UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS  TRANSITIVIDADE E SEUS CONTEXTOS DE USO
<ul><li>Beatriz Fam de Sousa Lima </li></ul><ul><li>Caterina Blacher Picorelli </li></ul><ul><li>Fernanda Afonso Andrade <...
CAPÍTULO 2 A TRANSITIVIDADE SEGUNDO A LINGÜÍSTICA FUNCIONAL  NORTE-AMERICANA
<ul><li>A transitividade deixa de ser entendida como uma propriedade categórica do verbo – assim como pensa a Gramática Tr...
<ul><li>Segundo Chafe (1979): </li></ul><ul><li>VERBO:   área central </li></ul><ul><li>  compreende estados (condições, q...
<ul><li>É o VERBO que determina a presença e a natureza do nome. </li></ul><ul><li>Os verbos constituem o centro semântico...
<ul><li>A TRANSITIVIDADE SEMÂNTICA DOS VERBOS: A ANÁLISE DE GIVÓN </li></ul><ul><li>O evento transitivo prototípico é defi...
<ul><li>DOIS AGENTES E AUSÊNCIA DE UM PACIENTE </li></ul><ul><li>João encontrou Maria. </li></ul><ul><li>João beijou Maria...
<ul><li>A TRANSITIVIDADE DA ORAÇÃO: A PROPOSTA DE HOPPER E THOMPSON </li></ul><ul><li>A transitividade, para eles, é uma n...
Análise da transitividade em dados do português falado no Brasil
Segundo a formulação de Hopper e Thompson, a oração ocupará um ponto mais alto na escala de transitividade tanto quanto el...
Bat ma n   derrubou  o  Pin güim  com um soco.   2 participantes : Batman e Pingüim Verbo de ação : derrubou Aspecto perfe...
Os verbos em geral se ferem a uma transferência de ação de um agente para um paciente, esses verbos seriam a priori consid...
I – Orações com dois participantes expressos: a)sujeito-agente + objeto-paciente afetado (oração transitiva prototípica) b...
II- Orações com um participante expresso: Nesse grupo se encaixam as orações em que o verbo (semanticamente) necessita doi...
Capítulo 3 A transitividade segundo a Lingüística Sistêmico-Funcional Transitividade segundo a Lingüística Sistêmico-Funci...
3. A transitividade em editoriais <ul><li>Compreendendo a questão do gênero: </li></ul><ul><ul><li>Folha de São Paulo </li...
<ul><li>Para tal, é necessário compreender que um gênero engloba uma escala variacional que vai do representante mais prot...
I – Orações com processos materiais <ul><li>Os processos materiais podem preencher funções diversas nos editoriais, já que...
II – Orações com processos mentais <ul><li>Os processos mentais lidam com a apreciação do mundo pelo homem, e analisando e...
III – Orações com processos relacionais <ul><li>Os processos relacionais são usados para classificar, definir, caracteriza...
<ul><li>Os processos relacionais estabelecem relações claras entre entidades e contribuem para classificar e categorizar a...
IV – Orações com processos verbais <ul><li>Contribuinte para a criação narrativa, torna possível o estabelecimento de pass...
V - Orações com processos existenciais <ul><li>Tem como função construir a existência de algo. São a representação de algo...
VI – Orações com processos comportamentais  <ul><li>São responsáveis pela construção de comportamentos humanos, e situam-s...
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Trabalho de sintaxe

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS TRANSITIVIDADE E SEUS CONTEXTOS DE USO
  2. 2. <ul><li>Beatriz Fam de Sousa Lima </li></ul><ul><li>Caterina Blacher Picorelli </li></ul><ul><li>Fernanda Afonso Andrade </li></ul><ul><li>Philipe Marcel Aguiar </li></ul>
  3. 3. CAPÍTULO 2 A TRANSITIVIDADE SEGUNDO A LINGÜÍSTICA FUNCIONAL NORTE-AMERICANA
  4. 4. <ul><li>A transitividade deixa de ser entendida como uma propriedade categórica do verbo – assim como pensa a Gramática Tradicional- e passa a ser vista como uma propriedade contínua da oração como um todo. </li></ul><ul><li>O fenômeno da transitividade apresenta um componente semântico e um sintático. </li></ul><ul><li>agente (responsável pela ação – sujeito) </li></ul><ul><li>Oração transitiva </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li> paciente (afetado pela ação – objeto direto </li></ul></ul></ul></ul></ul>1. O beija-flor voou. O beija-flor: elemento nominal voou: elemento predicativo 2. O menino quebrou a janela. O menino e a janela: elementos nominais quebrou: elemento predicativo
  5. 5. <ul><li>Segundo Chafe (1979): </li></ul><ul><li>VERBO: área central </li></ul><ul><li> compreende estados (condições, qualidades) e eventos </li></ul><ul><li>NOME: área periférica </li></ul><ul><li> compreende “coisas” (objetos físicos e abstrações) </li></ul>
  6. 6. <ul><li>É o VERBO que determina a presença e a natureza do nome. </li></ul><ul><li>Os verbos constituem o centro semântico, o esquema proposicional da oração. Logo, ele é o ponto de partida da descrição da gramática de uma língua. </li></ul><ul><li>VERBOS denotam ações executadas </li></ul><ul><li>PROTOTÍPICOS por um agente </li></ul><ul><li>VERBOS QUE SE o SN sujeito não desempenha o papel </li></ul><ul><li>AFASTAM DO PROTÓTIPO semântico de agente </li></ul><ul><li>VERBOS QUE NÃO SÃO fenômenos da natureza </li></ul><ul><li>ACOMPANHADOS DE SN </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A TRANSITIVIDADE SEMÂNTICA DOS VERBOS: A ANÁLISE DE GIVÓN </li></ul><ul><li>O evento transitivo prototípico é definido pelas propriedades semânticas: </li></ul><ul><ul><li>agentividade </li></ul></ul><ul><ul><li>afetamento </li></ul></ul><ul><ul><li>perfectividade </li></ul></ul><ul><li>Os verbos transitivos podem ser subclassificados de acordo com a mudança física ocorrida no paciente: </li></ul><ul><ul><li>objeto criado </li></ul></ul><ul><ul><li>objeto totalmente destruído </li></ul></ul><ul><ul><li>mudança física </li></ul></ul><ul><ul><li>mudança de lugar </li></ul></ul><ul><ul><li>mudança superficial </li></ul></ul><ul><ul><li>mudança interna </li></ul></ul><ul><ul><li>mudança com um instrumento </li></ul></ul><ul><ul><li>mudança com um modo </li></ul></ul>
  8. 8. <ul><li>DOIS AGENTES E AUSÊNCIA DE UM PACIENTE </li></ul><ul><li>João encontrou Maria. </li></ul><ul><li>João beijou Maria. </li></ul><ul><li>Para resolver esse problema, pode-se: </li></ul><ul><ul><li>“ rebaixar” um dos agentes para o status de paciente. </li></ul></ul><ul><li>(João encontrou com Maria) </li></ul><ul><ul><li>“ destransitivizar” o verbo e construir amos os agentes como sujeitos coordenados. </li></ul></ul><ul><li>(João e Maria se beijaram) </li></ul><ul><li>Conclui-se que o desvio da transitividade prototípica está associado à semântica lexical, e não à Gramática Tradicional. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>A TRANSITIVIDADE DA ORAÇÃO: A PROPOSTA DE HOPPER E THOMPSON </li></ul><ul><li>A transitividade, para eles, é uma noção contínua, escalar, não categórica. </li></ul><ul><li>Para que uma oração seja transitiva não há necessidade da ocorrência dos três elementos – sujeito, verbo, objeto – para que uma oração seja transitiva. </li></ul>
  10. 10. Análise da transitividade em dados do português falado no Brasil
  11. 11. Segundo a formulação de Hopper e Thompson, a oração ocupará um ponto mais alto na escala de transitividade tanto quanto ela apresentar o maior número de traços do complexo (sendo que no total são dez): <ul><li>Oração afirmativa </li></ul><ul><li>Oração realis </li></ul><ul><li>Sujeito agente </li></ul><ul><li>Objeto afetado e Individuado </li></ul><ul><li>Dois participantes </li></ul><ul><li>Verbo de ação </li></ul><ul><li>Aspecto perfectivo </li></ul><ul><li>Verbo pontual </li></ul><ul><li>Sujeito intencional </li></ul>
  12. 12. Bat ma n derrubou o Pin güim com um soco. 2 participantes : Batman e Pingüim Verbo de ação : derrubou Aspecto perfectivo: ação concluída Verbo pontual: Ação não durativa Sujeito intencional : Batman Oração afirmativa Oração realis: modo indicativo Sujeito agente : Batman Objeto afetado e individuado : Pingüim (substantivo referencial, humano, próprio, singular).
  13. 13. Os verbos em geral se ferem a uma transferência de ação de um agente para um paciente, esses verbos seriam a priori considerados transitivos. Esses verbos foram divididos (pelo CORPUS D&C) em dois grupos: aqueles que apresentam os dois participantes expressos e o das orações com apenas um participante expresso. Houve ainda mais uma subdivisão, que inclui as características manifestas do sujeito e do objeto.
  14. 14. I – Orações com dois participantes expressos: a)sujeito-agente + objeto-paciente afetado (oração transitiva prototípica) b)sujeito-agente + objeto-paciente não afetado c)sujeito-agente + objeto-não paciente d)sujeito-não agente + objeto-paciente afetado e)sujeito-não agente + objeto-não paciente
  15. 15. II- Orações com um participante expresso: Nesse grupo se encaixam as orações em que o verbo (semanticamente) necessita dois argumentos, mas que podem ocorrer sem o argumento objeto. O objeto direto não expresso pode ser de dois tipos: a)objeto-paciente anafórico b)objeto-paciente inferido
  16. 16. Capítulo 3 A transitividade segundo a Lingüística Sistêmico-Funcional Transitividade segundo a Lingüística Sistêmico-Funcional O sistema de transitividade Os mais importantes processos: Processos mentais Processos relacionais Processos verbais, Processos existenciais, Processos comportamentais Processos materiais Circunstâncias Análise do sistema de transitividade
  17. 17. 3. A transitividade em editoriais <ul><li>Compreendendo a questão do gênero: </li></ul><ul><ul><li>Folha de São Paulo </li></ul></ul><ul><ul><li>Jornal do Comércio </li></ul></ul><ul><ul><li>Folha de Pernambuco </li></ul></ul><ul><ul><li>Revista Época </li></ul></ul><ul><ul><li>Revista Veja </li></ul></ul><ul><ul><li>Revistas femininas (Uma e Todateen) </li></ul></ul>
  18. 18. <ul><li>Para tal, é necessário compreender que um gênero engloba uma escala variacional que vai do representante mais prototípico ao menos padronizado. Sendo assim, foram analisados dados de jornais – tidos como editoriais padrão – e revistas – vistas como menos prototípicas ao gênero editorial. Tem-se como objetivo a investigação do papel do sistema de transitividade nos veículos de informação na construção da opinião pública. </li></ul>
  19. 19. I – Orações com processos materiais <ul><li>Os processos materiais podem preencher funções diversas nos editoriais, já que há ocorrência de objetivos diferentes. Há predomínio de sentenças transitivas, que pode ser justificada pela visão de mundo mostrada pelos editoriais estar na passagem de uma força agir/fazer de alguém sobre um objeto ou fato. </li></ul><ul><li>Editoriais diferentes, que abrangem conteúdos distintos geram utilizações diversificadas para um mesmo tipo de processo. </li></ul>
  20. 20. II – Orações com processos mentais <ul><li>Os processos mentais lidam com a apreciação do mundo pelo homem, e analisando esse tipo de processo, é percebido que valores, crenças e desejos são representados nos editoriais. Pode-se notar que há presença de um sentir atribuído a uma entidade que faz parte do que está sendo exposto, e isso demonstra uma maneira diferente de uso desse tipo de processo, principalmente com relação à conversação espontânea. É utilizada a primeira pessoa do plural, para que haja uma aproximação entre autor e leitor. </li></ul><ul><li>Os processos mentais retratam experiências diversificadas, e constroem o sentido de seu texto, de acordo com o tema que será tratado e com o objetivo de cada editorial. </li></ul>
  21. 21. III – Orações com processos relacionais <ul><li>Os processos relacionais são usados para classificar, definir, caracterizar, identificar e generalizar, dando uma visão particular para as experiências vividas. Isso ocorre entre um Portador e um Atributo (nos relacionais atributivos), ou entre Característica e Valor (nos relacionais identificadores). </li></ul><ul><li>Exemplares de processos relacionais são ser, estar, permanecer, ficar, continuar, tornar, parecer, e ocorrem muitíssimo em gêneros editoriais. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Os processos relacionais estabelecem relações claras entre entidades e contribuem para classificar e categorizar as entidades envolvidas. É um processo recorrente nos editoriais, já que expressa visões particulares do mundo, e torna-se então, recurso valioso na formação do ponto de vista exposto. Os processos relacionais podem influenciar bastante o leitor, já que são eles que enquadram os fatos, impondo ao receptor do texto um modo particular de percebê-los. </li></ul><ul><li>Os processos relacionais classificam e definem entidades materialmente construídas, enquanto os materiais apresentam as ações e eventos. São uma força argumentativa de valor imenso para realizar o ponto de vista institucional dos editoriais. </li></ul>
  23. 23. IV – Orações com processos verbais <ul><li>Contribuinte para a criação narrativa, torna possível o estabelecimento de passagens dialógicas em narrativas escritas e narram relatos de diálogos em narrativas orais. </li></ul><ul><li>O papel dos processos verbais no texto opinativo nos faz perceber que há possibilidades argumentativas nesse tipo de processo; as orações com discurso direto e indireto nos editoriais têm seu uso vinculado ao teor argumentativo desse gênero. Funcionam como argumentos de autoridade, e não criam seqüências dialógicas. </li></ul>
  24. 24. V - Orações com processos existenciais <ul><li>Tem como função construir a existência de algo. São a representação de algo que existe ou acontece. Ocorrem no início de um texto, ou quando o texto está movendo-se para uma nova fase. Ao lado do participante Existente, são presentes elementos circunstanciais. </li></ul><ul><li>As orações que usam esse tipo de recurso trazem uma contribuição específica para os editoriais, funcionando como link , e ao mesmo tempo instauram um novo foco discursivo. São definitivas no trato com a construção da argumentação nos editoriais, além de serem componente fundamental para a progressão textual dos editoriais. </li></ul>
  25. 25. VI – Orações com processos comportamentais <ul><li>São responsáveis pela construção de comportamentos humanos, e situam-se na fronteira da ação e do sentir. Não são recorrentes nos editoriais, mas podem ser encontrados. </li></ul><ul><li>Esse tipo de processo realiza funções diferenciadas, como reforçar argumentos e descrever um ser. Moldam-se à rede de argumentos que constituem cada editorial. </li></ul><ul><li> </li></ul>

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