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Relatório Global Positioning System (GPS)

  1. 1. ULHT! GPS GPS Global Positioning System CET Sistemas de Informação GeográficaProfessor: Turma SIGPaulo Lusitano Rui Matos | Nºa21003982 Lisboa, 30 de Maio de 201130 de Maio de 2011! 1
  2. 2. ULHT! GPSÍndiceIntrodução 4 I. O que é? 5 II. Componentes Genéricos do Sistema GPS 6 III. Equipamentos GPS 7 IV. Sinais Emitidos Pelos Satélites 9 V. Mensagem de Navegação 10 VI. Posicionamento por Trilateração 11 VII. A Posição dos Satélites no Espaço 12 7.1. Factores Que Afectam A Precisão Do Posicionamento 13 VIII. Erros 14 IX. Caso de Estudo 15 9.1. Metodologia 16 9.1.1. Sistema DGPS multi-antena adaptado a um veículo tipo moto-quatro 16 9.1.2 Sistema DGPS Uni-Antena Transportado Manualmente 17 9.1.3 Método de Levantamento de Campo 18 9.2. Desempenho das Metodologias 19 9.2.1. Erros Instrumentais 19 9.2.2. Erros Metodológicos 20 9.2.3. Erros Operacionais 21 9.1. Erros Associados ao Método de Monitorização 22Conclusão 23Bibliografia 2430 de Maio de 2011! 2
  3. 3. ULHT! GPS30 de Maio de 2011! 3
  4. 4. ULHT! GPSIntroduçãoEste trabalho foi proposto pelo docente de GPS, Paulo Lusitano, com o objectivo aumentar osconhecimentos sobre o Sistema Global de Posicionamento, e também de servir como estudopara o exameAo longo deste trabalho irá-se conhecer alguns componentes técnicos sobre o GPS, incluindoum caso de estudo português, que consiste na monitorização da costa terrestre.30 de Maio de 2011! 4
  5. 5. ULHT! GPSI. O que é?O GPS, também conhecido como, Sistema de Posicionamento Global, é um sistema denavegação por satélite que fornece a um aparelho receptor móvel a posição do mesmo, assimcomo informação horária, sob quais condições atmosféricas, a qualquer momento e emqualquer lugar na Terra, desde que o receptor se encontre no campo de visão de quatrosatélites GPS. Inicialmente o seu uso era exclusivamente militar, estando actualmentedisponível para uso civil gratuito. No entanto, poucas garantias apontam para que em tempode guerra o uso civil seja mantido, o que resultaria num serio risco para a navegação. O GPSfoi criado em 1973 para superar as limitações dos anteriores sistemas de navegação.30 de Maio de 2011! 5
  6. 6. ULHT! GPSII. Componentes Genéricos do Sistema GPSO sistema GPS é constituído por três componentes genéricos que são denominados nalinguagem militar, de segmento espacial, segmento controlo e segmento de utilizadores. • O segmento de controlo tem a responsabilidade de manter integridade dos satélites e dos dados por eles transmitidos, zelando portanto pela manutenção da qualidade do serviço prestado aos utilizadores. • O segmento espacial é constituído por todos os satélites do sistema que estejam em órbita, incluindo tanto aqueles que se encontram em operação efectiva como os que se destinam a suprir eventuais avarias (satélites redundantes ou de “backup”) e ainda os que se encontrem desactivados mas ainda no espaço. • O segmento dos utilizadores é constituído por todos os que, efectivamente, utilizam um receptor GPS, sejam eles utilizadores comuns ou utilizadores autorizados.30 de Maio de 2011! 6
  7. 7. ULHT! GPSIII. Equipamentos GPSDe um modo genérico podemos classificar os equipamentos GPS em equipamentos fixos eequipamentos móveis. Os equipamentos móveis são a esmagadora maioria dos equipamentosGPS; são estes equipamentos que são utilizados no terreno nas tarefas de navegação,levantamento e de implantação. Os equipamentos fixos são usualmente colocados em pontoscujas coordenadas são conhecidas com elevado grau de precisão e destinam-se ao cálculo decorrecções que permitem aumentar grandemente a precisão das coordenadas calculadas poroutros equipamentos GPS6. Qualquer equipamento GPS, independentemente do tipo a quepertença, possui basicamente os mesmos componentes: receptor, unidade de controlo(microcomputador) e software de apoio.Seguem-se breves descrições sobre cada um destes componentes:• Receptor: os modernos receptores de código C/A7 são capazes de elevadas frequências de posicionamento (várias determinações por segundo) e conseguem precisões com pós processamento diferencial que variam entre 5 e menos de um metro. Os receptores variam em peso, tamanho, número de posicionamentos que são capazes de guardar em memória e número de canais disponíveis para captar os sinais dos satélites. Quando estacionados num dado ponto ou em deslocamento entre dois pontos, os receptores determinam a sua posição recorrendo ao processamento dos sinais emitidos pelos satélites GPS;• Unidade de controlo: é um microcomputador (portátil no caso dos equipamentos móveis) onde corre “software” específico que configura o receptor e controla a sua operação – por exemplo, fixando o tipo posicionamento calculado (a duas ou a três dimensões), frequência com que é recalculada a posição, etc.. É através destas unidades que o operador pode intervir no funcionamento do receptor. Algumas unidades de controlo permitem associação de atributos aos pontos cujas coordenadas forem calculadas. Por vezes o receptor e a unidade de controlo estão agrupados constituindo um único elemento; esta associação é mais frequente nos equipamentos destinados à navegação de lazer.• Software de Apoio: conjuntamente com cada equipamento GPS destinado a ser utilizado em trabalhos topográficos é usualmente fornecida uma aplicação informática destinada à realização de duas tarefas distintas, a saber: configuração prévia da unidade de controlo de modo a optimizar as tarefas de recolha de dados no campo; edição e processamento dos dados recolhidos. Estas tarefas são constituídas por um conjunto de actividades de entre as quais são de realçar as seguintes:30 de Maio de 2011! 7
  8. 8. ULHT! GPS A. planeamento do trabalho de campo (determinação da posição dos satélites numa dada data, avaliando a sua utilidade para posicionamento ao longo do período no qual se prevê a execução das operações de campo); B. cópia para um microcomputador de secretária de toda a informação armazenada na unidade de controlo durante o trabalho de campo; C. Aplicação de métodos diferenciais para melhorar a precisão dos resultados obtidos no campo; D. Edição e adição de atributos; E. impressão de cartografia; F. Exportação de ficheiros com os resultados do trabalho efectuado, em formatos reconhecidos por software de uso generalizado nos domínios da produção cartográfica e dos sistemas de informação geográfica (SIG).30 de Maio de 2011! 8
  9. 9. ULHT! GPSIV. Sinais Emitidos Pelos SatélitesOs osciladores existentes a bordo dos satélites permitem a geração um sinal oscilatório, deelevada estabilidade no tempo, com frequência f 0 = 10.23 MHz . Os satélites GPS emitem osseus sinais em duas frequências portadoras obtidas de f 0 , denominadas L1 (frequência 154f0 = 1575.42 MHz ) e L2 ( 120f 0 = 1227.60 MHz ); estes valores da frequência colocam asemissões dos satélites na zona do espectro das radiações electromagnéticas ocupado pelasmicroondas.As portadoras L1 e L2 são modeladas por um conjunto de códigos binários, isto é, sequênciasde zeros ou uns.Estes códigos binários são sequências de bits que não manifestam seguir qualquer padrão, istoé, aparentem ser sequências aleatórias de bits. Naverdade estes códigos são perfeitamentedeterminísticos: as sequências são resultado dautilização de algoritmos matemáticos sendo, porisso, perfeitamente previsíveis as sequências. Poroutro lado, a potência do sinal electromagnético que atinge os receptores GPS é muitopequena, muito próxima da potência do “ruído de fundo electrostático”. O ruído de fundoelectrostático é um sinal electromagnético “fóssil”, perfeitamente aleatório e uniformementedistribuído por todas as frequências do espectro electromagnético, contemporâneo da criaçãodo Universo e que, tanto quanto se sabe, apresenta estas mesmas características em qualquerlugar. É por estas duas razões que estes códigos são frequentemente denominados códigosPRS11 ou códigos PRN12.30 de Maio de 2011! 9
  10. 10. ULHT! GPSV. Mensagem de NavegaçãoCada satélite emite um conjunto de dados que permite aos receptores determinar os valoresdas seguintes variáveis:• Hora do satélite e a correcção que lhe deve ser aplicada;• Posição do satélite no espaço (efemérides do satélite);• Posição aproximada dos satélites GPS (almanaque da constelação);• Condição de operação do satélite (operacional ou inoperacional);• Correcção à hora do satélite para hora GPS;• Estimativas dos efeitos que o atravessamento da atmosfera provoca nos sinais GPS (atrasos atmosféricos)Esta mensagem de navegação é transmitida a 50 bits/s, tanto em L1 como em L2.30 de Maio de 2011! 10
  11. 11. ULHT! GPSVI. Posicionamento por TrilateraçãoA trilateração determinação das coordenadas de um ponto por utilização de um receptor GPScorresponde à resolução de um problema clássico da geometria. A trilateração permite adeterminação das coordenadas de um ponto com base nas coordenadas de um certo númerode pontos, distintos uns dos outros, e da medição das distâncias que medeiam entre o novoponto e os pontos fixos.No caso do posicionamento com GPS, os pontos fixos são as coordenadas de posiçãoinstantâneas dos satélites cujos sinais são recebidos e processados pelo receptor GPS queocupa o ponto de coordenadas desconhecidas. Como já referido, é o processamento dos sinaisrecebidos de cada satélite que permite ao receptor GPS determinar a distância que o separadesse satélite.30 de Maio de 2011! 11
  12. 12. ULHT! GPSVII. A Posição dos Satélites no EspaçoComo é sabido, o cálculo de uma posição ocupada por um receptor GPS baseia-se na resoluçãode uma trilateração. Os pontos fixos desta trilateração são as posições ocupadas pelos satélitesnos instantes para os quais foram determinadas as distâncias que os separam do receptor. Aqualidade do posicionamento irá depender em larga medida da precisão com que se conheçamas posições que os satélites vão ocupando no tempo.As órbitas dos satélites, atendendo à grande altitude a que estes se deslocam, são muitoestáveis não querendo com isto dizer que não estejam sujeitos a pequenas perturbações cujosefeitos têm tendência para se irem acumulando com o tempo. Como já referido nestetrabalho, o segmento de controlo tem a tarefa de monitorizar constantemente os satélites e,sempre que necessário, recalcular as suas órbitas. Perante este tipo de situação, osparâmetros orbitais actualizados são transmitidos para os devidos satélites, sendoimediatamente incorporados nas suas mensagens de navegação, ficando assim quaseinstantaneamente acessíveis aos utilizadores do sistema. Estes parâmetros orbitais de cadasatélite denominam-se efemérides do satélite e permitem estimar com elevado rigor a posiçãoque esse satélite ocupa num dado instante.Mas não é apenas para o posicionamento que é necessário conhecer a localização de cadasatélite no espaço, existem duas outras operações que exigem também o conhecimento dasposições dos satélites, embora o grau de precisão necessária seja inferior, essas operações sãoo planeamento dos trabalhos de campo e a inicialização de um receptor.Para o planeamento é imprescindível, para além do conhecimentos das coordenadasaproximadas da região onde os trabalhos se irão efectuar, conhecer as posições que ossatélites vão ocupando ao longo do intervalo de tempo durante o qual se pretende executar astarefas de campo, só assim se poderá determinar com antecedência os períodos de tempodurante os quais se verificarão configurações geométricas da constelação, no caso do receptor,compatíveis com o grau de precisão exigido ao levantamento.Por outro lado se, ao colocar em funcionamento um receptor, se este não dispuser deinformação relativa à posição dos satélites da constelação em relação à posição que ele próprioocupa, então poderá perder-se muito tempo a tentar captar os sinais emitidos por satélitesque, na maioria, se encontram ocultados pela Terra e cujos sinais, portanto, não podem atingiro receptor.Por estas duas razões reveste-se de grande importância a capacidade de poder prever, aindaque com um nível de precisão não muito elevado, a posição de todos os satélites GPS emqualquer instante. O conjunto dos elementos que permitem estimar a posição ocupada por30 de Maio de 2011! 12
  13. 13. ULHT! GPStodos os satélites GPS num dado instante é denominado almanaque. Em princípio, umalmanaque mantém a sua validade por períodos de sessenta dias. A sua actualização écompetência do segmento de controlo que, sempre que necessário, procede à sua actualizaçãoe à sua transmissão para todos os satélites. O almanaque actualizado será incorporado namensagem de navegação de todos os satélites tornando-se, a partir desse instante, acessível atodos os utilizadores.7.1. Factores Que Afectam A Precisão Do PosicionamentoOs factores que afectam a precisão com que são calculadas as coordenadas da posiçãoocupada por um receptor GPS são agrupados da seguinte forma:• Posição que os satélites utilizados nos cálculos ocupam relativamente ao receptor (arranjo espacial dos satélites relativamente ao receptor);• Erros cometidos nas medições das distâncias aos satélites e na determinação das posições desses satélites.30 de Maio de 2011! 13
  14. 14. ULHT! GPSVIII. ErrosOs valores que o receptor encontra para grandeza das distâncias aos satélites são afectadospor um conjunto vasto de imprecisões da variada magnitude.O erro da posição do novo ponto resulta do efeito conjunto dos erros que afectam as mediçõesdas distâncias e dos erros que afectam as coordenadas dos pontos fixos. Estes erros sãoagrupados em duas categorias distintas:• Erros involuntários, isto é, erros que, de modo geral, são resultado de causas naturais. Quando resultantes de acção humana, são sempre involuntariamente introduzidos;• Erros voluntários que, como a própria denominação indica, são o resultado de acção humana voluntária. Têm como objectivo diminuir a utilidade do sistema GPS podendo mesmo, em situações extremas, torná-lo completamente inútil;• Erros voluntários que, como a própria denominação indica, são o resultado de acção humana voluntária. Têm como objectivo diminuir a utilidade do sistema GPS podendo mesmo, em situações extremas, torná-lo completamente inútil.30 de Maio de 2011! 14
  15. 15. ULHT! GPSIX. Caso de EstudoA rapidez no processo de monitorização de segmentos litorais constituídos por praias arenosasrelativamente extensas, aliada a níveis de precisão indispensáveis para estudos de evolução dalinha de costa,implica, frequentemente, o desenvolvimento de novas metodologias.Durante as últimas décadas, os levantamentos de campo efectuados, recorreram,principalmente, a técnicas fotogramétricas ou de geodesia. Com a chegada das técnicas degeodesia espacial, foram introduzidas novas metodologias de base terrestre e aérea nosprogramas de monitorização litoral.O seguinte caso de estudo apresenta um protótipo que foi desenvolvido para monitorizar, deforma eficiente e produtiva, as morfologias presentes em praias arenosas. Este protótiporecorre à utilização do GPS, incorporando um sistema multi-antena GPS montado num veículotodo-o-terreno apropriado para se deslocar em ambiente de praia, ou seja ambientesarenosos.A monitorização é efectuada sob a forma de uma rede de perfis longitudinais e transversaisrelativamente à linha de costa, que incluem toda a praia sub-aérea, desde o limite de espraioda onda até à base do cordão dunar frontal, ou outra variação topográfica significativa doterreno.A partir da rede de perfis GPS obtida, cuja densidade é definida, em cada caso, de acordo comas características do terreno, é gerado um modelo de elevação do terreno. A partir dessemodelo é possível extrair informação relevante para caracterização morfodinâmica de praiasarenosas, nomeadamente o volume da praia emersa, o declive da face da praia, a localizaçãode bermas e de outros elementos morfológicos.30 de Maio de 2011! 15
  16. 16. ULHT! GPS9.1. Metodologia9.1.1. Sistema DGPS multi-antena adaptado a um veículo tipo moto-quatroUma das dificuldades inerentes à utilização de GPS em modo diferencial (DGPS) cinemático adaptado a um veículo prende-se com aeventual redução da precisão do sistema. Havendo uma só antena, arelação entre a posição do solo e a da antena apenas pode seraproximada pela subtracção, na direcção da vertical do local, da alturada antena ao solo (supostamente conhecida e constante). Os desviosrelativos à vertical provocados pela inclinação do terreno induzem um erro na posição, erroesse que será tanto maior quanto maior for o comprimento do bastão que fixa a antena, paraum mesmo ângulo de inclinação.Face às presentes evidências foi desenvolvido um sistema multi-antena que visa corrigir oserros de planimetria e altimetria. Esse sistema consiste em duas antenas GPS colocadastransversalmente relativamente à direcção de movimento (uma terceira antena GPS pode sercolocada para determinação do ângulo de mergulho). Através do cálculo da posição de ambasas antenas, é estimado o ângulo de inclinação do braço que une a antena exterior ao solo,sendo este assim compensado. opção pela utilização de um braço de apoio lateral tem comoobjectivo facilitar a monitorização da base da duna. Esse braço apresenta, no entanto, outrotipo de vantagens, mais concretamente ao nível da segurança para o operador no processo demonitorização da crista de bermas ou de escarpas de erosão talhadas em bermas. Também nocaso da realização de perfis pelo limite de espraio da onda, a utilização do braço lateral traduz-se em maior segurança e facilidade operacional. O sistema do braço lateral foi desenvolvido demodo a poder ser facilmente aplicado ao veículo no início de cada campanha, podendo seradaptado ao seu lado esquerdo, ou direito, de acordo com o interesse de monitorização. Foiprestada atenção à pressão do pneu da roda lateral, de forma a garantir que não ocorramvariações significativas na altura da estrutura entre várias campanhas. Uma vantagemdecorrente da rapidez de execução consiste na capacidade de monitorizar, ao longo de váriosquilómetros, o limite da baixa-mar. Outra vantagem prende-se com a possibilidade demonitorizar a praia após eventos de temporal.30 de Maio de 2011! 16
  17. 17. ULHT! GPS9.1.2 Sistema DGPS Uni-Antena Transportado ManualmenteQuando a zona que se pretende estudar tem uma área reduzida ou éde difícil acesso a veículos, como seja o caso de uma praia comgrande quantidade de afloramentos rochosos, o sistema DGPS querecorre à utilização de uma antena transportada pelo observador é omais prático. Tendo em conta a necessidade de assegurar elevadaprecisão, optou-se neste caso por desenvolver um sistema em que aantena GPS é fixa a um bastão na base do qual é adaptada uma roda . O bastão étransportado pelo operador na vertical, de forma a manter uma altura constante da antena,relativamente ao solo, ao mesmo tempo que a roda acompanha as variações da topografia doterreno.Este sistema apresenta vantagens de manuseamento em relação a sistemas em que o bastãoé adaptado a uma mochila, uma vez que não é possível controlar, neste último caso, nem adistância em relação ao solo nem os locais exactos de passagem. Apesar das limitaçõesespaciais da área a monitorizar, esta metodologia apresenta vantagens relativamente aostradicionais perfis obtidos pelos métodos de geodesia clássica. Destaca-se a maior rapidez noprocesso de aquisição de dados e um maior volume de informação por perfil realizado.30 de Maio de 2011! 17
  18. 18. ULHT! GPS9.1.3 Método de Levantamento de CampoUm dos primeiros aspectos no planeamento do trabalho de campo relaciona-se com a escolhada distribuição espacial dos dados. A presente metodologia de monitorização permite fazer aaquisição de dados segundo perfis. De acordo com a velocidade de deslocação do veículo,considerando o sistema multi-antena adaptado a um veículo moto-quatro, e da cadência deaquisição de dados, a qual é predefinida pelo operador do sistema, a distribuição espacial dasposições poderá variar num perfil. Para um receptor GPS que opera a 5 Hertz, é possívelrecolher cinco posições por segundo. Se o veículo se desloca a uma velocidade constante de5m/s é possível obter posições espaçadas metro a metro ao longo do perfil. Tendo em contaque o objectivo final é a geração de um DEM, torna-se necessário definir uma rede de perfislongitudinais e transversais à linha de costa. As relações entre o número de perfis e adimensão da área geográfica determinam uma maior ou menor capacidade em representar amorfologia do terreno. Como base de trabalho considera-se que o número de perfistransversais e longitudinais realizados num determinado segmento litoral de praia emersa deveser escolhido de acordo com as características morfológicas do terreno. Os perfis longitudinaise transversais devem ser efectuados de forma a delinear, da melhor forma possível, asprincipais morfologias de praia, tais como bermas, cúspides e terraços de maré.30 de Maio de 2011! 18
  19. 19. ULHT! GPS9.2. Desempenho das Metodologias9.2.1. Erros InstrumentaisCada medida GPS em modo diferencial é afectada por uma fonte de erro que depende dadistância entre a estação de referência e a estação móvel. De acordo com 1 , as precisõeshorizontal e vertical são, respectivamente, de 0,01 m e 0,02 m, às quais se adiciona o factor(2 ppm*d), em que d representa a distância entre as estações de referência e móvel. Se forconsiderada uma distância média entre ambas as estações de 10 quilómetros, a precisãoinstrumental será de 0,03 m em planimetria e de 0,04 m em altimetria. Em posicionamentocinemático é de prever, contudo, uma degradação da precisão para distâncias superiores a 10quilómetros.1 Professor universitário na Universidade Graz, Alemanha.30 de Maio de 2011! 19
  20. 20. ULHT! GPS9.2.2. Erros MetodológicosOs testes que visam avaliar a exactidão foram realizados considerando a comparação entremedidas efectuadas por uma técnica independente, com recurso a uma estação total, emedidas obtidas pelo sistema DGPS uni-antena, ao longo de perfis transversais à praia. Osresultados obtidos indicam que as diferenças entre ambas as técnicas nas componenteshorizontal e vertical são da ordem do centímetro. Em geral, essas diferenças são inferiores a0,03 m. Os testes de precisão tiveram como objectivo comparar o desempenho dasmetodologias apresentadas na secção anterior, em condições de trabalho de campo. Uma redede perfis longitudinais e transversais à linha de costa foi monitorizada por ambas asmetodologias. A precisão foi avaliada em pontos situados no cruzamento de perfis, os quaisconstituíram pontos de controlo. A diferença na componente vertical do posicionamento, entreambas as metodologias, considerando os pontos de controlo, foi inferior a 0,02 m.30 de Maio de 2011! 20
  21. 21. ULHT! GPS9.2.3. Erros OperacionaisAs medidas obtidas pelo sistema uni-antena DGPS são afectadas por inclinações do bastão aoqual está adaptada a antena. Essas inclinações podem ser provocadas pelo operador, devido adescuidos no transporte do bastão. Como exemplo, para uma antena transportada a umaaltura de 2 m relativamente ao solo e considerando, nessa situação, um desvio da vertical de10º no bastão ao qual está adaptada a antena, é induzido um erro de 0,34 m na componenteplanimétrica da posição e 0,03 m na componente altimetria. Por conseguinte, a experiência dooperador de campo é um factor relevante para a produção de bons resultados. Relativamenteao sistema multi-antena DGPS apresentado, deve ser referido que este apenas corrige os errosda componente de inclinação lateral do veículo, ou seja, dos movimentos rotativos do bastãovertical em relação ao eixo longitudinal do veículo. A componente de mergulho, a qual estárelacionado com movimentos rotativos do bastão vertical em relação ao eixo transversal doveículo, pode ser corrigida com a utilização de uma terceira antena, segundo uma direcçãoperpendicular à linha formada pelas outras duas antenas. Uma vez que as principaisinclinações do terreno nas praias arenosas onde foram realizados os testes (costa ocidental dePortugal) ocorrem quando o veículo se desloca na direcção longitudinal da praia, considerou-seser pouco relevante a introdução de uma terceira antena GPS.30 de Maio de 2011! 21
  22. 22. ULHT! GPS9.1. Erros Associados ao Método de MonitorizaçãoConforme foi referido na secção anterior, o método de monitorização consiste na realização deperfis longitudinais e transversais à linha de costa. Esses perfis podem ser considerados comoa base para a interpolação posterior e consequente geração do DEM relativo ao segmento em estudo. Por conseguinte, quanto melhor a cobertura de um determinado segmento litoral, ou seja, quanto maior for o número de perfis longitudinais e transversais, melhor será o suporte para a interpolação que irá gerar o DEM. Todavia, um volume de informação demasiado denso representa custos acrescidos, relacionados com a maior duração da monitorização, bem como de dificuldades acrescidas, relacionadas com algumas rotinas de processamento. Em oposição, um volume de informação demasiado escasso pode impedir uma representação satisfatória da superfície monitorizada. Os resultados apresentados num teste que consistiu na avaliação do volume sedimentar médiode uma praia, por comparação de dois DEMs gerados apartir de grelhas de perfis, cujo espaçamento médio ésignificativamente distinto. No primeiro caso, oespaçamento entre perfis transversais e longitudinais éde cerca de 20 m e, no segundo, é de cerca de 10 m.Saliente-se, que não houve preocupação em manterconstante a distância entre perfis, mas apenas dedelinear as morfologias do terreno. Por conseguinte, adistribuição geral dos perfis no terreno não é uniforme.Os levantamentos de campo para este teste foramefectuados no mesmo local e em simultâneo. Para ageração do DEM utilizou-se um método interpolador querecorre a redes de triângulos irregulares (Triangular Irregular Networks –TIN). Os resultadosobtidos indicam que a diferença média na componente altimétrica entre as duas superficiesgeradas por interpolação, ou seja, entre os dois DEMs, é de cerca de 0,009 m.30 de Maio de 2011! 22
  23. 23. ULHT! GPSConclusãoApós a conclusão deste trabalho, pode-se afirmar que:• Existe mais consciência em relação aos satélites;• Adquiriu-se mais conhecimento sobre questões técnicas relacionadas com GPS;• Descobriu-se casos de estudos, alguns de Portugal, outros de outros paises, casos esses que abordam a temática GPS.Relativamente ao caso de estudo abordado neste trabalho, conclui-se que o desenvolvimentode um sistema multi-antena DGPS adaptado a um veículo moto-quatro visa dar resposta auma lacuna na exploração das potencialidades oferecidas pelo GPS para monitorização depraias. Este sistema apresenta, pela forma como foi desenvolvido e implementado, algunsaspectos que se podem considerar inovadores. Neste caso, ainda se destaca o baixo custo dasmetodologias propostas, especialmente no que diz respeito a aspectos relacionados com alogística e operacionalidade do sistema, o qual pode operar em praticamente todas ascondições meteorológicas. Esta é talvez uma das mais importantes vantagens do sistema,quando o objectivo se relaciona com a realização de programas que incluem monitorizaçãosistemática do litoral.30 de Maio de 2011! 23
  24. 24. ULHT! GPSBibliografiaOs recursos por nós utilizados na World Wide Web foram:• http://pt.wikipedia.org/• http://www.dgge.pt/• http://www.igeo.pt/• http://www.igeoe.pt/• http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/• http://luiscosta.free.fr/Docs/RELFINAL_PSTFC.pdf• http://site.ifpb.edu.br/arquivos/GPPI/sig.pdf30 de Maio de 2011! 24

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