O cavaleiro da dinamarca vanina

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O cavaleiro da dinamarca vanina

  1. 1. O Cavaleiro da DinamarcaDe Sophia de Mello Breyner Andresen<br />A história de Vanina<br />(adaptação para banda desenhada por<br />Mariana Pires Mendes, nº 19. 7ºB)<br />
  2. 2. Aérea e leve, a cidade pousava sobre as águas verdes ao longo da sua própria imagem.<br />
  3. 3. Certa noite, terminada a ceia, o Cavaleiro da Dinamarca e o Mercador Veneziano ficaram a conversar na varanda.<br />Lá fora, sob a luz azul da lua, Veneza parecia suspensa no ar…<br />
  4. 4. Que noite deslumbrante esta, aqui, em Veneza…<br />O Cavaleiro estava maravilhado. Nunca imaginara tanta beleza e riqueza…<br />Que bela a lua, redonda de luz gentil!...<br />
  5. 5. Sim… Uma noite cheia de sonho.<br />Quem mora ali, naquele belo palácio?<br />
  6. 6. Aquele que se vê do outro lado da rua, com finas colunas esculpidas?<br />Esse mesmo.<br />
  7. 7. Agora ali só mora Jacob Orso, com os seus criados, mas antes também ali morou Vanina…<br />
  8. 8. “ … que era a mais bela rapariga de Veneza.”<br />“ Era orfã de pai e mãe, e Orso era o seu tutor.”<br />
  9. 9. “Quando era apenas uma criança foi prometida em casamento a um parente do seu tutor, Arrigo.”<br />Contrato de Casamento<br />É neste contrato estabelecida a promessa de casamento de Vanina com Arrigo. <br />Arrigo e Jacopo Orso<br />
  10. 10. Agradeço-lhe a visita, assim como a atenção que me dedica, mas não quero vê-lo.<br />Arrigo quer ver-te, Vanina.<br />Nenhuma educação, por mais esmerada que fosse, me levaria a suportar um velho feio e maçador enquanto marido!<br />
  11. 11. É o teu futuro marido que exige a tua companhia, como te atreves a recusá-la?! Não te dei eu uma educação esmerada?<br />
  12. 12. Nenhuma educação, por mais esmerada que fosse, me levaria a suportar um velho feio e maçador enquanto marido!<br />
  13. 13. Olha para mim, olha para mim… Com dezoito anos, presa a um casamento que não desejo! <br />Deixa-me ser livre, feliz!...<br />
  14. 14. “ Então, Vanina passou a suspirar, e até os seus suspiros eram prisioneiros daquele palácio.”<br />“ Só tinha permissão para sair aos Domingos, na companhia do seu tutor, para ir à missa…”<br />“ …E todos os dias da semana, embora rodeada e espiada pelas suas aias, sentia-se terrivelmente só e abandonada.”<br />
  15. 15. “ … mas à noite, quando as aias e Orso adormeciam...”<br />“ … Vanina refugiava-se na sua varanda, onde finalmente podia respirar libertamente, e penteava os seus lindos cabelos, muito loiros e compridos.”<br />
  16. 16. “ Numa noite, a gôndola de Guidobaldo cortou as águas daquele canal.”<br />De onde vem este delicioso perfume, que paira no ar? <br />
  17. 17. Olhai, Capitão! <br />
  18. 18. Mesmo que não seja a resposta, é um belo achado.<br />
  19. 19. Um belo achado, sem dúvida!<br />Aproximem o barco…<br />
  20. 20. Nunca no Rialto passeou tão belo navegador! Deve ser Guidobaldo, de que tanto falam…<br />Para cabelos tão belos e tão perfumados era preciso um pente de oiro.<br />
  21. 21. “ Na noite seguinte à mesma hora, o jovem capitão voltou a deslizar de gôndola ao longo do canal”<br />Hoje não me posso pentear, pois não tenho pente…<br />“ Então Guidobaldo depôs num cesto um pente, dizendo-lhe que mesmo feito de oiro, brilhava menos do que o seu cabelo.”<br />
  22. 22. “ E daí em diante a rapariga mais bela de Veneza passou a ter um namorado.”<br />
  23. 23. “ A notícia espalhou-se rapidamente pela cidade.”<br />Guidobaldo!, estás louco? O que farás quando a notícia da tua paixão por Vanina chegar aos ouvidos de Jacob Orso?<br />Para bem da tua saúde, afasta-te de Vanina.<br />Pedirei a sua mão em casamento, obviamente.<br />OBVIAMENTE?! Ele fez saber a toda a cidade que quem se aproximasse dela seria apunhalado pelos seus esbirros!<br />
  24. 24. “ E assim, ao fim do mês, Guidobaldo foi bater à porta de Jacob Orso.”<br />A mão de Vanina, senhor, e porque a amo profundamente.<br />Que queres tu?<br />Vanina está noiva de Arrigo e não há-de casar com mais ninguém.<br />
  25. 25. “ E assim, ao fim do mês, Guidobaldo foi bater à porta de Jacob Orso.”<br />Eu, reconsiderar? Pagarás caro o teu atrevimento! Espero que amanhã ao pôr do sol já estejas fora de Veneza, porque senão…<br />Peço-lhe reconsidere…<br />
  26. 26. “ …mandarei sete dos meus homens para te matar.”<br />
  27. 27. “ Sai depressa de Veneza, Guidobaldo. Tens um e um só dia.”<br />
  28. 28. “ Mas nessa noite, no silêncio da noite…”<br />“ …a sua gôndola parou junto da varanda da casa de Orso.”<br />“ Vanina desceu, ágil e leve, a escada de seda que foi atada à balaustrada. E nessa noite, no silêncio da noite, respiraram a liberdade.”<br />
  29. 29. “ A partir daí e para sempre, foram livres de se amarem. Foram livres de serem livres”<br />
  30. 30. Mas quando Jacob Orso, com Arrigo e os seus esbirros, chegou ao cais, apenas foi capaz de ouvir de um velho marinheiro seu conhecido…<br />Na manhã seguinte as aias descobriram a ausência de Vanina..<br />…que se tinham casado e partido. <br />
  31. 31. “Não sei para onde; ninguém sabe, mas espero que rumo à felicidade.”<br />
  32. 32. Também o espero de todo o coração. Brindemos à saúde de Vanina e de Guidobaldo!<br />

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