Escola e sociedade

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Escola e sociedade

  1. 1. ESCOLA E SOCIEDADE O PROFESSOR PESQUISADOR ELIETE SANTOS FONSECA JANDIRA PICCININI DALPRAI PÁBOLA DALPRAI SANDRA APARERCIDA LORENZON RESUMO O presente possui o objetivo de conceituar o professor pesquisador, e a forma com que estes se apresentam na atualidade. Desta forma, é primordial que o educador seja um ser atuante e reflexivo, em busca de conhecimento, e aberto a analisar constantemente sua prática pedagógica, vincular os resultados obtidos por ele e avaliar a possibilidade de mudança caso se faça necessário para um bom desempenho. Com isso, o bom educador, está em constante busca pelo conhecimento e aprimoramento de sua conduta perante sua prática pedagógica. Palavras-chave: Professor, Prática, Pesquisador. ABSTRAC This study is descriptive qualitative, and has the aim to conceptualize the research professor, and the way they present themselves today. Thus, it is essential that the educator is a being active and reflective, in search of knowledge, and open to constantly analyze their teaching, to link the results obtained by him and assess the possibility of change if they do need to perform well. Thus, the good educator, is in constant pursuit of knowledge and improvement of its conduct in their practice. Keywords: Teacher, practice, Researcher. INTRODUÇÃO Na atualidade educacional, buscam-se profissionais com diferencial. Ou seja, o professor pesquisador. Profissional este que possa conceituar o processo de ensino –
  2. 2. aprendizagem, estando disposto a mudar sua pratica pedagógica, caso seja necessário. Neste sentido percebemos a importância da formação do professor reflexivo. Sendo esta capaz de analisar a própria pratica e aprimora-la cada vez mais. Desta forma o educador poderá ir além, passando a ser o elo de interação alunosociedade. As instituições escolares, estão sendo chamadas a rever o papel de sociedade, ressaltando que o objetivo é a formação dos educandos no sentido de comprometer-se com a qualidade do ensino proposto para seus alunos. Preocupando-se com sua pratica pedagógica, e tendo um grande desafio de analisar as ferramentas por eles utilizados, buscando tornar seres de pensamento. E acima de tudo comprometido com os alunos. Pois hoje, possuímos em nossas escolas, educadores que não são apaixonados pela docência, mas acabam por estar na profissão por acaso. Esses professionais normalmente não apresentam vontade e entusiasmo para envolver os alunos na busca pelo aprendizado. Os professores devem estar sempre em constante transformação, buscando novos conhecimentos e antenados com as mudanças tecnológicas da atualidade, e apto a moldar-se a novas possibilidades de ensino, tornando-se um ser tecnológico. Ou seja, falando a mesma língua dos alunos oriundos da era da tecnologia. Pois só assim aluno e professor estarão inteiramente interligados. Havendo por fim, uma troca de experiência. O currículo apresenta-se como forma de organizar e orientar a prática pedagógica dos profissionais da educação. Porém, é essencial que o educador se desprenda do fácil e passe a buscar informações e conhecimento que o leve a aprimorar seu conhecimento em certos aspectos e o direcione para o ensino-aprendizagem. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O professor investigador deve apresentar aos seus alunos possibilidades de investigação, proporcionar a estes momentos agradáveis, estimulando-os a tornarem-se também seres investigadores perante a sociedade atual. Conforme afirma Barbosa e Horn (Barbosa e Horn 2008 pg 86): Ao professor cabe prioritariamente criar um ambiente propicio em que a curiosidade, as teorias, as duvidas e as hipóteses das crianças tenham lugar, sejam realmente escutadas, legitimadas e operacionalizadas para que se
  3. 3. construa a aprendizagem. Pode-se complementar essa ideia com o conceito de comunidade de investigação, que é um espaço onde há descoberta e invenção por toda a parte, estimulando, assim, o pensamento renovando todas as áreas. É preciso que a sala de aula e a escola em sua totalidade tornem-se uma comunidade de investigação, na qual as crianças possam aprender umas com as outras e dialogar não só com os professores, mas também com os textos, os materiais, as atividades, criando conhecimento e significado com solidariedade social. Então quando olhamos as opiniões dos atores supracitados, percebemos quão árduo e a tarefa de se tornar um professor reflexível. O sistema profissional tem sido profundamente questionado por não buscar fundamentos que possibilita à efetiva formação necessária as novas competências para o cidadão. Como afirma Shinyashiki (2000, p.27) ”Os donos do futuro são aqueles que conhecem o poder da cooperação: trabalham sempre em equipe, armam seus times antes de realizar um projeto e lutam até alcançar seus sonhos”. Os educadores devem apresentar-se como seres dotados de facetas em que serão utilizadas para aprimorar a busca envolvendo teoria e praticas. Pois termos em nossas escolas docentes incapazes de evoluir perante a tecnologia existente na sociedade. Chega de encontrarmos professores acomodados mediante a forma como este ministra suas aulas. Devemos buscar ser o melhor de todos os profissionais, comprometidos com o aprimoramento de nossa pratica pedagógica. Então, o tal professor pesquisador, esta em constante transmissão educacional, preocupado com sua relação com a sociedade em que ele vive. Conforme Shinyashiki (2000, p.31) O individualista é uma espécie em extinção. Durante muitos séculos as pessoas de sucesso foram aquelas que procuraram soluções individuais... Cada um por si e Deus por todos era o seu lema, formula incapaz de criar vitorias hoje em dia. Estamos descobrindo a duras penas que essa filosofia não dá mais certo. O educador pesquisador e comprometido com seus alunos, não é um ser individual, mas sim o elo para a oportunidade da procura, tendo uma metodologia diversificada tento envolvendo o aluno quanto o professor. Conforme nos afirma Freire Apud Cordeiro: “[...] o educador já não é apenas o que educa, mas o que, enquanto educa é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado também educa. “A educadora ao basear-se nesta teoria motiva seus alunos a expressar-se e juntos buscarem o conhecimento.”
  4. 4. De acordo com Freire (1996): Deste modo, o educador problematizador re-faz, constantemente, seu ato cognoscente, na cognoscibilidade do educando. Estes em lugar de serem recipientes dóceis de depósitos, são agora investigadores críticos, em dialogo o educador, investigador critico, também [...]. Pelo fato mesmo de esta prática educativa constituir-se em uma situação gnosiológica, o papel do educador problematizador é proporcionar, com os educandos as condições em que se dê a superação do conhecimento [...]. Com base nisto é primordial assegurar aos educandos condições apropriadas para que estes possam desenvolver-se em suas habilidades, lembrando que cada um é um ser distinto, com suas particularidades. Repleto de saberes a serem descobertos e conhecimentos já adquiridos em sua forma de vida em sociedade. Conforme afirma Mrech apud Gutierra (2003): A transmissão não é apenas um processo de comunicação. Ela remete a um outro circuito maior: o da instauração da transferência de trabalho. Ou seja, é preciso que o aluno tome em suas mãos o que aprendeu e passe a operar com aquilo. Não basta que ele fique apenas com o conteúdo ensinado. É preciso que ele estabeleça um saber a respeito do que foi ensinado. (2003, p. 95) Assim as instituições de ensino trabalhe em prol aos alunos de forma consciente e segura levando em consideração as mudanças que ocorrem no mundo atual. Desta forma, é essencial ressaltar que a escola é um local social, onde se caracteriza as varias formas de vida em sociedade. De acordo com Durkheim apud Schilling (2004): “A educação é, acima de tudo, o meio pelo qual a sociedade renova perpetuamente as condições de sua própria existência”, Os educadores então, devem ter em mente o conhecimento que o educando já possui sobre determinado assunto, o que este por sua vez, poderá acrescentar para a aprendizagem do aluno. E assim buscar mecanismos que o auxiliem na sua pratica pedagógica. Segundo Pereira apud Gutierra Do ponto de vista metodológico, o “bom professor” é criativo, variando as formas de ensinar e sendo mais pragmático que dogmático. Ele acompanha o processo de aprendizagem do aluno de forma individualizada. Suas avaliações são mais diagnosticas que persecutórias, avaliando o que o aluno sabe: “... como se o sujeito professor estivesse, no mínimo, isento, mantendo quase sempre um padrão ideal e funcional de acompanhamento do aprendizado do aluno”.
  5. 5. Tendo em vista que o ser humano é um ser inacabado, sendo que sempre poderá ser acrescentado a ele algo a mais, que o possibilite a evoluir e tornar-se um ser melhor, repleto de significados e valores. CONSIDERAÇÕES FINAIS Pode-se dizer então, que o educador que se propõe a buscar mecanismos que dinamizem sua pratica, proporcionando aos educandos momentos significativos, tento a coerência em diversificar as ferramentas utilizadas para transmissão do conhecimento. Esse sim será o professor que busca ser o tal pesquisador, sempre atento às mudanças e comprometido com sua missão e reflexão didática. Desta forma, é frequente encontrarmos nas instituições de ensino, professores que não possuem o habito de mudar sua pratica pedagógica. Este por sua vez, passa muito tempo com o mesmo formato de ações, repetindo-as ano após ano, sem a menor vontade de evoluir e buscar novos conhecimentos. Portanto, para os alunos é essencial encontrar em sala de aula, o professor pesquisador, aquele comprometido com sua função educacional. Aquele cujo objetivo é transformar a sala de aula em um local repleto de descobertas, envolvendo-os na construção de valores para uma vida social. REFERENCIAL TEÓRICO CARPINTEIRO, Antonio Carlos. ALMEIDA, Jaime Gonçalves. Teorias do espaço educativo. Brasília: Universidade de Brasília 2008. CARVALHO, Maria de Fátima. Conhecimento e vida na escola: Convivendo com as diferenças. Campinas, SP: Unijuí, 2006. CORDEIRO, Luciana Peixoto. Didática: organização do trabalho pedagógico. Curitiba: 2007 (Apostila do módulo 4, Curso de Pedagogia, Universidade Luterana do Brasil).
  6. 6. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. _____________. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. GUTIERRA, Beatriz Cauduro Cruz. Adolescência, psicanálise e educação: O mestre “possível” de adolescentes. São Paulo: Avercamp, 2003. LA TAILLE, Yves de. Piaget, Vygotsky, Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1996. OYAZABAL, Graziela Macuglia. Fundamentos Teóricos e Metodológicos dos anos iniciais. Curitiba: 2008 (Apostila do módulo 5, Curso de Pedagogia, Universidade Luterana do Brasil). SHILLING, Flávia. A sociedade da insegurança e a violência na escola. São Paulo: Moderna, 2004. SHINYASHIKI, Roberto T. Os donos do futuro. São Paulo: Infinito, 2000.

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