Coaching modulo i-no_pw

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Coaching modulo i-no_pw

  1. 1. Curso de Coaching <br />MàDULO I <br />2 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  2. 2. ç Æo: O material deste m¢dulo est  dispon¡vel apenas como parƒmetro de estudos para <br />É proibida qualquer forma de comercializa‡Æo do <br />mesmo. Os cr‚ditos do conte£do aqui contido sÆo dados aos seus respectivos autores <br />descritos nas Ref e rˆncias Bibliogr ficas. <br />3 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  3. 3. SUMµRIO <br />MàDULO I <br />É COACHING? <br />1.2 DEFININDO O COACHING <br />1.3 A ORIGEM DO TERMO <br />1.4 DEFININDO COACH <br />1.5 DEFININDO COACHING <br />1.6 A TIPOLOGIA DO PROCESSO DE COACHING <br />1.6.1 Coaching Pessoal (ou de Vida) <br />1.6.2 Coaching de Relacionamento <br />1.6.3 Coaching Esportivo <br />1.6.4 Coaching Profissional ou Organizacional <br />MàDULO II <br />2 <br />CONCEITOS <br />E <br />METODOLOGIAS <br />RELACIONADAS <br />AO <br />COACHING <br />EXECUTIVO <br />2.1 O COACHING EXECUTIVO NO AMBIENTE DE NEGàCIOS <br />2.2 CONTEXTUALIZANDO O NOVO MUNDO DOS NEGàCIOS E A IMPORT¶NCIA <br />DA APRENDIZAGEM CONSTANTE <br />2.3 O COACHING COMO ESTRATGIA CONTEMPOR¶NEA PARA A INOVA€ÇO <br />2.4 <br />CONTRIBUI€åES E <br />VANTAGENS DO <br />PROCESSO DE <br />COACHING <br />EXECUTIVO <br />2.5 HISTORICIDADE DA CONSTITUI€ÇO DO COACHING DE EXECUTIVOS <br />2.6 DIFEREN€AS ENTRE O COACHING EXECUTIVO, O MENTORING, <br />COUSELLING E A TERAPIA <br />2.7 O PROCESSO DO COACHING DE EXECUTIVOS <br />4 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  4. 4. 3 ESTABELECIMENTO DE UMA RELA€ÇO DE CONFIAN€A <br />3.1 DEFINI€ÇO DE OBJETIVOS <br />3.2 ANµLISE DO ESTADO DAS COISAS <br />3.3 ELABORA€ÇO/ESTABELECIMENTO DO PLANO DE A€ÇO <br />3.4 MONITORAMENTO E ACOMPANHAMENTO <br />3.4.1 A importƒncia da escolha do coach <br />MàDULO III <br />4 PRINCÖPIOS DO COACHING <br />4.1 RELA€ÇO ENTRE COACHING E LIDERAN€A <br />4.1.1 Uma Nova Cultura <br />4.2 O GESTOR DESEJADO E O GESTOR REAL <br />4.2.1 A Humaniza‡Æo das Organiza‡äes <br />4.3 COACHING : A HUMANIZA€ÇO DA GESTÇO <br />4.4 FUN€ÇO DO COACHING <br />4.4.1 Performance e Desenvolvimento <br />4.5 PAPIS DO LÖDER - COACH <br />4.6 AS CONQUISTAS DO COACH <br />4.7 FASES DO COACHING EXECUTIVO <br />5 FREAS <br />6 BERGER <br />7 THATCH & HEINSELMAN <br />8 LACHLAN GROUP <br />9 FREAS & MANKIN <br />10 FUNDA€ÇO AMERICANA DE ADMINISTRA€ÇO DO CONGRESSO (2006) <br />(CONGRESSIONAL MANAGEMENT FOUNDATION) <br />11 KILBURG <br />12 ARAéJO <br />5 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  5. 5. MàDULO IV <br />13 COLOCANDO EM PRµTICA O COACHING EXECUTIVO <br />13.1 O PROCESSO DE COACHING <br />– 1§ Etapa <br />13.2.1 Coaching: Uma rela‡Æo de confian‡a, Abertura e Responsabilidade <br />13.2.2 Feedback <br />13.2.3 Feedback 360 graus <br />13.2.4 Usando o m‚todo CLIER <br />13.2.5 Coaching e comunica‡Æo <br />13.2.6 Os est gios da aceita‡Æo do processo de coaching <br />13.2.7 L¡der e coach <br />13.2.8 Valores <br />13.2.9 A quem pertence o Processo de Coaching ? <br />– 2§ Etapa <br />13.3.1 Declara‡Æo da MissÆo e Efetividade do Desenvolvimento <br />13.3.2 Declara‡Æo da VisÆo <br />13.3.3 Perguntas que identificam a visÆo <br />13.3.4 Estabelecendo Metas <br />13.3.5 Quando uma pessoa solicita o apoio do coach <br />– 3§ Etapa <br />13.4.1 A importƒncia da visÆo de futuro <br />13.4.2 Conceito de sucesso e realiza‡Æo <br />13.4.3 Trˆs indicadores de sucesso <br />13.4.4 Diferen‡as no processo de coaching <br />13.4.5 Pontos importantes no processo de coaching <br />13.4.6 Identificando os Padräes de Desempenho do Cliente <br />13.4.7 O Coach deve Oferecer Feedback <br />– 4§ Etapa <br />13.5.1 O papel do coach <br />13.5.2 Matriz Responsabilidade X Autonomia <br />6 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  6. 6. 13.5.3 Quatro Competˆncias de Lideran‡a <br />13.5.4 O Plano de A‡Æo <br />13.5.5 Acompanhamento do Plano <br />– Os Obst culos <br />13.5.7 Resultados: sucessos e fracassos <br />REFERÒNCIAS BIBLIOGRµFICAS <br />7 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  7. 7. MàDULO I <br />"Coaches profissionais proporcionam uma parceria cont¡nua criada para <br />ajudar clientes a conseguir resultados satisfat¢rios em sua vida pessoal e <br />profissional. <br />Eles auxiliam as pessoas a melhorarem seu desempenho e a aumentarem a <br />– ICF) <br />8 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  8. 8. É COACHING ? <br />Neste primeiro M¢dulo ser  apresentado o conceito de coaching e as <br />principais distin‡äes desta pr tica. Contextualizam-se trˆs grandes grupos, que <br />seriam: o coaching de relacionamento, o coaching esportivo e o coaching <br />organizacional, ou profissional. Tem-se por objetivo situar os alunos nas diferentes <br />concep‡äes do termo, sua historicidade, assim como, os principais estudos <br />referentes ao conceito. <br />1.2 DEFININDO O COACHING <br />Neste primeiro item estarÆo definindo o processo de coaching , assim como, <br />os seus principais elementos. Inicia-se abordando a origem do processo, seguido <br />pela defini‡Æo de coach e coaching . Ap¢s, apresentam-se as diferentes  reas no <br />qual a metodologia pode ser implementada. <br />1.3 A ORIGEM DO TERMO <br />A expressÆo coaching se origina da palavra inglesa Coach que tem sua <br />origem bastante diversificada. Da origem francesa, chama-se Coche; do alemÆo, <br />Kotesche; da holandesa e sul africana, chama-se Koets; e da origem H£ngara, tem a <br />é o nome de uma cidade situada na Hungria que fica <br />à Viena, cidade <br />Austr¡aca. (O'NEILL, 2001) O quadro abaixo facilita esta compreensÆo: <br />9 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  9. 9. Quadro 1- Poss¡veis origens do termo Coach. <br />Em meados do s‚culo XV, a cidade de Kocs iniciou a produ‡Æo de <br />carruagens cobertas, chamadas de Koczi, que foram reconhecidas pelo seu <br />conforto. O objetivo da nova cria‡Æo era fornecer aos habitantes, quando os mesmos <br />necessitavam se deslocar de um lugar para outro, uma prote‡Æo diante das grandes <br />mudan‡as de clima na regiÆo. (STERN, 2004). <br />Durante o transcorrer da hist¢ria, a palavra Koach esteve interligada ao <br />transporte. Por‚m, contemporaneamente, o sentido da palavra foi absorvido pelos <br />profissionais do esporte, que denominam Koach como sendo um especialista que <br />treina e desenvolve um atleta ou equipe para conquistar as metas pr‚-estabelecidas. <br />Ou ainda, conforme define Milar‚ (2003), pode ser encontrada sendo utilizada para <br />designar um tutor, ou seja, uma pessoa que ir  ser respons vel por guiar os passos <br />de outra, no intuito de que esta £ltima alcance o sucesso, tendo por base os seus <br />pr¢prios princ¡pios e valores. <br />A aproxima‡Æo do significado da palavra Koach com t‚cnico ou treinador, <br />encontra explica‡äes em duas vertentes hist¢ricas, ambas de origem britƒnica. <br />(MALVEZI, 2000). O primeiro registro hist¢rico, e mais aceito, data aproximadamente <br />do s‚c. XVIII. Retrata a palavra Koach como sendo uma met fora, pois o Coach <br />seria o tutor de crian‡as, orientando-as pelos caminhos da aprendizagem. A <br />analogia com a origem da palavra est  nas carruagens que levavam as fam¡lias <br />pelos trajetos dentro das comunidades. <br />A segunda vertente hist¢rica reproduz a palavra Koach relembrando que, <br />durante trajetos mais longos, as fam¡lias que possu¡am as maiores riquezas, <br />10 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  10. 10. contavam com a presen‡a, dentro das carruagens, de servos (Coaches) que <br />disponibilizavam suas habilidades com a leitura em voz alta para as crian‡as, <br />disponibilizando a estas, a oportunidade de aprendizagem durante a viagem. Por <br />isso, introduziu-se o conceito de Coached, referindo-se a instru‡Æo educativa para as <br />crian‡as sendo realizada no interior das carruagens. A partir dessa vertente, surgiu <br />no mundo organizacional a expressÆo: "fazer coaching ", referˆncia ao ato de <br />"desenvolver lideran‡a". <br />Denotativamente considera-se de grande valor os significados encontrados <br />para a palavra Coach . O Dicion rio Oxford (1997) indica v rios sentidos para a <br />expressÆo, dentre eles: carruagem, “nibus e viagem de carro ou carruagem, como <br />tamb‚m t‚cnico, treinador, tutor, conselheiro, mentor e, at‚ mesmo, guru. Por‚m, <br />nenhum deles pode ser considerado isoladamente como sin“nimo da palavra <br />Coach, pois, conforme adverte Stern (2004) para nenhum desses significados h  o <br />compromisso de apoiar a pessoa a realizar metas. <br />Destaca-se, para o melhor entendimento da expressÆo que, tendo em vista o <br />foco de atua‡Æo do Coach como sendo o campo do desempenho, ou seja, do <br />à realiza‡Æo pessoal, o compromisso de apoiar a pessoa na <br />é fundamental, pois h  grande influˆncia nos valores e normas <br />‚ticas, comportamentais e de excelˆncia (ARAéJO, 1999, p. 25). <br />– <br />399 a.C) como sendo um grande norteador da origem da palavra Coaching . <br />Segundo PlatÆo (disc¡pulo de S¢crates), na antiguidade, o antigo mercado de <br />Atenas (µgora) era palco de encontros di rios entre S¢crates e seus disc¡pulos, para <br />discutir tem ticas filos¢ficas e existenciais. Esses momentos deram origem ao <br />"M‚todo Socr tico", instituindo uma rela‡Æo de aprendizagem baseada na indica‡Æo <br />à fala do grande grupo <br />– aprender, por meio da busca pelas respostas, dentro de <br />si mesmos. O termo "M‚todo Socr tico" na versÆo organizacional contemporƒnea <br />recebeu um novo r¢tulo: "Coaching", enfatizando S¢crates como um dos principais <br />inspiradores do Coaching (CHIAVENATO, 2002). <br />11 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  11. 11. 1.4 DEFININDO COACH <br />Goldsmith, Marshall, Lyons e Laurence (2003) demonstram a evolu‡Æo do <br />conceito de Coach . Inicialmente, este se referia como sendo o significado de um <br />ve¡culo utilizado para as pessoas se transportarem de um determinado local para <br />outro. Contemporaneamente, entende-se que um Coach auxilia uma pessoa a <br />potencializar uma aptidÆo, um talento. Pode aumentar sua performance individual <br />ou, inclusive, modificar a maneira como o sujeito pensa. <br />à  rea <br />desportiva, sendo que sua origem nessa rela‡Æo se deu em fun‡Æo de dois esportes: <br />o golfe e o tˆnis. Trazida pelo educador Timothy Gallwey, em seu livro: "The Inner <br />Game of Golf", a ideia de aproximar o esporte do papel do Coach foi uma revolu‡Æo. <br />A expressÆo "inner" indica o processo interno do jogador, suas emo‡äes, seu estado <br />é a viabilidade de se conseguir minimizar os conflitos internos, <br />à sua performance . <br />Dessa maneira, h  o despertar inesperado de um grande talento, um dom, <br />uma habilidade natural sem qualquer pressÆo de ensinamentos t‚cnicos, r¡gidos, <br />predeterminados e formais do coach . O que Gallwey tentou expressar para os <br />educadores em seus ensinamentos, livros e descobertas, foi a possibilidade de se <br />conseguir maior eficiˆncia e efic cia por meio de mudan‡as na abordagem junto aos <br />esportistas. <br />é ser coach entÆo? <br />Pode-se <br />considerar <br />a <br />atua‡Æo <br />do <br />Coach <br />como <br />sendo <br />de <br />total <br />comprometimento em auxiliar a outra pessoa (Coachee) a conquistar o que ela <br />é preciso ser capaz de visualizar possibilidades, caminhos e <br />potencialidades que nÆo sÆo percebidas, ou que as pessoas nem sabem que <br />possam existir. Almeja-se intervir na forma de pensar e de se comportar do <br />é inserida, <br />enquanto aprendiz, no processo de Coaching e Coach (ou no plural Coaches ), como <br />12 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  12. 12. o profissional que realiza Coaching , ou seja, a representa‡Æo que o educador tem ao <br />se comprometer com a pessoa na busca pela conquista de determinado resultado. O <br />quadro abaixo define tais termos: <br />Tabela 2- Primeiras defini‡äes. <br />Sucintamente, pode-se dizer que os coaches auxiliam pessoas a conquistar <br />ascensÆo pessoal e/ou profissional. Para esse fim, buscam expandir a aptidÆo, <br />elevar a performance ou at‚ mesmo modificar a maneira como o indiv¡duo pensa e <br />age no mundo. Os coaches sÆo os parceiros que irÆo ajudar a ampliar a visÆo de <br />futuro das pessoas, oportunizando a realiza‡Æo de conquistas extraordin rias. Isso, <br />por meio do esclarecimento e melhor determina‡Æo das metas que a pessoa deseja <br />alcan‡ar, fazendo com que essa conquista ocorra de forma mais eficiente, r pida e <br />segura. NÆo se pode dizer que o coach possua qualquer autoridade corporativa, <br />por‚m sua postura, principalmente envolvida pelo di logo, torna-se grande influˆncia <br />sobre o coachee . <br />A partir dessa dinƒmica de entendimento, considera-se que os pais sejam os <br />primeiros coaches que a pessoa ir  encontrar na trajet¢ria de sua vida. Essa <br />denomina‡Æo encontra justificativa na tendˆncia que eles tˆm de conseguir perceber <br />na sua prole, desde os primeiros dias de vida, o potencial que os filhos carregam e, <br />na grande maioria das vezes, passam a vida toda colaborando para que esse <br />potencial se transforme em conquista de uma bela realidade. (FLEURY, 1997) <br />1.5 DEFININDO COACHING <br />13 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  13. 13. é poss¡vel determinar a defini‡Æo de <br />Coach embasando-se, por exemplo, no Concise Oxford Dictionary, que propäe como <br />significados do verbo Coach o ato de treinar, dar dicas, ensinar e preparar. Ressalta- <br />se, por‚m, que todas essas atitudes e posicionamentos podem ser realizados, de <br />modos diversos, sem necessariamente ser considerado um processo de Coaching. <br />Conforme explica Killburg (2001), entender o coaching como um processo, <br />significa dizer que o mesmo refere-se ao modo como as coisas sÆo feitas e ao <br />é imenso, principalmente <br />em fun‡Æo da estreita rela‡Æo de apoio entre o coach e o coachee (ou cliente). Ser  <br />por meio do processo de coaching que o coachee , ou a pessoa que est  sendo <br />treinada, poder  chegar a conclusäes sobre suas metas, planejamentos ou fatos de <br />vida, nÆo diretamente do coach, mas sim de si mesmo, em virtude do trabalho de <br />estimula‡Æo e acompanhamento do coach . <br />é considerado um processo contemporƒneo, pois os <br />primeiros registros dessa abordagem foram reconhecidos por meio do grande <br />pensador e fil¢sofo S¢crates. Ele o utilizou enquanto processo pedag¢gico para <br />ensinar as pessoas a pensar e refletir sobre v rios assuntos, tendo por objetivo a <br />busca pelo autoconhecimento. (CHIAVENATO, 2002) <br />A premissa b sica, da qual parte o processo de Coaching, dita que o cliente, <br />é a pessoa capaz de encontrar todas as respostas e solu‡äes para <br />seus questionamentos e d£vidas. Por meio da valoriza‡Æo dos recursos internos do <br />coachee , esse elabora seu autodesenvolvimento e torna-se capaz de atingir a <br />é direcionada a responsabilidade de, nessa <br />rela‡Æo, trabalhar tendo como foco a totalidade do indiv¡duo ( coachee ) e organizar a <br />dinƒmica a partir de valores essenciais, sendo capaz de auxiliar na conexÆo de <br />projetos de curto em longo prazo, bem como buscar o equil¡brio do coachee nas <br />mais diversas dimensäes de sua vida, por meio da promo‡Æo de atributos, <br />à empregabilidade e a qualidade de vida. Para <br />alcan‡ar todos esses objetivos, o coach deve manter-se dispon¡vel ao seu coachee <br />durante todo o processo do coaching . (LYONS, 2003) <br />14 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  14. 14. Na tentativa de encontrar uma defini‡Æo para coaching , evidenciam-se nos <br />escritos do autor Milar‚ (2003), a afirma‡Æo deste sendo um modo de pensar, de <br />ser, de gerenciar e de lidar com as pessoas. E nÆo somente uma t‚cnica que deve <br />ser repassada e aplicada de forma r¡gida, £nica e homogˆnea a todos. <br />Considera-se o coaching um complexo processo de relacionamento <br />continuado, que contribui para que pessoas alcancem resultados extraordin rios em <br />todas as esferas de sua vida, seja na carreira, nos relacionamentos, nas <br />é uma <br />lideran‡a que aconselha, orienta, guia, estimula, desenvolve, impulsiona o aprendiz <br />( coachee ) e enquanto isso, o coachee aproveita o impulso para aprofundar os <br />conhecimentos sobre si mesmo, seus limites e potencialidades, para melhorar o que <br />j  sabe e aprender coisas novas, aumentando assim, sua efic cia e eficiˆncia, <br />aprimorando de maneira consider vel a sua qualidade de vida. (O'NEILL, 2001) <br />O Coaching pode ser considerado uma maneira gentil de elevar a <br />consciˆncia dos desequil¡brios existentes (interna e externamente) e auxiliar o <br />coachee a encontrar uma escolha, um caminho que beneficie seu trabalho, sua vida <br />É um aux¡lio no processo de mudan‡a de <br />uma pessoa, que ocorre da maneira como ela mesma considera mais adequada e <br />toma o rumo que ela desejar seguir. (ZATENA, 2005) <br />é um processo que <br />envolve a cria‡Æo de um ideal de futuro a se aspirar, mesmo que se conhe‡am todos <br />os problemas, obst culos e dificuldades que possam estar envolvidos nessa busca. <br />Dessa forma, conforme destaca Stern (2004), pode ser visto como um <br />comportamento gerencial, sendo exatamente o oposto do ato de comandar e <br />controlar. <br />Conforme esclarece Gil (2001), a oportunidade de conquistar a expressÆo do <br />é uma das aplica‡äes mais importantes do coaching . <br />é compreendido como sendo uma arte. E todo esse <br />processo <br />art¡stico <br />gera <br />novas <br />competˆncias <br />e <br />novas <br />possibilidades <br />de <br />aprendizagem para todos os envolvidos, ou seja, nÆo somente o coachee beneficia- <br />se com as transforma‡äes, como tamb‚m o coach , j  que se trata de um processo <br />15 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  15. 15. profundamente relacional entre duas pessoas. Por isso, ressalta-se que o que <br />é exatamente o valor que ele agrega a todas as pessoas que <br />estÆo interagindo no processo como um todo. <br />Em outras palavras, pode-se considerar o coaching como um processo de <br />empowerment, ou seja, a oportunidade da pessoa ter a informa‡Æo, o poder, a <br />liberdade e a autonomia para adquirir competˆncias e produzir mudan‡a por si <br />mesma, conforme seus desejos e necessidades, sendo protagonista de sua pr¢pria <br />hist¢ria e de sua pr¢pria vida (ARAéJO, 1999). <br />1.6 A TIPOLOGIA DO PROCESSO DE COACHING <br />Entende-se o coaching como um importante relacionamento entre o coach e <br />o coachee , no qual o primeiro ir  se comprometer apoiando e auxiliando seu <br />aprendiz ( coachee ) buscando que este £ltimo alcance seus objetivos ou um <br />resultado previamente planejado. Para que essa dinƒmica relacional ocorra de <br />maneira totalmente eficiente e eficaz, torna-se relevante que o comprometimento de <br />ambos, coach e coachee , nÆo se efetue somente direcionado ao resultado final, mas <br />principalmente focalizado na pessoa em si, no indiv¡duo de forma globalizada. Ou <br />é o desenvolvimento profissional e a realiza‡Æo pessoal, os <br />resultados serÆo consequˆncias dessas conquistas (CHIAVENATO, 2002). <br />é muito <br />complexo e abrangente. Ele exige que a aten‡Æo das pessoas envolvidas possa <br />englobar aspectos de diferentes  reas da vida do coachee, para visualiz -lo <br />realmente como um todo. (ARAéJO, 1999). <br />Existem diversos tipos de Coaching, onde o que muda sÆo os prop¢sitos do <br />cliente. De acordo com Di St‚fano (2005), podem-se situar trˆs grandes  reas de <br />interven‡Æo do processo de coaching : a  rea pessoal; a  rea esportiva e a  rea <br />profissional. A seguir destacam-se cada uma delas, seguida das suas principais <br />caracter¡sticas. <br />16 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  16. 16. 1.6.1 Coaching Pessoal (ou de Vida) <br />é o processo totalmente direcionado a possibilidade de <br />aprender a cuidar de si mesmo, da sua pr¢pria hist¢ria e de seu projeto de vida. Por <br />à sa£de e bem-estar, ao <br />reconhecimento de seus limites pessoais e de suas amizades e rede de rela‡äes, <br />aprender a dedicar tempo para si mesmo, para sua espiritualidade e lazer e tamb‚m <br />aprender a administrar suas pr¢prias finan‡as. (FLEURY, 1997) <br />O foco do Coaching Pessoal est  nas metas pessoais, no planejamento de <br />vida, nas transforma‡äes necess rias em rela‡Æo a pensamentos e a‡äes, que o <br />indiv¡duo ter  que elaborar para conquistar satisfa‡Æo pessoal e afetiva, assim como <br />uma significativa melhora na qualidade de vida. Pode inclusive gerar melhoras no <br />ƒmbito profissional, pois as  reas sÆo interdependentes, mas, nÆo apresentam como <br />meta somente as relacionadas com o setor profissional. (MALVEZZI, 2000) <br />Lyons (2003) destaca que para a realiza‡Æo do processo de coaching <br />pessoal o coach pode utilizar como abordagens direcionadas ao coachee o <br />autoconhecimento; o planejamento pessoal; recursos potencializados; e elimina‡Æo <br />de limita‡äes e bloqueios. A seguir, descrevem-se cada uma dessas abordagens. <br />AUTOCONHECIMENTO: <br />Entender as preferˆncias psicol¢gicas e estilo pessoal; <br />X <br />Identificar os pontos fortes (potencialidades) e os pontos fr geis (que <br />X <br />precisam ser melhorados); <br />Avaliar o n¡vel de estresse e minimiz -lo; <br />X <br />Avaliar os objetivos anteriormente tra‡ados e as a‡äes j  realizadas <br />X <br />para conquist -los; <br />Exercer a autoavalia‡Æo cotidianamente. <br />X <br />17 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  17. 17. PLANEJAMENTO PESSOAL: <br />Retomar o projeto de vida; <br />X <br />Estabelecer de forma clara os objetivos e metas; <br />X <br />Refletir sobre sua missÆo na vida; <br />X <br />Sonhar alto e acreditar no sonho; <br />X <br />Criar uma estrat‚gia para conquistar seus objetivos e sonhos. <br />X <br />RECURSOS POTENCIALIZADOS <br />Descobrir seu pr¢prio poder; <br />X <br />Conhecer o que mais o motiva e intensificar a motiva‡Æo; <br />X <br />Elevar a confian‡a e a autoestima; <br />X <br />Conquistar a assertividade e a resiliˆncia; <br />X <br />Fortalecer sua identidade, por meio da identifica‡Æo e reconhecimento <br />X <br />dos valores e cren‡as pessoais; <br />Amplia‡Æo da capacidade de comunica‡Æo e lideran‡a; <br />X <br />Aprimorar a capacidade de enfrentar e resolver conflitos. <br />X <br />ELIMINA€ÇO DE LIMITA€åES E BLOQUEIOS: <br />Aprender a lidar com emo‡äes negativas; <br />X <br />Mudar h bitos e comportamentos indesejados; <br />X <br />Entender e buscar resolver os conflitos internos; <br />X <br />Priorizar seus pr¢prios valores; <br />X <br />Aprender a lidar com frustra‡äes e perdas; <br />X <br />Adquirir a capacidade de recome‡ar e se autoavaliar constantemente. <br />X <br />As abordagens vinculadas ao Coaching Pessoal podem estar direcionadas <br />para diferentes demandas pessoais. Todas essas demandas agregadas garantem a <br />18 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  18. 18. melhoria da qualidade de vida e podem ser trabalhadas isoladamente ou enquanto <br />um conjunto globalizado. (KILLBURG, 2001) <br />Os processos que compäem as demandas pessoais podem ser: Coaching <br />de Relacionamento, e o coaching esportivo, conforme a seguir se explicam. <br />1.6.2 Coaching de Relacionamento <br />Trata-se de uma interven‡Æo que auxilia no reestabelecimento e/ou <br />fortalecimento dos v¡nculos sociais ou familiares que estÆo fragilizados, pois os <br />relacionamentos interpessoais podem ser a for‡a motivadora das conquistas, ou dos <br />fracassos, dos projetos de vida. Assim, o coaching de relacionamento direciona-se <br />para: <br />a) <br />é direcionado para o cuidado rec¡proco, com <br />a dedica‡Æo ao tempo para diversÆo, para intimidade, para a individualidade e para <br />o entendimento da maneira de ser e dos significados do parceiro ou parceira. <br />Algumas estrat‚gias trabalhadas no Coaching de Relacionamento sÆo: <br />Dedica‡Æo do casal aos momentos de di logo; <br />• <br />Partilha das responsabilidades pelo relacionamento, pela casa e pelos <br />• <br />projetos constru¡dos a dois; <br />Renova‡Æo de dinƒmicas criativas de convivˆncia a dois; <br />• <br />Reconhecimento e respeito ao trabalho do parceiro ou da parceira, <br />• <br />principalmente por meio de apoio e colabora‡Æo; <br />Aprecia‡Æo de amizades existentes antes da uniÆo do casal <br />• <br />Construir juntos projetos ou atividades externas ao lar; <br />• <br />Dedica‡Æo aos pequenos detalhes do relacionamento, como datas <br />• <br />especiais, conquistas importantes, preferˆncias e desejos, por meio de surpresas, <br />homenagens ou lembran‡as; <br />Demonstra‡Æo da felicidade que h  ao estarem juntos. <br />• <br />19 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  19. 19. é <br />uma proposta inovadora que tem como principal foco o fortalecimento dos v¡nculos <br />com a fam¡lia ampliada. Cada um dos membros da fam¡lia faz parte da hist¢ria de <br />vida da pessoa e estes relacionamentos podem representar um grande potencial <br />gerador de empoderamento pessoal para conquistar novos rumos. Sabe-se que a <br />convivˆncia familiar envolve dinƒmicas diferenciadas, sendo assim, o coaching <br />busca entender as dificuldades e tamb‚m as potencialidades presentes na rela‡Æo <br />familiar e mesmo que nÆo seja poss¡vel superar os problemas, ou modific -los, <br />pode-se aprender a conviver com eles de forma que nÆo prejudique suas pr¢prias <br />conquistas. <br />Algumas estrat‚gias trabalhadas nesse processo sÆo: <br />Entendimento de sua dinƒmica familiar, para reconhecer onde estÆo as <br />• <br />fragilidades e potencialidades; <br />Reconhecimento dos pap‚is familiares e respeito a cada um deles; <br />• <br />à dinƒmica com a <br />• <br />casa e responsabilidades gerais da vida da fam¡lia, incluindo-se nesse processo <br />tamb‚m as crian‡as; <br />Rever as formas familiares de solucionar conflitos, enfatizando o <br />• <br />di logo; <br />Reavaliar ou reconstruir planos futuros em fam¡lia. <br />• <br />“ NÆo somos capazes de viver felizes sendo uma ilha ". Essa <br />frase tenta repassar a grande importƒncia dos la‡os de amizade que a pessoa firma <br />no decorrer da vida e do quanto cada amizade contribui para o crescimento pessoal <br />do indiv¡duo. O sentimento que est  envolvido em cada trajet¢ria de amigos pode <br />representar a for‡a motivadora para se reconhecer enquanto ser social e conquistar <br />seu espa‡o pessoal. O coaching de relacionamento pessoal direcionado aos <br />v¡nculos de amizade pode-se dar por meio de v rias estrat‚gias, entre elas: <br />Reconhecimento de si enquanto amigo(a); <br />• <br />Valoriza‡Æo e retomada de antigas amizades; <br />• <br />20 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  20. 20. Retomada da comunica‡Æo; <br />• <br />Dedica‡Æo a um tempo para encontrar amigos; <br />• <br />Aprimoramento da habilidade de fazer e manter novos amigos; <br />• <br />é um ser social. Toda sua <br />trajet¢ria de vida se d  por meio dos relacionamentos com outras pessoas dentro de <br />uma comunidade local ou mais ampla. A maneira como o indiv¡duo se vincula com <br />as pessoas, institui‡äes e servi‡os ao seu redor, pode tornar-se um fator de <br />prote‡Æo, promo‡Æo e potencializa‡Æo para sua vida. Quando um dos elos das <br />rela‡äes sociais encontra-se fragilizado ou rompido, pode instaurar-se um <br />movimento de vulnerabilidade, com barreiras para o desenvolvimento pessoal, para <br />a eleva‡Æo ou manuten‡Æo da qualidade de vida e para o alcance dos objetivos <br />pessoais. Para o desenvolvimento do coaching pessoal focalizado na comunidade, <br />pode-se fazer uso das seguintes estrat‚gias: <br />Reconhecimento e comprometimento com os vizinhos; <br />• <br />Refor‡o de um canal comunicativo entre moradores pr¢ximos; <br />• <br />Identifica‡Æo dos servi‡os localizados dentro da pr¢pria comunidade e <br />• <br />a forma de acess -los; <br />Vincula‡Æo com lideran‡as comunit rias; <br />• <br />Reconhecimento das principais demandas da localidade; <br />• <br />Participa‡Æo em movimentos sociais, grupos comunit rios e eventos <br />• <br />locais. <br />1.6.3 Coaching Esportivo <br />Amplamente direcionado para pessoas que tra‡am um projeto de vida tendo <br />é um dos mais conhecidos <br />processos de coaching no mundo. Sua base est  firmada no est¡mulo ao <br />aprimoramento das t‚cnicas de cada esporte pelo aprendiz, por meio de orienta‡äes <br />21 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  21. 21. é um esportista veterano e especialista no esporte em <br />questÆo. Tamb‚m nesse processo, nÆo se busca simplesmente a excelˆncia nos <br />resultados, mas principalmente nas questäes pessoais que possam intervir para o <br />alcance dos mesmos. Algumas estrat‚gias mais utilizadas nessa abordagem sÆo: <br />Encontro da motiva‡Æo certa para cada atleta; <br />• <br />Determina‡Æo e desenvolvimento pr tico dos fatores que influenciam o <br />• <br />desempenho e o rendimento do atleta; <br />Est¡mulo ao treinamento e concentra‡Æo no pr¢prio potencial; <br />• <br />Reconhecimento das estrat‚gias dos advers rios; <br />• <br />Constru‡Æo de um plano de atua‡Æo desportiva; <br />• <br />ReflexÆo cr¡tica do significado de vencer ou perder para o atleta. <br />• <br />1.6.4 Coaching Profissional ou Organizacional <br />é reconhecido como a abordagem direcionada para <br />aprimorar a vida profissional do cliente ( Coachee ). Busca a reflexÆo cr¡tica e <br />constante avalia‡Æo do seu projeto de vida ocupacional, seus objetivos, suas a‡äes <br />j  realizadas, seus fracassos e conquistas. Ao mesmo tempo, pretende <br />reestabelecer novos horizontes organizacionais, novas metas e, com elas, novos <br />indicadores de sucesso. Para isso faz-se necess rio o planejamento das estrat‚gias <br />necess rias para realizar o novo projeto ou finalizar o antigo, determinando um <br />cronograma das a‡äes dentro da institui‡Æo e em parceria com o aprimoramento <br />profissional. (DI STFANO, 2005) <br />Torna-se de suma importƒncia, no coaching profissional, o reconhecimento <br />do mundo organizacional de forma geral, bem como a realidade vivenciada dentro <br />da pr¢pria organiza‡Æo. Estar ciente dos valores e da missÆo da empresa, das <br />é fundamental para viabilizar a avalia‡Æo de seu <br />desempenho enquanto colaborador. (FLEURY, 1997) <br />22 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  22. 22. O processo busca promover o reconhecimento das competˆncias no <br />contexto profissional e desenvolver um comportamento adequado ao perfil referente, <br />tendo como chave mestra a minimiza‡Æo dos conflitos internos que poderiam <br />bloquear o alcance do sucesso. Conforme destaca Neri (2000), potencializa-se a <br />capacidade de lideran‡a, a habilidade de comunica‡Æo e de relacionamento tanto <br />com os clientes internos como externos. <br />Por meio do coaching profissional desenvolve-se a competˆncia para <br />administrar as mudan‡as e produzir resultados eficientes e eficazes dentro da <br />dinƒmica organizacional. Apesar de serem voltadas para o aprimoramento <br />profissional, as interven‡äes do processo questionam o conhecimento de si mesmo <br />sendo capazes de suscitar, tamb‚m, mudan‡as pessoais e de projetos de vida, pois <br />as  reas se interligam e podem ser consideradas interdependentes. <br />Para a realiza‡Æo do processo de coaching profissional o coach pode utilizar <br />como demandas para as abordagens direcionadas ao coachee : <br />– considerada uma das principais <br />X <br />barreiras para o processo de crescimento organizacional; <br />– comprometem a qualidade do produto e o <br />X <br />clima organizacional; <br />– dificultam a estrat‚gia e a conquista <br />X <br />dos objetivos coletivos; <br />– evidencia o gasto de tempo <br />X <br />desnecess rio para refazer trabalhos e chegar ao resultado almejado; <br />– dificulta o relacionamento <br />X <br />interpessoal e o trabalho de toda a equipe; <br />– fragmenta a rede interna da <br />X <br />organiza‡Æo; <br />– perda do foco do trabalho; <br />X <br />– ocasiona demissäes, desƒnimo e falta de <br />X <br />motiva‡Æo; <br />23 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  23. 23. – gera descr‚dito em si <br />X <br />mesmo, compromete a qualidade geral do trabalho; <br />– geradoras de tensÆo, medo e paralisa‡Æo <br />X <br />diante de novas demandas e dificuldades. <br />Considerando-se o processo de coaching extremamente amplo e complexo, <br />para viabilizar uma compreensÆo mais apurada de todas as possibilidades de <br />interven‡Æo, subdividiu-se o coaching profissional em  reas distintas. Essas  reas <br />podem ser acionadas conforme a avalia‡Æo do coach ou em virtude da solicita‡Æo do <br />pr¢prio coachee , sendo vinculada a demanda atual de sua vincula‡Æo ocupacional. <br />As  reas de atua‡Æo do processo de coaching profissional podem ser: <br />é direcionado ao l¡der para que <br />¬ <br />seja poss¡vel potencializar o desenvolvimento de habilidades t‚cnicas de gestÆo, de <br />coordena‡Æo e de dire‡Æo de suas equipes. Promove a desenvoltura para trabalhar <br />com conflitos e planos sucess¢rios, bem como auxilia o novo l¡der a assimilar seu <br />novo papel, definindo e implementando seus objetivos para a equipe, na inten‡Æo de <br />conquistarem os resultados planejados. <br />Coaching <br />de <br />Desempenho : <br />A <br />abordagem <br />promove <br />o <br />¬ <br />desenvolvimento de pessoas e equipes com elevada capacidade de produ‡Æo e <br />inova‡äes. Focaliza o potencial da pessoa, interligando com os requisitos, <br />deficiˆncias e metas do trabalho em si, no intuito de otimizar a performance do <br />funcion rio. Ou seja, enfatiza o papel que est  sendo desempenhado no momento <br />atual, incentivando a busca pelo aprimoramento pessoal e profissional em busca do <br />resultado esperado para determinada etapa do trabalho. <br />É uma interven‡Æo destinada principalmente <br />¬ <br />para pessoas que estÆo iniciando sua carreira profissional. Mas tamb‚m sÆo de <br />grande relevƒncia para quem deseja mudar de atua‡Æo ou retornar ao mercado de <br />trabalho. O processo exige reconhecer seus objetivos profissionais e os desafios <br />24 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  24. 24. presentes no mercado, ou em si mesmo, que podem dificultar as suas conquistas. <br />Possui elevada capacidade de desenvolver competˆncias que poderÆo viabilizar sua <br />inser‡Æo, promo‡Æo ou recoloca‡Æo no mercado de trabalho. <br />à alta <br />¬ <br />gerˆncia, que tem por objetivo o treinamento de equipes de elevado desempenho, <br />com planejamento estrat‚gico de carreiras, destacando a ‚tica, a moral e, <br />principalmente, a resiliˆncia. Auxilia cada uma das equipes a conquistarem seu <br />É um dos mais <br />popularizados processos de coaching profissional. (STERN, 2004). <br />É uma abordagem muito vinculada <br />¬ <br />aos executivos e profissionais liberais que tenham inten‡Æo de aprimorar sua <br />capacidade de lideran‡a e de tomada de decisäes. Enfatiza-se o planejamento <br />empreendedor, com objetivos futuros claros embasados na confian‡a de sua <br />habilidade em fazer neg¢cios lucrativos e duradouros. Auxilia o cliente a refletir <br />sobre suas emo‡äes e atitudes, discutindo as possibilidades de a‡äes. <br />É a interven‡Æo que, <br />¬ <br />prioriza o resgate da missÆo organizacional e introduz na pr tica do cotidiano do <br />cliente, o aprendizado cont¡nuo, por meio de diferentes instrumentos. O processo <br />à visÆo para o futuro, o entendimento da cultura organizacional, o <br />investimento na melhoria do clima da organiza‡Æo e resulta na redu‡Æo das tensäes <br />e resistˆncias ao trabalho coletivo e ao comprometimento com o planejamento <br />estrat‚gico da organiza‡Æo. <br />Coaching Executivo : Aqui o processo se individualiza, e, embora se <br />¬ <br />considere o contexto organizacional macro, a ˆnfase nos resultados est  no pr¢prio <br />executivo, no desenvolvimento de seu papel enquanto l¡der do contexto. (MILAR, <br />2003). <br />25 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />
  25. 25. Destaca-se que, numa perspectiva complexa, essas diferentes  reas se <br />perpassam em diferentes processos. Torna-se dif¡cil observar uma delas, sem que <br />outras estejam imbricadas no processo. No pr¢ximo M¢dulo, se estar  aprofundando <br />as particularidades do processo do Coaching Executivo, possibilitando uma <br />compreensÆo conceitual e operacional desta metodologia. <br />--------------- FIM DO MàDULO I ---------------- <br />26 <br />Este material deve ser utilizado apenas como parƒmetro de estudo deste Programa. Os cr‚ditos deste conte£do sÆo dados aos seus respectivos autores <br />

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