Reecontrando a dracma perdida parte i - celso brasil

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Reecontrando a dracma perdida parte i - celso brasil

  1. 1. REECONTRANDO A DRACMA PERDIDA – PARTE I RESGATANDO O QUE É MEU Celso do Rosário Brasil Gonçalves
  2. 2. Confesso que nunca compreendi muito bem a parábola da dracma perdida, registrada em Lucas 15.8-10. Não conseguia ver sentido em alguém fazer uma festa por ter encontrado uma simples “moedinha”...
  3. 3. Decidi estudar um pouco mais detalhadamente esta parábola, e percebi a profundidade do assunto. Para uma melhor compreensão da história, é necessário mergulhar no contexto da época em que Cristo citou a famosa parábola. A história é simples: Uma mulher tinha 10 dracmas (moeda grega de prata) e perdeu uma. Fez uma faxina na casa e encontrou a moeda. Isso lhe trouxe tanta alegria que ela chamou suas vizinhas e amigas para se alegrarem com ela.
  4. 4. O primeiro ponto a ser entendido, é que a dracma valia muito mais naquela época do que uma moeda comum vale hoje. A maior moeda que temos em nossa nação é a de 1 real. Quase não dá para se fazer nada com isso... Mas a dracma não era uma moedinha sem valor. Pelo contrário, ela era equivalente ao denário romano, que valia o pagamento de um dia inteiro de trabalho. Assim, seria o equivalente hoje a algum valor entre R$ 50,00 ou R$ 100,00 DRACMA
  5. 5. Uma perda – Temos uma capacidade surpreendente de nos acomodarmos diante das perdas na vida. Tal acomodação, às vezes, acontece gradativamente, sem que a percebamos, o que nos traz prejuízos inimagináveis ao longo do tempo. Não foi na rua que a mulher perdeu a moeda, mas dentro de casa. A dracma simboliza aqui algo valioso. Algo que foi perdido dentro do convívio familiar. Que valores tão preciosos foram perdidos dentro dos lares modernos? Muitos e dentre eles podemos citar: (1) respeito, (2) carinho, (3) amor, (4) paciência, (5) compreensão, (6) harmonia, (7) paz, etc... Há também os valores espirituais: oração, santidade, leitura bíblica... Como resgatar o que se perdeu? Voltaremos nossa atenção para a parábola da dracma perdida. Algumas lições merecem destaque:
  6. 6. 1. A mulher perdeu algo de valor dentro de casa – Ela perdeu uma moeda de sua coleção. Das dez dracmas, a mulher perdeu uma e a perdeu dentro de casa. NUNCA ESQUEÇA QUE mais importante do que valores são os relacionamentos. Mais precioso do que bens são as pessoas. Muitas vezes, por descuido, nós também, perdemos verdadeiros tesouros dentro de casa. Perdemos a comunicação, perdemos a alegria da comunhão, perdemos o amor com que devemos amar uns aos outros.
  7. 7. 2. A mulher não se conformou com a perda – A mulher poderia ter se conformado com a perda da moeda. Afinal, ela ainda tinha nove delas guardadas em segurança. Mas, essa mulher não aceitou passivamente a perda. Ela não se conformou com a derrota. Ela não desistiu de recuperar a moeda perdida. Muitas vezes, nós somos descuidados em guardar os tesouros que temos e quando os perdemos somos vagarosos e até desanimados para procurar o que se perdeu. Preferimos desistir do casamento, dos relacionamentos, do que lutar para recuperar o que se perdeu.
  8. 8. A mulher não ficou apenas lamentando a perda da dracma, ela tomou medidas urgentes e práticas para encontrá-la. A primeira coisa que ela fez foi acender a candeia. As casas na Palestina não tinham tantas portas e janelas como as de hoje. Era impossível procurar algo perdido sem acender a candeia. Se quisermos reencontrar o que perdemos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma acender a candeia. Não se podia procurar algo perdido sem primeiro iluminar a casa e foi o que ela fez. Se quisermos encontrar o que se perdeu, precisamos também de luz: A luz da Palavra de Deus.
  9. 9. A candeia é um símbolo da Palavra de Deus. Precisamos iluminar nossas mentes, nossos corações e nossos relacionamentos pela luz da Palavra se de fato queremos encontrar esses tesouros perdidos dentro da nossa casa.
  10. 10. Em segundo lugar, ela varreu a casa. A mulher teve coragem de mexer e remover do lugar muita coisa. Ela teve iniciativa e esforço. Ela enfrentou o desconforto da desinstalação. Ela levantou muita poeira ao varrer cada canto da casa à procura do seu tesouro perdido. Se quisermos a restituição desses tesouros perdidos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma procurá-los diligentemente. Não podemos ser omissos nem acomodados. Não podemos ter medo de mexer em algumas coisas já sedimentadas. Não podemos ter medo de desconforto. Há muitos indivíduos que desistem de procurar o que se perdeu em sua vida, em seu casamento, em sua família. Preferem encontrar justificativas para as perdas a investir tempo na busca do que se perdeu. Não devemos desistir jamais, pois o desconforto da busca não deve nos privar da alegria do encontro.
  11. 11. Em terceiro lugar, ela procurou diligentemente a dracma até encontrar. Notem duas coisas que essa mulher fez: primeiro, sua procura foi meticulosa; segundo, sua procura foi perseverante. Ela vasculhou cada canto da casa e removeu tudo, pois estava determinada a encontrar a dracma perdida. Essa mulher, então, havia perdido dentro de sua casa um considerável valor... um dia de serviço! Agora, e quanto a nós? ...E quanto às nossas casas? Quais os valores que temos perdido dentro de nossa casa? Vamos pensar em alguns:
  12. 12. 1) Será que, dentro da nossa casa, sumiu o valor do respeito? Me pergunto se temos considerado o valor do outro: Temos tratado as pessoas da nossa casa com dignidade, com respeito? Ou dentro da nossa casa é uma gritaria só... gritaria do marido com a esposa, dos filhos com os pais, dos pais com os filhos, dos irmãos entre si, na mais completa falta de respeito ou de educação? Porque em muitas casas, hoje, tem havido gente egoísta, pessoas que pensam somente em si mesmas, procurando a qualquer preço passar os outros pra trás e, para conseguir isso, mentem, traem a confiança, pisam nos outros. Quantos de nós terá perdido dentro da própria casa o valor do respeito?
  13. 13. 2) Será que, dentro da nossa casa, sumiu o valor do carinho? O carinho é uma manifestação do amor verdadeiro, assim como o respeito. E esse é outro valor, quem sabe, perdido dentro de casa! Quando na família não há mais nenhuma demonstração de carinho... quando os familiares não se beijam, não se abraçam... Quando a mulher destrata o marido e o marido a mulher, os filhos aos pais e pais aos filhos, quando ninguém elogia ninguém... é porque o valor do carinho sumiu. Quantos hoje, dentro de casa, entram e saem sem dirigir palavra ao outro? ...eu gosto muito de ver retratos de família, mas quantas vezes vejo famílias unidas só no retrato! Isso acontece porque o valor do carinho foi perdido!
  14. 14. 3) Será que, dentro da nossa casa, sumiu o valor da espiritualidade? Porque em muitas casas, a vida espiritual se resume apenas em ter um culto para assistir aos sábados pela manhã ou à noite, em algum endereço na cidade. E depois de tal culto, nada mais se fala sobre a vida espiritual... Há casos da espiritualidade ter sido perdida, a tal ponto, que igreja, para a família, é só quando há casamento, batismo ou velório de alguém. Alguns ainda voltam a pensar um pouco em Deus, quando enfrentam uma enfermidade ou passam por uma situação difícil... mas tirando isso, a vida espiritual é como a moeda que se perdeu dentro de casa: não há mais louvor, vida de oração ou leitura da Bíblia! Esse é um valor que está perdido! Quantos valores mais teremos perdido dentro de nossa casa? Agora, como reencontrar os valores perdidos? Nesse texto da Bíblia, a mulher perdeu, em sua casa, uma moeda de valor. E nesse texto podemos aprender sobre as atitudes sábias que ela teve para conseguir de volta o valor que havia perdido. Se estas atitudes forem imitadas por nós, também conseguiremos de volta os valores que estão desaparecidos dentro de nossas casas. Que atitudes essa mulher tomou para ter de volta o valor perdido?
  15. 15. DECIDA SER O HERÓI DA SUA CASA Observe comigo que essa foi a atitude número 1 da mulher! Lemos no v.8, que ela decidiu procurar, ela mesma, o valor perdido. Que atitude mais sábia! Porque tem pais, tem chefes de família, tem pessoas que perdem algo de valor e cruzam os braços, esperando que os outros apareçam para dar um jeito na situação pra eles! Os filhos estão rebeldes? ...mandam pra professora, mandam pro pastor dar um jeito nos filhos. Mas o que vemos nesse texto é a expressão da mulher “achei a minha moeda perdida”, porque foi ela quem procurou e achou. Você tem alguma coisa que precisa ser restaurada em sua casa, em sua família? Faça como fez essa mulher: resolva que, você mesmo, com a ajuda de Deus, vai se mexer, vai se mover para conseguir de volta aquilo que perdeu. Talvez você até precise da ajuda de alguém, mas saia na frente... se mexa! Seja o herói da sua casa! ....outra atitude sábia para ter de volta o valor perdido dentro de casa:
  16. 16. 2) VALORIZE OS PEQUENOS DETALHES A mulher tinha dez moedas de prata, perdeu apenas uma. Ficou com nove, com a maioria, mas antes de perder mais outra, ela atentou para os detalhes – ela parou para costurar a carteira, ela foi atrás do pequeno prejuízo. Você já viu cupim? ...não aquela peça de carne... falou cupim, alguns logo escutam “carne”, mas me refiro ao inseto! O cupim é um pequeno inseto, é um detalhe, mas aos poucos corrói a estrutura de um grande armário. Você não pode ignorar a presença dele. Esse é o princípio aqui: você quer ver de volta algum valor perdido dentro de sua casa? Valorize os detalhes: não esqueça de desejar um “bom dia” ao se levantar... não deixe de expressar um “parabéns” a alguém, não se esqueça de usar um desodorante e de escovar os dentes, não esqueça as datas especiais... enfim, valorize os detalhes. Já imaginou se a mulher tivesse pensado assim: “Ah! É só uma moedinha que se perdeu, eu ainda tenho nove comigo... deixa aquela pra lá!” Se a mulher tivesse pensado assim, teria ficado no prejuízo, até correndo risco de perder mais. Você também fica no prejuízo quando não valoriza os detalhes.
  17. 17. 3) NÃO ACEITE A PERDA COMO ALGO NATURAL Jesus conta, na sua história, que a mulher foi procurar a moeda perdida. Isto é, ela não se assentou na cadeira da comodidade dizendo: “a vida é assim mesmo! É comum perder uma moeda tão pequena. Deixa pra lá!” Não! Essa mulher reagiu, se mexeu, foi atrás... ela procurou. Quantos que perdem algo e se assentam na cadeira da comodidade, achando que o mundo é assim mesmo, não tem como melhorar, ou afirmando: “O meu casamento não tem jeito...”; “Meu marido não é carinhoso mesmo, deixa como está”. Ou: “Meu filho é rebelde mesmo, não tem conserto...”. Tem marido perdendo a esposa, esposa perdendo marido, pais perdendo o filho, filhos perdendo os pais, e achando isso TUDO natural... Não foi o caso dessa mulher... ela não aceitou a perda como algo natural. Mas há muitos que aceitam... quantos que têm verdadeira riqueza perdida dentro de casa e não encontram de volta, porque também não procuram... Se você tem algum valor perdido dentro de sua casa (o valor do respeito, o valor do carinho, o valor da vida espiritual), decida agora mesmo, procurar um meio de salvar ou de rever aquele valor. Não aceite a perda como algo natural, porque não é. Natural é você conquistar e administrar os seus valores.
  18. 18. 4) HUMILHE-SE PARA FAZER MUDANÇAS A mulher, para achar a moeda perdida, varreu a casa. Ela apanhou a vassoura e levantou poeira. Foi varrer a casa até encontrar o seu valor perdido. Sabe o que isso significa não é? ...é tirar o tapete do lugar, mover os móveis para outro canto. Varrer mexe com as coisas! É humilhante para uma dona-de-casa ter as coisas fora do lugar para uma boa varrida... mas talvez, esteja faltando isso em nossa casa: uma boa varrida. Uma varrida na boca, para falar somente aquilo que for bom, que edifica... uma varrida em nosso tempo, para remover da agenda tudo que impede nossa dedicação à família... uma varrida em nossa mente, nosso coração, para ser mais santo, mais puro! A Bíblia diz (em João 16.8) que o Espírito Santo nos convence do pecado... Ele revela os cantos que precisam ser varridos dentro de casa, para que o valor perdido seja reencontrado. Seja humilde, aceite a revelação do Espírito Santo.
  19. 19. 5) SEJA ZELOSO Uma expressão fortíssima nesse texto é a parte final do v.8, onde Jesus conta o seguinte: que a mulher “varre a casa e procura [a moeda] com muito cuidado até encontrá-la”. A mulher só parou de procurar pelo valor perdido quando o encontrou. Ela foi zelosa. Há os que procuram por valores perdidos dentro de casa, mas procuram assim por cima... dão só uma olhada e dizem que não adianta procurar... procuram com má vontade, com preguiça... sem qualquer zelo. Muitas vezes estão até perto de conseguir de volta o que foi perdido, mas não acham. Se você quer a restauração de algum valor dentro de sua casa, tome isso como um ideal de vida. Não desista facilmente, procure até achar... seja zeloso.
  20. 20. 6) SOBRETUDO ACENDA A LUZ Esta é a decisão mais importante... foi a primeira coisa que a mulher fez: ela acendeu a lamparina, a luz. Porque no escuro não dá para achar nada! Talvez você ainda não tenha encontrado o carinho que perdeu dentro de sua casa, ou o respeito, ou a espiritualidade, porque falta acender a luz. Jesus é a luz que está faltando dentro do seu lar! Ele disse: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas...” (João 8.12). Você precisa de luz, todos nós precisamos de luz. Por isso, quem se apegar à Jesus, vai ter sua vida, a sua casa iluminada, e isto é fundamental para encontrarmos os valores perdidos. Tem pessoas sofrendo porque perderam preciosos valores em casa e, sofrem mais, porque estão procurando e não acham... estão cansadas, desesperadas e desanimadas. Mas se elas se apegarem à Jesus, Ele as iluminará e ajudará. Você precisa se aproximar de Jesus é se entregar totalmente a Ele, deixando que Ele dirija a sua vida e avida dos seus familiares!

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