Reabilitação do Idoso

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CURSO DE INTRODUÇÃO A GERIATIA E GERONTOLOGIA de Ourinhos (SP)
Reabilitação do Idoso
Profa Leani Souza Máximo Pereira, PhD Profa Rosângela Corrêa Dias , PhD Profa. Gisele de Cássia Gomes, MsC Prof. João Marcos Dias, PhD

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  • É bem documentado que pacientes hemiplégicos apresentam fraqueza mucular e baixa tolerância ao exercício. Apesar disso, a utilização de exericícios forçados nesta população é controverso porque por muito tempo se acreditou que o trabalhos de força mucular interferia com a coordenação e o controle motor, exagerando a restrição imposta pelo músculo espástico e deste modo, reenforçando padrões anormais de movimento. Estudos recentes, todavia, desafiam este conceito. A combinação de um program de fortalecimento muscular associado com condicionamento físico tem mostrado efeitos positivos em indivíduos idosos saudáveis. Porém, até o momento, a eficácia de tais programs para pacientes com sequela de AVC ainda não foi investigada.
  • É bem documentado que pacientes hemiplégicos apresentam fraqueza mucular e baixa tolerância ao exercício. Apesar disso, a utilização de exericícios forçados nesta população é controverso porque por muito tempo se acreditou que o trabalhos de força mucular interferia com a coordenação e o controle motor, exagerando a restrição imposta pelo músculo espástico e deste modo, reenforçando padrões anormais de movimento. Estudos recentes, todavia, desafiam este conceito. A combinação de um program de fortalecimento muscular associado com condicionamento físico tem mostrado efeitos positivos em indivíduos idosos saudáveis. Porém, até o momento, a eficácia de tais programs para pacientes com sequela de AVC ainda não foi investigada.
  • Reabilitação do Idoso

    1. 1. Reabilitação do Idoso Profa Leani Souza Máximo Pereira, PhD Profa Rosângela Corrêa Dias , PhD Profa . Gisele de Cássia Gomes, MsC Prof. João Marcos Dias, PhD Programa de Pós Graduação em Ciências da Reabilitação Depto de Fisioterapia Universidade Federal de Minas Gerais CURSO DE INTRODUÇÃO A GERIATIA E GERONTOLOGIA
    2. 2. Envelhecimento ativo • Em 2002 a OMS instalou as diretrizes para um envelhecimento ativo que visa a programação e efetivação de ações individuais,comunitárias e sociais direcionadas para um viver mais e melhor com independência global e participação social. • OMS divulgou através de material didático as normativas para se alcançar uma sociedade mais adequada a dar o suporte devido, através de políticas públicas e educação daqueles que envelhecem. • Ao instalar essa política a OMS esperava que as sociedades do mundo todo, assim como os próprios idosos se preparassem e fizessem valer suas orientações para o envelhecimento ativo.
    3. 3. Envelhecimento ativo • Pode ser compreendido como o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida. • Visa o autogerenciamento da vida, da saúde física, mental e financeira até os anos mais avançados, tendo pra isso um programação anterior e um suporte dos poderes públicos. • Essa abordagem apoia a responsabilidade dos mais idosos no exercício de sua participação nos processos políticos e em outros aspectos da vida em comunidade.
    4. 4. Envelhecimento Ativo – OMS - 2002
    5. 5. Fatores determinantes para um envelhecimento ativo  Fatores determinantes transversais • Cultura e gênero • Relacionados aos serviços do sistemas de saúde, serviços social e assistência à saúde.  Fatores determinantes relacionados a aspectos pessoais • Biologia e genética • Fatores psicológicos  Fatores determinantes comportamentais • Medicamentos • Iatrogenia • Adesão às terapias • Atividade física • Alimentação saudável
    6. 6. Fatores determinantes relacionados ao ambiente físico • Moradia segura • Água pura, ar puro e alimentos seguros Fatores determinantes relacionados ao ambiente social • Apoio social • Violência e maus tratos • Educação e alfabetização Fatores determinantes relacionados ao ambiente social •Renda •Proteção social •Trabalho Fatores determinantes comportamentais cont. •Tabagismo •Álcool •Saúde oral
    7. 7. Reabilitação Gerontológica • Conjunto de intervenções diagnósticas e terapêuticas cujo objetivo é de manter e/ou restaurar a capacidade funcional dos idosos, otimizando o potencial individual do idoso (Becker e Kaufman,1998;Weber,Fleming e Evans,1995, Perracini, e Fló, 2009). • A funcionalidade é um dos atributos fundamentais do envelhecimento humano, pois trata-se da interação entre a capacidade física e psico-cognitiva para a realização de atividades no cotidiano. • Ela é influenciada pelo processo de envelhecimento fisiológico, por características de gênero, idade, classe social, renda, escolaridade, condições de saúde, cognição, ambiente,história de vida e por recursos de personalidade Neri, 2007.
    8. 8. Perfis de funcionalidade, incapacidade e saúde http://www.who.int/classifications/icf/en/; Guccione, 2002:114-124; Perracini e Fló, 2009:3-24 Vida digna, livre arbítrio, execução de tarefas cotidianas e vida emocional e social satisfatórias
    9. 9. Autonomia: É a capacidade individual de decisão e comando sobre privacidade, livre escolha, auto-governo e regulação, independência moral e liberdade individual para satisfazer necessidades e sentimentos. A autonomia é mais abrangente do que a independência O indivíduo pode ser independente e não ser autônomo: demências O indivíduo pode ser autônomo sem ser independente: seqüela de AVE Independência funcional: é a capacidade de realizar algo com os próprios meios. Está ligada à mobilidade e à capacidade funcional e realização independente de atividades básicas, instrumentais e avançadas de vida diária. A independência necessita de condições motoras e cognitivas satisfatórias para o desempenho dessas tarefas. Dependência funcional: É a incapacidade de funcionar satisfatoriamente sem ajuda, devido a limitações físicas ou cognitivas gerada por doenças incapacitantes, estados afetivos e vivências negativas, escassez ou inadequação de ajuda física ou psicológica, desamparo, desmotivação e barreiras ambientais. Guccione, 2002:114-124; Perracini e Fló, 2009:3-24
    10. 10. Avaliação Funcional do Idoso Tarefa Complexa Requer analisar Perracini e Fló, 2009:25-53
    11. 11. Avaliação Funcional do Idoso Aspectos gerais a serem considerados Freitas et al, 2006:900-925
    12. 12. Avaliação Funcional do Idoso Freitas e al, 2006: 1199-1209; Perracini e Fló, 2009: 3-24; Perracini e Fló, 2009: 25-53
    13. 13. Avaliação Funcional do Idoso Principais Instrumentos VanSwearingen e Brach,2001; Guccione, 2002:114-124
    14. 14. A deambulação ou marcha consiste no deslocamento do indivíduo no ambiente, na posição bípede, com uma postura aceitável, uma estabilidade adequada e o menor gasto energético possível. É o produto da interação harmônica entre os sistemas: neurológico, vestibular, somato-sensorial e músculo-esquelético. O processo de envelhecimento fisiológico por si só também pode trazer alterações características na marcha bem como doenças, disfunções nos sistemas descritos acima. A avaliação da marcha do idoso envolve uma visão sindrômica e multidisciplinar, ela permite identificar e abordar as alterações, fisiológicas e patológicas, apresentadas pelo idoso. Pereira, LSM et al, 1999, 2002
    15. 15. .POR QUE AVALIAR A MARCHA DO IDOSO? •Preditivo de várias doenças , disfunções, alterações musculares, incapacidades funcionais e quedas. •Possibilidade de prescrever de auxílios para a deambulação para melhorar a estabilidade, prevenção de quedas e independencia funcional, Pereira,LSM, 2002 Esse transtorno se encontra presente em 63% de idosos institucionalizados e de 8 a 19% em idosos da comunidade Rubenstein, L. Z. 2002 As avaliações podem ser realizadas em laboratórios de movimento,filmagens, registros eletromiográficos dinâmicos, sensores plantares , com protocolos padronizados ou simplesmente através de uma observação criteriosa Pereira,LSM, 2002
    16. 16. Prescrição de Auxílios para a deambulação Objetivos: Melhorar a estabilidade da marcha; Prevenção de quedas; Independência Funcional; Proteção articular Devem ser prescritos pelos fisioterapeutas porque conhecem mais as peculiaridades funcionais, musculares e biomecânicas dos idosos. Prescrição adequada: individualidade e especificidade de cada paciente; São necessários os treinamentos com os auxílios para deambulação; Os auxílios para a marcha podem ser provisórios ou definitivos; Verificar o ambiente no qual o auxilio para a marcha vai ser utilizado; “Muitas vezes a boa idéia atrapalha”
    17. 17. PRESCRIÇÃO INADEQUADA DO ANDADOR O NÃO TREINAMENTO COM O ANDADOR
    18. 18. Prescrever muletas axilares para o idoso é contra indicado: Comprimem o plexo braquial, parestesias, dores incoordenação motora e quedas Andador Articulado Andador Fixo Andadores com Rodas Dianteiras Pereira, 2002, Alouche, S 2010
    19. 19. Caminhadas são efetivas para melhorar a massa óssea da coluna [ 1.31( IC 95%;- 003;2.65) do quadrildo quadril 0.92 (IC 95% 0.21-1.64)]0.92 (IC 95% 0.21-1.64)] Recomendações:  Freqüência: caminhadas diárias ou 3 vezes na semana  Duração: é preferível caminhadas diárias com ~30’ do que longas caminhadas com menor freqüência semanal  Intensidade: a velocidade da marcha durante a caminhada deve ser auto-selecionada  Vestimentas e calçados: adequadas ao clima e calçados com solados que absorvam impacto (tipo tênis) Exercise for preventing and treating osteoporosis in posmenopausal women Bonaiuti, D; Cranney,A; Ivovine R et al In:Cochrane Library, 2006 18 estudos randomizados controlados(RCTs)
    20. 20. Comportamento Motor e Quedas em Idosos Considerações sistemas cinestésicos sensíveis à idade; déficits locais discretos em cada sistema déficit do conjunto grandes diferenças individuais e entre os próprios sistemas de um mesmo indivíduo falha nos sistemas = menor status funcional = quedas treinamento =  aumento do desempenho motor Quanto maior a elaboração do movimento a ser executado maior o demanda de diferentes áreas cerebrais. Circuitos e regiões. Quanto maior o comprometimento dos sistemas envolvidos com o ato motor maior será a necessidade de utilização de circuitos conscientes para sua execução. Perda do automatismo. A maioria das quedas em idosos acontecem durante a deambulação nas atividades de vida diária.
    21. 21. Instabilidade Postural e Quedas Quedas são as causas líderes de hospitalização nos idosos acima de 65 anos. Um em cada 3 idosos nesta faixa etária irá cair a cada ano e destes 20 a 30% sofrerão lesões moderadas a severas que irão prejudicar seu retorno à vida independente e com isso há um aumento do risco de morte prematura. O índice de morte nos 12 meses subsequentes á uma queda acompanhada de lesão é de 50%. As quedas aumentam a necessidade de acompanhamento de serviços constantes de saúde e o risco de institucionalização e na ordem de 3 a 10 vezes, respectivamente. Fatores de risco mais expressivos: Quedas prévias, Perda de força, Alterações da marcha, Comprometimento do equilíbrio. Tinetti e Kumar, JAMA 2010
    22. 22. Comportamento Motor Considerações movimento normal = integridade do SNC/ periférico, circulatório, músculoesquelético, visual e aparelho vestibular Equilíbrio = interação de informações de sinais vestibulares, sistema somatossensorial, visual, atividade músculoesquelética ATO MOTOR PERCEPÇÃO SELEÇÃO EXECUÇÃO A lentidão de resposta em qualquer fase do ato motor é o principal motivo de queda.
    23. 23. Comportamento motor e envelhecimento Capacidade espacial é uma das capacidades que mais sofre influência com o passar dos anos. Déficits sensoriais Déficit atencional Redução da capacidade de memória de trabalho Prejuízo na função do lobo frontal Prejuízo na função neurotransmissora Deterioração da circulação sanguinea cerebral Diminuição do tempo de reação Krammer, Willinis,2002; Jamese Coyle,1998 Quedas
    24. 24. Função Muscular e Envelhecimento Normal Taafle, 2006 ; Vandervoort, 1998 Caracterizada por:
    25. 25. Instrumentos de avaliação da função muscular • Teste Muscular Manual (TMM): • Semiquantitativo e subjetivo • Baixo custo operacional • Facilidade de uso na clínica • Critérios para uso: ▫ Arco de movimento ▫ Força da gravidade ▫ Força externa aplicada
    26. 26. SARCOPENIA Zhong, 2007; Taafle, 2006; Deschenes, 2004; Doherty, 2003; Matiello-Sverzut, 2003; Reeves; Narici; Maganaris, 2006.
    27. 27. Tratamento da sarcopenia Exercise and Physical Activity for older adults. Med Sci Sports Exerc 2009; 1510-1540
    28. 28. OSTEOARTRITE Altman, 2009; Zhang & Jordan, 2008; Felson et al, 2006; Arden et al, 2006;Egri et al, 1999 Locais mais comumente acometidos
    29. 29. Osteoartrite: Tratamento Altman, 2010; Altman , 2009; O’Reilly et al., 2001 Grande ênfase nos tratamentos não farmacológicos como primeira escolha terapêutica: Educação (protocolos educacionais) Modalidades terapêuticas: calor, gelo, TENS Exercícios terapêuticos orientados por profissional, Caminhadas e fisioterapia aquática Exercícios devem ser complementados por programas de proteção articular: Dosar repouso e atividade; Condicionamento neuromuscular Redução de estresse articular: palmilhas, dispositivos de auxílio à marcha Redução e controle de peso corporal

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