Situação de aprendizagem 4

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Situação de aprendizagem 4

  1. 1. GRUPO 7Edna de Souza dos Santos – EE. CEL. JOÃO DE SOUZA CAMPOS – CRAVINHOSJuliana Pratalli Trevelin – EE. PROF. FERNANDO CAMPOS ROSAS – CRAVINHOSLucas Fernando Luiz - EE. PROF. FERNANDO CAMPOS ROSAS – CRAVINHOSRenata Camargos Pereira dos Santos – EE. DEP. JOSÉ COSTA - SERRANATania Aparecida Pereira – EE. PROF. FRANCISCO GOMES - CRAVINHOS
  2. 2.  Ativação de conhecimentos prévios por meio de perguntas,explorando o título; Levantamento de hipóteses sobre a abordagem temática dotexto; Informações fornecidas pelo professor sobre a biografia do autor.
  3. 3.  Leitura em voz alta pelo professor; Levantamento das palavras desconhecidas no texto – consulta adicionário; Segunda leitura – orientada pela professora chamando atençãopara informações, sugerindo comparações e generalizações; Análise da dinâmica desenvolvida, a partir do movimento naturaldo texto (no início do texto as ações são muito rápidas e depoisdesacelera)
  4. 4.  Intertextualidade – músicas: Construção (Chico Buarque) Cotidiano (Chico Buarque) Tédio (Biquini Cavadão) (Observar a reação de cada ―eu-lírico‖ diante da rotina) Leitura de imagens – percepção de outras linguagens –estabelecer relações de sentido; Propor questões reflexivas para discussão, contemplando o diaa dia (modernidade X épocas antigas) Proposta de outras leituras que abordam temas relacionados.
  5. 5. PAUSAMOACYR SCLIERÀs sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro,fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha,preparando sanduíches, quando a mulher apareceu,bocejando:— Vais sair de novo, Samuel?Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas assobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto umasombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamenteEla olhou os sanduíches:— Por que não vens almoçar?— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou ochapéu:— Volto de noite.
  6. 6. As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem.Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.Estacionou o carro numa travessa quieta. Como pacote de sanduíches debaixo do braço,caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno esujo.Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro nobalcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era ogerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:- Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...- Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel.- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu a chave.Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar,duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto.Ofegante Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposentopequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheiadágua, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso umdespertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
  7. 7. Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou ocasaco e os sapatos, afrouxou a gravata.Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papelde embrulho, deitou-se e fechou os olhos.Dormir.Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveisbuzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido por umíndio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nascolinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Àsduas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhosesbugalhados; índio acabara de trespassá-lo com a lança Esvaindo-se em sangue,molhado de suor. Samuel tombou lentamente: ouviu o apito soturno de um vapor. Depois,silêncio.Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia,lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.- Já vai, seu Isidoro?
  8. 8. - Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo.Samuel saiu.Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando osguindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.SCLIAR, Moacyr. In: BOSI, Alfredo. O conto brasileiro contemporâneo, São Paulo: Cutrix,1997
  9. 9. CIRCUITO FECHADORICARDO RAMOSChinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água,espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina,sabonete, água fria, águaquente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias,sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio,maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule,talheres, guardanapo. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira,cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, bloco de notas, espátula,pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo.Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas,vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete,cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta,projetor de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório,pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo,xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa epoltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno,externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo,papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro,fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata.Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos.Xícaras. Cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro efósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, chinelos. Vaso,descarga, pia, água, escova, creme dental, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama,travesseiro.
  10. 10. CONSTRUÇÃOCHICO BUARQUEAmou daquela vez como se fosse a últimaBeijou sua mulher como se fosse a últimaE cada filho seu como se fosse o únicoE atravessou a rua com seu passo tímidoSubiu a construção como se fosse máquinaErgueu no patamar quatro paredes sólidasTijolo com tijolo num desenho mágicoSeus olhos embotados de cimento e lágrimaSentou pra descansar como se fosse sábadoComeu feijão com arroz como se fosse um príncipeBebeu e soluçou como se fosse um náufragoDançou e gargalhou como se ouvisse músicaE tropeçou no céu como se fosse um bêbadoE flutuou no ar como se fosse um pássaroE se acabou no chão feito um pacote flácidoAgonizou no meio do passeio públicoMorreu na contramão atrapalhando o tráfegoAmou daquela vez como se fosse o últimoBeijou sua mulher como se fosse a únicaE cada filho seu como se fosse o pródigoE atravessou a rua com seu passo bêbadoSubiu a construção como se fosse sólidoErgueu no patamar quatro paredes mágicasTijolo com tijolo num desenho lógicoSeus olhos embotados de cimento e tráfego
  11. 11. ...Sentou pra descansar como se fosse um príncipeComeu feijão com arroz como se fosse o máximoBebeu e soluçou como se fosse máquinaDançou e gargalhou como se fosse o próximoE tropeçou no céu como se ouvisse músicaE flutuou no ar como se fosse sábadoE se acabou no chão feito um pacote tímidoAgonizou no meio do passeio náufragoMorreu na contramão atrapalhando o públicoAmou daquela vez como se fosse máquinaBeijou sua mulher como se fosse lógicoErgueu no patamar quatro paredes flácidasSentou pra descansar como se fosse um pássaroE flutuou no ar como se fosse um príncipeE se acabou no chão feito um pacote bêbadoMorreu na contra-mão atrapalhando o sábadoPor esse pão pra comer, por esse chão prá dormirA certidão pra nascer e a concessão pra sorrirPor me deixar respirar, por me deixar existir,Deus lhe paguePela cachaça de graça que a gente tem que engolirPela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossirPelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,Deus lhe paguePela mulher carpideira pra nos louvar e cuspirE pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrirE pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,Deus lhe pague
  12. 12. COTIDIANOCHICO BUARQUETodo dia ela faz tudo sempre igual:Me sacode às seis horas da manhã,Me sorri um sorriso pontualE me beija com a boca de hortelã.Todo dia ela diz que é preu me cuidarE essas coisas que diz toda mulher.Diz que está me esperando pro jantarE me beija com a boca de café.Todo dia eu só penso em poder parar;Meio-dia eu só penso em dizer não,Depois penso na vida pra levarE me calo com a boca de feijão.Seis da tarde, como era de se esperar,Ela pega e me espera no portãoDiz que está muito louca pra beijarE me beija com a boca de paixão.Toda noite ela diz preu não me afastar;Meia-noite ela jura eterno amorE me aperta preu quase sufocarE me morde com a boca de pavor.Todo dia ela faz tudo sempre igual:Me sacode às seis horas da manhã,Me sorri um sorriso pontualE me beija com a boca de hortelã.Todo dia ela diz que é preu me cuidarE essas coisas que diz toda mulher.Diz que está me esperando pro jantarE me beija com a boca de café.Todo dia eu só penso em poder parar;Meio-dia eu só penso em dizer não,Depois penso na vida pra levarE me calo com a boca de feijão.Seis da tarde, como era de se esperar,Ela pega e me espera no portãoDiz que está muito louca pra beijarE me beija com a boca de paixão.Toda noite ela diz preu não me afastar;Meia-noite ela jura eterno amorE me aperta preu quase sufocarE me morde com a boca de pavor.Todo dia ela faz tudo sempre igual:Me sacode às seis horas da manhã,Me sorri um sorriso pontualE me beija com a boca de hortelã.
  13. 13. TÉDIOBIQUINI CAVADÃOAlô!Sabe esses diasEm que horas dizem nadaE você nem troca o pijamaPreferia estar na camaUm dia, a monotoniaTomou conta de mimÉ o tédioCortando os meus programasEsperando o meu fim...(Refrão)Sentado no meu quartoO tempo vôaLá fora a vida passaE eu aqui à tôaEu já tentei de tudoMas não tenho remédioPrá livrar-me desse tédio...Vejo o programaQue não me satisfazLeio o jornal que é de ontemPois prá mim, tanto fazJá tive esse problemaSei que o tédioÉ sempre assimSe tudo piorarNão sei do que sou capaz...(Refrão)Vejo o programaQue não me satisfazLeio o jornal que é de ontemPois prá mim, tanto fazJá tive esse problemaSei que o tédioÉ sempre assimSe tudo piorarNão sei do que sou capaz...(Refrão)Tédio!Não tenho um programaTédio!Esse é o meu dramaO que corrói é o tédioUm dia eu fico cegoMe atiro deste prédio..
  14. 14.  Trazer diversos textos de diferentes gêneros para que osalunos façam a leitura da intertextualidade, ou sejaapresentem o diálogo entre os textos, reconhecendo aspontes entre essas leituras.
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