O brincar na escola

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O brincar na escola

  1. 1. O BRINCAR NA ESCOLA Inês Zita Lorenzetti Galelli Marivânia Bento Canei Pábola DalpraiResumoBrincar é mais do que uma atividade sem conseqüência para a criança. Brincando,ela não apenas se diverte, mas recria e interpreta o mundo em que vive, serelaciona com este mundo. Brincando, a criança aprende. Por isso, cada vez maisos educadores recomendam que os jogos e brincadeiras ocupem um lugar dedestaque no programa escolar desde a Educação Infantil.A escola não pode confundir a brincadeira, na sala de aula utilizando-a como umpapel didático, ou considerando-a uma perda de tempo. E até no recreio, acriança não precisa conviver com um monte de proibições, como também ocorre emoutros espaços.Valorizar neste caso significa cada vez mais levar o brinquedo para a sala de aulae também munir os profissionais de conhecimentos para que possam entender einterpretar o Brincar, assim como utilizá-lo para que auxilie na construção doaprendizado da criança. Para que isso aconteça, o adulto deve estar muito presentee participante nos momentos lúdicos.Palavras - chave: Lúdico, brincadeiras, escola.AbstractPlay is more than one activity without consequence for the child. Jokingly, she notonly entertains, but recreates and interprets the world you live in, relates to thisworld. Play, the child learns. Therefore, more and more educators suggest that thefun and games to occupy a prominent place in the school curriculum fromkindergarten.The school can not confuse the play, in the classroom using it as a didactic role, orconsidering it a waste of time. And even in the playground, the child does not have tolive with a lot of prohibitions, but also occurs in other areas.Value in this case means more to take the toy to the classroom and also equip theprofessional knowledge so that they can understand and interpret the play as well as
  2. 2. use it to help build your childs learning. For this to happen, the adult must be verypresent and participating in leisure moments.Keywords: Playful, games, school.DesenvolvimentoNa busca das experiências e vivências das crianças, principalmente aquelasrelacionadas com o brincar, as relações que estabelecem com o mundo à sua voltae os desafios que instigam a ampliar essas relações, observa-se o quanto deaprendizado a criança adquire, ou melhor, constrói através de uma brincadeira, pormais simples que esta possa parecer aos olhos de um adulto. E a experiênciaescolar, deve então, ser mais uma possibilidade de ampliação das relações dacriança com o mundo, pois as contribuições do ato de brincar trazem aprendizadopara o processo de construção do conhecimento sistematizado.Vigotski (1987) afirma que as crianças, enquanto brincam não se limitam apenas arecordar e reviver experiências passadas, mas as reelaboram criativamente. Nessemovimento encontramos Benjamin, que chama a atenção para quando as criançasbrincam e criam o seu próprio mundo: “Não há dúvida que brincar significa semprelibertação. Rodeadas por um mundo de gigantes, as crianças criam para si,brincando, o pequeno mundo próprio” (BENJAMIN, 2002, p. 85).No ato de brincar, a criança não só experimenta os sentimentos que vivem, comoamplia esses sentimentos por meio da invenção: Basta olhar para uma criança que brinca e se perceberá que nela há muito mais possibilidades de vida do que aquelas que se realizam [...] a criança brinca de soldado, bandido ou cavalo, isso ocorre porque nela estão explícitos o bandido, o cavalo e o soldado (VIGOTSKI, 1999, p. 312).Desta forma, a escola que “é lugar” de aprender, deve ser então, lugar de brincar,uma vez que uma coisa está atrelada à outra. A escola pode, por um lado, anunciaro brincar e o convívio com os amigos, as brincadeiras, mas por outro lado, podetornar-se o lugar da imposição, da escolarização, da disciplinarização. Algumas falasmostram que as crianças não gostam de ter que ir à escola para fazer muita lição,mas gostam da escola para brincar, para ter liberdade de escolha.De um modo geral, quando algumas crianças falam sobre o brincar na escola quefreqüentam, anunciam que existem horários rigidamente estabelecidos para fazer as
  3. 3. lições escritas, para as brincadeiras, para o brincar, isto ocorre durante o recreio, naeducação física, antes de entrar para a aula, pois na classe todos precisam cumpriras atividades.Se os adultos observassem atentamente as crianças, suas diversas formas debrincar, seus movimentos, seus corpos, perceberiam que elas mesmas inventam eestabelecem relações entre si, a partir do que vivenciam. Fazem escolhas sobre oque querem brincar, criam regras, reinventam as brincadeiras. E, através destasobservações, os educadores devem estar atentos para jamais esquecerem que oaluno não é um depósito de informações e sim um sujeito que tem conhecimentoprévio sendo este informal. Como afirma Freire: A grande tarefa do sujeito que pensa certo não é transferir, depositar, oferecer, doar ao outro, tomando como paciente do seu pensar. A inteligibilidade das coisas, dos fatos, dos conceitos. A tarefa coerente do educador que pensa certo é [...] desafiar o educando com quem se comunica e a quem comunica produzir sua compreensão do que vem sendo comunicado. Uma das importantes tarefas educativas é proporcionar aos alunos uma relação de experiência de conhecer–se, comunicar-se como ser pensante nas atividades relacionando o imaginário dos contos com a vida real. Segundo vygostky (1988) A criação de uma situação imaginaria, a permitir o deslocamento objeto/significado, abre caminho par o desenvolvimento do pensamento abstrato [...] desta forma os gestos, os brinquedos simbólicos o desenho e principalmente a linguagem falada se constituem em importantes linguagens que viabilizam cada vez mais complexas do pensamento.A criança por sua vez vive uma seqüência de etapas e aprendizagens durante osprimeiro anos de vida, tendo como principio tentar encontrar equilíbrio em uma seriede exercícios em uma estruturação continua tendo em vista que a criança pensacom o imaginário.De acordo com Piaget (1973) Uma vez que os símbolos e os sinais se diferenciem de seus significados vão possibilitar a evocação de objetos e situação não percebidos atualmente, constituído o inicio da representação. Dessa forma, a função simbólica permite a interiorização, passam cada vez mais a ser exercitada em pensamento, ou simbolicamente.
  4. 4. Desse modo, ao acompanhar estas brincadeiras, o professor abriria espaço paracompreender a dinâmica estabelecida em sala de aula, pelo aluno, como aconstrução de seu conhecimento e também de sua subjetividade. Se de um ladotemos o aluno buscando através das brincadeiras novos saberes, do outrodeveríamos ter o professor que investiga, observa, escuta, propõe situaçõesproblemas, intervem e organiza o espaço para que a aprendizagem se concretize. Épor isso, que aprender/ensinar só faz sentido para cada um dos envolvidos nesseprocesso se houver uma conexão entre as partes, se na sala de aula, como propõeBarbier (2002): “for possível sentir o universo afetivo, imaginário e cognitivo do outropara poder compreender de dentro suas atitudes, comportamentos e sistema deidéias, de valores, de símbolos e de mitos.” Esse é um dos desafios para aconstrução do brincar na educação para que esta seja de qualidade, pois aofalarmos em sentir o universo afetivo, imaginário e cognitivo do outro estamos nosreferindo à construção de um novo saber.ConclusãoPortanto, é certo que o uso de brincadeiras tem sua importância no que tange aoensino aprendizagem do aluno, porém, é interessante que o professor, que é afigura mais próxima desta criança, esteja preparado para utilizar tais recursosvisando auxilia-lo nestas brincadeiras.Cabe a escola também o papel de adequar seu projeto pedagógico à realidade emque a escola esteja inserida sabendo que tipo de aluno tem sob suaresponsabilidade e o que é necessário para que o mesmo possa adquirir oconhecimento necessário para atuar na sociedade como agente ativo tendo tambémo papel de dar ao professor os materiais necessários para que seu trabalho sedesenvolva a contento.Referencial teóricowww.psicopedagogia.com.br (Ângela Cristina M.Maluf)http://cecemce.rc.unesp.brhttp://scielo.bvs-psi.org.br

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