livro do ALUNO Quais são as fases de uso da droga? São quatro as fases pelas quais o usuário pode passar: . EXPERIMENTAÇÃO Nessa fase o indivíduo usa droga normalmente por curiosidade. Pode consumir também por pressão de amigos, disponibilidade da droga (beber um "golinho" da cerveja do pai), estava em uma festa onde todos usavam etc. Pode ser que nunca mais volte a usá-la ou pode passar para a fase seguinte. . CONSUMO ESPORÁDICO O indivíduo costuma usar nos finais de semana para alívio do estresse, da rotina, entre outros fatores, por exemplo. O consumo vai aumentando lentamente. . CONSUMO CONSTANTE O uso é maior que na fase anterior. Bebe, fuma ou cheira quase todos os dias. A quantidade aos finais de semana também aumenta. Tudo passa a ser motivo de comemoração ou começa a buscar a droga para rebater a desilusão daquele dia. . DEPENDÊNCIA QUÍMICA / DROGADICÇÃO Nessa fase tem-se a total inversão de valores de vida. A droga toma-se o "carro-chefe", nada é mais importante. Não vive sem a droga e a consome durante o dia, seja em casa ou no trabalho. Aqui se deve pro- curar tratamento urgente. (CARVALHO, A. ; SALLES, F. ; GUIMARÃES, M. Adolescência. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002.) Repare que o texto está divido em partes. Cada uma delas apresenta uma informação diferente, acrescentando uma nova idéia à informação anterior. Cada tópico traz o nome de uma das fases do uso de drogas, sintetizando, dessa forma, o que acontece em cada uma das etapas pelas quais costuma passar um usuário de drogas. Com base nas informações desse texto, escreva um pequeno depoimento de um jovem usuário de drogas, explicando sucintamente o seu percurso até a drogadicçâo. Q Compare seu texto com o dos colegas e veja que informação cada um deles selecionou para fazer parte do texto, a linguagem que escolheram para
  3. 3. GÊNEROS ACADÊMICOS > HeSIImD 37 redigir o texto. Discuta com eles qual dos textos apresenta clara e sucintamente as quatro fases, construindo também um texto bem articulado e que seja de fácil compreensão, sobretudo para quem não conhece o original. Essa foi fácil, não é mesmo? Como nem sempre as partes que compõem um texto aparecem desta- cadas e resumidas em subtítulos, você precisa saber fazer isso sozinho. Vamos tentar? Como tudo começou? e Al ns historiadores es eculam sobre a existência de táticas romo- gu . . cionais desde a pré-história. Ao colocar peles de animais nas entradas das cavernas, os trogloditas estavam querendo comunicar aos que por ali passassem que eles dispunham daquele tipo de material e estavam dis ostos a trocá-los or outros ob'etos. P P Outros relatos indicam a existência de atividades publicitárias em diversas civilizações antigas. Por exemplo, na Grécia, os oradores, que normalmente discursavam sobre temas políticos e filosóficos em praça pública, também eram empregados para fazer anúncios comerciais, pois eram homens que detinham o dom da palavra. Nesses primórdios, a maior parte da publicidade era oral. Registros gráficos para promover bens e serviços começam a tomar impulso na Roma antiga. Tabuletas escritas e inscrições pintadas em paredes também eram comuns, anunciando combates de gladiadores e outros espetáculos, reclames de casas de banho, medicamentos etc. As ferramentas de publicidade pouco evoluíram até o advento da imprensa de tipos móveis, inventada por Gutenberg. Antes disso, os textos tinham de ser escritos um a um, atividade desempenhada pelos copistas, quase totalmente monopolizada pela Igreja, que assim exercia o seu controle sobre as crenças e as idéias dos indivíduos. Com o novo invento, aliado a outros fatores, como o Renascimento e as idéias humanistas, mais pessoas começaram a aprender a ler e a escrever, demandando produtos culturais, como livros, jornais e almanaques. As instituições sociais, políticas e comerciais logo perceberam nessas publicações um poderoso canal para divulgarem suas idéias e produtos. Concomitantemente, os editores desses veículos, que até então auferiam ingressos irrisórios, descobriram que poderiam lucrar mais se cobrassem para que outras empresas inserissem anúncios em suas páginas.
  4. 4. 38 OEIOIIIA OE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS D LÍVrD dO ALUNO (SANTOS, Gilmar. Princípios da publicidade. ra UFMG, 2005. p. 31-33. Texto adaptado. ) Belo Horizonte: Edito Esse texto pode ser divido e uma informação diferente e acres anterior. m partes. Cada uma delas apresentando centando uma nova idéia à informação Faça uma divisão desse texto e identifique o tópico abordado nessas partes. Pense num título ou frase qu e sintetize as idéias principais delas: Parte 1: Parte 2: Parte 3: Etc. Utilize esses títulos começou? ", observando as na questão 1. O seu texto publicidade". orientações dadas nas respostas que você elaborou pode agora chamar-se "umaâbrevíssima história da
  5. 5. GÊNEROS AOAOêMIcOs › Resumo 39 Como na atividade anterior, compare seu texto com o dos colegas. Veja como eles subdividiram o texto e que informações selecionaram para fazer parte do resumo. É importante que o resumo seja um texto bem articulado e não um conjunto de frases justapostas. E] Na tarefa sobre esquemas você leu o texto "Viciados em F7" e elaborou um esquema para ele. Volte a esse esquema e desenvolva os pontos que você destacou, procurando interligá-los de maneira lógica e bem articulada, transformando-os em um resumo do texto. Procure estruturar e articular bem os períodos e os parágrafos, para que seu resumo fique bem "redondinho". Só se aprende a resimir, resumindmPOrtamO, pratique! > Dica: Para a produção de um bom resumo, de acordo com Almeida et al.1 (1983), vale observar: Antes: - Faça uma leitura geral, para descobrir do que se trata: observe títulos e subtítulos, introdução e conclusão, etc. - Releia o texto original, uma ou mais vezes, sublinhando frases ou palavras importantes, para ajudar a identificar as partes principais do texto. - Procure estabelecer qual é o tema central do texto lido. Qual é o eixo que seu resumo deverá seguir? O que há de mais importante naquela obra? - Observe os elementos coesivos do texto, como os conectivos. Durante: - Você pode optar por seguir a ordenação dada pelo autor, ou estabelecer a sua própria organização. Seja qual for sua opção, pense sempre em qual é a melhor maneira de fazer isto, qual é a mais clara, qual recupe- ra melhor as relações entre as idéias, qual é a mais econômica, qual se adequa melhor aos propósitos do resumo. - Observe a idéia encerrada em cada parágrafo. Tente fazer o resumo de cada parte, observando a ligação entre as idéias. - Procure registrar apenas os conceitos e explicações mais relevantes para a compreensão do texto. Se for preciso, anote algum exemplo que facilite o l ALMEIDA, Laura; CUNHA, Maria Antonieta; COSTA VAL, Maria da Graça. Curso não-formal de redação. Caderno 1. FALE/ UFMG, 1983.
  6. 6. 40 OEIOINA DE LEITURA E PRODUÇÃO OE TEXTOS › LivrO do ALUNO entendimento ou a recuperação de algum aspecto do texto. Pense: o que eu anotei é mesmo importante? O que eu não anotei é mesmo dispensável? - Pense no seu futuro leitor (que pode ser você mesmo): as informações que serão deixadas implícitas são facilmente resgatáveis? Depois: - Leia o seu texto e veja se há uma estrutura coerente, isto é, se todas as partes estão bem encadeadas e se formam um todo. - Observe os aspectos formais do seu texto: > Qoesão-› termos que retomam outros anteriormente citados, como isso, essa, ele, ela, aquele, etc. têm antecedentes claros? ; as relações lógicas (causalidade, tempo, adição, contraposição, explicação, etc. ) entre as idéias estão explicitadas? ; o vocabulário utilizado é preciso e adequado? ; etc. ; > Estrutura das frases-› As frases estão completas e bem construidas? ; > Concordância -› verbal e nominal; > Ortografia, pontuação. Prestando atenção nestes aspectos, temos certeza de que seu resumo atingirá o objetivo de ser uma síntese do texto original. E Para praticar um pouco mais a produção de resumos, escolha um pequeno texto (ou trecho de texto) de uma disciplina que você está cursando ou sobre um tema que te interessa pessoalmente e faça um resumo dele. Lembre-se de anexar o texto original ao resumo. Não deixe de observar os passos sugeridos por Almeida et al. (1983) e nos sites para a produção de resumo. Agora troque seu resumo com um colega: ele avalia o seu e você avalia o dele. Para isso, use os seguintes critérios: a) É possível compreender o resumo sem ter lido o original? b) O texto do resumo está bem organizado e bem articulado? c) Leia o texto original e verifique se as idéias que você considerou como sendo as mais importantes estão presentes no resumo. d) Verifique se não há conflitos entre o resumo e o texto fonte. e) O resumo está bem escrito? (registro, pontuação, concordância, estru- tura das frases, etc. ) Caso esses quesitos estejam contemplados no resumo do seu colega, é sinal de que o resumo está bom. Veja se ainda há aspectos que podem melhorar e ajude-o a fazer isso.

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