Relatório de visita maria cecilia

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Relatório de visita maria cecilia

  1. 1. Visita à memória da Fazenda Manguinhos <ul><li>Pesquisa: Maria Cecilia Dias de Miranda </li></ul>Imagens retiradas de sites institucionais da Fundação Oswaldo Cruz Acervo FIOCRUZ
  2. 2. <ul><li>Esse relato de visita foi uma de minhas atividades como aluna do curso de Especialização em Informação Científica e Tecnológica em Saúde ICICT-Fiocruz (Turma 2009 ) </li></ul><ul><li>Realizamos visita monitorada ao Castelo da Fiocruz, à Biblioteca de Manguinhos e ao Museu da Ciência. </li></ul><ul><li>Os acervos instalados no Castelo e entorno registram com diversos objetos e artefatos a história da constituição da pesquisa em saúde no Brasil. </li></ul>
  3. 3. Fontes de consulta Projeto Fiocruz Multimagens do Instituto de Informação Científica e Tecnológica em Saúde – ICICT é constituído de vários acervos de diferentes unidades cadastradas num mesmo sistema de gerenciamento. http://www.cict.fiocruz.br/estrutura/departamentos/dmm/imagem.htm Outros registros de imagens da FIOCRUZ foram acessados em: ww.museudavida.fiocruz.br Casa de Oswaldo Cruz < http://www.coc.fiocruz.br >. Criado em 1986 a COC, é um centro de pesquisa, documentação e informação, que integra a Fiocruz, dedicado à memória, à história das ciências biomédicas e da saúde pública e à educação e divulgação em ciência e saúde. Galeria de Imagens COC http://www.coc.fiocruz.br/postcard/index.htm Biblioteca Virtual de Saúde
  4. 4. Acervo iconográfico O acervo fotográfico da FIOCRUZ reúne cerca de 20 mil itens, a maior parte desse material é de autoria do fotógrafo J. Pinto, que registrou imagens de pesquisadores, instalações, construções, laboratórios, funcionários, visitantes, inclusive fotografou a visita de Albert Einstein à Fazenda de Manguinhos. Fotógrafo J. Pinto em expedição. Acervo FIOCRUZ
  5. 5. A última imagem em vida <ul><ul><li>OSWALDO Cruz, em sua última fotografia, no encerramento do Curso de Aplicação do Instituto Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, 1916. Da esquerda para a direita, sentados: Osvino Penna, Adolpho Lutz, Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Walter Oswaldo Cruz. </li></ul></ul><ul><ul><li>O falecimento de Oswaldo ocorreu em 1917. </li></ul></ul><ul><ul><li>Imagem: Fundação Oswaldo Cruz - Casa de Oswaldo Cruz – DAD h </li></ul></ul><ul><ul><li>http://carloschagas.ibict.br/ </li></ul></ul>Acervo FIOCRUZ
  6. 6. Acervo FIOCRUZ
  7. 7. Acervo FIOCRUZ
  8. 8. Visita de Einstein ao Instituto Oswaldo Cruz 1925 – 8 anos após o falecimento de Oswaldo Cruz . Gestão de Carlos Chagas. Acervo FIOCRUZ
  9. 9. Detalhes da escada do Pavilhão Mourisco Imagem Acervo FIOCRUZ
  10. 10. Detalhes do piso – mosaíco em ladrilhos portugueses Acervo FIOCRUZ
  11. 11. No alto da torre do Castelo ... vista para Avenida Brasil Acervo FIOCRUZ
  12. 12. Imagens Acervo FIOCRUZ No entorno do Parque da Ciência a Biblioteca de Manguinhos
  13. 13. Museu da Vida – museu de ciência O Museu da Vida é um museu de ciência. Além de disponibilizar um parque de exposições interativo dedicados à apresentação da ciência através de experiências científicas que apresentam conceitos básicos da ótica, da biologia, da zoologia, dentre outros temas. Painel de Glauco Rodrigues, retratando as expedições científicas da Fundação Oswaldo Cruz Fonte:http://www.museudavida.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=mvida&sid=210
  14. 14. Pavilhão mourisco – sede da diretoria da FIOCRUZ
  15. 15. Anotações de Visita:
  16. 16. <ul><li>Durante os séculos XVIII e XIX, os cientistas europeus buscavam explicações para os quadros de morbidade que acometiam a população. </li></ul><ul><li>No Brasil, a pesquisa epidemiológica (o estudo das doenças) tem início de forma mais sistemática no século XX, sendo seu principal executor Oswaldo Cruz (médico, especialista em microbiologia, formado pelo Instituto Pasteur na França). </li></ul><ul><li>Fonte: BAPTISTA, & MACHADO (2007) </li></ul>
  17. 17. Oswaldo Gonçalves Cruz nasceu 1872 em São Luís de Paraitinga, São Paulo. Aos 15 anos, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e, em 1892, formou-se doutor em Medicina com a tese A veiculação microbiana pelas águas. Em 1896 , realizou seu grande sonho: especializar-se em Bacteriologia no Instituto Pasteur de Paris, que reunia os grandes nomes da ciência na época. Oswaldo Cruz no Instituto Pasteur - Paris Acervo FIOCRUZ
  18. 18. O contexto das grandes endemias Ao voltar da Europa, Oswaldo Cruz encontrou o porto de Santos assolado por violenta epidemia de peste bubônica e logo se engajou no combate à doença. Face à ameaça da peste chegar ao Rio de Janeiro, foi criado, a 25 de maio de 1900, o Instituto Soroterápico Federal, com o objetivo de fabricar o soro antipestoso. Em 1902, Oswaldo Cruz assumiu a direção geral do novo Instituto, que ampliou suas atividades, não mais restringindo-se à fabricação de soros, mas dedicando-se também à pesquisa básica e aplicada e à formação de recursos humanos. Fonte: http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=114&sid=6&tpl=printerview
  19. 19. Ações de Oswaldo Cruz <ul><li>A reforma na saúde foi implementada a partir de 1903, sob a coordenação de Oswaldo Cruz, que assume a Diretoria Geral de Saúde Pública. </li></ul><ul><li>Em 1904, Oswaldo Cruz propõe um código sanitário que institui a desinfecção, inclusive domiciliar, o arrasamento de edificações consideradas nocivas à saúde pública, a notificação permanente dos casos de febre amarela, varíola e peste bubônica e a atuação da polícia sanitária. </li></ul><ul><li>Implementa a campanha de vacinação obrigatória. Seus métodos tornaram-se alvo de discussão e muita crítica, culminando com um movimento popular no Rio de Janeiro. </li></ul><ul><li>Fonte: BAPTISTA, & MACHADO (2007) </li></ul>
  20. 20. As campanhas sanitárias no Rio de Janeiro Fonte: http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=114&sid=6&tpl=printerview Laboratório de produção de vacinas em Manguinhos Ações da política de saneamento da cidade
  21. 21. <ul><li>A Revolta da Vacina </li></ul><ul><li>Em 1904, uma epidemia de varíola assolou a capital do país. Embora uma lei prevendo imunização compulsória das crianças contra a doença estivesse em vigor desde 1837, ela nunca fora cumprida. Assim, a 29 de junho de 1904, o Governo enviou ao Congresso projeto reinstaurando a obrigatoriedade de vacinação antivariólica. </li></ul>Charge publicada em jornal da época Acervo FIOCRUZ
  22. 22. A afirmação da bacteriologia <ul><li>Oswaldo Cruz contratou auxiliares e ensinou-lhes a investigação científica ordenada, enviou-os à Europa para especialização, orientou-os nas pesquisas, criou um “Curso de aplicação de Medicina experimental” e fundou a Revista “Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (1909) </li></ul>1910 – Oswaldo Cruz trabalhando em Laboratório. Acervo sites FIOCRUZ Acervo FIOCRUZ
  23. 23. A influência de Oswaldo Cruz na pesquisa em saúde em outros estados <ul><li>Em 1907, a febre amarela e outras doenças já </li></ul><ul><li>tinham sido erradicadas da cidade do Rio de Janeiro e Belém. </li></ul><ul><li>Outros cientistas, como Emílio Ribas, Carlos Chagas, Clementino Fraga, Belisário Penna, estiveram, juntos com Oswaldo Cruz, engajados na definição de ações de saúde pública e na realização de pesquisas, atuando em outros estados e cidades do país. </li></ul>
  24. 24. Mesa de quarta-feira <ul><li>A Mesa de Quarta-feira criada por Oswaldo Cruz faz parte da história da informação em saúde na Fiocruz e se mantém até hoje no Salão de leitura da Biblioteca de Manguinhos (ICICT-Fiocruz) Todas as quartas-feiras, os profissionais da Biblioteca de Ciências Biomédicas preparam a mesa com os as publicações mais recentes do acervo </li></ul><ul><li>O fluxo de informação implantado por Oswaldo Cruz se mantém até hoje. Pensando em manter o corpo de pesquisadores permanentemente atualizado, Oswaldo Cruz, em sua época, criou o que pode ser considerado o primeiro fluxo de informação entre o acervo e os pesquisadores da Fiocruz. </li></ul><ul><li>Esse sistema informacional tinha como ponto de partida a leitura dos artigos mais interessantes dos periódicos recém-chegado à Biblioteca. Após a leitura, os pesquisadores discutiam, na própria biblioteca, os artigos lidos. Essas reuniões ocorriam sempre às quartas-feiras. </li></ul><ul><li>Fonte: Mesa de quarta-feira. Rafael Cavadas. Disponível em: http://www.fiocruz.br/bibcb/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=128 </li></ul><ul><li>Publicada em: 21/01/2008 </li></ul>
  25. 26. A segunda fase do movimento sanitarista <ul><li>Nas décadas de 1910 e 1920 tem início uma segunda fase do movimento sanitarista com Oswaldo Cruz, e a ênfase passou a estar no saneamento rural e no combate a três endemias rurais (ancilostomíase, malária e mal de Chagas). </li></ul><ul><li>A partir de expedições pelo país, os médicos sanitaristas tiveram um conhecimento mais amplo da situação de saúde no território nacional e do quanto era necessário desenvolver uma política de Estado nesta área (Hochman & Fonseca, 1999). </li></ul><ul><li>Fonte: BAPTISTA, & MACHADO (2007) </li></ul>
  26. 27. Expedições Fotógrafo J. Pinto em expedição. Acervo FIOCRUZ
  27. 28. Movimento Sanitarista na Primeira República <ul><li>Durante a Primeira República, o movimento sanitarista trouxe a situação </li></ul><ul><li>de saúde como uma questão social e política, constituindo-se como grande obstáculo à civilização. </li></ul><ul><li>Oswaldo Cruz falece em 1917. </li></ul><ul><li>Em 1920, é criada a Diretoria Nacional de Saúde Pública (DNSP), reforçando o papel do governo central e a verticalização das ações (Hochman & Fonseca, 1999). </li></ul><ul><li>Mas o fato de as ações de saúde pública estarem voltadas especialmente </li></ul><ul><li>para ações coletivas e preventivas deixava ainda desamparada grande parcela da população que não possuía recursos próprios para custear uma assistência à saúde. O direito à saúde integral não era uma preocupação dos governantes e não havia interesse na definição de uma política ampla de proteção social. </li></ul>

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