Sócrates-Platão em  Crátilo
 
Prof. Dr. LUIZ ROGÉRIO MODESTO <ul><li>Celso Fioravante Rocca </li></ul><ul><li>Dênis Marcelo Gomes Alonzo </li></ul><ul><...
 
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<ul><li>O signo enquanto fabular “substância eterna” precede o objeto empírico, conquanto se observe o sentido físico-semi...
 
Mediante pergunta não retórica, como o sujeito desse  conhecimento dialetal  refere o objeto, ou, como refere o  símile  n...
 
Para Crátilo “ existe naturalmente uma denominação exata e justa para cada um dos seres; um nome não é uma designação que,...
 
<ul><li>que “ as coisas  [símiles]  têm por si mesmas um certo ser permanente, que não é relativo  (...),  nem depende de ...
 
Sócrates esclarece que o nome (signo) é um meio de representação que  imita  (mimhsiV -  mímesis ) o objeto, um símile do ...
 
<ul><li>Tanto a criação dos nomes primitivos como dos derivados implica erros de julgamento, o que introduz a falsidade en...
 
<ul><li>Isso, para Platão, não poderia ser de forma alguma verdadeiro, primeiro porque, como vimos, os nomes podem ter emb...
 
 
LINGUAGEM E REALIDADE - Uma Análise do Crátilo de Platão - artigo publicado na Revista Letras, n.º 46, 1996. p. 171-182  -...
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Dr. LUIZ ROGÉRIO MODESTO CELSO F. ROCCA DÊNIS ALONZO GUSTAVO DE SOUZA GABRIEL JOÃO AUGUSTO LISANDRA
 
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  1. 1. Sócrates-Platão em Crátilo
  2. 3. Prof. Dr. LUIZ ROGÉRIO MODESTO <ul><li>Celso Fioravante Rocca </li></ul><ul><li>Dênis Marcelo Gomes Alonzo </li></ul><ul><li>Gustavo de Souza Gabriel </li></ul><ul><li>João Paulo dos Reis Galvez </li></ul><ul><li>Lisandra Cristiane Gonçalves </li></ul>
  3. 5. <ul><li>No conhecimento heleno em Platão, resta analisar a relação entre o objeto existente no real e seu signo para o sujeito do conhecimento: </li></ul>
  4. 7. <ul><li>O signo enquanto fabular “substância eterna” precede o objeto empírico, conquanto se observe o sentido físico-semiótico na seqüência acaso-real-signo. </li></ul>
  5. 9. Mediante pergunta não retórica, como o sujeito desse conhecimento dialetal refere o objeto, ou, como refere o símile na palavra ou nome? Mediante o método da interrogação entre Crátilo, Hermógenes e Sócrates, Platão expõe a relação entre signo e objeto empírico para o sujeito cognoscente.
  6. 11. Para Crátilo “ existe naturalmente uma denominação exata e justa para cada um dos seres; um nome não é uma designação que, segundo um acordo, algumas pessoas dão ao objeto, assinalando-o com uma parte da sua linguagem, senão que naturalmente existe, tanto para os gregos, como para os bárbaros, uma maneira exata de denominar os seres, que é idêntica para todos (Platão, 1990-16.384b: 508). Para Hermógenes, ao contrário, “ a exatidão dos nomes não é outra coisa senão um acordo e uma convenção. (...) Pois a Natureza não assinala nenhum nome como propriedade de nenhum objeto; é por questão de uso e de costume que foi adquirido o hábito de assinalar os nomes ” (Platão, 1990-16.384c: 509).
  7. 13. <ul><li>que “ as coisas [símiles] têm por si mesmas um certo ser permanente, que não é relativo (...), nem depende de nós . Elas não se deixam levar (...) segundo o capricho da nossa imaginação, senão que elas existem por si mesmas, segundo seu próprio ser e em conformidade com a sua natureza ” </li></ul><ul><li>“ Pois bem: terão as próprias coisas [símiles] esta natureza, sem que ocorra o mesmo com os atos [de nomear] que se referem a elas?! ”. Vale dizer, “as coisas” ou “símiles” do modelo, independente empiricamente de nossa imaginação designativa, têm cada qual um nome “ exato e justo ” (1990-16.386e: 510) </li></ul>para em seguida perguntar retoricamente mediante proposição afirmativa
  8. 15. Sócrates esclarece que o nome (signo) é um meio de representação que imita (mimhsiV - mímesis ) o objeto, um símile do símile objeto, tanto quanto o corpo com a voz, os gestos, a música, a pintura (1990-16.423c a 424e: 538-539) o são. No caso do nome, primitivo ou derivado, os elementos que compõem a imitação seriam as letras e sílabas para os conseqüentes nomes e verbos, até o discurso por arte da retórica (1990-16.424e: 539-540); o campo de domínio do código verbal possibilitando a codifricção , o uso pragmático desse código mediante fala ou escrita.
  9. 17. <ul><li>Tanto a criação dos nomes primitivos como dos derivados implica erros de julgamento, o que introduz a falsidade entre as palavras. Como os nomes não são uma reprodução exata, uma verdadeira duplicação, mas a sua natureza é a de apresentar semelhanças parciais e modificáveis, já que a representação não deixa de ser representação, por acréscimo ou subtração, pois o que ela representa é um typos, um conjunto de traços fundamentais; há uma necessidade de encontrar-se um critério de verdade para as imagens ou representações que podem ser ou falsas ou verdadeiras. Não como dizia Hermógenes, nem falsas nem verdadeiras e também não como em Crátilo, para o qual eram sempre verdadeiras. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Assim para Platão um objeto seria bem nomeado se todos os traços essenciais estivessem presentes no onoma. Como nos nomes ocorrem também letras dessemelhantes que transmitem outro sentido, a comunicação só é possível desde que haja também um certo grau de convenção, já que por ela a representação se firma tanto no semelhante quanto no dessemelhante. A convenção é um expediente inevitável que completa a relação parcialmente natural com a coisa nomeada. </li></ul>1.º) &quot;a correta aplicação dos nomes consiste em mostrar como é constituída a coisa“.
  10. 19. <ul><li>Isso, para Platão, não poderia ser de forma alguma verdadeiro, primeiro porque, como vimos, os nomes podem ter embutidos em si um elemento convencional arbitrário; em segundo lugar, porque se houve um erro inicial na denominação, todo o desenvolvimento posterior ficará comprometido; e, em terceiro, se é afirmado que só é possível conhecer as coisas pelos nomes, como os primeiros &quot;fazedores de nomes&quot; conheceram as coisas uma vez que os nomes primitivos não tinham ainda sido fixados? Uma possível explicação sobre-humana, divina, é rapidamente descartada. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Neste diálogo Platão considera suficiente chegar-se à conclusão de que não é por meio de seus nomes que devemos procurar conhecer ou estudar as coisas, mas, de preferência, por meio delas mesmas. O conhecimento direto do auto, da própria coisa, é anterior e superior a seus nomes. </li></ul>2.º) “a enunciação dos nomes tem por finalidade a instrução sendo seu único método verdadeiro”.
  11. 22. LINGUAGEM E REALIDADE - Uma Análise do Crátilo de Platão - artigo publicado na Revista Letras, n.º 46, 1996. p. 171-182 - Jorge Ferro Piqué (parte do texto) - http://www.humanas.ufpr.br/departamentos/delin/classic/artigos/FScrat.htm - acessado em 15/09/2007. No entanto essa conclusão não exclui, de forma total, por si só, qualquer utilização dialética da linguagem. No final de sua vida, na Carta VII, distingue Platão três elementos intermediários entre este auto tão fundamental e o seu conhecimento, a episteme, que reside na alma, psyche. São eles, o onoma, o logos e o eidolon, ou seja, o nome, a definição e a imagem.   Se por um lado é inegável que os elementos mais importantes são o objeto real e conhecível (to auto) e o conhecimento psíquico (he episteme) e que nome, definição e imagem apresentam variabilidade e contradição, é sem dúvida por meio do penoso contato com esses elementos auxilhares, em certas condições favoráveis, que pode o filósofo alçar-se até o inteligível. A imperfeição dos onomata enquanto participantes da natureza da mimesis, não permite o seu desvinculamento da questão da verdade, como defende a tese convencionalista e nem o seu vínculo necessário com o eidos, a Forma, enquanto instrumento de uma techne, técnica, justa, que o identifica plenamente com a physis e o torna o único método verdadeiro de conhecimento, segundo a tese naturalista.
  12. 31. Prof. Dr. LUIZ ROGÉRIO MODESTO CELSO F. ROCCA DÊNIS ALONZO GUSTAVO DE SOUZA GABRIEL JOÃO AUGUSTO LISANDRA
  13. 33. Sócrates-Platão em Crátilo

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