Artigo11

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Artigo11

  1. 1. A Criança e o Prazer de Ouvir, Recontar e Dramatizar Histórias EDNILSA TEIXEIRA DE SOUZA ENICE LAZARETTI MIRANDA MARCIA FABIANA DE OLIVEIRA SANDRA APARECIDA LORENZON RESUMO “A escolha desse artigo, a criança e a arte de ouvir, recontar e dramatizar histórias” é uma tentativa, que provavelmente ira enriquecer a problemática, mas, sem dúvidas implantará um embrião que poderá iniciar uma nova era no processo de ensino e aprendizagem. Pensar nas crianças e na sua relação com os livros é mais do que pensar no futuro. É a possibilidade de construir um mundo livre, onde a expressão do imaginário e dos ideais se torna fonte de prazer. Prazer este, que instiga a busca constante por um mundo mágico, de surpresas imbuídas na leitura de uma boa história. E nesse encontro com a fantasia, a criança entra em contato com seu mundo interior, dialoga com seus sentimentos mais secretos, confronta seus medos e desejos escondidos, supera seus conflitos e alcança o equilíbrio necessário para seu crescimento. PALAVRAS-CHAVE: história, livro,criança, fantasia
  2. 2. RESUME "The choice of this article, the child and the art of listening, retelling and dramatize stories" is an attempt, which probably will enrich the problem, but no doubt will implant an embryo that can start a new era in the teaching and learning. Think of the children and their relationship with books is more than think about the future. It is the possibility of building a free world where the imaginary expression and ideals becomes a source of pleasure. This pleasure, that instigates the constant search for a magic world imbued surprises in reading a good story. And in that meeting with the fantasy, the child comes in contact with your inner world, speaks to her most secret feelings, their faces hidden fears and desires, overcome their conflicts and achieves the balance needed for their growth. KEYWORDS: history, book, child, fantasy INTRODUÇÃO Frente ao exposto, o artigo em questão visa proporcionar situações em que a criança desenvolva a capacidade de ouvir, recontar e dramatizar histórias, estimulando o exercício da mente; da percepção do real; da consciência do eu em relação ao outro; da leitura do mundo e principalmente o conhecimento da língua e da expressão verbal. A leitura é fundamental para construção de conhecimentos e para o desenvolvimento da criança, e a escola, neste contexto, tem como uma de suas funções principais a formação do indivíduo leitor, pois ela ocupa o espaço privilegiado de acesso à leitura. Portanto é imprescindível que esta crie possibilidades que oportunizem o desenvolvimento do gosto pela literatura.
  3. 3. Sob este enfoque, constou-se que leitura não é uma prática corriqueira na Escola Municipal de Educação Infantil. E, ainda, verificou-se também que a maioria dos pais não possui o hábito de lerem para seus filhos. E graças a este fato percebe-se que o repertório das crianças em relação à leitura é restrito, pois quando indagadas pouco sabem com clareza sobre Chapeuzinho Vermelho, João e o Pé de Feijão, Os três Porquinhos, A Bela Adormecida etc. O olhar adulto sobre as crianças muitas vezes traz a marca de suas incapacidades, crianças não sabem muitas coisas. Alguns acreditam que estes usam livros somente para brincar. Contudo, invertendo o prisma, o cotidiano tem nos mostrado que as crianças são curiosos, inventivos, poéticos, brincantes, cantantes, dançantes, imaginativos. Gostam de história, pedem, escolhem. Apreciam uma boa leitura e contação. Mais que contar histórias, a proposta é fazer as crianças mergulhar nelas, seja em rodas, com fantoches, com projeção. Esta é desdobrada em outras ações. O livro para as crianças é um objeto, literalmente, de disputa. Todos gostam de ler histórias, vê-las e ouvi-las. Dar vez esses, e considerá-los co autores do projeto significa sobre tudo, afinar a sensibilidade , para que no cotidiano educativo haja escolha acertada de bons livros e encantadoras histórias, a partir de seus interesses, da problematização de suas linguagens , no diálogo cotidiano, na construção efetiva de uma pedagogia . REFERENCIAL TEORICO A linguagem é um bem cultural e é através dela que o pensamento humano se organiza. Na Educação Infantil é preciso garantir a constituição de sujeitos falantes por meio das brincadeiras, das cantigas de roda, dos jogos e na interação com os outros. No dia-a-dia da creche é preciso trabalhar a expressividade das crianças intencionalmente. Como explica Amaral e Miller (2008): “(...) O contador tem o aval de para contar a história a seu modo, com formulações próprias, muitas vezes introduzindo expressões próprias da linguagem oral no decorrer do processo. Isso não é melhor nem pior do que ler história: cada ação tem sua contribuição a dar. O importante é que sejam
  4. 4. desenvolvidas em sala de aula com as crianças.” Entretanto, a seleção de livros deve ocorrer a partir do que conhecemos do grupo de bebês, seus interesses e gostos. Nos primeiros meses de trabalho é possível descobrir quais os temas encantam a turma e a partir dessa escuta elegem os novos livros para leitura e contação. Como afirma Abramovich (2003): sempre devemos ler histórias para as crianças, assim instigar o imaginário, é ter a necessidade da resposta respondida em relação a tantas perguntas, e encontrar muitas idéias para tantas questões. Como a magia dos personagens existe o incentivo para desenhar, para musicar, para teatralizar, para brincar. Afinal, tudo pode nascer da leitura de uma história, de uma boa contação. Valorizando cada gesto, cada expressão de cada bebê diante da história, sonoridade das rimas e personagens, proporcionamos aos pequenos, momentos de desconcentração, de surpresas, de alegria, de atenção. Como cita CARUSO, 2003: “A literatura é importante para o desenvolvimento da criatividade e do emocional infantil”. Quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara os sentimentos que tem em reação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância como medos, sentimentos de inveja, de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinar infinitos assuntos. CONCLUSÃO Essa arte do contar e recontar história amplia o universo literário, desperta o interesse pela leitura e estimula a imaginação através da construção de imagens interiores. Esse artigo foi muito importante para mim como educadora de educação infantil me trouxe várias maneiras de aprofundar meus conhecimentos percebendo a importância de ouvir, recontar e dramatizar histórias na educação ‘‘infantil”. Como profissionais que trabalhamos junto aos pequenos, devemos estimulá- los buscando histórias que deixa os mesmos imaginando, e muito entusiasmados desenvolvendo seu intelecto e tornando clara sua emoção.
  5. 5. Os pais e educadores podem estimular as crianças a desenvolverem o gosto pelas histórias e ajudar a estabelecer um equilíbrio entre a realidade e a fantasia. a criança deve aprender a vivenciar as coisas ao vivo e tomar gosto por transmiti-las através das histórias. Criando esse habito, ela vai ter uma válvula de escape no futuro, para aliviar as tensões do dia-a-dia. Além disso, quando é estimulada desde cedo, faz com que seja desenvolvido o lado intuitivo, a percepção visual, a coordenação motora, o pensamento cognitivo, a compreensão espacial. Essas coisas são elementares para um adulto, mas, para os pequenos, são descobertas, que tem de ser estimuladas na escola e em casa. Por tudo isso, pode-se dizer: as crianças que têm contato com as histórias desenvolvem mais a imaginação, a criatividade e a capacidade de discernimento e crítica, na medida em que se tornam ouvintes e leitores críticos, as crianças assumem o protagonismo de suas próprias vidas. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS MILLER, Stela e AMARAL, Suely Amaral. O desenvolvimento da linguagem oral e escrita em crianças de 0 a 5 anos. Curitiba: Pró-Infanti editora, 2008. RAMOS ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1993. _____. Por uma arte de contar histórias. Disponível em: < http://www.docedeletra.com.br/semparar/hspfanny.html>. Acessado em: 6 jan. 2003.

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