Brasil república populista 1946 a 1964 - pdf

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Brasil república populista 1946 a 1964 - pdf

  1. 1. REPÚBLICA POPULISTA REDEMOCRATIZAÇÃO (1946 – 1964)
  2. 2. REPÚBLICA POPULISTA (1946 – 1964)
  3. 3. 1. Populismo democrático (1946 – 1964) o O populismo varguista persistiu até o Governo Jango e o Golpe Militar de 1964. o Em vez do Estado os partidos exerciam a ação populista via instituições (Ministérios, Congresso). Populismo de Getúlio Vargas: Em nome da elite, o Estado (Vargas) atendeu as reivindicações populares, concedeu direitos, melhorou as condições de vida da população e fez dessa prática moeda política na manutenção do poder.
  4. 4. 2. Doutrina Truman e a Guerra Fria (1947) Mundo bipolar (EUA X URSS): o Estado de medo e tensão numa guerra política e ideológica entre EUA e URSS e seus respectivos sistemas de produção (Capitalismo X Socialismo). o A Guerra Fria foi oficializada quando Truman afirmou que os EUA defenderiam qualquer nação livre que quisesse resistir à dominação e tirania.
  5. 5. 3. Transição: Estado Novo – Democracia burguesa o Saía de cena o Capitalismo ditatorial e estatizante que dificultava a ação das multinacionais. o Primeiros passos na construção de uma estrutura capitalista tecnológica, industrial, financeira. o Brasil aliado dos EUA na Guerra Fria, pressionado a abrir – se às multinacionais e a ação dos capitais estrangeiros.
  6. 6. 4. Forças políticas Conservadores (Grandes empresários, latifundiários, alta classe média, parte dos militares): o Capitalismo liberal, não intervenção do Estado na economia, abertura às multinacionais, aliança com os EUA, sem reformas sociais ou direitos. o Rejeitavam reformas econômicas profundas e defendiam a eliminação de direitos trabalhistas.
  7. 7. Progressistas (Classe média, sindicalistas, líderes estudantis, intelectuais, partidos de esquerda): o Capitalismo independente, subordinado aos interesses do país e não dos EUA e multinacionais. o Defendiam o Estado na economia, nacionalizando setores importantes. o Propunham reforma agrária, reformas sociais, direitos políticos e política externa independente.
  8. 8. Partidos Políticos PSD (Partido Social Democrático) o Conservador, inspiração getulista (Estado Novo), formado por antigos varguistas (latifundiários, empresários e parte da classe média). UDN (União Democrática Nacional) o Conservador, crítico do Estado Novo, formado por empresários, defendia liberalismo econômico.
  9. 9. PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) o Partido oficial criado por Getúlio Vargas, apoiado por operários, vivia da imagem do “pai dos pobres”. PCB (Partido Comunista Brasileiro) o Antifascista, progressista, composto pela classe média, camadas populares. o Ideologicamente próximo da URSS foi cassado em 1947, na ilegalidade durante a Ditadura Militar.
  10. 10. 5. Eurico Gaspar Dutra (1946 – 1951) PTB – PSD: 3.351.507 – 55% dos votos. o Apoiado por grupos que defendiam democracia mas apoiaram o Estado Novo e que apoiariam o golpe militar de 1964. o A ação desses grupos fez – se sentir nos partidos, na Constituição de 1946 e na política econômica do Governo Dutra.
  11. 11. Constituição de 1946 o Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário. o Votavam alfabetizados maiores de 18 anos. o Liberdade de expressão, fim da pena de morte. o Direitos trabalhistas e direito de greve. o Autonomia aos Estados, eleição de governadores, prefeitos, vereadores. Apesar de liberal e garantir direitos importantes, não impediu a cassação do PCB em 1947. Foi mutilada pelos AIs na Ditadura Militar até ser extinta em 1967.
  12. 12. Política externa o Aliança com os EUA e o bloco capitalista. Política interna conservadora e repressiva o Intervenção nos sindicatos. o PCB na ilegalidade em 1947. o Protestos eram considerados agitação comunista. “Se um jornalista denunciasse a existência de remédios falsificados seria considerado comunista. Se alguém reclamasse da fome, estava a serviço de Moscou”. A indústria do anticomunismo foi alimentada pela aliança do governo com os EUA. Afinal, ser comunista era um crime a ser reprimido exemplarmente.
  13. 13. Política Econômica o Não intervenção do Estado na economia. o Congelamento dos salários. o Abertura aos capitais estrangeiros. CONSEQUÊNCIAS O resultado foi desastroso. Com a importação de supérfluos, houve profunda evasão de dólares, baixando as reservas. A inflação aumentou e os salários congelados inibiram o poder de compra dos trabalhadores. O setor industrial expandia – se mas não haviam dólares para importação de máquinas, exigindo mais empréstimos, elevando a dívida externa.
  14. 14. Plano Salte (Saúde, alimentação, transportes, energia) o Planejamento e intervenção na economia. o Suspensão do congelamento salarial. o Não resolveu mas aliviou a crise econômica. Missão Abbink (Comissão mista EUA – Brasil) o Intervenção dos EUA sugerindo restrições de crédito e nos aumentos salariais com abertura às multinacionais como soluções à crise econômica.
  15. 15. 6. Getúlio Vargas (1951 – 1954) PTB – PSP: 48,73 % – 3.849.040 votos. o O apelo nacionalista e populista, prometendo aprofundar as conquistas do Estado Novo. o A memória do “pai dos pobres”. o Promessas e dívidas políticas assumidas. o A campanha “o petróleo é nosso”.
  16. 16. Getúlio Dorneles Vargas (1882 – 1954) o Nasceu em São Borja – RS em 19/04/1882, foi advogado, Deputado Federal, Governador do Rio de Janeiro e Presidente do Brasil entre 1930 – 1945 e 1951 a 1954. Liderou e venceu a Revolução de 1930 depondo o Presidente Washington Luís. o Deixou como heranças os direitos trabalhistas, o voto feminino e a industrialização patrocinada pelo Estado.
  17. 17. Trabalhadores do Brasil! Depois de quase seis anos de afastamento, durante os quais nunca me saíram do pensamento a imagem e a lembrança do grato e longo convívio que mantive convosco, eis – me outra vez aqui, ao vosso lado, para falar com a familiaridade amiga de outros tempos e para dizer que voltei a fim de defender os interesses mais legítimos do povo e promover as medidas indispensáveis ao bem-estar dos trabalhadores. (Discurso de Vargas aos trabalhadores – 01/05/1951)
  18. 18. Diretrizes econômicas e Nacionalismo Expectativas e desafios: o A economia do país enfrentava inflação, dívida externa, desnacionalização, evasão de dólares e déficits comerciais. o Operários, camponeses, pobres esperavam que o “pai dos pobres” satisfizessem seus anseios.
  19. 19. Política Econômica o Estudos apontavam para a necessidade de altos investimentos em infraestrutura (transportes, energia elétrica, combustíveis). o Vargas adotou um sistema misto de liberalismo com nacionalismo, com abertura e controle do Estado em investimentos e emissão de moeda. o O capital estrangeiro seria regulado para que não houvesse entreguismo.
  20. 20. Tensões no horizonte o Conservadores e progressistas pressionavam. o Governo Dutra vinha alinhado com os EUA, as “multis” e os conservadores liberais. o Vargas nacionalista e populista encontrou um país aberto às multinacionais e aos capitais estrangeiros. o A Campanha “o petróleo é nosso” dava um tom nacionalista a um Estado que se tornara liberal.
  21. 21. o Conservadores (liberais) pressionavam para que o petróleo e outras riquezas fossem entregues às “multis”, com mais recursos para exploração. o Vargas foi forçado a distribuir cargos a aliados. o Nacionalista e com um governo progressista criou um ministério conservador de oposição. o A eleição de Eisenhower como Presidente dos EUA endureceu ajuda financeira a países não confiáveis.
  22. 22. A crise o Além das tensões políticas entre conservadores e progressistas, o Brasil muitos possuía problemas e contradições: transportes, energia elétrica, falta de combustíveis, Sul industrializado, Nordeste pobre. o As importações de máquinas e equipamentos exigiam altas exportações de primários. o As taxas de inflação cada vez mais altas.
  23. 23. o Brasil e EUA criaram uma comissão mista para facilitar investimentos e resolver o problema do subdesenvolvimento do Brasil. o Em 1952 foi criado o BNDE para incrementar investimentos da ordem de US$ 1 bilhão. o A política cambial mais flexível desvalorizou o cruzeiro e criou um sistema de taxas múltiplas.
  24. 24. Nacionalismo econômico Petrobras – 1953 o Capital misto, a maioria das ações em poder do governo e o monopólio de extração e das refinarias. o A distribuição ficaria a cargo de capitais privados. Eletrobrás – 1951 o Criada para o Estado regular e ampliar o setor de energia elétrica.
  25. 25. Lei dos lucros extraordinários – 1952 o Vargas encontrava – se em rota de colisão com as multinacionais. o Acusando as multinacionais de lucrarem valores exorbitantes, emitiu um decreto limitando as remessas de lucros das multinacionais em 10%. o A medida seria aplicada quando o balanço de pagamentos fosse pressionado.
  26. 26. O início do fim o Vargas, pressionado por seu nacionalismo, passou a ser acusado de tentar implantar uma república sindicalista como Perón na Argentina. o Seus opositores alertavam para o seu passado de ditador numa ampla campanha antigetulista. o Denúncias de favorecimentos e subornos a aliados agravavam a sua situação política.
  27. 27. O atentado da Rua Toneleros – 05/08/1954 o O atentado tinha como alvo Carlos Lacerda, líder da UDN, inimigo declarado de Getúlio Vargas. o Lacerda levou um tiro no pé, mas o Major Rubens Florentino Vaz foi assassinado. o As investigações responsabilizaram Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio.
  28. 28. Carlos Lacerda (“Corvo” – “Abutre”) o Carlos Frederico Werneck de Lacerda foi um jornalista e político brasileiro. Foi membro da União Democrática Nacional, vereador, deputado federal e governador do estado da Guanabara. o Principal voz de oposição a Getúlio Vargas, foi o pivô do atentado que teria precipitado o suicídio de Getúlio Vargas em 24/08/1954.
  29. 29. Carlos Lacerda (1914 – 1977)
  30. 30. “Saio da vida para entrar na história” – 24/08/1954 o Diante da insustentável crise política, econômica e social, o Exército interveio e exigiu a demissão do Ministro do Trabalho João Goulart. o Em 21/08/1954 o vice Café Filho sugeriu a Getúlio que ambos renunciassem e rompeu com ele. o A resposta prenunciava a tragédia: “Só morto saio do Catete”.
  31. 31. Carta-Testamento de Getúlio Vargas Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se novamente e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, me insultam; não me combatem, caluniam – me e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário- mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano.
  32. 32. Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício nos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
  33. 33. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia, não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.
  34. 34. 7. Crise política, golpe, contragolpe, sucessão Café Filho (PSP, ligado a PSD/UDN) – 1954/1955 o Vice de Getúlio, assumiu logo após a sua morte. o Tentou conciliar os divergentes (antigetulistas, golpistas, ditadores, nacionalistas). o A divisão política expressou – se nas urnas, pois os conservadores elegeram menos deputados que os getulistas PSD e PTB.
  35. 35. Tentativa de golpe (1955) o Os militares (Golbery C. Silva e Castelo Branco) e a UDN defendiam intervenção militar. o PSD/PTB (getulistas) lançaram Juscelino Kubitschek e Jango chapa imbatível, venceu Juarez Távora (UDN), Ademar de Barros (PSP) e Plínio Salgado (ALN). o Os conservadores rejeitaram o resultado e armaram o plano golpista.
  36. 36. Caminhos do golpe “Juscelino e Jango não tomarão posse”. (Lacerda) Carlos Luz (PSD) – 08 a 11/11/1955 o Trama: empossar aliado e afastar o General Lott. o General Mamede incitou os militares a revolta. o Café Filho licenciou – se em 08/11/1955, assumiu Carlos Luz (Presidente da Câmara), aliado golpista. o Gal. Lott exigiu do Presidente a punição de Mamede.
  37. 37. Nereu Ramos (PSD) – 11/11/1955 a 31/01/1956 o Carlos Luz não apoiou a punição do General Mamede e Teixeira Lott anunciou sua demissão. o Aliados de Lott o avisaram da intenção golpista para que evitasse a ditadura militar conservadora. o Lott e os legalistas pressionaram e o Congresso Nacional afastou Carlos Luz e colocou Nereu Ramos (vice presidente do Senado) no poder.
  38. 38. 8. Juscelino Kubitschek (1956 – 1961) PSD/PTB – 3.077.411 – 35,68% o Juscelino Kubitschek de Oliveira, nasceu em Diamantina (12/09/1902), foi médico, oficial da Força Pública Mineira e político em vários cargos. o Prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais, e Presidente entre 1956 e 1961. o Morreu em acidente automobilístico (22/08/1976).
  39. 39. Desafios: Heranças do governo Café Filho o Inflação, dívida externa elevada, déficits comerciais, baixas reservas cambiais, suspensão no programa de compra de café pelo governo. o Menos importações aliviaram o balanço de pagamentos e a SUMOC facilitou a importação de máquinas/equipamentos industriais a multinacionais associadas a empresas nacionais.
  40. 40. Bases de apoio de JK o Habilidade política sem usar violência e repressão. o Aliança PSD – PTB lhe dava maioria no Congresso. o Centralização e eficiência administrativas com a criação de órgãos e grupos executivos de trabalho. o Apoio das Forças Armadas a partir do Marechal Teixeira Lott que garantiu a sua posse. o Tendência nacionalista fortalecia apoio político.
  41. 41. Oposição, crise e habilidade política o Difícil conciliar conservadores e progressistas. o Em tentativas de greve foi bom negociador. o Os levantes militares de Jacareacanga e Aragarças foram resolvidos com anistia aos revoltosos. o Diante da negativa a um empréstimo externo rompeu com o FMI até a liberação do dinheiro.
  42. 42. Nacionalismo e os rumos do desenvolvimentismo o Os nacionalistas reivindicavam crescimento industrial, estatização de setores estratégicos, reserva de mercado à empresas nacionais. o Limitavam a ação do capital estrangeiro e viam com restrições os empréstimos externos. o Pressionavam por crescimento com desenvolvimento e reformas: agrária, fiscal, bancária, eleitoral, etc.
  43. 43. 50 anos em 5 e desenvolvimentismo Plano de Metas: o Consistiu em 30 metas agrupadas em 5 setores. o Energia, transporte, indústria, educação, agricultura. o Desenvolveu setores: energia, transporte, indústria. o Educação e agricultura com crescimento modesto. o Os latifundiários boicotaram projetos na agricultura por não concordarem com a reforma agrária.
  44. 44. Nacional desenvolvimentismo Capitalismo associado ou dependente: o O Estado atuava em setores essenciais e permitia a ação das multinacionais e do capital estrangeiro. o Realizações: siderurgia, metalurgia, petroquímica, mecânica pesada, indústria automobilística, usinas hidrelétricas, quilômetros de estradas, além da meta símbolo: construção de Brasília.
  45. 45. O Presidente Bossa Nova o Assim como a Bossa Nova mistura Jazz com samba o nacional desenvolvimentismo de JK conciliava capitais nacionais com capitais norte americanos. Bossa Nova: movimento da MPB, final dos anos 50 lançado por João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, derivado do samba, com forte influência do jazz. De início, o termo era um novo modo de cantar e tocar samba, uma reformulação estética dentro do moderno samba carioca urbano. A Bossa Nova tornou-se um dos movimentos mais influentes da história da MPB, conhecido em todo o mundo, um grande exemplo disso é Garota de Ipanema composta em 1962 por Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim.
  46. 46. Crescimento em números o A indústria cresceu 80%/em média, setor do aço (100%), mecânica (125%), elétrica e comunicação (38%), equipamentos de transportes (600%). o Entre 1957 e 1961 crescimento real de 7% a.a. e 4% per capita, 3 vezes mais que a América Latina. JK lançou as bases da indústria automobilística (Volks, Simca, Willys, Mercedes). Foi responsável pelo parque industrial do ABC alavancando vários setores: autopeças, eletrodomésticos, serviços, farmacêutico, petroquímico, indústria naval. No seu governo foram construídas as hidrelétricas de Furnas e Três Marias. Criou a SUDENE, o GEIA, o GEICON e ampliou o parque rodoviário.
  47. 47. Brasil campeão do mundo em 1958 – euforia nacional
  48. 48. Brasília, a meta síntese de JK o Pensada por Pombal e seu cartógrafo Francesco Tosi, foi prevista na Constituição de 1891. o JK colocou o projeto em prática e foi inaugurada ainda incompleta em 21 de abril de 1960 após um apertado cronograma de trabalho, seguindo um plano urbanístico de Lúcio Costa e uma orientação arquitetural de Oscar Niemeyer.
  49. 49. Problemas e heranças deixados ao sucessor o Os investimentos externos foram limitados apesar da carência de capitais e tecnologias. o A entrada das “multis” e de capitais externos aumentaram a desnacionalização e a dívida externa. o A política emissionista causou perda no valor da moeda, além de inflação. o Crédito fácil e mercado interno em expansão ajudavam os empresários.
  50. 50. o Controle nos preços do café, expansão de crédito e a não realização de reforma agrária beneficiaram os latifundiários mas prejudicaram camponeses. o Política salarial cautelosa e controle nos sindicatos prejudicaram a classe operária. o Urbanização não planejada com eficiência incentivou migrações e trouxe problemas a cidades como Brasília, São Paulo, ABC, Rio de Janeiro.
  51. 51. 9. Jânio Quadros (1961 – Janeiro a Agosto) PTN/PDC/PR/PL/UDN: 5.636.623 – 48,27% o Jânio da Silva Quadros nasceu em Campo Grande em 25/01/1917 e foi 22º Presidente do Brasil. o Advogado, professor, vereador, prefeito, governador. o Populista, demagogo, teve mandato de 07 meses, renunciando, após pressões, em 25/08/1961. o Morreu em 16/02/1992.
  52. 52. Contexto: crise e conspiração o Conservadores e progressistas enfrentavam – se em seu ponto máximo (partidos, sindicatos, imprensa, movimento estudantil disputavam espaço político). o Expectativas de poder somadas à crise econômica: inflação, dívida externa, desnacionalização, déficits e recusa das “multis” no repasse de tecnologias. o Os empresários externos exigiam garantias políticas e os governos populistas tendiam ao nacionalismo.
  53. 53. Diretrizes econômicas Programa anti – inflacionário o Reforma cambial, desvalorizando o cruzeiro. o Redução nos subsídios de trigo e combustíveis. o Congelamento dos salários. o Restrições no crédito e alta nos juros bancários. o Renegociação da dívida externa e acordo com FMI.
  54. 54. Repercussões o Aumento no custo de vida. o Pressões de empresários, classe média e operários. o Perda de maioria e apoio no Congresso Nacional. Alternativas de solução o Ministérios Indústria/Comércio e Minas e Energia. o Limitar as remessas de lucros das multinacionais.
  55. 55. Moralismo e ridicularização o Governava por “bilhetinhos”. o Proibiu maiôs e biquínis nos concursos de miss. o Proibiu uso de mini saia em repartições públicas. o Proibiu lança perfumes nos bailes de carnaval. o Proibiu jogo de bicho e briga de galo. o Proibiu corridas de cavalos no meio de semana.
  56. 56. Esquerda volver – rumo ao comunismo: o Relações comerciais e diplomáticas com União Soviética, Cuba e China, afastando – se dos EUA. o Condecoração/medalha a “Chê” Guevara. o Conservadores pressionavam e acusavam Jânio de agente do comunismo internacional. o Jânio culpava o Congresso Nacional por todos os males que o Brasil enfrentava.
  57. 57. Renúncia em 25/08/1961 Pressão das “forças terríveis”: o Desprestigiado pela opinião pública, olhado com desconfiança pelos militares, atacado e chamado de comunista por Lacerda e os conservadores. o Numa manobra política Jânio Quadros mandou uma carta de renúncia ao Congresso Nacional. o Esperava voltar fortalecido com plenos poderes.
  58. 58. "Fui vencido pela reação e assim deixo o governo. Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando, nesse sonho, a corrupção, a mentira e a covardia que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições de grupos ou de indivíduos. Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam... Se permanecesse, não manteria a confiança e a tranquilidade, ora quebradas, indispensáveis ao exercício da minha autoridade. A mim não falta a coragem da renúncia. Saio com um agradecimento e um apelo. O agradecimento é aos companheiros que comigo lutaram e me sustentaram e, de forma especial, às Forças Armadas, cuja conduta exemplar, em todos os instantes, proclamo nesta oportunidade. Somente assim seremos dignos deste país e do mundo.” Brasília, 25 de agosto de 1961 – Jânio Quadros
  59. 59. 10. Jango (1961 – 1964) o João Belchior Marques Goulart. o Nasceu em São Borja em 01/03/1919 e faleceu na cidade argentina de Mercedes em 06/12/76. o Iniciado por Vargas em 1945 no PTB foi Deputado Estadual, Ministro do Trabalho de Vargas, vice de JK e Jânio, sendo deposto pelos militares em 1964.
  60. 60. Renúncia e crise política o Ranieri Mazzilli (Presidente da Câmara) assumiu interinamente, pois o vice Jango estava na China. o Os militares conservadores tentaram impedir a sua posse chamando – o de Comunista. o Parte do Congresso Nacional e militares legalistas desejavam a ordem constitucional e defendiam a posse de Jango como Presidente da República.
  61. 61. “Para os militares Jango era um agitador com simpatia pela União Soviética e pela China, que infiltrou o comunismo nos sindicatos na Era Vargas e que, e se assumisse o poder, levaria o país a um período “de agitações sobre agitações”, de tumultos e mesmo choques sangrentos nas cidades e nos campos, além da subversão armada”. Impedir a posse de Jango era um ato em defesa da lei, da Constituição e da Democracia.
  62. 62. Campanha da legalidade o Leonel Brizola, político gaúcho do PTB e cunhado de Jango, liderou a rede da legalidade, propondo a ordem constitucional. o A campanha ganhou a imprensa e as ruas, fazendo os conservadores recuarem. o Um golpe não teria apoio popular e a saída parlamentarista foi negociada como opção.
  63. 63. Governo parlamentarista – 1961 a 1963 o O Presidente não tinha poderes, pois o 1º Ministro (Tancredo Neves, Francisco Brochado, Hermes Lima) e o Conselho de Ministros concentravam o poder. o Inflação, dívida externa, economia em declínio e fragilidade política com disputa entre conservadores liberais e progressistas. o A crise e a fragilidade política levaram ao Plebiscito.
  64. 64. Governo presidencialista – 1963/1964 o Jango, Celso Furtado e Tiago Dantas articularam medidas para combater a crise econômica. o O plano econômico pretendia combater a inflação e resolver o impasse do desenvolvimento. o A solução passava por reformas estruturais que desenvolvessem a economia e corrigissem as desigualdades sociais.
  65. 65. Contexto econômico o Crise econômica sem controle: inflação 75% aa e o custo de vida aumentou 31% em relação ao ano anterior. o Débitos de US$ 3 bi e amortizações de US$ 1.8 bi favoreciam o calote e o confisco de ativos das multinacionais no Brasil. o A situação era desesperadora e enfraquecia o governo Jango.
  66. 66. Celso Furtado, Plano Trienal e a esquerda “positiva” o Estabilizar a economia e criar condições para as reformas de base. Dificultadores: o Inflação: 19,2% em 1956, 30,9% em 1960, 54% em 1962, 80% em 1963. o Necessidade de aumentos salariais, falta de recursos, pressões de direita e esquerda.
  67. 67. Reformas de base oReforma agrária, reforma tributária, reforma urbana, reforma eleitoral, reforma universitária. o Para Jango e equipe econômica a solução para a crise passava por reformas estruturais. o Propunha – se também política externa independente. o Aprovada uma lei para limitar remessas de lucros. o Além de resolver problemas econômicos pretendiam o equilíbrio político entre direita e esquerda.
  68. 68. Da crise do populismo ao golpe militar de 1964 Direita X Esquerda: o Um círculo vicioso colocava Jango entre duas forças: o povo pressionava por mudanças e os conservadores pela proteção de seus interesses. o As facções tinham divisões internas que levaram à FPN (Frente Parlamentar Nacionalista/progressistas) e à ADP (Ação Democrática Parlamentar/conservadores). o Dificilmente Jango conseguiria governar.
  69. 69. Comício da Central – RJ (13/03/1964) o Cerca de 150 mil pessoas (operários, camponeses, estudantes, progressistas) se reuniram para apoiar Jango e as reformas de base. o Jango assinou dois decretos: um desapropriava refinarias de petróleo e outro declarava sujeitas a desapropriação propriedades subutilizadas. o O Comício da Central alarmou os conservadores.
  70. 70. Marcha da família com Deus pela liberdade – 19/03/64 o A reação conservadora ao Comício da Central foi imediata com a Marcha da Família. o Cerca de 300 mil pessoas (militares, fazendeiros, empresários e as senhoras católicas). o Atacava – se a legalidade fingindo defende – la. o Jango era chamado de comunista e seu governo um atentado contra a lei, a ordem e a democracia.
  71. 71. Golpe Militar de 31/03/1964 o 20/03/64: O Gen. Castelo Branco, chefe do Estado- Maior do Exército, advertiu contra o comunismo. o 28/03/64: Revolta de marinheiros e fuzileiros navais no Rio e Jango recusou – se a puni – los , deixando-os livres, gerando profunda crise entre a oficialidade da Marinha. o 30/03/64: Jango foi a uma festa na Associação dos Sargentos como convidado de honra. o 31/03/64: Jango foi deposto pelos militares.

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